Entidades do movimento sindical de Campos dos Goytacazes estão jogando peso na realização do Ato “Fora, Bolsonaro”, na Praça São Salvador, a partir das 9h30 deste sábado (24). A expectativa dos sindicalistas é a de que o protesto seja maior do que os anteriores, realizados em 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho. Uma reunião de organização, ontem (quinta, 22), na sede do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, traçou as últimas estratégias de mobilização da sociedade para a manifestação.

Além do presidente do próprio Sindicato dos Bancários, Rafanele Alves Pereira, participaram da reunião o coordenador geral do Sindipetro-NF (Petroleiros), Tezeu Bezerra; a presidente do Siprosep (Servidores Municipais), Elaine Leão; o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Caldas; o presidente do Sindicato dos Químicos, Carlos Antônio; o presidente do Staecnon (Saneamento), Hélio Anomal; e a presidente do Sepe (Profissionais da Educação), Odisséia Carvalho. A Aduenf (Associação dos Docentes da Uenf) também participa da organização.

O Ato em Campos dos Goytacazes segue a pauta de temas que tem motivado os protestos por todo o país, contra o desemprego e a fome, pelo auxílio emergencial de R$ 600, por vacinação contra a Covid-19, contra a reforma administrativa e as privatizações. A previsão é a de que o protesto comece com concentração na Praça São Salvador e se estenda com passeata pela Avenida Alberto Torres, até a Câmara de Vereadores.

“Vai ser um ato grande, um ato de massa, mas com todo o cuidado de manter o distanciamento. Haverá distribuição de máscaras PFF-2 e de frascos de álcool em gel. Estamos com uma expectativa muito boa. Temos uma militância que é mais consciente em relação aos cuidados coma pandemia e evita aglomerações, mas que também percebe que é necessário estar nas ruas para protestar contra este governo”, avalia Tezeu Bezerra.

Para Rafanele Alves Pereira, a população “vai ocupar as ruas para dizer não à política que tem aumentado as desigualdades e causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”. Ele lembra que “são mais de 19 milhões de pessoas com fome, quase 15 milhões de desempregados e mais de 34 milhões de brasileiros no trabalho informal”.

A presidente do Sepe, Odisséia Carvalho, também destaca as pautas de reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais e avalia que a adesão ao protesto será grande, em razão do momento crítico vivido pelo país. “Nossa expectativa é a de que teremos muito mais gente na rua. A situação dos desempregados e dos desalentados no nosso país é muito séria. Por isso queremos Fora, Bolsonaro e toda a sua equipe que nos mantém nesse caos absoluto em que estamos”, afirma.

Atividades culturais

Uma das responsáveis por articular atividades culturais para o protesto, a vice-presidente da Aduenf, Luciane Soares da Silva, destaca o papel da cultura na mobilização. Ela lembra que o setor tem sido muito atacado pelo governo Bolsonaro, e utilizar ações culturais é uma forma de manifestação pelas pautas gerais mas, também, um alerta sobre o que acontece com o próprio segmento cultural.

“Nesse momento de mobilização contra o governo Bolsonaro, a presença da cultura no ato é também uma forma de protesto. Porque a gente percebe a importância da cultura no Brasil e como ela foi uma das áreas mais atacadas desde o início por este governo. Não só ataque ao próprio ministério, mas posteriormente com todas as demonstrações muito explícitas de racismo, de desprezo pelos nordestinos, ironia, desqualificação da arte popular”, afirma Luciane, explicando que mobiliza artistas para fazerem apresentações envolvendo música, dança, entre outras expressões de valorização da cultura popular.

[Assessoria de Comunicação do Sindipetro Norte Fluminense]

Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.