A capital do Espírito Santo recebe nesta sexta-feira (05) trabalhadoras de todo o país para o 7º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP.  A solenidade de abertura será realizada no Cine Metrópoles, no Campus da Universidade Federal do Espirito Santo. Os debates prosseguirão no sábado (06) e domingo (07), no Hotel Aruan, na Praia de Camburi. Cerca de cem pessoas são esperadas para o evento, que reunirá as principais lideranças sindicais, dos movimentos de mulheres e de organizações populares do país e do Espírito Santo.

Com o tema central “Somos todas irmãs”, o encontro ressaltará a necessidade de unidade das mulheres para resistir aos ataques contra os direitos e conquistas do povo brasileiro, que atingem principalmente a trabalhadora. Os debates irão girar em torno da importância das lutas feministas na defesa do patrimônio público, da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores.  

“É um espaço de formação, acolhimento, fortalecimento e estreitamento de laços entre nós mulheres. Vivemos um momento político muito difícil. O acirramento dos ataques à classe trabalhadora sempre impacta as mulheres de maneira mais feroz e precisaremos de coragem e muita união para enfrentar mais essa tormenta”, ressalta Andressa Delbons, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras.

Como nas edições anteriores, as petroleiras homenagearão uma mulher que fez história no país. A escolhida é a professora capixaba Zilma Coelho Pinto, que enfrentou o analfabetismo nos 40, e desafiou as autoridades e a alta burguesia do interior do Espírito Santo para que os pobres, negros e mulheres tivessem acesso à escrita e à leitura. Durante a abertura do encontro, será exibido um documentário sobre ela.

Andressa destaca a importância do evento, que apesar de organizado por mulheres, para mulheres, interessa a toda a classe trabalhadora.  “A decisão pela manutenção do evento, imediatamente após a Petrobrás anunciar o corte do repasse das mensalidades aos nossos sindicatos, que talvez não coincidentemente ocorreu durante o  mês da mulher, traduz o compromisso com o coletivo e reafirma a importância que a FUP dá à organização das mulheres”, ressalta.

Acompanhe os debates pelas redes sociais da FUP e de seus sindicatos.

Recreação para as crianças

Durante todo o Encontro, as mulheres que têm filhos até 10 anos terão à sua disposição um espaço de recreação com profissionais que irão desenvolver diversas atividades. O objetivo é envolver as crianças de forma lúdica na luta pelos direitos das mulheres petroleiras. Por isso, foi pensado um espaço especialmente desenvolvido para elas.

No sábado pela manhã, haverá uma oficina de experimentações e integração, com brincadeiras e práticas artísticas que dialogam sobre respeito, inclusão e liberdade . Uma das atividades será a construção de estampas em camisas que as famílias poderão trazer de casa. Na parte da tarde, as atividades incluem música, tatuagem, bolamania, oficinas de gesso, slime, miçangas, pinturas, desenhos e brincadeiras diversas, com distribuição de brindes.  O espaço infantil prossegue no domingo e contará também com um cantinho do bebê.

 Programação do Encontro

Sexta-feira (05/04)

Local: Cine Metrópoles (Campus de Goiabeiras, UFES)

17h30 – Recepção com Feira de produtos da agricultura familiar e exposição de artistas locais

18h – Abertura oficial do VII Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP, que reunirá movimentos feministas e sociais do estado do Espírito Santo

18h30 – Homenagem à educadora Zilma Coelho Pinto com exibição de documentário

19h – Palestra: “Por que ser feminista?”

Convidadas: Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e Professora Dra. Erineusa Silva, Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades – Ufes/Estácio, Praxis/Nepe (Ufes)

21h – Apresentação Cultural

Sábado (06/04)

Local: Hotel Aruan, Praia de Camburi

(Av. Dante Michelini, 1497 – Jardim da Penha, Vitória – ES)

7h30 – Atividade ao ar livre com Marli Zordan

8h às 9h – Credenciamento

9h – Painel: Análise do Setor Petróleo e Gás no Brasil e no Estado do Espírito Santo

Convidadas: Msc. Carla Borges Ferreira, Pesquisadora do INEEP e Msc. Ana Maria Leite de Barros, pesquisadora da UFES;

10h40 – Painel: A Luta contra a Privatização: o papel das trabalhadoras e trabalhadores

[email protected]: Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobrás

12h30 – Intervalo de Almoço

14h – Ginástica Laboral, com Claudete Roseno

14h30 – Painel: Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei

Convidadas: Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES; Sandra Bortolon, Coord. Dieese ES.

16h– Debate e Reflexões

17h – Bingo

Domingo (07/04)

7h30 – Aula de defesa pessoal com a Campeã Mundial de Jiu-jitsu, Ariane Guarnier

9h – Painel “A trajetória e as conquistas do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP”

Convidadas: Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ; Andressa Delbons, coordenadora do Coletivo de Mulheres da FUP

 [FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A capital do Espírito Santo recebe esta semana trabalhadoras de todo o país para o 7º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP.  A solenidade de abertura do evento será realizada na noite de sexta-feira, 05, no Cine Metrópoles, no Campus da Universidade Federal do Espirito Santo. Os debates prosseguirão no sábado (06) e domingo (07), no Hotel Aruan, na Praia de Camburi. Cerca de cem pessoas são esperadas para o Encontro, que reunirá as principais lideranças sindicais, dos movimentos de mulheres e de organizações populares do país e do Espírito Santo.

Com o tema central “Somos todas irmãs”, o encontro abordará a necessidade de unidade das mulheres para resistir aos ataques contra os direitos e conquistas do povo brasileiro, que atingem principalmente a trabalhadora.  Os debates irão girar em torno da importância das lutas feministas na defesa do patrimônio público, da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores.  

“É um espaço de formação, acolhimento, fortalecimento e estreitamento de laços entre nós mulheres. Vivemos um momento político muito difícil. O acirramento dos ataques à classe trabalhadora sempre impacta as mulheres de maneira mais feroz e precisaremos de coragem e muita união para enfrentar mais essa tormenta”, ressalta Andressa Delbons, diretora da FUP e coordenadora do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras.

Como nas edições anteriores, as petroleiras homenagearão uma mulher que fez história no país. A escolhida é a professora capixaba Zilma Coelho Pinto, que enfrentou o analfabetismo nos 40, e enfrentou as autoridades e a alta burguesia do interior do Espírito Santo para que os pobres, negros e mulheres tivessem acesso à escrita e à leitura. Durante a abertura do Encontro, será exibido um documentário sobre ela.

Andressa destaca a importância do evento, que apesar de organizado por mulheres, para mulheres, interessa a toda a classe trabalhadora.  “A decisão pela manutenção do evento, imediatamente após a Petrobrás anunciar o corte do repasse das mensalidades aos nossos sindicatos, que talvez não coincidentemente ocorreu durante o  mês da mulher, traduz o compromisso com o coletivo e reafirma a importância que a FUP dá à organização das mulheres”, ressalta.

Recreação para as crianças

Durante todo o Encontro, as mulheres que têm filhos até 10 anos terão à sua disposição um espaço de recreação com profissionais que irão desenvolver diversas atividades. O objetivo é envolver as crianças de forma lúdica na luta pelos direitos das mulheres petroleiras. Por isso, foi pensado um espaço especialmente desenvolvido para elas.

No sábado pela manhã, haverá uma oficina de experimentações e integração, com brincadeiras e práticas artísticas que dialogam sobre respeito, inclusão e liberdade . Uma das atividades será a construção de estampas em camisas que as famílias poderão trazer de casa. Na parte da tarde, as atividades incluem música, tatuagem, bolamania, oficinas de gesso, slime, miçangas, pinturas, desenhos e brincadeiras diversas, com distribuição de brindes.  O espaço infantil prossegue no domingo e contará também com um cantinho do bebê.

 Programação do Encontro

 5 de abril, sexta-feira

Local: Cine Metrópoles (Campus de Goiabeiras, UFES)

17h30 – Recepção com Feira de produtos da agricultura familiar e exposição de artistas locais

18h – Abertura oficial do VII Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP, que reunirá movimentos feministas e sociais do estado do Espírito Santo

18h30 – Homenagem à educadora Zilma Coelho Pinto com exibição de documentário

19h – Palestra: “Por que ser feminista?”

Convidadas: Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e Professora Dra. Erineusa Silva, Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades – Ufes/Estácio, Praxis/Nepe (Ufes)

21h – Apresentação Cultural

6 de abril, sábado

Local: Hotel Aruan, Praia de Camburi

(Av. Dante Michelini, 1497 – Jardim da Penha, Vitória – ES)

7h30 – Atividade ao ar livre com Marli Zordan

8h às 9h – Credenciamento

9h – Painel: Análise do Setor Petróleo e Gás no Brasil e no Estado do Espírito Santo

Convidadas: Msc. Carla Borges Ferreira, Pesquisadora do INEEP e Msc. Ana Maria Leite de Barros, pesquisadora da UFES;

10h40 – Painel: A Luta contra a Privatização: o papel das trabalhadoras e trabalhadores

[email protected]: Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobrás

12h30 – Intervalo de Almoço

14h – Ginástica Laboral, com Claudete Roseno

14h30 – Painel: Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei

Convidadas: Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES; Sandra Bortolon, Coord. Dieese ES.

16h– Debate e Reflexões

17h – Bingo

7 de abril, domingo 

7h30 – Aula de defesa pessoal com a Campeã Mundial de Jiu-jitsu, Ariane Guarnier

9h – Painel “A trajetória e as conquistas do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP”

Convidadas: Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ; Andressa Delbons, coordenadora do Coletivo de Mulheres da FUP

 [FUP]

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O VII Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP será realizado em Vitória, no Espírito Santo, de 05 a 07 de abril, no Hotel Aruan. A abertura do evento ocorrerá no Cine Metrópoles, na Universidade Federal do Espirito Santo (UFES).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 30 de março, acessando aqui.

A diretora da FUP e do Sindipetro-ES, Priscila Patrício, ressalta a importância do encontro para fortalecer as lutas das mulheres.“É um momento de integração, aprendizado, fortalecimento das mulheres. Estamos sofrendo muitos ataques, como o assédio no ambiente de trabalho. Somos as mais afetadas pela política de retirada de direitos que está em curso. A resistência passa pela nossa união. Por isso que o lema do evento é ‘Somos Todas irmãs’. Também vamos reforçar a defesa do pré-sal para o Brasil e a defesa da Petrobrás”, diz.

Ela destaca ainda a importância das mulheres do Espírito Santo participarem dos debates. Foram abertas inscrições locais para as capixabas que quiserem participar do evento. Para quem mora no interior do estado, haverá transporte e hospedagem disponibilizados.

“É um reconhecimento da importância das mulheres petroleiras capixabas. O Encontro vem para o Espírito Santo como um abraço do Coletivo de Mulheres da FUP para as petroleiras, mostrando que a FUP está junto conosco”, declara Priscila.

Durante o evento, as mulheres que têm filhos até 10 anos terão à sua disposição um espaço de recreação com profissionais que irão desenvolver diversas atividades com as crianças, como oficinas, contação de história, entre outras. Assim, elas poderão participar tranquilamente do Encontro.

Também haverá exposição fotográfica, venda de produtos artesanais dos movimentos sociais e uma aula de defesa pessoal com a campeã mundial de Jiu-jitsu, a capixaba Ariane Guarnier


Programação

5 de abril, sexta-feira

Local: CINE METRÓPOLIS (Campus de Goiabeiras, UFES)

17h30 – Recepção com Feira de produtos da agricultura familiar e exposição de artistas locais

18h – Abertura oficial do VII ENMP e Encontro dos movimentos feministas e sociais do estado do Espírito Santo

18h30 – Homenagem à Zilma Coelho Pinto com exibição de documentário

19h – Palestra: “Por que ser feminista?”

Convidadas: Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e Professora Dra. Erineusa Silva, Núcleo Interinstitucional de Pesquisa em Gênero e Sexualidades – Ufes/Estácio, Praxis/Nepe (Ufes)

21h – Apresentação Cultural

6 de abril, sábado

Local: Hotel Aruan, Praia de Camburi

(Av. Dante Michelini, 1497 – Jardim da Penha, Vitória – ES)

7h30 – Atividade ao ar livre com Marli Zordan

8h às 9h – Credenciamento

9h – Painel: Análise do Setor Petróleo e Gás no Brasil e no Estado do Espírito Santo

Convidadas: Msc. Carla Borges Ferreira, Pesquisadora do INEEP e Msc. Ana Maria Leite de Barros, pesquisadora da UFES;

10h40 – Painel: A Luta contra a Privatização: o papel das trabalhadoras e trabalhadores

[email protected]: Rita Serrano, Coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas; Fabiana dos Anjos, Representante dos Trabalhadores no CA da Transpetro; Danilo Silva, Representante dos Trabalhadores no CA Petrobras

12h30 – Intervalo de Almoço

14h – Ginástica Laboral, com Claudete Roseno

14h30 – Painel: Impactos da Reforma Trabalhista e Previdenciária na vida das trabalhadoras e os direitos ainda preservados na lei

Convidadas: Euci Santos Oss, Advogada Trabalhista assessora do Sindipetro-ES; Lujan Miranda, Especialista em Direito Constitucional /Núcleo Auditoria Cidadã da Dívida/ Sindiprev/ES; Jossandra Rupf, Advogada especialista em Gestão de Politicas Publicas de Gênero e Raça / CTB-ES; Sandra Bortolon, Coord. Dieese ES.

16h– Debate e Reflexões

17h – Bingo

7 de abril, domingo 

7h30 – Aula de defesa pessoal com a Campeã Mundial de Jiu-jitsu, Ariane Guarnier

9h – Painel “A trajetória e as conquistas do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP”

Convidadas: Mônica da Silva Paranhos, pesquisadora associada do Arquivo da Memória Operária do Rio de Janeiro IFCS-UFRJ; Andressa Delbons, coordenadora do Coletivo de Mulheres da FUP

[FUP, com informações do Sindipetro-ES]

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Segunda, 11 Março 2019 16:02

Somos Rosas ou Cactos?

Por Priscila Costa Patricio, diretora da FUP e do Sindipetro Espírito Santo, integrante do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

Às vezes, a vida nos coloca no meio de um dilema. A consciência questiona e você terá que decidir.

Ser mulher no Brasil - mais especificamente no estado do Espirito Santo, mais ainda, trabalhadora de uma empresa majoritariamente masculina, ou mais: militante e sindicalista - é um grande desafio. Muitas vezes, você vai ser sentir lisonjeada e capaz, mas em pouco tempo alguém vai tentar te fazer acreditar que não: “você é uma fraca! E aqui não é o seu lugar.”

Qual é o meu lugar? Será que ele existe? Penso que todas e todos queremos um lugar que nos seja aconchegante, com respeito e reconhecimento - e se tiver um pouco de afeto, até melhor. Este seria o local ideal. Mas ele nunca existiu.

Quando na idade média as camponesas tinham suas vidas definidas pela decisão de seus pais e seus maridos, e viviam uma vida tipo “bela, recatada e do lar”, elas não “precisavam” saber ler, escrever ou administrar negócios, mesmo tendo interesse e capacidade para isso. Muitas viveram a vida contrariadas, com sonhos frustrados. Por isso, e outras tantas coisas, se sentiam escravizadas pelo patriarcado.

Foram milhares as mulheres escravizadas por homens que abusavam sexualmente delas... Imagina se isso era felicidade?! Esses mesmos homens, em sua maioria tinham esposas. Será que elas eram livres de verdade? Você consegue pensar como foi a vida das primeiras mulheres homossexuais que se assumiram? Se hoje, em pleno 2019, alguns casais LGBTI não podem sequer se abraçar na área de lazer de um condomínio (testemunhei isso esta semana), imagina em 1900? Eram muitas denominadas “loucas”, loucas por uma vida autônoma!

O tempo passou, algumas dessas mulheres enfrentaram e não aceitaram opressão, muitas, por isso, acabaram queimadas vivas, como Joana D’arc. Outras foram tachadas de “bruxas” e tiveram o mesmo destino. Na China, durante a Guerra Sino-Japonesa, muitas mulheres foram estupradas até a morte. Quantas de nós somos descendentes de “Índias pegas no laço”? Nesse mesmo período, outras milhares de mulheres estavam relativamente seguras, cuidando de seus filhos, tendo maridos que as amavam, bordando e tricotando, enfrentando outros desafios menos arriscados para suas vidas. Contudo, nem a vida dessas mulheres, que de certa forma aceitavam o destino, era fácil. As condições de partos e saúde sempre foram arriscadas também. Milhares morreram dando à luz.

E hoje nos entregam ROSAS pelo Dia Internacional da Mulher...

Eu, como bióloga, gosto muito de plantas. Sei que as rosas são delicadas e é preciso ter muito cuidado e técnica para cuidar delas. São arbustos sensíveis, nem muita água, nem muito sol, nem muito adubo... Tem que ser bom jardineiro para conseguir fazer uma roseira florescer com rosas perfeitas e perfumadas. Isso não me parece nem um pouco com as mulheres!

Estava pensando que na verdade somos todas CACTOS. Você pode achar um cacto feio, mas o que vemos no cacto é exatamente o que as mulheres têm desenvolvido ao longo dos séculos: mecanismos de defesa e resistência à adversidade.

O que é aquele corpo suculento, senão uma forma de reservar água para os longos períodos sem chuvas? O que são os espinhos, senão um mecanismo de defender-se de inimigos e ao mesmo tempo se adaptar a aridez, pois as suas folhas não durariam nada, se fossem como a de todos os homens (ops, todas as plantas) que recebem um vento mais suave. Por dentro, um mecanismo de captação de água e fotossíntese totalmente diferenciado, para ter a eficiência, tendo em vista que a vida não é fácil.

Mas os cactos não ficam ali parados achando que o mundo vai acabar: eles brotam! Se reproduzem facilmente, se você corta um cacto e o faz ferir, ele se transforma em dois! Se você tenta mata-lo fatiando seus braços, ele se recupera e se multiplica. Formam moitas cheias para se defender. Não somos nós isso?

Quando uma de nós é atacada, não nos multiplicamos e resistimos?

E crescemos.  Nossas carreiras são consolidadas, mas o reconhecimento vem devagar. Assim como os cactos, crescemos poucos centímetros por ano. É fato que os salários das mulheres ainda são menores do que os dos homens na média nacional. É fato que somos “desescolhidas” para cargos de chefia muitas vezes. É fato que uma mulher precisa se esforçar o triplo para ser reconhecida num ambiente de trabalho, e ainda o faz driblando os assédios, morais e sexuais, que são uma constante.

Esta história tá parecida demais, não é mesmo?

E ela continua. Pois os cactos demoram, mas florescem.  E quando florescem, não tem para ninguém. Nem rosas, cravos, margaridas, orquídeas, lírios ou antúrios... Nenhuma dessas plantas consegue competir com a beleza das flores de cactos. São majestosas, coloridas, perfumadas, muitas vezes pomposas e irresistíveis... E o são para atrair o que ao cacto faz bem. Elas crescem acima dos espinhos para dizer: ”eu me desarmo porque confio em você”. E ali, os animais as rodeiam e polinizam, e a natureza continua, agora alimentada pelo doce néctar de uma flor da resistência.

Mais tarde ele dará frutos coloridos e ricos em sementes. Do meio da aridez virá a alegria e novas formas de vida. A esperança do caminho. A revolução. Acho que sou cacto. Nenhuma adversidade me fará desistir de meu caminho e minha missão.

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A técnica de operação da Refinaria Duque de Caxias, Andressa Delbons, 32 anos, enfrenta diariamente os desafios de ser mulher em um ambiente de trabalho majoritariamente masculino. “Ser feminista não é uma escolha, é uma necessidade no meu dia a dia”, afirma.

Andressa ingressou na Petrobrás em 2008, aos 21 anos de idade, quando assumiu logo em seguida o cargo de técnica de operação na segunda maior refinaria do país. Percebeu logo que precisava reagir contra as discriminações e precarização das condições de trabalho que atingem em cheio as mulheres petroleiras. Foi assim que começou a participar das atividades sindicais.

Em seu segundo mandato no Sindipetro Caxias, ela é também uma das oito mulheres que integram a Diretoria Plena da FUP, o que representa 22% do total de integrantes. “As petroleiras precisam ocupar mais os espaços de representação, mas esse avanço só virá com a participação ativa das trabalhadoras junto aos seus sindicatos”, declara.

Esse é um dos desafios de Andressa, que acaba de assumir a Coordenação do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP: “Espero contar com a colaboração das petroleiras para que juntas possamos avançar, não só nas pautas específicas das mulheres, mas também na representação de toda a categoria. A perspectiva dos próximos anos é de ataques à classe trabalhadora e precisamos estar unidas para barrar possíveis retrocessos, barrar as privatizações e garantir a manutenção dos nossos direitos conquistados com luta, sangue e suor”. Confira abaixo a entrevista com ela:

Como estão os preparativos para o 7º Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras?

O Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras acontece anualmente e os sindicatos da FUP se revezam na organização do evento, que neste ano acontecerá entre os dias 5 e 7 de abril em Vitória, no Espírito Santo. É um encontro organizado por mulheres, para mulheres. Em breve, divulgaremos mais detalhes sobre o evento.  

Como é ser feminista em uma empresa majoritariamente masculina, como é o Sistema Petrobrás?

Ser feminista não é uma escolha: é uma necessidade no meu dia a dia. Eu trabalho no chão de fábrica, ambiente majoritariamente masculino. Junto com uma colega, fomos as primeiras técnicas de operação da primeira unidade de processo em que trabalhei na Reduc.

Muitas mulheres lutaram para que hoje eu pudesse votar, estudar e trabalhar sem precisar da anuência de um homem. Tenho a obrigação de valorizar isso.

Estar desempenhando a função que exerço hoje na Petrobrás é fruto da ideia de que homens e mulheres devem ter oportunidades iguais, e isso é uma das ideias propagadas pelo feminismo.

Houve mudanças importantes para as mulheres no ambiente de trabalho desde que você ingressou na Petrobrás?

Houve um tempo em que as mulheres não podiam sequer se inscrever no concurso para o cargo que exerço na Petrobrás. A função era estritamente masculina. Hoje, o número de mulheres na área operacional vem aumentando, inclusive em posições de liderança. Infelizmente, as ações para acolhimento das mulheres nem sempre são efetivas e por isso recebemos muitas denúncias de assédio moral e sexual, mas acredito que aos poucos estamos avançando. Já houve adequação em várias áreas da Petrobrás para atender às demandas as mulheres, como implantação de vestiários femininos nas unidades operacionais, instalação de salas de amamentação, designação de camarotes femininos nas plataformas, coisas que há alguns anos atrás seriam impensáveis

Hoje as mulheres são 22% da diretoria da FUP. É a maior representação feminina da história da entidade. Dá para avançar mais? Como está hoje a participação das petroleiras no movimento sindical?

Eu entendo que o movimento sindical idealmente deve ser reflexo da categoria que representa. E isso só se dá com a participação ativa dos trabalhadores e trabalhadoras junto aos sindicatos. Com o aumento da quantidade de mulheres nas bases do sistema Petrobrás, devemos ter um aumento também no percentual de mulheres nas direções dos sindicatos, federações, confederações e centrais. Na CUT, por exemplo, que é a central à qual o meu sindicato é filiado, a direção é composta por 50% de mulheres. Então penso sim, que existe espaço para avançar e reitero que esse avanço só virá com a participação ativa das trabalhadoras junto aos seus sindicatos.

Quais os desafios do Coletivo de Mulheres Petroleiras nesse momento de tantos retrocessos sociais?

Nossos objetivos centrais são formar e organizar as mulheres petroleiras pelo país, barrar as privatizações, garantir o efetivo exercício dos direitos contidos na CLT e no nosso Acordo Coletivo de Trabalho e avançar na construção de um ACT que garanta melhor qualidade de vida para petroleiras e petroleiros. Não aceitaremos retrocesso, independente de quem estiver no governo. Nosso lema continua sendo “Nenhum direito a menos!”.

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

 

Publicado em Cidadania
Sexta, 01 Março 2019 18:23

Diálogo com as mulheres

Por Conceição de Maria, diretora de Formação do Sindipetro Norte Fluminense e integrante do Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP

Na década de 70, mulheres foram as ruas para lutar pelos seus direitos, ingressar no trabalho produtivo , influenciar na economia  como geração de trabalho e renda e  com salário,  porque até então a ela cabia  o serviço de “cuidadora do lar” que assumia responsabilidades familiares,  trabalho que acontecia nas casas em que não havia remuneração.

O resultado desses avanços faz com que no período de 1992 a 2009, o percentual de famílias chefiadas por mulheres passem de 21,9% para 35,2%.

As mulheres passaram a compartilhar o mercado de trabalho com os homens mas não houve uma redistribuição de tarefas e responsabilidades no tocante as atividades domésticas e de cuidados, seja da criança, seja do idoso.

Além de março ser o mês para refletir as lutas e os avanços dos direitos para as mulheres, pensemos no dia 21  ,  Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, que inclui  também o pensar das condições da mulher negra no Brasil, mulheres que desde o século IX , se tornaram presentes  como  ambulantes, trabalhando em pequenas quitandas, como quituteiras  e que  foram elas  que se assumiram o papel de  domésticas no novo século.

O trabalho doméstico no Brasil ainda tem cor, os espaços sociais ainda tem cor e as mulheres negras convivem em uma sociedade que precisa reconhecer o racismo para ter acesso às políticas públicas.

A mulher negra da atualidade ameniza a dor para que a nova geração não experimente que ela viveu, e como nos diz Conceição Evaristo em seu poema Vozes Mulheres,  A voz de minha, bisavó, ecoou criança, nos porões do navio....A voz da minha filha....será....eco-liberdade.

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Sexta, 01 Março 2019 14:07

Onde estaríamos sem o feminismo?

Ao longo da história, as lutas por direitos para as mulheres resultaram em conquistas fundamentais, que muitas vezes passam despercebidas pela maioria das pessoas. O direito das mulheres ao ensino, ao voto, ao trabalho, à liberdade de ir e vir, às escolhas de seus amores... tudo isso foi conquistado com muita luta. Nada caiu do céu ou foi concedido pelos homens.  Conhecer alguns marcos dessa luta é fundamental para preservar as conquistas e ampliar direitos que estão constantemente sob ataque.

1827 – mulheres passam a ter permissão para cursarem o ensino fundamental no Brasil, mas só garantem o direito de entrarem na universidade em 1879

1893 – Nova Zelândia é o primeiro país no mundo a garantir o voto feminino

1932 – mulheres brasileiras conquistam o direito ao voto

1945 - Carta das Nações Unidas, que rege a criação da ONU, reconhece a igualdade de direitos entre homens e mulheres

1960 – a pílula anticoncepcional passa a ser comercializada

1962 – após mais de uma década de lutas no Congresso Nacional, as mulheres brasileiras conquistam mudanças importantes no Código Civil, garantindo autonomia para que pudessem trabalhar, realizar transações financeiras, receber heranças, fixar residência, requisitar a guarda dos filhos, entre outros direitos que antes dependiam de autorização do marido ou de outro homem que exercesse o pátrio poder sobre elas

1974 – na Argentina, Isabel Perón é eleita a primeira mulher no mundo a presidir um país

1977 – o divórcio passa a ser garantido no Brasil, através de mudanças na legislação, que permitiram à mulher se divorciar apenas uma única vez

1985 – é criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que será fundamental nas lutas por igualdade de direitos no Brasil

1988 – o movimento feminista, com a articulação de 26 deputadas federais constituintes, conquistam avanços importantes na Constituição Federal para as mulheres brasileiras, como a igualdade de direitos com os homens na vida civil, no trabalho e na família. Foi garantida a licença maternidade remunerada de 120 dias para as mulheres e proibido discriminações de salários e cargos, em função do sexo

2006 – Lei Maria da Penha cria mecanismos para coibir e punir a violência doméstica sofrida pela mulher, seja em forma de agressão, ameaças ou assédio

2010 – Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher presidenta do Brasil

2015 –Lei do Feminicídio transforma em crime hediondo homicídio de mulheres por questões de gênero

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

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Quinta, 28 Fevereiro 2019 18:02

Por mais mulheres a bordo

Por Jancileide Morgado, diretora do Setor Privado do Sindipetro-NF, e Bárbara Bezerra, Técnica de Segurança da U0-BC

Você sabe quantas mulheres trabalham em uma plataforma? Você sabe quais as funções?

Sim, são poucas. Em média, apenas 3% do quadro de embarcados é feminino. Muitas vezes apenas 1%. E em algumas embarcações, não há vagas femininas. Mas, e as funções? São distintas para homens e mulheres? Na maioria das vezes, não. Vemos duas funções como maioria de ocupação feminina, que é a Técnica em Química e a Comissária de Bordo. No mais, as funções são majoritariamente masculinas.

Mas, por que será que isso acontece? Será que as mulheres não têm habilidades para as demais funções? Se fizermos uma pequena pesquisa histórica, vemos que houve gerentes femininas, existem Coordenadoras, Mestre de Cabotagem, Rádio operadoras, Operadoras de Produção, Supervisoras, Pintoras, Soldadoras, Técnicas em Segurança e Enfermagem. O que nos leva a concluir que não faltam habilidades, nem disposição das mulheres em realizar atividades prioritariamente “masculinas”.

Todavia, faltam leitos femininos. Faltam vagas femininas. As plataformas estabelecem um número ínfimo de camarotes femininos, o que dificulta as mulheres serem um número maior em nossa categoria. E sabe qual a diferença de um camarote feminino para um masculino? Nenhuma! Exceto que o feminino é mais limpinho e cheiroso!

Portanto, que tal um GEPLAT tornar sua plataforma mais feminina, ofertando um número maior de camarotes para tal?

Garanto que somos competentes e contribuímos positivamente para a melhoria do ambiente de trabalho. Nossas “Ilhas de ferro” já são hostis por natureza, não precisamos de mais empecilhos para torná-las um ambiente de trabalho misto e com direitos iguais.

[FUP | Edição Especial Dia Internacional das Mulheres]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em reunião na VII Plenária da FUP, o Coletivo Nacional de Mulheres (CNMP-FUP) aprovou apoios às candidaturas de petroleiras que disputam vagas no parlamento e nos fóruns de representação da categoria. O coletivo definiu o apoio à Náustria de Albuquerque, funcionária concursada da BR Distribuidora, pré-candidata a deputada estadual no Rio de Janeiro pelo Partido dos Trabalhadores. Ela é a única mulher petroleira do campo da FUP a disputar uma candidatura nas eleições deste ano.

Outro apoio importante definido pelo Coletivo é a reeleição da petroleira Fabiana dos Anjos, atual representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Transpetro. O Coletivo defenderá que a VII Plenafup aprove o apoio à candidatura de Fabiana.

O Coletivo também apresentou às delegações da Plenafup as resoluções do último Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras, realizado em abril em Natal, no Rio Grande do Norte, com participação recorde de petroleiras e petroleiros. A diretora da FUP e coordenadora do Coletivo, Rosângela Maria, ressalta a importância do crescimento da participação feminina nos fóruns e espaços de representação dos petroleiros. “O Encontro do Rio Grande do Norte foi um marco para nós. Reunimos 70 petroleiras, um número de participação recorde, que prova que nosso trabalho está avançando”, destacou.

A petroleira Fátima Viana, que também é diretora da FUP e integrante do Coletivo Nacional de Mulheres, afirmou que o crescimento da participação feminina nos debates da categoria reflete o avanço da atuação do Coletivo na organização sindical. “A reunião do Coletivo na Plenafup teve participação massiva das mulheres, mas também dos homens petroleiros. Isso é prova de que estamos avançando no debate de gênero e ampliando a organização da categoria”, declarou.

Entre os principais encaminhamentos definidos no Encontro Nacional do Rio Grande do Norte está a ampliação dos canais de comunicação do Coletivo de Mulheres Petroleiras, através da reprodução e divulgação pelos sindicatos.

Acesse o facebook do Coletivo: @mulherespetroleiras

Acesse o instagram do Coletivo: @mulherespetroleiras

Veja a íntegra das resoluções:    

1 - Realizar os encontros estaduais e criar os coletivos locais;

2 - Reproduzir nas mídias da FUP e dos Sindicatos as publicações do CNMP-FUP;

3 - Levar para a comissão nacional de SMS a demanda sobre direito à amamentação. A implementação desse direito continua a depender de negociação setorial;

4 - A FUP e os Sindicatos devem fazer o mapeamento dos pedidos de redução de jornada, para identificar as razões e quantas são as mulheres envolvidas;

5 - Exigir que a Petrobras realize campanha interna sobre a importância da promoção da equidade de gênero, etnia e diversidade;

6 - Exigir da Petrobras a definição de critérios na movimentação dos empregados em áreas envolvidas no processo de parcerias/privatizações;

7 - Construir a greve em defesa do petróleo nacional, da Petrobras e contra a privatização;

8 - A PLENAFUP 2018 deve instalar o processo estatuinte, com vistas a criação Secretaria de promoção da equidade de gênero, etnia e da diversidade;

9 - O VI Encontro Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP aprova como agenda prioritária dos trabalhadores petroleiros a luta em defesa da liberdade e da democracia.

[FUP]

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Publicado em VII PlenaFUP

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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