Por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás

Duzentos bilhões de barris. Este é um número gigantesco, que faria do Brasil o detentor da terceira maior reserva de petróleo do mundo. Um número que nós, da Petrobrás, nunca utilizamos. Um número bem acima das projeções feitas em nosso planejamento estratégico.

No entanto, esta estimativa existe e está em um estudo coordenado pela UERJ, em 2017. Não há nenhum erro aí. É apenas um número otimista, cuja probabilidade de concretização depende de muito sucesso na exploração do potencial petrolífero da costa brasileira.

A maior importância de um número gigantesco como esse é dar ao povo brasileiro a percepção que, desde que os campos do pré-sal começaram a ser descobertos, uma riqueza imensa está à nossa espera.
Sejamos um pouco mais conservadores. Considerando apenas a costa brasileira, é muito provável que as reservas nacionais atinjam 100 bilhões de barris, metade da estimativa otimista da UERJ. A maior parte circunscrita ao polígono do pré-sal nas bacias de Campos e Santos. Ainda assim, uma riqueza monumental. Numa projeção cautelosa, com um preço médio de longo prazo de 50 dólares por barril, trata-se de um patrimônio de 5 trilhões de dólares.
É evidente que esses números estão muito além de nossa reserva provada, que tem oscilado entre 11 e 12 bilhões de barris nos últimos anos, e é muito importante distinguir essas duas visões.

A reserva provada é o retrato momentâneo da riqueza já monetizada pela Petrobrás. A reserva possível, seja 100 ou 200 bilhões de barris, dá aos brasileiros a dimensão trilionária do potencial que temos para financiar nossos sonhos de nação desenvolvida. Explorar tal riqueza é fundamental para a promoção da saúde, da educação e da justiça social em nosso país.

Depois de adquirir noção do potencial petrolífero do Brasil no século XXI, passamos a compreender o recrudescimento, nos últimos anos, dos ataques que nossa empresa sofre desde sua criação. Destruir a grande responsável pela descoberta de quase todo petróleo já descoberto no Brasil é a meta de quem nos quer eternamente subdesenvolvidos.

Do lado de cá da trincheira nesta guerra geopolítica, nós que nos posicionamos a favor do Brasil lutamos contra a dominação neocolonialista. Dominação cuja ideologia é a radicalização da exploração capitalista: o neoliberalismo.
Portanto, toda vez que a Petrobrás renuncia a explorar uma área nova ou vende um campo em produção, o Brasil empobrece um pouco mais, dando sobrevida à sociedade perversa em que vivemos. A economia nacional perde dinamismo, o nível de empregos diminui e há exportação de capitais que deveriam permanecer aqui a serviço de nosso país.

Para terminar, um último dado: dois terços das reservas mundiais de petróleo pertencem a empresas estatais. Uma realidade que nada tem de aleatória. Os estados nacionais sabem da importância de controlar suas riquezas para promover seu desenvolvimento. Em outras palavras, sabem da importância da soberania nacional.

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Em suas redes sociais, a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, voltou a criticar as privatizações em curso na empresa. 

"A Petrobrás iniciou a venda de sua participação nos campos em águas rasas de Atum, Curimã, Espada e Xaréu, localizados no Ceará. O Polo Ceará é um grande patrimônio brasileiro, que está em operação desde a década de 80. E a Petrobrás é a operadora nesses campos com 100% de participação", afirma a conselheira. 

"A Petrobrás é uma empresa estatal de economia mista e, como tal, precisa atender a todos os seus acionistas. Concentrar suas atividades apenas nos ativos super lucrativos é uma estratégia de empresa privada, pois prioriza lucro máximo em detrimento de sua função social e estratégica", destaca Rosângela.

A conselheira eleita conclui: "Para atender seu acionista majoritário, a sociedade e o Estado brasileiro, a presença da companhia em todo território nacional é fundamental para que, com investimentos lucrativos, possa garantir o abastecimento, ainda assim, garantindo o retorno a todos os acionistas". 

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A categoria petroleira elegeu em primeiro turno a geofísica Rosângela Buzanelli para a vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. 

Com o apoio da FUP e de seus sindicatos, ela recebeu 5.300 votos (53,62% do total) e desbancou os outros 20 candidatos, 19 deles homens.

É a primeira vez que os trabalhadores elegem em 1º turno um representante para o CA.

Em uma conjuntura tão difícil para a categoria, a eleição de Rosângela é uma vitória fundamental na luta contra o desmonte da Petrobrás.

Mesmo em meio a uma greve acirrada, os petroleiros exerceram o direito ao voto, entendendo a importância de eleger uma representação genuína dos trabalhadores para o principal fórum de deliberação da empresa.

”Minha candidatura ao cargo do Conselho de Administração da Petrobrás é resultado do coletivo. Muito obrigada a cada um e cada uma que votou, confiou e também fez campanha. Estaremos lá representando os trabalhadores e trabalhadoras e defendendo nossa Petrobrás forte e integrada. Essa foi uma vitória num momento muito difícil para toda a categoria petroleira!”, agradeceu, vibrando com o resultado.

Ela lembra da importância de manter o lema de campanha “Reunir para resistir” ao longo de seu mandato: “Reafirmo meu compromisso com a transparência de atuação e com a classe trabalhadora".

A posse da nova Conselheira está prevista para abril.

A FUP parabeniza Rosângela e toda a categoria petroleira por essa importante conquista em tempos de enfrentamentos contra as privatizações, demissões e desmonte de direitos.

[FUP, com informações do Sindipetro-NF]

 

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Após mais de 60 dias de vacância, a vaga para o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração foi ocupada por Danilo Silva, petroleiro da base da Replan e ex-diretor do  Sindipetro Unificado de São Paulo. Nesta entrevista ao sindicato, ele fala com o jornalista Norian Segat sobre as expectativas e projetos para o mandato que se encerra em abril de 2020.

Segundo o novo conselheiro, que tomou posse no dia 3 de janeiro, o país vive uma conjuntura difícil, com um governo que tende a ser mais duro nas relações com os trabalhadores, o que exigirá mais resistência.

“O mandato do CA pode ajudar a fazer esse debate político, mas não podemos esquecer que nosso campo está no chão de fábrica, na porta dos prédios administrativos e temos que saber exercer e aproveitar todos esses espaços”, afirma Danilo. Leia a íntegra:

Como você analisa a demora para a sua posse?

Acho que a Petrobrás errou, ela poderia ter atendido à nomeação muito mais rapidamente, uma vez que a dúvida suscitada [a participação de Danilo no conselho de outra empresa] era uma situação que tinha casos idênticos e até mais complexos no Conselho. O ruim é que nesse tempo algumas medidas importantes foram tomadas, como a aprovação do Plano de Negócios, na qual poderíamos colaborar com uma visão mais preocupada com os empregados do que apenas com o mercado. Agora é assumir o mandato e dialogar daqui pra frente buscando os melhores interesses da companhia.  

Como você pretende pautar sua atuação no CA?

Pretendo pautar pela transparência, divulgando o que for possível dentro das regras da legislação e da CVM, pautar pelo diálogo constante com os trabalhadores, com os demais membros do Conselho e com a Diretoria da empresa na busca de caminhos e soluções, mas também fazer o contraponto em relação a questões como a venda de ativos, por entender que isso é ruim e compromete a geração de caixa em longo prazo. Acredito que é um equívoco a venda do refino, pois enfraquece a companhia e constrói monopólios regionais de empresas privadas; se querem entrar no mercado, isso é bom, mas que façam suas próprias refinarias e disputem mercado com a Petrobrás. É como se a Coca Cola deixasse de vender seu produto por achar que as pessoas devem tomar Pepsi, isso não faz o menor sentido.  

 Você assume um mandato que está praticamente na metade, com uma nova gestão na empresa e um novo governo. O que ainda é possível ser feito?  

O mandato se encerra em abril de 2020, acho que é possível discutir nesse tempo questões importantes. Os mandatos do Deyvid e do Zé Maria foram de apenas um ano e foram consistentes. Muitas questões importantes, em relação ao refino e ao pré-sal, ainda não foram apreciadas pelo CA, há muita coisa para acontecer. Com o novo governo podem ocorrer mudanças na política da Petrobrás, algumas muito ruins para os trabalhadores e por isso temos de estar atentos. Pretendo fazer um processo de aproximação do trabalhador com o Conselho, para que nas próximas eleições se dê mais valor a esse espaço, com mais gente participando, mais candidaturas, mais debates.

 Como se dará a comunicação entre você e os petroleiros, como a categoria poderá acompanhar seu trabalho?

Sempre tendo como perspectiva o que pode e não pode ser divulgado, pretendo fazer um grande trabalho de conversas e debates, utilizar as redes sociais, prestar conta dos gastos, do uso da remuneração do conselho para a contratação de assessorias; vamos ativar um blog para colocarmos textos mais técnicos e internamente usar a comunidade do Conecte para que as pessoas possam ter acesso a informações, sempre seguindo a legislação. Quero, também, visitar o maior número possível de unidades da Petrobrás para conversar olho no olho com os petroleiros e petroleiras, mas desde já deixo um telefone de contato para falar comigo, é o 19 9956-02177. O diálogo e a troca de ideias serão essenciais para a efetividade desse mandato. Forte abraço!

Assista também a o bate papo com Danilo, no último dia 12, em seu perfil no facebook: 

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

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Do Blog da INEEP

Na última segunda-feira (14/01), a União indicou três novos membros para o Conselho de Administração da Petrobras. Em fato relevante, a companhia anunciou que os indicados são Eduardo Leal Ferreira, John Milne Albuquerque Forman e João Cox. Ontem, no entanto, John Forman, desistiu da nomeação, diante da repercussão da sua condenação pela CVM por uso de informação privilegiada. Os demais nomes serão submetidos aos procedimentos de governança da petroleira.

Os indicados substituirão Luiz Nelson Carvalho, Francisco Petros e Durval José Soledade Santos no Conselho. Carvalho e Petros renunciaram aos postos em 1º de janeiro. Já o pedido de saída de Soledade Santos foi apresentado nesta semana, mas só ocorrerá a partir de 4 de fevereiro. Com a renúncia de Forman, no entanto, a Petrobras ainda não sabe quem será o terceiro indicado a substituir as cadeiras do governo no Conselho.

 Leal Ferreira é Almirante de Esquadra e foi Comandante da Marinha do Brasil até janeiro de 2018, o maior posto da hierarquia naval. Além disso, Leal Ferreira recebeu treinamento de nível superior na Escola de Guerra Naval do Brasil, na Academia de Guerra Naval do Chile e na Academia Naval de Annapolis dos EUA. Antes de ser Comandante da Marinha do Brasil exerceu vários cargos importantes na força, tendo sido Chefe do Estado Maior da Marinha e Comandante-em-Chefe da Esquadra.

A indicação do militar foi feita pelo governo Bolsonaro para exercer a Presidência do Conselho de Administração.

Cox é economista com especialização em economia petroquímica pela Universidade de Oxford. Possui carreira como executivo nas telecomunicações, tendo sido Presidente da Telemig Celular e da Claro. Atualmente, é Presidente do Conselho de Administração da Tim Brasil, além de ser membro dos conselhos da Embraer, Linx e Braskem.

A grande surpresa, contudo, foi a desistência de John Albuquerque Forman ao Conselho. Sondado para o cargo ainda no fim do ano passado pelo atual ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o nome de Forman apareceu no anúncio oficial da Petrobras dessa semana. No entanto, Forman desistiu da indicação diante da repercussão que teve a notícia de sua condenação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por uso de informação privilegiada na venda de ações da petroleira HRT, hoje chamada de PetroRio.

Mestre em Geologia pela Universidade de Stanford, Forman já presidiu a Nuclebrás e foi diretor da ANP. Em 2016, foi multado em R$ 338,5 mil pela CVM por insider trading na venda de ações da petroleira, em 2013, quando foi conselheiro da empresa.

O que esperar dos novos conselheiros da Petrobras?

Conforme o blog do Ineep já vem apontando desde o ano passado, as nomeações na equipe do governo Bolsonaro tem revelado uma “disputa velada” entre as alas liberal e militar, sobretudo quando o assunto é a política energética.

De um lado, a indicação de Castello Branco à presidência da Petrobras representa uma vitória da equipe de Paulo Guedes na condução da companhia, com enfoque na privatização dos setores de refino e distribuição. Em seu discurso de posse, no último dia 03/01, o economista endossou o foco nos investimentos voltados para as atividades de exploração e produção (E&P) em águas profundas e a política de preços de paridade com o mercado internacional.

Por outro lado, a nomeação de Leal Ferreira à presidência do Conselho de Administração da Petrobras tende a um alinhamento com o ideário militar de fortalecimento nos investimentos de infraestrutura, o que pode significar políticas de incentivo à indústria naval brasileira, com investimentos aos estaleiros no programa do submarino nuclear, conforme indicou o Almirante em entrevista no ano passado.

Neste sentido, a desistência de Forman ao Conselho após a recente divulgação pela imprensa de sua condenação na CVM por um processo de 2016 pode ser um indicativo dessa tensão entre os setores do governo, uma vez que pelo histórico do geólogo é possível observar uma maior afinidade com a ala militar, tendo em vista a sua passagem pela presidência da Nuclebrás e a sua proximidade com o ministro do MME, Bento Albuquerque.

De acordo com o cientista político e diretor técnico do Ineep, William Nozaki, a disputa entre liberais e militares, no entanto, pode encontrar convergências: “Acho que precisamos esperar e olhar com mais atenção para essa composição. Se olharmos a nova direção e conselho, me parece que há uma espécie de ‘divisão social do trabalho’: os civis-liberais vão cuidar de privatizar o downstream e os militares vão cuidar de manter o upstream alinhado aos interesses político-econômicos dos EUA”.

[Via INEEP]

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A péssima repercussão gerada pelo governo Bolsonaro ao indicar para o Conselho de Administração da Petrobrás o ex-diretor da ANP, John Forman, obrigou o geólogo a recuar e a desistir do cargo. Ele foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por uso de informações privilegiadas de uma empresa de petróleo da qual foi conselheiro.  A Petrobrás oficializou nesta quarta-feira, 16, a desistência do indicado.

"Forman agradeceu o convite para participar do Conselho de Administração e informou que as razões para tal decisão são de ordem pessoal, visando evitar qualquer tipo de constrangimento ou problema para a companhia, considerando as notícias veiculadas na imprensa, desde a sua indicação, sobre condenação em processo na CVM, que se encontra atualmente em discussão no judiciário", comunicou a Petrobrás, em nota à imprensa e ao mercado.

Segundo a CVM, John Forman vendeu ações da HRT Participações em Petróleo (hoje PetroRio), empresa da qual foi conselheiro entre novembro de 2009 a março de 2012. Junto com outro executivo da HRT, ele negociou ações da companhia antes da divulgação de fatos relevantes relacionados à exploração de poços na Namíbia, em 2013.

O fato ocorreu durante os pregões de 17 e 18 de julho de 2013, pouco antes da informação sobre a exploração na Namíbia ser divulgada ao mercado. Ele vendeu 500 mil ações e evitou uma perda de R$ 169,2 mil com os papéis.

Forman foi condenado pela CVM a pagar multa de R$ 338,5 mil - equivalente a duas vezes a perda estimada com a negociação dos papéis -, mas não cumpriu a decisão. O processo continua em aberto.

[FUP, com informações do Valor e da Petrobrás]

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A FUP deu entrada em uma interpelação judicial, questionando o presidente licenciado do Conselho de Administração da Petrobrás, Murilo Ferreira, sobre declarações que teria feito à Veja, taxando os petroleiros de privilegiados. No último dia 16, o portal da revista na internet divulgou trechos de suposta entrevista com o empresário, que teria dito afirmado: "Se eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada, eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos" (sic). Outra declaração atribuída por Veja à Murilo é de que "a Petrobrás não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário - ela é da corporação" (sic). O empresário também teria afirmado: "Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali" (sic).  Diante do histórico de mentiras que a revista Veja já publicou em suas edições impressa e online, a FUP aguarda os devidos esclarecimentos de Murilo Ferreira, confirmando ou não o que a revista divulgou.

Fonte: FUP

 

 

 

A FUP deu entrada em uma interpelação judicial, questionando o presidente licenciado do Conselho de Administração da Petrobrás, Murilo Ferreira, sobre declarações que teria feito à Veja, taxando os petroleiros de privilegiados. No último dia 16, o portal da revista na internet divulgou trechos de suposta entrevista com o empresário, que teria dito afirmado: "Se eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada, eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos" (sic). Outra declaração atribuída por Veja à Murilo é de que "a Petrobrás não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário - ela é da corporação" (sic). O empresário também teria afirmado: "Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali" (sic).  Diante do histórico de mentiras que a revista Veja já publicou em suas edições impressa e online, a FUP aguarda os devidos esclarecimentos de Murilo Ferreira, confirmando ou não o que a revista divulgou.

Fonte: FUP

 

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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