Trabalhadores que estão no Royal Macaé Palace Hotel, durante o período de isolamento pré-embarque, estão tendo problemas para conseguir se alimentar. O motivo é que o valor custeado pela Petrobrás para alimentação é menor que os valores cobrados no cardápio oferecido pelo hotel. 

Segundo os trabalhadores, para conseguir se alimentar direito e conseguir beber algo é necessário completar o valor por conta própria. 

“Nós, trabalhadores, viemos para o Hotel seguir o isolamento e temos que pagar diferença para almoçar e jantar? Isso é um absurdo. Se o hotel aumentou os preços dos alimentos, a Petrobrás tem que subir os valores para a alimentação na mesma proporção”, declarou um dos trabalhadores. 

O diretor do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, lamenta a insistência da Petrobrás em agir maltratando seus funcionários. Ele lembra que o trabalhador já está em uma situação difícil, em confinamento, em um quarto, e não pode sequer ter uma refeição digna. 

O sindicato reforça a necessidade de que a categoria envie relatos sobre a ocorrência destes casos, entre outros que coloquem afetem o trabalhador para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Em meio ao avanço da pandemia da Covid-19, principalmente após a identificação de novas cepas do coronavírus com potenciais ainda maiores de contaminação, a gestão da Petrobrás continua negligenciando a realização de testagem em massa dos trabalhadores dentro dos padrões exigidos pelas organizações de saúde. Na última reunião com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), realizada no dia 03 de fevereiro, a FUP tornou a questionar a substituição do teste RT-PCR pelos testes sorológico e de antígeno.

“A Petrobrás dividiu o território nacional em sete áreas para contratação de testagens e, por razões que não conhecemos, uma única empresa assumiu os sete contratos, mas não teve condições de atender às demandas e os contratos foram suspensos. Por conta disso, a Petrobrás rebaixou o padrão de testagem dos trabalhadores, passando a aplicar testes sorológicos e de antígeno, no lugar do RT-PCR, que é o teste padrão ouro”, explica o diretor da FUP, Raimundo Teles, que coordena a representação dos trabalhadores nas reuniões do EOR. Essa falha da Petrobrás, segundo ele, revela a negligência e a incompetência da gestão no controle da pandemia. “Se fosse um contrato de prestação de serviços operacionais, a empresa agiria com o mesmo descaso que vem agindo com a questão da saúde dos trabalhadores?”, questiona. 

Desde o ano passado, os sindicatos cobram que os trabalhadores que estão embarcando e atuando em áreas operacionais terrestres sejam testados e retestados com a maior frequência possível, independentemente de terem ou não sido contaminados anteriormente. A Petrobrás, no entanto, insiste em manter um intervalo de 90 dias para restestar os trabalhadores que já apresentaram resultados positivados para o coronavírus. A FUP insiste na testagem e retestagem frequente de todos os trabalhadores, ressaltando que essa é a única forma possível de garantir o controle da pandemia no Sistema Petrobras, enquanto o Brasil não tiver um plano nacional de vacinação em massa para toda a população.

RJ é o estado com mais petroleiros contaminados

Os últimos números apresentados pelo EOR revelam que, desde o ano passado, 4.379 trabalhadores próprios foram contaminados pelo coronavírus e se recuperaram. Na última semana de janeiro, mais 408 casos foram registrados pela empresa, dos quais 209 foram confirmados e 199 estavam sob suspeita. Segundo o EOR, 23 trabalhadores estavam hospitalizados, sendo nove em unidades de tratamento intensivo. A gestão da Petrobrás, no entanto, continua omitindo informações sobre o avanço da pandemia entre os trabalhadores terceirizados. Pela primeira vez, a empresa concordou em informar os casos registrados por estados, mas não especificou as unidades, nem os regimes de trabalho dos petroleiros que apresentaram suspeita ou confirmação de contaminação pelo coronavírus.

O estado do país onde há mais trabalhadores afetados pela Covid-19 é o Rio de Janeiro, com 128 casos confirmados e 109 suspeitos (dados referentes ao dia 02/02), o que reflete os surtos semanais nas plataformas, conforme vem sendo denunciado pela FUP e pelo Sindipetro-NF. O Espírito Santo aparece em segundo lugar, com 25 petroleiros contaminados e 19, suspeitos, seguido do estado de São Paulo, com 17 casos confirmados e 29 suspeitos. O Amazonas, que é a região do país em situação mais grave nesta nova onda da pandemia, é o quarto na lista da Petrobrás, com 12 trabalhadores contaminados e cinco sob suspeita.

Paradas de manutenção mobilizarão 16 mil trabalhadores a mais nas refinarias

Outro ponto sensível da última reunião com o EOR foi a apresentação do cronograma de paradas de manutenção feita pela Petrobrás em atendimento à cobrança da FUP. Entre fevereiro e agosto, sete refinarias mobilizarão 16.347 trabalhadores em plena pandemia, sendo que quatro delas entrarão em manutenção simultaneamente, no final de fevereiro e início de março, recebendo mais de 10 mil pessoas, além dos atuais efetivos. A FUP manifestou preocupação com a segurança dos trabalhadores e as medidas de proteção que as refinarias irão adotar e propôs um calendário de vistorias sanitárias nas unidades de sua base sindical, começando pela Regap (MG), onde a parada de manutenção está prevista para começar no dia primeiro de março, seguida da Rlam (BA), da Reduc (RJ) e da Repar (PR).  

“Essa vistoria sanitária é importantíssima para que possamos acompanhar e discutir com a gestão local as barreiras de proteção para evitar a contaminação pelo coronavírus durante as paradas, principalmente, as medidas de distanciamento, já que teremos uma média de 2.500 trabalhadores a mais nas unidades”, reforça Raimundo. Em outubro do ano passado, a FUP e os Sindipetros Duque de Caxias e Sindipetro-NF fizeram uma vistoria sanitária na Reduc, junto com representantes do EOR e da unidade.

[Imprensa da FUP | Foto: Agência Brasil]

O Sindipetro/MG participou de reunião com o setores de RH, manutenção e SMS da Regap na terça-feira, dia 2, com o objetivo de debater cuidados durante a parada de manutenção para evitar a propagação do coronavirus.

Na ocasião, o Sindicato solicitou que o adiamento do início da parada e também que a duração fosse estendida para evitar aglomeração.

Como resposta, a empresa apresentou um adiamento insignificante, do dia 19/02 para o dia 28/02. Enquanto a duração foi de 24 para 30. 

Além disso, o sindicato cobrou o uso de máscaras com cores diferentes por horário, ampliação da estrutura de refeitório, plano de testagem para COVID-19 e o cumprimento da taxa de ocupação, dentre outras ações.

[Da Imprensa do Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Todas as semanas, desde o início da pandemia, a categoria petroleira é assombrada com um novo surto de Covid nas plataformas. O caso mais recente é com os trabalhadores de P-63, na Bacia de Campos. A FUP e o Sindipetro-NF seguem na luta em defesa da saúde da categoria, cobrando da Petrobrás uma gestão que defenda a vida das pessoas e que priorize a prevenção da doença, mas infelizmente o que é visto é um repeteco da necropolítica de Bolsonaro.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A rotina dos surtos de Covid nas plataformas da Bacia de Campos continuam. O Sindipetro-NF recebeu no sábado, 23, a informação que quatro trabalhadores que embarcaram na P-63 apresentaram sintomas da doença e testaram positivo. No dia seguinte, o enfermeiro que fez o atendimento foi isolado, depois desembarcou e também testou positivo, assim como um trabalhador do lastro. No total a plataforma teve seis casos confirmados e três suspeitos, ainda sem confirmação do resultado dos testes desses últimos.


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Como a partir de três pessoas no ambiente ser considerado surto, o Sindipetro-NF orientou aos trabalhadores a bordo que solicitassem uma reunião extraordinária de Cipa, com participação do sindicato, para que fosse feita uma ata relatando a situação da unidade.

Em contato com a gestão, o sindicato cobrou a testagem imediata dos trabalhadores e a higienização da plataforma, mas até o fechamento do boletim não tivemos informação que esses pedidos do sindicato tivessem sido cumpridos. Na reunião de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR) que aconteceu na quarta, 27, a diretoria do NF cobrou novamente uma ação imediata em P-63. Enquanto a gestão não toma as devidas providências mais pessoas se arriscam a se contaminar a bordo. Uma triste realidade que atinge a categoria petroleira.

Situação no NF

Desde o início de abril de 2020 o Departamento de Saúde do Sindipetro-NF acompanhou e registrou os casos de trabalhadores acometidos ou suspeitos de terem contraído o COVID19, em decorrência do ambiente de trabalho. Até o dia de hoje, foram registrados no departamento 181 casos de trabalhadores suspeitos de infecção pelo coronavírus e 150 obtiveram resultado positivo para a doença.

 

Nos últimos 20 dias, 714 trabalhadores da Petrobrás foram infectados pela Covid-19, uma média de 35 casos por dia. A cada semana de janeiro, aumenta também o número de petroleiros hospitalizados. No dia 06, eram 20 trabalhadores. Na semana seguinte, subiu para 24 e no último dia 26, já haviam 29 petroleiros hospitalizados em função da Covid. Destes, 12 estão em unidades de tratamento intensivo.

Os dados são do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), que monitora o avanço da doença na empresa. Em reunião com a FUP na quarta-feira, 27, os representantes do EOR informaram que 4.252 trabalhadores próprios já haviam sido contaminados pelo coronavírus. Além destes, mais 246 testaram positivo nesta última semana e outros 192 apresentaram sintomas. Na primeira semana de janeiro, o total de casos registrados pela Petrobrás era de 3.784 petroleiros.

Esses números são referentes apenas ao efetivo próprio da companhia. A gestão da empresa continua omitindo dados referentes aos trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação. Apesar dos trabalhadores receberem constantemente notícias sobre perda de companheiros para a Covid, a Petrobrás se recusa a informar o número de óbitos, que, segundo informações obtidas pela FUP, já ultrapassa 60 casos.

Na reunião com o EOR, a Federação voltou a cobrar dados mais transparentes, com informações detalhadas por unidades e regime de trabalho. As representações sindicais também tornaram a ressaltar a urgência de medidas mais efetivas de contenção da pandemia, principalmente em função dos novos picos de contaminação e surtos em diversas unidades.

Uma das cobranças é a distribuição de máscaras certificadas, tipo N95 ou PFF-2, nas áreas operacionais e nos prédios administrativos. As que são fornecidas pela empresa não estão dentro destes padrões e a maioria dos trabalhadores, principalmente os terceirizados, utiliza uma única máscara ao longo de toda a jornada de trabalho, contrariando as recomendações dos órgãos de saúde e de fiscalização.

Os representantes do EOR informaram que seguem protocolos diferentes para cada tipo de atividade, mas, como a FUP vem cobrando há meses, nenhuma das notas técnicas da Petrobrás é de conhecimento dos trabalhadores, nem sequer das entidades sindicais. O mesmo acontece em relação a outras medidas fundamentais para conter o avanço da pandemia, que é a testagem e retestagem frequente dos trabalhadores, o cumprimento dos protocolos de higiene e, principalmente, de distanciamento.

Por isso, uma das principais preocupações da FUP é com as paradas de manutenção, que estão previstas para acontecer simultaneamente em diversas refinarias, o que aumentará consideravelmente o número de trabalhadores nas unidades.  A Petrobrás informou que apresentará na próxima reunião o cronograma das paradas e as medidas de segurança que serão adotadas.

O EOR respondeu alguns dos questionamentos feitos na semana passada sobre negligências em relação aos trabalhadores que apresentam sintomas a bordo das plataformas e à testagem depois da troca de turno, quando o correto seria antes da entrada. Os gestores informaram que o protocolo passado para as unidades offshore é de desembarque imediato de todos os trabalhadores que apresentarem sintomas de Covid e seus contactantes. Nas unidades de terra, a empresa informou que o protocolo de testagem é na chegada e que o comando do EOR já havia solicitado adequação nas áreas que estavam desrespeitando esses protocolos.

Os sindicatos, no entanto, tornaram a enfatizar que as mudanças não foram implementadas, como é o caso das plataformas no Espírito Santo e na Bacia de Campos, da Repar, da SIX, dos terminas de Santa Catarina e de Manaus/Coari, entre tantas outras unidades, cujos gestores não seguem os protocolos do EOR.

“Há pelo menos seis reuniões, nós estamos alertando sobre esses problemas, cujas consequências estão se evidenciando no aumento dos casos de trabalhadores contaminados. Se nem os sindicatos, que são instituições reconhecidas pela Petrobrás, têm conhecimento do conjunto de Notas Técnicas com protocolos específicos para o combate à pandemia, o que dirá dos trabalhadores, que estão na ponta do processo, expostos à contaminação, sem sequer saber se o seu gestor está seguindo ou não o protocolo da empresa. Isso é um absurdo. Essa falta de transparência faz com que o os encaminhamentos do comando do EOR não sejam aplicados pelas forças tarefas e o trabalhador, que deveria ser o principal elo desta corrente, não tem como acompanhar e cobrar o que deve ser feito em prol da sua segurança. Até quando vocês vão continuar agindo desta forma?”, questionou, indignado, o diretor da FUP, Raimundo Teles.

[Imprensa da FUP | Foto: Diego Herculano/NurPhoto/Getty Images]

Enquanto a gestão da Petrobrás omite informações sobre óbitos por Covid na empresa e invisibiliza os trabalhadores terceirizados que se contaminam nas unidades operacionais, a categoria chora a morte de companheiros de trabalho que estão perdendo a batalha para o coronavírus. Levantamento semanal do Ministério da Saúde apontou aumento de 125% no número de petroleiros mortos em consequência da doença. Segundo o boletim do dia 18 de janeiro, foram 5 óbitos na semana anterior, em um total de 9 desde o início da pandemia.

Números que não representam a realidade cada vez mais cruel que os trabalhadores do Sistema Petrobrás enfrentam, em função da negligência de gestores que repetem na empresa a mesma postura negacionista do governo Bolsonaro. Informações obtidas pela FUP revelam que já chega a 60 o contingente de petroleiros que perderam a vida para a Covid 19. Destes, 48 eram terceirizados e 12 eram empregados diretos da estatal.

Esses dados foram apresentados pela Federação na reunião com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), que ocorreu, excepcionalmente, na sexta-feira, 22. Os dirigentes sindicais também lamentaram mais outros quatro óbitos por Covid nos últimos dias: um petroleiro do Espírito Santo e três do Amazonas, sendo que um deles faleceu após perder em poucos dias a mãe, o pai e um irmão, todos contaminados pelo coronavírus. Somam-se a estas perdas, mais duas mortes de trabalhadores nesta semana, que, por omissão de informações da Petrobrás, não foi possível esclarecer se foram em consequência da Covid.

Casos como estes não só chocam, como deixam a categoria ainda mais insegura, diante da negativa dos gestores em atender às principais reivindicações das entidades sindicais, como testagem e retestagem em massa dos trabalhadores que estão em áreas operacionais e intensificação das medidas de segurança, principalmente uso de máscaras de qualidade, higienização e distanciamento.

“A situação no Amazonas é gravíssima. Na semana passada, já havíamos perdido outro petroleiro em Urucu. São casos e mais casos de trabalhadores com suspeita, afastados... todos os dias temos aposentados contaminados e internados. Mas, nada disso parece sensibilizar a gestão. A caixinha de maldade da empresa não parou e continua avançando cada vez mais, mesmo em meio a essa situação. O sindicato está fazendo a sua parte com campanhas de orientação e alertas constantes aos trabalhadores”, revelou o presidente do Sindipetro-AM, Marcos Ribeiro.

Um em cada 10 petroleiros já se contaminou

Até o último dia 21, mais 490 trabalhadores da Petrobrás apresentaram sintomas da Covid-19, dos quais 264 testaram positivo, segundo informações do EOR. Esta semana, 23 trabalhadores seguem hospitalizados, 12 em UTIs. Desde o início da pandemia, segundo a empresa, 4.415 petroleiros foram infectados, dos quais 4.151 se recuperaram e 264 estão ativos. Há ainda 226 casos suspeitos registrados até a última quinta-feira (21). Ou seja, um em cada dez trabalhadores próprios já foi infectado pela Covid. No caso das prestadoras de serviço, a Petrobrás continua omitindo informações sobre o avanço da doença entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais vulneráveis à contaminação.

Falta de Transparência 

A FUP criticou duramente a falta de transparência da Petrobras, que insiste em omitir os casos de trabalhadores terceirizados infectados e continua negando qualquer tipo de informação sobre óbitos causados pela Covid. A divergência entre os números divulgados pelo Ministério da Saúde e os que são informados à FUP também tem sido constantemente questionada nas reuniões com o EOR. Soma-se a isso o fato da empresa não divulgar informações sobre os casos de Covid por unidades, nem compartilhar com as entidades sindicais e muito menos com a categoria informações sobre os protocolos e as normas técnicas que a gestão vem adotando na pandemia.

FUP insiste em testagem em massa

Em todas as reuniões com o EOR, os sindicatos cobram insistentemente que a Petrobrás teste e reteste todos os trabalhadores que estão embarcando e trabalhando em áreas operacionais de terra. A FUP ressaltou que essa é a única forma possível de garantir o controle da pandemia na empresa, enquanto o Brasil não tiver um plano nacional de vacinação em massa para toda a população. A cobrança é para que a Petrobrás teste cada vez mais os trabalhadores, na maior frequência possível, independentemente de terem ou não positivado em testes anteriores.

A empresa, no entanto, insiste em manter o protocolo de restestar os trabalhadores que já testaram positivo em exames anteriores somente após 90 dias. No caso de unidades terrestres, nem isso estava acontecendo. Os trabalhadores positivados eram definitivamente dispensados de novos testes, mesmo com a comprovação de casos de reinfecção. Só após muita cobrança da FUP nas reuniões do EOR, os gestores resolveram aplicar o mesmo protocolo de 90 dias para os trabalhadores de terra. A Federação tornou a cobrar a retestagem em intervalos mais curtos de tempo para toda a categoria.

Outras cobranças feitas na reunião desta semana:

Testagem – o Sindipetro Amazonas cobrou que os testes sejam feitos no aeroporto antes do embarque dos trabalhadores para Coari e que a Transpetro aumente o número de profissionais de saúde em Manaus, cujo efetivo não é suficiente para dar conta da demanda cada vez maior, em consequência do novo pico da pandemia. Também foi cobrado que a testagem dos trabalhadores da Repar, no PR, seja realizada na entrada do expediente e no primeiro dia da sequência de trabalho, como é praticado em outras unidades.

Marcação de testes pelo 0800 – os sindicatos relataram diversas falhas neste sistema de marcação, o que está colocando em risco os trabalhadores, já que não conseguem agendar a tempo os testes de RT-PCR, mesmo apresentando sintomas da doença. Em Curitiba, por exemplo, somente um laboratório realiza o teste e não tem serviço delivery. Além disso, o empregado não tem acesso ao resultado, que só é disponibilizado para a Petrobras. No Espírito Santo, o serviço realizado pela empresa Cremasco também não está funcionando.

Paradas de manutenção - a FUP tornou a cobrar da Petrobras um planejamento das paradas de manutenção previstas para este ano. Com a explosão de uma nova onda de contágios, é fundamental que os sindicatos acompanhem as ações e barreiras sanitárias adotas para conter o avanço da pandemia nas unidades operacionais, que recebem um grande contingente de trabalhadores durante as paradas. A Regap, por exemplo, que tem manutenção prevista para a segunda quinzena de fevereiro, mas já se encontra na fase de pré-parada, teve um aumento de mais de mil trabalhadores em relação a períodos normais de produção. Durante a parada, a previsão é de que esse efetivo aumente na mesma proporção.

[Imprensa da FUP]

Nas últimas semanas o Sindipetro voltou a receber denúncias de aumento do número de trabalhadores diretos e terceirizados da Petrobrás na Bahia que foram infectados com o vírus do Covid-19. Os trabalhadores estão preocupados e se sentem inseguros, pois segundo eles não está havendo a devida preocupação com as regras de prevenção, principalmente nas empresas terceirizadas.

Na unidade de Candeias, segundo denúncia, há um supervisor afastado do trabalho devido à Covid-19, uma funcionária terceirizada que estaria na UTI de um hospital e outros trabalhadores contaminados.

Os trabalhadores denunciam que a Petrobrás está deixando de ser rigorosa nos testes e controle dos seus colaboradores. Fato esse que pode ser comprovado devido ao aumento do número de casos de Covid-19na estatal como demonstrou a FUP em recente matéria publicada em seu site. A Federação divulgou informações do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa.

De acordo com essas informações “em apenas uma semana, o número de trabalhadores da Petrobrás que contraíram Covid-19 saltou de 4.048 para 4.250, um aumento de 5%. No dia 06 de janeiro, eram 525 casos ativos, dos quais 210 confirmados e 54 em triagem. No último dia 12, esses números subiram para 556 novos casos registrados, sendo que 226 confirmados e 73 em triagem. O número de trabalhadores infectados que estão hospitalizados também aumentou, passando de 20 para 24, sendo que a quantidade de petroleiros em UTIs saltou de oito para 13”.

O agravante é que o crescimento do número de casos é bem maior do que o apontado pela estatal, pois a Petrobrás não contabiliza os casos ativos de Covid entre os trabalhadores terceirizados. Reportagem da imprensa da FUP mostra que cerca de 10% dos efetivos próprios já foram contaminados e que na “última semana, pelo menos dois trabalhadores da Petrobrás perderam a vida em função da Covid: um em Manaus e outro no Paraná. A empresa continua omitindo dos sindicatos os números de óbitos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados”.

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Em apenas uma semana, o número de trabalhadores da Petrobrás que contraíram Covid-19 saltou de 4.048 para 4.250, um aumento de 5%. No dia 06 de janeiro, eram 525 casos ativos, dos quais 210 confirmados e 54 em triagem. No último dia 12, esses números subiram para 556 novos casos registrados, sendo que 226 confirmados e 73 em triagem, segundo informações do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa. O número de trabalhadores infectados que estão hospitalizados também aumentou, passando de 20 para 24, sendo que a quantidade de petroleiros em UTIs saltou de oito para 13.

Esses dados, mesmo subnotificados, já que a Petrobrás não contabiliza os casos ativos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, refletem o avanço da pandemia nas unidades da empresa. Cerca de 10% dos efetivos próprios já foram contaminados, o que é bastante preocupante. Nesta última semana, pelo menos dois trabalhadores da Petrobrás perderam a vida em função da Covid: um em Manaus e outro no Paraná. A empresa continua omitindo dos sindicatos os números de óbitos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados.

Na reunião com o EOR, ocorrida na última quarta-feira, 13, a FUP tornou a cobrar transparência nas informações relativas às ações de combate à pandemia. Além da subnotificação dos casos de Covid entre os terceirizados, a Petrobrás também continua negando o acesso dos sindicatos à Normas Técnicas e protocolos que orientam os procedimentos relacionados à doença, como testagem, afastamento e monitoramento dos trabalhadores após diagnósticos positivos e ações de mitigação.

Nexo causal e registros de CATs

Outra situação absurda é a negativa sistemática da gestão em reconhecer o nexo causal da doença para os trabalhadores contaminados nos ambientes de trabalho. A despeito de vários estudos e orientações de entidades de saúde, como a Fiocruz, órgãos fiscalizadores, como o MPT, e até mesmo o STF, que defendem o nexo causal, a empresa continua alegando que a Covid não está relacionada ao ambiente de trabalho. Em função disso, não há emissão de CATs, nem a possibilidade dos trabalhadores serem periciados.

Na última reunião do EOR, a Petrobrás informou que, apesar desse entendimento da gestão, cada caso de trabalhador contaminado é analisado para verificar a possibilidade de estabelecimento de nexo causal. A FUP questionou a contradição da empresa, ressaltando que o ACT garante a participação do sindicato no acompanhamento das análises, o que não está sendo feito.

Para a FUP, está claro que a negativa da gestão da Petrobrás em estabelecer o nexo causal tem motivações econômicas, como já havia alertado estudo publicado pela Fiocruz em outubro passado. “O reconhecimento da Covid-19 como doença do trabalho e a emissão da CAT implica elevar a TAR (Taxa de Acidentes Registráveis), um dos indicadores de desempenho das empresas do setor vinculado a dinâmica da concorrência internacional”, ressalta o parecer da entidade.

Testagem em massa

A FUP tornou a criticar a negligência da Petrobrás ao deixar vencer o contrato para testagem dos trabalhadores com o RT-PCR. Por conta disso, a categoria permanecerá até o dia 20 sem esse protocolo recomendado pelas entidades de saúde. No lugar do RT-PCR, está sendo aplicado o teste de antígeno, que não reproduz a certeza de resultado, que possa estabelecer laudos confiáveis, sobre a condição do trabalhador, frente à possível contaminação pela Covid. Além disso, a FUP questionou, mais uma vez, o intervalo de 90 dias estabelecido pela Petrobrás para retestagem dos trabalhadores que já se contaminaram.

Mesmo com os novos picos de casos no Amazonas e a identificação de uma nova cepa do vírus, a gestão da empresa está se negando a retestar os trabalhadores da Refinaria de Manaus e de várias outras unidades pelo país afora. Outra situação absurda é a insistência da empresa testar os trabalhadores depois da troca de turno e não antes, como cobra a FUP. Esse fatos foram duramente criticados pelas entidades sindicais, que voltaram a exigir a testagem e retestagem em massa dos trabalhadores, distribuição de máscaras padronizadas e campanhas sistemáticas de conscientização sobre a importância do distanciamento.

Suspensão dos cursos presenciais durante a pandemia

Apesar de alguns órgãos reguladores, como a Marinha, já terem postergado a validade de cursos regulamentares para áreas operacionais, as gerências da Petrobrás insistem em cobrar dos trabalhadores participação em treinamentos presenciais não essenciais, em pleno avanço da pandemia. A categoria está sendo exposta desnecessariamente a riscos de contaminação em turmas de treinamento que concentram diversos trabalhadores, próprios e terceirizados, sem acompanhamento e fiscalização. A FUP tornou a solicitar a suspensão destes cursos enquanto durante a pandemia.

[Imprensa da FUP]

O descaso da Petrobrás com os trabalhadores vem atingindo patamares cada vez mais alarmantes e contribuindo para aumentar o número de trabalhadores e trabalhadoras infectados pelo novo coronavírus.

Nesta semana, mais uma denúncia chegou ao Sindipetro-NF. Segundo o relato, quatro trabalhadores da Sala de Controle Remoto, da base de Imbetiba, foram contaminados. Outros dois, que atuam no mesmo ambiente apresentaram os sintomas, mas a Petrobrás não passou o resultado da testagem.

O mais agravante é que apesar de apresentarem os sintomas, os trabalhadores não estão sendo testados antes de ocuparem seus postos de trabalho e terem contato com os demais trabalhadores. Isso aumenta a chance de novos casos.

Mesmo quando a testagem é realizada, a mesma não pode ser considerada preventiva, tendo em vista, que as bases de terra, ainda estão realizando o teste rápido. O Ministério da Saúde aponta que os testes rápidos apresentam uma taxa de erro de 75% para resultados negativos, o que pode gerar insegurança e incerteza para interpretar um resultado negativo e determinar se o paciente em questão precisa ou não manter o isolamento social.

O Sindipetro-NF acompanha a teoria de especialistas, que o ideal seria  o exame PCR com a coleta por swap, o cotonete gigante, que traz a maior chance de um resultado correto. Mas, segundo os próprios trabalhadores, ninguém faz esse tipo de exame, nas bases de terra, mesmo a companhia tendo um grande número desse tipo de testagem para utilizar no setor offshore. Todos tiveram que buscar por conta própria o teste na rede credenciada. Assumindo um custo que deveria ser da empresa e não do trabalhador.

A diretoria continuará cobrando que seja realizada a testagem em massa de forma preventiva e lamenta o posicionamento intransigente da empresa, que não reconhece a necessidade de mudanças em seus protocolos, mesmo quando os números demonstram claramente a necessidade desta mudança.Uma prova disso, é que dos 299 casos confirmados na semana passada na Petrobras, somente 73 casos foram identificados pela triagem da empresa.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Gestão da refinaria mais uma vez expõe trabalhadores, agora através de um projeto piloto. "Uma vergonha", afirma o Sindipetro

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

As incoerências da atual administração da Repar só expõe os trabalhadores ao coronavírus sem necessidade. Agora, depois de quase meio século de refinaria, os gestores inovaram com um projeto inusitado de treinar engenheiro na função de técnico de operação; e justamente durante a maior crise sanitária da história do país. 

Com isso os trabalhadores acabam dividindo o mesmo espaço, compartilhando equipamentos e mobiliários no auges dos índices de contaminação da covid-19 no estado. Eles descumprem inclusive a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) que orienta somente treinamentos essenciais. 

Diante disso, o Sindicato cobrou (15/01) do RH Corporativo da Petrobrás se a Repar segue as orientações da EOR para controle da covid-19, também solicitou explicação sobre o que a gestão da refinaria entende por treinamento essencial para a continuidade e segurança operacional e, por fim, qual a justificativa da realização de um treinamento piloto em plena pandemia. 

Nosso objetivo é que se suspenda todos os treinamentos presenciais não essenciais para a segurança do processo. 

Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.