A greve nacional dos petroleiros entra na terceira semana, com novas adesões. Enquanto a direção da Petrobras se nega a dialogar com a FUP, mais trabalhadores se somam ao movimento, pressionando a gestão da empresa para que suspenda as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que já tiveram início na sexta-feira, 14.

Neste final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos. Até o momento, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás. A mobilização é para que as três últimas plataformas da Bacia que ainda não entraram na greve (PRA-1, P-54 e P-65) se somem ao movimento nacional.

Na Bahia, os trabalhadores da Estação de Distribuição de Gás de Camaçari também paralisaram as atividades neste domingo.

A terceira semana de greve, portanto, chega com força e unidade dos trabalhadores do Sistema Petrobrás em todo o país. São 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 17 dias, ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.  

Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados há 27 dias em frente à fábrica, resistindo ao fechamento da unidade e lutando para reverter as demissões anunciadas pela Petrobrás e que já tiveram início no último dia 14.

A greve dos petroleiros já ultrapassou a categoria e cresce diariamente em apoio da sociedade, com movimentos solidários e de luta por todo o país.

Na terça-feira, 18, uma grande marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil será realizada no Rio de Janeiro, com a participação de caravanas de trabalhadores de vários estados. A concentração será a partir das 16h, em frente à sede da Petrobrás, onde está instalada a Vigília Resistência Petroleira.

Quadro nacional da greve – 16/02

57 plataformas

11 refinarias

24 terminais

7 campos terrestres

7 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve em cada estado

Amazonas

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Camaçari

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataformas: FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P08, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P66, P67 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

 [FUP | Foto: Gibran Mendes/CUT-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

É 14 de fevereiro de 2020, mas se fosse os anos de chumbo no Brasil ninguém acharia estranho. Isso porque o “Ato contra demissões de trabalhadores da Fafen-PR”, nesta sexta-feira, em frente a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), recebeu “uma visita” exagerada dos policiais militares

A greve nacional dos petroleiros se fortalece e já incomoda muita gente. Narrativas da mídia hegemônica tentam descaracterizar a legalidade da mobilização, porém a voz dos trabalhadores do Sistema Petrobrás tem chegado aos mais diversos ouvidos e conquistado apoiadores descontentes com a situação do Brasil. Principalmente em relação a política dos preços dos combustíveis e o processo de desindustrialização, que promove desemprego e desigualdade. 

Dentro desse processo estão os trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR). Nos últimos dias, os petroquímicos começaram a receber cartas de demissões. O documento é uma afronta, já que convoca os funcionários para comparecer, em local escolhido pela empresa (normalmente um hotel de luxo em Curitiba), para efetivar a rescisão dos contratos de trabalho. 

De diferente mesmo, neste ato, foi a presença de forte aparato policial para impedir que os dirigentes do Sindipetro PR e SC fizessem os diálogos com a categoria. Foi uma demonstração da força do estado a serviço da atual gestão da Petrobrás, que tenta colocar trabalhador contra trabalhador. Mas, como dizem, o tiro saiu pela culatra.

 Pois, em mais uma demonstração de solidariedade da classe trabalhadora, o ato tomou novos rumos. E, diante da presença ostensiva da polícia, os petroleiros permaneceram em frente a Repar e quem fez a caminhada em direção ao ato unificado foram os trabalhadores da Fafen. 

Demissões 

De acordo com o dirigente do Sindiquímica-PR, Paulo Antunes, o processo de demissão anunciado em 14 de janeiro está previsto para acontecer em etapas: “hoje (14) se inicia a primeira delas. São 145 trabalhadores que foram convocados para fazer a rescisão”. 

Vale lembrar que o início da greve nacional dos petroleiros é uma reação às demissões em massa na Fafen. Para o Sindipetro PR e SC, “a posição da categoria dos petroleiros é contra as demissões. Além disso, exigimos que a Petrobrás cumpra o Acordo Coletivo de Trabalho e venha negociar com os Sindicatos e Federação”, explicou Alexandro Guilherme, dirigente do sindicato. 

O fechamento da fábrica de fertilizantes vai causar a demissão de mil trabalhadores (diretos e terceirizados) e quase e 4 mil indiretos, que injetam dinheiro na economia de Araucária. 

“A orientação do Sindiquímica é para que os trabalhadores não se dirijam aos locais das rescisões. Estamos com os contratos suspenso, em greve, e vamos permanecer na resistência”, completou Paulo Antunes.   

Fafen resiste 

Após anúncio unilateral de fechamento da Fafen-PR, por parte da Petrobrás, os petroquímicos completam 25 dias de ocupação em frente ao portão principal da unidade. A saída da companhia do setor de fertilizantes é vista como prejudicial principalmente para o setor agrícola, carro chefe da economia brasileira. São nessas fábricas que se produz ureia pecuária e técnica, insumo agrícola de extrema importância para essa cadeia produtiva. 

Para o Sindipetro PR e SC, o que acontece em Araucária é reflexo da desindustrialização da Petrobrás no Brasil. “Uma política que irá gerar desempregos, queda na arrecadação dos municípios, estados e União, além do fechamento de empresas dependentes da companhia”, disse Alexandro Guilherme. 

Justiça   

A movimentação para impedir o trabalho de base do Sindipetro PR e SC começou bem antes das 7h; hora marcada para o início do ato. Ainda na madruga, um despacho da juíza Vanessa Tamara Golin, da 1ª Vara do Trabalho de Araucária, alegou que o sindicato descumpriu uma liminar do TST. Diz a redação que os trabalhadores “impediram ou dificultaram o acesso à Refinaria”. 

Para o Sindipetro PR e SC, a informação que chegou à juíza de Araucária não é verdadeira. A entidade dispõe de documentos e imagens gravadas que provam a legalidade das abordagens durante a greve. Além disso, o oficial de justiça designado pela 1ª Vara do Trabalho acompanhou o ato de hoje (14) e obviamente nada constatou de irregular.

 Por fim, já em frente a refinaria, o protesto foi finalizado com inúmeras falas de dirigentes do Sindipetro PR e SC e Sindiquímica-PR. Assim como uma intervenção dos trabalhadores, que queimaram as cartas de demissão enviadas pela Petrobrás.

 O ato contou com o apoio de representantes políticos, sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais, estudantis e secundaristas.

[Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Resistência. Essa palavra define os cerca de 20 mil  petroleiros de 113 unidades do Sistema Petrobrás que  entram  nessa sexta-feira (14) no 14º dia de greve.

 A maioria da categoria tem demonstrado dignidade, companheirismo e empatia desde o inicio do movimento paredista.

 

Mas, infelizmente, há aqueles – uma minoria – que não têm consciência de classe e agem como os antigos  “capitães do mato”.

 Conhecidos como fura-greves e pelegos, alguns têm ultrapassado todo o limite razoável, se submetendo a situações vexatórias para agradar ao patrão.

 Na área da UO-BA, em Taquipe, trabalhadores tentaram atravessar o Rio Pojuca de carro para acessar a unidade. Outro se embrenhou pelo mato em busca de uma entrada alternativa. Por quê não tentaram entrar pelo acesso principal ? Simplesmente porque não têm coragem de encarar os colegas que permanecem em frente à unidade. Além de pelegos, são medrosos.

 Na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), um pelego se escondeu na mala de um carro para tentar furar a greve. Outro se trancou no sanitário do ônibus. Quanta falta de dignidade! Que mau  exemplo estão dando para seus filhos e família.

 Há também aqueles que se submetem a sair de casa de madrugada em carros pequenos ou ônibus, transitar por estradas alternativas, sem segurança, para entrar nas unidades sem precisar encarar o seu colega de trabalho que está em greve defendendo os direitos de toda categoria.

 É inadmissível que ainda existam trabalhadores na Petrobras que não tenham percebido o que está acontecendo e insistam em furar uma greve legítima, legal e necessária, pois acontece em um momento em que a categoria petroleira está sendo desmantelada, perdendo seus direitos e vendo a Petrobras caminhando a passos largos para a privatização.

Hoje são os companheiros da FAFEN Paraná que estão sendo demitidos, amanhã pode ser você. Se permitirmos que a atual gestão da Petrobrás  descumpra o ACT sem que haja nenhuma reação da categoria, pode se preparar para assinar a sua rescisão de trabalho, pois as demissões em massa vão continuar.

 A vida não é um vale tudo. O desprezo dos colegas é o legado dos pelegos na história da classe trabalhadora.

 [Sindipetro Bahia | Foto: Gibran Mendes/CUT-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

No início da manhã desta sexta-feira (14), cerca de 200 trabalhadores realizaram um ato em frente à Portaria Sul da Refinaria de Paulínia (Replan), para reafirmarem o compromisso com a greve nacional dos petroleiros que está no seu 14º dia. Localizada no município de Paulínia, no interior de São Paulo, a refinaria é a maior do Sistema Petrobrás.

Uiram Kopcak, de 44 anos, foi um dos que se somaram a atividade. Há 13 anos na empresa, o engenheiro de processamento, atualmente no setor de comercialização, discorda da política da atual direção da empresa que visa fracionamento e venda da companhia.

“Não é bom para ninguém o caminho que a empresa está tomando. Nem para os trabalhadores, nem para a população brasileira, nem para os acionistas. Apenas para os rentistas do mercado de curto prazo. Hoje, os bancos estão com lucros bilionários e o resto do país estagnado. Quem vai ganhar dinheiro com o desmembramento da Petrobrás? Apenas o capital financeiro. O setor industrial vai ser liquidado”, opina o petroleiro.

Kopcak também lamentou a falta de diálogo com a empresa e frisou que os trabalhadores, desde o início da paralisação, mostram-se dispostos a abrir um canal de negociação. “Nós não gostamos de fazer greve, mas fazemos pelo bem do país e dos trabalhadores. Estamos totalmente abertos a negociação, mas não aceitamos essas demissões”, afirma Kopcak.

As demissões citadas pelo engenheiro são referentes aos mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que teve fechamento anunciado pela Petrobrás. A medida, entretanto, fere o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que estabelece prévia negociação com as categorias dos trabalhadores no caso de demissão em massa.

Não basta resistir

Outro petroleiro presente na atividade foi Antônio Jesus Alencar Ferreira, de 71 anos, conhecido como Alencar. Durante a histórica greve de 1983, ainda sob a ditadura militar, o então sindicalista foi caçado pelo governo. Apenas cinco anos depois, com a Constituinte de 1988, Alencar e outros 140 trabalhadores ganharam a anistia política.

Alencar foi caçado em 1983 devido à histórica greve dos petroleiros. Foto: Eric Gonçalves

Com tanta experiência de enfrentamento, Alencar se orgulha da nova geração colocar a categoria novamente na vanguarda política: “Quando toda a esquerda, inclusive os partidos políticos, estão na lógica de ‘precisamos só resistir’, nós partimos para a reação. Estamos sendo protagonistas dentro desse contexto político que impera ‘resistência pacífica’”, avalia.

Apesar de afirmar que a conjuntura política é delicada e apresenta elementos sem precedentes, o aposentado enxerga na luta a única saída para sair dessa encruzilhada. “Vamos esperar sermos massacrados para agir? A luta é dura e pesada, tanto é que eu luto até hoje pelos meus direitos. Mas só é possível obter conquistas por meio da luta. Se não fizermos isso, nós vamos voltar pra condição de escravos. Condição que, por sinal, nós só saímos com muita luta. Por isso é que a luta vale a pena”, recorda Alencar.

Criminalização sem precedentes

Ao mesmo tempo que a categoria já avalia a porcentagem de adesão da base de trabalhadores como histórica, as medidas tomadas pelo judiciário se mostram sem precedentes. Essa é a opinião de Márcio Gonzaga Cardoso, de 56 anos, aposentado em dezembro do ano passado. O operador de petróleo da unidade de destilação entrou na Petrobrás em julho de 1983, justamente após a greve que caçou o emprego de Alencar.

De acordo com petroleiros, esta criminalização do judiciário não tem precedentes na categoria. Foto: Eric Gonçalves

“Eu diria que desta vez particular, da criminalização do judiciário em relação a greve, não há precedentes. Eu era diretor do sindicato na greve de 1995 e aí também houve um massacre muito grande. Naquele momento, a mídia utilizou uma estratégia diferente, porque ela arrebentou com a gente desde o primeiro momento. Mas essas últimas decisões do Tribunal Superior do Trabalho [TST] praticamente impedem o direito à greve”, pondera Cardoso.

O petroleiro se refere às decisões do ministro do TST, Ives Gandra. Em uma delas, ele aprovou medida cautelar que obriga a manutenção de 90% do efetivo de trabalhadores nas unidades da Petrobrás, sob pena de multa diária de R$ 500 mil aos sindicatos caso a decisão seja descumprida.

“O governo Bolsonaro tem um caráter fascista e autoritário. E vai além de um modelo neoliberal, com o Fernando Henrique Cardoso. Na verdade, é um governo ultraliberal. Ele quer acabar com tudo do que é do Estado. Mais do que direitos dos trabalhadores, mais do que atacar nossas garantias, esse governo quer acabar com a própria organização sindical. E é por isso que nós precisamos e estamos resistindo”, explica Cardoso.

Atos semelhantes estão ocorrendo por todo o país. De acordo com informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), 113 bases do Sistema Petrobrás já aderiram à greve, com aproximadamente 20 mil petroleiros mobilizados.

[Sindipetro-SP | Por Guilherme Weimann]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta sexta-feira, 14, quando os petroleiros completam 14 dias em greve nacional em todo o Sistema Petrobrás, os sindicatos da FUP realizaram atos em várias unidades da empresa exigindo a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas a partir de hoje as rescisões dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 25 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato, denunciando mais essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

Houve também protestos por todo o país, nas refinarias e em outras unidades que estão em greve.

A adesão dos trabalhadores ao movimento cresce diariamente e já mobiliza 116 unidades, em 13 estados do país.

Na tarde de quinta-feira, 13, os trabalhadores da P-57, plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo, desembarcaram e se somaram à paralisação.

Na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR.

FUP busca o diálogo, mas Petrobrás insiste no confronto

Em mais uma tentativa de abrir o diálogo com a gestão da Petrobrás, que resiste em negociar com as representações sindicais desde antes da greve, a FUP protocolou na quinta-feira (13) uma petição direcionada ao ministro Ives Gandra, do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No documento, os petroleiros reforçam a disposição de buscar uma solução para o impasse, desde que a Petrobras suspenda imediatamente as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas contra os trabalhadores e que levaram a categoria à greve.

“Com intransigência e demissões, a greve continuará crescendo e se fortalecendo. Entendemos que o papel da justiça do trabalho é preservar direitos e impedir o retrocesso social. Sempre estivemos abertos à negociação. Quem não quer negociar é a gestão da Petrobrás”, avisa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, um dos integrantes da Comissão Permanente de Negociação.

Pontos apresentados pela FUP na petição:

> Suspensão imediata das demissões na FAFEN-PR

> Cancelamento da nova tabela de turno que foi imposta pela gestão aos trabalhadores das unidades operacionais

> Restabelecimento das negociações para solução dos pontos do Acordo Coletivo que estão sendo descumpridos pela empresa

Comissão da FUP está há 15 dias no Edise 

No dia 31 de janeiro, véspera do início da greve dos petroleiros, cinco dirigentes sindicais se reuniram com a gestão de Recursos Humanos da Petrobrás em mais uma tentativa de reverter as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais que contrariam o Acordo Coletivo de Trabalho. Desde então, os representantes da FUP aguardam dentro da sede da empresa uma resposta da gestão.

Já estão há 15 dias na mesma sala de reunião, resistindo às inúmeras tentativas de expulsão por parte da direção da Petrobrás, enfrentando dificuldades físicas e emocionais, na tentativa de abrir um canal de negociação com a empresa. 

Na noite de quinta-feira, 13, o diretor da FUP, José Genivaldo Silva, 58 anos, um dos cinco integrantes desta Comissão Permanente de Negociação, sofreu uma crise de hipertensão e teve que buscar ajuda médica fora do prédio. Sua pressão arterial chegou a 20 x 10, mesmo sob medicação. Ele está em observação médica e sua pressão já está controlada. A Comissão da FUP prossegue no Edise, com 4 integrantes.

Quadro nacional da greve – 14/02

56 plataformas

11 refinarias

23 terminais

7 campos terrestres

7 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve em cada estado

Amazonas

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataforma FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P66, P67 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

[FUP / Foto: Gibran Mendes/CUT-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados - FAFEN-PR começaram a receber em suas casas telegramas da Petrobrás para comparecerem nesta sexta-feira (14) em local determinado pela empresa para efetivarem suas demissões. A empresa enviou carta, inclusive, para trabalhadores afastados por doença ou em tratamentos de câncer, sem qualquer cuidado com o ser humano e sua família. Até o momento são 144 trabalhadores comunicados. 

Mais uma vez a empresa insiste em descumprir o Acordo Coletivo de Trabalho, quando não realiza as homologações no Sindicato dos Químicos do Paraná – Sindiquímica-PR.

Além da dispensa coletiva, a empresa não pagou o adiantamento dos petroleiros da FAFEN-PR no dia 10. Em contrapartida está distribuindo cheques de R$3 mil por dia à trabalhadores que permanecerem em seus postos de trabalho, além do adiantamento do Prêmio por Performance (PPP 2019), na tentativa de enfraquecer a greve.

É assim que a empresa tem enxergado os trabalhadores e trabalhadoras de todo o Sistema, como nada. Completamente descartáveis. E é por isto que a FUP e seus sindicatos vêm lutando, para que todos os trabalhadores e trabalhadores sejam respeitados como pessoas.

Nossa greve está cada dia maior. Quanto mais a direção da Petrobras aposta no conflito, criminalizando a greve dos petroleiros, mentindo para o judiciário e recusando-se a negociar com a FUP, mais a categoria fortalece o movimento nas bases. Nesta quinta-feira, 13, somamos 113 unidades na greve, em 13 estados do país, com mais de 20 mil petroleiros mobilizados.

53 plataformas, 23 terminais, 11 refinarias e mais 23 outras unidades operacionais e 3 bases administrativas na greve, em todo o Sistema Petrobrás.

Já são 24 dias de resistência no Paraná, 14 dias ocupando o EDISE a espera de uma negociação, 13 dias de greve, 10 dias de vigília no centro do Rio. Vamos em frente!

Federação Única dos Petroleiros

Publicado em Sistema Petrobrás

O fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), de Araucária, no Paraná, que vai deixar mil trabalhadores da unidade desempregados, é um risco para o setor exportador do agronegócio, responsável por 20% da arrecadação do Produto Interno Bruto (PIB) e também para os brasileiros e brasileiras que se alimentam de carne vermelha. Além de uma possível alta de preços, existe risco de contaminação da carne por formol.

O motivo é o fim da produção de ureia pela Petrobras, já que o governo fechou as refinarias da Bahia e de Sergipe e agora quer fechar a do Paraná. Juntas essas refinarias eram responsáveis por 24% da fabricação de ureia, utilizada como suplemento na ração do gado, especialmente na época de seca de maio a novembro, nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde estão os maiores rebanhos bovinos do país.

O diretor de comunicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Gerson Castellano, alerta sobre a possibilidade de produtores do agronegócio aumentarem  o preço da carne para compensar o valor mais caro da ureia importada, ou ainda, para não deixarem o gado passar fome, sem o suplemento alimentar, possem a utilizar ureia agrícola, cujo processo leva formol. Um produto totalmente diferente da ureia pura, que não representa perigo à saúde do ser humano.

Desabastecimento

Com o fechamento da Fafen em Araucária, o país ficará à mercê do mercado internacional, pagando um alto preço pelo produto, além de sofrer com o desabastecimento, como já ocorreu com a importação de ureia da Bolívia - o país vizinho deixou de enviar toneladas do produto, em novembro do ano passado, por problemas internos. 

“Ficaremos cem por cento dependentes das importações e isto é um perigo, pois em alguma época do ano poderá ter baixa oferta, já que importamos ureia de países em zonas de conflito, do Oriente Médio e da África, como Irã, Kuwiat, Argélia, a, Irã, Rússia”, afirma Gerson Castellano.

Segundo o dirigente da FUP, o fechamento das refinarias da Petrobras traz ainda outro problema, o fim da produção do ARLAN 32, um elemento químico utilizado no catalisador de caminhões a diesel, que auxilia na redução da emissão de poluentes. 

“O Brasil está sofrendo um processo de desindustrialização, de entrega do patrimônio nacional por um governo que se diz patriota, mas entrega nosso patrimônio aos estrangeiros. Nós temos petróleo, refinarias, tecnologia nacional  e mão de obra, mas tudo isso está sendo deixado de lado para exportar óleo e importar derivados, numa política equivocada”, denuncia o diretor de comunicação da FUP.

[Via CUT]

Publicado em Sistema Petrobrás

Petroleiros de mais cinco plataformas e dois terminais aderiram à greve da categoria na manhã desta terça-feira. Já são 102 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados do país.

Somaram-se ao movimento os trabalhadores do Terminal de São Caetano do Sul, em São Paulo, do Terminal Aquaviário de Barra do Riacho, no Espírito Santo, e de cinco plataformas, entre elas a P-58, que opera o campo de Jubarte, no pré-sal da Bacia do Espírito Santo.

Em 11 dias de greve, os petroleiros seguem mobilizados em todo o país, cobrando a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na sexta-feira, 14, e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

FUP ingressa com recurso no TST

A FUP e seus sindicatos ingressaram com recurso junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), solicitando que o ministro Ives Gandra reconsidere as decisões tomadas em dois despachos monocráticos favoráveis à gestão da Petrobrás. Se o pedido não for atendido pelo ministro, o recurso deve ser submetido à análise da Seção Especializada em Dissídio Coletivo do TST (SDC).

Apesar de reconhecer a legalidade da greve, o ministro estabeleceu condições bastante severas para a manutenção do movimento. Ele determinou que 90% dos efetivos operacionais sejam mantidos durante a greve, sob pena de multa diária de R$ 500 mil para a FUP e os sindicatos do Norte Fluminense, Bahia e Espírito Santo e de R$ 250 mil para os demais sindicatos, que podem chegar a R$ 4,5 milhões por dia.

Mesmo considerando desproporcionais os critérios impostos pelo ministro Ives Gandra, a FUP e seus sindicatos estão cumprindo a liminar. A direção da Petrobrás, por sua vez, continua negando informações sobre efetivos e impedindo o acesso dos trabalhadores às unidades.

Em vez de negociar com a FUP, a gestão da empresa anunciou contratações temporárias, medida que coloca em risco os trabalhadores e as próprias unidades, cuja operação exige profissionais extremamente qualificados e treinados.

Petroleiros mobilizam deputados e senadores no aeroporto de Brasília

Com faixas e palavras de ordens contra as demissões e o desmonte da Petrobrás, os petroleiros ocuparam o aeroporto de Brasília, na manhã desta terça, para recepcionar os deputados e senadores que chegavam de seus estados. Na parte da tarde, a FUP e seus sindicatos aumentam a pressão, com visitas aos gabinetes de deputados e senadores no Congresso Nacional para que façam interlocução com a direção da Petrobrás e o governo visando à suspensão das demissões em massa na Fafen-PR, bem como das medidas arbitrárias que violam os fóruns de negociação previstos no Acordo Coletivo. 

Quadro nacional da greve – 11/02 

48 plataformas

11 refinarias

20 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas 

A greve em cada estado:

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataforma P-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas (34) – PCH1, PCH2, PNA2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P26, P31, P32, P35, P37, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P55, P56, P61, P62, P63, FPSO Capixaba, FPSO Cidade de Vitória, P56, P58, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P-66, P-67 e P-69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Se liga nessa dica: quando precisar recarregar sua resistência, chame o rock´n roll. Foi isso que aconteceu no sábado (08), em frente a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR). 

O festival Rock´n Greve, organizado pelo Sindipetro PR e SC e Sindiquímica-PR, proporcionou às famílias que estão ocupadas em frente a Fafen-PR, aos petroleiros em greve, aos movimentos sociais, representantes sindicais, políticos e a comunidade de Araucária, um momento de diversão, protesto e união. 

A tarde ensolarada colaborou e a estrutura, com dois parques de diversões: um para os baixinhos, com brinquedos, bolas e videogame, e outro play para os adultos, com caixas de som, bateria, microfone, guitarra e baixo; recebeu muitos acordes e protestos. 

Além disso, um churras manteve o pessoal firme e forte para a maratona de bandas. Já que as apresentações começaram às 15h e vararam a noite. 

Foi como o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, disse: “um momento para recarregar as energias e continuar na resistência. Esse festival é importante para renovar nossa disposição, ao lado das famílias, dos militantes e da comunidade de Araucária”.   

Música e resistência 

Durante o festival, obviamente, o prato principal foram as bandas. A primeira apresentação ficou por conta da petroleira e trabalhadora da Repar, Simone Lucca. Com voz e violão, ela tocou clássicos do rock nacional. 

Depois, um coletivo do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) apresentou suas canções de resistência. Uma introdução perfeita para o que viria depois, a banda Sr.Barão, de Araucária, que apresentou repertório autoral de muito rock´n roll, protesto e energia. 

Logo em seguida foi a vez da banda Riste, de Curitiba, que faz um punk rock clássico, autoral, libertário e barulhento. Após um som mais agressivo, quem chegou foi a Balbúrdia Sonora, com seu blues engajado e que garantiu belas melodias de resistência. 

Já entrando à noite, foi a banda Caneco de Madeira que trouxe um pouco de rock clássico e funk, tanto internacional como nacional, alternando músicas próprias e covers. Na sequência, foi a vez da nova geração: a banda Cáusticos, que mesclou grunge e rock alternativo. 

No final, quem se apresentou foi a Buda Bong, banda autêntica e que mistura rap, rock´n roll, brasilidade e hardcore. Um desfecho perfeito, multicultural, que foi o objetivo do festival Rock´N Greve. 

:: Assista ao vídeo do Festival 

 
[Via Sindipetro-PR/SC]
Publicado em Sistema Petrobrás

­A qualidade da carne bovina produzida no Brasil será altamente impactada pelo fechamento da Fafen-PR. Aquele churrasquinho do final de semana e o famoso PF de bife com fritas poderão conter formol. O alerta é dos pecuaristas.

Além dos mil trabalhadores que serão demitidos com o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), consumidores de carne bovina em todo Brasil podem ser diretamente prejudicados com a hibernação da unidade.

A fábrica é a maior produtora de ureia pecuária do país, produto utilizado como suplemento para o gado. Com o fim da produção, os pecuaristas passarão a utilizar a ureia agrícola, o que comprometerá a qualidade da carne bovina brasileira. 

Ao contrário da ureia pecuária produzida pela Fafen-PR, a ureia agrícola possui formol em sua composição, o que pode acarretar graves danos em toda cadeia produtiva, chegando, inclusive, ao consumidor final.

O fechamento da Fafen preocupa produtores de gado e médicos veterinários, que já levaram o tema ao Congresso Nacional. O senador Wellington Fagundes (PL-MT), membro da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, discutiu o assunto com os ministros Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Tereza Cristina Corrêa, de Agricultura. Saiba mais aqui

“A ureia pecuária tem a importação cara e complexa pois, pela ausência do formol, pode empedrar no transporte. A dificuldade na importação levará produtores brasileiros a usar a ureia agrícola, com formol, trazendo impactos diretos aos consumidores da carne bovina”, afirma o coordenador-geral do sindicato, Santiago da Silva Santos.

A preocupação em Brasília, no entanto, é com a indústria e o empresariado e não com a saúde dos consumidores. Para os ministros e a bancada ruralista, o desafio está no encarecimento do produto e nas possíveis sanções internacionais à exportação da carne brasileira. As tratativas políticas visam liberar novos importadores de ureia pecuária e incrementar a competitividade do mercado. Os produtores querem um ano para se adaptar e a liberação de impostos para importação.

“O fechamento da Fafen compromete a economia, a segurança alimentar e também a saúde do consumidor brasileiro. Por que importar insumos se podemos produzir aqui? Temos tecnologia, fábricas, matéria prima e mão de obra especializa”, alerta Gerson Castellano, funcionário da Fafen-PR e diretor da FUP.

Em reportagem feita pelo Estadão no acampamento montado em frente à sede da Petrobras, os petroquímicos denunciam os riscos do fechamento da fábrica para a soberania alimentar: 

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 6

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram