Lideranças políticas das forças progressistas brasileiras, núcleo de uma frente ampla democrática, manifestaram-se nesta segunda-feira (01/04), através deum artigo publicado na Folha de S. Paulo, em que não deixam dúvidas quanto ao golpe de 1964: foi um golpe de Estado, implantou uma ditadura e os militares escreveram "páginas de horror" entre 1964 e 1985. O artigo é assinado por Fernando Haddad, Guilherme Boulos, Sônia Guajajara, Flávio Dino e Ricardo Coutinho.

Leia a íntegra:

O golpe de 1964 

Por Fernando Haddad (PT-SP), ex-prefeito de São Paulo, Flávio Dino (PCdoB-MA), governador do Maranhão, Guilherme Boulos (PSOL-SP), ex-candidato à Presidência da República, Ricardo Coutinho (PSB-PB), ex-governador da Paraíba e Sônia Guajajara (PSOL-MA), ex-candidata a vice-presidente da República. 

 

Não se trata de mera questão semântica. Chamar o que ocorreu há 55 anos pelo nome certo é ato de respeito à nossa história e às vítimas de páginas de horror.

Sim, foi um golpe porque o que foi feito naqueles dias rasgou a Constituição de 1946, então vigente. João Goulart era o presidente da República e afastá-lo pela força das armas não possuía amparo constitucional. Lembremos Tancredo Neves, bradando indignado contra a fraude perpetrada no Congresso Nacional sob a mira das baionetas.

O que se seguiu ao golpe perpetrado há 55 anos está fartamente documentado: torturas, desaparecimento de pessoas, censura a artistas e intelectuais. A repressão descarada, as Obans, os Doi-Codis, as valas comuns no cemitério de Perus e em tantos outros em todo o país. O empoderamento dos esbirros nos Dops. A prepotência e as muitas cassações arbitrárias: mandatos parlamentares, professores universitários, ministros do Supremo Tribunal Federal. Cassaram o sagrado direito de pensar diferente e a liberdade de expressão. E puniram quem se insubordinasse a esta ordem.

Do ponto de vista econômico, aos dias de crescimento se seguiram anos de inflação galopante, recessão econômica, dívida externa, concentração de renda nas mãos de poucos. O bolo cresceu e não foi dividido. Naqueles dias, poucos tinham acesso a escolas e a saúde pública era mais precária do que é hoje. O Brasil foi à falência ao final dos governos militares, com inflação gigantesca e socorros do FMI.

Nenhum outro país do nosso continente, que também passou pelo mesmo processo histórico, aceita discutir qualquer aspecto de comemoração ou rememoração de suas ditaduras militares.

Na semana passada, a sociedade argentina repudiou em uníssono sua efeméride trágica, que custou a vida de mais de 30 mil cidadãos. No Chile, o presidente Sebastián Piñera qualificou de infelizes as declarações do seu colega brasileiro, que enalteceu o triste período Pinochet.

Não há o que comemorar ou rememorar. Vivemos sob a Constituição de 1988, a Carta Cidadã de Ulysses Guimarães e de democratas que proclamaram repulsa àqueles tempos. Por que, então, o atual presidente resolveu acender esse conflito?

Estamos assistindo a um desgoverno que rapidamente se esgota. Não há políticas públicas apresentadas à nação, como se demonstra com o caos no Ministério da Educação, o e exótico Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o confuso Ministério do Meio Ambiente... Gerar conflitos passou a ser conteúdo e é a única forma de governar. Criam-se “inimigos” o tempo inteiro para dividir o país e, com isso, supostamente sustentar o governo.

Invoca-se uma nova política cujos desígnios são inspirados por um falso filósofo que se abriga no exterior. Nesse esforço de criar confusões não se mede nenhuma consequência.

A disparatada política externa destrói a imagem do Brasil no mundo. Ameaça trazer o conflito do Oriente Médio para nossas fronteiras. Atenta contra a política com nossos vizinhos. Coloca em risco nossas empresas e nossos empregos. O mundo assiste perplexo à diplomacia presidencial se transformar na submissão dos interesses econômicos do Brasil a outros países, notadamente os Estados Unidos.

O Brasil é de todos. O Estado Democrático de Direito deve ser protegido por todos os segmentos políticos, empresariais, sindicais e populares.

A democracia é que nos deixa conviver com nossas legítimas diferenças pessoais e nos permite sonhar com maior justiça social. Nenhuma ditadura serve mais ao Brasil. Acreditamos que a imensa maioria dos militares sabe disso. Pena que exatamente o presidente da República esteja em contradição com a nossa Constituição. Nesses 55 anos do golpe de 1964, em ato de verdadeiro amor pelo Brasil, proclamamos: Democracia Sempre, Ditadura Nunca Mais.

Não se trata de mera questão semântica. Chamar o que ocorreu há 55 anos pelo nome certo é ato de respeito à nossa história e às vítimas de páginas de horror.

Sim, foi um golpe porque o que foi feito naqueles dias rasgou a Constituição de 1946, então vigente. João Goulart era o presidente da República e afastá-lo pela força das armas não possuía amparo constitucional. Lembremos Tancredo Neves, bradando indignado contra a fraude perpetrada no Congresso Nacional sob a mira das baionetas.

O que se seguiu ao golpe perpetrado há 55 anos está fartamente documentado: torturas, desaparecimento de pessoas, censura a artistas e intelectuais. A repressão descarada, as Obans, os Doi-Codis, as valas comuns no cemitério de Perus e em tantos outros em todo o país. O empoderamento dos esbirros nos Dops. A prepotência e as muitas cassações arbitrárias: mandatos parlamentares, professores universitários, ministros do Supremo Tribunal Federal. Cassaram o sagrado direito de pensar diferente e a liberdade de expressão. E puniram quem se insubordinasse a esta ordem.

Do ponto de vista econômico, aos dias de crescimento se seguiram anos de inflação galopante, recessão econômica, dívida externa, concentração de renda nas mãos de poucos. O bolo cresceu e não foi dividido. Naqueles dias, poucos tinham acesso a escolas e a saúde pública era mais precária do que é hoje. O Brasil foi à falência ao final dos governos militares, com inflação gigantesca e socorros do FMI.

Nenhum outro país do nosso continente, que também passou pelo mesmo processo histórico, aceita discutir qualquer aspecto de comemoração ou rememoração de suas ditaduras militares.

Na semana passada, a sociedade argentina repudiou em uníssono sua efeméride trágica, que custou a vida de mais de 30 mil cidadãos. No Chile, o presidente Sebastián Piñera qualificou de infelizes as declarações do seu colega brasileiro, que enalteceu o triste período Pinochet.

Não há o que comemorar ou rememorar. Vivemos sob a Constituição de 1988, a Carta Cidadã de Ulysses Guimarães e de democratas que proclamaram repulsa àqueles tempos. Por que, então, o atual presidente resolveu acender esse conflito?

Estamos assistindo a um desgoverno que rapidamente se esgota. Não há políticas públicas apresentadas à nação, como se demonstra com o caos no Ministério da Educação, o e exótico Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o confuso Ministério do Meio Ambiente... Gerar conflitos passou a ser conteúdo e é a única forma de governar. Criam-se “inimigos” o tempo inteiro para dividir o país e, com isso, supostamente sustentar o governo.

Invoca-se uma nova política cujos desígnios são inspirados por um falso filósofo que se abriga no exterior. Nesse esforço de criar confusões não se mede nenhuma consequência.

A disparatada política externa destrói a imagem do Brasil no mundo. Ameaça trazer o conflito do Oriente Médio para nossas fronteiras. Atenta contra a política com nossos vizinhos. Coloca em risco nossas empresas e nossos empregos. O mundo assiste perplexo à diplomacia presidencial se transformar na submissão dos interesses econômicos do Brasil a outros países, notadamente os Estados Unidos.

O Brasil é de todos. O Estado Democrático de Direito deve ser protegido por todos os segmentos políticos, empresariais, sindicais e populares.

A democracia é que nos deixa conviver com nossas legítimas diferenças pessoais e nos permite sonhar com maior justiça social. Nenhuma ditadura serve mais ao Brasil. Acreditamos que a imensa maioria dos militares sabe disso. Pena que exatamente o presidente da República esteja em contradição com a nossa Constituição. Nesses 55 anos do golpe de 1964, em ato de verdadeiro amor pelo Brasil, proclamamos: Democracia Sempre, Ditadura Nunca Mais.

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Líderes da esquerda realizaram um encontro, nesta terça-feira (26), em Brasília, e selaram uma aliança em torno de quatro pilares essenciais para o fortalecimento da democracia, a defesa dos direitos e da soberania e justiça imparcial e para todos.

No documento divulgado no final do encontro, o ex-prefeito de SP e ex-candidato a presidente da República, Fernando Haddad (PT), os governadores do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) e o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB-BA), e o coordenador geral do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos (PSOL) e Sônia Guajajara (PSOL), ex-candidatos a presidente da República e vice, destacaram pontos de reflexão da a sociedade.

São eles: a defesa da democracia, atacada por Jair Bolsonaro; por um Brasil soberano, contra a entrega das riquezas nacionais; pelo Estado de Direito, que tem na liberdade do ex-presidente Lula um capítulo crucial; e, finalmente, em defesa Previdência Social, atacada pela proposta de reforma da Previdência do governo, em especial, a capitalização que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer implementar no Brasil.

Leia a íntegra do documento:

Nota à Imprensa

Brasília, 26 de março de 2019

Reunidos nesta manhã em Brasília, realizamos um debate sobre o atual momento nacional, especialmente considerando o rápido e profundo desgaste do Governo Bolsonaro. Destacamos alguns pontos para reflexão de toda a sociedade:

  1. Estamos atentos e mobilizados para evitar agudos retrocessos sociais, trazidos por esse projeto de Reforma da Previdência, centrado no regime de capitalização e no corte de direitos dos mais pobres. 
  2. Do mesmo modo, convidamos para a defesa da soberania nacional. Consideramos que por trás do suposto discurso patriótico do atual governo há, na prática, atitudes marcadamente antinacionais, como vimos na recente visita presidencial aos Estados Unidos. 
  3. Em face da absurda decisão do Governo Bolsonaro de "comemorar" o Golpe Militar de 1964, no próximo dia 31 de março, manifestamos nossa solidariedade aos torturados e às famílias dos desaparecidos. Sublinhamos a centralidade da questão democrática, que se manifesta na defesa do Estado de Direito, das garantias fundamentais e no repúdio a atos de violência contra populações pobres e exploradas, a exemplo das periferias, dos negros e dos índios. Não aceitamos a criminalização dos movimentos sociais, uma vez que eles são essenciais para uma vivência autenticamente democrática.
  4. Nesse contexto, é urgente assegurar ao ex-presidente Lula seus direitos previstos em lei e tratamento isonômico, não se justificando a manutenção de sua prisão sem condenação transitada em julgado.

Por fim, essa reunião expressa o desejo de ampla unidade do campo democrático para resistir aos retrocessos e oferecer propostas progressistas para o Brasil.

Fernando Haddad, ex-candidato a presidente da República

Guilherme Boulos, ex-candidato a presidente da República

Flávio Dino, governador do Maranhão

Sonia Guajajajra, ex-candidata a vice-presidente da República

Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba.

[Via CUT e Brasil 247]

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O representante da extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), venceu a eleição presidencial de domingo, com 57,7 milhões de votos, que representam 39,3% dos eleitores, enquanto Fernando Haddad (PT) obteve 47 milhões de votos, que equivalem a  30,9% dos eleitores. O segundo turno registrou o maior número de votos nulos, brancos e abstenções da história da redemocratização: 30,8%, o que representa 42,1 milhões de eleitores. (Saiba mais aqui).

Com o país dividido, a democracia em risco, as ameaças às instituições e ao ativismo político feitas por Jair Bolsonaro e seus filhos, e um ultraliberal no comando da economia, os movimentos sindicais e sociais se organizam para somar forças em uma ampla frente democrática de resistência. "Esse é um momento triste, porém continuaremos de mãos dadas e seremos a resistência", afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel. "Engana-se quem pensa que estamos fracos ou destruídos. Saímos deste momento histórico com a certeza de que estivemos do lado certo da luta e de que travamos o bom combate", ressalta o petroleiro. A FUP e seus sindicatos se reúnem nas próximas semanas para debater os rumos do movimento sindical petroleiro diante deste novo cenário político. 

As frentes Brasil Popular e Povo sem Medo fizeram um chamado aos movimentos sociais para que unifiquem e fortaleçam a luta pela democracia, pela soberania nacional e pelos direitos. "Orientemos que na próxima semana se organizem plenárias em todas as cidades, reunindo a militância e todos aqueles que se somaram nessa batalha. Onde for possível devemos também organizar manifestações, tal como já está marcado para terça-feira, 30 de outubro em São Paulo", diz a nota conjunta das Frentes, mencionando ato político programado para o final da tarde, no Masp, Avenida Paulista. Além de São Paulo, já há confirmações de atos nesta terça no Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Brasília e Porto Alegre. 

Em nota divulgada após a confirmação da vitória do candidato do PSL, a CUT afirmou que, diante do resultado oficial das eleições presidenciais, a maioria dos eleitores brasileiros entregou a Presidência da República a alguém que "sempre votou contra os direitos da classe trabalhadora, se opôs às políticas sociais, votou a favor do congelamento dos investimentos em saúde e educação, da entrega do pré-sal e das reservas petrolíferas aos estrangeiros ofendeu e ameaçou militantes de esquerda, as mulheres, os negros e os LGBTs”.

A entidade, porém, lembra que quase a metade da população votou “contra o  projeto que levará o Brasil ao retrocesso político e civilizatório”.

“Ao longo da campanha, os meios de comunicação foram utilizados diuturnamente para atacar a candidatura popular. Os empresários pressionaram seus funcionários com todo tipo de ameaças. O nome de Deus foi usado em vão. As redes sociais foram inundadas de mentiras, numa estratégia articulada e paga por empresas com o objetivo de difamar o PT e seu candidato, Fernando Haddad”, diz a nota.

A CUT afirma que manterá a classe trabalhadora unida, "preparando-a para a luta, nas ruas, nos locais de trabalho, nas fábricas e no campo contra a retirada de direitos e em defesa da democracia".

O petroleiro Divanilton Pereira, vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical declararam que a unidade e o fortalecimento da democracia são fundamentais neste momento. “A causa democrática deve ser a grande bandeira que possa aglutinar um movimento progressista, democrático, nacional e brasileiro”, afirmou Divanilton. 

Segundo ele, surgiu na reta final da campanha de Fernando Haddad um movimento antifascista e a defesa da democracia se fortaleceu. “Essa frente precisa ser ampliada. É preciso dar mais passos para evitar que a agenda anti-trabalho, anti-povo ganhe corpo no Congresso Nacional”.

Na opinião de Divanilton, o movimento político de viés fascista chegou ao Brasil. “A dificuldade do capitalismo dar resposta para a sua própria crise criou falsos heróis. O pensamento direitista, fascista que estava escondido no armário hoje tem expressão política, alcançou resultado eleitoral e tem um presidente da República”.      

De acordo com Juruna, "Reconhecer o resultado das urnas é tarefa de todo democrata. Valorizar a democracia, a Constituição e continuar nossas mobilizações para garantir e conquistar os direitos dos trabalhadores. A unidade de ação será fator preponderante nesse novo tempo".

Em pronunciamento por rede social, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Paulo Rodrigues afirmou que os movimentos populares e partidos de esquerda tiveram uma vitória política, apesar da derrota eleitoral. Segundo ele, este "talvez seja o momento mais importante da luta contra o golpe".

"Para o Brasil, é uma aberração ter um presidente como este, uma vergonha a nível internacional, um autoritarismo com que possivelmente vamos conviver", disse João Paulo, para quem o governo eleito terá "dificuldades para resolver as demandas urgentes que tem o povo brasileiro". Ele reafirmou compromisso com a democracia, a defesa da reforma agrária, e por partidos e instituições fortes, além da liberdade de Lula.

Sobre possíveis perseguições a movimentos e militantes no próximo governo, o dirigente afirmou que "o MST não é raposa para ter medo de grito". "Continuaremos nas trincheiras da luta, o nosso povo não vai se esconder debaixo da cama. Continuaremos acampados na beira da estrada, lutando por reforma agrária." Mas lembrou que ninguém irá provocar o presidente eleito. E defendeu alianças "com os movimentos da cidade, cuidar dos nossos militantes, ambientalistas, indígenas, porque eles vão fazer muita provocação e a única forma de resistir é estar no meio do povo".

"Quando for 2 de janeiro, eles vão ter de resolver os problemas da economia brasileira. Tem um monte de tarefa de casa que esse governo incompetente tem de responder", acrescentou o representante do MST. Segundo ele, esta será uma semana "de reflexão", para começar então a discutir, dentro da Frente Brasil Popular, a próxima edição de um congresso do povo, já em 2019.

[Com informações da CUT, CTB e Rede Brasil Atual]

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Enquanto o candidato a presidente da República Fernando Haddad (PT) quer mudar a política de preços da Petrobras para garantir que os combustíveis e o gás de cozinha tenham um valor estável e acessível para a população, o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) quer manter a política do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB).

Desde que assumiu, depois do golpe de 2016, Temer alterou a política de preços da Petrobras e os valores do gás de cozinha e combustíveis passaram a acompanhar as variações do preço do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Essa mudança fez com que os preços dos combustíveis fossem reajustados quase que diariamente. De julho de 2017 até setembro de 2018, a gasolina aumentou 69% nas refinarias da Petrobras enquanto a inflação do período acumulou 4,8%, segundo dados da subseção do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A variação do preço do diesel no mesmo período foi de 54%.

"A política de preço do Temer e que o Bolsonaro quer manter é um desastre para a sociedade, que paga uma conta alta para inflar os lucros da Petrobras e beneficiar os acionistas da empresa", critica José Maria Rangel, coordenador da FUP.

"A Petrobras deve ter preços competitivos e justos, tem que investir na produção, na sua capacidade de refino e adequar com a demanda nacional. Com isso, o preço do GLP vai cair drasticamente".

Levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, divulgado no último domingo (21), mostra que o menor preço médio para o consumidor entre os dias 14 e 20 de outubro foi de R$ 62,61, no Maranhão, e o maior, R$ 83,84, no Tocantins.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, revelaram em julho que, em 2017, o custo de um botijão de gás de cozinha (chamado de gás liquefeito de petróleo, ou GLP) por mês (tendo como referencial o preço do botijão em junho deste ano), representou 59% do orçamento entre os 10% mais pobres no Maranhão, 51,5% no Acre e 50,7% em Sergipe.

Isso fez com que milhares de pessoas tivessem de recorrer ao forno a lenha, abandonando o gás de cozinha e correndo o risco de se ferir com graves queimaduras devido ao uso do álcool para acender o fogo.

Para enfrentar o problema, Haddad tem dito que, se eleito, colocará um teto de R$ 49 para o preço do botijão de gás de cozinha. Ao contrário do candidato de extrema direita, que propõe manter a política de preços criada por Temer, Haddad pretende alterar completamente essa medida que penaliza a população brasileira, especialmente a mais pobre.

Para o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, o valor de R$ 49 mencionado pelo candidato do PT é possível e compatível com a variação do barril de petróleo nos últimos anos.

A proposta de Haddad dialoga com pauta apresentada pelos petroleiros: não permitir que os derivados do petróleo retirado e refinado no Brasil, com custo bem menor do que o praticado no mercado internacional, seja vendido aos consumidores brasileiros por um preço equivalente ao praticado fora do País.

Haddad tem dito que a mudança da política de preço da Petrobras visa garantir um valor estável e acessível aos combustíveis e ao gás de cozinha, um produto indispensável às famílias.

[Com informações da CUT e da Rede Brasil Atual]

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A três dias do segundo turno das eleições que irá definir o futuro presidente do Brasil, o cenário mais provável é que as pesquisas que serão divulgadas na véspera constate empate entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), afirmou Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, em entrevista ao programa Giro das 11 da TV 247, na manhã desta quinta (25).

"Acredito que a tendência de queda de Bolsonaro e de pequena subida de Haddad pode nos levar a um empate cravado nas pesquisas do sábado".

Para o diretor do Vox Populi, a eleição nunca esteve completamente fechada. O favoritismo do Bolsonaro, diz Coimbra, nunca foi definitivo. “Estamos chegando à reta final, quase na véspera da eleição, com uma proporção de voto não nominal, ou seja, de pessoas que dizem não saber em quem votar, vota em branco, indeciso ou não responderam de 17%”.

“É bem mais do que o dobro do que nós tínhamos em 2014”, explica Coimbra, lembrando que, há quatro anos, a três dias da eleição, as pesquisas indicavam percentuais entre 7% e 9% de votos indefinidos - entrevistados que declaram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular o voto, mas podem mudar até na hora de votar.  

"No primeiro turno, houve 8,5% de votos nulos e brancos; tradicionalmente, no segundo turno este índice cai um pouco, deve ficar ao redor de 6,5%. Isso quer dizer que há 10% dos eleitores que devem resolver seu voto entre hoje e domingo", disse Coimbra.

Para o diretor do Vox Populi, a marca dos últimos dias tem sido "a incapacidade de Bolsonaro de ampliar sua base”. Segundo ele, o candidato de extrema direita está perdendo o que ganhou no impulso da vitória no primeiro turno e “parece caminhar para uma votação semelhante à que teve na primeira rodada, porque está perdendo votos".

Coimbra não acredita numa segunda onda de subida de Bolsonaro como aconteceu no primeiro turno. "Uma onda assim não se repetirá, seria como um raio cair duas vezes no mesmo lugar, e as condições em que ela se deu não estão mais presentes", disse o diretor da Vox, referindo-se à indústria de fake news (notícia falsa) que teve papel preponderante na definição do resultado em 7 de outubro.

Como Bolsonaro está caindo e Haddad subindo lentamente, Coimbra acredita que um eventual apoio de Ciro Gomes a Haddad "pode ser valioso para definir as eleições em favor do candidato do PT". Ciro, disse Coimbra, "teve e tem um papel ativo e importante nas eleições”.

Pesquisa Vox/CUT

Realizada nos dias 22 e 23, depois do escândalo do WhatsApp e da fala de Bolsonaro dizendo que vai prender ou exilar os opositores, a última pesquisa VoxPopuli/CUT mostra que os eleitores estão mudando a intenção de voto ou voltando a ficar indecisos, exatamente como já havia apontado o levantamento realizado pela CUT-Vox nos dias 16 e 17.

Na simulação estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 44% das intenções de votos contra 39% de Haddad.

A diferença entre os dois candidatos é de 5%. Se for considerada a margem de erro da pesquisa, que é de 2,2%, a diferença entre as intenções de voto em Haddad e Bolsonaro pode chegar a 1 ponto percentual (2,2% a menos para Bolsonaro e 2,2% a mais para Haddad).

A pesquisa mostra também que 17% dos eleitores ainda estão indecisos. Desse total, 12% disseram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular os votos. Outros 5% não sabem ou não quiseram responder. Os percentuais são exatamente iguais aos da pesquisa anterior.

Os percentuais de votos válidos, excluídos os brancos, nulos, ninguém ou não sabem ou não responderam, também são idênticos aos da pesquisa anterior: 53% para Bolsonaro e 47% para Haddad.

Pesquisa Vox/247

Uma das pesquisas que será divulgada no fim da tarde de sábado (27) é a pesquisa Vox/247, com financiamento de pessoas do Brasil e do exterior que acompanham o Portal 247. O instituto está fazendo a pesquisa a preço de custo para a comunidade 247 e o montante arrecadado até o momento pelo projeto do Catarse foi de R$ 150 mil. O valor supera o necessário para o pagamento e poderá ser usado em outros projetos da comunidade, segundo informações do 247.

A pesquisa Vox/247, divulgada na véspera do primeiro turno, foi a que mais se aproximou do resultado das urnas.

Confira aqui a íntegra da entrevista: 

[Com informações do Brasil 247 e da CUT]

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Brasil de Fato vem a público repudiar com veemência o mandado de busca e apreensão de milhares de jornais tabloide, do Especial Eleições 2018, cumprido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) neste sábado (20), na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), na cidade de Macaé (RJ).

A ação expedida pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araujo Lontra, sinaliza uma clara tentativa de censurar e coagir a imprensa alternativa. Todo o conteúdo presente no jornal é estritamente jornalístico, sendo que todas as informações contidas no tabloide foram devidamente apuradas e repercutidas, inclusive, em veículos da grande mídia.

Essa atitude alcança as raias do absurdo e fortalece a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), baseada em notícias falsas e no incentivo a violência. Parte da grande mídia o apoia todos os dias sem qualquer constrangimento.

A medida é mais uma prova da partidarização de setores do Poder Judiciário, que querem assegurar um resultado eleitoral de acordo com os interesses da elite e do capital internacional.

Ao contrário da mídia tradicional, nunca escondemos nosso posicionamento editorial ao longo dos nossos 15 anos de vida, sempre comprometido com a verdade e o rigor jornalístico. Portanto, a ação se configura em mais um exemplo claro do delicado momento político que o país enfrenta, com um cerceamento cada vez maior da democracia e um aprofundamento de um Estado de Exceção que vem desde o golpe de 2016.

>>> Leia a edição apreendida pelo TRE do Brasil de Fato sobre o segundo turno das eleições 2018<<<

Importante ressaltar que diante dos milhares de escândalos de fake news pelo WhatsApp que dilaceram o processo eleitoral brasileiro, a justiça não tomou as medidas necessárias para coibir e impedir a disseminação de tais materiais. Essa foi uma ação de censura ao pensamento livre e crítico.

Reafirmamos que atitudes como essa não servirão para nos intimidar. Ao contrário, apenas fortalecem nosso compromisso com a verdade e com o povo brasileiro, e a necessidade de lutarmos para realizarmos as mudanças necessárias para o nosso país. Tomaremos todas medidas jurídicas cabíveis contra esses abusos.

O jornal Brasil De Fato reafirma seu compromisso com a democracia, a liberdade de imprensa e com uma visão popular do Brasil e do mundo. Superamos uma ditadura que lançou as artes, o pensamento, o jornalismo e toda sociedade no silêncio e na censura. A tortura é inadmissível e seguiremos denunciando candidatos que a apoiam e a incentivam. Assim como seguiremos nos contrapondo a quem quer a volta da mordaça.

Brasil de Fato - Uma visão popular do Brasil e do Mundo

[Via Brasil de Fato]

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Fiscais do TRE estiveram hoje, 20, na sede do SindipetroNF em Macaé em dia e horário em que não há expediente. O funcionário que recebeu os fiscais alegou que os mesmos tentaram pular a grade externa e ameaçaram, inclusive, atirar no local. 
 
Após a chegada de um dos diretores da entidade, que franqueou o acesso irrestrito e amplo aos fiscais, os mesmos decidiram apreender exemplares do Jornal Brasil de Fato e o Boletim Nascente (periódico semanal do sindicato), que são materiais de trabalho da entidade distribuídos há mais de 20 anos. 
 
Alegando propaganda eleitoral irregular, os fiscais apreenderam jornal com análise dos programas eleitorais das chapas que concorrem ao segundo turno e boletim  da entidade que existe há 21 anos,  em toda a história de nosso sindicato. Não havia cunho algum eleitoral e apenas questões de opinião. Vale registrar, ainda, que os jornais aprendidos não são fake news, muito pelo contrário, todas as matérias são assinadas e a circulação segue padrões rigorosos do jornalismo.
 
A diretoria do Sindipetro-NF, diante dessas atitudes arbitrárias da justiça eleitoral de Macaé, vêm a público manifestar seu repúdio diante da ocorrência. 
 
A categoria petroleira sempre foi favorável à mídia independente e alternativa. Não à toa, é item recorrente de debates entre a categoria, como deveríamos contrapor à mídia tradicional, que bateu na Petrobrás por anos sem se preocupar com a imagem da empresa.
 
Portanto, para esse sindicato, não há nenhuma irregularidade na prática que vem sendo realizada pela entidade, que tem compromisso estatutários com seus representados e com a população das cidades onde atua.
 
A diretoria do Sindipetro-NF estará a postos para todo e qualquer esclarecimento que for necessário. O Sindicato preparará, a partir de amanhã, a resposta que provará que o sindicato foi vítima do período truculento que o país vive, demonstrado pelo desrespeito do TRE.
 
[Via Sindipetro-NF]
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A diferença entre o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e o candidato do PT, Fernando Haddad, está em 6 pontos percentuais. De acordo com pesquisa feita pelo instituto Vox Populi, Bolsonaro está com 53% dos votos válidos e Haddad, com 47%. O levantamento foi feito na terça-feira (16) e quarta-feira (17), antes, portanto, da publicação das denúncias envolvendo a prática de crime eleitoral da campanha de Bolsonaro, por meio do financiamento empresarial da distribuição em massa de fake news via listas de WhatsApp.

No voto estimulado, Haddad lidera na região Nordeste, vencendo Bolsonaro por 57% a 27%. Nas demais regiões, o presidenciável do PSL lidera, alcançando 21 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário nas regiões Sudeste e Sul.

Em termos absolutos, Bolsonaro aparece com 44% e Haddad com 39%. Brancos e nulos somam 12% e outros 8% disseram não saber/não responderam. A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com 2 mil entrevistas aplicadas em 120 municípios. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-08732/2018. 

Haddad tem preferência das mulheres e dos mais pobres

O candidato do PT lidera entre as mulheres. Segundo o levantamento, no voto estimulado ele tem 42% contra 36% do total. Entre os homens, a vantagem de Bolsonaro é de 18 pontos: 53% a 35%.

Haddad também supera o candidato do PSL entre os eleitores que possuem até o ensino fundamental, por 44% a 38%. Também vence entre aqueles que têm renda familiar até dois salários mínimos (45% a 37%). Bolsonaro tem 52% no segmento dos que ganham mais de cinco salários mínimos, contra 34% de Haddad, e 50% entre os eleitores com curso superior, contra 36% do candidato do PT.

Jair Bolsonaro vence também entre os que se declararam brancos, 53% a 32%, enquanto Haddad supera o adversário por 49% a 32% entre os autodeclarados negros. Há empate técnico entre os pardos, com 41% para o presidenciável do PSL e 40% para o petista.

Também há empate técnico dos dois candidatos entre os católicos, com o capitão reformado aparecendo com 43% contra 42% do ex-prefeito de São Paulo. A liderança é folgada para Bolsonaro entre os evangélicos, 52% a 30%, sendo reduzida entre os espíritas, 44% a 38%. No segmento daqueles que escolhem outras religiões, Haddad vence por 48% a 33%, tendo vantagem também entre aqueles que declaram não ter religião, 42% a 29%.

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[Via Rede Brasil Atual]

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Reunida na terça-feira, 16 de outubro, a direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) reafirmou a deliberação da sua VII Plenária Nacional (Plenafup), realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, que aprovou por unanimidade o apoio à candidatura de Lula/Haddad à Presidência do país. A entidade reforça a importância do engajamento de todos os trabalhadores e trabalhadoras na campanha de Fernando Haddad e de Manuela D`Ávila em defesa da democracia, dos direitos sociais, da soberania nacional e contra o fascismo. Leia a convocatória da FUP aos petroleiros e demais trabalhadores brasileiros:

Juntos, derrotaremos o fascismo

Ao longo de sua história, a categoria petroleira sempre esteve à frente das lutas populares em defesa da democracia e da soberania nacional. Na resistência à ditadura militar, na construção da redemocratização do país, no enfrentamento às políticas neoliberais, no combate ao golpe de 2016, os petroleiros e petroleiras jamais se omitiram. Sempre que a democracia esteve em risco, a categoria se levantou contra o autoritarismo.  

Não será diferente agora. O atual momento exige um posicionamento firme de todos os brasileiros e brasileiras diante dos dois projetos antagônicos de Brasil que estão postos para a sociedade. É democracia ou fascismo. É direito ou opressão. É justiça social ou extermínio.  É civilização ou barbárie. É isso que está em disputa neste segundo turno da eleição presidencial.

A candidatura Haddad e Manuela representa o campo democrático e dos direitos sociais. A candidatura do capitão Jair Bolsonaro e do general Mourão é a militarização do Estado e a defesa de bandeiras fascistas, como a tortura, o racismo, a homofobia, a opressão das minorias.

A candidatura Haddad e Manuela tem compromissos com a defesa da soberania energética; com a redução das tarifas de luz e dos preços dos combustíveis; com a exploração do Pré-Sal de forma estratégica, para que esteja a serviço do povo brasileiro e não das multinacionais; com uma Petrobrás pública e transparente, voltada para o desenvolvimento nacional, gerando emprego, renda e tecnologia no país.

Bolsonaro, por sua vez, votou a favor da abertura do Pré-Sal para operação das empresas estrangeiras e já declarou que continuará entregando essa riqueza às multinacionais; defende a manutenção da atual política que fez disparar os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha; apoia a desintegração do Sistema Petrobrás, com privatização das refinarias, terminais, gasodutos, oleodutos e de todo o setor logístico.

A candidatura Haddad e Manuela se compromete em revogar a reforma trabalhista e a Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Bolsonaro e Mourão defendem mais cortes de direitos e maior redução dos investimentos públicos.

Está nas mãos dos brasileiros a escolha do Brasil que emergirá das urnas no dia 28 de outubro. A FUP e seus sindicatos reforçam a importância da defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e da soberania nacional. Nesta reta final da campanha presidencial, vamos intensificar a luta para derrotar o fascismo. Convocamos todos os trabalhadores e trabalhadoras a se engajarem nessa campanha, somando-se aos movimentos populares e democráticos em defesa da candidatura de Haddad e Manuela. 

Vamos garantir a democracia e um futuro melhor para o nosso país.

Petroleiros e petroleiras contra o fascismo!

Petroleiros e petroleiras pelo Brasil!

Federação Única dos Petroleiros – FUP

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A primeira pesquisa Ibope sobre cenários para o segundo turno das eleições mostra que o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) que, para a maioria dos eleitores representa os empresários e a elite brasileira, tem 59% dos votos válidos. Já o candidato do PT, Fernando Haddad, que a absoluta maioria diz representar os mais pobres, tem 41%. A soma dos votos válidos exclui os brancos e nulos.

A maioria do eleitorado brasileiro identifica Bolsonaro como o principal representante dos interesses dos ricos, dos bancos, agricultores e dos empresários, enquanto Fernando Haddad (PT) é o mais associado à defesa dos pobres, dos trabalhadores e das mulheres.

O resultado foi constatado na pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira (15), a primeira com cenários de segundo turno das eleições, que perguntou aos eleitores “quem representa melhor os interesses” deles em uma série de setores.

Para 65%, Bolsonaro defende os interesses dos mais ricos, contra 22% de Haddad.

Entre os eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, o presidenciável do PSL é visto por 70% como representante da elite. Outros 37% dizem que Bolsonaro representa os pobres.

Já entre os eleitores com menor poder aquisitivo, 48% dizem que Haddad defende os interesses dos mais pobres.

Entre os que ganham até um salário mínimo, Haddad é visto como defensor dos direitos dos mais pobres por 62% dos eleitores.

O Ibope avaliou a imagem dos candidatos como defensores dos seguintes temas: agricultura (42% Bolsonaro ante 40% de Haddad), defesa do meio ambiente (40% Bolsonaro e 39% para Haddad), aposentados (39% para Bolsonaro, 44% para Haddad) e jovens (46% Bolsonaro, ante 39% de Haddad).

Metodologia

O Ibope informa ter ouvido 2.506 eleitores no sábado e no domingo (13 e 14). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

[Via CUT]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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