O representante da extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), venceu a eleição presidencial de domingo, com 57,7 milhões de votos, que representam 39,3% dos eleitores, enquanto Fernando Haddad (PT) obteve 47 milhões de votos, que equivalem a  30,9% dos eleitores. O segundo turno registrou o maior número de votos nulos, brancos e abstenções da história da redemocratização: 30,8%, o que representa 42,1 milhões de eleitores. (Saiba mais aqui).

Com o país dividido, a democracia em risco, as ameaças às instituições e ao ativismo político feitas por Jair Bolsonaro e seus filhos, e um ultraliberal no comando da economia, os movimentos sindicais e sociais se organizam para somar forças em uma ampla frente democrática de resistência. "Esse é um momento triste, porém continuaremos de mãos dadas e seremos a resistência", afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel. "Engana-se quem pensa que estamos fracos ou destruídos. Saímos deste momento histórico com a certeza de que estivemos do lado certo da luta e de que travamos o bom combate", ressalta o petroleiro. A FUP e seus sindicatos se reúnem nas próximas semanas para debater os rumos do movimento sindical petroleiro diante deste novo cenário político. 

As frentes Brasil Popular e Povo sem Medo fizeram um chamado aos movimentos sociais para que unifiquem e fortaleçam a luta pela democracia, pela soberania nacional e pelos direitos. "Orientemos que na próxima semana se organizem plenárias em todas as cidades, reunindo a militância e todos aqueles que se somaram nessa batalha. Onde for possível devemos também organizar manifestações, tal como já está marcado para terça-feira, 30 de outubro em São Paulo", diz a nota conjunta das Frentes, mencionando ato político programado para o final da tarde, no Masp, Avenida Paulista. Além de São Paulo, já há confirmações de atos nesta terça no Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Brasília e Porto Alegre. 

Em nota divulgada após a confirmação da vitória do candidato do PSL, a CUT afirmou que, diante do resultado oficial das eleições presidenciais, a maioria dos eleitores brasileiros entregou a Presidência da República a alguém que "sempre votou contra os direitos da classe trabalhadora, se opôs às políticas sociais, votou a favor do congelamento dos investimentos em saúde e educação, da entrega do pré-sal e das reservas petrolíferas aos estrangeiros ofendeu e ameaçou militantes de esquerda, as mulheres, os negros e os LGBTs”.

A entidade, porém, lembra que quase a metade da população votou “contra o  projeto que levará o Brasil ao retrocesso político e civilizatório”.

“Ao longo da campanha, os meios de comunicação foram utilizados diuturnamente para atacar a candidatura popular. Os empresários pressionaram seus funcionários com todo tipo de ameaças. O nome de Deus foi usado em vão. As redes sociais foram inundadas de mentiras, numa estratégia articulada e paga por empresas com o objetivo de difamar o PT e seu candidato, Fernando Haddad”, diz a nota.

A CUT afirma que manterá a classe trabalhadora unida, "preparando-a para a luta, nas ruas, nos locais de trabalho, nas fábricas e no campo contra a retirada de direitos e em defesa da democracia".

O petroleiro Divanilton Pereira, vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical declararam que a unidade e o fortalecimento da democracia são fundamentais neste momento. “A causa democrática deve ser a grande bandeira que possa aglutinar um movimento progressista, democrático, nacional e brasileiro”, afirmou Divanilton. 

Segundo ele, surgiu na reta final da campanha de Fernando Haddad um movimento antifascista e a defesa da democracia se fortaleceu. “Essa frente precisa ser ampliada. É preciso dar mais passos para evitar que a agenda anti-trabalho, anti-povo ganhe corpo no Congresso Nacional”.

Na opinião de Divanilton, o movimento político de viés fascista chegou ao Brasil. “A dificuldade do capitalismo dar resposta para a sua própria crise criou falsos heróis. O pensamento direitista, fascista que estava escondido no armário hoje tem expressão política, alcançou resultado eleitoral e tem um presidente da República”.      

De acordo com Juruna, "Reconhecer o resultado das urnas é tarefa de todo democrata. Valorizar a democracia, a Constituição e continuar nossas mobilizações para garantir e conquistar os direitos dos trabalhadores. A unidade de ação será fator preponderante nesse novo tempo".

Em pronunciamento por rede social, o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Paulo Rodrigues afirmou que os movimentos populares e partidos de esquerda tiveram uma vitória política, apesar da derrota eleitoral. Segundo ele, este "talvez seja o momento mais importante da luta contra o golpe".

"Para o Brasil, é uma aberração ter um presidente como este, uma vergonha a nível internacional, um autoritarismo com que possivelmente vamos conviver", disse João Paulo, para quem o governo eleito terá "dificuldades para resolver as demandas urgentes que tem o povo brasileiro". Ele reafirmou compromisso com a democracia, a defesa da reforma agrária, e por partidos e instituições fortes, além da liberdade de Lula.

Sobre possíveis perseguições a movimentos e militantes no próximo governo, o dirigente afirmou que "o MST não é raposa para ter medo de grito". "Continuaremos nas trincheiras da luta, o nosso povo não vai se esconder debaixo da cama. Continuaremos acampados na beira da estrada, lutando por reforma agrária." Mas lembrou que ninguém irá provocar o presidente eleito. E defendeu alianças "com os movimentos da cidade, cuidar dos nossos militantes, ambientalistas, indígenas, porque eles vão fazer muita provocação e a única forma de resistir é estar no meio do povo".

"Quando for 2 de janeiro, eles vão ter de resolver os problemas da economia brasileira. Tem um monte de tarefa de casa que esse governo incompetente tem de responder", acrescentou o representante do MST. Segundo ele, esta será uma semana "de reflexão", para começar então a discutir, dentro da Frente Brasil Popular, a próxima edição de um congresso do povo, já em 2019.

[Com informações da CUT, CTB e Rede Brasil Atual]

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Enquanto o candidato a presidente da República Fernando Haddad (PT) quer mudar a política de preços da Petrobras para garantir que os combustíveis e o gás de cozinha tenham um valor estável e acessível para a população, o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) quer manter a política do ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB).

Desde que assumiu, depois do golpe de 2016, Temer alterou a política de preços da Petrobras e os valores do gás de cozinha e combustíveis passaram a acompanhar as variações do preço do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Essa mudança fez com que os preços dos combustíveis fossem reajustados quase que diariamente. De julho de 2017 até setembro de 2018, a gasolina aumentou 69% nas refinarias da Petrobras enquanto a inflação do período acumulou 4,8%, segundo dados da subseção do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A variação do preço do diesel no mesmo período foi de 54%.

"A política de preço do Temer e que o Bolsonaro quer manter é um desastre para a sociedade, que paga uma conta alta para inflar os lucros da Petrobras e beneficiar os acionistas da empresa", critica José Maria Rangel, coordenador da FUP.

"A Petrobras deve ter preços competitivos e justos, tem que investir na produção, na sua capacidade de refino e adequar com a demanda nacional. Com isso, o preço do GLP vai cair drasticamente".

Levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, divulgado no último domingo (21), mostra que o menor preço médio para o consumidor entre os dias 14 e 20 de outubro foi de R$ 62,61, no Maranhão, e o maior, R$ 83,84, no Tocantins.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, revelaram em julho que, em 2017, o custo de um botijão de gás de cozinha (chamado de gás liquefeito de petróleo, ou GLP) por mês (tendo como referencial o preço do botijão em junho deste ano), representou 59% do orçamento entre os 10% mais pobres no Maranhão, 51,5% no Acre e 50,7% em Sergipe.

Isso fez com que milhares de pessoas tivessem de recorrer ao forno a lenha, abandonando o gás de cozinha e correndo o risco de se ferir com graves queimaduras devido ao uso do álcool para acender o fogo.

Para enfrentar o problema, Haddad tem dito que, se eleito, colocará um teto de R$ 49 para o preço do botijão de gás de cozinha. Ao contrário do candidato de extrema direita, que propõe manter a política de preços criada por Temer, Haddad pretende alterar completamente essa medida que penaliza a população brasileira, especialmente a mais pobre.

Para o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, o valor de R$ 49 mencionado pelo candidato do PT é possível e compatível com a variação do barril de petróleo nos últimos anos.

A proposta de Haddad dialoga com pauta apresentada pelos petroleiros: não permitir que os derivados do petróleo retirado e refinado no Brasil, com custo bem menor do que o praticado no mercado internacional, seja vendido aos consumidores brasileiros por um preço equivalente ao praticado fora do País.

Haddad tem dito que a mudança da política de preço da Petrobras visa garantir um valor estável e acessível aos combustíveis e ao gás de cozinha, um produto indispensável às famílias.

[Com informações da CUT e da Rede Brasil Atual]

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A três dias do segundo turno das eleições que irá definir o futuro presidente do Brasil, o cenário mais provável é que as pesquisas que serão divulgadas na véspera constate empate entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), afirmou Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, em entrevista ao programa Giro das 11 da TV 247, na manhã desta quinta (25).

"Acredito que a tendência de queda de Bolsonaro e de pequena subida de Haddad pode nos levar a um empate cravado nas pesquisas do sábado".

Para o diretor do Vox Populi, a eleição nunca esteve completamente fechada. O favoritismo do Bolsonaro, diz Coimbra, nunca foi definitivo. “Estamos chegando à reta final, quase na véspera da eleição, com uma proporção de voto não nominal, ou seja, de pessoas que dizem não saber em quem votar, vota em branco, indeciso ou não responderam de 17%”.

“É bem mais do que o dobro do que nós tínhamos em 2014”, explica Coimbra, lembrando que, há quatro anos, a três dias da eleição, as pesquisas indicavam percentuais entre 7% e 9% de votos indefinidos - entrevistados que declaram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular o voto, mas podem mudar até na hora de votar.  

"No primeiro turno, houve 8,5% de votos nulos e brancos; tradicionalmente, no segundo turno este índice cai um pouco, deve ficar ao redor de 6,5%. Isso quer dizer que há 10% dos eleitores que devem resolver seu voto entre hoje e domingo", disse Coimbra.

Para o diretor do Vox Populi, a marca dos últimos dias tem sido "a incapacidade de Bolsonaro de ampliar sua base”. Segundo ele, o candidato de extrema direita está perdendo o que ganhou no impulso da vitória no primeiro turno e “parece caminhar para uma votação semelhante à que teve na primeira rodada, porque está perdendo votos".

Coimbra não acredita numa segunda onda de subida de Bolsonaro como aconteceu no primeiro turno. "Uma onda assim não se repetirá, seria como um raio cair duas vezes no mesmo lugar, e as condições em que ela se deu não estão mais presentes", disse o diretor da Vox, referindo-se à indústria de fake news (notícia falsa) que teve papel preponderante na definição do resultado em 7 de outubro.

Como Bolsonaro está caindo e Haddad subindo lentamente, Coimbra acredita que um eventual apoio de Ciro Gomes a Haddad "pode ser valioso para definir as eleições em favor do candidato do PT". Ciro, disse Coimbra, "teve e tem um papel ativo e importante nas eleições”.

Pesquisa Vox/CUT

Realizada nos dias 22 e 23, depois do escândalo do WhatsApp e da fala de Bolsonaro dizendo que vai prender ou exilar os opositores, a última pesquisa VoxPopuli/CUT mostra que os eleitores estão mudando a intenção de voto ou voltando a ficar indecisos, exatamente como já havia apontado o levantamento realizado pela CUT-Vox nos dias 16 e 17.

Na simulação estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos candidatos, Bolsonaro aparece com 44% das intenções de votos contra 39% de Haddad.

A diferença entre os dois candidatos é de 5%. Se for considerada a margem de erro da pesquisa, que é de 2,2%, a diferença entre as intenções de voto em Haddad e Bolsonaro pode chegar a 1 ponto percentual (2,2% a menos para Bolsonaro e 2,2% a mais para Haddad).

A pesquisa mostra também que 17% dos eleitores ainda estão indecisos. Desse total, 12% disseram que não vão votar em ninguém, vão votar em branco ou anular os votos. Outros 5% não sabem ou não quiseram responder. Os percentuais são exatamente iguais aos da pesquisa anterior.

Os percentuais de votos válidos, excluídos os brancos, nulos, ninguém ou não sabem ou não responderam, também são idênticos aos da pesquisa anterior: 53% para Bolsonaro e 47% para Haddad.

Pesquisa Vox/247

Uma das pesquisas que será divulgada no fim da tarde de sábado (27) é a pesquisa Vox/247, com financiamento de pessoas do Brasil e do exterior que acompanham o Portal 247. O instituto está fazendo a pesquisa a preço de custo para a comunidade 247 e o montante arrecadado até o momento pelo projeto do Catarse foi de R$ 150 mil. O valor supera o necessário para o pagamento e poderá ser usado em outros projetos da comunidade, segundo informações do 247.

A pesquisa Vox/247, divulgada na véspera do primeiro turno, foi a que mais se aproximou do resultado das urnas.

Confira aqui a íntegra da entrevista: 

[Com informações do Brasil 247 e da CUT]

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Brasil de Fato vem a público repudiar com veemência o mandado de busca e apreensão de milhares de jornais tabloide, do Especial Eleições 2018, cumprido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) neste sábado (20), na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), na cidade de Macaé (RJ).

A ação expedida pelo juiz eleitoral do município, Sandro de Araujo Lontra, sinaliza uma clara tentativa de censurar e coagir a imprensa alternativa. Todo o conteúdo presente no jornal é estritamente jornalístico, sendo que todas as informações contidas no tabloide foram devidamente apuradas e repercutidas, inclusive, em veículos da grande mídia.

Essa atitude alcança as raias do absurdo e fortalece a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), baseada em notícias falsas e no incentivo a violência. Parte da grande mídia o apoia todos os dias sem qualquer constrangimento.

A medida é mais uma prova da partidarização de setores do Poder Judiciário, que querem assegurar um resultado eleitoral de acordo com os interesses da elite e do capital internacional.

Ao contrário da mídia tradicional, nunca escondemos nosso posicionamento editorial ao longo dos nossos 15 anos de vida, sempre comprometido com a verdade e o rigor jornalístico. Portanto, a ação se configura em mais um exemplo claro do delicado momento político que o país enfrenta, com um cerceamento cada vez maior da democracia e um aprofundamento de um Estado de Exceção que vem desde o golpe de 2016.

>>> Leia a edição apreendida pelo TRE do Brasil de Fato sobre o segundo turno das eleições 2018<<<

Importante ressaltar que diante dos milhares de escândalos de fake news pelo WhatsApp que dilaceram o processo eleitoral brasileiro, a justiça não tomou as medidas necessárias para coibir e impedir a disseminação de tais materiais. Essa foi uma ação de censura ao pensamento livre e crítico.

Reafirmamos que atitudes como essa não servirão para nos intimidar. Ao contrário, apenas fortalecem nosso compromisso com a verdade e com o povo brasileiro, e a necessidade de lutarmos para realizarmos as mudanças necessárias para o nosso país. Tomaremos todas medidas jurídicas cabíveis contra esses abusos.

O jornal Brasil De Fato reafirma seu compromisso com a democracia, a liberdade de imprensa e com uma visão popular do Brasil e do mundo. Superamos uma ditadura que lançou as artes, o pensamento, o jornalismo e toda sociedade no silêncio e na censura. A tortura é inadmissível e seguiremos denunciando candidatos que a apoiam e a incentivam. Assim como seguiremos nos contrapondo a quem quer a volta da mordaça.

Brasil de Fato - Uma visão popular do Brasil e do Mundo

[Via Brasil de Fato]

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Fiscais do TRE estiveram hoje, 20, na sede do SindipetroNF em Macaé em dia e horário em que não há expediente. O funcionário que recebeu os fiscais alegou que os mesmos tentaram pular a grade externa e ameaçaram, inclusive, atirar no local. 
 
Após a chegada de um dos diretores da entidade, que franqueou o acesso irrestrito e amplo aos fiscais, os mesmos decidiram apreender exemplares do Jornal Brasil de Fato e o Boletim Nascente (periódico semanal do sindicato), que são materiais de trabalho da entidade distribuídos há mais de 20 anos. 
 
Alegando propaganda eleitoral irregular, os fiscais apreenderam jornal com análise dos programas eleitorais das chapas que concorrem ao segundo turno e boletim  da entidade que existe há 21 anos,  em toda a história de nosso sindicato. Não havia cunho algum eleitoral e apenas questões de opinião. Vale registrar, ainda, que os jornais aprendidos não são fake news, muito pelo contrário, todas as matérias são assinadas e a circulação segue padrões rigorosos do jornalismo.
 
A diretoria do Sindipetro-NF, diante dessas atitudes arbitrárias da justiça eleitoral de Macaé, vêm a público manifestar seu repúdio diante da ocorrência. 
 
A categoria petroleira sempre foi favorável à mídia independente e alternativa. Não à toa, é item recorrente de debates entre a categoria, como deveríamos contrapor à mídia tradicional, que bateu na Petrobrás por anos sem se preocupar com a imagem da empresa.
 
Portanto, para esse sindicato, não há nenhuma irregularidade na prática que vem sendo realizada pela entidade, que tem compromisso estatutários com seus representados e com a população das cidades onde atua.
 
A diretoria do Sindipetro-NF estará a postos para todo e qualquer esclarecimento que for necessário. O Sindicato preparará, a partir de amanhã, a resposta que provará que o sindicato foi vítima do período truculento que o país vive, demonstrado pelo desrespeito do TRE.
 
[Via Sindipetro-NF]
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A diferença entre o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e o candidato do PT, Fernando Haddad, está em 6 pontos percentuais. De acordo com pesquisa feita pelo instituto Vox Populi, Bolsonaro está com 53% dos votos válidos e Haddad, com 47%. O levantamento foi feito na terça-feira (16) e quarta-feira (17), antes, portanto, da publicação das denúncias envolvendo a prática de crime eleitoral da campanha de Bolsonaro, por meio do financiamento empresarial da distribuição em massa de fake news via listas de WhatsApp.

No voto estimulado, Haddad lidera na região Nordeste, vencendo Bolsonaro por 57% a 27%. Nas demais regiões, o presidenciável do PSL lidera, alcançando 21 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário nas regiões Sudeste e Sul.

Em termos absolutos, Bolsonaro aparece com 44% e Haddad com 39%. Brancos e nulos somam 12% e outros 8% disseram não saber/não responderam. A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com 2 mil entrevistas aplicadas em 120 municípios. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-08732/2018. 

Haddad tem preferência das mulheres e dos mais pobres

O candidato do PT lidera entre as mulheres. Segundo o levantamento, no voto estimulado ele tem 42% contra 36% do total. Entre os homens, a vantagem de Bolsonaro é de 18 pontos: 53% a 35%.

Haddad também supera o candidato do PSL entre os eleitores que possuem até o ensino fundamental, por 44% a 38%. Também vence entre aqueles que têm renda familiar até dois salários mínimos (45% a 37%). Bolsonaro tem 52% no segmento dos que ganham mais de cinco salários mínimos, contra 34% de Haddad, e 50% entre os eleitores com curso superior, contra 36% do candidato do PT.

Jair Bolsonaro vence também entre os que se declararam brancos, 53% a 32%, enquanto Haddad supera o adversário por 49% a 32% entre os autodeclarados negros. Há empate técnico entre os pardos, com 41% para o presidenciável do PSL e 40% para o petista.

Também há empate técnico dos dois candidatos entre os católicos, com o capitão reformado aparecendo com 43% contra 42% do ex-prefeito de São Paulo. A liderança é folgada para Bolsonaro entre os evangélicos, 52% a 30%, sendo reduzida entre os espíritas, 44% a 38%. No segmento daqueles que escolhem outras religiões, Haddad vence por 48% a 33%, tendo vantagem também entre aqueles que declaram não ter religião, 42% a 29%.

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[Via Rede Brasil Atual]

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Reunida na terça-feira, 16 de outubro, a direção da Federação Única dos Petroleiros (FUP) reafirmou a deliberação da sua VII Plenária Nacional (Plenafup), realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, que aprovou por unanimidade o apoio à candidatura de Lula/Haddad à Presidência do país. A entidade reforça a importância do engajamento de todos os trabalhadores e trabalhadoras na campanha de Fernando Haddad e de Manuela D`Ávila em defesa da democracia, dos direitos sociais, da soberania nacional e contra o fascismo. Leia a convocatória da FUP aos petroleiros e demais trabalhadores brasileiros:

Juntos, derrotaremos o fascismo

Ao longo de sua história, a categoria petroleira sempre esteve à frente das lutas populares em defesa da democracia e da soberania nacional. Na resistência à ditadura militar, na construção da redemocratização do país, no enfrentamento às políticas neoliberais, no combate ao golpe de 2016, os petroleiros e petroleiras jamais se omitiram. Sempre que a democracia esteve em risco, a categoria se levantou contra o autoritarismo.  

Não será diferente agora. O atual momento exige um posicionamento firme de todos os brasileiros e brasileiras diante dos dois projetos antagônicos de Brasil que estão postos para a sociedade. É democracia ou fascismo. É direito ou opressão. É justiça social ou extermínio.  É civilização ou barbárie. É isso que está em disputa neste segundo turno da eleição presidencial.

A candidatura Haddad e Manuela representa o campo democrático e dos direitos sociais. A candidatura do capitão Jair Bolsonaro e do general Mourão é a militarização do Estado e a defesa de bandeiras fascistas, como a tortura, o racismo, a homofobia, a opressão das minorias.

A candidatura Haddad e Manuela tem compromissos com a defesa da soberania energética; com a redução das tarifas de luz e dos preços dos combustíveis; com a exploração do Pré-Sal de forma estratégica, para que esteja a serviço do povo brasileiro e não das multinacionais; com uma Petrobrás pública e transparente, voltada para o desenvolvimento nacional, gerando emprego, renda e tecnologia no país.

Bolsonaro, por sua vez, votou a favor da abertura do Pré-Sal para operação das empresas estrangeiras e já declarou que continuará entregando essa riqueza às multinacionais; defende a manutenção da atual política que fez disparar os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha; apoia a desintegração do Sistema Petrobrás, com privatização das refinarias, terminais, gasodutos, oleodutos e de todo o setor logístico.

A candidatura Haddad e Manuela se compromete em revogar a reforma trabalhista e a Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Bolsonaro e Mourão defendem mais cortes de direitos e maior redução dos investimentos públicos.

Está nas mãos dos brasileiros a escolha do Brasil que emergirá das urnas no dia 28 de outubro. A FUP e seus sindicatos reforçam a importância da defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e da soberania nacional. Nesta reta final da campanha presidencial, vamos intensificar a luta para derrotar o fascismo. Convocamos todos os trabalhadores e trabalhadoras a se engajarem nessa campanha, somando-se aos movimentos populares e democráticos em defesa da candidatura de Haddad e Manuela. 

Vamos garantir a democracia e um futuro melhor para o nosso país.

Petroleiros e petroleiras contra o fascismo!

Petroleiros e petroleiras pelo Brasil!

Federação Única dos Petroleiros – FUP

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A primeira pesquisa Ibope sobre cenários para o segundo turno das eleições mostra que o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) que, para a maioria dos eleitores representa os empresários e a elite brasileira, tem 59% dos votos válidos. Já o candidato do PT, Fernando Haddad, que a absoluta maioria diz representar os mais pobres, tem 41%. A soma dos votos válidos exclui os brancos e nulos.

A maioria do eleitorado brasileiro identifica Bolsonaro como o principal representante dos interesses dos ricos, dos bancos, agricultores e dos empresários, enquanto Fernando Haddad (PT) é o mais associado à defesa dos pobres, dos trabalhadores e das mulheres.

O resultado foi constatado na pesquisa Ibope, divulgada nesta segunda-feira (15), a primeira com cenários de segundo turno das eleições, que perguntou aos eleitores “quem representa melhor os interesses” deles em uma série de setores.

Para 65%, Bolsonaro defende os interesses dos mais ricos, contra 22% de Haddad.

Entre os eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, o presidenciável do PSL é visto por 70% como representante da elite. Outros 37% dizem que Bolsonaro representa os pobres.

Já entre os eleitores com menor poder aquisitivo, 48% dizem que Haddad defende os interesses dos mais pobres.

Entre os que ganham até um salário mínimo, Haddad é visto como defensor dos direitos dos mais pobres por 62% dos eleitores.

O Ibope avaliou a imagem dos candidatos como defensores dos seguintes temas: agricultura (42% Bolsonaro ante 40% de Haddad), defesa do meio ambiente (40% Bolsonaro e 39% para Haddad), aposentados (39% para Bolsonaro, 44% para Haddad) e jovens (46% Bolsonaro, ante 39% de Haddad).

Metodologia

O Ibope informa ter ouvido 2.506 eleitores no sábado e no domingo (13 e 14). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo.

[Via CUT]

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As propostas que os candidatos à Presidência do país, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), apresentam em seus programas de governo para a Petrobrás estão em caminhos opostos.

No documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral, Haddad propõe que a estatal retorne à “sua função de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, garantindo-a como empresa petrolífera verticalizada — atuando em exploração, produção, transporte, refino, distribuição e revenda de combustíveis — e como empresa integrada de energia, presente no ramo de petróleo e em biocombustíveis, energia elétrica, fertilizantes, gás natural e, sobretudo, petroquímica”.

No sentido contrário, Bolsonaro defende “promover a competição no setor de óleo e gás, beneficiando os consumidores. Para tanto, a Petrobrás deve vender parcela substancial de sua capacidade de refino, varejo, transporte e outras atividades onde tenha poder de mercado”. Confira no programa registrado no TSE.

Há diferença considerável ainda entre os programas no que diz respeito ao detalhamento do que é proposto para a Petrobrás. No caso de Haddad, o programa se atém de modo mais específico, cita a recuperação do regime de partilha no pré-sal, a volta da política de conteúdo local, a reorientação na política de preços dos combustíveis, entre outros pontos. No caso de Bolsonaro, passa-se rápido pelo tema, avançando um pouco mais apenas para defender que “os preços praticados pela Petrobrás deverão seguir os mercados internacionais” e a promoção da competição no setor de gás.

Conheça as principais propostas dos candidatos para a Petrobrás, comprove e se posicione, pois o futuro da empresa será decidido nas urnas no próximo dia 28.

Fernando Haddad:

 > Interromperemos as privatizações e a venda do patrimônio público, essencial ao nosso projeto de Nação soberana e indutora do desenvolvimento, e tomaremos iniciativas imediatas para recuperar as riquezas do pré-sal, o sistema de partilha e a capacidade de investimento da Petrobras e demais empresas do estado.

 > A Petrobras deve ser fortalecida, o regime de partilha na área do Pré-sal deve ser mantido, bem como a política de conteúdo local. A política industrial requer uma forte infraestrutura que integre e articule as regiões do país, bem como a produção em grande escala de energia a partir de fontes limpas, uma vez que o país as possui em elevado potencial.

> Devolverá à Petrobras sua função de agente estratégico do desenvolvimento brasileiro, garantindo-a como empresa petrolífera verticalizada – atuando em exploração, produção, transporte, refino, distribuição e revenda de combustíveis – e como empresa integrada de energia, presente no ramo de petróleo e em biocombustíveis, energia elétrica, fertilizantes, gás natural e, sobretudo, petroquímica. Especial atenção terá a ampliação do parque de refino, sobretudo acabando com a ociosidade atual das refinarias da Petrobras, para que seja garantido o fornecimento de derivados de petróleo em todo o território nacional. Será interrompida a alienação em curso de ativos estratégicos da empresa, ao tempo em que a política de conteúdo local será retomada e aprimorada.

 > A política de preços de combustíveis da Petrobras será reorientada. O mercado brasileiro é aberto a importações, mas isso não significa que o petróleo retirado no Brasil, aqui transportado e refinado, com custo bem menor que o internacional, seja vendido aos brasileiros segundo a Nova Política de Preços da Petrobras do governo Temer, a PPI (Paridade de Preços Internacionais), enormemente mais caro que o produto nacional. Essa mudança tem por objetivo garantir um preço estável e acessível para os combustíveis. O gás é um produto que não pode faltar na casa das famílias. O governo Haddad vai criar o Programa Gás a Preço Justo, que garantirá que o preço do gás caiba no bolso das famílias para que todos possam cozinhar e comer com dignidade e segurança novamente.

Jair Bolsonaro:

> Os preços praticados pela Petrobras deverão seguir os mercados internacionais, mas as flutuações de curto prazo deverão ser suavizadas com mecanismos de hedge apropriados.

> Ao mesmo tempo, deveremos promover a competição no setor de óleo e gás, beneficiando os consumidores. Para tanto, a Petrobras deve vender parcela substancial de sua capacidade de refino, varejo, transporte e outras atividades onde tenha poder de mercado.

> Para aumentar a importância do gás natural no setor, é importante acabar com o monopólio da Petrobras sobre toda a cadeia de produção do combustível, mediante: desverticalização e desestatização do setor de gás natural; livre acesso e compartilhamento dos gasodutos de transporte; independência de distribuidoras e transportadoras de gás natural, não devendo estar atreladas aos interesses de uma única companhia; criação de um mercado atacadista de gás natural; incentivo à exploração não convencional, podendo ser praticada por pequenos produtores.

 > A burocrática exigência de conteúdo local reduz a produtividade e a eficiência, além de ter gerado corrupção. Além disso. não houve impacto positivo para a indústria nacional no longo prazo. Assim será necessário remover gradualmente as exigências de conteúdo local. O emprego na indústria local crescerá nas atividades onde houver vantagens comparativas ou competitividade. Assim, a indústria naval brasileira será compelida a investir e alcançar maiores níveis de produtividade.

COMPARATIVO PUBLICADO PELO JORNAL NASCENTE (Sindipetro-NF):

[Com informações do Sindipetro-NF e do site E&P BR]

Publicado em Sistema Petrobrás

De 2016 para cá, a educação enfrenta diversos retrocessos. Entre eles, o desmantelamento de instâncias do controle social. O Fórum Nacional de Educação (FNE), responsável pelo acompanhamento da execução das metas do Plano Nacional de Educação, foi completamente desmantelado e desconfigurado. O Conselho Nacional de Educação perdeu a representatividade de todos os setores da sociedade e passou a ser controlado pelo empresariado, interessado na privatização do ensino. Sem contar a reforma do Ensino Médio, imposto pelo governo de Michel Temer.

O financiamento também foi fortemente abalado com a aprovação da Emenda Constitucional 95/2016, que congela investimentos por 20 anos. E mudanças no marco legal do pré-sal também têm impactos, já que a maior parte dos royalties tinham como destino a educação.

A Rede Brasil Atual comparou os planos de governo dos dois candidatos na disputa, ouviu fontes e apurou informações na imprensa e nas redes sociais sobre as propostas para a educação.

De um lado, o ministro da Educação do governo Lula, Fernando Haddad (PT), que criou o Enem, o Pro-Uni e abriu universidades federais. De outro, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) que há 27 anos está no Congresso e que é lembrado apenas pelo voto pelo impeachment de Dilma Rousseff, dedicado a um torturador. Entre suas ameaçadoras "pérolas" para a educação, o incentivo ao ensino à distância desde o ensino fundamental para "combater o marxismo".

Leia também a reportagem da BBC News Brasil

O Brasil está entre os países com pior desempenho em Educação no mundo. Na mais recente edição do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), em 2015, ficou nas últimas posições em Ciências (63º), Matemática (65º) e em Leitura (59ª) entre os 70 países analisados.

No Dia do Professor, a BBC News Brasil apresenta as propostas dos dois candidatos à Presidência que chegaram ao segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para essa área.

O levantamento foi feito com base nos planos de governo apresentados ao TSE, entrevistas e publicações feitas pelas candidaturas na internet.

Para ver as propostas de ambos em todas as áreas, clique aqui.

O que propõem aos professores?

Ex-ministro da Educação, Fernando Haddad diz em seu programa de governo que quer investir na formação dos educadores e na gestão pedagógica da educação básica.

"Atenção especial será dada à valorização e à formação dos professores e professoras alfabetizadoras", afirma o texto.

O petista fala em fortalecer o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), que permite aos alunos de cursos presenciais com interesse no magistério que se dediquem ao estágio em escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício da profissão na rede pública.

O programa do PT diz que aproximadamente 25% dos professores que atuam na educação básica não têm licenciatura específica para as disciplinas que lecionam. O plano fala que retomará a Rede Universidade do Professor, programa criado para oferecer vagas de nível superior para a formação inicial e continuada de professores da rede pública, para que possam se graduar nas disciplinas que lecionam.

Haddad diz que vai implementar a chamada Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente para candidatos à carreira de professor das redes públicas de educação básica.

Fala ainda em instituir diretrizes que permitam uma maior permanência dos profissionais nas unidades educacionais.

O programa diz que pretende reforçar a Universidade Aberta do Brasil (UAB), programa que visa ampliar e interiorizar - ou seja, expandir para fora das capitais - a oferta de cursos e programas de educação superior por meio da educação a distância.

Em seu programa de governo, Jair Bolsonaro fala em aumentar a qualificação de professores, sem posterior detalhamento entre as propostas.

O candidato defende um modelo de educação "sem doutrinação e sexualização precoce" e baseado nas propostas do Escola Sem Partido.

Diz que falta disciplina no ambiente educacional e que, por isso, "hoje, não raro, professores são agredidos, física ou moralmente, por alunos ou pais dentro das escolas".

Outras propostas para a Educação

Haddad diz que o ensino médio será prioridade do seu governo.

Uma das principais propostas é criar o programa Ensino Médio Federal, que aumentará a atuação do governo federal no ensino médio, que constitucionalmente é de responsabilidade dos Estados.

A ideia é que haja maior integração, aumento de vagas nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e que o governo federal se responsabilize por escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade.

O plano diz querer expandir a educação integral e criar uma bolsa de permanência nas escolas, especialmente para jovens em situação de pobreza. "O governo Haddad ampliará a participação da União no ensino médio, de modo a transformar essas escolas em espaços de investigação e criação cultural e em polos de conhecimento, esporte e lazer, garantindo educação integral", diz o texto do programa de governo.

O ex-ministro da Educação de Lula diz em seu programa de governo que pretende revogar a reforma do ensino médio. Haddad pretende mexer na Base Nacional Comum Curricular "para retirar imposições obscurantistas".

O plano de governo do petista fala em criar um novo padrão de financiamento para que a Educação receba o equivalente a 10% do PIB. Segundo estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado em 2017, os gastos com educação totalizam 4,9% do PIB brasileiro.

O candidato afirma ter intenção de normatizar o uso público dos recursos do Sistema S na oferta de ensino médio.

O objetivo é direcionar 70% dos recursos à ampliação da oferta de ensino médio. Fazem parte do Sistema S o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

O programa promete a institucionalização Sistema Nacional de Educação, pendente há quatro anos. O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, o colocou como um caminho para a articulação do sistema de ensino nos níveis federal, estadual e municipal, com o objetivo de atingir as metas estipuladas pelo governo.

No que diz respeito a minorias, o plano diz que um eventual governo Haddad "fortalecerá uma perspectiva inclusiva, não-sexista, não-racista e sem discriminação e violência contra LGBTI+ na educação". Diz também que retomará os investimentos na educação do campo, indígena e quilombola. Como contraponto ao Escola Sem Partido, o programa propõe a Escola com Ciência e Cultura.

Diz que quer focar o programa Educação para Jovens e Adultos em alfabetização. Fala, ainda, em introduzir trabalho com linguagens digitais desde o primeiro ano do ensino fundamental. Para combater violência em escolas, será criado o Programa Paz e Defesa da Vida nas Escolas.

O programa do PT diz que o foco será o ensino médio, mas também fala em expandir universidades e institutos federais.

Jair Bolsonaro, por sua vez, afirma que dará ênfase à educação infantil, básica e técnica.

O programa de governo fala em mudar a Base Nacional Comum Curricular, "impedindo a aprovação automática e a própria questão de disciplina dentro das escolas".

O programa fala que o conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. "Mais matemática, ciências e português", diz o texto.

Volta das disciplinas da ditadura militar

Bolsonaro pretende incluir no currículo escolar as matérias educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), disciplinas herdadas da ditadura militar.

O candidato tem ainda intenção de ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. A meta é que haja, em dois anos, um colégio militar em cada capital. Tem também o plano de construir o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.

Fala, ainda, em integração entre governos federal, estadual e municipal.

O programa do capitão reformado dá ênfase à educação a distância nos níveis básico, médio e superior. "Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais", diz o texto.

Ainda segundo o documento, o Brasil gasta mais com ensino superior do que com o ensino básico. Bolsonaro defende que isso seja invertido.

Para o ensino superior, o programa fala em parcerias de universidades com a iniciativa privada para desenvolvimento de novos produtos visando aumentar a produtividade no país.

Diz, ainda, que universidades devem estimular e ensinar o empreendedorismo.

Bolsonaro é contra cotas raciais, mas a favor das sociais.

[Via Rede Brasil Atual e BBC Brasil]

Publicado em Política
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