Os trabalhadores da Modec têm procurado o Sindipetro-NF para denunciar fatos que têm acontecido com eles durante essa pandemia de Coronavírus COVID-19.

A escala normal de trabalho é de 14 X 14 (1 dia trabalhado para 1 dia de folga) e agora a empresa quer que trabalhem em regime de 28 dias embarcado / 28 de folga, sendo que dos dias de folga vão ficar 14 dias em quarentena dentro do quarto de um hotel antes de embarcar, sem poder sair e se alimentando a base de quentinhas.

Os trabalhadores questionam se há existência de algum estudo por parte da equipe de saúde da empresa, sobre o impacto de ficar 14 dias confinados dentro dos quartos, sozinho e em pleno ápice da epidemia.

Além de perder dias de folga, nesse novo sistema 28 x 28, os trabalhadores também deixarão de receber o que seria devido. Segundo relatos deles, o Acordo Coletivo vigente garante que os 14 dias de quarentena deveriam ser pagos como dobra, mas a empresa quer pagar como folga indenizada. Essa decisão só é válida para os brasileiros, que se sentem coagidos em ter que aceitar essa situação.

Assim como em outras unidades e empresas, os trabalhadores estão passando por momentos de tensão e ansiedade a bordo, muitos não questionam por medo de perder seus empregos. E quando desembarcam querem estar com suas famílias. Essa jornada extenuante só trará mais desgaste mental devido ao maior tempo confinado.

O Sindipetro-NF encaminhou ofício para as empresas representadas com orientações em tempos de COVID-19 e sugere, que outras empresas do setor petróleo sigam. Entre elas que as equipes de contingência que embarcarem usem obrigatoriamente máscaras nos helicópteros e, se possível com cadeiras vazias entre os passageiros. Em caso de apresentação de sintomas de COVID-19 ou quando o trabalhador não se sinta confortável pela eventual exposição nas unidades seja garantido o imediato desembarque sem que tal atitude configure abandono ao trabalho. Garantia de hospedagem e alimentação aos trabalhadores (as) que estejam impossibilitados de retornar às suas casas e/ou estejam em avaliação médica por suspeita de contágio e que todos os cursos de formação:sejam suspensos por tempo indeterminado.

A diretoria do Sindipetro-NF solicita às gestões das empresas do setor privado de petróleo, que nesse momento de pandemia se preocupem mais com a qualidade de vida e a saúde de seus empregados, deixando um pouco de lado o lucro pelo lucro. É importante intensificar os cuidados no pré-embarque medindo as temperaturas e avaliando casos suspeitos tanto de brasileiros quanto estrangeiros. O momento é de prevenção e cuidado das vidas.

O sindicato lembra que por conta do decreto da prefeitura de Macaé, o sindicato não está tendo atendimento pelo telefone fixo. Caso a categoria tenha alguma denúncia deve procurar os diretores através dos celulares (Clique aqui para ver os números telefônicos).

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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