Reunidos nesta terça-feira, 27, no Conselho Deliberativo da FUP, as direções sindicais petroleiras avaliaram a proposta da Petrobrás para a PLR 2021 e reforçaram a necessidade de buscar um modelo de regramento mais equânime e que atenda todos os trabalhadores do Sistema. A FUP, portanto, indica a rejeição da atual proposta da empresa e orienta os sindicatos a iniciarem as assembleias, assim que as subsidiárias encaminharem as minutas do acordo proposto.

Até o momento, apenas a Petrobrás formalizou em documento a proposta de regramento da PLR 2021. A empresa afirmou, desde o início das negociações, que o regramento não seria o mesmo para todo o Sistema, o que foi refutado pelas representações sindicais.

O Conselho Deliberativo da FUP reiterou que o regramento tem que atender todos os trabalhadores, independentemente da função que ocupe e da empresa em que atue no Sistema.

Essa foi a premissa defendida pela FUP no Grupo de Trabalho, que discute o regramento com a Petrobrás e as subsidiárias. As representações sindicais deixaram claro que os indicadores têm que refletir todas as áreas da empresa, pois os resultados são construídos coletivamente pelos petroleiros e petroleiras. Da mesma forma, o lucro obtido deve ser repartido entre todos os trabalhadores, da forma mais igualitária possível. Daí a importância da PLR ter um piso.  

Outro ponto que a FUP reforçou no GT foi que não pode haver redução de PLR por perseguições políticas e que o texto de penalidades deve deixar explícito que conflito de interesses é o que está previsto na lei, para que não haja distorção do conceito. Além disso, os petroleiros querem que a empresa volte a fazer o adiantamento da PLR no início do ano, como sempre foi praticado, e que o acordo do regramento tenha validade por dois anos, dando uma estabilidade para todos, assim como conquistamos no ACT.

Rejeitar a atual proposta de PLR apresentada pela Petrobrás é o primeiro passo para que a FUP e os sindicatos possam voltar à mesa de negociação e buscar um modelo de regramento com menos distorções e que atenda todos os trabalhadores do Sistema.

Mobilização dia 11 contra as punições

O Conselho Deliberativo da FUP também aprovou uma mobilização nacional no dia 11 de novembro contra as punições e outras práticas antissindicais da gestão da Petrobrás, na tentativa de intimidar os trabalhadores e as organizações sindicais. Em menos de 20 dias, a empresa puniu quatro trabalhadores da Regap, que sao diretores sindicais, entre os quais, dois são cipista. Além de ilegais, as punições têm caráter político, com objetivo claro de desmobilizar a categoria nas lutas contra as privatizações.

A FUP está denunciando as práticas antissindicais da Petrobrás ao Ministério Público do Trabalho e também à Organização Internacional do Trabalho.  

Encontro com a Categoria

Esses e outros pontos discutidos no Conselho Deliberativo foram tema desta terça do programa semanal Encontro com a Categoria, no canal da FUP no Youtube, com trasmissão também pelo Facebook. Veja a íntegra: 

[Imprensa da FUP]

 

 

 

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Na última quinta-feira, 22, a FUP participou da sétima reunião do Grupo de Trabalho que discute com a Petrobrás e subsidiárias o regramento da PLR para o exercício de 2021. A holding apresentou sua proposta, com indicadores, metas e regras para definição do montante e da forma de distribuição, seguindo o escopo das propostas defendidas pela empresa ao longo das reuniões do GT.

Apenas a Petrobrás oficializou a proposta, que será formalizada em documento a ser enviado à FUP. O regramento proposto contraria a própria concepção da PLR, ao segregar os trabalhadores. Pela lógica da empresa, a PLR vale apenas para os trabalhadores da holding sem cargos de confiança e o acordo não será o mesmo para todo o Sistema.  

A FUP e os seus sindicatos irão avaliar e se posicionar sobre a proposta da Petrobrás em reunião do Conselho Deliberativo que acontece nesta terça-feira, 27. A Transpetro, a TBG e a PBIO ainda não apresentaram suas propostas para o regramento da PLR 2021.

O que a FUP defendeu no GT

Ao longo do processo de discussão no GT, a FUP deixou claro que o regramento da PLR deve contemplar todos os petroleiros e petroleiras, com ou sem função gratificada, independentemente do cargo que ocupe e da área da companhia onde trabalhe. As representações sindicais também enfatizaram que a base de cálculo dos indicadores é o Sistema Petrobrás, cujos resultados são construídos por todos os trabalhadores e, portanto, o lucro obtido deve ser repartido entre todos, da forma mais igualitária possível (veja ilustração abaixo).

A discussão no GT, passo a passo

22/09 - na primeira reunião do GT, a FUP propôs um calendário de negociação dinâmico, para que os trabalhadores possam ter mais tempo para debater a proposta de regramento. As representações sindicais também cobraram a presença das subsidiárias em todas as reuniões do GT.

06/10 – FUP propôs que a negociação do regramento partisse dos pontos que já haviam sido consensuados com a Petrobrás nas negociações de 2018, porém com o texto das sanções disciplinares de 2019. A Petrobrás, por sua vez, apresentou suas premissas, informando que a PLR seria apenas para os trabalhadores sem função gratificada e que as subsidiárias teriam acordo diferenciados. A FUP defendeu um único acordo para todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás.

08/10 - na discussão sobre penalidades disciplinares, a Petrobrás reiterou o que já havia acordado com a FUP em 2019, desvinculando a PLR do sistema de consequências, evitando, assim, que perseguições políticas sejam usadas como penalidade para reduzir o pagamento.

13/10 – o debate no GT é sobre parâmetros para definição do montante e formas de distribuição da PLR. A Petrobrás resgatou os pontos da proposta de 2019, que já haviam sido rejeitados pela FUP. Além de limitar o montante da PLR a 6,25% do lucro líquido e a 25% dos dividendos destinados aos acionistas, na proposta da empresa não há piso para o pagamento e o teto é de apenas uma remuneração. Enquanto isso, no PPP os gerentes executivos podem receber até 10,4 remunerações.

16/10 – o tema tratado no GT são indicadores. A Petrobrás apresentou uma cesta com cinco indicadores, cuja composição foi questionada pela FUP, como a ausência de um indicador operacional específico da área de refino. As representações sindicais também criticaram o peso dos indicadores financeiros, inclusive, desinvestimentos.

20/10 – na continuidade do debate sobre indicadores, a FUP apresentou uma contraproposta, que valoriza indicadores de produção, onde os trabalhadores possam se enxergar, privilegiando, assim, os resultados operacionais e não os de gestão financeira, como propõe a Petrobrás.

22/10 - a Petrobrás formaliza a proposta de regramento da PLR, limitada somente à holding e aos trabalhadores sem função gratificada.

[FUP]

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Dando sequência à discussão do regramento da PLR de 2021, a FUP participou nesta terça-feira, 20, de mais uma reunião com representantes da Petrobrás, da Transpetro, da TBG e da PBIO. Foi o sexto encontro desta primeira rodada de negociação, cuja proposta está prevista para ser apresentada pela empresa na quinta-feira, 22.

O debate central da reunião foram os indicadores apresentados pela Petrobrás na semana passada e detalhados hoje, com várias considerações feitas pela FUP. A assessoria do Dieese fez uma apresentação, comparando os indicadores pactuados no Acordo de Regramento da PLR 2014-2018 com a proposta base defendida pela Federação no início do GT e uma contraproposta em resposta ao que foi apresentado pela empresa na última reunião.

Veja aqui a íntegra da apresentação feita pela FUP, com o comparativo dos indicadores.

As representações sindicais questionaram principalmente o peso dos indicadores financeiros e a insistência da gestão em fragmentar o acordo da PLR. Além de querer alterar a concepção da PLR, excluindo os trabalhadores com função gratificada, o RH da Petrobrás tornou a afirmar que a proposta não será a mesma para todo o Sistema.

Apesar da negociação ser coletiva, com participação das subsidiárias, como a FUP havia cobrado, os gestores insistem que não há possibilidade de ter um acordo de PLR unificado, pois os indicadores estão sendo definidos conforme as especificidades de cada empresa. Somente a holding e a TBG apresentaram indicadores. Os gerentes da Transpetro e da PBIO informaram que irão encaminhar a proposta na semana que vem.

As direções sindicais enfatizaram que a base de cálculo dos indicadores é o Sistema Petrobrás, cujos resultados são construídos por todos os trabalhadores e, portanto, o lucro obtido deve ser repartido entre todos, da forma mais igualitária possível. A Federação reforçou a posição defendida desde o início das negociações: o acordo deve valer para todos os petroleiros e petroleiras do Sistema Petrobrás, com ou sem função gratificada, independentemente do cargo que ocupe e da área da companhia onde trabalhe.

[FUP]

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O Grupo de Trabalho que discute a proposta de regramento para a PLR de 2021 realizou nesta sexta-feira, 16, a quinta reunião, com participação da FUP, Petrobrás, TBG, PBIO e Transpetro. Esta primeira rodada de negociação está caminhando para a reta final, seguindo o calendário da empresa, onde está prevista a apresentação da proposta na próxima quinta-feira, 22/10.

A reunião de hoje iniciou a discussão sobre indicadores, cuja negociação continua na terça-feira, 20. A Petrobrás propôs uma cesta com cinco indicadores cuja composição gerou questionamentos por parte da FUP, como a ausência de um indicador operacional específico da área de refino e o fato da empresa insistir na redução do endividamento como premissa financeira.

Foi também cobrado da Petrobrás o histórico recente dos indicadores propostos. As subsidiárias, por sua vez, ainda não definiram que indicadores irão propor.

A discussão sobre o regramento da PLR referente ao exercício de 2021 (para ser paga em 2022) teve início no dia 22 de setembro e, até o momento, já foram discutidos temas como, estrutura da negociação, penalidades disciplinares, montante e distribuição, com vários questionamentos feitos pela FUP. Na última terça, os dirigentes sindicais que integram o GT fizeram um balanço da negociação durante o programa Encontro com a categoria, que contou também com a participação do técnico do Dieese, Cloviomar Cararine, que está assessorando a FUP neste processo.

Acesse abaixo a íntegra do debate: 

[Da imprensa da FUP]

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A FUP e a Petrobrás voltaram a se reunir nesta terça-feira, 06, para dar prosseguimento à discussão do cronograma e estrutura da negociação coletiva do regramento da PLR 2021. Conforme cobrado pela Federação na última reunião, as subsidiárias foram incluídas no processo de negociação e estarão presentes em todas as rodadas do Grupo de Trabalho que está discutindo a PLR.

A Petrobrás também atendeu à reivindicação da FUP de ampliar o calendário de negociação, com duas reuniões semanais ao longo do mês de outubro, dando mais tempo para que os sindicatos possam debater com os trabalhadores a proposta que for discutida no GT.

A FUP reafirmou que a base da negociação deve partir dos pontos que já haviam sido consensuados com a Petrobrás nas negociações da PLR de 2018 apenas alterando o a clausula que fazia referência ao sistema de consequência, conforme a empresa concordou em 2019.

O RH, por sua vez, afirmou na reunião que a proposta de regramento defendida pela gestão da empresa é apenas para os trabalhadores sem função gratificada, o que foi veementemente rebatido pela FUP. O Acordo Coletivo vale para todos os trabalhadores do Sistema Petrobrás, independentemente do cargo ou função exercida. A própria Constituição garante que a negociação coletiva da PLR deve abranger todos os trabalhadores de uma empresa.

Não há sentido, portanto, a gestão da Petrobrás iniciar um processo de negociação coletiva, segregando os trabalhadores. É o conjunto da categoria que, com seu trabalho coletivo, garante os resultados do Sistema Petrobrás. A PLR, portanto, deve ser para todos e todas.

A próxima reunião do GT será na quinta-feira, 08, quando serão discutidas critérios para definição do montante da PLR e formas de distribuição/pagamento.

A diretora da FUP, Cibele Vieira, faz um relato da reunião desta terça: 

[FUP]

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Venda de refinarias, da Petrobras Biocombustível e de campos eólicos pode reduzir a companhia a uma mera extrativista de combustível fóssil

[Da Rede Brasil Atual | Foto:Tânia Rêgo/EBC]

O Supremo Tribunal Federal (STF) continua, nesta quinta-feira (1º), o julgamento de uma ação a respeito da possibilidade de venda de refinarias da Petrobras sem autorização legislativa. O questionamento é iniciativa das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado, em vista da tentativa do governo Bolsonaro de se desfazer de oito refinarias da petroleira.

Os ministros Edson Fachin, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski já sinalizaram que consideram a medida, sem aprovação parlamentar, inconstitucional.

Em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual, o secretário-geral do IndustiriALL Global Union, Valter Sanches, afirma que Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, estão destruindo um patrimônio público sem consultar o Congresso Nacional. “Só em 2019, o governo federal vendeu US$ 14 bilhões em ativos, enquanto para este ano estão previstos 29 itens destinados a privatizações, como refinarias, campos e plataformas”, lamentou.

A venda é justificada como uma forma de reduzir a dívida da empresa, segundo a direção da Petrobras. Entretanto, o sindicalista afirma que ao se desfazer de refinarias e outros ativos, a estatal só pensa a curto prazo e não conseguirá criar caixa no futuro.  

“O Brasil está perdendo uma ferramenta importante para sair de crises, como foi em 2008. A capacidade de recuperação econômica do país está comprometida, porque é uma visão de curto prazo. A Petrobras deixa de ser uma possibilidade de alavanca de crescimento do país, quando já foi responsável por 12% do PIB nacional, poucos anos atrás”, explicou Sanches.

Petrobras e o biocombustível

Nesta semana, a companhia informou o início da fase vinculante referente à venda de sua subsidiária integral Petrobras Biocombustível. Fundada em 2008, a produtora de biodiesel tem hoje 5,5% de participação de vendas do setor no mundo, em 2019.

De acordo com Valter Sanches, a alienação da Petrobras Biocombustível e dos campos eólicos no Rio Grande do Norte destrói a capacidade da estatal de ser competitiva a longo prazo. Com a defesa do meio ambiente em pauta, a empresa corre o risco de ser tornar uma mera extrativista de combustível fóssil.

“Todos os países têm o compromisso de redução de emissão de gases, pelo acordo de Paris, sendo que 60% dessa emissão vem da geração de energia. Então, as empresas de combustíveis fósseis estão condenadas. A General Eletric, que construía termoelétricas disse, que sairá desse negócio e vai para a área de ativos de combustíveis renováveis”, afirmou.

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Nesta segunda-feira, dia 21, será realizado ato político virtual, às 18h, como lançamento da campanha Petrobrás Fica em Minas. A iniciativa é do Comitê Mineiro em Defesa da Petrobrás, composto por várias entidades da sociedade civil e coordenado pelo Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG).

Ao longo da semana, estão previstas ações de intervenções urbana e outros atos simbólicos com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de manter a empresa no estado, mostrando que os mineiros perdem com a privatização da estatal.

A pauta ganhou ainda mais importância diante do julgamento de Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a venda das subsidiárias da Petrobrás, iniciado na sexta-feira, dia 18. A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), está entre as oito unidades que constam no plano de vendas da empresa.

O diretor do Sindipetro/MG e integrante do Comitê Felipe Pinheiro explica que a campanha faz parte de uma articulação nacional, iniciada com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás e está sendo lançada em todos os estados.

“Vamos iniciar essa campanha de redes sociais, articulação política e diálogo com a população mineira para engajar a sociedade contra a saída da Petrobrás em Minas”, afirma o diretor.

Lançamento da campanha Petrobrás Fica em Minas: 

 Participações:

  • Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás (Congresso Nacional);
  • Deputada Estadual Beatriz Cerqueira – Frente Parlamentar Mineira em Defesa da Petrobrás (ALMG);
  • Engenheiro Guilherme Alves – Comitê Mineiro em Defesa do Sistema Petrobrás;
  • Alexandre Finamori – Sindipetro/MG
  • Tadeu Porto – Federação Única dos Petroleiros (FUP)
  • Jairo Nogueira – Central Única dos Trabalhadores (CUT)
  • Aldiério Florêncio – Central Sindical e Popular Conlutas
  • Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
  • Sôniamara Maranho -Movimento de Atingidos por Barragens (MAB)
  • Paulinha Silva – União Nacional dos Estudantes (UNE)

[Via Sindipetro MG]

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A FUP e seus sindicatos assinaram nesta quarta-feira, 16, o Acordo Coletivo 2020-2022, que já está valendo para os trabalhadores do Sistema Petrobrás das bases da Federação. A proposta que resultou no ACT foi aprovada em assembleias por todos os sindicatos da FUP, após um amplo e franco debate com a categoria, que envolveu setoriais, reuniões online e programas semanais ao vivo transmitidos pelo Youtube e pelas redes sociais, ao longo dos últimos dois meses.

Durante a assinatura do Acordo, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, cobrou das gerências de Recursos Humanos da Petrobrás e das subsidiárias que o ACT seja estendido para os petroleiros e petroleiras que estão fora das bases da FUP e, portanto, com os direitos desprotegidos, em função da não assinatura do acordo. 

A construção coletiva e democrática, tanto da pauta inicial de reivindicações, quanto da proposta alcançada na dificílima conjuntura política que os trabalhadores enfrentam, é a marca dessa campanha e foi o fator decisivo para enfrentar os desmandos da gestão fascista que está entranhada na Petrobrás. Gestores que atacam constantemente os fóruns de negociação, as organizações sindicais e que de tudo têm feito para desmontar o Acordo Coletivo. Antes mesmos de ser assinado, o novo ACT já estava sob ataque dos ultraliberais que ditam do mercado os rumos da empresa e não aceitam a cláusula que protege a categoria de demissões sem justa causa [acesse aqui matéria da revista Veja]. Soma-se a isso, as constantes tentativas de cooptação dos trabalhadores através de acordos individuais.

A categoria petroleira soube fazer a leitura correta da conjuntura e compreendeu a necessidade de um Acordo Coletivo de dois anos, que blinda os trabalhadores contra as demissões e preserva os principais direitos, inclusive a garantia da AMS, que está sob ataque desde 2016. Com o Acordo Coletivo pactuado por dois anos, petroleiros e petroleiras da ativa, aposentados e pensionistas terão a segurança necessária para somar forças com outras categorias que se mobilizam para derrubar as resoluções 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), que alteraram as regras dos planos de saúde de empresas estatais. 

O momento agora é de construção de novas frentes de luta contra as reformas herdadas do governo golpista de Temer e as que estão em curso, como a reforma administrativa, que impacta também os petroleiros.  “O ACT já está sendo atacado pelos ultraliberais, descontentes com a garantia no emprego que conquistamos. Temos pela frente o desafio de manter os direitos que preservamos a duras penas no Acordo, de derrubar as resoluções da CGPAR, de impedir a implantação da associação para gerir a AMS e o maior dos desafios, que é barrar as privatizações. A categoria deve participar e divulgar as campanhas Petrobras Fica, pressionando prefeitos, governadores, parlamentares, e também se engajar nos processos eleitorais. Precisamos alterar os rumos políticos do país, pois, só assim, conseguiremos ter de volta uma Petrobrás forte, integrada e impulsionadora do desenvolvimento nacional”, afirma Deyvid Bacelar.   

Por que o ACT dos petroleiros é tão atacado?

O Acordo Coletivo de Trabalho traz em suas cláusulas as conquistas históricas da categoria petroleira e também a força de sua organização sindical. Não à toa, é considerado um dos maiores e mais completos acordos coletivos do país. Entre 2005 e 2013, o ACT passou de 113 para 186 cláusulas. Apesar da sua importância e abrangência, ele vem sofrendo duros ataques não só dos gestores do Sistema Petrobrás, como também de uma divisão sindical petroleira, que sempre indicou a rejeição de todas as propostas de ACT construídas pela categoria, sem jamais apresentar alternativas viáveis para os trabalhadores.

Com o golpe de 2016, que contou com o apoio de muitos dos que já vinham atacando o Acordo Coletivo, o Sistema Petrobrás começou a sofrer o maior desmonte da sua história, com perda de diversos ativos que foram privatizados, desinvestimentos, redução drástica dos efetivos próprios, demissões em massa de terceirizados e uma série de ataques aos direitos da categoria. As resoluções 22 e 23 da CGPAR são parte desse projeto político imposto através de um golpe de Estado que foi erroneamente tratado como impeachment por muitos trabalhadores.

O ACT de 2020 é reflexo do golpe de 2016, das reformas ultraliberais do governo Temer, do projeto fascista eleito em 2018.  “É evidente que não é o acordo que gostaríamos de ter pactuado, mas é o melhor acordo possível dentro da atual conjuntura, o acordo que nos dará respaldo nesses próximos dois anos para manter a AMS, impedir demissões sem justa causa e preservar a essência dos direitos históricos da categoria”, ressalta o coordenador geral da FUP.

[FUP]

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Após duas semanas de intensos debates com os trabalhadores, os sindicatos da FUP concluíram neste domingo, 13, as assembleias, que deliberaram pela aprovação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho que preserva por dois anos os direitos históricos da categoria petroleira, com uma cláusula de garantia de emprego em todo o Sistema Petrobrás. O ACT será assinado na quarta-feira, 16.

Para a direção da FUP, ter um Acordo Coletivo pactuado por dois anos em meio à complexa conjuntura política e econômica que impacta profundamente o povo brasileiro é uma conquista, principalmente diante dos graves ataques que sofrem os trabalhadores do setor público e das empresas estatais.

A greve de fevereiro e a veemente rejeição dos petroleiros à proposta inical de desmonte do ACT fortaleceram as direções sindicais para que buscassem no processo de negociação o atendimento dos principais eixos definidos na pauta de reivindicações construída nos congressos da categoria.  

Com garantia de emprego e um ACT por dois anos, os petroleiros terão fôlego para enfrentar a maior das batalhas, que é a defesa do Sistema Petrobrás.

Próximos passos

Na terça-feira, 15, no programa Encontro com a categoria, a FUP debaterá os próximos passos na luta contra a implantação da associação privada para gerir a AMS e a derrubada das resoluções 22 e 23 da CGPAR. Também serão discutidas estratégias de fortalecimento da campanha Petrobrás Fica e outras formas de resistência contra as privatizações no Sistema Petrobrás. O programa vai ao ar às 18h30, ao vivo, pelo canal da FUP no youtube, com transmissão também pelo facebook. 

Quadro final das assembleias: 

Sindipetro Amazonas – ACT aprovado por 100% dos votantes

Sindipetro Ceará/Piauí - ACT aprovado por 68% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Norte – ACT aprovado por 78,35% dos votantes

Sindipetro Pernambuco/Paraíba –  ACT aprovado por 91,5% dos votantes

Sindipetro Bahia - ACT aprovado por 67% dos votantes

Sindipetro Espírito Santo –  ACT aprovado por 85% dos votantes

Sindipetro Minas Gerais – ACT aprovado  por 60% dos votantes

Sindipetro Norte Fluminense -  ACT aprovado por 65% dos votantes

Sindipetro Duque de Caxias –  ACT aprovado por 54% dos votantes

Sindipetro Unificado de São Paulo –  ACT aprovado por 78,68% dos votos válidos

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – ACT aprovado por 80,4% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Sul – ACT aprovado por 68,5% dos votantes

[FUP com informações dos sindicatos filiados]

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[Última atualização às 22h20]

A proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás já foi aprovado em 11 dos 12 sindicatos da FUP. O ACT preserva por dois anos a essência dos direitos históricos dos petroleiros e petroleiras, com uma cláusula de garantia de emprego, que dará fôlego à categoria para enfrentar a maior das batalhas, que é a defesa do Sistema Petrobrás.

Este foi o ponto decisivo para a definição do indicativo do Conselho Deliberativo da FUP de aceitação da última contraproposta feita pela empresa [saiba mais aqui].

As assembleias já foram concluídas no Espírito Santo, Pernambuco/Paraíba, Norte Fluminense, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Unificado de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraná/Santa Catarina, Ceará/Piauí e Amazonas.

A última consulta à categoria nas bases da FUP será realizada este domingo, 13, em Duque de Caxias.  

Na Bahia, cujas parciais com trabalhadores da ativa já apontavam a aprovação do ACT, a consulta foi encerrada hoje, em assembleia virtual só com aposentados e pensionistas, cujo resultado também foi favorável ao indicativo da FUP de aceitação da proposta. 

Neste sábado, foram também concluídas as assembleias nos sindicatos do Paraná/Santa Catarina, Ceará/Piauí e Amazonas, onde o ACT foi aprovado por unanimidade. Veja o quadro abaixo.

Próximos passos

Na terça-feira, 15, no programa Encontro com a categoria, a FUP debaterá os próximos passos na luta contra a implantação da associação privada para gerir a AMS e a derrubada das resoluções 22 e 23 da CGPAR. Também serão discutidas estratégias de fortalecimento da campanha Petrobrás Fica e outras formas de resistência contra as privatizações no Sistema Petrobrás. O programa vai ao ar às 18h30, ao vivo, pelo canal da FUP no youtube, com transmissão também pelo facebook. 

Assembleias concluídas: 

Sindipetro Amazonas – ACT aprovado por 100% dos votantes

Sindipetro Ceará/Piauí - ACT aprovado por 68% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Norte – ACT aprovado por 78,35% dos votantes

Sindipetro Pernambuco/Paraíba –  ACT aprovado por 91,5% dos votantes

Sindipetro Bahia - ACT aprovado por 67% dos votantes

Sindipetro Espírito Santo –  ACT aprovado por 85% dos votantes

Sindipetro Minas Gerais – ACT aprovado  por 60% dos votantes

Sindipetro Norte Fluminense -  ACT aprovado por 65% dos votantes

Sindipetro Unificado de São Paulo –  ACT aprovado por 78,68% dos votos válidos

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – ACT aprovado por 80,4% dos votantes

Sindipetro Rio Grande do Sul – ACT aprovado por 68,5% dos votantes

Assembleias em finalização:

Sindipetro Duque de Caxias – assembleias terminam domingo, 13. Resultado parcial é de que o ACT está sendo aprovado

[FUP com informações dos sindicatos filiados]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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