O Sindicato conquistou decisão que determinou a suspensão do PDV para quem optou por adiar a saída em função do PP3 – Plano Petros 3. A decisão impede novos desligamentos e também reverte os já realizados!

A Petrobrás havia antecipado os desligamentos para fevereiro, período em que o PP3 ainda não estava aberto para migração, e sequer divulgou suas condições, em especial o simulador comparativo.

Essa proteção é relevante para que os trabalhadores tenham condições de fazer a escolha consciente, sem assédio ou coação pela escolha do plano promovido pela atual gestão da Petrobrás.

O Departamento Jurídico alerta mais uma vez que “o PP3 é prejudicial para a enorme maioria das pessoas. Os riscos que o PP3 representa no médio e longo prazo são enorme”.

Esse tema será abordado em reunião hoje. 3 de março, às 15 horas veja notícia abaixo:

https://sindipetronf.org.br/aposentados-tem-reuniao-setorial-na-proxima-quarta-3/

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

O Sindipetro Bahia, através de sua assessoria jurídica, entrou com uma ação na 14ª Vara de Justiça de Salvador, para suspender o Programa de Demissão Voluntária (PDV) 2019, que seria colocado em prática no mês de março com as datas de saída dos trabalhadores previstas para os dias 17 e 24 desse mês.

A ação foi necessária para garantir que um dos itens previstos no regramento do PDV seja atendido. Na época da adesão ao PDV foi dada ao trabalhador a possibilidade de suspender temporariamente a sua saída da estatal para aguardar o lançamento do simulador do Plano Petros 3 e acessá-lo antes da homologação da demissão, já que muitos trabalhadores queriam mais tempo para analisar essa outra opção de plano de previdência e até mesmo para poder completar a idade mínima de saída. Mas a Petrobrás não está cumprindo com o acordado.

Na ação, o Sindipetro fez uma observação ressaltando que aqueles que, por ventura, quiserem manter a sua data de saída, poderão fazer, mesmo se o judiciário conceder liminar favorável à entidade sindical.

Apesar de entrar com a ação na justiça para garantir o respeito a um acordo assinado pela Petrobrás, o Sindipetro Bahia deixa claro que é contrário à migração para o Petros 3, por entender que esse plano não atende à categoria petroleira por ser muito inferior ao atual Plano Petros 1, e irá representar perdas para aqueles que fizerem essa opção.

O Sindipetro aguarda a avaliação do judiciário e, caso o pedido seja acatado, a concessão de uma liminar que possa suspender, provisoriamente, as saídas desses trabalhadores da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A Petrobras apresentou à FUP nesta sexta-feira, 15, um programa de realocação interna para trabalhadores das unidades que estão sendo privatizadas, fechadas e hibernadas. O RH informou que as transferências serão feitas através de seleção interna e realocação direcionada, sendo também oferecido aos trabalhadores a opção de adesão ao Programa de Desligamento Voluntário Específico (PDVE) ou ao Plano de Desligamento por Acordo (PDA), cada um com suas especificidades.

“Mais uma vez, o RH da Petrobrás está à reboque das decisões da gestão entreguista de Castello Branco, que vai cumprindo à risca o plano do governo Bolsonaro e de Paulo Guedes de privatizar a Petrobras a toque de caixa. Sem qualquer tipo de planejamento ou negociação com os sindicatos, o RH construiu às pressas um plano de transferência de trabalhadores, sem levar em consideração questões importantíssimas, como a segurança operacional, transferindo pessoas das unidades à venda para outras, criando uma situação de risco grave e eminente de acidentes ampliados de processo”, alertou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Os trabalhadores alertaram a gestão da Petrobrás para a iminência de uma tragédia nas unidades operacionais da empresa, que já passam por graves problemas de segurança, em função dos efetivos reduzidos. Os dirigentes dos sindicatos que participaram da reunião denunciaram rotinas de dobras de 24 horas nas refinarias, acúmulos de funções, terceirização de atividades fins sem o devido treinamento, entre outras situações de risco a que os trabalhadores estão expostos.

Apesar do RH não revelar o número de trabalhadores que serão mobilizados pelos programas de realocação e desligamentos, o próprio presidente da empresa declarou recentemente que pretende terminar 2022 com apenas 34 mil trabalhadores, ou seja, menos 10 mil dos atuais 44.300 petroleiros e petroleiras que atuam na holding.

Desde 2014, o número de empregados que deixaram a Petrobrás através de planos de desligamentos ultrapassa 20 mil. O efetivo da empresa já caiu à metade do que era em 2013.  Só no PIDV 2019, foram inscritos 9.405 trabalhadores. De janeiro de 2019 até setembro de 2020, cerca de 4.500 petroleiros já haviam deixado a empresa.

O resultado desse desmonte é o aumento da insegurança, principalmente, nas unidades que foram colocada à venda. “Estamos sob a iminência de um grande acidente industrial ampliado, de proporções inimagináveis. Os trabalhadores das refinarias estão diariamente expostos a uma bomba relógio, assim como as comunidades do entorno e o meio ambiente. Com a redução de efetivos que já estão abaixo do quadro mínimo, a situação ficará cada vez mais insustentável”, alerta o Deyvid.

[Imprensa da FUP | Foto: Fernando Brazão/Agência Brasil]

Em menos de dois anos de gestão Castello Branco, os quadros de trabalhadores da Petrobrás já retrocederam aos anos 90. A meta dele, no entanto, é reduzir os efetivos da empresa aos níveis anteriores à descoberta da Bacia de Campos e à expansão do parque de refino. Em 1973, a Petrobrás empregava 32 mil trabalhadores. Castello Branco quer chegar a, no máximo, 30 mil.

Só no primeiro semestre deste ano, as demissões em massa, via planos de desligamentos, cortaram 22% do atual efetivo da empresa, que gira em torno de 45,5 mil trabalhadores próprios. Segundo comunicado da estatal à imprensa, 10.082 petroleiros aderiram ao Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), lançado em abril, e aos PDVs direcionados aos trabalhadores de unidades que estão sendo vendidas ou desativadas. 

É a maior saída em massa de trabalhadores da Petrobrás em um espaço tão curto de tempo. As adesões que os planos de desligamentos tiveram nos últimos meses equivalem a cerca de 60% de todos os 17.590 petroleiros que deixaram a empresa nos PDVs dos últimos cinco anos. Os gestores, no entanto, querem dispensar mais 15 mil trabalhadores. Na Transpetro, também está em curso um PDV, com o objetivo de atrair 557 petroleiros, cerca de 10% do efetivo da subsidiária.

Castello Branco reproduz na Petrobrás a mesma tática do governo Bolsonaro: aproveita-se da pandemia da covid-19 para passar a boiada, acelerando as privatizações e o encolhimento da empresa. Hoje, 49 ativos estão à venda, 17 deles anunciados no primeiro semestre de 2020, em meio ao avanço do coronavírus. A atual gestão é responsável por 88% de todas as ofertas em curso neste feirão, incluindo refinarias, dutos, terminais, campos de petróleo, termoelétricas, usinas de biodiesel, plataformas e muito mais.

O desmonte passa diretamente por demissões em massa, não só de trabalhadores próprios, como também dos contratados. Levantamento da subseção Dieese da FUP aponta que pelo menos 9.200 trabalhadores terceirizados que atuavam em áreas de apoio à operação e manutenção das unidades foram demitidos entre abril e junho deste ano.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, chama a atenção para o aspecto coercitivo dos PDVs que estão sendo oferecidos aos empregados das áreas hibernadas, vendidas e em processo de privatização. “Os trabalhadores estão sendo compulsoriamente transferidos, num processo cruel de desestruturação das famílias, o que faz com que muitos optem pelos PDVs”, afirma.

“Está havendo uma ruptura na cultura de gestão da Petrobrás que terá graves consequências para a empresa. Nós tínhamos uma política de retenção de talentos e agora nós temos um processo de perda desse capital intelectual e da memória técnica da Petrobrás, o que comprometerá o desenvolvimento de novas tecnologias e o conhecimento técnico da própria empresa”, explica o coordenador da FUP.

Outra consequência desse desmonte é o aumento dos acidentes, devido à insegurança que compromete as unidades operacionais operadas por efetivos cada vez mais reduzidos. “Esses petroleiros, que já estão trabalhando em condições extremamente inseguras, com regimes e jornadas desrespeitados, serão ainda mais penalizados. A FUP e seus sindicatos têm alertado para a iminência de um grande acidente ampliado no Sistema Petrobrás. Mas, em vez de repor efetivos, a empresa reduz ainda mais os quadros, transformando as unidades em bombas relógio”, alerta Deyvid.

[FUP]

Na época do inicio da desmobilização do edifício Torre Pituba quando houve denúncia e posterior acordo do Ministério Público do Trabalho com a Petrobrás, ficou acertado que os trabalhadores em questão, lotados na Pituba, fariam jus a 20 dias de folga, sendo que 10 dias seriam tiradas no ano de 2020 e os outros 10 no ano de 2021. Acontece que muitos desses trabalhadores estão perto de se aposentar e há muitas aposentadorias previstas para acontecer nos meses de maio e junho, devido ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) instituído pela estatal.

O problema é que a direção da Petrobrás está impondo a esses trabalhadores que tirem de imediato as folgas de 2020 e 2021 antes do desligamento.

É importante deixar claro que a Petrobrás não pode fazer isso. O acordo não estabeleceu essa obrigatoriedade por parte do empregado. As folgas (que são remuneradas) e não foram gozadas devem ser pagas como horas extras. São créditos que pertencem aos trabalhadores para serem tirados em folga ou remunerados. Se os trabalhadores não tiveram tempo hábil para tirar essas folgas por conta da aposentadoria, a Petrobrás tem de pagar essas horas extras no ato da rescisão de acordo como o que está previsto acordo coletivo de trabalho da categoria.

A definição do calendário de folgas é do trabalhador mesmo para aqueles que não vão se aposentar agora, ele não pode ser imposto pela empresa.

Além de ser flagrante o assédio moral por parte da direção da Petrobrás, a atitude da empresa é ilegal. Não se deixe pressionar. Denuncie ao sindicato, pois se a Petrobrás insistir na ilegalidade, tomaremos as providências jurídicas cabíveis.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A gestão da Petrobrás insiste em reduzir a empresa, em um cenário econômico que aponta que só as grandes petrolíferas irão sobreviver às crises do petróleo. Em plena pandemia, Castello Branco anuncia o quarto programa de desligamento de trabalhadores da sua gestão.  

Com o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI), que acabou de lançar, e os outros três PDVs em andamento desde o ano passado, a Petrobrás pretende fechar 4 mil postos de trabalho, o que significa reduzir em quase 10% os efetivos atuais. Em cinco anos, a empresa já abriu mão de 17.590 profissionais que aderiram aos planos de desligamentos anteriores, a maioria deles de áreas operacionais, cujas vagas nunca foram repostas.

“No momento em que os brasileiros se mobilizam para ajudar uns aos outros e tentar minimizar os efeitos da pandemia do coronavírus, é um desrespeito com a sociedade a Petrobrás despender vultosos recursos para reduzir ainda mais a empresa”, critica o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

“A Petrobrás poderia doar combustíveis para ambulâncias, subsidiar o preço do gás de cozinha para famílias carentes, fazer mutirões para doação de cestas básicas, mas a atual gestão segue na contramão da responsabilidade social”, lamenta.

Com quatro planos de desligamento em curso, a gestão Castello Branco aponta para o tamanho que pretende dar à Petrobrás no médio e longo prazos, que “é um tamanho de irrelevância dentre as grandes operadoras do mundo”, como ressalta José Maria Rangel.

A Petrobrás, que em 2014 atuava de forma integrada, com mais de 80 mil empregados próprios em todo o Sistema, hoje conta com menos de 57 mil e deve fechar o ano com um quadro ainda mais enxuto. Reflexos de uma política de desintegração, que levou a empresa a abandonar setores estratégicos, a entregar para a concorrência redes de gasodutos, distribuidoras de derivados, a desativar unidades de produção, a querer privatizar refinarias, terminais e outras plantas, concentrando-se na produção e exportação do pré-sal.  

“Com o petróleo no patamar de 30 dólares, que é a estimativa para a média do valor do barril neste e no próximo ano, empresas de pequeno e médio portes terão dificuldades de sobreviver. E é este o caminho que a gestão está apontando para a Petrobrás”, afirma o coordenador da FUP.

Ele também chama a atenção para a perda de inteligência, já que a empresa está abrindo mão de toda uma geração de trabalhadores que contribuiu e participou dos principais marcos da companhia, como o desenvolvimento da Bacia de Campos e a descoberta e operacionalização do pré-sal.

Outra consequência imediata é o aumento dos riscos de acidentes, que se multiplicaram com os efetivos cada vez mais reduzidos. Os petroleiros, que já estão trabalhando em condições extremamente inseguras, com regimes e jornadas desrespeitados, serão ainda mais penalizados.

A FUP e seus sindicatos há tempos alertam para a iminência de um grande acidente ampliado no Sistema Petrobrás, se a gestão continuar tapando os olhos para os riscos. Mas, em vez de repor efetivos, a empresa reduz ainda mais os quadros, transformando as unidades em bombas relógio.

[FUP]

Após avaliação conjunta com os sindicatos, a FUP indica a suspensão da greve na Petrobrás e a continuidade das ações solidárias que os petroleiros estão realizando desde segunda-feira, 25, para denunciar as demissões em massa e o aumento da insegurança. Na contramão de outras petrolíferas, a empresa vem reduzindo drasticamente os seus efetivos. Nos últimos anos, 270 mil postos de trabalho próprios e terceirizados foram fechados.

A greve alertou a sociedade para a precarização das condições de trabalho e os riscos de acidentes que orbitam em torno do desmonte da Petrobrás. Ficou provada a incapacidade da gestão em negociar com as representações sindicais cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho que são estruturais para os petroleiros e a empresa, como a discussão dos efetivos e as condições de saúde, meio ambiente e segurança.

De forma irresponsável, a direção da Petrobrás preferiu o confronto e recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) na tentativa de criminalizar o movimento sindical. “A empresa mentiu deslavadamente para o TST, ao afirmar que negociou efetivos com a gente, o que não é verdade”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel, questionando o fato do Tribunal sequer ter tentado ouvir os sindicatos, antes de atender a liminar da Petrobrás que determina o bloqueio arbitrário das contas das entidades e a suspensão do repasse das mensalidades sindicais.

A mão pesada do TST e as ameaças feitas pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia) evidenciaram o poder de mobilização dos petroleiros e a potencialidade da categoria no enfrentamento às políticas ultraliberais deste governo. A resistência à privatização deve ser daqui pra frente a pauta principal dos trabalhadores do Sistema Petrobrás. A mobilização desta semana apontou o caminho.

A FUP e seus sindicatos começam agora a construção de uma nova greve. Desta vez, contra a privatização da Petrobrás. “Não assistiremos de braços cruzados ao desmonte que esse governo e a gestão irresponsável de Castello Branco estão impondo à companhia. A Petrobrás é do povo brasileiro e cabe a nós, os trabalhadores da empresa, chamar à luta a sociedade organizada, para que juntos possamos defender esse patrimônio que é de todos nós”, alerta José Maria Rangel.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros seguem mobilizados nesta terça-feira, 26, em várias unidades do Sistema Petrobrás, denunciando as demissões e transferências em massa de trabalhadores, sem negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho e aumenta os riscos de acidentes.

A greve por tempo determinado prossegue até sexta, 29, sem impactos no abastecimento de combustíveis. Ou seja, não afeta a população. Mesmo assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) bloqueou as contas da FUP e dos sindicatos e suspendeu o repasse às entidades das mensalidades dos trabalhadores associados. Uma arbitrariedade que fere o direito constitucional de greve e a liberdade de organização sindical.

Os petroleiros, no entanto, não se intimidaram e seguem mobilizados, em diversas unidades. Nesta terça, houve atrasos e paralisações nas seguintes bases: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Terminal de Guararema (SP). Transpetro (BA), Campos Terrestres da Bahia (Taquipe, Araças, Candeias, Bálsamo, Buracica), Sede Administrativa da Petrobrás em Salvador (Torre Pituba\EDIBA), Heliporto Farol de São Tomé, em Campos (NF), onde são feitos embarques para plataformas da Bacia de Campos.

Paralelamente à greve, os sindicatos estão realizando audiências públicas denunciando os impactos das privatizações na Petrobrás e participando de diversas ações solidárias, como o fortalecimento da campanha nacional de doação de sangue que ocorre esta semana em todo o país. Nesta terça, foi a vez dos petroleiros do Norte Fluminense, Espirito Santo e Pernambuco intensificarem a doação.

Na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), na Baixada Fluminense, os petroleiros distribuíram cestas básicas para os trabalhadores que perderam o emprego nos últimos anos, em função das privatizações e cortes de investimentos da Petrobrás.

O número de trabalhadores próprios da empresa caiu de 86 mil, em 2013, para 63 mil, em 2018. Com os atuais planos de desligamentos que foram lançados unilateralmente pela atual gestão, sem qualquer discussão com a FUP e os sindicatos, mais 10 mil postos de trabalho devem ser extintos (levando em conta as vagas das unidades que estão sendo vendidas e fechadas e dos trabalhadores que estão se aposentando).

Somam-se a estes, os trabalhadores terceirizados das refinarias, fábricas de fertilizantes, sedes administrativas e outras unidades que estão sendo vendidas ou desativadas. Em 2013, a Petrobrás empregava cerca de 360 mil trabalhadores terceirizados. No primeiro trimestre de 2019, esse número já havia caído para 112 mil.


Leia também:

> Sobre direito de greve e os trabalhadores da Petrobrás

> Petroleiros decidem manter mobilização mesmo com nova decisão do TST


[FUP]

45d2cb91-a607-44aa-94e0-c969acb341f4
reduc-cestas-2
reduc-cestas-0
reduc-cestas
d8f0e51b-cbed-4173-92f3-aa4d7252ffe0
cestas-reduc
b50fa5e3-8960-41f1-8318-16d4d83bac1b
feecc8f6-9925-415d-8af1-061ecca3cac3
f8eb966d-360f-4d02-9d36-9625cceb8668
f7d1a8a5-6506-4cfc-be73-c90aa175dc32
d8f0e51b-cbed-4173-92f3-aa4d7252ffe0
d8365536-f631-46d7-823c-e4c32f7bea01
9ba6c92e-d79f-4c63-bb56-29d48ea9a3d1
a183e0da-bfba-4f77-9a6f-31f9742e02b9
8b9c437f-e0e5-4360-a579-537ff2dfc328
04dbb642-72a1-4815-8fa2-0a24c73d50f4
TRANSPETRO-SP
GREVE-NF-FAROL
ebab285c-ec0b-4212-9f5f-621d16b6ce87
cd3133bf-021c-438e-85c1-f3105c54321d
cc971cc4-8c58-4548-b081-6fa7054fc6e4
8e190a98-45c8-46af-9d47-b9ec131d8649
47d08a63-9081-4b6a-9a35-8e621ac68fb3
35c7ac26-f53e-44cc-9c2c-033d95153fdb
4a3f5a0b-1bc1-4c86-9902-78f2017070c7
1a7afb19-6f98-4b32-957e-aa1efd9bb0ee
e692b15d-cfff-4883-8b3e-71e9e9c0c27c
d30b7bc3-67fb-4be4-aef7-16bce6f4fb7b
cacf26f7-a0f5-4a80-a4b4-29f2a7ed6da5
be1b57b1-6baf-43e3-8d7c-a66cb9225dae
24354576-df96-4425-8480-fe0636dfd3e2
7631adac-c4c6-43a3-85d4-fc11a7956c14

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros amanheceram nesta segunda-feira, 25, mobilizados em diversas unidades do Sistema Petrobrás, denunciando os efeitos nefastos do desmonte da empresa. A greve por tempo determinado foi aprovada nas bases da FUP e teve início na madrugada com atrasos e cortes na rendição dos turnos em diversas unidades operacionais da Petrobrás.

Pela manhã, os trabalhadores de bases administrativas se somaram às mobilizações, que também envolvem ações solidárias incentivadas pela FUP, como doação de sangue nesta segunda, que é dia internacional do doador.

A greve prossegue até sexta-feira, 29, e não comprometerá as necessidades essenciais da população, pois não afeta o abastecimento de combustíveis. O objetivo é denunciar o aumento dos riscos de acidentes em função da redução drástica dos quadros de trabalhadores e das violações de normas de saúde, segurança e meio ambiente.  

Por empregos e segurança

As privatizações e o fechamento de unidades estão impactando diretamente os petroleiros, com planos de demissões e transferências em massa, sem qualquer negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho.

Soma-se a isso, o aumento dos riscos de acidentes, em função da redução dos efetivos e do assédio por parte dos gestores, cujas metas para pagamento de bônus e concessão de vantagens incentivam o descumprimento de normas de saúde e segurança, o que viola o Acordo pactuado com os trabalhadores.

A sociedade também sofre com a privatização, pagando preços exorbitantes da gasolina, diesel e gás de cozinha, que irão disparar ainda mais com a venda de oito refinarias, que são responsáveis por metade de toda a produção de derivados de petróleo no país.


> Leia aqui a Carta Aberta à População


Onde estão tendo mobilizações?

As unidades do Sistema Petrobrás cujos trabalhadores estão realizando cortes na rendição dos turnos e atrasos, são: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/PR), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap/RS), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria Duque de Caxias (Reduc/RJ), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Refinaria de Capuava (Recap/SP), Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lunor/CE), Temoelétrica Ceará, Terminal de Cabiúnas (Macaé/RJ).

Nas plataformas da Bacia de Campos e demais bases operacionais do Norte Fluminense, os trabalhadores estão aderido à Operação Emprego e Segurança, indicada pelo Sindipetro-NF para levantar irregularidades praticadas pela gestão da Petrobrás.

[FUP]

reduc-geral-greve
f6ca67cd-5624-48e2-8481-12513c2aa032
f5c6c127-c42c-45da-8bf5-ad10b48be048
c0fcc2b0-2fec-47d9-8e7d-af9d31db5f1c
92e633c6-9559-42fe-9769-445ef29b3ba0
86e4914c-2b91-4ae1-938a-5ff0f74ac21e
82ae60d3-2e4d-4f72-9bb1-c9693adb87ef
83b70949-1232-4fbb-b4aa-fa22d8e70369
aa132a9a-12c7-424a-8968-58bc57d736a0
a229fc83-750b-4bf2-b9e8-2200999cc8ea
4d1fb25c-ba9f-40d7-9f18-9a90f7335111
cc28d49c-126f-4927-8e51-07b14d750c13
98676a81-478e-48f8-bddc-88a26cd43edf
3693d5fe-1f4a-44ff-9c7e-842165aa3ddb
5dcb0125-e907-427f-ba24-ec8488113a86
11abc1b9-d606-4c96-8734-491ea6061848
reduc
doacao
5f38c742-c859-462e-ac9a-4f82cb356a28
e2051500-309d-44ff-b2b7-f4f2014d46bd
532513a9-2908-4e6a-b0e4-e58201607324
707bde5e-8389-4942-ad0a-412367e76612
babeb0db-cfaa-4c6c-9683-6108194e01a5
aee02f9b-3ab0-4fb1-aedf-62784d70f47c
7fb8af86-f599-421e-8156-148bc5bb0589
1a507300-6514-4bae-936e-cfde57327925
e35891c9-97c3-403a-b79a-0f1cc595e48b
298c15e0-97e9-4c1a-bdd5-e4832b4c7081
bfe12fa9-68c4-4247-8eb5-d92c6b18b33e
758baae8-0722-46e2-8a72-b72b17f714e1
a6b58b26-fff3-443c-bfc1-b22800fddf75
156e282e-9f95-4cce-abbb-dae5c5810253
36e4ee79-f46a-4c2e-9fce-6379d5801ae1
4fdb39ba-569c-4977-b3a6-b0bfe6a98620
8fd977d4-e98f-4701-83bf-1339af5faee2
fd0fcf1d-1d44-47d5-bb73-a8846b5f046f
0cb2c58d-c270-4103-931d-4b27e0a05163
a5ce78a2-9516-483d-a2f4-e77bd7e5c54f
4120c2ac-31d4-4530-9761-55796092267b
692c5c0b-f24b-4deb-ac82-f9b821d82de9
8c7acbf3-27fe-41d2-b21f-b6ae09dcfc7c
3d2a6581-5e76-485c-8c6a-842e20a9898f
REDUC-greve-11-19
caf9a979-6bb6-4725-85e9-4de405a6d3bd
84db96a8-e580-45fa-8004-90fbb7afe78e
c711135d-32ef-43ed-9c0f-ca18860831f1
8efce18e-78ff-4b90-b6c0-84b98a9b112c
8477b397-ecf1-46fa-b912-85be545541ac
522bf95b-9183-4ad7-aa96-51b9e4f73b60
9539ff57-b51d-4179-990e-7b78137ba565
RECAP-greve
4355cf0e-1225-49f3-b839-553c858889dc
26ff47b1-dd20-4c85-a253-9da5bc7301af-1

Publicado em Sistema Petrobrás
Domingo, 24 Novembro 2019 12:00

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Em carta aberta à população, divulgada neste domingo, véspera do início das mobilizações dos petroleiros por empregos e segurança no Sistema Petrobrás, a FUP e seus sindicatos denunciam o desmonte da estatal e convocam os brasileiros e brasileiras a defenderem a maior empresa do país.

O texto foi publicado no caderno principal do jornal Folha de São Paulo (veja abaixo)

Leia a íntegra:

A Petrobrás é do Brasil. A Petrobrás é sua

Os brasileiros sabem da importância da Petrobrás e têm orgulho do crescimento e do desenvolvimento social e econômico que a empresa traz para o País. São pessoas que reconhecem a presença da Petrobrás no seu dia-a-dia. O petróleo da Petrobrás está no transporte de carros e ônibus. Está nos caminhões que cruzam o Brasil, levando as mais diversas cargas, dos remédios aos alimentos; do eletrodoméstico às matérias-primas. Está presente também nos fertilizantes usados para produzir a comida que vai para a mesa, roupas que usamos, peças de eletrônicos, celulares e computadores.

Contudo, sem dar ouvidos à opinião pública, a atual gestão da Petrobrás vem implementando um processo gradual de enfraquecimento da companhia. Um importante sinal disso é o brutal corte de trabalhadores, o que contribui para as altas taxas de desemprego do Brasil. Em cinco anos, um em cada quatro trabalhadores da Petrobrás foi desligado da empresa. Entre os terceirizados foram dois em três. São mais de 270 mil pessoas que perderam seu trabalho. Considerando suas famílias, podemos falar em mais de 1 milhão de pessoas atingidas.

Esse imenso corte de trabalhadores coloca em risco toda a sociedade, por aumentar também as chances de graves acidentes. Os brasileiros ainda não se esqueceram da P-36, então a maior plataforma do mundo, afundando no mar com 11 mortos. E os vazamentos de petróleo e combustíveis que já ocorreram no País não foram piores justamente porque a Petrobrás desenvolveu experiência, investiu em pessoas e capacitou recursos humanos para responder a incidentes com a devida rapidez.

A Petrobrás ainda vem sendo atacada em outras frentes. Na redução da atividade de refino, diminuindo a produção de gasolina e diesel no Brasil e aumentando a importação desses combustíveis, a preços mais altos. Na venda do controle da BR Distribuidora, a maior distribuidora de combustíveis do País. Na venda de outros ativos, como campos de petróleo, termelétricas, fábricas de biodiesel e fertilizantes, transportadoras e distribuidoras de gás. Sem falar nos planos de vender oito das suas 15 refinarias.

Nós, petroleiros e petroleiras, estamos mobilizados para mostrar o desmonte hoje em curso na Petrobrás e destacar essa agenda, que é da maioria da sociedade brasileira.

A Petrobrás é sua.

A Petrobrás é nossa.

A Petrobrás é do Brasil.

FUP - Federação Única dos Petroleiros


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 2

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.