Em reunião nesta quarta-feira, 08, com a Gerência de Pessoas da Petrobrás, a FUP reafirmou o posicionamento unânime dos petroleiros nas assembleias a favor da manutenção das tabelas de turno de revezamento.  A Federação também tornou a cobrar um posicionamento da empresa sobre a PLR e questionou as gerências sobre a implantação da chamada “demanda reduzida” nas unidades operacionais e o assédio em relação às homologações de rescisões de trabalhadores que aderiram ao PIDV. 

Tabela de turno 

Mesmo diante do resultado unânime das assembleias, que referendaram a proposta da FUP apresentada à Petrobrás para manutenção e pactuação das tabelas de turno de revezamento em um termo aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a Gestão de Pessoas da Petrobrás insiste em implantar a tabela “3x2”, à revelia dos sindicatos e contrariando a vontade expressa dos trabalhadores.

A empresa informou que é “impossível” manter as tabelas que vinham sendo praticadas nas unidades. Além disso, os gestores afirmaram que continuarão com o cronograma de implantação da nova tabela e que qualquer negociação com os sindicatos em relação à “tabela C” (a mais votada na enquete feita pela empresa) só será feita após a “3x2” entrar em vigor. A empresa afirmou ainda que o mesmo vale para qualquer tabela que venha a ser apresentada pelos trabalhadores.

Como se não bastasse, a Gerência de Gestão ainda condicionou essa negociação a um acordo em que a FUP e os sindicatos se comprometem a não judicializar a nova tabela e abrem mão de todo o passivo trabalhista decorrente de ações que questionem as tabelas de turno praticadas pela Petrobrás. E mais: o tal acordo proposto pela Gerência de Gestão prevê que, mediante "decisão administrativa" - cujo teor, forma ou origem não foi esclarecido – a empresa pode voltar a aplicar a tabela “3x2”.

A FUP questionou duramente a truculência, intransigência e desrespeito da gestão da Petrobrás ao tratar uma questão que é tão relevante e delicada para os trabalhadores e alertou que, de norte a sul do país, a categoria está indignada com as mudanças impostas pelas gerências.

As representações sindicais afirmaram que essa atitude da empresa irá aumentar o passivo trabalhista e que o único acordo que garantiria o compromisso dos sindicatos de não contestar a Petrobrás na justiça seria a manutenção das tabelas atuais, como a FUP já havia sinalizado durante o processo de negociação, em novembro.  Mas a Gerência de Pessoas rompeu a negociação, impondo uma consulta sobre novas tabelas de turno à categoria, que não teve sequer respaldo dos trabalhadores.

A FUP e os sindicatos afirmaram que só negociarão uma nova tabela com a empresa, sem condicionamentos jurídicos e mediante a suspensão da implantação da tabela “3x2”.  

PLR 

A Petrobrás continua descumprindo as novas orientações para a PLR, contidas na Medida Provisória 905/2019. Segundo o Artigo 48 da MP, as regras para o pagamento da PLR podem ser definidas em até 90 dias antes da data estabelecida para a sua quitação. Isso altera todo o processo de negociação das PLRs 2019 e 2020, mas a gestão da Petrobrás continua se fazendo de desentendida.

Ao ser mais uma vez questionada pela FUP se cumprirá a MP 905 e se aceitará a mediação da negociação pelo TST, a Gerência de Pessoas mentiu novamente, alegando que precisa de autorização do governo federal para validar a MP e que seus efeitos sobre a PLR de estatais ainda não são claros. O acordo de PLR assinado pelo Serpro (uma empresa estatal federal), com a mediação do TST, foi feito com base na MP 905. A Petrobrás também se nega a responder sobre o pedido de mediação da negociação feito pela FUP e já aceito pelo TST. A empresa informou que só se posicionará ao final do recesso judiciário.

Homologação de rescisões fora dos sindicatos 

A FUP questionou a Petrobrás sobre a orientação que vários trabalhadores que aderiram ao PIDV estão recebendo para não homologar a rescisão nos sindicatos. Os representantes sindicais condenaram esse tipo de assédio, ressaltando que cabe ao trabalhador e não à empresa decidir onde fazer a homologação. Os gestores alegam desconhecer essas situações, informando que vão averiguar.

Demanda reduzida 

Com os efetivos operacionais ultra reduzidos, gestão da Petrobrás decidiu aplicar no dia primeiro de janeiro uma medida prevista pelos estudos de Organização e Método (O&M), implantado pela empresa em 2017, à revelia dos sindicatos. É a chamada “demanda reduzida”, mais uma manobra dos gestores para burlar o número mínimo de trabalhadores, evitar dobras de turno e, assim, diminuir pagamentos de horas extras.

Na Repar, por exemplo, sob o pretexto de estar com "demanda reduzida", o número de operadores no grupo de turno foi reduzido nos feriados de final de ano. Não há esclarecimentos suficientes sobre como e quando se aplica essa medida, que critérios são usados para definir que a demanda de serviços está reduzida, qual seria a forma de trabalhar, entre outros problemas que colocam em risco a segurança operacional. A FUP ressaltou que, além de aumentar a insegurança, a medida imposta pela Petrobrás, fere o ACT em sua cláusula 86, que trata de efetivos.

[FUP]

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O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados, Serviços Informática e Similares (Fenadados) assinaram, nesta terça-feira (17), acordo coletivo sobre o Programa de Participação nos Lucros ou Resultados (PPLR) da empresa.

A assinatura ocorreu no Tribunal Superior do Trabalho em audiência presidida pelo ministro Renato de Lacerda Paiva, vice-presidente do TST, que conduziu o procedimento de mediação e conciliação pré-processual que resultou no ajuste. É o primeiro caso de mediação no Tribunal sobre PLR cuja solução levou em conta a Medida Provisória 905/2019, que alterou a Lei 10.101/2000 (Lei da PLR).

A negociação foi sobre os critérios e a sistemática do programa da empresa. A distribuição da parcela está condicionada à existência de lucro em 2019 e ao alcance das metas estabelecidas para o referido programa. Como não tem natureza salarial, não constitui base de incidência de encargos trabalhistas e previdenciários. O pagamento será efetuado em 2020, após a aprovação da assembleia geral ordinária, e será proporcional ao período em que houve prestação efetiva de trabalho pelo empregado.

Receberão a PLR 2019 os empregados com vínculo efetivo em 2019 e os requisitados que tenham optado por receber a parcela do Serpro, desde que não participem de programa semelhante no órgão ou entidade de origem. Ainda conforme o acordo, receberão a PLR também os empregados afastados por quaisquer motivos. Segundo o ministro, não faria sentido excluir totalmente do acesso ao benefício empregados afastados do trabalho, independentemente da natureza da licença. Outro cuidado foi incluir os empregados que se encontram requisitados fora da empresa.

Técnicas modernas

O ministro Renato de Lacerda Paiva destacou a resolução da PLR por meio do PMPP, a última conciliação do ano e o papel da mediação e da conciliação feitas pela Vice-Presidência do TST em conflitos coletivos. “Quando as partes chegam a um acordo, o mérito é delas. Nós somos facilitadores”, observou. “De certo modo, não somos responsáveis pelo resultado, mas pelo processo, que tem de ser ético, imparcial e dentro de técnicas modernas”.

Em fevereiro, o ministro Vieira de Mello Filho tomará posse como vice-presidente do TST.  “O próximo vice-presidente assumiu o compromisso de continuar com esse trabalho”, antecipou o ministro Renato de Lacerda Paiva. “O procedimento de mediação e conciliação pré-processual é institucional e continua gestão a gestão”, afirmou.

Novo paradigma

Como assistente da Fenadados, o advogado Marthius Sávio Lobato agradeceu o empenho do Tribunal e ressaltou mudança de paradigma no sistema de mediação.  “Ele vai além da mera conciliação de mercadorias”, disse. “Não estamos discutindo bens de consumo, mas a preservação da dignidade humana”. Lobato assinalou que o sistema de mediação utilizado pela Vice-Presidência preserva os direitos humanos e a dignidade humana. “Isso é fundamental para o paradigma do futuro”.

Agradecimento

O superintendente jurídico do Serpro, Juliano Couto Gondim, agradeceu o empenho da Fenadados e da Vice-Presidência do TST pelo acordo. “Ele possui algumas particularidades, porque a PLR traz outras implicações para a empresa, não apenas de ordem trabalhista, mas de remuneração do empregado pela satisfação das metas e de efeitos tributários”, assinalou. “O acordo é um grande exemplo, mas espero que, no próximo ano, possamos chegar ao consenso com negociações diretas entre a empresa e a federação, de forma rápida”, sugeriu.

(GS/CF)

Processo: PMPP-1000784-71.2019.5.00.0000

[Via TST]

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No último dia 17 de dezembro, o SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados - fechou acordo com a Fenadados, federação que representa os trabalhadores da estatal, para pagamento da PLR referente ao exercício de 2019, cumprindo as novas determinações da Medida Provisória 905/2019. O Artigo 48 da MP flexibilizou a negociação da PLR, ao estabelecer que as regras para o pagamento podem ser definidas em até 90 dias antes da data estabelecida para quitação.

O acordo do SERPRO foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), referendado pela MP 905, que entrou em vigor em 12/11/2019, alterando a legislação da PLR (Lei 10.101/2000). Veja aqui a nota do TST

Outra estatal, a Eletrobras, também está negociando a PLR 2019, com base na Medida Provisória.

A gestão da Petrobrás, no entanto, continua mentindo para os trabalhadores, alegando “limitações” da SEST e de outros órgãos de controle do governo federal, para tentar justificar sua recusa em cumprir a MP 905. O cinismo dos gestores é tamanho que chegaram a alegar em seus informes “esforço máximo” na negociação, quando a empresa sequer se posicionou sobre o pedido de mediação que a FUP apresentou ao TST para resolver o impasse da PLR 2019.

O “esforço máximo” que essa gestão fez foi para tentar impor à categoria um acordo de PLR que referendasse o estado policialesco que implantaram na Petrobrás, querendo que os sindicatos assinassem um acordo que punisse trabalhadores por “conflito de interesses” e “danos patrimoniais”, sem jamais ter esclarecido as reais motivações da empresa.

Por trás das mentiras e das desculpas esfarrapadas dos gestores da Petrobrás, está a decisão política de querer punir os trabalhadores que resistem às armadilhas da empresa, de atacar os sindicatos, de dividir a categoria e de beneficiar o alto escalão com superbônus para que sigam em frente no desmonte da estatal.

O que mais justificaria o absurdo de um gerente, cujo cargo é de confiança, afirmar categoricamente na mesa de negociação que não vai cumprir uma decisão do governo ao qual serve, pois na “visão” da empresa a MP vai cair? Por que os gestores não foram visionários em relação à MP 873, que foi cumprida à risca pela direção da Petrobrás imediatamente à sua publicação para tentar asfixiar financeiramente os sindicatos?

A FUP seguirá cobrando a continuidade da negociação da PLR, como determina o Acordo Coletivo, e o cumprimento do Artigo 48 da MP 905. A Petrobrás já foi notificada pelo TST sobre o pedido de mediação. Exigimos uma resposta dos gestores da empresa.

[FUP]

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 Leia trecho da publicação da companhia com seus argumentos furados sobre a PLR: “a partir de ampla análise jurídica, esclareceu que a MP ainda não está produzindo efeitos no tocante à PLR. Além disso, essa MP recebeu mais de 1.930 emendas, bem como é objeto de Ações Diretas de Inconstitucionalidade, de modo que há um cenário de muito debate sobre os termos dessa medida, o que requer cautela neste momento”.

Pois então, o que requer cautela neste momento é como lidar com gestores mentirosos que se contradizem já que cumpriram a MP 873 que também estava cheia de emendas, foram 513. A MP 873 trouxe alterações em questões relativas ao recolhimento de contribuições sindicais asfixiando financeiramente todos os sindipetros.

O que é certo é que, os trabalhadores aguardavam uma negociação com base no que foi construído e negociado em dezembro de 2018, fato garantido na fala do gerente de RH Fabrício Pereira. Mas o que chegou aos empregados foi uma outra proposta de regramento da PLR com novos parâmetros, metas e indicadores. E se é assim, torna-se necessário um prazo maior para discutir do ponto zero essas novas regras impostas pela empresa. A MP 905 garante a viabilidade de ampliação do prazo de negociação da PLR para até três meses antes do seu pagamento.

Mesmo depois de ter sido notificada, a atual gestão da Petrobras ainda não se manifestou sobre o pedido de mediação para o pagamento da PLR feito pela FUP ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

 

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Em reunião nesta sexta-feira, 20/12, com a Gerência de Pessoas da Petrobrás (antigo RH), a FUP tornou a cobrar o cumprimento do Artigo 48 da Medida Provisória 905, que flexibiliza a negociação para pagamento da PLR, ao estabelecer que as regras do acordo podem ser definidas em até 90 dias antes da quitação.

A gestão da Petrobrás, no entanto, continua se negando a cumprir a MP e tampouco se posiciona sobre o pedido de mediação feito pela FUP ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para retomar o processo de negociação da PLR 2019, com base no que determina o Artigo 48 da Medida Provisória.

A empresa alega que não foi notificada pelo TST e que só se manifestará sobre a mediação nos autos do pedido. No entanto, a informação que a Assessoria Jurídica da FUP tem é de que a empresa foi notificada no último dia 11.  

Da mesma forma que se esquiva em relação à mediação da negociação, a gestão da Petrobrás mente ao insistir que há impedimentos jurídicos para que os acordos sejam pactuados após o ano anterior ao do exercício da PLR. A MP 905 entrou em vigor no dia 12 de novembro de 2019 e, portanto, se sobrepõe às legislações anteriores, medidas e determinações de órgãos governamentais.

Está mais do que evidente que a gestão da empresa não quer um acordo de PLR que seja minimamente razoável para os trabalhadores. Nas reuniões com a FUP que trataram desse tema, a Gerência de Pessoas da Petrobrás se mostrou muito mais interessada em atender às demandas do alto escalão da companhia, que será beneficiado pelos vultosos bônus do Programa de Prêmio por Performance (PPP).

É o caso, por exemplo, da PLR 2020. Se a empresa estivesse de fato interessada em fechar o acordo até 31 de dezembro, teria respeitado o regramento que já havia sido consensuado com a FUP na negociação de 2018, com exceção da cláusula 9, que não teve acordo por fazer a vinculação com o Sistema de Consequências. Após a FUP cobrar alteração na redação desta cláusula, a Gerência de Pessoas concordou em excluir "conflito de interesse" e "dano material e extra patrimonial" das chamadas “penalidades disciplinares”. No entanto, a empresa alterou unilateralmente vários outros pontos do acordo, desmontando todo o escopo de regras, metas e parâmetros que havia sido negociado com a FUP ano passado.

O impasse em relação à negociação da PLR sempre foi e continua sendo da gestão da Petrobrás, cuja preocupação maior é garantir um polpudo PPP para o alto escalão da empresa. Será o pagamento pelo silêncio e conivência das gerências com o desmonte e privatização da estatal?

Gestores da empresa já disseram em alto e bom som que a PLR era democrática demais e que não é justo “tratar de forma igual quem entrega de forma diferente”, pois “meritocracia pressupõe desempenho e não empenho”, como afirmou o gerente do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior.   

A FUP insiste na negociação da PLR e voltou a cobrar da Gerência de Pessoas que cumpra o que determina a nova legislação em vigor desde 12 de novembro de 2019. A FUP espera que a Petrobrás se posicione formalmente, tanto em relação à MP 905, quanto ao pedido de mediação da negociação da PLR 2019.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores pode ficar menor, se o Congresso Nacional não vetar este ponto da Medida Provisória (MP) nº 905, que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) editou no último dia 12 (terça-feira) e que já está valendo.

A MP prevê que, quem tem ensino superior e ganha cerca de R$ 11 mil poderá negociar sozinho com o patrão o valor a receber do PLR, sem a presença do seu sindicato e sem levar em conta o acordo da categoria. Os trabalhadores que ganham abaixo deste teto também poderão negociar, mas em conjunto, com a participação de uma comissão de empregados e patronal, porém, sem a presença dos sindicatos da categoria.

O governo também impõe na MP, que as indenizações trabalhistas não poderão levar em conta o valor recebido em prêmios, PLR e gorjetas. Isto visa impedir que tribunais de Trabalho, ao calcularem a indenização numa ação, incluam esses valores como parte dos salários. Com isso, a indenização a ser paga poderá ser menor, já que esses “extras” não serão computados no total que o trabalhador recebeu ao longo da sua vida laboral dentro da empresa em que trabalhava.

“Os tribunais do Trabalho, em sua maioria, estavam incluindo esses abonos e prêmios como parte dos salários e também como passíveis de contribuição previdenciária. A medida do governo é para impedir esses ganhos aos trabalhadores”, diz a doutora em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp, Marilane Teixeira.

Outro ponto duramente criticado pela economista é a negociação de acordos individuais sobre os coletivos e o negociado sobre o legislado e sem a participação dos sindicatos dos trabalhadores.

“Creio que esta Medida Provisória reforça o que já foi aprovado pela reforma Trabalhista. Mas, como os tribunais estavam dando ganhos de causa aos trabalhadores por brechas na legislação, o governo quer garantir que os empresários sejam beneficiados com o não pagamento de indenizações mais altas aos trabalhadores, nem tenham de pagar a contribuição previdenciária devida sobre este montante”, avalia Marilane.

Para a economista, a Medida Provisória reforça a ideia de que esses ganhos não consistem em incorporação aos salários e não têm reflexo nas verbas trabalhistas.  Com isso, o governo combate a iniciativa dos trabalhadores de buscar na Justiça o reconhecimento de ganhos de produtividade.

De acordo com ela, a medida é uma manobra para aumentar o poder das empresas em fixar os salários em valores mais baixos e poder oscilar suas negociações de acordo com os resultados econômicos.

“É a liberdade para as empresas manejarem o uso e o valor da força de trabalho”, afirma Marilane Teixeira

Empresas devem valores bilionários em ações que envolvem PLR

Para se ter uma ideia de quanto os empresários podem ter de pagar por ações deste tipo, uma reportagem do jornal Valor Econômico,  do dia 13 deste mês, diz que:  “A MP altera pontos considerados cruciais para livrar as companhias das condenações que impõem pagamento de contribuição previdenciária sobre os valores distribuídos aos funcionários”.

Ainda segundo o jornal, a Medida Provisória também pode resolver uma das principais quedas de braço entre empresas e Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). 

“Em julho último, a 2ª Turma da Câmara Superior (última instância do Carf) manteve cobrança de R$ 529 milhões do Itaú Unibanco sobre PLR e bônus de contratação pagos entre 2007 e 2008. Considerou que os planos não tinham regras claras e objetivas. O banco tem outro processo sobre o tema no Carf, no valor de R$ 1,2 bilhão, referente a 2009 e 2010, que aguarda julgamento. Já o  BTG [banco que o atual ministro da Economia e idealizador da MP nº 905, Paulo Guedes, foi sócio] e suas controladas são parte em 39 processos relativos ao pagamento de PLR. O valor envolvido é de R$ 608,9 milhões. O Santander recebeu autuações no valor de R$ 5,4 bilhões”, diz o Valor Econômico .

[Via CUT]

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Quinta, 04 Abril 2019 11:52

FUP chama Petrobrás para reunião

A Federação Única dos Petroleiros aguarda resposta da empresa sobre solicitação de reunião para tratar dos assuntos abaixo:

. Apresentação da direção da Federação Única dos Petroleiros ao novo GE de Gestão de Pessoas.
. PLR 2018 e 2019.
. Apresentação do plano de arrecadação da AMS (parágrafo 1º da cláusula 31ª do ACT vigente) citado no ofício GP/EGP/RE/CRS 0051/2019.
. Encaminhamento da proposta das entidades para o PED.
. Descumprimento do Código de Ética no seu item 2.5

 

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Em resposta ao comunicado da FUP de que os petroleiros de suas bases rejeitaram a proposta de regramento da PLR, a Petrobrás agendou para esta quinta-feira, 20, uma nova reunião para tratar do tema. A reunião será às 10h, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

Nas assembleias realizadas pelos sindicatos da FUP, a rejeição da proposta apresentada pela empresa foi praticamente por unanimidade. Apenas o Sindipetro Ceará ainda segue com assembleias até amanhã, 20, mas os trabalhadores também estão rejeitando o regramento proposto pela Petrobrás.

O pagamento da PLR 2018 está garantido pelo atual acordo pactuado com a FUP e seus sindicatos, que tem validade até 30 de março.

Leia também:

PLR: Quem não quer o acordo é a Petrobrás

PLR: 4 razões para dizer não à Petrobrás

[FUP]

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Nesta sexta-feira, 28, após muita pressão e mobilização da FUP e de seus sindicatos, os trabalhadores do Sistema Petrobrás começam a receber a quitação da Participação nos Resultados referente ao exercício de 2017. No último dia 21, os gestores da empresa finalmente concordaram em efetuar o pagamento para todos os trabalhadores, inclusive os companheiros da Fafen-PR.

A Petrobrás orientou a Araucária Nitrogenados a aprovar em Assembleia Geral Extraordinária a assinatura do Termo de Quitação da PLR 2017, bem como do Acordo de Metodologia da PLR, que tem vigência até março de 2019.   

Seguindo o calendário de pagamento, na terça-feira, 02/10, será a vez dos trabalhadores da TBG receberem a quitação. No dia 15 de outubro, o pagamento será para os aposentados que estavam na ativa durante o exercício de 2017. A quitação dos trabalhadores da Fafen-PR ainda depende da assinatura do Acordo por parte da Araucária Nitrogenados.

[FUP]

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A informação é uma ferramenta política e ideológica que, com o apoio das redes sociais, pode ganhar dimensões explosivas, capazes até mesmo de derrubar governos.

No ambiente Petrobrás, o movimento sindical enfrenta uma guerra totalmente desigual, mas, o SINDIPETRO-RN, em meio a essa conjuntura miserável em que estamos atolados, tem procurado fazer a sua parte, com erros e acertos.

Nessa questão da PLR, a Petrobrás e seus aliados oportunistas no seio da categoria, tentam a todo momento disseminar a discórdia, exclusão e injustiça através de chantagens e desinformação.

Presentemente, aproveitando-se de um momento de fragilidade política e financeira da categoria, a companhia tenta transformar a verdade em mentira e impor a exclusão e a injustiça como se fossem virtudes.

Para isso, incentivou seus aliados no meio da categoria a disseminar suas ideias perversas através de um "abaixo assinado" com o objetivo de aprovar em assembleias o "Termo de Quitação " e receber a PR. 

Ou alguém acredita que essa tal assembleia seja para prestar solidariedade e exigir justiça para os 400 companheiros da Fafen-PR e suas famílias?

A FUP e os sindicatos a ela filiados continuarão lutando por solidariedade e justiça para que todos os petroleiros e petroleiras recebam a PR, afinal, as negociações com a Petrobrás não foram concluídas.

Por fim, para quem não tomou conhecimento ou esqueceu, segue uma compilação com o material informativo e opinativo que a DIRETORIA COLEGIADA DO SINDIPETRO-RN e a FUP produziram e divulgaram sobre a PLR nos seus veículos de comunicação desde MAIO DE 2018:

03/05/2018 - PLR: Vale o assinado

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/plr-vale-o-assinado)

21/06/2018 - Petrobrás tenta confundir a categoria com informações atravessadas

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/conselho-deliberativo-repudia-pcr-e-reafirma-nenhum-petroleiro-a-menos-na-pr)

20/07/2018 - Conselho Deliberativo repudia PCR e reafirma nenhum petroleiro a menos na PR

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/conselho-deliberativo-repudia-pcr-e-reafirma-nenhum-petroleiro-a-menos-na-pr)

07/08/2018 - FUP cobra justiça no pagamento da Participação nos Resultados

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/fup-cobra-justi%C3%A7a-no-pagamento-da-participa%C3%A7%C3%A3o-nos-resultados)

09/08/2018 - PLR: Nossa luta deve ser por solidariedade e justiça

(http://sindipetrorn.org.br/opiniao/plr-nossa-luta-deve-ser-por-solidariedade-e-justi%C3%A7a)

10/08/2018 - Esse mesmo artigo foi enviado no Boletim Na Hora (Edição nº. 1301)

(http://sindipetrorn.org.br/opiniao/plr-nossa-luta-deve-ser-por-solidariedade-e-justi%C3%A7a)

16/08/2018 - Sindicato reafirma: Nem um petroleiro a menos na PR!

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/sindicato-reafirma-nem-um-petroleiro-a-menos-na-pr)

16/08/2018 - O caso Fafen-PR: Um peso e duas medidas

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/o-caso-fafen-pr-um-peso-e-duas-medidas)

16/08/2018 - Regramento da PLR levou quase duas décadas para virar Acordo

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/regramento-da-plr-levou-quase-duas-d%C3%A9cadas-para-virar-acordo)

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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