O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) , filiado a CUT, organiza para essa terça-feira (14), às 7h,  um ato, no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à refinaria à Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM),localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia.

O ato em conjunto com diversas associações de moradores, pescadores e entidades diversas das cidades vizinhas à RLAM é em protesto à visita da comitiva da petroleira árabe Mubadala, que estará acompanhada pela alta cúpula da direção da Petrobras. A Mubadala é uma das petroleiras interessadas na compra da RLAM e as instalações da Transpetro na Bahia.

"O objetivo do ato é dar o recado à direção da Petrobras e ao governo de Jair Bolsonaro, que avançam em mais uma etapa para privatizar a segunda maior refinaria do Brasil, que inclusive, neste ano, completa 70 anos", afirma Radiovaldo Costa, diretor do Sindipetro Bahia.

Desde 2016 que a diretoria do Sindipetro Bahia vem denunciando a venda da Rlam e da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km.

Esse é o segundo bloco de refinarias colocado à venda pela Petrobras, e o Sindipetro se posiciona contra ao desmonte da estatal. A venda dos ativos da Petrobras é uma das prioridades do governo Bolsonaro, o que significa um total desinvestimento e risco para o país, causando o aumento de pessoas que ficarão desempregadas e sujeitas a condições precárias de trabalho.

RLAM

Responsável por 14% do refino de petróleo no Brasil, a RLAM representa atualmente aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS do estado da Bahia.

Atualmente, cerca de 870 trabalhadores concursados trabalham na refinaria e outros 1.200 terceirizados atuam no local

Para o diretor do Sindipetro e trabalhador da refinaria, Attila Barbosa, a privatização da Petrobras é um ataque à soberania brasileira.

“O fato de vender essa refinaria para outra empresa, de capital estrangeiro, seja ela estatal ou não, fere os interesses de soberania nacional e do povo brasileiro. Esse ato é para dar um recado claro em defesa da manutenção dos empregos, porque a refinaria pode ser vendida e fechada, devido à capacidade ociosa de refino no mundo”, diz.

[Via Sindipetro-BA]

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A Petrobras pretende fechar até março a sua sede da rua Acre, em Aracaju (Sergipe), transferindo as atividades ali exercidas para a Base da estatal no município de Carmópolis. A informação foi dada pelo ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, em resposta a requerimento do deputado federal Fábio Henrique (PDT/SE) indagando se a petrolífera está indo embora de Sergipe. “Quanto à suposta saída da Sede Administrativa da Petrobras de Sergipe e encerramento de operações da Companhia neste mesmo Estado reitera-se que, no momento, tal tema não está em discussão”, afirma o ministro.

Por sua vez, a Petrobras informou ao deputado Fábio Henrique que vem implementando esforços para a redução de seu endividamento, hoje em torno de 90 bilhões de dólares, e a gestão predial é uma das estratégias que a empresa tem adotado. “A otimização de custos em processos e atividades, um esforço das equipes de trabalho que atendem diretamente aquela unidade em um único ambiente, para melhor alcance de resultados, buscando maior eficiência, racionalidade e sustentabilidade do negócio”, detalhou o documento enviado pela estatal ao parlamentar sergipano.

Segundo Fábio Henrique, Sergipe é um produtor de petróleo e com grandes descobertas de reserva de gás natural. “Não concordamos com a redução das atividades no Estado, que é considerado referência em exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Diante da resposta oficial sobre a desativação da sede da rua Acre, o deputado prometeu conversar com o coordenador da bancada federal sergipana para que haja uma ação coletiva: “Espero, sobretudo, contar com o apoio de todos os colegas congressistas, principalmente daqueles que compõem a base governista, para impedir que a Petrobrás feche às portas em Sergipe”, finalizou Fábio.

[Via SE Notícias]

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O Sindipetro Bahia realizou, nesta quarta-feira (8), uma assembleia com os trabalhadores do Torre Pituba para avaliar o acordo entre o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e a Petrobras. A assembleia contou com a presença do assessor jurídico do sindicato, o advogado Clériston Bulhões, que esclareceu diversas dúvidas da categoria referente ao acordo.

É importante destacar e esclarecer para toda a classe petroleira que o Sindipetro Bahia não teve participação no acordo feito entre o MPT-BA e a Petrobras, o Sindicato só tomou conhecimento do seu teor na homologação judicial.

O acordo, que tem abrangência nacional, mas trata especialmente de questões locais, prevê a transferência de 690 trabalhadores que estão lotados no edifício Torre Pituba para outros estados, principalmente do sudeste, 660 pessoas para outras unidades dentro do estado da Bahia e 250 trabalhadores permaneceriam em Salvador, em outra unidade, atendendo o que a empresa caracteriza como excepcionalidade, todavia no acordo não consta quais são esses critérios.

Ainda deveria ser criada uma comissão paritária entre trabalhadores e a empresa, porém a mesma ainda não instituiu a comissão e inclusive já iniciou o processo da transferência de trabalhadores, o que o Sindipetro entende como uma irregularidade. Diante de toda essa conjuntura estabelecida, é evidente o sentimento de medo dos trabalhadores e o receio do aumento do assédio que continua acontecendo, mesmo após liminar recém-conseguida na justiça.

O coordenador geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista e o vice-presidente da CUT- Ba, Leonardo Urpia, afirmam que o desmonte da Petrobras tem sido o grande fator responsável por todos os problemas gerados, inclusive de saúde, na vida dos trabalhadores.

“A gente sai da assembleia com a certeza de que somente a luta e a união dos trabalhadores pode fazer com que esse processo seja revertido, e até lá o sindicato irá buscar todas as ações jurídicas e políticas no sentido de barrar a privatização da Petrobras que é causa de tudo o que está acontecendo”, afirma Jairo.

De acordo com Clériston Bulhões, ficou evidente que havia uma forte intenção da Petrobras de excluir o Sindipetro da negociação, que ocorreu apenas entre o MPT-BA e a Petrobras, o que frustra varias demandas da categoria. Afinal, o Sindicato como legítimo representante, é quem melhor poderia trazer elementos para um acordo que atingisse pontos mais sensíveis aos trabalhadores.

Confira as deliberações da assembleia:

– O sindicato deverá realizar entrevistas com os trabalhadores para identificar práticas de assédio no trabalho e os reflexos disso na saúde dos trabalhadores;

– Criar um banco de informações com o resultado das entrevistas realizadas;

– Denunciar ao MPT-BA e a 6ª Vara do Trabalho no Estado da Bahia que homologou o acordo, os casos de descumprimentos de algumas cláusulas do acordo.

– Questionar a ausência das Entidades Sindicais na comissão legitimada para tratar das transferências, por afrontar o art. 8 da CF, e expor os trabalhadores a mais assédios do patrão.

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O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) realizou, nesta terça-feira (7), às 9h, um ato na Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), em conjunto com diversas associações de moradores das cidades vizinhas – Associação de Pescadores de São Francisco do Conde, Sitcan, Sindsefran e sociedade civil –, contra a visita da comitiva da estatal petroleira chinesa, a Sinopec, que foi acompanhada pela alta cúpula da direção da Petrobras. A Sinopec é uma das petroleiras estrangeiras interessadas na compra das refinarias brasileiras.

“A visita dessa comitiva à refinaria visa satisfazer a segunda fase do processo de venda. Nós, trabalhadores da Petrobras, ativos, terceirizados e aposentados, somos totalmente contrários, assim como a sociedade, por conta do investimento financeiro, do trabalho e da luta feitos pela e para a estatal. Não é justo entregar assim de bandeja para os estrangeiros”, afirma Jairo Batista, coordenador geral do Sindipetro Bahia.

Responsável por 14% do refino de petróleo no Brasil, a RLAM representa atualmente aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS do estado da Bahia. Para o diretor do Sindipetro e trabalhador da refinaria, Attila Barbosa, a privatização da Petrobras é um ataque à soberania brasileira.

“O fato de vender essa refinaria para outra empresa, de capital estrangeiro, seja ela estatal ou não, fere os interesses de soberania nacional e do povo brasileiro. O ato hoje é um recado claro em defesa da manutenção dos empregos, porque a refinaria pode ser vendida e fechada, devido à capacidade ociosa de refino no mundo”, diz.

Trabalhador há 36 anos da RLAM, o petroleiro Ivo dos Santos, demonstra preocupação com os empregos que são gerados para as comunidades vizinhas. “A empresa privada só se preocupa com o lucro. Ela não quer saber do lado social e não se preocupa com a população.”

O petroleiro ainda ressalta a importância das pessoas conheceram a Petrobrás para compreender porque ela pertence ao povo brasileiro, entender o que está entre ao processo do poço ao posto e como isso impacta na vida da população, principalmente em relação aos preços do gás e da gasolina. Para Ivo dos Santos a Petrobrás significa vida e a possibilidade de sua venda seria a morte para o trabalhador brasileiro.

O diretor do Sindipetro, Radiovaldo Costa, avaliou como muito satisfatório o resultado da manifestação.

“Tivemos a participação maciça dos trabalhadores da RLAM, sociedade civil e diversas entidades, que se comprometeram a dar continuidade na luta contra a privatização da refinaria. A privatização da RLAM é um enorme prejuízo para a população baiana, e, por isso, o Sindipetro estará vigilante para realizar atos e impedir a visita de qualquer interessado em comprar a refinaria, e assim preservar o patrimônio nacional. Chineses aqui não, a RLAM é do povo brasileiro.”

[Via Sindipetro-BA]

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou no dia 18 de dezembro detalhes do acordo assinado com a Petrobrás que trata sobre a transferência de trabalhadores para unidades da estatal em outros estados.

O MPT movia contra a Petrobrás uma ação de assédio moral organizacional que vem se dando em todo o processo de desmobilização que está sendo feito pela empresa, principalmente na Bahia.

O objeto da ação se limitava ao formato das transferências que estavam sendo feitas, principalmente em relação à velocidade e forma, o que causou prejuízos imensuráveis aos trabalhadores, inclusive psicológicos. O Ministério Público não postulou impossibilidade de transferências, mas o seu regramento e que houvesse um formato “civilizado”.

Diante do exposto, a diretoria do Sindipetro Bahia entende que no acordo firmado entre a Petrobrás e o Ministério Público que pôs fim aquela ação, há aspectos positivos e outros negativos.

Como avanços, apontamos alguns pontos bastante importantes:

– Comprometimento da empresa em não realizar demissão em massa durante 5 anos sem negociação com o Sindicato.

– Emissão de CAT em casos de doenças ocupacionais, relacionadas ao trabalho, acidente de trabalho, etc. Ficou acordado também, entre outras coisas, o seguinte:

– Assegura o pagamento do APT (Adicional Provisório de Transferência) nos padrões em vigor até 30/09/2019 para as transferências realizadas em 2019, mesmo antes da assinatura do acordo.

– Ficou acertado ainda que dos cerca de 3.200 empregados da Bahia, 2.400 permanecerão no estado por no mínimo 12 meses caso o ativo esteja em processo de gestão de portfólio e 18 meses para os demais.

Em relação aos aspectos negativos, o Sindipetro ressalta o seguinte:

– A entidade sindical não constar nominalmente no “Comitê Gestor de Mudança, paritário RH, Saúde e trabalhadores para realizar diagnóstico sobre as mudanças”, uma vez que o sindicato é o legitimo representante dos trabalhadores.

– Faltou no acordo a garantia do APT (Adicional Provisório de Transferência) para os demais trabalhadores que incorrerem em futuras transferências, pois é ruim criar ansiedade e aspecto de perda, apesar de que quanto a isso, o Sindicato poderá judicializar, ou o trabalhador postular individualmente.

– Apesar de a Petrobrás ter se comprometido a não praticar assédio moral ou outra prática discriminatória contra qualquer funcionário, o assunto continua a causar desconfiança, insegurança e desconforto entre os empregados da estatal. Para o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, esse é um dos pontos que traz mais preocupação, uma vez que os trabalhadores continuam a relatar casos de pressão e assédio moral.

Trabalhadores serão encaminhados ao CESAT

Para proteger o trabalhador, o Sindipetro irá encaminhar ao CESAT – Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador – todos os funcionários do Torre Pituba ou de outra unidade da empresa que estejam passando por problemas psicológicos ou doenças provenientes da situação atual pela qual passam na Petrobrás. No CESAT, a pessoa será atendida por uma médica do trabalho que após entrevista expedirá o nexo causal do adoecimento. A CAT será emitida pelo Sindipetro a partir do mês de janeiro.

 A luta pela permanência da Petrobras na Bahia continua

Para o coordenador, a luta que já está sendo feita e será intensificada é pela permanência da Petrobrás na Bahia. “A Ação do MPT da Bahia impediu que a Petrobras fizesse as transferências de forma açodada, irresponsável, como estava fazendo, mas sempre destacamos que o objeto daquela ação era limitado, não resolveria o problema principal que é a manutenção definitiva da Companhia no Estado da Bahia, para isso já intensificamos ações jurídicas e politicas, mas precisamos que todos da comunidade petroleira, familiares e amigos, cobrem  das autoridades que se posicionem e façam a sua parte para garantir a continuidade da geração de emprego e renda para o Estado”.

[Via Sindipetro Bahia]

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A atual gestão da Petrobrás decidiu encerrar suas atividades no ramo de perfuração terrestre. As unidades da empresa que estão em atividade, a sonda 109, na Bahia e a 86, no Rio Grande do Norte, serão recolhidas em janeiro de 2020.

A sonda 109, localizada no Campo de Araças, na Bahia, com 34 anos de atividade é uma das maiores do Brasil em capacidade de perfuração – atinge até 6 mil metros – e já operou na maioria dos estados brasileiros. É uma sonda que gera muitos empregos diretos e indiretos. Em terra, a 109 é hoje, no Brasil, a maior sonda em operação.

A decisão de encerrar mais essa atividade faz com que a Petrobrás contribua, mais uma vez, com o aumento do número de desempregados no Brasil: com a eliminação desses postos de trabalho, serão demitidos 300 trabalhadores, 150 em cada um desses estados.

Com isso, mais um importantíssimo ciclo da cadeia de petróleo, que começou praticamente com a criação da Petrobrás em 1953, se encerra.

A perfuração de poços terrestres já foi uma das principais atividades da Petrobrás, responsável pelo desenvolvimento e descoberta de vários campos de petróleo, os chamados poços pioneiros. No governo Lula, a Petrobrás chegou a ter 10 sondas próprias em operação, o que significou a geração de mais de 1.500 empregos.

Foi a partir da experiência adquirida na perfuração de poços terrestres que a Petrobrás conquistou grande known hown nessa área, desenvolvendo o conhecimento e a tecnologia que levaram à descoberta da Bacia de Campos e do pré-sal.

Os técnicos formados nos campos de petróleo da Bahia e Rio Grande do Norte eram requisitados para ensinar e multiplicar os seus conhecimentos ao ponto da própria Agência Nacional de Petróleo (ANP), antes de licitar os blocos de petróleo, contratar as sondas da Petrobrás para avaliar as bacias.

Na década de 1970, a Petrobrás criou a Braspetro, uma subsidiária que tinha como objetivo encontrar e produzir petróleo fora do Brasil, a exemplo do Irã e países da África. Na época, a estatal, através de seus operadores altamente capacitados, fez uma grande descoberta no campo de Majnoon, no Iraque.

O papel de destaque da Petrobrás e sua expertise na operação de poços terrestres são frutos de uma longa história, que o governo de extrema direita de Bolsonaro e a atual gestão entreguista da estatal tentam apagar.

É lamentável, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, “além das demissões, o encerramento dessas atividades diminui drasticamente a possiblidade de desenvolvimento desses campos e a descoberta de novos campos que ainda poderiam ser feitas em terra. Além da perda dos impostos para os municípios. Trará um grande impacto na cadeia econômica da indústria do petróleo”.

Para o sindicalista “a atual gestão da Petrobrás, em grande velocidade, vai minando a estatal no Nordeste. O objetivo é que a destruição da empresa comece onde ela nasceu, na Bahia. O desmonte da Petrobrás, com fechamento, arrendamento, venda de unidades e demissões vai para a conta do governo Bolsonaro”.

[Via Sindipetro Bahia]

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Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Governadores do Nordeste realizada no mês de setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

Risco real

Em sua apresentação, o diretor-técnico do INEEP, William Nozaki mostrou de forma simplificada os principais impactos e riscos que o Estado enfrentará no caso da saída de uma empresa do porte da Petrobrás do RN em suas principais dimensões, levantando pontos como: o esvaziamento econômico, o emprego e o prejuízo fiscal inerentes a esta decisão do Governo Federal.

Segundo Nozaki, a retração de investimentos da Companhia no Rio Grande do Norte, vem caindo drasticamente, e chega a zero a partir de 2018. “O Plano de Negócios 2011/2014 da Petrobrás previa cerca de 63 bilhões de investimentos para a Região Nordeste, com uma parcela de 4 bilhões destinada ao RN. Já no PN de 2015/2018 caiu para 8 bilhões o valor para o NE com num número bastante reduzido de estados atendidos, inclusive deixando o RN de fora do aporte de investimentos, sem valor algum previsto para essa região”, apontou o pesquisador.

Sobre a construção de uma empresa concentrada no eixo rio-são Paulo, o diretor disse: “essa perspectiva da atual gestão da empresa, desmonta toda a rede de integração dos ativos da Petrobrás na região Nordeste. Se a gente olhar o pacote das vendas sinalizadas ou já realizadas, a gente percebe um profundo esvaziamento com impactos sobre estruturas e investimentos, e também a integração regional dos ativos”, destacou William.

O pesquisador do INEEP, ainda falou sobre a possível substituição da Estatal por empresas privadas de outros países na exploração de petróleo aqui do RN. “Quando as petrolíferas estrangeiras assumem esses ativos, além de não possuírem a mesma tecnologia para revitalização dos campos deixados pela Petrobrás, e nunca respondem com o mesmo percentual de investimento, nem a mesma capacidade de exploração e produção que ela”, acrescentou ele.

Desinvestimento

Não é de hoje que o SINDIPETRO-RN vem alertando a sociedade potiguar sobre os desdobramentos drásticos da redução de investimentos da Petrobrás no Rio Grande do Norte. Sendo que, atualmente, é uma realidade a ameaça de que a Petrobrás pode encerrar por completo suas atividades em no RN, com graves consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais.

A Bacia Potiguar, como é chamada a região de produção de petróleo no Rio Grande do Norte, vem sofrendo com um grande processo de desinvestimentos financeiros e venda de concessões, por parte do Governo Federal. Atualmente, a área abrange 84 campos de produção de gás e petróleo, sendo a maior em quantidade no país, porém, uma das menores em produção.

A partir da nova política, os números de exploração de petróleo no Rio Grande do Norte sofreram uma redução exponencial: passaram de 60 mil barris por dia, em 2015, para 38 mil, em três anos, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Quando estávamos na casa dos 120 mil barris de petróleo/dia, nós chegamos a investir, anualmente, no RN, aproximadamente, R$ 1,9 bi. Hoje, nós temos divulgado pela Petrobrás, nos últimos anos, entre investimento, manutenção e integridade das instalações, algo em torno de R$ 200 mi. É um oitavo do que a gente investia quando produzíamos duas vezes mais do que produzimos hoje. É uma realidade da atividade de petróleo, produção está ligada a investimento”, explica o coordenador-geral, Ivis Corsino.

No Rio Grande do Norte, a Petrobrás já foi responsável por 51% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Atualmente a Petrobrás mantém relação com 16 municípios produtores de petróleo, além das 97 cidades que recebem royalties mensais via Servidão de Passagem, no caso de algum duto da companhia passe pela cidade.

Sua saída do Estado representa uma ameaça, aos 8.400 empregos diretos que a empresa administra, sendo 1.740 próprios e 6.700 terceirizados. Além de 30 mil indiretos estimados, no ramo de hotéis, restaurantes, empresas de transporte e vários outros seguimentos estão sentindo com a falta de investimentos, e muitos já fecharam.

Últimas vendas

A Petrobrás finalizou na última segunda-feira, 9, a venda de 34 campos terrestres da Bacia Potiguar. Os campos fazem parte da área de exploração de Riacho da Forquilla, localizada no Oeste do Rio Grande do Norte, e foram arrematados em leilão pelo valor de R$ 1,5 bilhão.

Os 34 campos terrestres fazem parte da Bacia Potiguar e produziram, em 2019, em média 5,8 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a própria estatal, a operação de venda dessas áreas produtoras de petróleo foi concluída com o pagamento de US$ 266 milhões pela empresa Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A, após o cumprimento de todas as condições precedentes e ajustes previstos no contrato.

A companhia já havia recebido US$ 28,8 milhões a título de depósito na data de assinatura, em 25 de abril de 2019. Além disso, haverá o pagamento de US$ 61,5 milhões condicionado à obtenção da extensão do prazo de concessão de 10 das 34 concessões. O total, de acordo com cálculos internos divulgados, seria de R$ 1,5 bilhão na venda desses campos.

Anúncio de transferências

Este ano o conselho de administração da Petrobrás aprovou um novo plano estratégico para o período de 2020 a 2024 com foco de atividades no Sudeste. Como consequência, têm-se o iminente encerramento das atividades da estatal aqui no RN e em outros estados do Nordeste.

Nos últimos meses, alguns empregados da Companhia lotados na sede administrativa em Natal, foram informados que serão transferidos para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Sem opções de permanência, os empregados que não queiram ser transferidos deverão aderir ao plano de desligamento voluntário (PDV) ou ao mesmo ao programa de demissão acordada (PDA). A estatal já anunciou, nacionalmente, uma nova etapa do PDV, agora voltada para funcionários que trabalham no segmento corporativo da empresa que atenderia os empregados do Rio Grande do Norte.

No intuito de impedir as transferências intransigentes de trabalhadores para outros estados e a saída definitiva da Petrobrás do Rio Grande do Norte, o SINDIPETRO-RN apresentou uma denúncia, no dia 28 de outubro, ao Ministério Público do Trabalho - MPT-RN  e espera que este dê entrada na justiça do trabalho, a exemplo do que sucedeu na Bahia.

Campanha do Sindicato

O mais importante no momento é estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e desenvolver uma corrente atuante para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no RN.

Pensando nisso, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN, lançou uma campanha que visa sensibilizar e conseguir apoio da sociedade.

Com slogan “Pelo Povo Potiguar, a Petrobrás fica no RN!”, essa luta pretende aglutinar forças de maneira a se opor a saída desta importante Companhia em detrimento da economia local e da cadeia produtiva industrial do Rio Grande do Norte.

Mais de quarenta entidades já aderiram à campanha, e o Sindicato está buscando o diálogo com diversas outras para fazer voz nacionalmente a luta dos trabalhadores norte-rio-grandenses.Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Goovernadores do Nordeste em setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

O Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo (Ineep) apresentou para a governadora Fatima Bezerra um estudo sobre os impactos da estratégia da Petrobras para a região Nordeste e o estado do Rio Grande do Norte. Estiveram presentes, além da governadora, o secretariado estadual, a responsável pela companhia estadual de gás, representantes da Federação Única dos Petroleiros e do SindipetroRN. O senador Jean Paul Prates, que assumirá a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, também acompanhou a reunião. 

FUP e SindipetroRN apresentaram uma campanha para estimular a permanência da Petrobras no estado, intitulada, "Pelo povo Potiguar a Petrobras fica no RN". 

O diretor-técnico do Ineep, William Nozaki, faz um resumo do cenário: "No Rio Grande do Norte, a Petrobras está se desfazendo de 34 campos terrestres, além de diminuir a capacidade de utilização da Refinaria Clara Camarão. Os terminais de Natal e Guamaré podem ser sucateados com a falta de investimentos da Transpetro, e os Gasodutos Gasfor, Nordestão, Termoaçu e Açu-Serra devem ser impactados com a diretriz de abertura do mercado de gás. Como se não bastasse, também há incertezas sobre o futuro da Termelétrica Vale do Açu". 

O estudo apresentado pelo Ineep mostrou como a diminuição das operações da Petrobras no Rio Grande do Norte tem impactado investimentos, arrecadação fiscal, emprego, salários e projetos socioambientais. 

Segundo dados do Ineep, a Petrobras está abrindo mão de realizar cerca de R$ 4,2 bilhões em investimentos no estado, o que pode afetar mais de 100 mil postos de trabalho direta e indiretamente. "Em função dos desinvestimentos já realizados há maior rotatividade no mercado de trabalho e os salários de quem atua em áreas de apoio e serviços da cadeia de petróleo tem sofrido redução, em média, de mais de 20%", exemplifica Nozaki. 

A falta de investimentos em recuperação de campos maduros tem acelerado o declínio da produção e isso tem feito com que a região e o estado arrecadem menos royalties do que poderiam. 

William Nozaki destaca ainda que o Rio Grande do Norte tem uma peculiaridade, o estado é autossuficiente em todos os derivados. No entanto, a abertura do mercado local está criando dependência de importações e encarecendo o preço dos combustíveis.

[Via Blog do Ineep]

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Em um ato simbólico para demonstrar a importância da Petrobras para a categoria petroleira e para a economia da Bahia, petroleiros deram um abraço coletivo no edifício Torre Pituba, onde funciona a sede administrativa da estatal no estado.

O ato que aconteceu nessa sexta-feira (6), no começo da manhã, por volta das 8h, foi uma forma de mostrar que a mobilização dos trabalhadores pela permanência da Petrobras na Bahia continua forte e contra novos acordos que permitam as transferências dos trabalhadores.

Os trabalhadores repudiam novos acordos entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Petrobrás que permitam a retomada das transferências para outros estados. Eles querem a manutenção dos empregos na Bahia.

De forma unilateral e através de pressão e assédio moral por parte da gerência, muitos funcionários do Torre Pituba estavam sendo obrigados a “optar” pela transferência para outros estados, uma vez que a atual gestão da Petrobras resolveu desocupar o Torre Pituba.

Uma ação do MPT, que obteve liminar na justiça, barrou os abusos e transferências, que foram suspensas. Os trabalhadores querem a manutenção da medida cautelar e ainda submetidos as mais variadas formas de assédio e adoecimento clamam pela manutenção de seus postos de trabalho na Bahia.

Durante o ato, o diretor do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, falou sobre os últimos movimentos de organização de uma luta conjunta envolvendo funcionários de outras estatais como a Chesf e Correios, contra a privatização da Petrobras e também dessas grandes empresas. Representantes dos eletricitários estiveram presentes à mobilização.

Já o diretor do Sindipetro, Luciomar Vita, orientou aos trabalhadores que procurassem a assistente social e a psicóloga da unidade em busca de apoio emocional para atravessar esse momento, em que há muitos relatos de trabalhadores com problemas psicológicos a exemplo de depressão e ansiedade, ocasionados pela pressão da gerência da empresa e pela mudança repentina de vida.

No final da mobilização, o Sindipetro foi informado que uma assistente social e uma psicóloga teriam pedido demissão da empresa. Ao que tudo indica elas também não aguentaram a pressão.

[Via Sindipetro Bahia]

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Na manhã dessa quinta-feira (28), os petroleiros realizaram um ato, na ponte entre Imbé e Tramandaí, denunciado os prejuízos que serão causados à economia dos municípios do Litoral Norte com a saída da Petrobrás do RS. O Ato contou com a participação dos professores, servidores públicos e os prefeitos das cidades de Tramandaí, Luiz Carlos Gauto (PP) e de Imbé, Pierre Emerim (PT).

A categoria entregou panfletos aos moradores da região, alertando que a venda da Petrobrás vai impactar diretamente na vida de cada cidadão, com o aumento dos preços dos combustíveis, gás de cozinha, transporte e alimentos. Além disso, cidades como Cidreira, Imbé, Osório e Tramandaí perderão até 100% da arrecadação de royalties, que são pagos pela Petrobrás por utilizar petróleo nacional. Os royalties representam 18% da arrecadação de Imbé, por exemplo.

[Via Sindipetro-RS]
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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