A construção de um calendário nacional de luta contra as privatizações em curso no Sistema Petrobrás foi um dos principais pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, na última semana. Além do indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR, as assembleias convocadas pelos sindicatos irão avaliar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nas últimas semanas, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (RLAM), do Paraná (REPAR e SIX) e do Ceará (LUBNOR).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível. Por isso, a FUP e seus sindicatos querem debater com os trabalhadores nas assembleias da PLR um calendário de mobilizações, que terá início com um ato nacional, com data a ser definida pela FUP, contra a privatização da RLAM e dos terminais da Bahia, que já estão em processo avançado de venda para o fundo de investimento estrangeiro, Mubadala.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma  greve local  para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

Outra manifestação nacional indicada pela FUP é a realização de um Dia Nacional de Luta pela redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

“A reversão desse processo de desmonte e privatização aos pedaços da Petrobrás depende fundamentalmente da resistência da nossa categoria, que jamais se furtou à luta em outros momentos difíceis da nossa história. Os petroleiros são a fileira de frente nesse campo de batalha. A luta recente contra o desmonte da empresa vem sendo travada desde a greve de 2015, que resultou na construção da Pauta pelo Brasil. Precisamos que a sociedade venha junto com a gente, numa luta unitária para salvar o que ainda resta do Sistema Petrobrás. A privatização da empresa já está pesando no bolso da população, que paga preços absurdos pelos combustíveis, e vai pesar mais ainda, se as multinacionais assumirem de vez as nossas refinarias e terminais”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP]    

Publicado em Sistema Petrobrás

A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP) tem o objetivo de alcançar mil cestas e beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social de Curitiba e Araucária nos dias 21, 22 e 23 de dezembro. Sua doação é essencial 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC | Foto: Divulgação]

As ações sociais da ABCP acontecem desde o início da pandemia. Elas são realizadas graças a solidariedade das trabalhadoras e trabalhadores das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. E no momento de agravamento da crise sanitária provocada pelo coronavírus, a situação de diversas famílias de Curitiba e região se agravou, o que torna a Cesta Esperança ainda mais essencial. 

A cesta custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz. Lembrando que completam o kit solidário os alimentos vindos dos assentamentos do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como alface, acelga, batata doce, repolho e melancia. 

Serão beneficiadas famílias de Curitiba que moram na Portelinha (Santa Quitéria), Vila Santos Andrade (Campo Cumprido) e no Xaxim; e em Araucária na comunidade Santa Cruz. 

Bora fortalecer? 

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

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Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas lançou nesta sexta, 11, cartilha e estudo internacional com versão em espanhol

[Imprensa da FUP, com informações do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas] 

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, participou nesta sexta-feira, 11, do ato de lançamento de duas publicações elaboradas pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. O material vai dar suporte não só aos trabalhadores e entidades que integram o Comitê, como também às frentes parlamentares e às demais organizações que lutam contra as privatizações e o desmonte do setor público. 

As publicações - uma em português e outra em espanhol - trazem dados e informações relevantes que reforçam a importância das empresas e serviços públicos para a sociedade. Já é possível acessar a íntegra das obras nos links abaixo e no site do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.  

O estudo do Transnational Institute (TNI) apresentado em meados deste ano, que reúne informações sobre mais de 1.400 casos bem-sucedidos de remunicipalização em mais de 2.400 cidades de 58 países ao redor do mundo, foi traduzido para o português - O futuro é público: pela propriedade pública dos serviços público - e tem prefácio assinado pelo presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, e a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, que também participa com o artigo Estado pós-pandemia e as empresas públicas.

A outra obra, já conhecida em português, é a cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos. Originalmente lançada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas em 2019, a publicação na versão em espanhol ganha na introdução trecho da carta elaborada em outubro passado durante o 1º Encontro Internacional em Defesa das Empresas e Serviços Públicos - Fórum das Américas em Defesa dos Empregos, Empresas e Serviços Públicos de Qualidade, que discutiu a organização de entidades e trabalhadores em defesa de empresas e serviços públicos na América Latina.

Confira a íntegra das publicações em:

> Estudo O Futuro é  público: pela propriedade pública dos serviços público  

> Cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos

A versão em português da cartilha Fakes & Fatos também pode ser lida aqui.

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Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

Publicado em Petrobrás Fica

Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

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Em mensagem aos trabalhadores do Sistema Petrobras, a Federação Única dos Petroleiros critica publicação feita pelo diretor de Governança e Conformidade da empresa em suas redes sociais, desrespeitando os brasileiros que se manifestaram contra vídeo da companhia que enaltece as privatizações.

Leia a íntegra do texto:

Incomodado com os milhares de “deslikes” no vídeo em que a Petrobrás defende a venda de ativos em seu canal no YouTube, o diretor de Governança e Conformidade da empresa, Marcelo Zenkner, usou suas redes sociais para convocar os internautas a curtirem o comercial, em uma “contra-iniciativa do bem”.  

Essa turma do “bem” nada mais é do que a rede bolsonarista patrocinada pela Petrobrás com verbas públicas que alimentaram os sites de “fake news” manipulados pelo chamado gabinete do ódio. Após ser cobrada pelo Tribunal de Contas da União, a empresa admitiu que financiou 2 milhões de anúncios com sua marca em “sites de conteúdo impróprio”.

É no mínimo questionável o fato do diretor de Governança da Petrobrás armar uma arena pública de batalha entre os que são a favor e contra a privatização da empresa, convocando uma “contra-iniciativa do bem”. Quer dizer que os petroleiros e todos os demais trabalhadores contrários ao criminoso desmonte da Petrobrás são pessoas do “mal”? É inadmissível que uma pessoa que entrou na companhia por indicação política, com salários e bônus milionários, ofenda publicamente os trabalhadores que construíram com sangue e suor o patrimônio da maior empresa nacional.

O legado de gerações de trabalhadores que deram a vida pela Petrobrás está sob ataque. Temos que ter lado nessa luta. Não se trata de bem contra o mal. O que estamos enfrentando é muito maior do que isso. É o futuro do Brasil enquanto nação que está em xeque. Todos perdem com a privatização da Petrobrás.  O lado que escolhemos nessa batalha é a favor do povo brasileiro.

Do outro lado do ringue...

Em vez de incentivar confrontos nas redes sociais, o diretor de Governança e Conformidade da Petrobrás deveria se ater às suas atribuições, pelas quais é pago a peso de ouro. Que providências a empresa tomou em relação aos recentes fatos que colocam em xeque a sua política de complience?

Na última sexta-feira, 04, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU), apontando uma série de irregularidades nos contratos da Petrobrás com escritórios de advocacia estrangeiros. A empresa é acusada de infringir a lei e regulamentos da OAB, ao contratar escritórios que não têm autorização para atuar no Brasil.

O que fez diretor Marcelo Zenkner? Queremos saber.  

Outro fato que deveria preocupar o diretor de Governança é o escandaloso acordo entre o Ministério Público Federal do Distrito Federal e a Transparência Internacional, uma ONG de combate à corrupção, que tem uma relação não tão transparente com questões que envolvem a Petrobrás. Parceira da Lava Jato, a entidade receberia R$ 270 milhões em troca da elaboração do projeto de uma entidade privada para gerir R$ 2,3 bilhões do acordo de leniência feito pelo MPF com a JBS, que prevê o pagamento de multas de R$ 10,3 bilhões ao longo de 25 anos.

O depósito milionário seria feito na última semana, mas foi suspenso pelo procurador-Geral da República, Augusto Aras, que identificou desvio de finalidade no acordo. "Evidente que uma organização privada irá administrar a aplicação de recursos de R$ 2,3 bilhões nos investimentos sociais previstos nos acordos de leniência, sem que se submeta aos órgãos de fiscalização e controle do Estado. A Transparência Internacional é uma organização não governamental sediada em Berlim. Cuida-se de instituição de natureza privada, cuja fiscalização escapa da atuação do Ministério Público Federal", afirmou Aras em seu parecer.

A Transparência Internacional está envolvida também naquele acordo escandaloso da Lava Jato que, sob o comando de Deltan Dallagnol, tentou se apropriar de R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela Petrobrás para criar uma fundação privada. O acordo, suspenso pelo STF, pode ter tido colaboração direta da ONG, cujo diretor executivo, Bruno Brandão, teria uma proximidade nada convencional com o comando da Operação Lava Jato, segundo mensagens do Telegram vazadas para o The Intercept Brasil. Reportagem recente da Agência Pública  revelou que “Dallagnol recorria a ele (Bruno Brandão) quando a imagem da operação estava em perigo ou quando queria promovê-la” e que a “ONG teve acesso e palpitou na minuta do contrato assinado entre a força-tarefa e a Petrobras para a criação de uma fundação”.

Relações perigosas

O diretor da Transparência Internacional é presença constante em eventos frequentados pelo diretor de Governança e Conformidade da Petrobrás, Marcelo Zenkner. Os dois participaram em novembro de uma videoconferência promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que teve como tema “Estratégias Globais para Reduzir a Corrupção – como e por que o compliance importa“. Em junho, estiveram em outro webinar. Bruno Brandão e Zenkner também participam frequentemente de fóruns internos e seminários realizados pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci). Em março, estiveram lado a lado em um evento da entidade, cujo case abordado foi o “Projeto de Implementação dos Controles Internos em Municípios Receptores de Royalties de Petróleo – parceria Conaci x Petrobras”.

Nos eventos que participa, o diretor de Governança da Petrobrás sempre chama atenção para a sua trajetória profissional e a importância do trabalho que exerce, ressaltando os objetivos de um eficiente sistema de complience: “Prevenir, detectar e corrigir desvios, fraudes, irregularidades e quaisquer outros atos ilícitos pelo cumprimento e observância de todas as regras, leis, procedimentos, regulamentos e controles a que a organização está sujeita”. Soa, portanto, estranho o fato dele estar mais preocupado em pedir ajuda aos bolsonaristas para defender um vídeo no YouTube, do que explicar o silêncio da gestão da empresa perante fatos graves que colocam em xeque a política de complience que está sob a sua responsabilidade.

Nota da Federação Única dos Petroleiros

 

 

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O governo Bolsonaro tem promovido um verdadeiro desinvestimento no Brasil com a venda de 8 das 13 refinarias da Petrobras. Durante live nesta segunda-feira (07/12), o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, e o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e diretor do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, discutiram a quem pode interessar o entreguismo.

As empresas públicas têm sido entregues a preço de banana ao capital estrangeiro. Augusto Vasconcelos lembra que a Petrobras não é a única neste processo, em que a Caixa também está inserida, com a venda do banco digital e outras subsidiárias. O presidente do SBBA analisa que a venda de setores estratégicos do Brasil compromete a economia, retardando a volta do crescimento do país.

O que salvou o setor de petróleo durante a pandemia do coronavírus foram as refinarias, sendo um contrassenso a venda delas. Deyvid Bacelar alerta que a privatização da Petrobras pode causar um desabastecimento dos derivados no país. 

Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), se houver vendas das refinarias poderá faltar gás de cozinha em algumas regiões do país, e a PUC – RJ chama atenção da possibilidade de serem constituídos monopólios regionais, a partir da compra por empresas privadas.

O grande objetivo da venda das refinarias é pagar a fatura do golpe iniciado em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff, já que petrolíferas apoiaram a queda da presidenta, injetando recursos a parlamentares, além do patrocínio da campanha em 2018. 

Parte da dívida já foi paga com a aprovação da Medida Provisória que dá isenção fiscal de R$1 trilhão nos próximos 20 anos as empresas petrolíferas, além de desmoronar o marco regulatório do Pré-Sal brasileiro, tirando a Petrobras como única controladora.

A venda também serve as grandes petrolíferas internacionais, que não fazem mais guerra, mas querem se aproveitar do potencial petrolífero brasileiro, além de ser o 6º maior mercado de derivados do petróleo do mundo. Não faz sentido privatizar nem subutilizar refinarias, nem nenhuma estatal do Brasil, já que todas as empresas públicas poderiam contribuir com o Fundo Social Soberano Brasileiro, capaz de levar ao país a um futuro justo e sustentável para todos. 

Reveja a live: https://www.instagram.com/tv/CIgy1PcldhV/?utm_source=ig_web_copy_link

[Do Sindicato dos Bancários da Bahia | Foto: divulgação]

 

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A categoria petroleira está mobilizando voluntários para somar nos trabalhos de preparação de comida, colheita e entrega de alimentos, entre outras atividades. Para participar, basta escrever uma mensagem via WhatsApp com o nome do coletivo “Ação Petroleira” para o número 041 98854-0956 ou pelo link https://chat.whatsapp.com/EegkinoPRqE0tPTNeZW6gl 

Os dirigentes do Sindipetro PR e SC idealizaram o grupo “Ação Petroleira” com o objetivo de fazer boas ações. Neste mês de dezembro, período em que a solidariedade está estampada em todos os lugares, nada melhor que colocar o “espírito natalino” em prática. Portanto, venha somar, doar empatia e formar uma rede de voluntários que coloca a mão na massa e faz a diferença ao ajudar o próximo. 

Lembre-se, a crise econômica no Brasil atinge em cheio famílias mais pobres e a categoria petroleira pode fazer mais. Hoje são aproximadamente 14 milhões de desempregados no país, além disso, passamos pela pior crise sanitária da história e que já fez mais de 170 mil vítimas em território nacional. 

Em todas as ações de solidariedade os cuidados e orientações relativos à Covid19 estão sendo seguidos. A entidade busca expandir os trabalhos sociais e intensificar a campanha Solidariedade Petroleira, que continua recebendo doações. São centenas de itens que já beneficiaram famílias em situação de vulnerabilidade social. 

Serviço 

:: Coletivo Ação Petroleira

:: Para participar envie mensagem via WhatsApp para o número 041 98854-0956. 

:: Link no Whats: https://chat.whatsapp.com/EegkinoPRqE0tPTNeZW6gl 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Continuando a sequência de vídeos da campanha #PetrobrasFicanoCE, a equipe de produção do Nigéria Filmes e o Sindicato dos Petroleiros registram a importância das plataformas marítimas localizadas no município de Paracuru, a 90 km da capital cearense.

O vídeo conta com depoimentos de líder comunitário, ex-petroleiro, ambientalista, entre outros cearenses. 

ENTENDA

Em parceria com a Nigérias Filmes, o Sindicato dos Petroleiros do Ceará e Piauí lançará, ao longo das próximas semanas, curtas audiovisuais sobre a importância da Petrobrás para o estado e para o povo do Ceará. Serão vídeos distribuidos nas redes sociais que mostram a relação do nosso povo, do desenvolvimento e das vidas das pessoas com a Petrobrás.

Assista, curta, compartilhe e envie para outras pessoas.

Acesse o canal do Sindipetro no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCRQsVWjmuHAXbYwPz5tP5oA/featured

[Da imprensa do Sindipetro-CE/PI | Foto: divulgação]

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Lançado no dia 27 de novembro, vídeo publicitário divulgado pela Petrobras em seu canal do Youtube defende a privatização da empresa. Até a manhã desta sexta, 04/12, o vídeo já tinha 52 mil "descurtidas". Por conta da enxurrada de comentários desfavoráveis, a gestão da empresa mandou bloquear os comentários, mas “deslikes” continuam

[Do Brasil de Fato | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil]

A Petrobras divulgou, no último dia 27, um comercial em que defende a privatização de parte de seus ativos. Na plataforma Youtube, até a manhã desta sexta (04), mais de 52 mil espectadores informaram que "não gostaram" do vídeo, enquanto 6,3 mil aprovaram (veja abaixo).

"Construímos tudo isso juntos, com muito trabalho e suor. Mas a Petrobras precisa seguir outro caminho", diz a propaganda. Em seguida, o comercial informa que a estatal pretende concentrar seus ativos na exploração e produção do petróleo em águas profundas, e que venderá "algumas operações" no Brasil e no exterior.

Dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) mostram que, ao focar na exploração e produção, a empresa abre mão de sua operação mais lucrativa: o refino. Cada R$ 1 bilhão investido em exploração e produção gera R$ 1,28 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) e 26.319 ocupações. Cada R$ 1 bilhão investido em refino implica na geração de R$ 1,27 bilhão no PIB e 32.348 ocupações.

Desde 2018, o governo já se desfez indiretamente de 16,2% das ações ordinárias (com direito à voto) da Petrobras – a Caixa vendeu R$ 9,6 bilhões e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) R$ 22 bilhões. Com isso, o Estado passou a deter apenas 50,2% da petroleira, o limite para manter seu poder de decisão.

Somente durante a pandemia, o atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, colocou 382 ativos à venda, segundo o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP). 

 

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.