Foram aprovadas na Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal as convocações do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco e do Ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite, para prestarem esclarecimento, no dia 8/10, sobre o fechamento da Petrobras na Bahia e o desmonte da estatal no Nordeste (NE).

O requerimento da convocação foi feito pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP) e será mais um passo na luta da FUP, do Sindipetro Bahia e demais Sindipetros do NE, que têm feito articulações no sentido de garantir a permanência da estatal na região.

Coincidentemente nesse mesmo dia acontece em Brasília o Fórum dos Governadores do Nordeste. A FUP e seus sindicatos filiados estão se movimentando para aproveitar esse dia para realizar reuniões políticas e sensibilizar deputados e senadores para a importância da permanência da Petrobrás no Nordeste.

Também nesse dia acontece a reunião dos governadores do NE com a Bancada do Nordeste na Câmara e Senado (ParlaNordeste). Nessa reunião, haverá uma apresentação abordando a saída da Petrobrás do NE (Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras/FUP/INEEP).
A agenda está cheia e a FUP, o Sindipetro Bahia e demais Sindipetros da região NE farão tudo o que puderem para que a categoria petroleira e o Nordeste saiam vitoriosos dessa luta .

Agenda em Brasília, no dia 8/10

• Convocação do Presidente da Petrobrás, Castello Branco, para prestar esclarecimentos na Câmara Federal

• Convocação do Ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite pela Câmara Federal

• Fórum dos governadores do NE

• Reunião dos Governadores do NE com o Ministro de MME e Presidente da Petrobrás

• Reunião dos Governadores do NE com a Bancada do Nordeste na Câmara e Senado (ParlaNordeste). Nessa reunião, haverá uma apresentação sobre a saída da Petrobrás do Nordeste (Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras/FUP/INEEP);

O que já foi feito, recentemente

• Participação na reunião do Fórum dos Governadores do NE
• Assembleia com os trabalhadores do Torre Pituba
• Ato Público na ALBA
• Reunião com o prefeito ACM Neto
• Criação de Frente Parlamentar na Assembleia Legislativa do estado
• Criação de Frente Parlamentar na Câmara Municipal de Salvador

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

O auditório da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA)  ficou pequeno para abrigar o grande número de pessoas que compareceram ao Ato em Defesa da Petrobrás na Bahia, na manhã dessa segunda-feira (23). Foram cerca de 1.500 pessoas entre petroleiros, prefeitos, deputados, vereadores, senador, representantes de movimentos sociais e moradores de cidades, cuja economia depende dos investimentos da Petrobrás.

A maior parte das pessoas teve de ficar do lado de fora, pois não havia espaço para todos, o que acabou gerando a realização de dois atos: um no auditório e outro na porta da ALBA. 

O coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, entregou uma carta ao presidente da ALBA, Nelson Leal, solicitando o apoio da Assembleia e de todos os seus deputados na luta em defesa da permanência  da Petrobrás na Bahia.

O objetivo do Sindipetro é buscar ações concretas e rápidas para impedir o desmonte da estatal no estado, explicou o coordenador.

Em sua fala, o ex-diretor de produção e exploração da Petrobras, um dos responsáveis pela descoberta do pré-sal, Guilherme Estrella, foi enfático: “retirar a Petrobras da Bahia é um crime contra a história do Brasil. A Bahia é simbólica, nessa terra estão as raízes da Companhia. A Petrobras foi fundada por causa do petróleo baiano”.  Estrella afirmou ainda que a Bahia também é muito importante no tocante ao aprendizado, pois foi “a partir do que aprendemos nos campos terrestres baianos que  conseguimos desenvolver a tecnologia  em  águas profundas e ultra profundas na Bacia de Santos”.

Para o Senador Jaques Wagner “nós baianos, nós nordestinos que fomos os responsáveis pela primeira refinaria que acabou de completar 69 anos – a RLAM-  (que foi criada antes da existência formal da Petrobras), nós temos uma dupla responsabilidade: não  é só defender os empregos, as famílias e a unidade familiar, que está sendo destroçada, nós temos de defender a chance do Brasil ser um país soberano, altaneiro e com a sua gente efetivamente próspera e feliz”.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, foi bastante objetivo: “estamos diante de uma disputa que não tem mais espaço para dúvidas. Ou se está do lado da permanência da Petrobrás na Bahia ou se está contra a empresa no estado”.

Participaram do ato, os deputados Fabíola Mansur, Fátima Nunes, Hilton Coelho, Jacó, Maria Del Carmen, Nelson Leal, Neusa Cadore, Niltinho, Olívia Santana, Osni Cardoso, Robinson Almeida e Rosemberg Pinto.

Também estiveram presentes os deputados federais, Nelson Pelegrino, Joseildo Ramos e Lídice da Mata.

Além do ex-presidente da Petrobras, o economista José Sérgio Gabriellli, o pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP), William Nozaki e o Chefe de Gabinete da Serin, Jonival Lucas, representando o governo do estado.

Os prefeitos das cidades de Catu, Alagoinhas, Entre Rios, Cardeal da Silva e Araças também participaram do ato. Assim como vereadores, moradores e petroleiros das cidades de Alagoinhas, Catu, Cardeal da Silva Araças, Madre de Deus,  Cardeal da Silva, Entre Rios, Esplanada, Pojuca, e São Sebastião do Passé.

Resoluções

Conheça algumas das resoluções tiradas ao final do ato:

O presidente da ALBA, Deputado Nelson Leal, anunciou a articulação para a criação de uma Frente Parlamentar das Assembleias Legislativas em todo o Nordeste  em Defesa da Petrobras.

O deputado federal Nelson Pelegrino, fez as seguintes sugestões, que serão colocadas em prática:

– Criação de uma Comissão composta pela Bancada Federal baiana, Alba, Governo do Estado e Centrais Sindicais.

–  Ida da Comissão em  todos os gabinetes dos deputados estaduais e federais e senadores  para expor as resoluções desse ato

– Audiência com o governador Rui Costa e com todos os prefeitos

O deputado informou ainda que já está sendo solicitada  reunião com o presidente da Petrobras para discutir as consequências desse desmonte para o Nordeste. 

No final do ato, os petroleiros saíram em caminhada em direção ao prédio do Tribunal de Justiça (TRF1) para protestar e cobrar uma solução para o problema da cobrança do equacionamento.

[Via Sindipetro Bahia]

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Eduardo Pinto, pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), conversaram com o Brasil de Fato Pernambuco sobre os impactos, para a população brasileira, das ameaças de privatização da Petrobras pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e a importância da estatal para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Brasil, em especial para o Nordeste. O Ineep foi criado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em 2018 com o objetivo de fomentar pesquisas acadêmicas e fornecer assessoria para os assuntos relacionados à agenda do setor de petróleo, gás e biocombustíveis no Brasil e no Mundo.   

Brasil de Fato: O que você destacaria como grandes avanços de investimento da Petrobras no Nordeste na última década? Diante do atual cenário político, o que a Petrobras está pensando para esses ativos feitos no Nordeste? 

Eduardo Pinto: A partir de 2003, até 2015, a Petrobras adotou como política a ampliação dos investimentos no Nordeste. Na área de refino, foi construída a refinaria Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco, reformada a refinaria Landulpho Alves, na Bahia. Além de tudo, se ativou a indústria de fertilizantes e a de biocombustíveis. O investimento foi fortemente ampliado. A Petrobras gastou recursos para construir essas atividades e isso gerou um impacto enorme na geração de emprego formal e de renda. Ou seja, o trabalhador que estava no corte de cana, virou metalúrgico na construção da refinaria instalada em Pernambuco. Mudou a estrutura econômica e social. Então, houve enorme efeito local e regional. A partir de 2015, no caso do Nordeste, a estratégia é vender todos os ativos da Petrobras, o que implica em redução de emprego, redução de renda e redução de qualquer possibilidade de política de desenvolvimento regional. Então, é um cenário muito negativo, em que a população vai ter uma piora na questão do emprego e da renda e se tem vendido uma mentira de que essa privatização vai reduzir o preço do gás de cozinha, da gasolina e do diesel.  

Você vê algum motivo para que se priorize uma região do país, enquanto a outra é colocada inteiramente para o capital privado? 

O argumento que a Petrobras usa é de que vão focar no pré-sal. Então, esses outros ativos seriam menos rentáveis. Eles dão dinheiro, mas menos do que investir no pré-sal. Isso é uma meia-verdade. Os investimentos no Nordeste permitem que determinadas atividades gerem lucro e riqueza para as refinarias quando o preço do petróleo cai. Quando o preço do petróleo internacional cai, a Petrobras não ganha tanto dinheiro vendendo petróleo para fora, ganha refinando o petróleo, distribuindo por suas distribuidoras. Então, você vende as refinarias, vende as distribuidoras, que são fontes, é dinheiro na boca do caixa. Quem ganha com isso é o acionista minoritário da Petrobras, porque isso gera dinheiro em caixa em curto prazo para a Petrobras, mas perde de receita no futuro. Então, entra dinheiro com a venda do ativo, aumenta o preço das ações, quem tinha ação ganha dinheiro, mas quem perde é a sociedade brasileira, que é a verdadeira dona da empresa. É no Nordeste que nasce a lógica de desenvolvimento nacional e, nesse momento, a Petrobras está se colocando de costas para a região. 

Com essa possibilidade de privatização, para além do aumento dos preços, que impactos isso traria para a população nordestina? 

 Um impacto marcante e que afeta fortemente a população, é uma piora nas condições do mercado de trabalho. Você tende a reduzir o emprego formal, cair os salários e aumentar o desemprego. Porque, quando privatiza, o empresário compra um ativo que já existe, ele não vai investir mais. Ele, primeiro, vai querer recuperar todo o dinheiro que colocou na compra, para só depois investir. Ele vai diminuir funcionário, para ter mais lucro. Outra coisa importante, é que, como a Petrobras sai, deixa de atuar no apoio a eventos culturais, deixa de atuar junto às universidades em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e regional. Na questão local, também reduz fortemente o impacto para pequenos e médios produtores rurais, com a saída das fábricas de biocombustível e biodiesel.  

O que está ao alcance da população diante desse cenário de retrocesso? 

Acho que parte da população ainda está meio letárgica e acha que ainda pode melhorar alguma coisa. No caso específico da Petrobras, a bandeira de mobilização é: queremos um preço justo para o gás de cozinha. A sociedade brasileira exige isso. A partir disso, entender, de forma mais geral, como a Petrobras é importante para o Nordeste e o Brasil para um projeto de desenvolvimento que inclua a população, para gerar crescimento econômico, emprego, para trabalhadores e fornecedores. No polo de Suape, por exemplo, todos os fornecedores de alimentos, serviços e transporte ganham com essa atividade operando.

[Via Brasil de Fato]

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Quais os impactos para a economia do estado da Bahia e seus municípios com a saída da Petrobrás da região?

Como absorver milhares de desempregados, trabalhadores próprios e terceirizados? 

Qual a consequência para a economia da Bahia da perda de outros milhares de trabalhadores do Sistema Petrobrás que serão transferidos para outros estados? 

A direção do Sindipetro Bahia, trabalhadores, comerciantes, empresários, prefeitos e parlamentares do estado não querem só respostas para estas perguntas. Eles querem ações objetivas para manter a Petrobrás na Bahia.

Organizados em torno do assunto, eles participam na segunda-feira, 23, do Ato Público em Defesa da Petrobrás na Bahia, que será realizado pela manhã na Assembleia Legislativa (ALBA), no Auditório Jorge Calmon.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, o ex-diretor de exploração e produção da Petrobrás, Guilherme Estrella, o pesquisador do Ineep, William Nozaki, são alguns dos convidados que já confirmaram presença no evento. 

A Petrobrás emprega atualmente cerca de 4 mil trabalhadores efetivos (concursados) e 13 mil terceirizados na Bahia.

A estatal já anunciou a venda de diversas unidades no estado, como a Rlam, Transpetro, Biodiesel, alguns campos terrestres, localizados na UO-BA, termoelétricas e ainda o fechamento da Fafen Bahia e, recentemente, a desocupação do Edifício Torre Pituba, transferindo parte dos 1.500 trabalhadores próprios para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo e rescindindo os contratos das empresas prestadoras de serviços, o que deve levar à demissão dos cerca de 2 mil trabalhadores terceirizados.

“Não se trata apenas dos empregos dos petroleiros, mas da economia do estado. Nos anos de 2012 e 2013, a Petrobras já chegou a investir na Bahia cerca de R$ 1 bilhão de reais por ano, gerando emprego e renda. Infelizmente, agora, o que vemos é o desinvestimento, e a  estatal começar a colocar em prática a sua sinalização de retirar seus negócios do Norte e Nordeste, começando no lugar onde o petróleo foi descoberto no Brasil e a Petrobrás nasceu; o estado da Bahia”, lamenta o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, para quem “existe possibilidade, sim de mudar ou amenizar esse quadro. Essa é nossa proposta e buscamos apoio daqueles que têm esse mesmo sentimento”.

A Bahia é o único estado do Brasil, onde a Petrobras desenvolve todas as suas atividades econômicas: refino (Rlam), logística (Transpetro), produção de fertilizantes, ureia e amônia (FAFEN), Biodiesel (PBIO), energia elétrica (Termoelétricas), produção de petróleo e gás (Campos Terrestres) e administração dos ativos (EDIBA/Torre Pituba).

Para o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, a decisão da atual gestão da Petrobrás, não é econômica e nem técnica, mas politica. As unidades da Petrobrás no estado continuam gerando lucros. A UO-BA (Unidade Operacional da Bahia), por exemplo, é um negócio de 3,5 bilhões de reais por ano. Essa Unidade para a Petrobrás é pequena, mas para a Bahia é grande, gera aqui cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos (trabalhadores terceirizados e próprios), somando isso à FAFEN, RLAM, Transpetro, Termoelétricas, Campos Terrestres, Petrobrás Biodiesel e outras unidades da empresa, é possível perceber que a Petrobrás tem um tamanho colossal para o estado. Tirar esse negócio da Bahia, vender e paralisar as unidades é assustador”.

 "Na nossa visão, o estado da Bahia vai pagar por isso. Os empregos diretos e indiretos, as cidades onde têm contratos terceirizados, o impacto nos municípios da Bahia. A gente não sabe quantificar, mas no médio e longo prazo vai trazer um forte impacto”, pontua Radiovald

O Diretor da FUP, Deyvid Bacelar, lembra que desde o governo Temer o Sindipetro Bahia vem denunciando a intenção da Petrobrás de encerrar suas atividades na Bahia. “Essa luta, pela permanência da estatal no estado, é antiga para nós que já realizamos diversas mobilizações, greves e audiências públicas, alertando, inclusive aos prefeitos dos municípios, o que poderia acontecer. Infelizmente, o alerta virou realidade. O lado positivo é que podemos contar com os parlamentares de esquerda, que sempre estiveram ao nosso lado em defesa da Petrobrás. Mas queremos mais, devido à sua importância, entendemos que essa é uma luta suprapartidária. Então, aqueles que realmente pensam no interesse da Bahia são bem vindos”.

[Com informações do Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.