As práticas antissindicais e tentativas de intimidação crescem no Sistema Petrobrás, principalmente nas bases onde os trabalhadores resistem à privatização. Na Refap, a gestão quer impedir os trabalhadores de usarem a máscara da campanha Petrobrás Fica no RS, distribuída pelo sindicato

[Da imprensa do Sindipetro-RS] 

O Sindipetro-RS tem recebido diversos relatos de trabalhadores que se sentiram intimidados pelos gestores, para não usarem as máscaras do Sindicato com a campanha “Petrobrás Fica no RS”, com ameaças inclusive de sanções caso usassem o equipamento. Esta atitude gerou indignação e foi vista como uma clara censura às liberdades individuais.

Para o Sindicato esta é uma prática ilegal e inaceitável. A campanha é contra a saída da Petrobrás do RS e tem como objetivo alertar a sociedade quanto aos prejuízos para o Estado, os trabalhadores e a população com a venda da Refap, seus terminais e UTE.

A diretora do SINDIPETRO-RS, Miriam Cabreira, lembra que o Código de Ética, usado pelos gestores como argumento para ameaçar os trabalhadores, não pode se sobrepor a legislação e a própria Constituição Federal. “Foi uma tentativa de censurar e de fazer com que os trabalhadores não possam expressar seus sentimentos. É mais um elemento de tensionamento, num momento difícil de parada de manutenção, de pandemia, no qual o uso de máscaras é essencial para proteger os trabalhadores e, além disso, apesar de a empresa querer fazer vistas grossa, é sim um momento de privatização”, destacou a sindicalista.

UMA PRÁTICA QUE CRESCE

A questão da censura é um tema que vem crescendo não só dentro da Petrobrás, mas também em outras empresas, em outras esferas, e até mesmo em relação a imprensa.

Em junho deste ano, os petroleiros do Norte Fluminense, também foram vítimas de censura. A empresa processou o Sindicato pela distribuição de máscaras de prevenção com o slogan “Privatizar faz mal ao Brasil”. A empresa alegou que o  sindicato utilizou a logo da empresa com as inscrições,  com o objetivo de enganar “o conhecido homem médio”, fazendo-o acreditar que se tratava de máscaras da própria Petrobrás, o que não aconteceu.

O juízo da Vara Cível da Comarca de Macaé concedeu à Petrobrás uma “tutela provisória de urgência”, determinando que o Sindipetro-NF “se abstenha  distribuir máscara de proteção com a referida marca, produzida por si ou terceiros”. No caso do Norte Fluminense, o Departamento Jurídico está atuando na defesa da entidade contra o que está sendo considerado por aquele Sindicato de ato antissindical da gestão da empresa.

A logo da campanha “Privatizar Faz Mal ao Brasil”, que a Petrobrás quer fazer a Justiça acreditar que foi concebida para enganar trabalhadores durante o uso de máscaras de prevenção à Covid-19, foi criada, segundo o livro “SINDIPETRO-RS 50 Anos - Resgatando o passado, fortalecendo o presente e projetando o futuro”, no final do ano 2000, em campanha contra a venda de 30% da Refap para a petroleira hispano-argentina REPSOL-YPF. A aceitação foi tão grande que a marca passou a estampar campanhas contra privatizações por todo o País. No RS foi amplamente usada ao longo do tempo  em feiras, no Fórum Social Mundial e em outras oportunidades até os dias de hoje. A campanha “Privatizar Faz Mal ao Brasil”, com as cores verde e amarela, ganhou as ruas e se tornou uma marca nacional contra as privatizações.

NÃO VAMOS ACEITAR MORDAÇA

Os dois anos do governo Bolsonaro ganharam notoriedade por diversos retrocessos, mas chama a atenção a censura em relação aos direitos individuais de minorias, da imprensa e das ações dos trabalhadores de estatais e dos órgãos públicos.

Em julho, foi denunciado na imprensa que o Ministério da Justiça vinha vigiando servidores federais e estaduais críticos do Governo Jair Bolsonaro, inclusive com a produção de dossiês com fotografias e endereços nas redes sociais dos monitorados, que foram repassados para a Polícia Federal, Centro de Inteligência do Exército, Polícia Rodoviária Federal, Casa Civil da Presidência da República, Abin e Força Nacional, além de centros de inteligência.

Também a ONG Repórteres sem Fronteiras vem denunciando que o governo Bolsonaro opera uma série de mecanismos de censura indireta", que dificultam o livre exercício do jornalismo no Brasil. "Fora as agressões, estão a desinformação e as restrições no fluxo de dados oficiais, com o objetivo de controlar o debate público; e a própria politização de órgãos oficiais de comunicação".  Jornalistas estão sendo bloqueados na redes sociais por agentes do Estado e o governo editou 13 medidas para reduzir o acesso à informação no País. Censura que ficou mais evidente ainda em relação aos dados da pandemia.

Os tempos da censura já passaram. Hoje, os trabalhadores lutam por mais democracia, por respeito às diferenças e pelo livre direito de manifestação e de pensamento, garantidos constitucionalmente. Ir contra isso, é estar na contramão da história. “Esperamos que os gestores tenham um mínimo de consciência e não continuem tentando inibir o direito de expressão individual dos trabalhadores. Já tomamos as providências para acabar com este tipo de atitude. Não vamos aceitar mordaça”, finalizou Miriam.

Publicado em Sistema Petrobrás

O feirão de ativos da Petrobrás foi intensificado pelo governo Bolsonaro durante a pandemia e agora ganha um toque de Black Friday, com o anúncio do "teaser" de venda do maior campo de petróleo terrestre do país. O Campo de Carmópolis, em Sergipe, com reserva estimada em 1,7 bilhão de barris de petróleo, está sendo ofertado em um pacote que inclui mais 11 concessões no estado e toda a estrutura de produção e de logística da Petrobrás na região. São cerca de 3.000 poços em operação, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás, mais de 350 quilômetros de gasodutos e oleodutos, o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), uma UPGN e uma estação de processamento de óleo, além das bases administrativas de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo.

A Petrobrás tem 100% de participação em todos os ativos, cuja produção atual gira em torno de 10 mil barris de óleo por dia e de 73 mil metros cúbicos diários de gás. O campo de Carmópolis, além de ser a maior reserva terrestre do país, é também o mais antigo campo de petróleo da empresa - foi descoberto em agosto de 1963 e chegou a ser considerado na época um dos maiores da América Latina.

No último dia 15, a Petrobrás já havia comunicado ao mercado o início da fase vinculante para venda dos ativos do Polo de Alagoas, que incluem seis concessões terrestres e uma de águas rasas, duas estações de tratamento (Furado e Pilar), 230 Km de gasodutos e oleodutos, a base operacional de Pilar e a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, com capacidade de produzir 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Ao colocar à venda os ativos da Bacia Sergipe-Alagoas, a gestão Castello Branco acelera a saída da empresa do Nordeste, impactando profundamente a economia e os empregos da região, como a FUP e seus sindicatos vêm denunciando. O Sistema Petrobrás está sendo desmontado em todo o país, sob a lógica da atual gestão de reduzir a empresa à produção e exportação do pré-sal, concentrando as atividades no eixo Rio-São Paulo.

Mais do que nunca, é fundamental intensificar a campanha Petrobras Fica em todo o Brasil, mobilizando a população e os diversos setores da sociedade para que se somem à luta contra as privatizações e em defesa da soberania nacional.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Já está na rede a página da campanha petrobrasficanoamazonas.com.br  lançado pelo Sindipetro-AM, com o objetivo de manter um canal de comunicação exclusivo com notícias, dados, documentos e atualizações sobre a luta contra a privatização da Petrobrás.

No site, é possível encontrar dados sobre a REMAN (Refinaria de Manaus) e o Polo de Urucu, que estão na lista das privatizações e desinvestimentos anunciados pela gestão da Petrobrás. Na página da campanha também estão relacionadas as demais atividades da estatal no Amazonas, assim como o link de acesso para a assinatura da petição contra a saída da Petrobrás do estado. Segundo o Sindipetro, a "petição foi criada para ser mais um meio para pressionar autoridades, chamar a atenção da população sobre os impactos da privatização e apoiar a luta dos petroleiros e petroleiras".

O sindicato ressalta que o site petrobrasficanoamazonas.com.br terá notícias atualizadas sobre os processos de privatização e irá servir como complemento do site oficial do Sindipetro (sindipetroam.org.br), que continuará ativo, com informes sobre a luta da categoria.

Baixe aqui o informativo da campanha 

[FUP, com informações do Sindipetro AM]
Publicado em Sistema Petrobrás

No dia em que a Petrobras completa 67 anos, ex-presidente Lula lembra das conquistas da empresa. “Ela simboliza o que nós queremos defender no Brasil”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um chamado ao povo brasileiro a defender a Petrobras em sua participação, neste sábado (3), em sua participação no Ato Virtual Pela Soberania Nacional, organizado pelo Comitê de Luta Contra as Privatizações.

Lula relembrou a trajetória da Petrobras, que hoje completa 67 anos de sua fundação, e algumas das conquistas já alcançadas pela maior empresa pública do país. Destacou também a importância da empresa para a autonomia energética do país e para prover recursos que garanta os direitos básicos à população. “A Petrobras é um símbolo do que nós queremos defender no Brasil, que é a soberania nacional”, afirmou o ex-presidente no vídeo. “Soberania significa o Estado brasileiro assumir a responsabilidade pelo bem estar de 210 milhões de brasileiros, sejam eles da origem social que forem”, acrescentou.

O ex-presidente lembrou que a Petrobras tem reconhecimento mundial na prospecção de petróleo em águas profundas e hoje, com tecnologia própria, consegue extrair petróleo de uma profundidade de 7 mil metros. “Quando a gente anunciou o pré-sal, os adversários diziam que a gente não ia conseguir prospectar o petróleo porque era muito caro. E hoje o petróleo do pré-sal é colocado em terra a quase que o mesmo preço da Arábia Saudita. Não é possível que o Brasil tenha dirigentes que não gostam deste país. E quem não gosta do país, vende a alma ao diabo. E é isso que eles estão fazendo agora”, finalizou Lula. 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em alusão aos 67 anos da Petrobrás comemorado no dia 3 de outubro e aos 59 anos de luta do Sindipetro-AM comemorado no dia 1 de outubro, será realizado neste sábado (3), às 9h na Praça da Matriz, Centro Histórico de Manaus o ato público em defesa da Petrobrás e contra a saída da empresa do Amazonas.  

Durante o ato será realizado ações de panfletagem e com uso de faixas com frases contra a privatização com o objetivo aumentar o diálogo com a população e explicar as principais atividades da Petrobrás e os impactos negativos que a venda da Refinaria Isaac Sabbá - REMAN e do Polo de Urucu podem acarretar para o Estado. 

O ato público faz parte da programação nacional em defesa da Petrobrás que será realizado virtualmente e de forma virtual. No Amazonas, o ato será presencial e é indispensável o uso de máscara, álcool em gel e manter distanciamento social seguro.

Ato Virtual Pela Soberania Nacional às 14h (Horário Manaus)

Seguindo a programação nacional, o Ato Virtual "Pela soberania nacional, em defesa do povo brasileiro", ocorre no sábado (3) às 14h, horário de Manaus, em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais da Rede TVT (@redetvt). O ato irá debater sobre emprego, aumento dos preços dos alimentos, a luta contra as privatizações, e a defesa da educação pública e da Amazônia, com participação de autoridades políticas, lideranças de movimento sociais sindicais e de artistas. Para participar, utilize a tags #BrasilSoberanoPaísDeTodos e #PetrobrásFica nas redes sociais durante a transmissão. 

Petrobrás 67 anos 

A partir de lutas populares como a campanha "O Petróleo é nosso", a Petrobrás foi inaugurada em 3 de outubro de 1953 com o objetivo que o Brasil fosse uma nação desenvolvida e não dependesse do mercado estrangeiro. Desde então, a Petrobrás é uma das maiores empresas do Brasil com muitas conquistas no setor petroquímico mundial, tais como o maior parque de refino da América Latina e o Pré-Sal. Todas essas conquistas, tornou também a Petrobrás alvo de disputas e muitos interesses.

Atualmente, a Petrobrás é alvo de um desmonte jamais visto ao longo dos 67 anos da empresa. Alvo de um governo entreguista que anunciou a venda de oito refinarias, entre elas a Refinaria de Manaus - REMAN que teve a venda anunciada em setembro de 2019. Nesta quinta-feira (1), o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, por seis a quatro votos, que a Petrobrás realize a venda das refinarias sem autorização do Congresso. 

Petrobrás no Amazonas - REMAN e Polo de Urucu: energia que vem da Floresta 

A Petrobrás está presente no Amazonas com dois ativos: a Refinaria Isaac Sabbá- REMAN e o Polo de Urucu. 

A REMAN, localizada em Manaus às margens do Rio Negro, foi fundada em 1957 e era denominada como Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam). Em maio de 1974, a refinaria foi incorporada ao Sistema Petrobrás como Refinaria de Manaus - REMAN e em 1996 foi rebatizada pela Petrobrás como Refinaria Isaac Sabbá - REMAN, em homenagem ao seu fundador. 

Em condições técnicas, a REMAN tem capacidade de processamento de 46 mil barris/dia é interligada a três portos de recebimento e entrega de derivados geridos pela Transpetro. É a única da região Norte e é responsável por também abastecer o mercado do Pará, Amapá, Rondônia, Acre e Roraima. Atualmente, a REMAN é alvo do desmonte e desinvestimento da Petrobrás e teve a venda anunciada em setembro de 2019. 

Após o anúncio da venda da REMAN, o Amazonas tem o risco de perder uma das maiores contribuições fiscais para o Estado, aumentar a taxa de desemprego e sofrer impactos negativos nas áreas sociais, econômicas e ambientais para a Floresta Amazônica, que apresenta um dos maiores índices de desmatamento, mortes de etnias indígenas por Covid-19 e confrontos com garimpeiros ilegais em terras indígenas. 

O Amazonas é um território estratégico na Amazônia, um dos maiores estados em território e onde possui a segunda maior reserva terrestre de Gás Natural do Brasil, uma fonte de energia limpa, alvo de grandes cobiças e disputas devido a alta lucratividade. E neste cenário, a Petrobrás realizou a construção do Gasoduto Coari-Manaus. 

O gasoduto Urucu-Coari-Manaus teve início das atividades em 2009 e durante sua construção foi considerado um dos maiores marcos para o desenvolvimento econômico do Amazonas depois da Zona Franca de Manaus. O Gasoduto Coari-Manaus transporta cerca de 5,5 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural. O gasoduto liga o Pólo de Arara, em Urucu até a REMAN, em Manaus, em uma distância de 664 km e mais 140km em nove ramais para Coari por meio de tubos construídos para fornecer energia elétrica para as cidades ribeirinhas próximas, pois o amazonense já pagava uma das maiores taxas de energia elétrica do país, um setor já privatizado no Estado. 

O Polo de Urucu, de onde parte o gás natural compreende sete concessões de produção de petróleo: Araracanga, Arara Azul, Carapanaúba, Cupiúba, Leste do Urucu, Rio Urucu e Sudoeste de Urucu, localizados nos municípios de Tefé (distante a 522.03 km de Manaus) e Coari (distante 433 km de Manaus) na Bacia do Solimões no Amazonas. 

Há 33 anos o gasoduto gera uma receita adicional de royalties para os cofres estaduais e opera no meio da floresta Amazônica com responsabilidade ambiental, gerando inclusão para municípios do Amazonas. 

O gasoduto tem capacidade de beneficiar cerca de 1,9 milhão de pessoas com uma fonte de energia limpa, oferecendo gás veicular (GNV), gás de cozinha, gás comercial para climatização de ambientes, aquecimento de água e cozimento capaz de abranger restaurantes, shoppings, escolas e aeroportps, e também a geração de energia elétrica.

Sindipetro-AM 59 anos 

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) completa mais um ano de luta em defesa da categoria petroleira do Amazonas no dia 1 de outubro. São 59 anos de atividades e movimentos que marcaram a história dos petroleiros e petroleiras do Amazonas, tais como: a memorável greve de 1995 e a greve dos vinte dias, que ocorreu em 2020.  

Além das greves que abriram caminhos para conquistas de direitos coletivos da categoria no âmbito nacional, o Sindipetro-AM relembra também ações coletivas e individuais locais para garantir os direitos trabalhistas dos petroleiros e petroleiras, que por gerações tem atuado firme nas lutas, principalmente contra o desmonte da Petrobrás.  

O Sindipetro-AM defende o modelo de uma Petrobrás para o povo, com responsabilidade social e ambiental com grandes investimentos em pesquisas e atividades que beneficiem a população. 

[Da imprensa do Sindipetro-AM] 

Publicado em SINDIPETRO-AM

Em meio ao maior desmonte de sua história, a Petrobrás completou 67 anos neste sábado, 3 de outubro, com um passado de histórias brilhantes e o futuro comprometido. O aniversário da empresa mais estratégica da América Latina é motivo de orgulho para os seus trabalhadores e para o povo brasileiro, mas, acima de tudo, é uma data de resistência. Por isso, em vez de celebração, o dia foi marcado por protestos contra o avançado processo de desintegração do Sistema Petrobrás e sua privatização “aos pedaços”.

Situação que irá piorar com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu ao governo Bolsonaro fatiar a estatal para vender refinarias, dutos, terminais e demais ativos, sem autorização legislativa.

“Desde o início deste governo, a atual gestão da Petrobrás tem tomado decisões para supostamente beneficiar seus acionistas, mas que estão esquartejando o patrimônio da empresa e suas possibilidades futuras de ter mais lucro. A Petrobrás, que é uma empresa brasileira, que opera, investe e emprega de norte a sul do país, está virando uma companhia que opera só no Rio de Janeiro e São Paulo, situação que vai piorar com a venda das refinarias. O que vai sobrar da gigante Petrobrás?”, ressalta Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, que participou do ato virtual Pela soberania nacional, em defesa do povo brasileiro.  

A atividade fez parte de uma grande mobilização contra as privatizações, realizada ao longo de todo o dia por uma frente nacional composta por mais de 50 entidades que integram a Plataforma Operária e Camponesa da Água e da Energia, o Comitê de Lutas Contra as Privatizações e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos convidados do ato virtual e afirmou que a defesa da Petrobrás simboliza a defesa de todo o patrimônio do povo brasileiro, das estatais aos recursos naturais. Ele também fez um grave alerta: a soberania nacional continuará ameaçada enquanto o governo Bolsonaro continuar “lambendo as botas do governo americano”. 

“Quando você tem um Brasil que coloca um general nosso pra ser subordinado a um general americano no comando da Quarta Frota, que é a frota americana pra tomar conta do Oceano Atlântico e para vigiar o nosso petróleo, quando você tem um presidente da República que vive todo santo dia lambendo as botas do governo americano mesmo quando o governo americano fala bobagem contra o Brasil, quando você tem um ministro da Educação, um ministro das Relações Exteriores que lambe as botas do presidente norte-americano, que é tão troglodita quanto o nosso, que é um cara violento, que não acredita na democracia nem respeita os direitos humanos, o que você pensa da nossa soberania? Ela está correndo risco”, afirmou.

Atos denunciam desmonte acelerado da Petrobrás

Ao longo de todo o dia, os sindicatos da FUP realizaram atos simbólicos em várias capitais do país em defesa da soberania nacional. No Rio de Janeiro, os Arcos da Lapa amanheceram com uma imensa faixa, convocando a população a defender a Petrobrás (veja fotos abaixo). Em frente à sede da estatal, na Aveneida Chile, um ato reuniu diversos trabalhadores do setor públicos e movimentos sociais, que reafirmaram o compromisso com a defesa do patrimônio do povo brasileiro, em um abraço simbólico do prédio.

Na Bahia, a manifestação foi pela manhã, no bairro de Lobato, em Salvador, no local onde foi descoberto o primeiro poço de petróleo do Brasil. Os petroleiros também realizaram um ato no município de Maragogipe, no Recôncavo baiano, cuja economia girava em torno das encomendas da Petrobrás ao Estaleiro Enseada Paraguaçu, que, após a Lava Jato, foi desativado. Hoje o município é o retrato da devastação da indústria de petróleo no Brasil.

Em Manaus, o aniversário da Petrobrás foi comemorado em tom de protesto em um ato realizado pelo Sindipetro-AM no centro histórico da cidade, com participação de várias categorias e entidades dos movimentos sociais. Os petroleiros também fizeram atos simbólicos em Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, entre outras cidades. 

Pobreza, desemprego e insegurança no rastro das privatizações

Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) com base em números divulgados pela própria Petrobrás mostra uma aceleração, desde o início de 2019, das ações de venda de ativos, redução de contratações – de trabalhadores próprios e terceirizados –e de investimentos. Essas ações fizeram a Petrobrás retroceder a indicadores anteriores à descoberta do pré-sal, em 2006. No caso dos trabalhadores, os números atuais são similares aos que a empresa detinha nos anos 1970/1980, quando descobriu a Bacia de Campos e começou a ampliar seu parque de refino.

Em 2005, antes do pré-sal, os investimentos totais da Petrobrás em valores nominais foram de US$ 10,6 bilhões. Para este ano, a projeção é de US$ 8,5 bilhões. Essa cifra menor poderia ser justificada pela pandemia de Covid-19, que mexeu com todo o mercado de petróleo e o consumo de combustíveis. Entretanto, em 2019 o investimento total da companhia foi de US$ 10,75 bilhões – ou seja, já nos níveis de 2005, sem pandemia.

A compra e venda de ativos faz parte da estratégia empresarial de qualquer empresa, e não é diferente com a Petrobrás. Entretanto, apenas de janeiro de 2019 a julho de 2020, a média mensal de teasers de vendas foi de 2,5. Entre junho de 2016 e dezembro de 2018 (ou seja, dois anos e meio), essa média foi de 1,4. Já entre janeiro de 2013 e maio de 2016 (três anos e meio, a média de teasers foi de 0,4 por mês.

Um dos últimos anúncios feito pela Petrobrás motivou uma ação popular com pedido de tutela de urgência na 1ª Vara da Justiça Federal de Campos dos Goytacazes (RJ) contra a Petrobrás e a União para impedir que a empresa venda os campos de Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos, e suas instalações. A ação foi ajuizada pelo Sindipetro-Norte Fluminense, representado por seu coordenador geral, Tezeu Bezerra, e alega que o ato da estatal “põe em risco o patrimônio público em razão de falta de análise de gestão de crise e de alienação da participação em setores altamente lucrativos”.

Albacora Leste abriga a P-50, plataforma que, em 2006, garantiu a autossuficiência brasileira em petróleo. Entretanto, mesmo com o campo ainda produzindo em média 30,7 mil barris por dia e com potencial já descoberto pela Petrobrás no pré-sal, a empresa colocou-o à venda.

Quanto aos empregos, entre dezembro de 2013 e dezembro de 2019 a Petrobrás reduziu seu número de trabalhadores próprios em 32,7%, o maior percentual de redução entre grandes petroleiras e ao contrário da francesa Total, que aumentou em 9,1% seu número de trabalhadores no mesmo período. A situação foi ainda pior entre os terceirizados: foram menos 273.150 trabalhadores entre o fim de 2013 e o fim do primeiro semestre de 2020.

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{FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O sábado será um tanto quanto agitado no estacionamento da Sede do Sindipetro Paraná e Santa Catarina. A partir das 09h00 e até às 14h00 haverá a primeira edição da Feira de Agroecologia, fruto de uma parceria do Sindicato com a rede Produtos da Terra PR para oferecer à categoria petroleira e comunidade local itens de alimentação orgânicos e com valores justos, cultivados por pequenos produtores rurais em áreas da reforma agrária. 

A iniciativa visa promover a cultura da alimentação saudável aliada à valorização da produção dos agricultores em assentamentos ou acampamentos e vai acontecer sempre aos sábados. 

Concomitante à Feira, haverá o ato do aniversário de 67 anos da Petrobrás, que serão completados neste dia 03 de outubro. Uma história construída por muitas gerações de lutadores petroleiros(as). O recente revés no Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu o aval para a gestão da estatal continuar com o processo de privatização de suas refinarias, é um desrespeito à essa trajetória, mas nem a categoria, tampouco as demais organizações da sociedade civil, vão observar esse desmonte parados. Haverá muita mobilização e luta na defesa do patrimônio público nacional.   

Para marcar o aniversário, uma atividade simbólica está programada para as 09h00, seguida de distribuição de bolo aos participantes. 

O Sindicato comunica que, por conta da pandemia, o todos os protocolos de segurança deverão ser respeitados, como o uso de máscara e o distanciamento. No local serão disponibilizados recipientes com álcool em gel. 

Conexão Campo-Cidade

Produtos da Terra PR é uma rede colaborativa gerida coletivamente pela CCA - Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná e pelo empreendimento Sinergia Alimentos Saudáveis. Também é um dos projetos abarcados pela Rede Mandala – Rede Paranaense Campo-Cidade de Economia Solidária e tem como objetivo fortalecer o vínculo campo-cidade, conectando quem produz cooperativamente com quem consome conscientemente.

[Via Sindipetro-PR/SC]

 

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Nesse sábado, 3 de outubro, a Petrobrás faz 67 anos e a data será lembrada através de uma grande mobilização organizada pelo Comitê de Luta Contra as Privatizações, Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e Plataforma Operária e Camponesa da Água e da Energia.

Segundo os organizadores, o Dia Nacional de Luta em Defesa do Patrimônio do Povo Brasileiro tem o objetivo de apresentar um contraponto à agenda econômica de privatizações do governo federal e fortalecer uma articulação nacional em defesa das empresas públicas e estatais em todo o Brasil.

Além de atos virtuais, acontecem também atividades presenciais em vários locais do Brasil. No Rio de Janeiro, centenas de pessoas vão se reunir para dar um abraço na sede da Petrobrás, representando o cuidado com essa grande empresa e também a importância que ela tem para o povo brasileiro. Nas bases operacionais da estatal também haverá atos, pela manhã, na entrada dos turnos.

Ás 15h ocorrerá outra atividade, o “Ato Virtual pela Soberania Nacional”, que será transmitido também pelas páginas do facebook e youtube da FUP e do Sindipetro Bahia. O ato contará com a presença dos deputados federais Marcelo Freixo (Psol-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), do ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT). Outras lideranças políticas e sindicais como o Coordenador da FUP e diretor do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, são esperadas.

Na Bahia, berço do petróleo, está programado um ato e uma atividade para a manhã do sábado (3). Os locais escolhidos – o poço do Lobato, onde foi descoberto o petróleo no Brasil e o estaleiro de São Roque do Paraguaçu – representam o inicio e o fim do sonho de um país soberano e autossuficiente em energia.

Tanto o ato no bairro do Lobato, quanto a atividade em São Roque do Paraguaçu acontecem das 10h às 12h, com entrada ao vivo em live na página do Comitê de Luta contra as Privatizações (https://www.facebook.com/comitedelutaemdefesadopovobrasileiro/)

Lobato

Às 10h, em comemoração aos 67 anos da Petrobrás, os diretores do Sindipetro Bahia, darão inicio a um ato simbólico na praça onde fica o monumento ao petróleo, no bairro do Lobato, localizado no subúrbio ferroviário de Salvador, onde foi descoberto o primeiro poço de petróleo do país, marco fundamental da confirmação da presença de petróleo na Bahia e no Brasil.

Para a atividade, foram convidados representantes de diversos sindicatos, centrais sindicais e de movimentos sociais e da juventude. Além da categoria petroleira, parlamentares e de representações políticas do setor petróleo.

Um bolo com a logomarca da Petrobrás e em homenagem aos trabalhadores da estatal será levado ao ato para que todos possam cantar parabéns para essa grande empresa. Também serão distribuídos brinquedos para as crianças do bairro, além de máscaras e álcool em gel.

São Roque do Paraguaçu

A outra atividade acontece no Estaleiro Enseada Paraguaçu, localizado no município de Maragogipe, no Recôncavo baiano, que chegou a ter quase 8 mil pessoas trabalhando em sua construção, sendo que mais de 80% delas eram moradores da própria região.

Mas a abundância, o progresso, renda e empregos levados pela Petrobrás ao pequeno município se desfizeram, de forma abrupta, pela Operação Lava Jato que levou à paralisação das obras e operação do estaleiro Enseada Indústria Naval, provocando, desemprego em massa, abandono, falência e endividamento de muitos comerciantes e pequenos empresários que abriram negócios no local atraídos pela oportunidade, mas acabaram perdendo tudo o que investiram.

São Roque do Paraguaçu é hoje o retrato da devastação da indústria do petróleo após a Lava Jato.

Fonte –Sindipetro Bahia

Publicado em SINDIPETRO-BA

A ação argumenta que os dois campos têm alto potencial de produção no pré-sal, admitido pela própria Petrobrás, e que sua venda num momento de alta volatilidade do mercado mundial de petróleo causará prejuízos não somente à empresa mas à cadeia de fornecedores de bens e serviços e à população

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), representado por seu coordenador geral, Tezeu Bezerra, ajuizou ação popular com pedido de tutela de urgência na 1ª Vara da Justiça Federal de Campos dos Goytacazes (RJ) contra a Petrobrás e a União para impedir a venda dos campos de Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos, e suas instalações. O pedido afirma que o ato da estatal “põe em risco o patrimônio público em razão de falta de análise de gestão de crise e de alienação da participação em setores altamente lucrativos”. Além da suspensão liminar da venda dos campos, a ação solicita a anulação definitiva do processo, uma vez que, além da lesão ao patrimônio do país, “dá-se de forma ilegal ao ignorar a necessidade de licitação”.

Entre os argumentos que baseiam a ação estão o atual cenário econômico global provocado pela pandemia de Covid-19, que vem impactando negativamente os preços do petróleo e tendem a jogar para baixo o preço de venda das áreas, causando prejuízos não apenas à empresa, mas à União; o potencial de produção no pré-sal dos referidos campos, admitido pela própria Petrobrás; e a desobrigação do comprador de cumprir regras de conteúdo local, impactando as cadeias de fornecedores de bens e serviços local, regional e nacional.

A ação aponta que, “até o momento, a estatal vendeu campos com a produção relativamente pequena e com baixa perspectiva de crescimento; é o caso de, por exemplo, Pargo, Carapeba e Vermelho. Entretanto, Albacora e Albacora Leste estão entre os maiores produtores da Bacia de Campos”.

Nos primeiros sete meses deste ano, Albacora Leste produziu, em média, 30,7 mil barris diários de petróleo, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já Albacora registrou produção média de 15,8 mil barris por dia.

No teaser de venda dos campos, cada um deles com cerca de 500 km2 de área, a Petrobrás chama a atenção para a quantidade de óleo original estimada em cada campo (OOIP) no pós-sal – 4,4 bilhões de barris em Albacora e 3,8 bilhões de barris em Albacora Leste. Mas destaca que as áreas tem um potencial significativo no pré-sal. Somente com projetos de revitalização – ou seja, sem considerar novas possibilidades tanto no pré como no pós-sal das áreas –, a empresa aponta que, em Albacora, é possível triplicar a produção atual, e em Albacora Leste, de “desenvolvimento de acumulações não produtivas já descobertas e alvos de exploração já identificados”.

“É um absurdo a Petrobrás vender ativos lucrativos e já amortizados, com capacidade de dar retorno financeiro para a empresa e para os cofres públicos. São campos que geram milhares de empregos, diretos e indiretos. São mais de 1.500 trabalhadores diretamente impactados. Albacora e Albacora Leste são campos gigantes, que têm reservatórios de pré-sal, um patrimônio brasileiro, e estão sendo colocados à venda num momento de baixa do preço do petróleo. Quem comprar vai comprar a preço mais baixo do que o que as áreas valem”, explica Bezerra.

A Petrobrás detém 100% de Albacora e 90% de Albacora Leste e anunciou o teaser de venda das áreas no início desta semana. Albacora Leste abriga a plataforma P-50, que, em 2006, garantiu a autossuficiência de petróleo ao Brasil.

[Da comunicação do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Há 67 anos, a partir da mobilização popular e da campanha “O Petróleo é Nosso”, no governo de Getúlio Vargas, nascia a Petrobrás. Envolta em disputas e cobiças de países estrangeiros, desde a sua criação, em 3 de outubro de 1953, a Petrobrás vem enfrentando diversos desafios para se manter como uma empresa pública e integrada.

Mas para contar melhor a história da Petrobrás é preciso voltar à década de 1930, quando muitos esforços foram feitos para encontrar petróleo em solo brasileiro. Na época, moradores do bairro do Lobato, localizado em uma zona rural de Salvador, na Bahia, relataram a presença de um óleo preto e espesso na vegetação e diziam que a água retirada do poço, além de ser imprópria para consumo, “pegava fogo”.

Em 29 de julho de 1938, já sob a jurisdição do recém-criado Conselho Nacional de Petróleo – CNP, foi iniciada a perfuração do poço DNPM-163, em Lobato. No dia 21 de janeiro de 1939, finalmente, eis que surge o petróleo ocupando parte da coluna de perfuração. Apesar de ter sido considerado antieconômico, o poço foi o marco fundamental da confirmação da presença de petróleo na Bahia e no Brasil.

Depois de Lobato, foi descoberto o Candeias 1, primeiro poço de exploração comercial, localizado na cidade de Candeias, no recôncavo baiano. Este foi o pontapé inicial para a criação da Petrobrás com as atribuições de pesquisa, exploração, refino, transporte e sistema de dutos, empresa que chegou a ser, no governo Lula, a quarta maior do mundo em valor de mercado, e hoje, vem sendo desmontada e vendida pelo governo Bolsonaro. Um crime e uma afronta à soberania nacional.

A escolha do Lobato

Pela sua história e importância, a direção do Sindipetro Bahia escolheu o bairro do Lobato, em Salvador, para comemorar os 67 anos da Petrobras, com um ato simbólico na praça onde fica o monumento ao petróleo.

Para a atividade, que acontece simultaneamente, e de forma mais ampla, em vários estados do Brasil, no sábado (3), foram convidados representantes de diversos sindicatos, centrais sindicais e de movimentos sociais e da juventude. Além da categoria petroleira, parlamentares e de representações políticas do setor petróleo.

“Queremos envolver a comunidade do bairro nessa comemoração, pois precisamos urgentemente falar para a sociedade sobre a importância de defender a Petrobrás como uma empresa pública e integrada. O cidadão precisa saber que se a Petrobrás for privatizada, ele será afetado no seu dia a dia. As pessoas não têm noção disso”, afirma o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, que quer despertar a população para uma nova campanha “O Petróleo é Nosso”.

Um bolo com a logomarca da Petrobrás e em homenagem aos trabalhadores da estatal, será levado ao ato para que todos possam cantar parabéns para essa grande empresa. Também serão distribuídos brinquedos para as crianças do bairro, além de máscaras e álcool em gel.

Defesa do patrimônio do povo brasileiro

A data do aniversário da Petrobrás foi escolhida para ser o “Dia Nacional de Luta em Defesa do Patrimônio do povo Brasileiro”. Além dos atos presenciais que acontecem pela manhã no sábado (3), em vários estados do Brasil, às 15h ocorrerá outra atividade, o “Ato Virtual pela Soberania Nacional”, que está sendo organizado por entidades como a Frente Brasil Popular, a Plataforma Operária e Camponesa de Água e Energia, e o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. O ato será transmitido pelas páginas do facebook e youtube do Comitê, da FUP e do Sindipetro Bahia.

O ato virtual contará com a presença dos deputados federais Marcelo Freixo (Psol-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), do ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (PT). Outras lideranças sindicais e políticas são esperadas.

De acordo com o Comitê “O objetivo, além de comemorar o aniversário da empresa, é destacar a necessidade de defesa da soberania nacional, das estatais, do funcionalismo público, da saúde e da educação pública e contra a reforma administrativa”.

Fonte- Sindipetro Bahia

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.