Atos em defesa do Sistema Petrobrás, contra a política de preços dos combustíveis e por empregos foram impulsionados após os trabalhadores baianos iniciarem greve. Categoria cruzou os braços após anúncio de venda da RLAM 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã desta quinta-feira (18), o Sindipetro PR e SC promoveu protestos em frente à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), e na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul (PR). As manifestações são em solidariedade aos petroleiros baianos que entraram em greve nessa madrugada após confirmação, no último dia 8, da venda da Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), em São Francisco do Conde (BA). 

De acordo com cálculos do Ineep (Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a RLAM está avaliada entre US$ 3 e US$ 4 bilhões. Porém, a política entreguista de Castello Branco e do governo federal nega o real valor da refinaria e promove um verdadeiro assalto ao patrimônio nacional. Através de uma negociata, a unidade foi arrematada pela metade do seu preço de mercado ao grupo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes. 

Os protestos também chamam atenção para os impactos das privatizações nas economias locais e as alternativas para a atual política de preços – Preço de Paridade de Importação (PPI), principal responsável pelo constante aumento nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. 

Durante os atos nacionais, as principais centrais de trabalhadores, como a CUT e a CTB, além de deputados, senadores e do governador baiano, demonstraram compromisso e apoio aos petroleiros da RLAM. No Paraná, a Frente Brasil Popular participou do ato na Repar. 

Confira o vídeo da manhã de protestos dos petroleiros:   

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A data marca o início da greve dos petroleiros da Bahia. Política de preços dos combustíveis também é alvo das manifestações 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC ] 

Após uma série de reuniões por videoconferência, organizadas pelo Sindicato, os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, decidiram realizar protestos nas unidades nesta quinta-feira (18), a partir das 07h00. 

A motivação para o movimento foi o anúncio da conclusão do processo de privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus ativos logísticos associados, na Bahia. A direção da empresa, sob o comando do entreguista Roberto da Cunha Castello Branco, pretende vender a primeira refinaria brasileira para o Fundo Mubadala Capital, pertencente a uma holding estatal dos Emirados Árabes, por US$ 1,65 bilhão. 

Cálculos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), feitos a partir da metodologia de fluxo de caixa descontado, mostram que a unidade de refino baiana vale entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, ou seja, a Petrobrás no governo Bolsonaro quer liquidar mais um importante ativo a preço de banana. 

Além disso, a gestão da estatal reafirmou a continuidade do processo de venda de outras seis refinarias, entre elas a SIX. A Repar teve sua privatização postergada porque as propostas apresentadas pelas empresas interessadas ficaram muito abaixo do esperado. 

As manifestações na Repar e SIX se somam aos demais atos convocados pela FUP que acontecem em plantas da Petrobrás no país todo nesta quinta, data na qual os petroleiros baianos entram em greve por empregos e direitos. 

Preços dos Combustíveis

A política de preços dos combustíveis adotada em 2016 durante o governo Temer e mantida no governo Bolsonaro, com pequenas mudanças, é outra razão para a mobilização. A categoria é contra a vinculação do preço interno ao mercado internacional, por meio do mecanismo chamado de PPI (Preço de Paridade Internacional). Tal mecanismo atrela os valores dos combustíveis às cotações do dólar e do barril petróleo, e ainda acrescenta os custos de importação. É por isso que os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha dispararam nos últimos quatro anos.  

 

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Sindipetro-PR/SC denuncia que havia apenas um operador no momento do vazamento que causou as chamas na U-2631, unidade da Repar que pegou fogo na madrugada do dia 13 

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC] 

A UHDS (U-2631 – Unidade de Hidrotratamento e Hidrossulforização) da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, registrou princípio de incêndio após vazamento de óleo diesel. O acidente ocorreu na madrugada do último sábado (13), em uma área de alta pressão. 

No momento do evento, apenas um operador estava responsável por uma unidade inteira dentro de indústria de risco elevado. O trabalhador teve que chamar reforço para controlar a situação. Não houve feridos ou danos às instalações.   

A UHDS faz parte do processamento de diesel. Utiliza hidrogênio para gerar o H2S (sulfeto de hidrogênio) e diminuir o enxofre do óleo. O resultado é a produção do diesel S-50. O H2S é conhecido como o “gás da morte” por ser altamente tóxico, incolor e formar misturas explosivas com o ar. Tem odor de ovo podre a baixas concentrações, mas inibe o sentido do olfato em concentrações elevadas. O vazamento dessa substância sem uma resposta rápida da equipe de operação pode ganhar contornos trágicos. 

Foi mais um episódio que revelou a falta de efetivo na refinaria. A Repar passou por um processo intenso de redução do número de trabalhadores em 2017 com a aplicação o estudo de Organização e Método (O&M). 

O problema foi agravado com a medida chamada de “demanda reduzida”.   Ela prevê que em caso de ausência de um empregado, o posto de trabalho será absorvido pelos demais, sob a alegação de reduzir os serviços. Na realidade isso não ocorre, uma vez que as rotinas de trabalho seguem as mesmas. O que acontece, de fato, é a redução ainda maior de efetivo em determinado dia. Foi uma forma que a gestão encontrou para evitar dobras de turno e, assim, diminuir pagamentos de horas extras. Porém, acarreta em vários riscos, como o agravamento da estafa de trabalhadores já abarrotados de ocupações em razão da redução de efetivo, falta de equipes para atuar em situações de emergência e todas as possíveis e terríveis consequências que isso pode gerar. 

O Sindicato ofereceu denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) sobre a falta de efetivo na Repar. Um dossiê de mais de 500 páginas, que foi protocolado em 2013, discorre minuciosamente sobre a carência de trabalhadores na refinaria. O Sindipetro PR e SC aguarda até hoje um posicionamento do órgão público. 

Risco de Acidente Ampliado

A diminuição do efetivo somada à redução de investimentos em manutenção e à série de emergências que ocorre na Repar mostram que há o risco iminente de um novo acidente ampliado, a exemplo do vazamento de 4 milhões de litros de petróleo nos rios Barigui e Iguaçu, no ano 2000. 

Um dos mais sofisticados estudos sobre acidente de trabalho, o MAPA (Modelo de Análise e Prevenção de Acidentes de Trabalho) destaca que antes de um grande acidente exisitiriam séries de acidentes similares, quase-acidentes, incidentes e a instalação de equipamentos novos. “Eles incubam (Llory 1999) e precisam ser enxergados como janelas de oportunidade para o aprendizado organizacional”, discorre publicação do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) sobre o tema. 

O difícil mesmo é fazer com que os gestores aprendam com seus próprios erros. Enquanto o lucro estiver acima da vida e a Justiça tardar, os trabalhadores da Repar, a comunidade do entorno e o meio-ambiente estão sujeitos a sofrerem com uma tragédia de grandes proporções.

Grupo que controla os postos Ipiranga e a Ultragaz ganhou concorrência de compra da refinaria; economista alerta para possível aumento no preço dos combustíveis na região Sul

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Na última terça-feira (19), a Petrobrás anunciou a aprovação da proposta vinculante da Ultrapar Participações S.A. para a venda da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), localizada no município de Canoas (RS). Além dela, a estatal está conduzindo a privatização de outras sete de um total de 13 unidades de refino que possui.

A Ultrapar também participa do processo de venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), situada no município de Araucária (PR). Entretanto, caso vença mais essa concorrência, precisará escolher qual das compras dará prosseguimento.

A Refap iniciou suas operações em 1968 e, ao longo dos anos, foi ampliando sua capacidade de processamento de derivados até chegar aos 32 mil metros cúbicos por dia, em 2010. Nesse mesmo ano, a Petrobrás readquiriu 30% da participação da unidade que havia sido vendida à Repsol em 2000, em troca de 700 postos de combustíveis que a empresa espanhola possuía na Argentina. 


Leia também: Petrobrás avança na venda ilegal de refinarias. Live vai debater Projeto de Lei contra privatizações


No ano passado, a Refap foi responsável por 7% de todos os derivados de petróleo processados no país, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os principais insumos produzidos foram diesel, gasolina, gás liquefeito de petróleo (GLP), óleo combustível, querosene de aviação e solventes.

De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), a refinaria possui cerca de 1200 trabalhadores, entre próprios e terceirizados. “O número de terceirizados foi previamente reduzido, por determinação da empresa. Os próprios só saíram por meio de plano de demissão voluntária. Como saíram muitos, agora falta gente para operar a refinaria”, relata o presidente da entidade, o petroleiro Fernando Costa Maia.

O sindicalista ainda ressalta a ansiedade coletiva provocada pela falta de informações e perspectivas de futuro para as pessoas que trabalham na refinaria. “A empresa [Petrobrás] fez uma apresentação na última semana dizendo que nenhum empregado próprio será demitido, e todos aqueles que não quiserem sair terão lugar garantido no Sistema, mas em outras unidades, fora do estado do Rio Grande do Sul. Até que ponto isso é verdade nós não sabemos”, admite Maia.

Possíveis riscos

Segundo o economista Cloviomar Cararine, assessor da Federação Única dos Petroleiros (FUP) no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), existe a possibilidade de que o grupo Ultra opte por manter alguns trabalhadores da Repar na operação da nova gestão da unidade, por não ser uma empresa especializada em refino. “Mas é importante lembrar que, se ocorrer, há riscos de perda na qualidade de serviços, segurança para os trabalhadores e até mesmo uma piora do produto final”, pondera.

Além dos riscos aos trabalhadores, as comunidades vizinhas à refinaria também ficam mais suscetíveis a acidentes. “Geralmente, em processos de privatização, ocorre uma redução de investimentos em saúde e segurança. Por isso, além dos petroleiros que sentirão uma piora na qualidade do emprego, a população no entorno da Repar passa a correr mais riscos, porque uma refinaria é uma bomba-relógio, precisa de bons investimentos e manutenção”, comenta o economista.

Monopólio privado

De acordo com estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a forma como o mercado de refino está constituído no Brasil tende à formação de monopólios regionais. Com a privatização, o monopólio que hoje está sob controle da Petrobrás passaria a ser privado e os preços dos combustíveis ditados pelos interesses de lucratividade dos futuros comprados. 

A análise coloca à prova a justificativa utilizada pelo Conselho de Defesa Econômica (Cade) para forçar um acordo com a Petrobrás, assinado em junho de 2019, para vender oito de suas 13 refinarias, com o objetivo de quebra de monopólio.

“A Refap é a principal fornecedora de derivados para o Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e uma parcela do oeste paranaense. Essa região não sofre influência de nenhuma outra refinaria, e isso acaba criando um mercado monopolizado. Por isso, com a privatização, ninguém vai conseguir importar porque não terá como descarregar derivados no Rio Grande do Sul, então a empresa compradora poderá praticar o preço que ela quiser”, explica Maia.

Cararine também endossa essa ideia de que uma única empresa privada no comando do refino do Rio Grande do Sul coloca a população à mercê do grupo comprador e dos valores que ele quiser praticar. “O aumento de preço dos derivados para o consumidor local depende da estratégia que o grupo Ultra irá adotar, que pode até apresentar valores mais baixos de início, mas que em determinado momento tentará recuperar esse lucro, porque esse é o objetivo de uma empresa privada: lucrar”, opina.

Transferência

O diretor sindical também chama atenção que o grupo Ultrapar é dono da rede Ipiranga, que controla 7,2 mil postos de combustíveis no país, o que poderia gerar uma espécie de cartel entre o refino e a distribuição. “A Abicom [Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis] questiona que a empresa pode fechar o mercado de venda de derivados para outras distribuidoras, o que dificultaria os demais participantes da distribuição e permitiria que a empresa compradora jogue o preço que ela quiser para o derivado”, pondera. 

Além do refino e da distribuição, a Ultrapar também controla a Ultragaz, responsável por aproximadamente 23% do mercado de revenda de gás liquefeito de petróleo (GLP) no país. Em 2018, o grupo tentou comprar a Liquigás, distribuidora de gás da Petrobrás, mas foi impedido pelo Cade por formação de cartel. 

Segundo Cloviomar, o processo de venda da Refap já está em acordo com o Cade e a justificativa usada por parte da Petrobrás para privatizar a refinaria é contraditório. “É um absurdo a gestão da Petrobrás dizer que a venda da Refap aumentaria a concorrência no Rio Grande do Sul, seria apenas a troca do Estado por uma empresa que não tem compromisso nenhum com o abastecimento local”.

O pesquisador ainda lembra que, do ponto de vista econômico, esse é o pior cenário para a Petrobrás vender suas refinarias. “Com a redução do consumo provocada pela pandemia, o preço da unidade de refino fica muito abaixo do que realmente vale. Será muito difícil a Petrobrás conseguir vender suas refinarias por um bom preço, portanto, quem aproveita é o comprador”, finaliza.

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A Petrobras confirmou na última terça-feira (19/1) que está negociando com a Ultrapar Participações a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, que vinha sendo disputada pelos grupos Raízen e Sinopec.

A estatal já informou que concluiu a negociação da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, que está sendo adquirida pelo Mubadala, fundo de investimentos dos Emirados Árabes.

A Petrobrás também recebeu propostas para a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, para a Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e para a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), ambas no Paraná.

Junto com as refinarias, estão sendo entregues redes de dutos e terminais, que integram a estrutura de logística para escoamento e transporte de óleo bruto, gás e derivados refinados.

Em fato relevante, a Ultrapar informou que a Petrobras confirmou que sua proposta de compra da Refap foi aprovada e que iniciou o processo de negociação dos termos do contrato de compra e venda e contratos auxiliares. “A potencial aquisição da Refap fortalecerá a posição da Ultrapar no setor, contribuindo para um portfólio de negócios mais complementar e sinérgico, com maior eficiência, potencial de geração de valor para toda a cadeia e benefícios para os consumidores”, informou a companhia.

A Petrobras ainda informou que recebeu propostas vinculantes e está em fase de negociação para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

Para falar sobre as privatizações em curso no Sistema Petrobrás, a TV Resistência Contemporânea recebe nesta segunda-feira, 25, às 15h, o deputado federal Ênio Verri (PT-PR), autor do Projeto de Lei 3917/20, que modifica a Lei do Petróleo para tipificar o crime de criação irregular de empresas subsidiárias com objetivo de descumprir determinação constitucional. A mudança na lei visa coibir a venda ilegal de refinarias de petróleo por parte da Petrobras. 

 Ao todo, a Petrobras vende oito refinarias:

Landulpho Alves (Rlam), na Bahia – a minuta do contrato está fechada com a Mubadala Investment Company, que fez a melhor oferta. Nesta última etapa, a Petrobras não altera mais os termos da venda, mas há uma rodada final de ofertas por todos os interessados.

Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul – negociação do contrato aberta com a Ultrapar, que fez melhor oferta.

Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná – Petrobras recebeu as propostas da fase vinculante. As melhores ofertas ainda não foram reveladas.

Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais – espera propostas no primeiro trimestre deste ano.

[Com informações da Veredas e do mandato do deputado Ênio Verri]

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Gestão da refinaria mais uma vez expõe trabalhadores, agora através de um projeto piloto. "Uma vergonha", afirma o Sindipetro

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

As incoerências da atual administração da Repar só expõe os trabalhadores ao coronavírus sem necessidade. Agora, depois de quase meio século de refinaria, os gestores inovaram com um projeto inusitado de treinar engenheiro na função de técnico de operação; e justamente durante a maior crise sanitária da história do país. 

Com isso os trabalhadores acabam dividindo o mesmo espaço, compartilhando equipamentos e mobiliários no auges dos índices de contaminação da covid-19 no estado. Eles descumprem inclusive a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) que orienta somente treinamentos essenciais. 

Diante disso, o Sindicato cobrou (15/01) do RH Corporativo da Petrobrás se a Repar segue as orientações da EOR para controle da covid-19, também solicitou explicação sobre o que a gestão da refinaria entende por treinamento essencial para a continuidade e segurança operacional e, por fim, qual a justificativa da realização de um treinamento piloto em plena pandemia. 

Nosso objetivo é que se suspenda todos os treinamentos presenciais não essenciais para a segurança do processo. 

Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

Na quarta, em reunião o Sindicato exigiu adequações relativas ao transporte dos trabalhadores de turno na refinaria, gestão não atendeu. Após denúncia dos trabalhadores, novamente a entidade cobrou melhorias e a gerência teve que retomar os micro ônibus

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

É difícil entender a gestão da Repar, recorrentemente eles voltam atrás nas medidas de segurança em relação à covid-19 por não dar ouvido às críticas e sugestões dos trabalhadores. Ontem (13) não foi diferente. Veja a confusão: no início da tarde, o Sindipetro fez uma reunião para questionar a utilização das vans para o transporte de trabalhadores, já que os gestores enviaram informe avisando da mudança. Eles não aceitaram as colocações da categoria e inclusive disseram desconhecer o decreto de Araucária que trata do tema. 

Logo depois do primeiro encontro, os petroleiros levaram a questão para a reunião da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), a nível nacional, e mais uma vez nada aconteceu. Aí, às 19h, os trabalhadores do turno se depararam com as precárias vans, algo que causou descontentamento pela exposição à covid-19. 

Vale ressaltar que no informe institucional da Repar até parecia que os petroleiros fariam translado dentro de um veículo super seguro, com circulação de ar e atendendo as exigências sanitárias, mas, na prática, a categoria ficou exposta e em risco de contaminação. Ou seja, eles erraram na prevenção e mais uma vez tiveram que correr para apagar o próprio incêndio. 

No meio disso tudo estão os trabalhadores, que enviaram ao Sindicato as denúncias de descumprimento dos protocolos de segurança. Muitos deles chegaram a alegar que, como medida extrema de auto proteção, iriam recorrer a utilização de carros próprios para evitar contaminação. 

Essa atitude se justifica. Imagine ir ao trabalho num micro ônibus e voltar numa van que não tem ventilação mínima. O Sindicato informou que em caso de acidente de trajeto a responsabilidade será da Petrobrás, pois trafegar de carro após um turno de 12h é arriscado. 

A entidade considera que o transporte para o local de trabalho não deve ser um momento de tensão e risco, mas sim que a empresa proporcione o ambiente ideal e seguro para evitar a contaminação pela covid-19. O posicionamento do Sindipetro é pelo cumprimento do Decreto 34608/2020 de Araucária PR que prevê: 

CAPÍTULO II TRANSPORTE DE TRABALHADORES 

Art. 15. No caso de fornecimento do transporte pelo próprio empregador e com o objetivo de não permitir a disseminação do coronavírus, deverá: 

I - Impedir a entrada de trabalhadores com sinais e sintomas de síndrome;

II - Garantir a ampliação das linhas disponíveis, a fim de reduzir o número de trabalhadores transportados simultaneamente, garantindo a distância mínima de 1,5 metros entre pessoas;

III - Durante o deslocamento dos trabalhadores, o veículo deverá permanecer com suas janelas abertas, permitindo a livre circulação de ar;

IV - Higienizar os veículos após cada viagem, em especial com relação as partes onde haja contato manual dos trabalhadores (ex: barras de apoio, bancos e janelas);

V - Disponibilizar álcool gel aos usuários do veículo, para higienização das mãos na entrada e saída dos mesmos;

VI - Tornar obrigatório o uso de máscaras para o ingresso no transporte.

 

 

O Sindicato vai continuar fiscalizando as ações em relação aos cuidados para evitar a disseminação da covid-19 na Repar e em todas as unidades da sua base territorial no Paraná e Santa Catariana. Orienta também toda categoria a continuar fazendo as denúncias.

Presidente da Comissão descumpriu o Acordo Coletivo de Trabalho ao barrar representante do Sindicato. RH da Repar foi conivente com a truculência, afirma o Sindipetro

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Figura conhecida pelos trabalhadores da Repar por seu histórico de hostilidades, o atual presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) deu nova amostra de suas credenciais na última quarta-feira (06). 

Em total desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobrás, o chefete impediu a participação de representante do Sindipetro Paraná e Santa Catarina na reunião da CIPA. O Sindicato acionou o Recursos Humanos da Repar, que, por sua vez, não agiu da forma e agilidade esperadas. 

O parágrafo 10º da cláusula 71 do ACT (Funcionamento das CIPAs) estabelece que “a Companhia assegura a participação às reuniões da CIPA, de um Dirigente Sindical, indicado pela respectiva entidade sindical, fornecendo-se, ao mesmo, cópia de suas atas.” 

A atitude do presidente da CIPA causa indignação, mas não surpresa. Sua trajetória como liderança na refinaria conta com episódios de truculência em relação aos subordinados, tais como punições injustas e ameaças a trabalhadores. 

No mesmo horário em que o representante do Sindicato havia sido impedido de participar do encontro da CIPA, acontecia reunião da EOR. Na oportunidade, a Secretaria de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) da Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou o caso ao RH Corporativo e à gerência executiva de SMS da Petrobrás, que afirmaram que irão averiguar a situação. 

O Sindipetro PR e SC ressalta ainda que todas as medidas cabíveis serão tomadas para que o ACT seja cumprido na sua integralidade, a instituição seja respeitada e a categoria devidamente representada em todas as esferas cabíveis. 

Tal situação mostra que o processo de desmonte do Sistema Petrobrás está incrustrado também na cabeça de pequenos gestores. No momento em que a segurança dos trabalhadores está em jogo, com pouquíssimos investimentos em manutenção, efetivos reduzidíssimos e avanço das terceirizações, impedir a participação do Sindicato em reunião de CIPA faz parecer que existem coisas a serem escondidas. Nesse sentido, o Sindipetro PR e SC solicita que os integrantes da atual comissão que se sintam impedidos de exercer suas atividades em plenas condições, seja por qualquer motivo, denunciem imediatamente à entidade. 

Para que se restabeleça a condição de normalidade, o Sindicato exige nova indicação para a presidência da CIPA por parte da gerência geral da refinaria. O substituto deve ter condições técnicas e morais de estar à frente de processo tão importante. Requer, ainda, que os convites para a participação nas reuniões sejam encaminhadas ao Sindipetro PR e SC com a devida antecedência e que se proceda toda e qualquer providência para garantir a participação do representante indicado e o efetivo cumprimento do ACT.

 

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Refinarias de petróleo estão no topo dos locais mais perigosos para se trabalhar. Produtos altamente inflamáveis em processamento sob altíssimas temperaturas e altos níveis de pressão exigem equipes muito bem preparadas para atuar em emergências. 

Na contramão das melhores práticas operacionais, a gestão da Petrobrás, capitaneada por Roberto Castello Branco, decidiu cortar mais da metade dos efetivo de técnicos de segurança em regime de turno nas oito refinarias que estão à venda, entre elas a Repar e a SIX. 

A iniciativa segue o protocolo das privatizações no Brasil. Cortam investimentos, sucateiam as instalações, colocam a culpa da ineficácia na máquina estatal e nos trabalhadores, convencem a opinião pública e pronto! Lá se vão décadas de esforços e investimentos do povo brasileiro para as mãos do capital privado, muitas vezes a preço de banana. 

Não há dúvida que os ataques da direção da Petrobrás aos setores de segurança fazem parte do plano de venda das refinarias. Substituir técnicos de segurança bem treinados e com amplo conhecimento das áreas industriais por bombeiros civis terceirizados e sem a devida capacitação reduz investimentos, mas coloca em risco os trabalhadores, os equipamentos e as comunidades do entorno. Tudo para deixar as unidades mais atrativas aos compradores. 

Algumas gestões locais já implantaram a redução de técnicos de segurança (TS’s), enquanto outras estão na iminência de sofrer os cortes. Na Repar, por exemplo, são cinco profissionais por turno. Com a substituição por bombeiros civis, ficarão apenas dois, ou seja, dos atuais 25 TS’s restarão apenas 10. 

Já na SIX, dos 10 TS’s em turno, sobrarão apenas cinco. A situação por lá pode ser mais delicada pelo fato de a vasta área de mina ficar descoberta por técnicos próprios, local onde aconteceu a última morte de trabalhador na SIX, em 2004. 

Os cortes de profissionais deixam as unidades mais expostas em caso de acidentes ampliados, uma vez que a ação de resposta às situações mais graves pode não ser efetiva.  

A política de gestão revela, para além da sanha privatista, que o lucro está acima da vida na ordem de prioridades da direção da Petrobrás. Vamos permanecer em luta para superar esse período obscuro que a empresa e o país atravessam.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

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Em vídeo enviado aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, reforça a importância da categoria participar aprovar nas assembleias um amplo calendário de luta contra as privatizações em curso.

A construção de uma agenda nacional de mobilizações em defesa do Sistema Petrobrás foi deliberada no último Conselho Deliberativo da FUP. O calendário está sendo apresentado aos trabalhadores nas assembleias que prosseguem até o dia 23 para deliberar sobre o indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR.  

Atos e mobilizações em defesa da Petrobras

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nos últimos meses, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (Rlam), do Paraná (Repar e Six) e do Ceará (Lubnor).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível.

Por isso, a FUP e seus sindicatos convocam os trabalhadores a aprovar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

>Ato nacional contra a venda da Rlam e dos terminais da Bahia, com data a ser definida pela FUP

> Dia Nacional de Luta em defesa da redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma greve local para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também outras formas de mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

[Imprensa da FUP]

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.