Os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan) se mobilizaram, na manhã desta quinta-feira (31), contra a privatização da empresa. O Sindipetro Unificado-SP recebeu a informação que uma comitiva ligada ao processo de desinvestimento da Petrobrás faria uma visita à refinaria nessa data e convocou um ato de protesto, que reuniu cerca de 400 trabalhadores na frente da Replan. “Essa manifestação é para demonstrar que temos organização e resistiremos até o fim”, declarou o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

O ato durou cerca de duas horas e teve a participação de trabalhadores próprios do turno e do horário administrativo. Representantes de outros sindicatos, da CUT e de movimentos sociais também estiveram presentes, reforçando o coro em defesa de uma Petrobrás estatal e a serviço da população brasileira. “Os trabalhadores estão unidos para fazer esse enfrentamento contra a venda do nosso patrimônio”, afirmou o coordenador da CUT Campinas, Carlos Fábio, o Índio.
Os rumores de uma possível venda da Replan trouxeram mais preocupação para trabalhadores e sindicalistas. A direção do Unificado alertou sobre os riscos da privatização. “Não podemos esquecer que foi aprovada a terceirização irrestrita da atividade fim e a possibilidade de sermos substituídos por um trabalhador em condições precárias é grande”, argumentou o coordenador do Sindicato, Juliano Deptula.
Segundo o dirigente petroleiro Felipe Grubba, o processo de privatização é danoso para toda a sociedade. “Alguém tem a ilusão de que o novo comprador vai investir em segurança e meio ambiente? Não vai. O sucateamento vai ocasionar mais acidentes e mais graves, como o de Brumadinho”, destacou.
O pacote de maldades da privatização, alerta o diretor Itamar Sanches, inclui demissões, redução de direitos e precarização das condições de trabalho para facilitar a venda. “Mas eles (o governo e os compradores) não encontrarão facilidades, e sim resistência”, declarou. “Nós vamos defender essa empresa com sangue nos olhos”, garantiu o dirigente do Sindicato Auzélio Alves.

Fonte: Sindipetro SP

Fotos: Denny Cesare

O Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo denuncia que seu diretor Marcelo Garlipp, membro da Comissão de Investigação de Acidentes que apura as causas da explosão e do incêndio ocorridos na madrugada do dia 20 de agosto na Replan, está encontrando dificuldades para exercer seu trabalho. Além de não facilitar a entrada do dirigente às instalações da refinaria, a empresa também tem negado o acesso a computadores.

Na manhã desta quarta-feira (05), como tem sido praxe todos os dias, Garlipp teve que responder na portaria o porquê precisava entrar na empresa e em quais setores ele iria. Depois de alguns minutos, teve a entrada autorizada, mas acabou barrado na segunda portaria, após tentar passar a catraca com seu crachá. Ele foi interceptado por um vigia e solicitado que aguardasse por um outro funcionário para sua liberação.

Dentro da refinaria, Garlipp teve problemas com o uso de computadores. Por duas vezes, ele teve que sair dos equipamentos que utilizava, por determinação dos gerentes dos setores. No RH, o gerente justificou que o dirigente não poderia ficar na área devido à partida da refinaria. O argumento surpreendeu o membro da comissão, que havia utilizado esse mesmo computador no dia anterior, quando a Replan já estava em processo de partida.

Para o Sindicato, essa conduta demonstra que a gestão da Replan está mais preocupada com a presença de representantes da entidade dentro da empresa do que, propriamente, com a apuração efetiva e isenta das causas do acidente.

Para desenvolver seu trabalho na comissão, o diretor sindical precisa ter acesso às instalações da refinaria e também a computadores conectados à rede interna.

A comissão iniciou a investigação no dia 22 de agosto e tem trabalhado duro para entender a origem da explosão na refinaria que, por sorte, não se transformou em uma tragédia.

O grupo é formado por 12 membros, sendo um representante do Sindicato, um da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e 10 especialistas e cargos de chefia, designados pela empresa.

[Via Sindipetro Unificado SP]

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Depois de um chá de cadeira de mais de cinco horas e muita pressão, o diretor do Sindipetro Unificado-SP e coordenador da Regional Campinas, Gustavo Marsaioli, teve a entrada liberada na Refinaria de Paulínia. O acesso foi permitido por volta das 12h30 e o dirigente foi recebido pelos gerentes de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança), RH, Produção, Inspeção de Equipamentos, Segurança Corporativa e Otimização.

A gerência apresentou o cronograma de partida da refinaria, que foi iniciada na noite de ontem (29), e explicou que está trabalhando com reforço de equipes nas unidades. “Os grupos que trabalhariam nas unidades sinistradas (uma de destilação e outra de craqueamento) estão sendo deslocados para os conjuntos em processo de partida”, afirmou Marsaioli.

O diretor sindical também recebeu informações de como foi a vistoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo), realizada nesta quarta-feira (29), nas instalações da Replan. “Eles disseram que já tinham enviado ao órgão uma série de documentos, inclusive da Gestão de Mudanças. Ontem houve a inspeção in loco, com registro de fotos, e os técnicos da ANP pediram explicações detalhadas sobre o processo da refinaria”, destacou.

Segundo Marsaioli, os gerentes afirmaram que a operação nas unidades de destilação e craqueamento, que não foram atingidas pelo acidente, e de alguns subsistemas deve estar normalizada em dois dias e meio. A produção no restante da refinaria começa em torno de uma semana. Inicialmente, a Replan vai operar com carga de 50%. Parte das duas unidades afetadas foi destruída e o conserto deve demorar alguns meses para ser concluído.

Bombas de incêndio

O diretor do Sindicato sugeriu que seja feita a inspeção das bombas auxiliares de incêndio, que foram usadas no combate ao fogo no dia 20, e reavaliação do procedimento de emergência para a saída dos trabalhadores do laboratório. “Ficamos de enviar relatos dos trabalhadores à empresa, para contribuir nas questões da segurança”, ressaltou. Segundo ele, o Sindicato continuará avaliando as condições de trabalho na refinaria, junto ao efetivo operacional.

[Sindipetro Unificado de São Paulo]

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A direção do Sindipetro Unificado-SP está sendo barrada na porta da Refinaria de Paulínia. A gerência da Replan proibiu o diretor Gustavo Marsaioli, coordenador da Regional Campinas, de entrar na empresa na manhã de hoje (30). O dirigente está há mais de quatro horas em frente à portaria.

O Unificado denuncia que desde que a partida da Replan foi liberada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no final da tarde de ontem (29), a gerência da empresa interrompeu completamente o diálogo com a direção sindical.

Desde a noite de ontem, os dirigentes tentam conversar com a gerência da Replan sobre a partida. Diante das diversas tentativas malsucedidas de diálogo, o Sindicato está solicitando, oficialmente e em caráter imediato, uma reunião com a empresa para tratar das condições do processo de partida operacional das unidades.

Reiteramos que a empresa está cumprindo com a maioria das propostas da pauta de segurança apresentada pelo Sindicato. Surgiram, entretanto, algumas outras preocupações, apontadas pelos trabalhadores, e o Sindicato gostaria de esclarecer esses pontos com a empresa. Uma das questões principais diz respeito ao número mínimo de trabalhadores na partida.

O Sindicato lamenta essa conduta autoritária e intransigente da gestão da Replan, que fere a democracia e viola o direito fundamental à liberdade sindical, e espera que essa atitude seja revista, possibilitando o diálogo em favor da segurança do efetivo.

Sindicato Unificado do Petroleiros de São Paulo


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A direção do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) conversa, nesta quinta-feira (30), com os trabalhadores da Refinaria de Paulínia sobre a criação do Grupo de Trabalho, uma das propostas apresentadas pela entidade para garantir segurança no processo de partida e na operação da Replan.

A ideia é que o grupo seja formado por representantes do Unificado, da empresa e da base, com o objetivo de discutir temas relacionados à manutenção, segurança do processo de partida e procedimentos operacionais e deliberar ações para a operação segura da refinaria.

O assunto será abordado amanhã, em setoriais na sede da Regional Campinas, que acontecem em dois horários, às 10h30 e às 18h30. “O envolvimento e a participação dos trabalhadores na formação desse grupo são muito importantes para focarmos nas questões que realmente são cruciais para uma rotina de trabalho segura”, afirma o diretor do Sindicato Arthur Bob Ragusa.

Inspeção

Desde o início da manhã de hoje (29), técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estão na Replan, inspecionando as unidades e o serviço de raqueteamento (isolamento das linhas de tubulações), executado nas áreas atingidas pela explosão e o incêndio, ocorridos na madrugada de segunda-feira (20).

A inspeção avalia as condições de segurança das instalações da refinaria, para garantir que a partida operacional seja feita com tranquilidade e sem risco de novos acidentes. O parecer da ANP, que vai determinar se a Replan já pode dar largada aos procedimentos de partida, deve ser emitido logo após a conclusão da vistoria.

Investigação

A comissão criada para investigar as causas da explosão e do incêndio na Replan ainda não tem um laudo conclusivo. “Qualquer informação sobre a origem do acidente, citada neste momento, é incipiente”, declara o diretor do Sindicato Marcelo Garlipp, que integra a comissão de apuração.

Segundo ele, não existe uma causa única para acidentes de grande proporção, como o ocorrido na Replan. “Geralmente, esse tipo de ocorrência é provocado por uma série de motivos, que ainda estamos apurando”, destacou.

A comissão segue entrevistando trabalhadores, analisando dados de processos, painéis e instrumentos, levantando hipóteses e realizando testes nos equipamentos para averiguar as possibilidades. O prazo para o término da investigação é de 30 dias.

Leia também: Posição do Unificado sobre liberação da operação da Replan pela ANP

[Via Sindipetro Unificado SP]

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A juíza Veranici Aparecida Ferreira, da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia, determinou prazo de 48 horas para a Petrobrás se manifestar sobre os questionamentos do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) em relação ao início do processo de partida operacional da Refinaria de Paulínia, que sofreu uma explosão na madrugada de segunda-feira (20). O despacho foi dado no final da tarde de sexta-feira (24), algumas horas após o Sindicato protocolar a petição na Justiça, reivindicando medidas que impeçam a Replan de realizar os procedimentos de partida das unidades sem as devidas condições de segurança.

A pressão do Sindicato resultou ainda na proibição do funcionamento de unidades que foram impactadas pelo acidente. Na sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou medida cautelar de interdição parcial da refinaria. A gerência da Replan disse ao Sindicato que já está providenciando uma série de documentos e procedimentos para garantir que a partida operacional seja executada de forma segura.

Um dos procedimentos é o raqueteamento (isolamento das linhas de tubulações) da unidade de destilação sinistrada. O trabalho começou na sexta-feira e, segundo apuração do Sindicato, já havia sido concluído na tarde desta segunda-feira (27). “Vamos avaliar agora se as condições na área realmente são tranquilas”, declarou o diretor do Unificado Arthur Bob Ragusa. A previsão da Replan é iniciar o processo de partida das unidades que não foram atingidas pelo acidente até quarta-feira (29).

Fiscalização

O Sindicato foi informado ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) fará uma blitz surpresa na Refinaria de Paulínia, para checar os aspectos de segurança e saúde do trabalhador e se estão sendo cumpridas as Normas Regulamentadoras (NRs) Segundo o site G1, a auditora fiscal do trabalho Renata Matsumoto explicou que a fiscalização será feita por uma equipe especializada em refinarias e projetos que envolvem riscos químicos.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

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As mobilizações feitas pela FUP e seus sindicatos, somadas à atuação firme do Sindipetro Unificado de São Paulo, impediram a gestão da Petrobrás de retomar a qualquer custo a operação da Replan, levando a Agência Nacional de Petróleo (ANP) a interditar a refinaria. 

Na sexta-feira (24), após os atos nacionais em defesa da vida, a direção do Unificado-SP reuniu-se com a gerência da Replan para discutir questões de segurança nas unidades não atingidas pela explosão e incêndio na madrugada de segunda-feira (20).

A empresa queria retomar as operações nessas unidades na própria sexta. Os sindicalistas entregaram à gerência geral uma pauta com seis pontos, que foram levantados junto aos trabalhadores da Replan, principalmente com os operadores das áreas afetadas pelo acidente.

No final do dia, a ANP comunicou à Petrobras a medida cautelar de interdição da Replan. De acordo com o órgão, a medida foi tomada em função das denúncias feitas pelo sindicato e tem a finalidade de garantir a segurança operacional das instalações e evitar novos acidentes, diante da possível retomada da operação nas unidades que não foram afetadas no acidente.

A agência ressaltou que a refinaria só poderá voltar a operar quando comprovar à ANP condições de segurança adequadas para os trabalhadores.

Na reunião com a gerência da Replan, o Sindipetro Unificado-SP reivindicou o isolamento total das unidades de craqueamento e destilação afetadas pelo incêndio; apresentação do plano de operação das áreas com a revisão dos procedimentos envolvendo tratamento de águas ácidas para todos os setores envolvidos com as mudanças decorrentes do sinistro; plano de partida, contendo o relatório de inspeção de todos os equipamentos afetados; criação de um grupo de trabalho, entre Sindicato e empresa, com participação de representantes da base para tratar do tema manutenção; fim do descarte de salmoura sem tratamento, o que pode contaminar as águas do Rio Atibaia, que abastecem várias cidades da região; e respeito integral ao número mínimo vigente de trabalhadores.

“Com o sinistro, a condição operacional mudou. O tanque de águas ácidas não existe mais e duas unidades, uma de craqueamento e outra de destilação, terão que ficar paradas por meses. Ainda não se tem a dimensão exata do que esse acidente provocou”, afirma o diretor do Unificado, Arthur Bob Ragusa.

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O acidente, ocorrido às 00h51 do dia 20, afetou três unidades: U-683 (Unidade de Tratamento de Água Ácida), U-220A (Unidade de Craqueamento Catalítico) e U-200 (Unidade de Destilação Atmosférica), tendo início com a explosão do tanque TQ-68301, da U-683, seguido de incêndio do material inflamável contido no tanque, que se espalhou pelas outras duas unidades e em parte da tubovia principal. O fogo foi completamente extinto por volta das 4 horas da manhã, permanecendo o trabalho de rescaldo e resfriamento até o final da tarde do dia 20.

A ANP informou que já deu início ao processo administrativo de investigação de acidente e os dirigentes da FUP e do Sindipetro continuarão acompanhando todas as etapas.

FUP cobra reunião com o MTE

Na sexta-feira, 24, a FUP enviou ofício ao Ministério do Trabalho e Emprego, solicitando reunião para discutir a insegurança no Sistema Petrobrás e os riscos e consequências gerados pelo acidente na Replan. A reunião, com data ainda a ser divulgada, será em Brasilia, com participação também do Sindipetro Unificado de São Paulo.

SPIE suspenso

Além da interdição da ANP, o Instituto de Petróleo, Gás e Biocombustível - IBP suspendeu cautelarmente o Certificado de Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE) da Refinaria, atribuindo como "Acidente Ampliado" a explosão que ocorreu no dia 20.

"Aplicar 'Suspensão Cautelar' ao Certificado de SPIE da Petrobrás Replan, a partir desta data (21/08/18), até que seja enviado, ao OCP/IBP, relatório detalhado com as causas que levaram ao acidente, ações implementadas e conclusões".

A certificação do SPIE está prevista no ANEXO II da NR-13, do Ministério do Trabalho e Emprego, e tem como objetivo condicionar inspeção de segurança e operação de vasos de pressão, caldeiras e tubulações.

[FUP, com informações da CUT e do Sindipetro Unificado-SP]

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Em decorrência dos acidentes que têm tomado conta do ambiente de trabalho na Petrobrás, os Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros realizaram na manhã desta sexta-feira, 24, atos em defesa da vida e em solidariedade aos trabalhadores da Refinaria de Paulínia, em São Paulo. Onde na madrugada de segunda-feira, 20, ocorreu uma explosão que, por muito pouco, não causou mortes.

O coordenador geral da FUP licenciado para concorrer ao pleito de deputado federal, José Maria Rangel, participou do ato na Refinaria de Duque de Caxias - REDUC, no Rio de Janeiro,  junto com o coordenador em exercício, Simão Zanardi.

Rangel lembrou aos trabalhadores presentes da importância deste ato e das inúmeras denúncias que a Federação e seus sindicatos filiados têm realizado junto aos órgãos fiscalizadores, além de denunciar o sucateamento das plantas em detrimento da privatização. “Esse ato de hoje se reveste de uma importância muito grande, porque nós temos denunciado todo abandono na área de segurança das unidades operacionais da Petrobrás. A atual administração da empresa reduziu os investimentos em sua área de refino, e isso tem na, nossa concepção, um motivo simples: eles querem vender o refino”.

O candidato alertou ainda que a falta de manutenção nos equipamentos que coloca em risco a vida dos trabalhadores se deve em função do golpe que está em curso no Brasil desde 2016, quando MiShell Temer assumiu de forma ilegítima a presidência da república. “Tem que estar claro para todos e todas que nós vivemos hoje tempos sombrios no país, nós vivemos tempos de resistência (...) o que aconteceu na REPLAN, pela sua gravidade, foi a mão de Deus que permitiu que nós hoje não estivéssemos chorando aqui dezenas de trabalhadores e trabalhadoras assassinados”.  

“PCR é pavimentação da privatização”

Mesmo com o ato contra o Plano de Cargos e Remuneração transferido para a próxima sexta-feira, 31, o coordenador licenciado, José Maria Rangel, lembrou aos presentes que tudo o que vêm acontecendo na Petrobrás é consequência do golpe. Tanto o clima de insegurança, quanto a retirada de direitos dos trabalhadores.

De acordo com ele, “a Petrobrás quer se transformar em uma empresa única e exclusivamente exportadora de óleo cru. Não quer mais saber de refinar ou de área de fertilizante. Para uma empresa que se dizia quebrada, ela destinou ao mercado financeiro no ano passado 137 bilhões de reais. Além de reduzir drasticamente os investimentos na área de exploração e produção e área de refino”. E alertou que “se nós não tivermos a exata dimensão de que estes ataques estão diretamente ligados ao atual momento que o pais vive e atual pensamento escravocrata que essa administração da Petrobrás tem, a gente pode ser levado a cometer alguns equívocos. Pois tudo isso é a pavimentação para a privatização da empresa, se esse modelo de administração não for derrotado nas urnas no próximo dia 07 de outubro.

Zé Maria, como é conhecido entre os petroleiros, comparou também a atual postura da empresa, de tentar subornar os empregados, com o ano de 1998, quando foi oferecido aos petroleiros da Bacia de Campos a quantia de 15 remunerações para desfazer a 5ª turma. “Quando a administração da Petrobrás oferece um dinheiro para retirar o nosso Plano de Cargos e Salários, que foi construído por nós, e ainda fala que é individual e muitos aceitam, a leitura que ela faz é de que pode avançar um pouco mais como, por exemplo, oferecer dinheiro para pegar a escala de vocês. Ela fez isso em 98 na Bacia de Campos, em um momento muito parecido da que vivemos atualmente”.

FUP questiona PCR na justiça

De acordo com o sindicalista e candidato a deputado federal, a construção do atual Plano de Cargos (PCAC) foi coletiva e é papel das entidades em conjunto com os trabalhadores batalhar por conquistas que gerem um legado. “Não dá pra a gente fazer uma discussão olhando só para o umbigo, algo que foi conquistado coletivamente. Por isso a Federação e os sindicatos estão questionando o PCR na justiça”.  

Não aperte o botão

Em apelo à vida dos trabalhadores, Jose Maria Rangel pede aos petroleiros presentes no ato que não aceitem o novo Plano de Cargos estipulado unilateralmente pela empresa. “Nós estamos indicando para vocês hoje: não apertem o PCR. Façam a defesa do trabalho seguro. Utilizem o direito de recusa. Porque o valor da vida para Petrobrás é 50 mil reais e a vida vai seguir. Não podemos nos permitir a aceitar isso. A atual legislação trabalhista, oriunda do golpe, permite a terceirização de todas as atividades. Esse momento em que estamos passando, é um momento de resistência. É o momento em que nos temos que escolher qual é o nosso lado. E é o lado do sindicato”, esclarece.

“A nossa resistência é fundamental, pois ela que vai determinar qual vai ser o futuro da companhia nos próximos anos. Em qualquer cenário, vamos ter dificuldades. Só que se a esquerda vence a eleição, nós teremos interlocução, vamos poder pleitear que essa empresa volte a ser uma empresa que tenha compromisso com o povo brasileiro, que seja indutora do desenvolvimento nacional, e não unicamente uma empresa para dar dinheiro a acionistas. Uma empresa que presa pela vida, que não deixa de ser uma empresa integrada de petróleo. Nós vamos ser decisivos nesse processo. E temos a obrigação de dizer para todos os que nos cercam, que a nossa empresa não é corrupta, não é ineficiente e a nossa empresa tem homens e mulheres de bem. E isso vai ser determinante para a gente virar esse jogo”, concluiu Rangel.

Prisão em Manaus

Um fato lamentável marcou o início da mobilização, na manhã dessa sexta-feira, dia 24, na Refinaria Isaac Sabbá - REMAN. Os petroleiros foram surpreendidos por policiais civis e militares que, de arma em punho, afrontaram a direção do Sindipetro Amazonas. Com muita truculência, revistaram os dirigentes sob a alegação de estarem procurando armas.

Na sequência, levaram presos representantes dos trabalhadores terceirizados que estão em greve. De acordo com a direção do Sindicato, quando questionados, os policiais afirmaram que é só o começo.  “Pra quem ainda tinha dúvidas, esse fato deixa bem claro que não vivemos mais em um estado democrático de direito”, alertou Paulo Neves, diretor da FUP.  

Nas fotos abaixo, as mobilizações por todo o país:

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[FUP]

 

Publicado em Trabalho

O expediente na Refinaria de Paulínia (Replan) vai começar mais tarde nesta sexta-feira (24/08). Para celebrar a vida e protestar contra a precarização das condições de trabalho e redução do efetivo mínimo, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) convoca os trabalhadores para participarem de um ato de atraso na frente da portaria de acesso da empresa, na Rodovia Professor Zeferino Vaz, a partir das 7 horas.

Nessa mesma data serão realizadas mobilizações em todas as unidades de refino dos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A categoria decidiu fazer nesta sexta-feira um dia nacional de protestos, para reivindicar segurança, investimentos em manutenção e recomposição dos efetivos.

O estopim para a convocação do movimento nacional foi a explosão, seguida de incêndio, que ocorreu na madrugada de segunda-feira (20), na Replan. O acidente não teve vítimas, mas deixou os trabalhadores em pânico. Havia cerca de 50 empregados trabalhando nas unidades afetadas (craqueamento e destilação). No momento da explosão, eles estavam jantando no restaurante da empresa.

Por apenas sete minutos, uma petroleira não morreu na explosão. O acidente aconteceu a 00h51 e a trabalhadora fez a ronda na área a 00h44. O estrondo foi tão forte que chegou a causar tremores em residências de Paulínia e Campinas e pode ser ouvido por moradores de Americana, a cerca de 40 quilômetros de distância da refinaria.

Ameaça constante

Considerado por muitos trabalhadores como o mais grave da história da Petrobrás, o acidente ocorreu nove meses após a reversão na unidade de craqueamento, que lançou na atmosfera uma novem gigantesca com alto grau de explosividade. Foi outro acidente perigoso e que assustou os petroleiros e a comunidade no entorno da refinaria.  

“Os trabalhadores da Replan estão sob ameaça constante, com a falta de segurança e o descaso da atual gestão da Petrobrás. Tudo isso é resultado da política de desmonte da empresa, que vem sendo sucateada e transformou a refinaria em uma bomba relógio, na iminência de uma grande tragédia”, declara o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

Nesta sexta-feira (24), a FUP e seus sindicatos realizam atos em todas as unidades do Sistema Petrobrás, exigindo segurança, investimentos em manutenção e recomposição dos efetivos. Em vez de gastar milhões com o PCR, para precarizar ainda mais as condições de trabalho, a gestão da empresa deveria garantir o direito à vida

Sete minutos. Esse foi o tempo registrado entre a explosão do tanque de uma das unidades da Replan (SP) e a presença de trabalhadores na área. Cerca de 50 petroleiros estavam executando tarefas nas unidades atingidas pelo acidente da madrugada do dia 20, que deixou os trabalhadores e a comunidade em pânico.

Considerada a mais grave ocorrência da história da refinaria, a explosão foi registrada às 00h51 por câmeras de segurança e vídeos. As imagens, compartilhadas por grupos de WhatsApp, revelam que sete minutos antes, uma petroleira passou pelo local do acidente. Por sorte, os trabalhadores estavam reunidos no restaurante para jantar.

Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos vêm alertando a Petrobrás para os riscos de um grande acidente industrial, em função dos cortes de efetivos e da falta de manutenção. Situação agravada pela saída de cerca de 20 mil trabalhadores nos PIDVs e pela reestruturação imposta pelo Estudo de Organização e Métodos (O&M), que reduziu ainda mais os quadros de trabalhadores nas áreas operacionais. 

Na mira da privatização, as refinarias se transformaram em bombas-relógio. Desde a implantação do O&M, em junho do ano passado, a Replan já sofreu quatro paradas emergenciais causadas por problemas operacionais. Em novembro, a falha no sistema de ar comprimido causou a emissão de gases altamente poluentes, o que gerou multa de R$ 1 milhão para a Petrobrás. Uma nuvem carregada de combustíveis também foi lançada na atmosfera, o que poderia ter causado uma grande explosão, se houvesse uma fonte de ignição.

O desmonte da empresa reflete diretamente na segurança e impacta os trabalhadores em todas as unidades. A redução de efetivos gerou um déficit imenso de técnicos de operação, de manutenção e de segurança, comprometendo os processos de manutenção. As paradas foram reduzidas e, quando ocorrem, não há o devido acompanhamento dos técnicos da Petrobrás por falta de efetivos. Em vez de realizarem concursos públicos para recompor os quadros da empresa, os gestores apostam na precarização, tentando comprar os petroleiros com um plano de cargos que deixará os trabalhadores ainda mais vulneráveis e expostos a acidentes.

Acesse aqui a edição especial do informativo da FUP

Na Regap, trabalhadores foram atingidos por ácido sulfúrico

No dia 06 de agosto, um grave acidente na unidade de tratamento de água da Regap (U-47) feriu três trabalhadores: um operador e dois técnicos de manutenção. Eles foram atingidos por ácido sulfúrico 98%, após o rompimento da conexão de um Indicador Local de Pressão (PI) durante o teste de uma válvula.

O operador Antenor Cavalcante teve 20% do corpo queimado e continua internado para tratar as lesões de 2° e 3° grau que atingiram suas costas, peito, braço e antebraço esquerdos e parte do rosto. Ele também está com uma lesão reversível no olho direito. Os outros dois petroleiros vítimas do acidente sofreram ferimentos leves.

Na Repar, múltiplas ocorrências

Na Repar (PR), várias ocorrências vêm assustando os trabalhadores, principalmente após a redução de efetivos causada pela implantação do O&M. O setor de Hidrotramento e Reforma Catalítica (HRC) da Casa de Compressores da Unidade de Hidrotratamento de Diesel (U-2313) é um dos mais vulneráveis a acidentes. No dia 28 de fevereiro, houve vazamento de Hidrogênio (H2) e de Ácido Sulfídrico (H2S), o que levou a unidade a ser temporariamente paralisada.

Pesquisa da FUP apontou insegurança

Em pesquisa feita pela FUP e seus sindicatos com os trabalhadores das refinarias, 94% dos 1.180 petroleiros que participaram da consulta informaram que não se sentem seguros nas unidades. Apenas 170 trabalhadores disseram ter tido algum tipo de treinamento sobre os procedimentos de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, como prevê a NR-20.

Vidas em vão?

A insegurança crônica que transformou as refinarias em bombas-relógio é a mesma que afeta as plataformas, terminais e campos de produção terrestre, que também estão sendo sucateados e privatizados. O resultado do desmonte é o aumento dos acidentes, que já mataram 14 trabalhadores nestes dois anos de gestão temerária dos golpistas. Em 2018, já são três fatalidades.

+ 07 de fevereiro

O plataformista Marlon Lima Rosendo, 30 anos, morreu em acidente no campo de produção terrestre de Fazenda Bálsamo, na Bahia.  Ele era contratado da Braserv e foi atingido na cabeça pela plataforma, que tombou, após o rompimento de um cabo de aço.

+ 09 de abril

José Altamir Ozorio, 63 anos, morreu durante acidente no Terminal de Osório (TEDUT), no Rio Grande do Sul. Ele trabalhava para a Cross&Freitas, empresa que presta serviços de corte de grama para a Transpetro, e foi atingido pela caçamba do trator que operava.

+ 03 de agosto

O mergulhador Athayde dos Santos Filho, 57 anos, morreu durante acidente em um campo de produção da Bacia de Santos. Funcionário da Fugro, ele realizava um mergulho a 170 metros de profundidade para instalação de tubulação da Plataforma de Mexilhão.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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