[Reportagem do jornal Correio, da Bahia]

A primeira refinaria de petróleo do Brasil e a segunda em tamanho e produção do país pertencente à Petrobras, a Landulpho Alves (Rlam), enfrenta um surto de covid-19.

Segundo os sindicatos dos empregados e dos funcionários terceirizados – que somam mais de 2,8 mil trabalhadores – a refinaria, que fica em São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano, já registrou 224 casos da doença desde o início da pandemia, em março deste ano. Até agora, um trabalhador terceirizado é o único óbtido da estatal na Bahia vitima do novo coronavírus .

Segundo o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), nos meses de abril e maio, somente na Rlam, havia 24 casos de empregados próprios que testaram positivo para o novo coronavírus.

Alguns apresentaram sintomas, mas outros eram assintomáticos, o que é um grande perigo, pois indica que o nível de contaminação pode ser ainda maior.

O Sindipetro disse que a refinaria vem negando o fornecimento de informações sobre o estado de saúde dos trabalhadores.

Diante do problema, a entidade traçou um mapa dos trabalhadores contaminados com base nas informações colhidas por uma área corporativa de segurança, meio ambiente e saúde, gerência executiva da Petrobras.

"Essas unidades acabam fornecendo as informações consolidadas para órgãos competentes como o Ministério de Minas e Energia", explica o diretor da entidade sindical, Deyvid Bacelar. Segundo ele, a Rlam tem 862 funcionários concursados.

Entre os funcionários terceirizados (cerca de 2 mil), o número de contaminados chegaria a 200, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Candeias, Simões Filho, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde e Madre de Deus (Siticcan).


“Isso é o que a gente toma conhecimento, porque as informações são negadas. Se for fazer o teste em todo mundo, tem 60% infectados. Muitos estão trabalhando porque têm medo de serem demitidos”, disse um dos diretores da entidade, Antônio Loteba Silva.


O sindicato conta com pouco mais de 2 mil funcionários terceirizados que atuam na área de vigilância, limpeza, informática, manutenção elétrica e mecânica, caldeiraria, entre outros.

E foi justamente um dos terceirizados que se tornou o primeiro óbito da estatal na Bahia vítima da covid-19. No dia 11 de abril, Johnny de Carvalho Mafort, 36 anos, não resistiu e faleceu no Hospital Aeroporto.

Johnny entrou em 2018 na Halliburton onde trabalhava como operador de serviço numa sonda de perfuração na cidade de Araçás, região agreste do estado. A empresa presta serviço para a Petrobras e outras petrolíferas, aqui no Brasil e para o exterior, na área de perfuração de poços terrestres e marítimos.

 

 

Procurada, a Petrobras forneceu dados nacionais. Atualmente, a empresa tem 314 empregados próprios com confirmação para covid-19, dentre os seus mais de 45.400 empregados. Deste total, 172 são assintomáticos e foram identificados no processo de triagem, antes mesmo de entrarem nas unidades, afastando, portanto, possibilidade de contágio.

Todos são orientados, segundo a empresa, a cumprir isolamento e passam a ser monitorados pelas equipes de saúde – 990 empregados da Petrobras já estão recuperados e retornaram ao trabalho.

Em relação à não divulgação dos dados de infectados pelo coronavírus de trabalhadores na Petrobras na Bahia, a companhia informou que "reporta somente dados de empregados porque somente em relação a estes a Petrobras detém acesso a todas as informações necessárias."

"Em relação aos profissionais terceirizados, a Petrobras acompanha e fiscaliza as medidas tomadas pelas empresas contratadas, papel que vem exercendo com diligência nas medidas preventivas contra a covid-19", continua a nota.

A empresa informou ainda que "desde maio, a Petrobras está realizando testes rápidos na Refinaria Landulpho Alves (RLAM)". "Os testes são feitos entre empregados, colaboradores de empresas prestadoras de serviços e contactantes de casos suspeitos", garante.

O CORREIO procurou a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que informou que não contabiliza casos por unidades, apenas por municípios. O CORREIO procurou a Prefeitura São Francisco do Conde e aguarda resposta.

Dimensão
A Refinaria Landulpho Alves (Rlam) foi a primeira refinaria nacional de petróleo. Sua criação, em setembro de 1950, foi impulsionada pela descoberta do petróleo na Bahia e pelo sonho de uma nação independente em energia. Localizada no Recôncavo, sua operação possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul, o Pólo Petroquímico de Camaçari.

Na Rlam são refinados, diariamente, 31 tipos de produtos, das mais diversas formas. Além dos conhecidos GLP, gasolina, diesel e lubrificantes, a refinaria é a única produtora nacional de food grade, uma parafina de teor alimentício utilizada para fabricação de chocolates, chicletes, entre outros, e de n-parafinas, derivado utilizado como matéria-prima na produção de detergentes biodegradáveis.

Impacto
O surto pode trazer sérios impactos à economia. “Ela (refinaria) é responsável por 25% do ICMS da Bahia. É a maior empresa do Nordeste e da Bahia. O surto pode trazer consequências muito sérias, refletindo na produção dos derivados de petróleo como gasolina, gás de cozinha, diesel, óleo de combustível, oleio lubrificante, parafina e outros que vão para as indústrias petroquímicas, farmacêuticas e de alimentícias”, declarou Bacelar.

O CORREIO conversou com um dos empregados que já se recuperou da covid-19 e voltou a trabalhar na refinaria. Ele atua como operador no setor de lubrificantes. "Na minha unidade de 45 pessoas, três estiveram a doença, incluindo eu. Mas lá são muitas unidades. Muito provavelmente o número é bem maior. Antes de ficar doente, já havia outros casos lá”, disse ele, que voltou ao trabalho há um mês.

Os casos de empregados e terceirizados infectados na Petrobras não estão restritos à Rlam. Outros 16 casos foram contabilizados em unidades do estado nas cidades de Araçás, São Sebastião do Passé, Candeias, Madre de Deus, Itabuna, Salvador, Camamu e Camaçari.


“Na minha unidade, quatro pessoas retornaram, inclusive eu, e um outro já foi afastado e testou positivo”, disse um empregado da termo-elétrica de Arembepe, localidade de Camaçari.


Ainda de acordo com a estatal, a testagem em massa pré-embarque/pré-turno é fundamental para a triagem dos profissionais antes do início das atividades, evitando o contágio nas plataformas, refinarias, UPGNs e UTEs.

Por meio dos testes rápidos, a Petrobras diz que tem identificado pessoas sem qualquer sintoma, mas com presença de anticorpos que podem indicar vírus em estágio ativo e possibilidade de contágio.

A partir do resultado, esses colaboradores não podem acessar as áreas operacionais, são orientados a cumprir isolamento e passam a ser monitorados pelas equipes de saúde, segundo a empresa.

Os dados de monitoramento da saúde dos empregados da companhia indicam uma tendência de estabilização (sem crescimento) do número de casos, o que, também segundo a companhia, indica que as ações implantadas estão surtindo efeito.

[Via Portal Correio 24 horas]

Já são 22.169 casos confirmados de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Brasil e 1.223 mortes. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde, no domingo (12), mas segundo especialistas o número deve ser maior, pois há casos suspeitos que ainda não foram confirmados e o número de testes aplicados ainda é baixo.

A taxa de letalidade do vírus já chega a 5,5%. Mas a pandemia está sendo minimizada pela Petrobrás, principalmente quando se trata dos seus trabalhadores terceirizados.

As denúncias não param de chegar ao Sindipetro. A maioria delas vindo da RLAM. Recentemente, denunciamos os banheiros sujos, sem sabão ou toalha de papel na Unidade 39, o que surtiu efeito, mas temporário. Após limpos e equipados, os banheiros foram fechados e substituídos por banheiros químicos, que continuam sujos, sem sabão ou papel toalha.

Outro grave problema são os relógios de ponto, que além de não terem álcool gel, estão se tornando foco de uma possível contaminação, pois os trabalhadores de diversas empresas são obrigados a bater o ponto ao mesmo tempo, formando aglomeração. A empresa Potencial foi a única a flexibilizar o horário, liberando os seus trabalhadores a partir das 16h45.

Os ônibus também continuam lotados. Com tantas pessoas morrendo vitimas da covid-19, o que a Petrobrás e essas empresas estão fazendo é um atentado à vida humana. E serão responsabilizadas por isso.

A direção do Sindipetro vem denunciando, chamando a Petrobrás à responsabilidade e fazendo tudo o que está ao alcance da entidade, a exceção de mobilizações, que não podem ser feitas para não expor os trabalhadores.

Mais uma vez, entraremos em contato com a gerência da Petrobrás, alertando que a estatal é responsável pelo que acontece em suas unidades e que é urgente que as empresas ofereçam mais segurança aos seus trabalhadores. Caso não resolva essa situação, a Petrobrás está assumindo, de forma negligente, o risco de possíveis contaminações e mortes dos seus trabalhadores.

[Via Sindipetro Bahia}

Em 05 de julho de 1983, os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan/SP) iniciaram uma das mais importantes greves da categoria, que logo em seguida teve a adesão dos trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA). Foram sete dias de enfretamento, em um movimento essencialmente político contra a ditadura, cujo estopim foi um decreto do general João Batista Figueiredo, para cortar direitos dos trabalhadores de estatais e reduzir efetivos.

Os militares ocuparam as refinarias, fizeram intervenções nos sindicatos, cassaram seus dirigentes e demitiram 358 petroleiros. Dez dias depois, em 21 de julho de 1983, cerca de três milhões de trabalhadores das mais diversas categorias cruzaram os braços na primeira greve geral da ditadura militar.

Em agosto do mesmo ano, a CUT foi fundada, tendo como principais eixos de luta o fim da ditadura, a revogação da Lei de Segurança Nacional e a garantia de liberdade e autonomia sindical.  

434 mortos e desaparecidos

Em 2012, o governo Dilma Rousseff instalou a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que durante dois anos e meio recolheu depoimentos e levantou uma série de dados sobre os crimes da ditadura.

As investigações resultaram em um relatório com mais de quatro mil páginas, onde foram listados 434 mortos e desaparecidos, bem como as circunstâncias e autoria dos crimes.

A Comissão responsabilizou 377 pessoas pelas mortes, torturas e demais violações aos direitos humanos, entre eles agentes das Forças Armadas, empresários e ex-ditadores.

“Um golpe de classe”

Além de assassinatos e torturas, a ditadura militar violou direitos dos trabalhadores, arrochou os salários, acabou com a estabilidade no emprego e impôs uma lei antigreve.

“Os trabalhadores foram o objeto principal do golpe, que foi um golpe de classe. Um golpe contra uma ‘República Sindical´. Não era a questão comunista a principal, mas dar um golpe contra a causa dos trabalhadores. Isso tinha muito a ver com o Estado que eles queriam construir naquele momento. A repressão se abateu, principalmente, sobre a classe trabalhadora”, afirmou a jurista Rosa Cardoso, que coordenou a Comissão da Verdade.

Caixa dois dos empresários financiou o golpe e a repressão

A Comissão da Verdade comprovou a participação de diversos empresários no golpe de 1964 e na sustentação da ditadura militar.

O Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES) e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) foram os instrumentos de financiamento utilizados por eles.

Em depoimento à Comissão, Paulo Egydio Martins, governador “biônico” de São Paulo entre 1975 e 1979, afirmou que os empresários usavam dinheiro de caixa dois nas doações que faziam a estes institutos.

Alguns empresários participavam diretamente do esquema, subsidiando a estrutura de repressão da ditadura.

O mais famoso deles, Henning Boilesen, do grupo Ultra, que controlava a Ultragaz, ajudou pessoalmente os militares a importar instrumentos de tortura. Um dos aparatos chegou a ser batizado com o nome do empresário, que também assistiu sessões de tortura no DOI-CODI de São Paulo.

SNI tinha uma divisão dentro da Petrobrás

Durante a ditadura, as estatais foram comandadas por militares de alta patente, que implantaram nas empresas uma extensão do Serviço Nacional de Informações (SNI) para investigar os trabalhadores.

Na Petrobrás, o trabalho ficou a cargo da Divisão de Informações (DIVIN), responsável por identificar a “orientação política e social” dos petroleiros.

Em maio de 2013, a direção da empresa transferiu para o Arquivo Nacional uma série de documentos produzidos pelo DIVIN. O acervo reúne 426 rolos de microfilmes, com 131.277 fichas de controle dos trabalhadores que foram investigados pela ditadura.

Sindicatos à frente da redemocratização

Em maio de 1978, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, a greve dos metalúrgicos da Scania, em São Bernardo do Campo, contestou a ditadura, iniciando uma série de revoltas operárias no ABC paulista.

O estádio de Vila Euclides foi palco e símbolo desse movimento, que iniciou o processo de redemocratização no país. Foi lá que Lula conduziu, em 13 de março de 1979, uma assembleia histórica, com 80 mil metalúrgicos.

Paralisações pipocaram por todo o país, desafiando a lei antigreve.

Em 1981, apesar da proibição dos generais, mais de cinco mil trabalhadores se reuniram em Praia Grande, no litoral paulista, para a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que aprovou a construção da CUT.

Criada em 1983, a central foi fundamental nas mobilizações pela redemocratização, que desencadearam o movimento Diretas Já e a retomada das eleições para presidente da República.

> Entenda a importância da greve dos petroleiros em 1983: 

[FUP] 

 

Publicado em Trabalho

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que a Petrobrás fez uma importação adicional do GLP (gás de cozinha) que deve estar chegando nessa segunda-feira (30) ao mercado.

Responsável por quase 100% do fornecimento de GLP no país, a empresa opta em manter desativadas unidades como a U-6, pertencente à Refinaria Landulpho Alves, localizada em São Francisco do Conde, na Bahia, enquanto importa o produto que poderia estar produzindo aqui.

“A grande procura pelo botijão de 13 kg do gás de cozinha levou à falta do produto em várias cidades do Brasil. Isso porque as pessoas estão cozinhando mais em suas casas, onde permanecem em quarentena como forma de prevenção ao Covid-19 (coronavírus). No caso da Bahia, ainda houve o problema operacional na Unidade 39 da RLAM, que ficou parada durante cinco dias, agravando a ainda mais a situação da oferta de GLP”, afirma o diretor do Sindipetro Bahia, Attila Barbosa, que também é funcionário da RLAM. Para ele o correto é a reativação da Unidade 6. Não precisamos importar GLP. “É um absurdo que diante da situação que estamos vivendo a atual gestão da Petrobrás insista em prosseguir com as mudanças operacionais que visam a venda das refinarias”, finaliza.

[Via Sindipetro Bahia]

Um problema operacional na unidade de craqueamento da Refinaria Landulpho Alves, a U-39, na semana passada, reduziu o estoque de GLP (gás de cozinha) e gasolina na refinaria. A unidade ficou parada durante cinco dias.

Nos pontos de distribuição de gás de cozinha foram registradas filas em vários locais da cidade. As revendedoras tiveram dificuldade em adquirir o produto para passar aos consumidores.

Para o diretor do Sindipetro Bahia e funcionário da RLAM, Áttila Barbosa, se a Unidade 6 da refinaria, que tem capacidade para produzir 2 mil metros cúbicos de GLP por dia não tivesse sido hibernada por decisão gerencial da Petrobras, esse impacto seria menor “porque nós poderíamos garantir pelo menos a produção de 2 mil metros cúbicos por dia enquanto a Unidade 39 estivesse em reparo”.

“O fato é que se a Unidade 6 estivesse operando haveria uma maior confiabilidade no fornecimento de GLP e gasolina da refinaria”, afirma.

Além disso, ele acredita que o outro fator que levou à diminuição da oferta do gás foi o aumento da procura pelo produto, uma vez que um maior número de pessoas permanece em casa devido à quarentena decretada como prevenção ao Covid-19. “O problema operacional na RLAM e o aumento da demanda levou à redução do produto”, opina.

Hoje a unidade 39 produz 4 mil metros cúbicos de GLP por dia, além de gasolina e outros produtos como o propeno e o propano, que são utilizados dentro da própria refinaria ou vendidos para outras empresas. Quando as duas unidades estavam em operação, a RLAM era responsável pelo abastecimento de todo o Norte e Nordeste.

Unidade 6

O fechamento da Unidade 6 faz parte das mudanças operacionais que estão sendo efetuadas pela Petrobras visando a venda da Refinaria Landulpho-Alves (RLAM), localizada na cidade de São Francisco do Conde, que é um dos oito ativos na área do refino ofertados pela direção da estatal.

“Essa movimentação da direção da estatal coloca em dúvida o que a própria empresa vem afirmando à sociedade, de que a produção de derivados na Bahia não seria afetada com a venda da RLAM. Ao que tudo indica, a venda trará o encolhimento da capacidade de refino da refinaria de Mataripe e as conseqüências dessa redução já estão sendo sentidas, “ alerta o diretor do Sindipetro Bahia e funcionário da RLAM, Attila Barbosa.

A U-6 completou 60 anos de produção em fevereiro e produzia, com baixo custo operacional, a melhor gasolina do país, que, inclusive, era utilizada na Fórmula 1. Em 2014, no auge da sua produção, a Unidade alcançava uma lucratividade de cerca de R$ 800 mil por dia, portanto, uma unidade viável e estratégica.

Desde que adotou a política de paridade de preços dos seus derivados em relação ao mercado internacional, seguindo os preços do dólar e do barril de petróleo (que começou no governo Temer) , houve uma grande redução da carga processada nas refinarias e aumento do volume de importação. O que significa que a RLAM tem produzido, a cada ano, um volume menor de derivados em relação à sua capacidade máxima. A consequência foi um aumento significativo nos custos da gasolina, gás de cozinha e do óleo diesel.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

O avanço do Covid -19 em todo o mundo e as recomendações dos órgãos de saúde para que se restrinja o convívio social, possibilitando que o maior número possível de pessoas permaneçam em suas casas estão sendo ignorados pela gerência da RLAM.

Continuam chegando diariamente ao sindicato denúncias de negligência e super lotação em diversos setores da refinaria. São vestiários sem higienização, vans e ônibus lotados, banheiros sem sabonete ou papel toalha, e, em alguns setores falta álcool gel.

De acordo com os trabalhadores, em relação às terceirizadas a empresa Potencial foi a única que colocou em prática uma pequena ação ao criar turnos de trabalho. Já as outras estão fazendo pouco caso, com a conivência da Petrobrás.

Eles temem se infectar com o vírus devido à exposição sem nenhum tipo de proteção e transmiti-lo a seus familiares, muitos, com mais de 60 anos de idade.

Na segunda, 23, o Sindipetro Bahia recebeu a informação de que um trabalhador próprio da RLAM, lotado no Conjunto Pituba, foi diagnosticado com covid-19 (coronavírus). Ele havia retornado de férias e trabalhou no 18º andar, do edifício Torre Pituba, entre os dias 9 e 13 de março.

A descoberta feita pelos trabalhadores de um caso positivo de coronavírus dentro de uma das unidades da Petrobrás na Bahia, expôs a falta de transparência da atual gestão da estatal, que vem escondendo dos seus funcionários informações importantes.

No portal da intranet, a empresa destaca dois casos positivos de coronavírus entre seus funcionários, lotados no Rio de Janeiro, admitindo que no total há 4 casos, mas não diz onde são os outros dois.

[Via Sindipetro Bahia]

Um trabalhador próprio da RLAM, lotado no Conjunto Pituba, foi diagnosticado com covid-19 (coronavírus). Ele havia retornado de férias e trabalhou no 18º andar, do edifício Torre Pituba, entre os dias 9 e 13 de março.

A descoberta feita pelos trabalhadores de um caso positivo de coronavírus dentro de uma das unidades da Petrobrás na Bahia, expôs a falta de transparência da atual gestão da estatal, que vem escondendo dos seus funcionários informações importantes.

No portal da intranet, a empresa destaca dois casos positivos de coronavírus entre seus funcionários, lotados no Rio de Janeiro, admitindo que no total há 4 casos, mas não diz onde são os outros dois.

Essa falta de transparência está levando insegurança e pânico aos trabalhadores diretos e terceirizados. Soma-se a isso a falta de ações eficazes para proteger os funcionários do coronavírus.

No Torre Pituba, o pavor foi disseminado, pois ninguém sabe por onde o trabalhador passou e com quem teve contato direto.

A Petrobras informou que já avisou aos órgãos competentes e está realizando mapeamento das pessoas que tiveram contato com o trabalhador, mas diante da postura que a estatal vem tomando, como confiar?

A sala onde ele trabalha já está sendo higienizada. E os outros locais?

Desde a semana passada o Sindipetro vem denunciando uma série de irregularidades e negligências da Petrobrás no combate ao coronavírus. O Sindipetro recebeu inúmeras denúncias da falta de álcool gel e sabonetes em muitas unidades da estatal na Bahia. A maior quantidade de denúncias veio da RLAM.

O mais grave é a insistência das gerências da Petrobrás em manter um grande número de pessoas em suas áreas, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, que indicam a reclusão social e a manutenção da distância no mínimo um metro entre as pessoas, como formas mais eficazes para prevenir e combater o vírus.

Refeitório de trabalhadores terceirizados da RLAM é porta aberta para contágio

Nessa segunda-feira (23), vários dias após a OMS ter decretado pandemia do novo coronavírus e vários casos, inclusive de mortes, serem confirmados na Bahia, o refeitório dos terceirizados da RLAM (na refinaria, os refeitórios de terceirizados e próprios são separados) estava lotado na hora do café da manhã (foto) e do almoço, com trabalhadores sem proteção, sentados próximos aos colegas nas mesas. Veja fotos e vídeo aqui.

[Via Sindipetro-BA]

Sexta, 07 Fevereiro 2020 17:41

Adesão à greve na Bahia aumenta a cada dia

Na Bahia, a cada dia aumenta o número de petroleiros que, de forma espontânea, aderem à greve nacional da categoria. Tem sido assim na RLAM, PBIO, Temadre e nas unidades da UO-BA.

Em Taquipe, onde há o maior número de trabalhadores da UO-BA – cerca de 1.500 – vem acontecendo mobilizações na porta da unidade desde o inicio da greve, que entra hoje no 7º dia com a adesão de 70 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados.

Todos os dias, em Taquipe, os trabalhadores próprios e terceirizados participam de um bate papo com a diretoria do Sindipetro, retornando em seguida para as suas residências. Gerentes, equipe médica, segurança industrial, patrimonial e equipe ambiental, continuam entrando para trabalhar.

A greve dos petroleiros é contra o descumprindo do Acordo Coletivo de Trabalho e pela suspensão imediata do programa de demissões de 1.000 trabalhadores na FAFEN Paraná.

Direito garantido em lei

A greve é um direito garantido em lei e o movimento paredista dos petroleiros está seguindo todos os trâmites legais que são exigidos nesse caso. Portanto, a greve da categoria é legal e constitucional. Não é abusiva.

É muito importante  que todos se mantenham unidos e não aceitem pressão da gerência. Em caso de qualquer problema, como pressão ou assédio moral, procure um diretor do sindicato.

Após levantamento do quadro nacional de greve, a FUP afirmou que  “em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento”.

Rlam

Para aqueles trabalhadores que já  cumpriram sua jornada de trabalho, a orientação do Sindipetro Bahia é que preencha o modelo de solicitação para saída da refinaria, entregue ao seu gerente e envie cópia para  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..  A gerência não pode colocar em risco a vida dos trabalhadores e as instalações da unidade e nem impedir  os trabalhadores de retornar para suas casas após cumprir sua jornada. Não ceda à pressão, pois sua saúde e sua vida é que estão em jogo.

[Via Sindipetro-BA] 

Fonte – Sindipetro Bahia

Publicado em Greve 2020
Quinta, 06 Fevereiro 2020 13:24

Rlam já tem trabalhadores em cárcere privado

A greve dos petroleiros entra no sexto dia com a adesão de 50 unidades do Sistema Petrobrás em todo o Brasil, o que significa que cerca de 17 mil petroleiros estão de braços cruzados em 12 estados do país.

Na Bahia, a greve se fortalece a cada dia, ganhando a adesão de trabalhadores próprios  do adm e  do turno e também dos terceirizados.

Na Refinaria Landulpho Alves, com o corte de rendição, os operadores não entraram para trabalhar, retornando para as suas residências. Muitos daqueles que já estavam na unidade estão pedindo para sair, pois não se sentem mais em condições de continuar trabalhando.

A não permissão da saída desses trabalhadores configura cárcere privado, o que é ilegal e pode trazer sérias consequências para a segurança do operador e da própria unidade. A gerência da RLAM está correndo esse risco e deve arcar com as consequências jurídicas em caso de acidente.

Para aqueles trabalhadores que já  cumpriram sua jornada de trabalho, a orientação do Sindipetro Bahia é que preencha o modelo de solicitação para saída da refinaria, entregue ao seu gerente e envie cópia para  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

No Temadre também houve corte de rendição. Já nas unidades da UO-BA, como Araças, Santiago, Buracica, Bálsamo, Candeias, Miranga e Taquipe,  os trabalhadores têm participado de atividades com a diretoria do Sindipetro, retornando, em seguida, para as suas casas.

Em Taquipe, foi realizada outra grande mobilização na manhã dessa quinta-feira (06). Como vem acontecendo desde o inicio da greve, somente gerentes, equipe médica, segurança industrial, patrimonial e equipe ambiental, entraram para trabalhar após negociação com o sindicato.

Na PBIO, a adesão à greve é de 100%, desde a segunda-feira (03). Os trabalhadores da manutenção, laboratório e adm estão de braços cruzados. Na fábrica de Biodiesel, a produção está quase parando devido ao movimento paredista.

A greve dos petroleiros é contra o descumprindo do Acordo Coletivo de Trabalho e pela suspensão imediata do programa de demissões de 1.000 trabalhadores na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), em Araucária, região metropolitana de Curitiba, que segundo comunicado pela Petrobrás, será iniciado em 14 de fevereiro. As demissões ferem a cláusula 26 do ACT, que determina que qualquer demissão em massa deve ser discutida previamente com os sindicatos, o que não ocorreu.

Mas esse não é um caso isolado de descumprimento de acordo. A direção da Petrobrás vem, reiteradamente, atropelando as legislações e o próprio processo de negociação, impondo decisões unilaterais, à revelia dos sindicatos e da vontade dos trabalhadores” revela a Federação, citando como exemplos a tabela de turno, banco de horas, hora extra na troca de turno, relógio de ponto, interstício total, PLR, mudanças na Assistência Médica Supletiva (AMS), transferências arbitrárias de trabalhadores, demissões individuais e seletivas. 

Clique aqui para acessar o  modelo de solicitação para saída da refinaria

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Greve 2020

A cada dia a greve nacional dos petroleiros ganha força na Bahia. Há piquetes em todas as unidades do Sistema Petrobras no estado.

Na manhã dessa terça-feira (04) os trabalhadores próprios e terceirizados de Taquipe permaneceram em frente à unidade até às 11h, retornando para as suas residências após esse horário.

A paralisação gerou um grande engarrafamento na área. Taquipe é a maior unidade da Petrobras no estado em número de funcionários. São mais de 1.500 pessoas entre próprios e terceirizados.

Em outras unidades da UO-BA como Miranga, Santiago, Buracica, Bálsamo e Araças, o procedimento está sendo o mesmo. Todos estão de braços cruzados.

Só está sendo liberada a entrada de alguns gerentes, mesmo assim após negociação com os diretores do Sindipetro que estão à frente dos piquetes.

Na Rlam, Temadre e Termoéletricas também há piquetes de convencimento.

Os piquetes tem sido locais de debates entre os diretores do Sindipetro e a categoria, que entende a importância de intensificar o movimento.

A produção da UO-BA já sente os primeiro impactos da diminuição das atividades, mas o sindicato está atento a situações de emergências que envolvam a segurança das pessoas e das instalações, assim como a preservação do meio ambiente.

A greve já atinge 30 bases operacionais em 12  estados. Os petroleiros reivindicam o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria e a suspensão das demissões dos trabalhadores da FAFEN Paraná (396 trabalhadores próprios e 600 terceirizados).

 [Sindipetro Bahia]

Publicado em Greve 2020
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.