Leia a íntegra da nota divulgada por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, sobre mudanças na gestão da empresa:

[Comunicado publicado no blog de Rosângela Buzanelli]

Na última sexta-feira (19/02), fomos surpreendidos pelo anúncio, por parte do acionista controlador, da troca do presidente da maior estatal brasileira, a Petrobrás.

Em que pese o direito do acionista controlador, no caso a União, de destituir e indicar um conselheiro de administração e o presidente da estatal, há que se fazê-lo com o mínimo de respeito às pessoas, aos ritos e processos legais, sempre buscando preservar as pessoas e a empresa.

Não entrarei no mérito daquele que está sendo destituído e nem daquele que está sendo indicado, isso será apreciado oportunamente pelo Conselho de Administração (CA) da Petrobrás. Entretanto, destaco, no mérito, que devido à forma em que se deu o fato, este é mais um desrespeitoso ato presidencial, típico de alguém sem nenhum preparo para o cargo que ocupa, conforme sistematicamente comprovado pelo cenário socioeconômico, sanitário e político do país.

Enquanto conselheira eleita pelas trabalhadoras e trabalhadores da Petrobrás, concursada e parte desse valoroso quadro de funcionários, verdadeiros responsáveis pela construção e sucesso dessa gigante brasileira, sempre me pautei, e pautarei, pela defesa incansável e inegociável da Petrobrás, que tem sido, especialmente nos anos mais recentes, alvo de um processo agressivo e acelerado de desmonte e desintegração que a apequena e, principalmente, a ameaça.

As maiores reservas de petróleo do planeta estão sob controle de empresas estatais. As gigantes do petróleo são integradas e verticalizadas, é uma questão de sobrevivência à volatilidade da indústria e da geopolítica do petróleo. Não posso concordar que a Petrobrás seja esquartejada e privatizada aos pedaços. Também não posso concordar que vire as costas para nosso país, renegando seu papel social e impulsionador do desenvolvimento nacional.

As últimas administrações da Petrobrás foram marcadas pela política de preços paritários de importação (PPI), que penaliza desnecessariamente a sociedade brasileira, pela redução dos investimentos e privatização acelerada de ativos rentáveis e estratégicos, com a consequente desintegração vertical e nacional da estatal, com o único e exclusivo fim de maximizar pagamentos de dividendos aos acionistas no curto prazo.

A Petrobrás não é dos acionistas, dos fundos de investimentos, ou do governo de plantão. A Petrobrás é do Estado brasileiro, do seu povo que lutou pela sua criação, a construiu e a agigantou, alçando-a ao podium das maiores e melhores do mundo no setor, premiada internacionalmente várias vezes.

Essa Petrobrás precisa urgentemente ser redirecionada às suas origens e missão, pois gostem ou não, a Petrobrás é uma empresa brasileira e estatal. Como tal, tem um papel social e desenvolvimentista importantíssimo para o país. Papel esse que cumpriu primorosamente até poucos anos atrás, alavancando a indústria e a engenharia nacionais, gerando milhões de empregos e garantindo a produção, o refino, distribuição e toda a infraestrutura para abastecer nosso país de dimensões continentais, a preços justos.

Privatizar Faz Mal Ao Brasil!

Rosangela Buzanelli Torres

Publicado em Petrobrás Fica

Os combustíveis tiveram um novo reajuste no último dia 09. O litro da gasolina nas refinarias da Petrobras passou a custar, em média, R$ 2,25, um aumento de 22% só nesse início de 2021. O diesel teve uma alta de 10,9% e está valendo cerca de R$ 2,24 por litro.

"Estamos falando aqui dos preços dos combustíveis revendidos pelas refinarias da Petrobrás. Obviamente que esses valores vão chegar bem mais altos para o consumidor final na bomba do posto de abastecimento", alerta Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. "O reajuste vai gerar aumento de quase tudo, porque o custo do combustível tem influência direta na inflação, em especial nos alimentos e nas bebidas, e afeta, principalmente, o setor de transportes", explica em artigo publicado em seu blog.

Leia a íntegra:

Por que os combustíveis sobem tanto e chegaram a preços tão altos para os brasileiros?

A resposta está na política adotada em 2016, no governo Temer, pelo então presidente da Petrobrás Pedro Parente e continuada com pequenas mudanças pelo governo Bolsonaro. É uma estratégia que vincula o preço interno ao mercado internacional, por meio de um mecanismo chamado PPI (Paridade de Preços Internacionais), que nada mais é do que o valor cobrado lá fora, transformado em real pela taxa de câmbio, mais 5%.

Ou seja, o nosso combustível é negociado de acordo com os preços internacionais e essa política faz com o brasileiro pague mais caro do que poderia pagar. Afinal, somos quase autossuficientes na produção e refino do petróleo. Importamos muito pouco petróleo bruto e derivados. Temos um parque de refino – composto por 13 refinarias, que se complementam no sentido de garantir o abastecimento de todo Brasil -, com capacidade de suprir cerca de 80% das nossas necessidades.

O alinhamento incondicional dos preços do mercado interno aos do mercado externo é ruim para a sociedade como um todo. A definição dos valores dos combustíveis deve levar em consideração vários outros fatores e não somente o preço praticado no mercado internacional. Características conjunturais e estruturais do nosso país, tais como a extensão territorial, modal de transporte de cargas, volume importado de petróleo e derivados, tipo de derivado e seu impacto econômico no país e na sociedade, entre outras, devem entrar na balança para uma política de preços mais justos que beneficie a todos, sociedade e acionistas.

A atual estratégia foca principalmente os acionistas privados da Petrobrás, os importadores de derivados e os compradores das nossas refinarias, afinal ninguém as compraria para praticar preços inferiores aos do mercado internacional. À sociedade brasileira caberá pagar a conta. Além disso, essa política de preços cria uma instabilidade econômica, em virtude da constante e frequente variação dos preços ao longo do tempo.

Como o valor do petróleo no exterior está subindo, a tendência é que os preços no mercado interno continuem crescendo nos próximos meses, ultrapassando em muito a inflação. A Petrobrás pratica hoje o preço de uma empresa privada, quando poderia (e deveria) praticar um preço mais justo, exercendo sua função de empresa estatal, que atenda aos interesses da população brasileira.


Leia também:

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A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, alerta que o desmonte do Sistema Petrobrás repercute diretamente no aumento do desemprego e na desindustrialização do país

[Do Blog de Rosângela Buzanelli]

Nesta segunda feira, 8 de fevereiro, foi anunciado o desfecho das negociações da venda da RLAM, a primeira refinaria construída no Brasil e a segunda maior do país em capacidade de refino.

A unidade, que fica na Bahia, foi responsável em 2020, no período entre janeiro e novembro, por 13% do volume nacional de derivados processados (249.883 barris/dia) e 32,6% de todo óleo combustível produzido no país (105.563 barris/dia).

E qual é a relevância desse feito?

Com o início da pandemia mundial da Covid, no ano passado, o consumo interno de combustíveis despenca e a exportação do óleo combustível brasileiro, com baixo teor de enxofre que atende à nova regulação da IMO, gera um fluxo de caixa positivo para a Petrobrás, melhorando significativamente seus resultados.

Por que, então, se desfazer de refinarias da Petrobrás?

O argumento é a necessidade de se quebrar o monopólio do refino no Brasil. A questão é que esse monopólio não existe. Ele foi extinto há mais de duas décadas, com a Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997. Desde então, qualquer empresa, nacional ou estrangeira, pode construir sua refinaria no país. E advinha quantas foram construídas até agora…

Estudos realizados pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio em 2019 apontam para sérios riscos nessas privatizações, com a geração de monopólios regionais privados e o desabastecimento de derivados.

Ocorre que o parque de refino da Petrobrás foi concebido para garantir o abastecimento nacional e as refinarias foram implantadas de forma integrada, para se complementarem e não serem concorrentes uma da outra. Ao privatizar as refinarias, o “monopólio” estatal passa a ser monopólio privado. A quem interessa essa transferência? Ao setor privado, é lógico!

A falácia de que os preços vão abaixar para o consumidor brasileiro com a privatização chega a ser desrespeitosa para conosco, subestima nossa inteligência.

Façamos alguns questionamentos básicos:

1- A iniciativa privada praticará um preço abaixo do preço internacional?

2- Se for mais vantajoso exportar os derivados produzidos aqui, ao invés de vender no mercado interno, qual será a escolha da iniciativa privada?

Dito o óbvio, não há nenhum crime no fato de uma empresa privada buscar aumentar seu lucro, afinal é uma questão de sobrevivência. O problema, o grande absurdo é o país, o governo federal com suas instituições e o Congresso, vender o patrimônio do povo brasileiro, especialmente em um momento como este, agravado por uma pandemia e crise econômica, circunstância que certamente afetam a valoração desse patrimônio.

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A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, alerta que o desmonte do Sistema Petrobrás repercute diretamente no aumento do desemprego e na desindustrialização do país

[Do Blog de Rosângela Buzanelli]

Decisão da Petrobrás de transferir construção de plataformas para a Ásia e fechamento das fábricas da Ford e de agências do Banco do Brasil aprofundam crise do desemprego no país.

O ano mal começou e gente já se depara com uma enxurrada de notícias pesadas e desanimadoras em relação aos rumos da economia nacional.

É a Ford anunciando que vai fechar suas três fábricas no Brasil, com a demissão de 5 mil trabalhadores diretos (se a gente levar em conta a cadeia produtiva, verá que o contingente de desempregados será 10 vezes maior).

É o governo informando que vai desativar centenas de agências e postos de atendimento do Banco do Brasil. Soma-se à lista atual de 14 milhões de desempregados no país mais 5 mil dispensas, por meio do Programa de Demissão Voluntária, o terceiro do BB em seis anos.

O cenário fica ainda mais desolador, quando a Petrobrás anuncia que não vai mais construir as plataformas P78 e P79 em território nacional. Essa obra iria criar cerca de 80 mil empregos aqui, no Brasil. Agora, essas vagas vão ficar para os asiáticos, já que as plataformas serão construídas em Singapura.

A questão é que os estaleiros nacionais, assim como tem acontecido com as refinarias, enfrentam uma forte política de desmonte. A indústria naval já viveu tempos áureos. A partir da descoberta do pré-sal, em 2007, o governo incentivou a política de conteúdo local e conseguiu, dessa forma, fortalecer e impulsionar a indústria brasileira de gás e petróleo, gerando milhares de empregos no país. Em 2014, por exemplo, o segmento naval fluminense empregava cerca de 30 mil trabalhadores diretos. Atualmente, esse número foi reduzido para menos de um terço.

A falta de investimentos enfraqueceu a indústria naval brasileira, tornando desleal e, praticamente impossível, competir com os estaleiros da Ásia.

A Petrobrás, que sempre foi uma propulsora de empregos no país, desde que adotou a política de desinvestimento, em 2017, tem deixado de lado a política de conteúdo local e esquecido do compromisso que sempre teve com o desenvolvimento nacional.

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A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, votou contra a venda das três usinas eólicas que a empresa detinha do Rio Grande do Norte e que tiveram a venda autorizada na última reunião do CA em 2020. Em seu site, ela explica porque votou contra a privatização

[Do site do mandatode Rosângela Buzanelli]

Em continuidade à sua vigorosa política de desinvestimento, a Petrobrás anunciou no começo deste ano a venda de três usinas eólicas do Rio Grande do Norte, a Mangue Seco 1, 3 e 4. A pauta foi debatida e aprovada na última reunião de 2020 do CA, em 16 de dezembro. Como conselheira, representante das trabalhadoras e dos trabalhadores da Petrobrás, eu votei contra essa venda. Considero que essa decisão vai na contramão da política de expansão da produção nacional de energia renovável e redução das emissões de carbono, cujo tema tem sido uma preocupação mundial.

O informe oficial da empresa sobre a negociação foi divulgado no dia 7 de janeiro deste ano. A Petrobrás argumentou, na nota, que “essa operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas”. Uma justificativa bastante questionável.

Essa política adotada pela atual gestão da companhia traz em si equívocos e contradições óbvias. Equívocos, pois a “otimização do portifólio” tem significado privatizações camufladas, que em si já são questionáveis. Mas não apenas isso, vendas de ativos públicos lucrativos e estratégicos em nome da maximização de retorno ao acionista, num flagrante desvio da real função da empresa Estatal. E contradições, pois energias renováveis devem estar no radar e no planejamento de todas as companhias de petróleo. E, sim, estão incluídas no “Plano Estratégico” 2021-2025 da Petrobrás.

Conforme o que foi divulgado ao mercado, a estratégia aprovada pela Petrobrás para o período 21-25 traz no quesito Transição Energética “desenvolver pesquisas visando a atuação, em longo prazo, em negócios de Petroquímica e energia renovável com foco em eólica e solar no Brasil”, com o objetivo de, eventualmente, reposicionar a Petrobrás neste segmento no futuro. Além de ignorar o próprio plano, desnecessário aqui enfatizar que estar no negócio, seja ele qual for, é um dos movimentos essenciais para aquisição de known how e domínio da tecnologia. Portanto, mais uma vez, prevalece a visão imediatista em detrimento da estratégica.

Não é demais ressaltar que os estudos de demanda do Plano Nacional de Energia (PNE 2050), elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do Ministério de Minas e Energia (MME), aponta para os seguintes cenários*:

*Disponível em: https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-227/topico-202/Cen%C3%A1rios%20de%20Demanda.pdf

  • crescimento constante no consumo de energia no país. Mesmo no cenário inferior, mais pessimista, na ordem de 1,6% ao ano até 2030, 1,6% ao ano até 2040 e 0,9% ao ano em 2050;
Figura 1 – Evolução do consumo final por cenário

 

  • o Brasil tem uma capacidade de consumo de energia abaixo dos países em igual condições de PIB per capita. Em comparação com países como a China e África do Sul, que possuem PIB per capita semelhantes ao nosso, ainda temos um consumo médio de energia muito baixo;
Figura 2- Intensidade Energética X PIB per capita
  • Entre as fontes de produção de energia, haverá perda de espaço para as energias consideradas mais sujas, como petróleo, e crescimento de produção de energias limpas, como a eólica. Nas previsões do EPE, a produção de energia derivada de petróleo cairá de 43% em 2015 para 39% em 2050. Já a produção de eletricidade passará de 17% para 24% no mesmo período de comparação;
Figura 3 – Participação das fontes no consumo final

 

  • A crise de fornecimento de energia no Amapá, em novembro de 2020, mostra que o Brasil vive momentos de instabilidade na produção e abastecimento de energia elétrica em diversos momentos, seja por problemas climáticos (como ocorreu em 2014 e 2015), seja pelo processo de privatização do setor e redução dos investimentos em manutenção da produção e fornecimento de energia;

Ou seja, exatamente quando o país necessita de mais energia elétrica, especialmente de fonte limpa, na esteira de todo o esforço mundial para diminuição das emissões de carbono, a gestão da empresa, que em seu “Plano Estratégico” 21-25 estabelece investimentos em energia solar e eólica, aliena sua participação em usinas de produção de energia eólica. Parece contraditório, e é.

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"Nesta quarta-feira, dia 13, eu participo da primeira reunião do ano do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (CSMS), do Conselho de Administração da Petrobrás. Integro esse grupo de trabalho desde o início do meu mandato no CA, em julho de 2020", informa Rosângela Buzanelli, respresentante eleita pelos trabalhadores. O Comitê é uma conquista da FUP, garantida no mandato do conselheiro eleito, José Maria Rangel, em 2013.

[Do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Esse comitê (CSMS) tem a função de discutir estratégias de políticas de segurança, saúde e meio ambiente da companhia, levando em consideração a responsabilidade social e o impacto que a empresa tem na sociedade, assim como acompanhar as ações e indicadores nessas áreas para, se necessário, propor ajustes.

Ter uma trabalhadora participando desse comitê é muito importante para fortalecer o debate e a construção de políticas de prevenção. Uma de minhas principais lutas é defender a integridade do trabalhador e a segurança operacional e de processo, pois isso é indispensável para preservar as pessoas, a empresa, as comunidades ao seu entorno e o meio ambiente. 

As discussões sobre saúde e segurança dos empregados foram levadas para dentro do CA graças ao esforço do amigo e petroleiro José Maria Rangel, durante seu mandato como conselheiro, em 2013. Os dois temas foram incorporados ao Comitê de Meio Ambiente, que passou a se chamar Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

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Empresa que comprou campos terrestres no Rio Grande do Norte terá redução de impostos por 10 anos. A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, divulgou nota, criticando as contradições da atual política de privatização da empresa.

"Ora, como a empresa estatal privatiza os campos do Polo Macau, na busca de maximização de retorno ao acionista, inclusive o Estado brasileiro (acionista controlador) e, em seguida, esse mesmo acionista abre mão de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Adicionais?", questiona. Leia a íntegra:

[Do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Ainda nos últimos dias de 2020, recebi perplexa a notícia de que foi concedido um benefício fiscal para a 3R Petroleum, empresa adquiriu o Polo Macau em agosto de 2019, que engloba os campos terrestres de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Valor, “a 3R Petroleum informou que recebeu, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Ministério do Desenvolvimento Regional, a aprovação para enquadramento no benefício fiscal de redução de Imposto de Renda e Adicionais em favor da subsidiária da 3R que controla as operações do Polo Macau, na Bacia Potiguar, no Estado do Rio Grande do Norte.”

Este polo foi vendido em agosto de 2019 pela Petrobrás por US$ 191 milhões. A partir de janeiro deste ano, a 3R Petroleum passa a ter uma redução fixa de 75% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) pelo prazo de 10 anos.

Mas por que esta notícia deve chocar tanto? Porque a notícia desnuda as “contradições” dos discursos oficiais, quer seja do governo federal, quer seja da atual gestão da Petrobrás.

Os recentes “Planos Estratégicos” da Petrobrás estão concentrando as atividades da companhia para aquelas mais lucrativas, como a exploração e produção no pré-sal da Bacia de Santos, sob a justificativa de que são mais rentáveis para os acionistas, e “desinvestindo” nos campos terrestres e de águas rasas, principalmente, mas não somente. Assim, a gestão da companhia vem divulgando, exaustivamente, que entre os principais motivos da venda de tantas unidades e instalações, está a missão de maximizar o retorno financeiro a seus acionistas, entre eles, o acionista controlador, o Estado brasileiro.

Ora, como a empresa estatal privatiza os campos do Polo Macau, na busca de maximização de retorno ao acionista, inclusive o Estado brasileiro (acionista controlador) e, em seguida, esse mesmo acionista abre mão de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Adicionais?

Na notícia, a 3R informou ainda que o benefício fiscal vai reduzir a alíquota combinada de IRPJ e CSLL (Contribuição Social de Lucro Líquido) de 34% para 15,25% na operação do Polo Macau, ou seja, o Governo Federal abre mão de gorda fatia do IRPJ e da CSLL, que constitui uma das fontes da Previdência Social. Mas essa última conta já foi transferida para a população brasileira através da reforma da Previdência, não é mesmo? Seremos nós a pagar essa conta para financiar os gordos descontos para as empresas privadas.

A conclusão é óbvia demais: a lógica do atual governo é continuar e acentuar a transferência do lucro das empresas públicas e estatais para as empresas privadas, financiar com o dinheiro público gordos descontos às mesmas e distribuir eventuais prejuízos para a população brasileira pagar a conta, reduzindo seu poder aquisitivo e direitos básicos.

Então ficam as perguntas para reflexão: se o polo Macau não vinha sendo lucrativo para o Estado brasileiro, como é possível compreender que o próprio Estado conceda um benefício fiscal federal tão generoso para a empresa privada que recentemente adquiriu este ativo, sobretudo em tempos de crise no Brasil e no mundo? A quem de fato interessa a privatização de empresas públicas e estatais? Quem de fato financia os “incentivos” fiscais através de gordos descontos às empresas privadas?

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Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, criticou duramente a decisão da gestão Castello Branco de vender 50% do Polo de Marlim, na Bacia de Campos. Veja a íntegra de seu comunicado:

Complexo Marlim, definitivamente, não abriram a porteira, ela foi arrancada com a cerca junto

Dados resumidos dos campos em oferta

Novamente somos surpreendidos pela oferta de campos gigantes da Bacia de Campos, compreendidos, como a própria oferta destaca, como a maior acumulação pós-sal no Brasil, um dos ativos prioritários para a companhia, com VOIP (volume in place) acima de 20 Gbbl (bilhões de barris), prazo de concessão até 2052, localizados em águas profundas e ultra-profundas, com oportunidades no pós-sal e pré-sal. Definitivamente, não abriram a porteira, ela foi arrancada, com cerca e tudo.

Inexplicável a venda de 4 campos cuja produção atual soma 240 mil boe/dia com potencial de aumento significativo e reservatórios comprovados, e a testar em curto prazo, no pré-sal. E se pretende desfazer-se da metade de tudo isso. Em que essa decisão vai ajudar a companhia e o país?

Em que, estrategicamente, é bom para a Petrobrás concentrar suas atividades em alguns campos do pré-sal da Bacia de Santos, os mais rentáveis? Pode ser muito bom momentaneamente aos acionistas investidores, que lucrarão como em nenhum outro negócio, mas no curto prazo, pois matarão a galinha dos ovos de ouro.

Como uma gigante do petróleo pretende sobreviver gigante, concentrando suas atividades em plays geológica, logística e tecnologicamente similares, concentrando a produção em poucos campos e unidades? E se ocorrer um problema? O que torna uma empresa de petróleo gigante e resiliente, não é o lucro máximo no menor prazo, é a sua diversificação e verticalização. Os exemplos são múltiplos no planeta, não é preciso desenhar.

Como seria a Petrobrás se, ao longo de sua história, se concentrasse naquilo que domina? A resposta é simples: seria uma anã ou não existiria. Não existiria produção offshore. Seríamos um país dependente das importações de praticamente todo o petróleo e derivadosl que consumimos e as consequências disso, todos nós sabemos.

Anunciam a venda da metade de campos gigantes, com boa, lucrativa e crescente produção, acervos gigantescos de dados geológicos e geofísicos (poços, testemunhos, levantamentos 3D e 4D, etc.,) com todo seu conhecimento  agregado e mais, um atrativo que tem sido ressaltado em várias ofertas: não há obrigação de conteúdo local.

O conteúdo local foi criado para a geração de emprego e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Isto posto, realmente a oferta é um excelente negócio: campos lucrativos, conhecimento gerado em décadas de pesquisa e investimentos e mais, sem obrigação de manter ou gerar emprego e tecnologia no Brasil.

Repito novamente a pergunta que fiz há não muito tempo para nova reflexão: a quem interessa mesmo esse negócio?


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Por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás

Duzentos bilhões de barris. Este é um número gigantesco, que faria do Brasil o detentor da terceira maior reserva de petróleo do mundo. Um número que nós, da Petrobrás, nunca utilizamos. Um número bem acima das projeções feitas em nosso planejamento estratégico.

No entanto, esta estimativa existe e está em um estudo coordenado pela UERJ, em 2017. Não há nenhum erro aí. É apenas um número otimista, cuja probabilidade de concretização depende de muito sucesso na exploração do potencial petrolífero da costa brasileira.

A maior importância de um número gigantesco como esse é dar ao povo brasileiro a percepção que, desde que os campos do pré-sal começaram a ser descobertos, uma riqueza imensa está à nossa espera.
Sejamos um pouco mais conservadores. Considerando apenas a costa brasileira, é muito provável que as reservas nacionais atinjam 100 bilhões de barris, metade da estimativa otimista da UERJ. A maior parte circunscrita ao polígono do pré-sal nas bacias de Campos e Santos. Ainda assim, uma riqueza monumental. Numa projeção cautelosa, com um preço médio de longo prazo de 50 dólares por barril, trata-se de um patrimônio de 5 trilhões de dólares.
É evidente que esses números estão muito além de nossa reserva provada, que tem oscilado entre 11 e 12 bilhões de barris nos últimos anos, e é muito importante distinguir essas duas visões.

A reserva provada é o retrato momentâneo da riqueza já monetizada pela Petrobrás. A reserva possível, seja 100 ou 200 bilhões de barris, dá aos brasileiros a dimensão trilionária do potencial que temos para financiar nossos sonhos de nação desenvolvida. Explorar tal riqueza é fundamental para a promoção da saúde, da educação e da justiça social em nosso país.

Depois de adquirir noção do potencial petrolífero do Brasil no século XXI, passamos a compreender o recrudescimento, nos últimos anos, dos ataques que nossa empresa sofre desde sua criação. Destruir a grande responsável pela descoberta de quase todo petróleo já descoberto no Brasil é a meta de quem nos quer eternamente subdesenvolvidos.

Do lado de cá da trincheira nesta guerra geopolítica, nós que nos posicionamos a favor do Brasil lutamos contra a dominação neocolonialista. Dominação cuja ideologia é a radicalização da exploração capitalista: o neoliberalismo.
Portanto, toda vez que a Petrobrás renuncia a explorar uma área nova ou vende um campo em produção, o Brasil empobrece um pouco mais, dando sobrevida à sociedade perversa em que vivemos. A economia nacional perde dinamismo, o nível de empregos diminui e há exportação de capitais que deveriam permanecer aqui a serviço de nosso país.

Para terminar, um último dado: dois terços das reservas mundiais de petróleo pertencem a empresas estatais. Uma realidade que nada tem de aleatória. Os estados nacionais sabem da importância de controlar suas riquezas para promover seu desenvolvimento. Em outras palavras, sabem da importância da soberania nacional.

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O Conselho de Administração da Petrobrás referendou a decisão da gestão Castello Branco de colocar à venda os 37,5% das ações da BR Distribuidora que ainda restam sob controle da estatal. Isso significará a saída da Petrobrás do mercado nacional de derivados de petróleo, que é o sétimo maior do mundo. Mais um passo para a desintegração do Sistema Petrobrás, em um movimento contrário ao das grandes petrolíferas internacionais. 

A privatização da BR Distribuidora teve início no ano passado, quando a gestão bolsonarista entregou a preços ínfimos o controle da subsidiária a instituições financeiras. A FUP e seus sindicatos contestaram na justiça a privataria.

"Mais uma vez vemos o lucro sendo colocado acima da função social da nossa Petrobrás. A atual estratégia traçada para a empresa visa apenas o rápido e máximo retorno ao acionista investidor e tem como consequência o apequenamento indefensável da maior empresa brasileira, por brasileiros construída, colocando sua sobrevivência a médio e longo prazo em risco", declarou a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, que votou contra a venda das ações da BR Distribuidora.

"O consumo de derivados de petróleo no Brasil é atrativo. Somos um dos maiores do mundo e com grande potencial de crescimento, dada a possibilidade de inserção de um grande contingente populacional no segmento de energia. Com a abertura do mercado de abastecimento (que inclui refinarias, distribuição e logística), as majors estão atentas à distribuição brasileira, que exigem investimentos menores do que no refino", afirmou Rodrigo Leão, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), em entrevista à Agência Estado.

Veja a íntegra da nota divulgada pela conselheira eleita em seus canais de comunicação:

"Olá pessoal, circulou desde quarta-feira à noite (26), após o encerramento da reunião do CA, a notícia da autorização desse colegiado para a venda do restante das ações da Petrobrás na BR Distribuidora.

Eu, enquanto conselheira representante dos trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás, votei contra o início de mais esta negociação e acredito ser necessário reforçar publicamente por quê.

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou a proposta para venda da participação remanescente de 37,5% detida pela Estatal na BR Distribuidora. A outra parte já havia sido privatizada em julho de 2019.

Segundo nota emitida pela própria Petrobrás, a operação está “alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os seus acionistas”.

No entanto, a venda da BR Distribuidora desconsidera o maior acionista da Companhia, que é o Estado e, por consequência, o povo brasileiro. A decisão retira a Petrobrás do sétimo mercado consumidor de derivados do planeta e aprofunda a desintegração e desverticalização da Companhia, o que vai na contramão das políticas adotadas pelas maiores Petroleiras do mundo, incluindo estatais e privadas, entregando a seus concorrentes o que conquistou ao longo dos anos.

Mais uma vez vemos o lucro sendo colocado acima da função social da nossa Petrobrás. A atual estratégia traçada para a empresa visa apenas o rápido e máximo retorno ao acionista investidor e tem como consequência o apequenamento indefensável da maior empresa brasileira, por brasileiros construída, colocando sua sobrevivência a médio longo prazo em risco".

[Da imprensa da FUP | Arte Portal Lubes]

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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