Você conhece a Petrobras Biocombustível e o trabalho que ela desenvolve? Sabe da importância dela para o futuro sustentável do nosso país?

Nesta quarta-feira, 16 de junho, no aniversário de 13 anos da PBio, a representante dos trabalhadores da Petrobrás, Rosangela Buzanelli, convida três empregados da empresa para um bate-papo.

Eles vão falar sobre a história da PBio, que nasceu como o braço verde da Petrobrás e é hoje uma das maiores empresas de biodiesel do país.

Conheça os convidados do debate:

Raquel Nunes - agrônoma formada na UFRural-RJ. Trabalha desde 2011 na Petrobras Biocombustível. Já atou na área operacional do polo Pará e na equipe de Tecnologia Agrícola da sede. Atualmente, integra a equipe de Segurança Meio Ambiente e Saúde (SMS) da PBio.

Deivis Araújo - agrônomo formado na UFRural-RJ. Entrou na Petrobrás em 2006, onde atuou na coordenação e gerência de setores de licenciamento ambiental. Em abril deste ano, passou a trabalhar na PBio, na área de logística de biodiesel e atendimento aos clientes.

Danilo Fukunaga - engenheiro agrícola formado na Universidade Federal de Viçosa e mestre em Ciências Florestais pela Universidade Federal do Espírito Santo. Trabalha na PBio desde 2011. Já atuou na área de Suporte Técnico Agrícola e, há cinco anos, está no setor de Suprimento das Usinas de Biodiesel.

Participe do debate:

Dia: 16/06 (quarta)
Horário: 19h
Publicado em Sistema Petrobrás

A conselheira da Petrobrás eleita pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da Companhia, ressalta a importância estratégica, econômica, social e ambiental da Usina do Xisto

Rosangela Buzanelli - engenheira geóloga e integrante do Conselho Administrativo da Petrobrás

Há 67 anos, a Petrobrás iniciava a exploração do “xisto” no Brasil. Essa história começou no município de Tremembé, Vale do Paraíba (SP), e em 1959, ou seja, cinco anos depois, a companhia decidiu construir uma usina em São Mateus do Sul (PR). Essa primeira unidade de produção, chamada SIX Petrobrás (Superintendência de Industrialização do Xisto) começou a operar em 1972 e a segunda unidade, o módulo industrial, entrou em funcionamento em dezembro de 1991. 

A criação da SIX foi uma decisão estratégica do Brasil, na época carente de petróleo, desenvolvendo um papel importantíssimo para o país ao longo dos anos até o presente. Sua história é marcada pela superação de desafios tecnológicos e ambientais, tendo atravessado períodos críticos nessas áreas. 

A unidade ainda funciona como um centro avançado de pesquisa na área de refino e desenvolve vários projetos em conjunto com o Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes) e algumas universidades. O parque tecnológico da SIX é o maior da América Latina e um dos maiores do mundo em plantas-piloto, composto por 15 unidades criadas para atender as necessidades dos variados processos de refino. 

Cabe lembrar que a rocha explorada, na verdade, não se trata de um xisto, mas de um folhelho. O nome xisto, porém, se consagrou “comercialmente” a contragosto dos geólogos. Para não criar confusão, manterei a designação popular. 

A SIX opera sobre uma das maiores reservas mundiais de “xisto”, a Formação Irati, que abrange os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás. A unidade de industrialização tem capacidade instalada para produzir 5.880 toneladas/dia e os produtos gerados a partir do “xisto” são óleo combustível, GLP (gás de cozinha), gás combustível, nafta industrial, enxofre e insumos para as indústrias de asfalto, cimento, agrícola e de cerâmica. 

O “xisto” paranaense é minerado e processado na refinaria através de tecnologia criada pela Petrobrás, batizada com o nome Petrosix. Essa tecnologia é mais segura e muito menos agressiva ao meio ambiente do que a técnica do “fracking”, ou fraturamento hidráulico, que utiliza a injeção de água e produtos químicos em alta quantidade e sob alta pressão, cujas consequências ambientais são inúmeras, sendo a mais conhecida a contaminação das águas subterrâneas, lençóis freáticos, aquíferos, etc. 

Os Estados Unidos e a Austrália amargam as consequências dessa técnica, proibida em vários países do mundo. No caso do Brasil e da Bacia do Paraná, temos um dos maiores aquíferos do planeta: o Guarani, alvo da cobiça das empresas privadas e que, certamente, será uma vítima da técnica de fracking, se adotada, comprometendo esse tesouro nacional de vital importância para a vida. 

No final da década de 80 e início da de 90, trabalhando na aquisição sísmica na Bacia do Paraná, tive a oportunidade de conhecer a SIX e me impressionou muito positivamente o que vi. O cuidado e respeito ao meio ambiente já eram, naquela época, uma prática. A mineração é uma atividade muito agressiva ao meio ambiente, mas na SIX suas cicatrizes eram cuidadosamente tratadas. O trabalho de recuperação da paisagem original era realizado com muito esmero, restaurando a topografia o mais próximo possível da original, revegetando a área com as espécies originais para, posteriormente, reintroduzir a fauna. 

O papel ambiental da SIX não se limita à recomposição das áreas degradadas, mas vai além. A SIX hoje trata os resíduos dos processos de várias unidades da Petrobrás, principalmente das refinarias, permitindo não só o tratamento adequado, mas seu aproveitamento, desempenhando função importantíssima para a companhia. 

A SIX está em processo acelerado de privatização e, além das questões econômicas, sociais e estratégicas, a questão ambiental também deve ser vista com muita atenção e preocupação por toda a sociedade brasileira, em especial a paranaense.

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Por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, eleita pela categoria

A sistemática redução dos investimentos da Petrobrás em geral e, consequentemente, no segmento de Exploração e Produção (E&P), tem sido um tema bastante preocupante que tenho abordado em algumas publicações e questionado em todas as oportunidades no Conselho de Administração.

Na quinta-feira passada, dia 13, foram divulgados os resultados do primeiro trimestre de 2021 da companhia e uma das informações indicava a queda de 24% dos investimentos nessa área. Entre janeiro e março deste ano, de acordo com o informe, foram aplicados US$ 500 milhões a menos do que no mesmo período de 2020. O segmento de E&P recebeu um aporte de US$ 2,1 bilhões entre janeiro e março do ano passado, valor que caiu para US$ 1,6 bilhão nos três primeiros meses deste ano.

Houve ainda redução de 50% nos investimentos em Exploração no pré e pós-sal. No primeiro trimestre de 2020 foram investidos US$ 200 milhões e, neste ano, a metade desse valor.

Segundo levantamento do Ineep, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, com base nas divulgações oficiais, em 2017, as reservas da Petrobrás totalizavam 9,752 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Em 2018, esse volume diminuiu para 9,606 bilhões de boe e, no ano seguinte, 9,590 bilhões. Em 2020, as reservas chegaram a 8,816 bilhões de barris.

Óbvio dizer que a redução nos investimentos em E&P tem reflexos diretos na diminuição da relação reservas/produção e das reservas provadas da companhia, cujo volume vem caindo ano após ano. Os dados levantados a partir das divulgações oficiais demonstram fartamente a relação entre os cortes de investimentos em E&P e a redução das reservas provadas da Petrobrás, as menores do milênio, exceto por 2001, assim como na menor relação reservas/produção do milênio, atualmente abaixo dos 10 anos.

Acompanhando essa fatia da história, vemos um consistente crescimento dos investimentos a partir de 2003, acelerado a partir de 2007 com a descoberta do pré-sal, atingindo um pico em 2013 e que, a partir de 2014, sofre uma queda brusca e assume uma tendência decrescente. Lembrando que 2014 entra em cena, com vigor, a Operação Lava Jato.

Está posto um contrassenso: a Petrobrás sendo a descobridora da maior província petrolífera dos últimos anos obtém, em 2020, resultados preocupantes relativos às reservas, com a menor relação reservas/produção do milênio, abaixo de 10 anos, e com o segundo menor volume de reservas provadas do milênio.

A queda dos investimentos em E&P também deve impactar o crescimento dos royalties nos próximos anos e, juntamente com a concentração em poucos ativos, sinaliza o aprofundamento do processo de desintegração e apequenamento da Petrobrás. Essa estratégia adotada deverá trazer sérias consequências também ao país e à população, que serão sentidas nos próximos anos, caso não seja revertida.

Após impeachment, participação da Petrobrás na economia já caiu 34%. Investimentos tiveram redução de 49%

> Investimentos da Petrobras em exploração e produção caem 24% em um ano

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A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, divulgou nota em seu blog, manifestando preocupação diante do aumento significativo de casos de trabalhadores infectados pela Covid-19 nas instalações da empresa. "A situação é muito alarmante. A gestão da empresa, como em todos os demais aspectos trabalhistas e de recursos humanos, não dialoga com os representantes dos empregados, que trazem soluções alternativas, inclusive aprovadas por instituições respeitadas na área como a Fiocruz", ressalta a conselheira.

Leia abaixo a íntegra da nota:

[Do blog de Rosângela Buzanelli]

Li algumas notícias neste final de semana muito preocupantes e assustadoras. Reportagens da imprensa e da FUP mostram que a situação da covid, que já contabiliza quase 300 mil mortos no Brasil, também é muito grave dentro da Petrobrás. O vírus avança de maneira descontrolada e as petroleiras e petroleiros, com toda razão, cobram esclarecimentos da direção da empresa e medidas de segurança para garantia da saúde.

Na Regap, refinaria que fica em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, já são mais de 200 empregados contaminados. Só na última semana, foram registrados 100 novos casos, sendo 84 em um mesmo setor. Ontem, dia 22, os petroleiros da Regap entraram em greve. A mobilização deles reivindica mais saúde e segurança no trabalho.

Em um único dia, na semana passada, foram confirmados 83 novos casos em unidades de Exploração e Produção (E&P). O maior surto recente nas atividades offshore, de acordo com a FUP, ocorreu na plataforma P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Vários trabalhadores testaram positivo para a covid e, diante desse cenário grave, os trabalhos no convés foram suspensos e a plataforma passou a operar de forma parcial.

Desde o início da pandemia, há um ano, a ANP já registrou 4.743 casos confirmados de covid em áreas de E&P, com grande incidência na região Sudeste, onde ficam as bacias de Campos e Santos, que movimentam cerca de 40 mil pessoas por mês.

Diante desse crescimento desenfreado de casos, o Sindipetro-MG e o Sindipetro-NF encaminharam requerimento ao Ministério Público do Trabalho (MPT), pedindo esclarecimentos por parte da Petrobrás sobre o avanço da doença nas plataformas e na refinaria.

Segundo o último boletim de monitoramento covid-19 do Ministério de Minas e Energia, divulgado nesta segunda (22/03), mais de 5,6 mil trabalhadores da Petrobrás já foram contaminados pela covid – número que deve ser bem maior, já que não inclui os trabalhadores terceirizados, invisíveis nesse trágico cenário. Desse total, 5.356 já estão recuperados, 17 seguem hospitalizados, 294 estão em quarentena e 17 morreram. O número total de infectados representa cerca de 12% do efetivo próprio da companhia (https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/49BoletimdeMonitoramentoCovid19.pdf).

A situação é muito alarmante. A gestão da empresa, como em todos os demais aspectos trabalhistas e de recursos humanos, não dialoga com os representantes dos empregados, que trazem soluções alternativas, inclusive aprovadas por instituições respeitadas na área como a Fiocruz. Uma dessas soluções, no caso do trabalho offshore, se mostrou mais eficaz no combate ao contágio pré-embarque, economicamente mais vantajosa para a empresa, mas ainda assim há resistência injustificada na sua aplicação.

No ano passado solicitei, e fui atendida, no sentido de que os números da covid deveriam ser apresentados nas reuniões do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (CSMS), ligado ao Conselho de Administração da Petrobrás, do qual eu faço parte. Agora precisamos avançar na discussão das medidas, buscando somar nas ações de prevenção. É preciso que esse tema seja debatido com mais ênfase, profundidade e amplitude dentro da companhia. É necessário e urgente que ações mais efetivas sejam implementadas para combater o avanço da covid e evitar que mais mortes ocorram na Petrobrás. E para isso, envolver os trabalhadores na discussão e busca de soluções é imperativo.

 

Nesta terça-feria, 16, às 21h, será realizados um encontro inédito que reunirá em uma live a atual representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, e ex-conselheiros eleitos, como o atual coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, e o ex-coordenador da entidade, José Maria Rangel. Além deles, estarão presententes os ex-conselheiros Danilo Silva e Sílvio Sinedino. 

A conversa será em torno de temas que estão na agenda nacional dos trabalhadores e dos brasileiros, como política de preços dos combustíveis, venda das refinarias, prejuízos gerados pelas privatizações no Sistema Petrobrás. O desmonte da empresa está diretamente relacionado com a operação Lava Jato, que destruiu 4,4 milhões de empregos, acabou com a política de conteúdo nacional e aumentou a desindustrialização ao fazer o Brasil perder mais de R$ 172 bilhões em investimentos nos últimos anos. Isso equivale a 40 vezes os R$ 4,3 bilhões que a operação informou ter recuperado para os cofres públicos, segundo estudo realizado pelo Diiese/CUT, que será lançado nesta terça, às 14h. Essa temática também será pauta do debate.

O encontro dos conselheiros eleitos da Petrobrás será realizado ao vivo, no programa Debate Petroleiro, criado e produzido semanalmente pelo petroleiro e advogado Jailton Andrade, que também é dirigente do Sindipetro Bahia."Você vai entender de petróleo por que produz e saberá como as decisões de um grupo de 11 conselheiros da maior empresa brasileira afeta seu dia desde que quando você acorda. Daremos bons conselhos para o desenvolvimento do país e para um combustível acessível ao povo e à indústria nacional", avisa Jailton. O tema sugestivo da edição desta terça é “Um bom conselho”, pois destacará a importância do CA da Petrobrás, a sua composição atual, a luta dos representantes dos trabalhadores, os fatos históricos e curiosos em cada gestão, os prejuízos da privatização e do PPI (Preço de Paridade de Importação) e o aprofundamento da crise econômica no Brasil ocasionado pela operação lava jato, com base no estudo realizado pelo Dieese.

O programa tem uma hora e meia de duração, com transmissão às terças-feiras, 21h, no Facebook, YouTube e na Twich TV, nos links abaixo:

Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=bRUZWkpLRjI

Facebook: https://www.facebook.com/103119084729356/posts/322410056133590/

Assista por aqui: 

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Debate virtual promovido pela Federação Única dos Petroleiros mostrou dificuldades enfrentadas pelas trabalhadoras da Petrobras ante a pandemia e o desmonte da maior estatal brasileira

[Da Rede Brasil Atual]

Num cenário majoritariamente masculino e machista, em que petroleiras representam apenas 17% do total de trabalhadores da Petrobras, a luta das torna-se ainda mais “complicada”. É o que avalia a geofísica Rosângela Buzanelli Torres, única mulher no Conselho de Administração da maior estatal brasileira, de um total de 11 integrantes.

Trabalhadora da companhia há 34 anos, ela foi alçada ao conselho administrativo no último ano, com o apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos. “Foram os trabalhadores, o coletivo de mulheres que me alçaram nessa missão de representar a categoria dos petroleiros no Conselho”, disse durante a live “Mulheres que vão à luta”, transmitida nas redes sociais da FUP, na noite desta quarta-feira (10).

Rosângela relembrou que foi “mal avaliada” pelos seus gestores quando, no início da carreira na Petrobras, lutava por melhores condições de trabalho. “Eu era fiscal de equipe sísmica. Dormíamos no trailer ou barraca. Lutava por um banheiro feminino, por um quarto separado. Para dar mais privacidade para as mulheres e também para os homens”.

Mediado por Cristiane Barroso, da diretoria do Sindipetro da Bahia e com a presença também de Cibele Vieira, do Sindipetro de São Paulo, o debate virtual tratou sobre as dificuldades do teletrabalho, imposto pelos impactos da pandemia. Além de destacar os efeitos do desmonte da maior empresa do país no dia a dia das mulheres petroleiras.

Trabalho em casa

Questionada pela reportagem da RBA, Cibele relatou que um levantamento realizado com as petroleiras identificou que aquelas que têm filhos pequenos são as que mais estão sofrendo no atual cenário. “Conheço quem tem trabalhado durante a madrugada”.

Segundo ela, outra dificuldade com o home office repentino é a interação entre os representantes sindicais e os trabalhadores. “Se a gente pode ter acesso ao pessoal no local de trabalho físico, a gente deve ter também acesso a eles no trabalho virtual”, pontuou.

Rosângela lembrou que o home office precisa de regramento e elogiou o trabalho da FUP e dos sindicatos buscando equilibrar esses novos formatos de trabalho, de forma a manter os direitos já conquistados pelas lutas dos petroleiros. “É preciso se organizar e fortalecer os sindicatos. O que o trabalhador precisa entender é que os sindicatos são a nossa última trincheira”.

Desmonte

Outra questão abordada no debate foi sobre a destruição dos empregos causada pelos desmandos da Operação Lava Jato e o golpe que retirou a presidenta Dilma Rousseff (PT) do governo. “Em 2013 eram 360 mil trabalhadores terceirizados e 87 mil funcionários próprios. Em 2019, esse número caiu para 100 mil terceirizados e 57 mil trabalhadores próprios”, apontou Cibele.

Rosângela falou ainda da gestão de Graça Foster, que presidiu a Petrobras entre 2012 e 2015, sob o governo Dilma. “Uma das coisas que ela fez na empresa foi estimular as políticas de igualdade de gênero. Estimulou programas importantes de combate ao assédio moral e sexual, de combate à homofobia. Nesse aspecto, a gente avançou bastante na gestão dela. Implementou muitos programas importantes nessa questão de justiça e igualdade. Até o golpe chegar e o governo de homens brancos surgir”.

 Assista a íntegra do debate:

Publicado em Movimentos Sociais

Nesta segunda-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a conselheira da Petrobrás Rosangela Buzanelli é uma das convidadas da live que vai debater a atuação de mulheres em cargos da alta administração. O evento online terá a participação de quatro conselheiras em empresas pública e estatal, que vão falar sobre suas trajetórias, conquistas, desafios e enfrentamentos no cargo ocupado, especialmente na atual conjuntura política.

A ideia de promover um debate reunindo quatro mulheres que integram Conselhos de Administração de grandes empresas nacionais foi da conselheira da Caixa, Rita Serrano. Além dela e de Rosangela, também estarão presentes no evento as conselheiras administrativas Selma Beltrão, da Embrapa, e Débora Fonseca, do Banco do Brasil. Todas elas eleitas pelos trabalhadores para representá-los no Conselho de Administração

Segundo levantamento realizado pela gestão da conselheira Rita Serrano, a participação de mulheres nesses espaços ainda é muito pequena, não ultrapassando 12% no país, mas ela é um pouco maior nas estatais federais, chegando a 16%. Entre os eleitos por trabalhadores, a presença feminina sobre para 28%.

A live com as conselheiras será transmitida segunda-feira, às19h, pelo Facebook, nas páginas de Rita Serrano, de Rosangela Buzanelli e do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

[Do Face da Rosângela]

Publicado em Cidadania

Leia a íntegra da nota divulgada por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, sobre mudanças na gestão da empresa:

[Comunicado publicado no blog de Rosângela Buzanelli]

Na última sexta-feira (19/02), fomos surpreendidos pelo anúncio, por parte do acionista controlador, da troca do presidente da maior estatal brasileira, a Petrobrás.

Em que pese o direito do acionista controlador, no caso a União, de destituir e indicar um conselheiro de administração e o presidente da estatal, há que se fazê-lo com o mínimo de respeito às pessoas, aos ritos e processos legais, sempre buscando preservar as pessoas e a empresa.

Não entrarei no mérito daquele que está sendo destituído e nem daquele que está sendo indicado, isso será apreciado oportunamente pelo Conselho de Administração (CA) da Petrobrás. Entretanto, destaco, no mérito, que devido à forma em que se deu o fato, este é mais um desrespeitoso ato presidencial, típico de alguém sem nenhum preparo para o cargo que ocupa, conforme sistematicamente comprovado pelo cenário socioeconômico, sanitário e político do país.

Enquanto conselheira eleita pelas trabalhadoras e trabalhadores da Petrobrás, concursada e parte desse valoroso quadro de funcionários, verdadeiros responsáveis pela construção e sucesso dessa gigante brasileira, sempre me pautei, e pautarei, pela defesa incansável e inegociável da Petrobrás, que tem sido, especialmente nos anos mais recentes, alvo de um processo agressivo e acelerado de desmonte e desintegração que a apequena e, principalmente, a ameaça.

As maiores reservas de petróleo do planeta estão sob controle de empresas estatais. As gigantes do petróleo são integradas e verticalizadas, é uma questão de sobrevivência à volatilidade da indústria e da geopolítica do petróleo. Não posso concordar que a Petrobrás seja esquartejada e privatizada aos pedaços. Também não posso concordar que vire as costas para nosso país, renegando seu papel social e impulsionador do desenvolvimento nacional.

As últimas administrações da Petrobrás foram marcadas pela política de preços paritários de importação (PPI), que penaliza desnecessariamente a sociedade brasileira, pela redução dos investimentos e privatização acelerada de ativos rentáveis e estratégicos, com a consequente desintegração vertical e nacional da estatal, com o único e exclusivo fim de maximizar pagamentos de dividendos aos acionistas no curto prazo.

A Petrobrás não é dos acionistas, dos fundos de investimentos, ou do governo de plantão. A Petrobrás é do Estado brasileiro, do seu povo que lutou pela sua criação, a construiu e a agigantou, alçando-a ao podium das maiores e melhores do mundo no setor, premiada internacionalmente várias vezes.

Essa Petrobrás precisa urgentemente ser redirecionada às suas origens e missão, pois gostem ou não, a Petrobrás é uma empresa brasileira e estatal. Como tal, tem um papel social e desenvolvimentista importantíssimo para o país. Papel esse que cumpriu primorosamente até poucos anos atrás, alavancando a indústria e a engenharia nacionais, gerando milhões de empregos e garantindo a produção, o refino, distribuição e toda a infraestrutura para abastecer nosso país de dimensões continentais, a preços justos.

Privatizar Faz Mal Ao Brasil!

Rosangela Buzanelli Torres

Publicado em Petrobrás Fica

Os combustíveis tiveram um novo reajuste no último dia 09. O litro da gasolina nas refinarias da Petrobras passou a custar, em média, R$ 2,25, um aumento de 22% só nesse início de 2021. O diesel teve uma alta de 10,9% e está valendo cerca de R$ 2,24 por litro.

"Estamos falando aqui dos preços dos combustíveis revendidos pelas refinarias da Petrobrás. Obviamente que esses valores vão chegar bem mais altos para o consumidor final na bomba do posto de abastecimento", alerta Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. "O reajuste vai gerar aumento de quase tudo, porque o custo do combustível tem influência direta na inflação, em especial nos alimentos e nas bebidas, e afeta, principalmente, o setor de transportes", explica em artigo publicado em seu blog.

Leia a íntegra:

Por que os combustíveis sobem tanto e chegaram a preços tão altos para os brasileiros?

A resposta está na política adotada em 2016, no governo Temer, pelo então presidente da Petrobrás Pedro Parente e continuada com pequenas mudanças pelo governo Bolsonaro. É uma estratégia que vincula o preço interno ao mercado internacional, por meio de um mecanismo chamado PPI (Paridade de Preços Internacionais), que nada mais é do que o valor cobrado lá fora, transformado em real pela taxa de câmbio, mais 5%.

Ou seja, o nosso combustível é negociado de acordo com os preços internacionais e essa política faz com o brasileiro pague mais caro do que poderia pagar. Afinal, somos quase autossuficientes na produção e refino do petróleo. Importamos muito pouco petróleo bruto e derivados. Temos um parque de refino – composto por 13 refinarias, que se complementam no sentido de garantir o abastecimento de todo Brasil -, com capacidade de suprir cerca de 80% das nossas necessidades.

O alinhamento incondicional dos preços do mercado interno aos do mercado externo é ruim para a sociedade como um todo. A definição dos valores dos combustíveis deve levar em consideração vários outros fatores e não somente o preço praticado no mercado internacional. Características conjunturais e estruturais do nosso país, tais como a extensão territorial, modal de transporte de cargas, volume importado de petróleo e derivados, tipo de derivado e seu impacto econômico no país e na sociedade, entre outras, devem entrar na balança para uma política de preços mais justos que beneficie a todos, sociedade e acionistas.

A atual estratégia foca principalmente os acionistas privados da Petrobrás, os importadores de derivados e os compradores das nossas refinarias, afinal ninguém as compraria para praticar preços inferiores aos do mercado internacional. À sociedade brasileira caberá pagar a conta. Além disso, essa política de preços cria uma instabilidade econômica, em virtude da constante e frequente variação dos preços ao longo do tempo.

Como o valor do petróleo no exterior está subindo, a tendência é que os preços no mercado interno continuem crescendo nos próximos meses, ultrapassando em muito a inflação. A Petrobrás pratica hoje o preço de uma empresa privada, quando poderia (e deveria) praticar um preço mais justo, exercendo sua função de empresa estatal, que atenda aos interesses da população brasileira.


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Publicado em Sistema Petrobrás

A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, alerta que o desmonte do Sistema Petrobrás repercute diretamente no aumento do desemprego e na desindustrialização do país

[Do Blog de Rosângela Buzanelli]

Nesta segunda feira, 8 de fevereiro, foi anunciado o desfecho das negociações da venda da RLAM, a primeira refinaria construída no Brasil e a segunda maior do país em capacidade de refino.

A unidade, que fica na Bahia, foi responsável em 2020, no período entre janeiro e novembro, por 13% do volume nacional de derivados processados (249.883 barris/dia) e 32,6% de todo óleo combustível produzido no país (105.563 barris/dia).

E qual é a relevância desse feito?

Com o início da pandemia mundial da Covid, no ano passado, o consumo interno de combustíveis despenca e a exportação do óleo combustível brasileiro, com baixo teor de enxofre que atende à nova regulação da IMO, gera um fluxo de caixa positivo para a Petrobrás, melhorando significativamente seus resultados.

Por que, então, se desfazer de refinarias da Petrobrás?

O argumento é a necessidade de se quebrar o monopólio do refino no Brasil. A questão é que esse monopólio não existe. Ele foi extinto há mais de duas décadas, com a Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997. Desde então, qualquer empresa, nacional ou estrangeira, pode construir sua refinaria no país. E advinha quantas foram construídas até agora…

Estudos realizados pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio em 2019 apontam para sérios riscos nessas privatizações, com a geração de monopólios regionais privados e o desabastecimento de derivados.

Ocorre que o parque de refino da Petrobrás foi concebido para garantir o abastecimento nacional e as refinarias foram implantadas de forma integrada, para se complementarem e não serem concorrentes uma da outra. Ao privatizar as refinarias, o “monopólio” estatal passa a ser monopólio privado. A quem interessa essa transferência? Ao setor privado, é lógico!

A falácia de que os preços vão abaixar para o consumidor brasileiro com a privatização chega a ser desrespeitosa para conosco, subestima nossa inteligência.

Façamos alguns questionamentos básicos:

1- A iniciativa privada praticará um preço abaixo do preço internacional?

2- Se for mais vantajoso exportar os derivados produzidos aqui, ao invés de vender no mercado interno, qual será a escolha da iniciativa privada?

Dito o óbvio, não há nenhum crime no fato de uma empresa privada buscar aumentar seu lucro, afinal é uma questão de sobrevivência. O problema, o grande absurdo é o país, o governo federal com suas instituições e o Congresso, vender o patrimônio do povo brasileiro, especialmente em um momento como este, agravado por uma pandemia e crise econômica, circunstância que certamente afetam a valoração desse patrimônio.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.