Após série de assembleias, os petroleiros da SIX, em São Mateus do Sul, confirmaram greve por tempo indeterminado caso não haja avanço nas negociações

 [Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Diante do descaso com os trabalhadores da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, os petroleiros aprovaram greve por tempo indeterminado na unidade, caso a pauta de reivindicação não seja atendida, e assembleias em caráter permanente. 

A categoria exige abertura de negociações com a administração local, pois há uma série de assuntos relacionados às condições de trabalho, segurança dos trabalhadores e garantia de direitos que precisam ser atendidos. 

Neste momento os trabalhadores da SIX estão em condições precárias e de insegurança na unidade. Não há qualquer explicação sobre o destino dos petroleiros em caso de confirmação de venda do Xisto ou informação sobre remanejamento ou transferência. 

Os petroleiros cobram respostas também na questão da redução no efetivo dos Técnicos de Segurança (TS). Hoje a gestão da SIX é irresponsável ao assumir potenciais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores ao diminuir o número de TSs próprios, além de terceirizar a atividade aos Bombeiros Civis, que não apresentam o devido treinamento e habilitação técnica necessária. 

Outra questão é a Brigada de Emergência que se encontra com número reduzido de profissionais e treinamentos. Os trabalhadores querem que o quadro de brigadistas e de líderes de abandono seja atualizado. 

Quem está no dia a dia na SIX sabe o que significa um local de trabalho arriscado. Os equipamentos da Segurança, Meio ambiente e Saúde (SMS) estão sem manutenção e é necessária imediata manutenção de todos os equipamentos. 

No documento protocolado pelos petroleiros é exigida a manutenção da rede credenciada à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) na região de São Mateus do Sul em um cenário de venda da unidade, já que muitos aposentados da Petrobrás residem no município. 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina sempre esteve a disposição e procurou dialogar com a SIX em relação aos temas expostos e nunca houve negociação. A entidade espera que agora a empresa trate das reivindicações.  

A pauta dos trabalhadores foi construída após uma série de assembleias e setorizadas durante os últimos meses. Confira AQUI o Comunicado Sindical, (CS) Nº 19/2021, protocolado na Gerência Geral da SIX em 18 de fevereiro com a Pauta de Reivindicação. 

É greve por melhores condições de trabalho e por mais respeito a todos petroleiros da SIX.

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A data marca o início da greve dos petroleiros da Bahia. Política de preços dos combustíveis também é alvo das manifestações 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC ] 

Após uma série de reuniões por videoconferência, organizadas pelo Sindicato, os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, decidiram realizar protestos nas unidades nesta quinta-feira (18), a partir das 07h00. 

A motivação para o movimento foi o anúncio da conclusão do processo de privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus ativos logísticos associados, na Bahia. A direção da empresa, sob o comando do entreguista Roberto da Cunha Castello Branco, pretende vender a primeira refinaria brasileira para o Fundo Mubadala Capital, pertencente a uma holding estatal dos Emirados Árabes, por US$ 1,65 bilhão. 

Cálculos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), feitos a partir da metodologia de fluxo de caixa descontado, mostram que a unidade de refino baiana vale entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, ou seja, a Petrobrás no governo Bolsonaro quer liquidar mais um importante ativo a preço de banana. 

Além disso, a gestão da estatal reafirmou a continuidade do processo de venda de outras seis refinarias, entre elas a SIX. A Repar teve sua privatização postergada porque as propostas apresentadas pelas empresas interessadas ficaram muito abaixo do esperado. 

As manifestações na Repar e SIX se somam aos demais atos convocados pela FUP que acontecem em plantas da Petrobrás no país todo nesta quinta, data na qual os petroleiros baianos entram em greve por empregos e direitos. 

Preços dos Combustíveis

A política de preços dos combustíveis adotada em 2016 durante o governo Temer e mantida no governo Bolsonaro, com pequenas mudanças, é outra razão para a mobilização. A categoria é contra a vinculação do preço interno ao mercado internacional, por meio do mecanismo chamado de PPI (Preço de Paridade Internacional). Tal mecanismo atrela os valores dos combustíveis às cotações do dólar e do barril petróleo, e ainda acrescenta os custos de importação. É por isso que os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha dispararam nos últimos quatro anos.  

 

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Mecânico teve o braço esquerdo rasgado, do punho até o ombro, por uma correia transportadora de um dos equipamentos da unidade. Segundo o Sindipetro-PR/SC, a situação na SIX é grave. Há negligência na segurança dos trabalhadores e os protocolos de prevenção à covid-19 não são respeitados

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Trabalhador da SIX em São Mateus do Sul foi afastado das suas atividades com uma laceração contusa no braço, ele passou por cirurgia e ficará ao menos trinta dias se recuperando. O acidente aconteceu no fim de janeiro e reforça o que o Sindipetro PR e SC vem alertando nos últimos anos: há risco ao profissional que desempenha suas funções devido ao sucateamento dos equipamentos para eventual privatização da fábrica e é necessário aumentar o número de Técnicos de Segurança (TS) próprios por turno na usina. 

Denúncias vindas dos trabalhadores próprios e terceirizados revelam que a gestão da SIX opta pela terceirização e precarização dos TS. Essa redução no número de técnicos próprios prejudica não só a usina, mas também o município de São Mateus do Sul, já que eles prestam apoio ao corpo de bombeiros em ocorrências de incêndio na região; além de trabalhar em áreas onde há mina e indústria pesada, demandas que exigem mão de obra especializada.      

O Sindipetro defende a intensificação das medidas de proteção aos trabalhadores, seja na manutenção dos equipamentos ou na prevenção à covid-19. Especificamente em relação ao vírus, solicita também apresentação de um plano de imunização para os profissionais próprios e terceirizados que são considerados serviços essenciais. 

A situação na SIX é grave. Há negligência na segurança dos trabalhadores e os protocolos de prevenção à covid-19 não são respeitados. No período em que houve o referido acidente, outros dois profissionais de segurança já estavam positivados e afastados. Antes disso, outro companheiro que atuava na usina foi vítima fatal do coronavírus (leia aqui).  

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A Petrobras confirmou na última terça-feira (19/1) que está negociando com a Ultrapar Participações a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, que vinha sendo disputada pelos grupos Raízen e Sinopec.

A estatal já informou que concluiu a negociação da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, que está sendo adquirida pelo Mubadala, fundo de investimentos dos Emirados Árabes.

A Petrobrás também recebeu propostas para a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, para a Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e para a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), ambas no Paraná.

Junto com as refinarias, estão sendo entregues redes de dutos e terminais, que integram a estrutura de logística para escoamento e transporte de óleo bruto, gás e derivados refinados.

Em fato relevante, a Ultrapar informou que a Petrobras confirmou que sua proposta de compra da Refap foi aprovada e que iniciou o processo de negociação dos termos do contrato de compra e venda e contratos auxiliares. “A potencial aquisição da Refap fortalecerá a posição da Ultrapar no setor, contribuindo para um portfólio de negócios mais complementar e sinérgico, com maior eficiência, potencial de geração de valor para toda a cadeia e benefícios para os consumidores”, informou a companhia.

A Petrobras ainda informou que recebeu propostas vinculantes e está em fase de negociação para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

Para falar sobre as privatizações em curso no Sistema Petrobrás, a TV Resistência Contemporânea recebe nesta segunda-feira, 25, às 15h, o deputado federal Ênio Verri (PT-PR), autor do Projeto de Lei 3917/20, que modifica a Lei do Petróleo para tipificar o crime de criação irregular de empresas subsidiárias com objetivo de descumprir determinação constitucional. A mudança na lei visa coibir a venda ilegal de refinarias de petróleo por parte da Petrobras. 

 Ao todo, a Petrobras vende oito refinarias:

Landulpho Alves (Rlam), na Bahia – a minuta do contrato está fechada com a Mubadala Investment Company, que fez a melhor oferta. Nesta última etapa, a Petrobras não altera mais os termos da venda, mas há uma rodada final de ofertas por todos os interessados.

Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul – negociação do contrato aberta com a Ultrapar, que fez melhor oferta.

Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná – Petrobras recebeu as propostas da fase vinculante. As melhores ofertas ainda não foram reveladas.

Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais – espera propostas no primeiro trimestre deste ano.

[Com informações da Veredas e do mandato do deputado Ênio Verri]

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É com tristeza que o Sindipetro PR e SC noticia o falecimento do são-mateuense Ederson Luiz de Lima, conhecido como Bigo

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Este é o primeiro registro de morte por covid-19 na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul. Bigo era caldeireiro, trabalhava na manutenção e era uma figura presente nas paradas da fábrica. Querido por todos, deixa mulher, dois filhos e um neto. O trabalhador estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital São Lucas, em Campo Largo. O Sindicato e toda categoria petroleira se solidarizam com familiares e amigos. 

E ao mesmo tempo em que recebemos uma notícia devastadora, mais casos se confirmam em todo o país. São Mateus do Sul não foge desta triste regra e na SIX, fábrica que soma aproximadamente quatro mil trabalhadores (1 mil diretos e 3 mil indiretos), há risco de contaminação em massa. 

Isso porque denúncias que chegam ao Sindipetro PR e SC tratam de diversos descumprimento de protocolos de segurança tanto do Governo do Paraná como da Organização Mundial da Saúde (OMS), exemplo disso é desrespeito ao distanciamento social no transporte (ônibus) e na área de refeitório, também há relatos de trabalhadores aglomerados durante atividades na unidade.   

O Sindipetro PR e SC defende que a administração da SIX intensifique as medidas de prevenção para eliminar o risco de contaminação. Faça também acompanhamento minucioso de todas e todos os trabalhadores suspeitos, seus familiares e os que tiveram contato com eles. 

Canal de Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

Refinarias de petróleo estão no topo dos locais mais perigosos para se trabalhar. Produtos altamente inflamáveis em processamento sob altíssimas temperaturas e altos níveis de pressão exigem equipes muito bem preparadas para atuar em emergências. 

Na contramão das melhores práticas operacionais, a gestão da Petrobrás, capitaneada por Roberto Castello Branco, decidiu cortar mais da metade dos efetivo de técnicos de segurança em regime de turno nas oito refinarias que estão à venda, entre elas a Repar e a SIX. 

A iniciativa segue o protocolo das privatizações no Brasil. Cortam investimentos, sucateiam as instalações, colocam a culpa da ineficácia na máquina estatal e nos trabalhadores, convencem a opinião pública e pronto! Lá se vão décadas de esforços e investimentos do povo brasileiro para as mãos do capital privado, muitas vezes a preço de banana. 

Não há dúvida que os ataques da direção da Petrobrás aos setores de segurança fazem parte do plano de venda das refinarias. Substituir técnicos de segurança bem treinados e com amplo conhecimento das áreas industriais por bombeiros civis terceirizados e sem a devida capacitação reduz investimentos, mas coloca em risco os trabalhadores, os equipamentos e as comunidades do entorno. Tudo para deixar as unidades mais atrativas aos compradores. 

Algumas gestões locais já implantaram a redução de técnicos de segurança (TS’s), enquanto outras estão na iminência de sofrer os cortes. Na Repar, por exemplo, são cinco profissionais por turno. Com a substituição por bombeiros civis, ficarão apenas dois, ou seja, dos atuais 25 TS’s restarão apenas 10. 

Já na SIX, dos 10 TS’s em turno, sobrarão apenas cinco. A situação por lá pode ser mais delicada pelo fato de a vasta área de mina ficar descoberta por técnicos próprios, local onde aconteceu a última morte de trabalhador na SIX, em 2004. 

Os cortes de profissionais deixam as unidades mais expostas em caso de acidentes ampliados, uma vez que a ação de resposta às situações mais graves pode não ser efetiva.  

A política de gestão revela, para além da sanha privatista, que o lucro está acima da vida na ordem de prioridades da direção da Petrobrás. Vamos permanecer em luta para superar esse período obscuro que a empresa e o país atravessam.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Em vídeo enviado aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, reforça a importância da categoria participar aprovar nas assembleias um amplo calendário de luta contra as privatizações em curso.

A construção de uma agenda nacional de mobilizações em defesa do Sistema Petrobrás foi deliberada no último Conselho Deliberativo da FUP. O calendário está sendo apresentado aos trabalhadores nas assembleias que prosseguem até o dia 23 para deliberar sobre o indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR.  

Atos e mobilizações em defesa da Petrobras

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nos últimos meses, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (Rlam), do Paraná (Repar e Six) e do Ceará (Lubnor).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível.

Por isso, a FUP e seus sindicatos convocam os trabalhadores a aprovar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

>Ato nacional contra a venda da Rlam e dos terminais da Bahia, com data a ser definida pela FUP

> Dia Nacional de Luta em defesa da redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma greve local para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também outras formas de mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

[Imprensa da FUP]

 

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A construção de um calendário nacional de luta contra as privatizações em curso no Sistema Petrobrás foi um dos principais pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, na última semana. Além do indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR, as assembleias convocadas pelos sindicatos irão avaliar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nas últimas semanas, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (RLAM), do Paraná (REPAR e SIX) e do Ceará (LUBNOR).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível. Por isso, a FUP e seus sindicatos querem debater com os trabalhadores nas assembleias da PLR um calendário de mobilizações, que terá início com um ato nacional, com data a ser definida pela FUP, contra a privatização da RLAM e dos terminais da Bahia, que já estão em processo avançado de venda para o fundo de investimento estrangeiro, Mubadala.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma  greve local  para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

Outra manifestação nacional indicada pela FUP é a realização de um Dia Nacional de Luta pela redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

“A reversão desse processo de desmonte e privatização aos pedaços da Petrobrás depende fundamentalmente da resistência da nossa categoria, que jamais se furtou à luta em outros momentos difíceis da nossa história. Os petroleiros são a fileira de frente nesse campo de batalha. A luta recente contra o desmonte da empresa vem sendo travada desde a greve de 2015, que resultou na construção da Pauta pelo Brasil. Precisamos que a sociedade venha junto com a gente, numa luta unitária para salvar o que ainda resta do Sistema Petrobrás. A privatização da empresa já está pesando no bolso da população, que paga preços absurdos pelos combustíveis, e vai pesar mais ainda, se as multinacionais assumirem de vez as nossas refinarias e terminais”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP]    

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Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

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Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.