Está marcada para quarta-feira, dia 28, a reunião do Sindipetro PE/PB com a gerência da Transpetro, em que será debatida as condições de segurança nos locais de trabalho. O sindicato requer com esse momento chamar a atenção da administração para os alertas da entidade quanto aos riscos que podem causar outra tragédia entre os trabalhadores do Sistema Petrobrás.
 
Recentemente dois problemas operacionais ocorreram, sendo que um na Rnest vitimou um instrumentista terceirizado, durante a manutenção de um equipamento na unidade de ar comprimido e outro na Transpetro, com um vazamento de gás natural (GN) no ponto de entrega da Usina Termoelétrica. 
 
Diego Liberalino, Secretário de Finanças do Sindipetro PE/PB, explica o objetivo do sindicato com essa reunião, “O sindicato tem recebido várias denúncias de trabalhadores relatando diversas condições inseguras na unidade, que podem causar uma fatalidade, inclusive. A gestão precisa tratar essas anomalias, para garantir a integridade das instalações e dos trabalhadores”, adverte.
 
[Da imprensa do Sindipetro PE/PB]
Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

O Sindipetro-NF encaminhou um ofício, nesta sexta-feira (22), ao gerente da unidade de processamento de Gás de Cabiúnas para alertar sobre o risco grave e iminente ocasionado pelo descumprimento da NR13, com a falta de acesso aos instrumentos e válvulas da T-21001, devido a interdição das passarelas por causa do estado de corrosão das mesmas.

“É inadmissível essa situação, que coloca em risco a vida dos trabalhadores, principalmente, porque a unidade acabou de sair de uma parada. Sabemos que o gás é importante, mas a gerência permitiu que a unidade chegasse nessa situação e os trabalhadores não podem pagar por isso, colocando as suas vidas em risco”, declarou o diretor Alexandre Viera.

O Sindipetro-NF solicitou que o equipamento T-21001 seja retirado de operação até que o mesmo atenda a condição segura de operação preconizada pela NR13 e acompanhará as medidas, que serão tomadas pela unidade.

Este equipamento faz parte de um sistema que processa 5.800.000 cinco milhões e 800 mil metros cúbicos de gás. Que hoje é essencial para o Brasil não entrar em um apagão. Mas de maneira alguma os trabalhadores podem arriscar sua vida pela falta de manutenção devida das instalações. 

Confira o documento na integra 

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Na quarta-feira (13), foi realizada uma reunião do Comitê Local de SMS da Regap, com a participação dos diretores do sindicato (Guilherme Alves e Leonardo Auim) e das gerências de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS), Produção (PR), Relações Sindicais (RS), Recursos Humanos (RH) e o Gerente Geral da refinaria. 

Conforme está previsto no ACT, essas reuniões ocorrem a cada dois meses. A anterior foi realizada no dia 10 de agosto. 

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A empresa apresentou dados referentes aos indicadores de SMS e, em seguida, o sindicato apresentou uma série de demandas e cobranças. 

“Apesar da boa recepção da Gerência sobre nossas demandas de SMS, a maioria das questões encaminhadas pelo Sindicato seguem sem solução. O que nos preocupa é termos tantas cobranças sobre segurança, meio ambiente e saúde dos trabalhadores justamente no mês em que tivemos 2 mortes no Sistema Petrobrás. SMS não pode ser tratado só como uma questão burocrática, mas sim como um compromisso da empresa com a vida da categoria”, avalia Guilherme Alves, presente na reunião. 

Confira abaixo um resumo da reunião e das cobranças:

a) Terceirização: 

O Sindicato cobrou esclarecimentos sobre contratos de terceirização de atividades em setores operacionais e no setor de SMS. A gerência de SMS admitiu o avanço do processo de terceirização no setor e informou que está prevista adequação nas contratações de terceirizados.

b) Parto Humanizado:

Sindicato cobrou solução para a demanda encaminhada em ofício no dia 4, cobrando para que o Saúde Petrobrás inclua algumas acomodações voltadas para o parto humanizado.

Leia mais em: SINDICATO COBRA CONDIÇÕES PARA PARTO HUMANIZADO NA AMS

A gerência encaminhou o pedido para a AMS e o setor de Relações Sindicais respondeu por email (que pode ser lido na íntegra no link acima). A resposta frisa que “o projeto prevê que cada maternidade tenha apenas uma operadora parceira, não sendo possível a Saúde Petrobras realizar parceria com a Rede de Saúde Mater Dei tanto de Betim quanto de Belo Horizonte”.

c) Operação em Painéis Elétricos – Produção:

Sindicato questionou sobre mudanças previstas na atribuição de técnicos de operação da Produção em relação à atuação em painéis elétricos. Gerência de RH desconhece a situação e solicitou que fosse enviado ofício com detalhes sobre a demanda. 

d) Problemas – HDT:

Sindicato cobrou sobre a redução do número mínimo no setor e sobre a realização de simulado de emergência com número limitado de operadores na área. Gerência irá verificar. Sindipetro cobrou também resposta sobre a situação dos amostradores da unidade após incidente recente. A gerência informou que foi feita análise de abrangência do incidente na Refinaria.

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Sindicato cobrou sobre grande vazamento ocorrido na 209-P-001 e gerência irá avaliar.

e) Subnotificação de acidente:

Sindicato cobrou explicações sobre denúncia de subnotificação de acidente em atividade no tanque 27-TQ-96F. Gerência informou que a decisão é responsabilidade do médico da empresa contratada. Gerência de SMS ficou responsável por verificar sobre os procedimentos adotados pela avaliação do Setor Médico.

f) Covid-19

Sindicato cobrou explicações sobre a denúncia de surto de Covid-19 na empresa Manserv. Gerência não confirmou a informação. Sindicato irá cobrar informações via ofício.

Sindicato cobrou sobre procedimentos para o retorno presencial das atividades na Refinaria. Gerência se resumiu a tratar do atual cronograma de retorno gradual das atividades (retorno total previsto para janeiro de 2022). Sindicato irá questionar, via ofício, sobre retornos questionados por trabalhadores;

Sindicato cobrou o cumprimento de decisão do MPT sobre a emissão de CATs para casos de Covid-19 na Regap. Gerência disse desconhecer a decisão e irá avaliar com o setor Jurídico.

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g) Cobranças AMS

Sindicato cobrou sobre carta enviada a alguns trabalhadores com cobranças relacionadas à AMS. Gerência irá encaminhar demanda à AMS.

Os diretores do Sindipetro/MG se comprometem a divulgar as informações e ofícios enviados nos próximos dias. 

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Apesar da extinção da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, por meio de portaria editada em 2019 pelo governo Bolsonaro, organizações sindicais utilizam o dia 5 de outubro para unificar luta contra exposição à substância

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Em agosto de 2019, o governo federal publicou a Portaria nº 972, que acabou com todas as comissões tripartites do Ministério do Trabalho – que também foi dissolvido por mais de dois anos, retomando o status ministerial apenas em julho deste ano.

Uma delas foi a Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz), que por mais de 20 anos reuniu representantes do governo, dos empregadores e dos empregados para acompanhar as questões relativas à substância – altamente tóxica e cancerígena.

A CNPBz se reunia quatro vezes por ano para discutir as medidas cotidianas adotadas em cada uma das unidades de produção que utilizam do benzeno, incluindo refinarias, siderúrgicas e indústrias químicas. Além disso, os participantes sempre realizavam uma visita técnica – no último encontro, o local escolhido foi a Refinaria de Capuava, em Mauá (SP).

Apesar da extinção formal da comissão, a Bancada dos Trabalhadores da CNPBz resiste em manter ações de conscientização e alerta sobre os riscos da matéria-prima. De acordo com o diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), Auzelio Alves, o Dia Nacional de Luta contra a Exposição ao Benzeno tem servido para unificar as iniciativas por parte dos trabalhadores.

“Para manter a chama acesa da luta contra a exposição ao benzeno, utilizamos essa data de 5 de outubro. Há três anos, desde 2019, reunimos os trabalhadores para produzir boletins e, neste ano, também colocamos no ar novamente o site da Bancada dos Trabalhadores”, explica.

Esse marco foi criado como homenagem à memória do técnico de operações da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), Roberto Kappra, que faleceu no dia 5 de outubro de 2004, vítima de leucemia mieloide, doença causada pela exposição ao benzeno.

A retomada do site, que divulga especificamente as iniciativas sobre o tema, faz parte desse esforço dos trabalhadores e membros dos Grupos de Trabalho do Benzeno (GTBz). Eles representam 30% dos integrantes eleitos para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) de cada uma das unidades que se utilizam do benzeno.

“Essas ações representam toda a persistência dos trabalhadores em manter o tema em pauta, sempre informando as bases sobre as medidas de segurança necessárias. Além disso, demonstra que não desistimos da CNPBz, que será retomada em breve por meio da nossa luta”, aponta Alves.

Confira o site da CNPBz aqui.

Publicado em Trabalho

Um trabalhador que prestava serviços como técnico instrumentista terceirizado morreu, nesta segunda (27), vítima de um acidente de trabalho ocorrido durante a manutenção de um equipamento na unidade de ar comprimido da Refinaria Abreu e Lima (RNEST).

Segundo informações preliminares obtidas pelo Sindipetro Pernambuco e Paraíba, o trabalhador estava hà 06 meses prestando serviços à refinaria e foi atingido por ar comprimido em alta pressão.

A precarização nas relações trabalhistas e a priorização da produção em detrimento à segurança são fatores que potencializam os riscos de acidentes dessa natureza, onde os mais prejudicados são as vítimas e seus familiares.

O Sindipetro-PE/PB tentou adiar a parada geral da refinaria, que ocorreu durante os meses de agosto e setembro, assim como solicitou aumentar o período que a parada fosse executada para que não houvesse pressa, mas o que o sindicato constatou foi um aumento no número de acidentes mesmo com casos de subnotificação.

O Sindipetro-PE/PB se solidariza à família da vítima e acompanhará de perto as investigações para que casos desse tipo infelizmente não venham a acontecer novamente.

[Da imprensa do Sindipetro PE/PB]

Publicado em Sistema Petrobrás

No sábado, 25, um acidente durante o treinamento de lançamento de bote de serviço resultou na morte do trabalhador Erick Gois, de apenas 26 anos, contratado da empresa Astromarítima. O acidente aconteceu na embarcação Astro Tamoio, que atende a Bacia de Campos, mas que estava na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Segundo informações recebidas pelo Sindipetro Norte Fluminense, Erick fazia um exercício de simulação de lançamento de bote, que é obrigatório, quando o cabo se rompeu. Outros dois trabalhadores também estavam no bote no momento do acidente, mas foram resgatados, receberam atendimento e passam bem. Erick, no entanto, ficou preso e, infelizmente, perdeu a vida.

O Sindipetro-NF já fez contato com a empresa para definir os diretores que participarão da comissão de acidentes e afirma que acompanhará de perto o caso para que todas as medidas necessárias sejam tomadas.

A FUP e o sindicato lamentam profundamente a perda do trabalhador e manifestam solidariedade e pesar aos seus amigos e familiares.

[Com informações do Sindipetro NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A falta de efetivos e de treinamentos adequados coloca em risco diário os trabalhadores das unidades do Sistema Petrobrás. Na Regap, uma sucessão de acidentes evidencia o quadro de insegurança operacional, como denuncia o Sindipetro MG

[Da imprensa do Sindipetro MG]

No dia 4, na parte da tarde, a categoria ficou em alerta diante de mais um grave acidente na Regap. Durante serviço com maçarico no costado do tanque 27-TQ-96F, houve falha de uma mangueira, associada à falha do sistema de segurança do equipamento, o que ocasionou em um incêndio que atingiu dois trabalhadores terceirizados. Segundo informações que chegaram ao sindicato, eles ficaram com queimaduras de primeiro e segundo grau.

“A precarização da manutenção e também da mão de obra, que não passa por treinamentos necessários e muitas vezes trabalha com menos gente do que o necessário, expõe os vários riscos a que os trabalhadores estão submetidos. Isso precisa mudar”, sublinha Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro MG.

Gerente ordena que acidentados trabalhem enfaixados

Além das graves consequências para a saúde dos trabalhadores terceirizados que tiveram queimaduras após acidente no tanque 27-TQ-96F, a gerência da Regap tentou subnotificar o acidente. Na tentativa de tratar o acidente como sem afastamento, a gestão da empresa obrigou que os acidentados voltassem a trabalhar, mesmo com o rosto enfaixado!

Dessa forma, em uma clara tentativa de subnotificação do acidente, o evento não foi classificado na categoria 3, mas na 1, que é de acidente sem afastamento. “Sabemos que essa maquiagem no número atende apenas ao interesse da empresa, que não quer ficar com imagem ruim. Isso mostra como a gerência está mais preocupada com o PPP, sua remuneração variável, do que com a saúde dos trabalhadores”, afirma Alexandre Finamori.

Ele critica também a presença da gerente-executiva Elza, que não é da unidade, mas teria sido responsável pela mudança na classificação do acidente. “É um absurdo a presença de uma pessoa que nem é da Regap influenciando em questões internas da empresa, extrapolando todos os limites. Ela é figura presente em processos de venda de refinarias e repudiamos veementemente esse tipo de interferência, que agora chega ao cúmulo de prejudicar a saúde e a vida de trabalhadores”, critica Finamori.

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Publicado em Sistema Petrobrás

No dia 3 de setembro aconteceu uma reunião da Comissão Local de SMS da Repar. Participaram representantes da gestão da refinaria e do Sindipetro PR e SC. O encontro tinha como objetivo responder CS 0153/2021 em que o sindicato faz as solicitações de cópias antecipada de relatórios, além de pedir esclarecimentos quanto à composição, treinamentos e exames dos integrantes das equipes da EOR e Brigada de incêndio. 

No início da reunião, a coordenadora da HO (Higiene Ocupacional) apresentou o relatório do PPRA (Programa Prevenção de Riscos Ambientais) e afirmou que não foi autorizada uma cópia para o sindicato, conforme solicitada na CS 0153/2021. Ela também informou que foi realizada a atualização da APRHO (Análise Preliminar de Riscos De Higiene Ocupacionais) de todos os setores em conjunto as suas gerências, quando houve mudanças estruturais ou de processo. 

Nessa atualização, baseada nas atividades executadas, o gerente definiu em qual Grupo Homogêneo de Exposição (GHE) O trabalhador está. Em 2020 por exemplo houve uma redução para 3 GHEs, no setor de Utilidades. Também houve a inclusão de novos trabalhadores no risco ruído. 

Dos 546 trabalhadores que estão mapeados para o risco ruído, 237 tiveram os resultados do monitoramento entre 80 e 85 dB. A empresa reconhece que eles estão expostos ao ruído, mas dentro do limite permitido. Entretanto no GHE Operador de Campo U2200 do DCCF, há dois trabalhadores que a medição de ruído apontou o valor de 85,4 dB, acima do Limite de Exposição Ocupacional que é 85 dB para 8 horas de trabalho.

Foi explicado que todos os resultados desse monitoramento vão para o SIS (Sistema Informatizado de Saúde) que alimenta o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). São com base nesses resultados que são definidos os exames ocupacionais que o trabalhador realizará e a elaboração do ASO (Atestado de Saúde Ocupacional). 

A coordenadora da HO explicou que são feitos sorteios para o monitoramento ambiental. Os monitoramentos acontecem em cada GHE em 8 datas diferentes e são realizados em dias típicos de trabalho. Períodos chuvosos, situações de emergências operacionais e em dias que o trabalhador realize atividades diferentes das habituais não são considerados típicos. Ela afirmou que antes de começar o monitoramento é o trabalhador que diz se aquele é ou não um dia típico de trabalho. 

O sindicato apontou que com a diminuição do efetivo, a operação de alguns setores sob demanda reduzida se tornou uma rotina, sobrecarregando o trabalhador de atividades. Ao questionar se isso é monitorado, recebeu como resposta que se virou rotina é monitorado. 

A administração também informou que quando um órgão é exposto a mais de um agente, como o ouvido por exemplo - que está sujeito ao ruído e aos hidrocarbonetos - é feita a composição destes 2 agentes. 

De acordo com a gestão, o GHE do trabalhador de campo e o painel para o ruído são feitos por sorteio, podendo ser monitorado o trabalhador no console. O Sindipetro PR e SC solicitou cópias dos GHEs e sua composição, além do relatório do monitoramento ambiental. 

FALTA TRANPARENCIA EM FORNECER CÓPIA DO RELATÓRIO DOS RESULTADOS.
FALTA TRANPARENCIA EM FORNECER CÓPIA DA COMPOSIÇÃO DOS GHEs E SUA COMPOSIÇÃO.
FALTA O RECONHECIMENTO DE EXPOSIÇÃO AO BENZENO PARA DETERMINADOS GHEs, EM UNIDADES ONDE ELE APARECE ABAIXO DE 1% EM VOLUME NA FASE LÍQUIDA, LEMBRANDO QUE ELE É CANCERÍGENO. PORTANTO NÃO EXISTE LIMITE SEGURO DE EXPOSIÇÃO!

O diretor de SMS do Sindipetro PR e SC, Luciano Zanetti, ressalta que os resultados do monitoramento ambiental demonstram nesta avaliação, que os riscos estão controlados. Porém, isto não quer dizer que não há riscos, pelo contrário, há necessidade de medidas de controle coletivas e da realização de exames médicos ocupacionais dos trabalhadores com risco de exposição a determinado agente mesmo que esteja sob controle. Não é por que os resultados do monitoramento ambiental estão sob controle, não exime a empresa de colocar estes agentes no aso (Atestado de Saúde Ocupacional). Zanetti destaca que cada ser humano interage diferente a exposição de determinado agente, e mesmo que em baixos níveis não há garantias que ninguém ficará doente.

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Com participação da Central Única dos Trabalhadores e da Confederação Nacional dos Químicos, campanha vai promover diversas ações para promoção da saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores da indústria do petróleo

[Da assessoria de comunicação da FUP]

Com o tema “Heróis e heroínas também se cuidam”, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Sindicato dos Petroleiros do Norte-Fluminense (Sindipetro-NF) se unem à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e à Confederação Nacional dos Químicos (CNQ) no “Setembro Amarelo”, mês de prevenção ao suicídio. As representações sindicais vão promover diversas ações (veja programação abaixo) em suas redes sociais para debater as dificuldades que vêm afetando cada vez mais a saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil. Entre os petroleiros, somente o Departamento de Saúde do Sindipetro-NF registrou 13 suicídios desde 2012, mas o número deve ser muito maior, devido à subnotificação. Somente em 2020 e no primeiro semestre de 2021 já foram registrados quatro casos. 

Um dos fatores que costumam desencadear a depressão – uma das principais causas do suicídio –, é a pressão no ambiente do trabalho, situação que piorou com a pandemia de Covid-19. E, no caso dos trabalhadores próprios da Petrobrás, essa pressão se tornou ainda pior com a venda de diversos ativos da empresa, que obriga petroleiras e petroleiros a mudarem de região ou até mesmo se desligarem da empresa. Em situações extremas, pode ocasionar o suicídio. 

Foi o que ocorreu com um trabalhador da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, que se suicidou em 22 de setembro do ano passado nas dependências da planta. Investigações da Auditoria Fiscal do Trabalho, vinculada à Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)/Ministério da Economia, e do Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (Cesat) da Bahia, apontaram que a tragédia foi causada por condições de trabalho desfavoráveis, ambiente de insegurança, de tensão e de mal-estar coletivo. Em consequência, a RLAM recebeu seis autos de infração. 

A pesquisadora do Centro de Estudos do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), Liliane Teixeira, falou sobre a deterioração das condições do trabalho sofrida pelos petroleiros: “O setor do petróleo e gás está entre os que mais implementaram mudanças em rotinas e escalas, com consequências na saúde mental dos trabalhadores. As mudanças de escala, essa rotina de até 28 dias embarcados, são muito ruins para a saúde e para a qualidade do sono, o que desregula todo o corpo. Fora a ansiedade e as preocupações relacionadas à Covid a cada embarque e reencontro com a família”, destacou ela, em entrevista à CNN Brasil

Por isso, as atividades programadas pelas entidades visam estimular os trabalhadores a conversarem sobre o assunto e, se necessário, pedirem ajuda. O objetivo é mostrar que os trabalhadores e as trabalhadoras precisam cuidar de sua saúde mental. 

“Ninguém é uma ilha e ninguém é de ferro. Nossa força guerreira vem de estarmos juntos. Precisamos criar um ambiente de trabalho em que o diálogo seja franco e permanente, com os colegas, com o sindicato, com os coletivos de saúde e com as estruturas públicas de saúde mental. Não é vergonha pedir ajuda e não é invasivo ajudar. Cuidado, empatia e solidariedade são os valores dos verdadeiros heróis e heroínas”, explica cartilha que será divulgada pela campanha. 

As entidades estimulam contatos nos locais de trabalho e com as áreas de saúde dos sindicatos para que exista um diálogo permanente sobre saúde mental e prevenção ao suicídio. A campanha também divulga o trabalho do CVV (Centro de Valorização da Vida), que atende gratuitamente pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu o dia 10 de setembro como o “Dia Mundial da Prevenção do Suicídio”. Em 2015, a campanha “Setembro Amarelo” começou no Brasil, por iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Ações programadas 

3 de Setembro

– Divulgação de Podcast da Rádio NF sobre Saúde Mental no Trabalho. 

8 de Setembro

– Veiculação do programa “NF ao Vivo”, às 19h30, com representantes de famílias que passaram por casos de suicídio.

– Lançamento da cartilha “Heróis e heroínas também se cuidam”. 

29 de Setembro

– Veiculação do programa “NF ao Vivo”, às 19h30, com especialistas na área de Saúde Mental no Trabalho. 

Durante todo o mês

– Veiculação de vídeos curtos nas redes sociais das entidades sindicais participantes sobre saúde mental no trabalho e prevenção ao suicídio.

– Divulgação de banners nos sites e faixas físicas das entidades.

– Abordagem do tema nos boletins sindicais.

Publicado em Movimentos Sociais

Mais uma denúncia de desvio de função chegou ao Sindipetro-NF. Desta vez, a Petrobrás força os técnicos de segurança a atuarem como inspetores de segurança ao mesmo tempo que demite os funcionários técnicos para o serviço. 

Segundo as denúncias, os técnicos de segurança estão sendo orientados a revistarem as bagagens na hora do desembarque, conforme determina a norman 27, exigência 0115, que trata sobre a inspeção das bagagens. Porém, esse tipo de função não entra no manual de atribuições da categoria. 

“O técnico de segurança já tem uma série de funções. E o procedimento de revista de bagagem exige alguns cuidados como vigiar para que as pessoas fiquem separadas após a revista e isso exige um tempo entre duas e três horas, o que certamente impactará as outras atividades. Por tanto, que o técnico de segurança não faz mais o recebimento das aeronaves porque exigia um tempo de uma, duas horas, longe das outras funções e o impacto foi grande”, lembrou o diretor Alexandre Vieira. 

Enquanto isso, com a troca da administração do Farol, que passará a ser administrado pela infra, a Petrobrás demitirá 20 seguranças patrimoniais, que são contratados atualmente e são qualificados para a revista das bagagens. 

Ciente dos fatos, o Sindipetro-NF atuará em prol dos trabalhadores, mas é importante também a participação da categoria. Os técnicos de segurança que estão tendo suas funções desviadas devem entrar em contato com a diretora Bárbara Bezerra (84) 9926-9008.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.