O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, e o economista Cloviomar Cararine, responsável pela Subseção do Dieese da federação, participam nesta segunda, 17, da aula inaugural do Programa de Formação em Saúde, Trabalho e Ambiente na Indústria do Petróleo, promovido pelo Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Fiocruz (Cesteh/Ensp). Veja abaxo a transmissão.

Junto com outros convidados, eles estarão no painel “A conturbada conjuntura do setor petróleo no Brasil: um olhar sob a perspectiva dos trabalhadores”, que está sendo transmitido ao vivo pela escola. O coordenador da FUP representa também a bancada dos trabalhadores na Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz).

A mesa está sendo mediada pelo pesquisador da Fiocruz e coordenador do Cesteh, Luís Cláudio Meirelles, e tem participação também do Secretário Geral da FNP, Adaedson Bezerra da Costa.

O curso

O curso tem como objetivo compreender as relações entre saúde, trabalho e ambiente na indústria do petróleo, sendo destinado para trabalhadores, de ambos os sexos, que atuem na área petrolífera. Será na modalidade virtual e terá oito encontros até dezembro deste ano, sempre das 9h às 12h.
 
 
[FUP]

 

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF participou, na manhã de ontem, de reunião com representantes da Operação Ouro Negro para debater as recomendações encaminhadas às empresas de petróleo para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A entidade foi representada pelos diretores Alexandre Vieira e Raimundo Telles, com participação do médico do trabalho Ricardo Garcia Duarte, que assessora o sindicato.

Além do NF, participaram da reunião os Sindipetros do Espírito Santo, Litoral Paulista e Rio de Janeiro. A Procuradora do Ministério Público do Trabalho elogiou a atuação e a qualidade técnica das exposições apresentadas pelos sindicatos sobre ações de enfrentamento ao COVID-19 nas plataformas. “Percebi que o Ministério Público concordou com muitas soluções apresentadas pelos sindicatos e esperamos que os órgãos da Operação Ouro Negro construam um documento onde as reivindicações dos trabalhadores sejam incluídas” – comentou Vieira.

A diretoria do Sindipetro-NF considera fundamental a atuação da Operação Ouro Negro para que as ações de combate à pandemia sejam implementadas nas empresas de petróleo. “Temos relatos de familiares de petroleiros e petroleiras que embarcam muito tristes e preocupados em ver seus entes queridos saindo saudáveis para trabalhar e voltando doentes para suas casas, alguns inclusive morrendo por conta de uma doença adquirida no trabalho” – conta Vieira.

Reunião anterior

Em videoconferência no dia 6 de agosto, o NF havia apresentado aos auditores da Operação um levantamento das cobranças à Petrobrás, assim como alertas aos poderes públicos, em relação às deficiências da atuação da companhia na prevenção à covid-19. Entre março e junho, 18 ofícios — 12 deles à empresa e seis a órgãos fiscalizadores, prefeituras, casas legislativas e ministério público do trabalho — registraram cobranças e denúncias sobre a situação dos petroleiros e petroleiras da região.

Como informou matéria do site do sindicato, na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, disse Vieira.

A apresentação cronológica das ações do sindicato foi acompanhada, em paralelo, por uma linha do tempo do crescimento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 na categoria. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás. Ainda assim, é possível verificar que os casos que começaram em 15 confirmados em 26 de março, ultrapassaram os 3 mil no início de agosto. O levantamento completo está disponível em is.gd/oficiosdonf.

A Operação Ouro Negro é integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Marinha do Brasil, pelo Ministério da Economia — por meio da Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ) —, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Cobranças desde o início

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

Confira a íntegra da relação de ofícios e seus assuntos em is.gd/oficiosdonf.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Acontece na manhã desta quinta, 13, uma reunião com representantes da Operação Ouro Negro e do Sindipetro-NF para debater as recomendações encaminhadas às empresas de petróleo para enfrentamento à pandemia do Coronavírus. Os diretores do sindicato, Alexandre Vieira e Raimundo Telles, e o médico do trabalho, Dr. Ricardo Garcia Duarte.

No dia 19 de março, os órgãos federais, agências e autarquias que integram a Operação Ouro Negro, que fiscaliza as atividades offshore da indústria do petróleo, emitiu ontem uma série de recomendações às empresas do setor sobre o enfrentamento à pandemia do coronavírus. Algumas das medidas recomendadas coincidem com as cobradas pelo Sindipetro-NF à Petrobrás e outras empresas.

A Operação Ouro Negro é integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Marinha do Brasil, pelo Ministério da Economia, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Acontecem até o dia 22 de agosto as eleições dos representantes dos empregados da Bahia Centro CIPAS Norte e Centro, Gestão 2020/2021.

A votação é  eletrônica  através de mensagem via outlook.

Participem e fortaleçam a CIPA, esse importante instrumento de proteção à saúde e segurança do trabalhador e cuidados com o meio ambiente.

[Via Sindipetro-BA]

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[Via imprensa do Sindipetro-PR/SC, com edição da FUP]

A recente explosão em Beirute, capital do Líbano, chocou o mundo. A proporção do acidente fez com que as imagens viralizassem. Mais de 150 pessoas morreram após cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, um material altamente explosivo, pegar fogo. O primeiro-ministro do país, Hassan Diab, disse que o produto era armazenado em um depósito perto do porto há seis anos “sem medidas preventivas”. O resultado desse descaso, além dos óbitos, são os inúmeros protestos pelo país. 

E prevenção é a palavra-chave quando se trabalha com produtos que podem colocar a sociedade em risco. É o que deveria acontecer, por exemplo, nas unidades do Sistema Petrobras, cujos trabalhadores estão constantemente expostos aos riscos de acidentes e de adoecimento por exposição a agentes químicos extremamente perigosos, como é o caso do benzeno. Porém, mesmo sabendo da sua responsabilidade com a segurança da unidade, a atual gestão da empresa substitui o ato de prevenir pelo de punir. 

É o que acontece na Repar, em Araucária (PR), e em várias outras refinarias da Petrobrás. Hoje, a gerência da unidade executa ordens punitivas contra a categoria sem que uma equipe multidisciplinar composta por representante da CIPA, sindicato e SMS faça uma fiscalização adequada. As gerências que mais punem trabalhadores são a TE, UT e SMS. 

Somado a isso, há um clima de terror entre os trabalhadores, pois eles são levados a não cooperar plenamente com as investigações por medo de retaliação. 

Para o sindicato o Sistema de Consequência faz com que muitos petroleiros não denunciem problemas. “A empresa perde uma excelente oportunidade de aprender com os erros ao levar os trabalhadores a não relatar os pequenos incidentes e acidentes. Desse jeito começarão a aparecer acidentes que não poderão ser escondidos por serem mais graves”, explica Luciano Zanetti, dirigente do Sindipetro PR e SC. 

O sindicato reitera que há risco de acidente ampliado na Repar, pois cresce gradativamente a demanda de trabalho à medida que o número de funcionários é reduzido. A consequência disso é um aumento do desgaste físico e mental. 

Além disso, o Sindipetro PR e SC orienta todas e todos que de alguma forma se sentem prejudicados pelo Sistema de Consequência, a procurar um dirigente sindical mais próximo ou entrar em contato com a entidade através dos canais de denúncia: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (41) 3332-4554, o anonimato é garantido e o caso encaminhado para análise jurídica, se necessário. 

Histórico 

A partir de 2016, através de um programa chamado Compromisso com a Vida, a Petrobrás estruturou algumas ferramentas de gestão para auxiliar a tomada de decisões em relação a ocorrências, possibilitando aplicar o programa de Reconhecimento dos Empregados e o Regime Disciplinar. 

Documentos que estruturam estes Programas mostram que as punições seriam aplicadas nos casos em que se comprovasse a culpa, por parte do empregado. Porém, a realidade não reflete essa premissa. Trabalhadores foram punidos com advertências, ou até mesmo suspensão, mesmo antes das Comissões de Investigação de Acidentes concluírem seus trabalhos.

[Foto: Agência Reuters] 

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O Sindipetro-NF continua a receber várias denúncias dos trabalhadores sobre escalas exaustivas neste período de pandemia da covid-19. Na semana passada, a entidade recebeu informações de que nas atividades das gerências de Operações Submarinas — de mergulho e instalação de oleodutos e gasodutos — estão sendo praticadas escalas de 28 dias de folga por 28 dias de trabalho a bordo para o pessoal da Petrobrás.

Para os petroleiros de empresas privadas a situação é ainda mais grave. Antes da pandemia já atuavam na escala desumana do 14×14, e agora piorou: estão à disposição da empresa por 35 dias (9 em hotel confinado fazendo quarentena, e 26 embarcados), com 21 dias de folga. Há também relato sobre empresa que pratica 39 dias de trabalho por 19 de folga.

O sindicato cobrou da Petrobrás o fim dessas escalas que aumentam muito o risco de acidentes e mortes, especialmente nesta área de atuação.

“Essas atividades são muito perigosas, que trabalham com cargas e movimentações pesadas. E os acidentes nessas atividades são em geral graves. No mergulho tivemos dois dos últimos três óbitos recentes nas áreas operacionais”, afirma o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

A Petrobrás ainda não respondeu ao sindicato sobre as escalas exaustivas e o risco a que está expondo os trabalhadores da empresa e do setor petróleo.

Denuncie

O Sindipetro-NF orienta a categoria a manter a entidade informada sobre as condições de saúde, segurança e habitabilidade. É garantido o sigilo sobre a identidade do denunciante. Informações podem ser enviadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou relatadas diretamente pelos celulares da diretoria (aqui).

[Via Sindipetro-NF]

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[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Em meio a crise sanitária mundial de covid-19, a gestão da Refinaria de Paulínia (Replan) – a maior em capacidade de processamento da Petrobrás – introduziu algumas mudanças inevitáveis e necessárias para o enfrentamento da pandemia. Contudo, também estabeleceu alterações questionáveis, como por exemplo a diminuição no tempo dos encontros mensais da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Previamente, os encontros para discutir a segurança dos trabalhadores e da refinaria costumava ter duração média de 3 horas mensais. Após a pandemia, as conferências, que agora são realizadas digitalmente, possuem apenas uma hora de duração mensal.

Para Leandro Braga, petroleiro dirigente do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) e participante da comissão, determinados assuntos acabam não sendo abordados nos encontros por falta de tempo. “As reuniões estão fluindo bem, mas muitas demandas acabam ficando de lado por causa dessa redução do horário”, afirma o trabalhador.

Houve também uma redução na quantidade de suplentes participando das conversas, visto que, de acordo com o novo modelo de reunião online, a participação não é obrigatória.  

Ainda, com o fim da vigência da medida provisória 927, que alterava as regras trabalhistas durante o período da pandemia, algumas exigências administrativas também foram cessadas, dentre elas a suspensão dos processos eleitorais e novos mandatos da CIPA. 

Contudo, até o momento não houve e nem foi discutida a posse dos novos participantes eleitos da comissão, que estava prevista para este ano. Assim, somente os suplentes que foram empossados na última eleição podem participar das reuniões atuais. 

Mudanças para o acionamento do alarme

Outra mudança que ocorreu foi com o padrão para o acionamento do alarme da empresa (também descrito como tífon). Previamente, qualquer operador da Replan que se deparasse com alguma situação ou incidente poderia ativar a sirene para mobilizar e alertar as brigadas e equipes de segurança. 

Agora, com a reformulação, somente o supervisor da unidade de segurança ou coordenador de turno (cotur) pode ativar o alarme. “É uma revisão estranha nos padrões de acionamento porque para obter uma resposta eficaz à emergência é necessário que se tenha uma rapidez na mobilização, e para mobilizar a refinaria é necessário que se toque o alarme”, opina operador da área de Segurança Industrial, que preferiu não se identificar.

Ainda, para o petroleiro, a mudança por parte da Replan talvez não tenha sido bem avaliada, pois colocar todos os que estiverem dentro da refinaria em estado de alerta, posicionar a brigada em direcionamento à Segurança Industrial para o auxílio e combate ao incidente e alertar a população que estiver no entorno da empresa representam as três funções básicas que o acionamento do alarme possui. 

[Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A Petrobrás tem aumentado o contingente a bordo das plataformas que é chamado de POB. A partir de denúncias realizadas pela categoria o Sindicato monitorou a plataforma de P-56 e levantou que no dia 1 de junho a plataforma tinha 132 trabalhadores a bordo no doa 1 de julho esse número havia subido para 176 pessoas a bordo.

Em tempo de pandemia de COVID-19, quando temos 2.556.765 de casos confirmados no país e mais de 90 mil mortos, a Petrobras ao invés de proteger seus trabalhadores assume a política genocida e negacionista do presidente Jair Bolsonaro, aumentando a taxa de ocupação nas plataformas.

Essa ação coloca ainda mais em risco a saúde dos petroleiros e petroleiras e segue no caminho contrário da orientação do Sindipetro-NF que é de manter o POB baixo para reduzir o contágio.

Desde o início da pandemia o Sindipetro-NF encaminhou às empresas uma série de recomendações que envolviam também o uso de máscaras, os testes, a necessidade de quarentena, mas as ações da empresa têm sido muito abaixo do esperado, o que faz com que o número de contaminados só aumente.

O médico do trabalho, Dr. Ricardo Garcia em entrevista ao Nascente avaliou essas ações. “Não temos visto ações reais e com frequência diária (várias vezes ao dia) relacionadas a higienização de banheiros, de locais e postos de trabalho, de locais e veículos de transporte (terrestre e aéreo), de dutos de ar condicionado central; assim como não temos visto a distribuição de máscaras em número suficiente para cada turno de 12h e de qualidade para evitar contágio por via aérea. Sendo importante lembrar que para os trabalhadores prestadores de serviços as coisas estão piores: ônibus ou vans das empresas cheios ou não respeitando o distanciamento de 1,5-2 metros entre cada ocupante de, sem distribuição de máscaras para transporte ou trabalho, sem testagem para um grande número de trabalhadores que convivem nos mesmos espaços de trabalho” – disse.

Para a diretoria do Sindipetro-NF não é hora de retomar as atividades como se nada tivesse acontecendo e por isso solicita apoio da categoria petroleira encaminhando dados do POB de suas plataformas, para que o sindicato possa monitorar e cobrar ações efetivas dos órgãos competentes, através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

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[Do portal da ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz]

O cenário da Saúde do Trabalhador no setor petrolífero em tempos de pandemia será tema do próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP. Marcado esta quarta-feira, 29 de julho, às 14 horas, o Ceensp será coordenado pela pesquisadora do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), Liliane Teixeira. Segundo ela, na ocasião será debatida a questão da covid-19 no setor petrolífero, além de serem abordadas as denúncias de subnotificação realizadas pelos sindicatos por busca ativa. O Ceensp será transmitido pelo Canal da ENSP, no Youtube.

A atividade contará com a participação do professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcelo Figueiredo, autor do livro “A face oculta do ouro negro - Trabalho, saúde e segurança na indústria petrolífera offshore da Bacia de Campos”; e dos sindicalistas, Marcelo Juvenal Vasco, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP); e Alexandro Guilherme Jorge, da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

De acordo com Liliane Teixeira, a Rede de Informações sobre Exposição à covid-19 no Trabalho está apoiando diversos sindicatos em todos os tipos de questões ligadas à doença, como legislação relacionada ao trabalho na pandemia; medidas de prevenção no trabalho; retorno das atividades presenciais; e apoio ao Ministério Público do Trabalho. “Inicialmente os sindicatos que estão com maior proximidade da Rede são os ligados ao petróleo e aos frigoríficos. Desta forma, já realizamos reuniões com essas categorias e realizaremos também o Centro de Estudos O cenário da Saúde do Trabalhador no setor petrolífero em tempos de pandemia”, ressaltou a coordenadora. 

Publicado em Trabalho

A FUP recomenda a todos os sindicatos filiados que não participem das auditorias remotas para certificação dos Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos (SPIE) nas unidades do Sistema Petrobrás. A decisão foi tomada em conjunto com as direções sindicais, no Conselho Deliberativo da FUP. 

A orientação é que os sindicatos utilizem o modelo enviado para resposta ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), órgão responsável pelo processo de certificação de SPIE.

Em documento enviado em junho ao IBP, a FUP e a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNRQ) alertaram para a insegurança das auditorias remotas que estão sendo realizadas, sem concordância dos sindicatos e da Bancada dos Trabalhadores na Comissão de Certificação (ComCer).

As entidades cobraram a suspensão das auditorias durante a pandemia da covid-19, destacando que, ao impor um processo de certificação remota, o IBP “estabelece para si a responsabilidade em assumir a informações que balizarão as análises de risco a serem realizadas”. No documento, a FUP e a CNQR ressaltam que a “a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressa a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações”.

A FUP e a CNQR também questionaram o IBP por ter ignorado a discordância da Bancada dos Trabalhadores na ComCer e autorizado as auditorias remotas, apesar da posição dividida da Comissão. No entendimento dos trabalhadores, a certificação remota, além de não ser representativa, é incoerentes com a realidade. “Situação essa que deve ser revista o quanto antes, pois, como por exemplo, nem seis meses separam a nova certificação da REDUC e um acidente de grandes proporções em que análises preliminares remetem a problemas de inspeção”, alertam.

A FUP espera que o IBP reveja sua posição e atenda as reivindicações das representações dos trabalhadores, suspendendo imediatamente o processo remoto de certificação. Enquanto isso não ocorrer, a recomendação é que os sindicatos filiados não participem das auditorias, conforme decisão do Conselho Delioberativo.

Também foi recomendado aos representantes na Bancada dos Trabalhadores da ComCer que “se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota”.

A Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP está à disposição para esclarecer as dúvidas dos sindicatos e da categoria. A Bancada dos Trabalhadores na ComCer também pode ser consultada, através de seus integrantes, os petroleiros Raimundo Teles Santos, Edison Terterola e Alexandro Guilherme Jorge, diretor de SMS da FUP.


> Leia aqui a integra do documento enviado ao IBP


[FUP | Foto: incêndio na Reduc]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.