Cobranças preventivas e proteção à COVID-19 na Reman foram pautas da reunião, que ocorreu sob pressão do sindicato

[Da imprensa do Sindipetro-AM]

O Sindipetro-AM reuniu-se com representantes da Refinaria Isaac Sabbá - Reman e da sede da Petrobrás, na terça-feira (12), para debater pautas que estão sendo denunciadas ao Sindipetro e sobre as medidas unilaterais aplicadas na refinaria como parte do processo de privatização.  

A alimentação, a sobrecarga da rotina dos técnicos da operação no setor de refino, a ausência de cadeiras ergonômicas nos setores de console e cogeração, relação de inscritos no PIDV 2021, Termo de Rescisão e cobranças preventivas e proteção ao COVID-19 na refinaria foram pautas da reunião, que ocorreu sob pressão do Sindipetro-AM.  

No segundo semestre de 2020, o Sindipetro-AM encaminhou documentos oficiais para a Reman cobrando medidas e solicitando dados. Somente no início deste mês, a gestão enviou ao sindicato o documento com respostas automáticas e insatisfatórias, o que motivou mais pressão por parte do sindicato.  

O Sindipetro-AM ressaltou o entreguismo da atual gestão, os impactos da venda da Reman, a falta de diálogo e o medo da gestão, demonstrada pela ausência do gerente geral da refinaria na reunião. 

O coordenador-geral do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro destaca que as respostas da Reman, contidas no documento, não estão de acordo com a realidade da categoria petroleira do Amazonas. "A gestão da REMAN não tem vivência de turno e não tem conhecimento das instalações da refinaria. As respostas que estariam realizando as medidas necessárias, não ocorreram na prática e não condiz com a realidade na refinaria As respostas do documento satisfazem a sede, mas não a categoria petroleira”.  

Confira os pontos da reunião:  

COVID 

Com o Amazonas na fase mais crítica em meio a pandemia do coronavírus e apresentando novos casos de infecção, reinfecção e mutação do vírus, o Sindipetro-AM cobrou mudanças urgentes das medidas de prevenção dentro da Reman, entre as medidas estão: autorização imediata de testagem para todos os trabalhadores, mesmo para quem já apresentou exame positivo para COVID-19; o afastamento dos trabalhadores que pertencem aos grupos de risco e a intensificação dos testes antes da troca de turno para ter controle do quantitativo de casos na refinaria. 

Alimentação

O Sindipetro-AM cobrou medidas urgentes na alteração do cardápio e melhoria da qualidade da alimentação disponibilizada para a categoria, alertando os problemas de saúde causados.  

O Sindipetro denuncia, desde outubro de 2020, a qualidade da alimentação disponibilizada para a categoria, que inclui pão cru, frutas e alimentos estragados. A situação tem motivado os trabalhadores a levarem alimentação para o trabalho ou almoçar fora da refinaria.  

Cadeiras na REMAN 

O Sindipetro-AM solicitou novamente a troca das cadeiras antigas e quebradas por cadeiras novas e ergonômicas para os operadores do console e cogeração, que estão expostos a uma tabela de turno exaustiva de 12 horas e necessitam de um ambiente de trabalho adequado para a realização das funções.  

Quantidade de efetivo 

O Sindipetro-AM solicitou medidas urgentes sobre a quantidade de efetivos na refinaria e alertou os riscos graves de a Reman operar com o efetivo reduzido, mesmo em aéreas menos complexas. O Sindipetro solicitou participação conjunta entre Sindipetro e Reman nas decisões de medidas a serem aplicadas na refinaria, que opera em situação de calamidade.  

Para o Sindipetro-AM, a gestão não pode aplicar medidas unilaterais e ignorar a sobrecarga, acúmulo de funções nas áreas operacionais.  

Terceirização da SMS 

Em relação a segurança na refinaria, o Sindipetro-AM cobrou medidas urgentes da Reman sobre a terceirização do setor que vem ocorrendo.  

Para o Sindipetro, os petroleiros da ativa são capacitados especificamente para o grau de complexidade que a refinaria apresenta. E a terceirização oferece riscos para a segurança dos trabalhadores.  

 

PIDV e transferências 

O Sindipetro-AM solicitou a relação dos empregados inscritos no programa do PIDV 2021 e as informações sobre a transferência de trabalhadores da unidade, conforme firmado no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).  

Termo de Rescisão 

O Sindipetro-AM solicitou respostas para as ressalvas feitas no Termo de Rescisão dos empregados que saíram no programa de PIDV 2020.

A FUP e o Sindipetro Amazonas prestam solidariedade ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM), bem como a todo o Movimento Social Amazonense.
 
Repudiamos veementemente a invasão ilegal, abusiva e inconstitucional, perpetrada por membros da Policia Rodoviária Federal, que, segundo os mesmos, cumpriam ordens do Exército Brasileiro. O fato foi negado pelo comando militar, o que nos causa ainda mais indignação.
 
Na noite de terça feira, 23 de Julho, um grupo de Policiais Rodoviários Federais invadiu,  sem mandado, a sede do SINTEAM, o de Movimentos Sociais se reuniam para organizar uma manifestação pacífica durante a visita de Bolsonaro à capital amazonense. A intenção era protestar contra o desmonte da Zona Franca de Manaus, assim como o aumento do desmatamento na região Amazônica.
 
Fatos dessa natureza nos remetem aos sombrios anos de chumbo da Ditadura Militar, período de exceção e privação das liberdades individuais, censura e assassinato de opositores. A Constituição Federal vigente nos garante a liberdade de expressão e o livre direito de manifestação, preceitos basilares da democracia. 
 
Dessa forma, reiteramos nosso apoio e solidariedade classista ao SINTEAM, aos Movimentos Sociais e a todos aqueles que não se curvam perante o fascismo.
 
[FUP/Sindipetro AM]
Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.