Com a disparada da inflação, gás de cozinha, alimentos e gasolina nas alturas, a diretoria do Sindipetro Bahia vem intensificando a ação de venda de gás de cozinha a preço justo, ampliando a campanha para diversas cidades do interior do estado.

Nesta quarta-feira (29), a ação chega à cidade de Santo Antônio de Jesus, onde o “bujão” de gás será vendido por R$ 50,00, a unidade.

A ação acontece na Rua Castro Alves, 505, Centro (revenda da Brasilgás), a partir das 7h. Serão comercializados 100 botijões por ordem de chegada.

Há mais de dois anos, o Sindipetro Bahia e os demais sindicatos de petroleiros do país, ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), vêm realizando esta ação do preço justo não só do gás de cozinha, mas também da gasolina e diesel. A entidade já beneficiou milhares de baianos, levando a ação por diversas vezes à Salvador e cidades do interior do estado.

A campanha, que neste momento lembra os 68 anos de criação da Petrobrás. tem também o objetivo de pautar a necessidade de mudança da politica de preços da atual gestão da estatal, que segue o modelo escolhido pelo governo Bolsonaro. “Enquanto o governo federal não mudar a política de preços da Petrobrás, os preços destes produtos vão continuar subindo, pois a Petrobrás, apesar de ter seus custos de produção em real, vende para o consumidor utilizando o valor do dólar. Não tem quem aguente, e isto está empobrecendo a população e contribuindo para a disparada da inflação”, revela o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Petróleo

Moradores de Pituaçu, periferia de Salvador, madrugaram no sábado (31/07) para participar da ação do Sindipetro Bahia de venda do gás de cozinha a preço justo. O botijão de 13 kilos foi vendido por R$ 50,00. A ação foi em protesto a politica de preços da Petrobrás e a procura foi tão grande que o sindicato teve que aumentar de 125 para 265 a quantidade de botijões subsidiados. 

[Da imprensa do Sindipetro BA]

“A gente está até comprando carvão para cozinhar comida porque nestas condições não dá para tirar R$ 100,00 dos nossos bolsos para comprar um bujão de gás”. A revelação, em tom de revolta, foi feita por Cláudio José, uma das centenas de pessoas que madrugaram no sábado, 31/07, na fila que se formou no bairro de Pituaçu, em Salvador, onde ocorreu mais uma ação do Sindipetro Bahia de venda de gás de cozinha a preço justo.

O botijão de gás de 13 kg foi vendido pelo valor de R$ 50,00, metade do preço comercializado na capital baiana. Na fila, muitos pais e mães de família desempregados. Outros com salários reduzidos devido à pandemia da Covid-19 ou mesmo vivendo de “bicos”. “Não está fácil”, reclamou Cláudia Batista, “o gás hoje em dia está muito caro e saber que tem ações como esta do Sindipetro, que vende gás a este valor ajuda bastante”, elogiou.

A princípio, o acordado com as lideranças comunitárias do bairro foi que o Sindipetro iria subsidiar 125 botijões de gás para as famílias mais carentes, mas a grande procura e a expectativa das pessoas para participar da ação, fez com que a entidade sindical aumentasse o número de botijões para 265.

A ação teve uma grande repercussão na imprensa, que disse ter sido esta “uma iniciativa muito bacana do sindicato”. Teve também tentativa de “furar” fila, o que acabou gerando uma pequena confusão. “Isto mostra a necessidade que as pessoas estão passando”, afirmou o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa. Para ele é uma tristeza ver o que está acontecendo hoje no Brasil. “Voltamos ao mapa da fome, as políticas públicas e sociais foram estranguladas. A pandemia da Covid-19 agravou um quadro que vem piorando desde o golpe contra a presidente Dilma. Temos hoje um governo insensível, incompetente e corrupto, o que vem sendo provado pela CPI da Covid”.

Coordenador do SindipetroJairo Batista, que também acompanhou a ação, afirmou que a entidade sindical dará continuidade a atividades deste tipo. “Somos, acima de tudo, um sindicato cidadão, Vamos continuar prestando solidariedade e ajudando do jeito que pudermos e também denunciando a politica de preços praticada pela Petrobrás, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, o que está levando aos aumentos constantes dos preços do diesel, gasolina e gás de cozinha. Hoje, infelizmente, temos um governo que governa exclusivamente para os ricos e para os acionistas das grandes empresas”.

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[Da imprensa do Sindipetro BA]

 

Publicado em Movimentos Sociais

Na Bahia, a greve dos trabalhadores da Petrobras Biocombustível (PBio), paralisou as atividades da usina localizada no município de Candeias, distante 50,1 km de Salvador.

No primeiro dia do movimento grevista, que é por tempo indeterminado, a adesão foi de 100% dos trabalhadores próprios e terceirizados da PBio, levando à parada de produção da unidade da Petrobras, que encontra-se em fase vinculante de venda.

A greve que é nacional atingiu também a unidade da PBio de Montes Claros (MG) e a sede da empresa, localizada no Rio de Janeiro.

Os trabalhadores reivindicam a mudança do modelo de venda das usinas de biodiesel. Concursados, eles querem ser incorporados a uma das unidades do Sistema Petrobrás, como vem acontecendo nos casos de venda dos ativos da estatal. Mas o RH da Petrobrás se recusa a negociar essa realocação, “empurrando” centenas de pais e mães de família para a demissão sumária.

Paralelo a isso, eles também lutam, juntamente com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, contra a privatização da Petrobras Biocombustível, com ações politicas, sindicais e jurídicas.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

A direção do Sindipetro Bahia recebeu denúncias sobre aglomerações de trabalhadores terceirizados nos portões 3 e 6 da Refinaria Landulpho Alves e de falta de cuidados preventivos contra a Covid-19 durante a parada de manutenção da RLAM que ocorre agora, em um dos piores momentos da pandemia da Covid-19, no Brasil. O país registrou 1.738 mortes pela doença nas últimas 24 horas e totalizou na segunda (12) 355.031 óbitos desde o início da pandemia, de acordo com balanço do Consórcio de Veículos de Imprensa, divulgado na segunda (12), sendo que nos últimos 7 dias a média móvel de mortes no país chegou a 3.125.

A direção do Sindipetro Bahia, após apresentar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho (Processo nº 000548.2020.05.000/9) conseguiu adiar por duas vezes a parada de manutenção. O pedido da entidade sindical foi para que a parada fosse adiada por mais tempo, mas a gerência da RLAM não atendeu à solicitação do sindicato.

Também não houve negociação com o Sindipetro para que pudessem ser estabelecidas normas mais rígidas de segurança, levando em conta os procedimentos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no que diz respeito à prevenção contra a Covid-19.

De acordo com os trabalhadores, aglomerações nos portões 3 e 6 acontecem todos os dias porque a Petrobrás não liberou os crachás provisórios dos trabalhadores contratados para participar da parada de manutenção, o que agilizaria a entrada na refinaria.

Imagens e fotos mostram descaso da gerência

Dentro da unidade, ainda de acordo com os trabalhadores, a situação não é melhor. O Sindipetro Bahia recebeu fotos e vídeos que mostram empregados aglomerados nos pátios e próximo ao relógio de ponto.

As imagens provam o descaso da gerência da RLAM com os trabalhadores, principalmente os terceirizados, durante a parada de manutenção.

O Sindipetro Bahia e a Federação Única dos petroleiros (FUP) já haviam alertado à Petrobras que as paradas de manutenção, nesse momento, podem piorar o quadro de contaminação pelo vírus, pois aumenta o número de trabalhadores nas áreas da unidade e os refeitórios e vestiários costumam ficar cheios. “Mas como a gerência da RLAM resolveu assumir o risco, deve ficar ciente que também deve arcar com as consequências dos seus atos, em caso de mortes ou aumento do número de infectados pela Covid-19 na refinaria”, alerta a entidade sindical.

Dois trabalhadores da RLAM já perderam suas vidas após contrair o vírus da Covid-19. A gerência da refinaria não divulga os casos de infectados, mas no mês de fevereiro, o Sindipetro havia contabilizado, através de denúncias dos próprios trabalhadores, mais de 60 empregados com Covid na RLAM. Em relação aos terceirizados há ainda maior dificuldade de conseguir informações.

De acordo com o último boletim de monitoramento da Covid-19, divulgado, no dia 12/04, pelo Ministério das Minas e Energia, hoje há 312 casos confirmados de empregados da Petrobrás com o novo coronavírus. O relatório aponta ainda 47 hospitalizados e 22 óbitos.

Fonte – Sindipetro Bahia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.