Gestão da refinaria mais uma vez expõe trabalhadores, agora através de um projeto piloto. "Uma vergonha", afirma o Sindipetro

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

As incoerências da atual administração da Repar só expõe os trabalhadores ao coronavírus sem necessidade. Agora, depois de quase meio século de refinaria, os gestores inovaram com um projeto inusitado de treinar engenheiro na função de técnico de operação; e justamente durante a maior crise sanitária da história do país. 

Com isso os trabalhadores acabam dividindo o mesmo espaço, compartilhando equipamentos e mobiliários no auges dos índices de contaminação da covid-19 no estado. Eles descumprem inclusive a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) que orienta somente treinamentos essenciais. 

Diante disso, o Sindicato cobrou (15/01) do RH Corporativo da Petrobrás se a Repar segue as orientações da EOR para controle da covid-19, também solicitou explicação sobre o que a gestão da refinaria entende por treinamento essencial para a continuidade e segurança operacional e, por fim, qual a justificativa da realização de um treinamento piloto em plena pandemia. 

Nosso objetivo é que se suspenda todos os treinamentos presenciais não essenciais para a segurança do processo. 

Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

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A campanha “Nosso Natal é pela Vida” está distribuindo cerca de 1.000 cestas com alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária e 4.000 marmitas na área metropolitana de Curitiba, no Paraná. É uma forma de denunciar o aumento da fome no Brasil e se solidarizar com as famílias em situação de vulnerabilidade social. 

A iniciativa é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC), da ação Marmitas da Terra e da rede Produtos da Terra. Essa articulação viabilizou a organização da Cesta Esperança, composta por alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária, doada por centenas de entidades e pessoas que aderiram à ação solidária. Entre os atendidos, estão parte das 300 famílias que foram despejadas no último dia 17 da ocupação Nova Guaporé, no Sabará, região industrial de Curitiba.

Cerca de 7 toneladas de legumes, verduras, frutas e pães foram doados por famílias do assentamento Contestado, da Lapa, e dos acampamentos Maria Rosa do Contestado, de Castro; Reduto do Caraguatá, de Paula Freitas; Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; José Lutzenberger, de Antonina, Maila Sabrina, de Ortigueira. A variedade de alimentos será acrescentada à Cesta Esperança e distribuída nesta terça, dia 22. 

As marmitas estão sendo distribuídas no almoço dos dias 21, 22 e 23, e também como ceia na noite do dia 23, para pessoas em situação de rua do centro da capital paranaense. Nesta noite, cada uma das mil marmitas entregues também será acompanhada de uma embalagem de mel com açafrão, composto que contribui para a melhora da imunidade e previne infecções. O remédio natural é produzido e doado pelo Setor de Saúde Chica Pelega do assentamento Contestado, da Lapa, e já foi entregue em outros momentos junto às refeições. 

Também contribuem para a doação de cestas a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR), Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (SINDITEST). O Laboratório de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Lama/UEPG) e a Cáritas Diocesana participam com doações em Ponta Grossa. 

Além da mobilização em Curitiba, estão previstas ações em Londrina, no dia 22; Cascavel, Jardim Alegre, Ivaiporã e Arapuã, no dia 23; e em Laranjeiras do Sul, no dia 24 de dezembro. Até o até dia 19 de dezembro o MST do Paraná, com ajuda de entidades de classe e voluntários, doou 464 toneladas de alimentos e entregou mais de 34 mil marmitas desde o início da pandemia da Covid 19.  

Aumento da fome no Brasil 

O fim do Auxílio Emergencial, a falta de emprego e de política de fortalecimento da agricultura familiar agrava a situação da população mais pobre. Até o final de outubro, mais de 13,8 milhões de pessoas estavam desempregadas, segundo dados do IBGE. 

Além disso, o número de desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho por ter perdido as esperanças de encontrar, chegou a 5,8 milhões de brasileiros, quase 1 milhão a mais que no trimestre anterior. 

Em janeiro, a pobreza extrema pode chegar aos 15% da população brasileira, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Com esta estimativa, serão 27,4 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, o dobro do percentual registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de 2019. 

Como contribuir

Participe da ação “Nossa Natal e pela Vida” fazendo doação para Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP). A Cesta Esperança custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz.

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

[Com informações do Sindipetro-PR/SC e MST]

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A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP) tem o objetivo de alcançar mil cestas e beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social de Curitiba e Araucária nos dias 21, 22 e 23 de dezembro. Sua doação é essencial 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC | Foto: Divulgação]

As ações sociais da ABCP acontecem desde o início da pandemia. Elas são realizadas graças a solidariedade das trabalhadoras e trabalhadores das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. E no momento de agravamento da crise sanitária provocada pelo coronavírus, a situação de diversas famílias de Curitiba e região se agravou, o que torna a Cesta Esperança ainda mais essencial. 

A cesta custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz. Lembrando que completam o kit solidário os alimentos vindos dos assentamentos do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como alface, acelga, batata doce, repolho e melancia. 

Serão beneficiadas famílias de Curitiba que moram na Portelinha (Santa Quitéria), Vila Santos Andrade (Campo Cumprido) e no Xaxim; e em Araucária na comunidade Santa Cruz. 

Bora fortalecer? 

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

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Seguindo todas as recomendações de segurança que a pandemia da Covid-19 requer, o Sindipetro-PR/SC realizou nesta manhã ato em repúdio à venda da Repar, da SIX - unidades do Paraná - e de todas as demais refinarias que estão sendo privatizadas pela gestão da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Na manhã deste dia 10 de dezembro, data na qual a gestão da Petrobrás afirmou que revelaria ofertas vinculantes para a venda de refinarias, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou um protesto na Repar, em Araucária. 

Foi a primeira manifestação presencial desde o início da pandemia no país, em meados de março. Como as condições sanitárias ainda preocupam, o Sindicato seguiu todas as recomendações de segurança e evitou ao máximo causar aglomerações. 

A atividade ocorreu sem que os trabalhadores descessem dos ônibus. Os veículos permaneciam parados enquanto dirigentes sindicais discursavam em frente à unidade industrial. Além disso, todos usaram máscaras e álcool gel durante o ato.

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, o momento é delicado e exige que a categoria se imponha. “Fizemos um ato simbólico, da maneira que a gente conseguiu, parando os ônibus, conversando com trabalhadores, mantendo um distanciamento seguro, mas não tínhamos como não vir aqui no dia de hoje e dar o nosso recado. Que nós somos totalmente contrários a esse processo de entrega do patrimônio nacional. Somos contrários a falta de informação aos trabalhadores, que hoje vivem numa situação em que não sabem o que vai ser do futuro de cada um e cada uma”, afirmou. 

De acordo com Alexandro, a privatização das refinarias é um jogo em disputa que não está definido. “Estamos mobilizados e sabemos que se depender desse governo, a venda das unidades vai avançar, mas não depende somente deles. Já mostramos que temos força junto ao Congresso Nacional e temos ainda muitas ações jurídicas em andamento, com muita tese a ser debatida”. 

Em seu discurso na Repar, o presidente do Sindipetro PR e SC não poupou críticas à gestão da estatal. “Muita informação é sonegada pela direção da Petrobrás, inclusive para os compradores. Vamos mostrar para toda a sociedade o que está acontecendo nessa empresa, o que essa gestão tem feito e também desmistificaremos suas falácias. Dizem que a venda das refinarias é para trazer mais investimentos e abrir competição para diminuir os preços dos combustíveis. Tudo mentira para enganar um ou outro desavisado. Nosso papel é mostrar a verdade e a gente vai fazer isso”, apontou. 

Ao final da sua fala, Alexandro ainda falou do crime de lesa-pátria que a privatização de unidades da Petrobrás configura. “Os entreguistas querem porque querem deixar que o capital externo tome posse desse patrimônio construído por gerações de brasileiros. Trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil organizada fizeram com que essa empresa alcançasse 67 anos, sempre lutando contra os entreguistas, combatendo os que querem rapinar os bens públicos. Esses que querem vender não conseguem responder como vai ficar o acesso das pequenas cidades, dos rincões longínquos deste país, aos produtos mais básicos, como combustíveis e gás de cozinha. E a que preço? São essas pessoas que não têm acesso fácil que vão pagar a conta da privatização, mas nós vamos lutar com todas nossas forças para impedir”, concluiu.  

Publicado em Petrobrás Fica

No dia 13 de junho, o Sindipetro PR/SC e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram mais uma grande ação solidária nestes tempos difíceis de pandemia, doando alimentos e gás de cozinha para famílias carentes da periferia de Curitiba.

Foram distribuídos 15 toneladas de alimentos produzidos nos assentamentos do MST e 500 botijões de gás doados pelos petroleiros do Paraná e Santa Catarina.

A ação de solidariedade representa a aliança de classe entre trabalhadores do campo e da cidade e nasceu quando dirigentes do MST e do Sindipetro-PR/SC fizeram o desafio de aumentar o número de doações de itens essenciais para famílias que estão em vulnerabilidade social.  

As cestas básicas e botijões de gás foram distribuídos a famílias da Ocupação Portelinha, na Escola de Samba Embaixadores da Alegria, no Santa Quitéria; e da Ocupação Sabará, através da Associação da comunidade, no Complexo da Cidade Industrial de Curitiba.

Confira o minidocumentário produzido pelo Sindipetro-PR/SC: 

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A Repar 2020 se apresentou de máscara, mas os petroleiros fizeram questão de arrancá-la. 

Isso porque a gestão da refinaria passou os últimos dias maquiando a unidade, fazendo reparos estéticos e colocando correntes de isolamento. 

Tudo para criar uma narrativa pró privatização para os investidores chineses que pintaram na fábrica hoje (13). 

Outra máscara que acaba de cair é a usada pelo Governo Federal. Principalmente quando se fala nas posições ultraliberais de Paulo Guedes, Ministro da Economia. 

Não é contraditório o Governo Federal insistir em acabar com o modelo estatal da Petrobrás entregando esse patrimônio brasileiro para estatais de outros países? 

Principalmente porque existe uma grande possibilidade dos investidores chineses e árabes (ambos visitaram a Rlam (BA); já na Repar (PR) foram os chineses, até o momento) serem representantes de gigantes estatais dos seus respectivos países! 

Atos políticos 

Diante dessa situação, os trabalhadores petroleiros fazem uma sequência de protestos em frente à Repar. Nesta manhã (13), às 7h, e pela tarde, às 15h, a categoria iniciou o cronograma que vai até 30 de janeiro (mais informações AQUI). 

Serão bate-papos na base, sempre com o objetivo de denunciar os graves problemas na Repar. Para o Sindipetro PR e SC, a refinaria vem sendo sucateada tanto nas questões de manutenção como em efetivo. 

Privatizar a Repar é ilegal   

Segundo a assessoria jurídica do Sindipetro PR e SC, essa operação não pode ser feita, pois há diversos impasses que barram o procedimento. Como o sindicato denuncia essa prática ilegal, os gestores tentam retaliar as atividades sindicais. 

Prova disso é que dirigentes sindicais vêm sendo barrados nas catracas dos funcionários da Petrobrás, além dos gestores da Repar não permitirem a instalação das tradicionais tendas do Sindipetro, pois não querem que os investidores vejam o contraditório. 

Porém, não adianta dificultar a atividade sindical, o ônibus da FUP entrou em ação e ajudou a desmascarar essa “patifaria” promovida pelos diretores da estatal. 

Transferência de mão-de-obra 

Se a categoria não se mobilizar, os empregos vão para outro lugar. 

Foi exatamente isso que aconteceu com a indústria naval brasileira! 

Hoje os grandes estaleiros foram sucateados e as plataformas agora são construídas na Indonésia, gerando emprego e lucro por lá. 

Agora fica uma incógnita: qual será a maquiagem que o Governo Federal vai usar para explicar ao povo brasileiro essa entrega de patrimônios estratégicos? 

E o que é pior, essas privatizações irão beneficiar outras estatais, em outros países, gerando emprego, impostos e lucro para os gringos! 

Quer uma verdade? 

O recado dos petroleiros é o seguinte: os trabalhadores estão dispostos para a luta. 

Na visão da categoria, a Petrobrás é um patrimônio dos brasileiros e faz parte dos setores estratégicos que mantém um país soberano e gerador de empregos.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.