setor de Gênero, Etnia e Juventude do Sindipetro Bahia, juntamente com a Setor de Aposentados e Pensionistas e  setor Jurídico, realizam nos próximos dias 16 e 17 de junho, o I Encontro de Mulheres Petroleiras da Bahia.

Com o tema “Os Desafios das Mulheres Petroleiras em Tempos de Pandemia”, o evento será transmitido virtualmente e terá a participação de mulheres petroleiras de todo o Brasil.

Estão previstas sete salas de palestras e bate-papo com temas atuais e de interesse não só das mulheres, mas também de todos os homens que queiram se somar a essa luta entendendo e apoiando o papel protagonista das mulheres.

O link de acesso às salas de debates serão publicados nas redes sociais do Sindipetro Bahia e enviados através de listas de mensagens do whatsApp. Na hora marcada, basta clicar no link para acompanhar as palestras.

O evento é aberto a todas pessoas que queiram participar, sejam profissionais liberais, de movimentos sociais ou da juventude.

As diretoras do Sindipetro, Marise Sansão e Jailza Barbosa e a representante sindical, Olga Natalita explicam que a ideia inicial era abordar diversos temas “que sabemos ser de grande interesse, mas como não haveria tempo suficiente para isso, optamos por assuntos que julgamos ser muito importantes nesse momento pelo qual estamos passando, onde um vírus (covid-19) expôs muitas faces e necessidades”.

Desta forma, o encontro trará temas como “Mulheres Antifascistas e Antirracistas”, “Políticas Públicas e o enfrentamento da violência”, “Análise de conjuntura, direitos trabalhistas e Previdenciários (ACT, AMS, Petros)”, “Espaços de poder: a mulher na política e no movimento sindical” e “Saúde do Trabalho e COVID-19: a prevenção nos locais de trabalho”, “Vulnerabilidade e Sofrimento Psíquico frente a Pandemia” e “Educação Popular, Formação Acadêmica e a Juventude – Soberania ,Ciência e Cultura” .

Também haverá espaço para que as petroleiras possam fazer propostas que serão encaminhadas ao 9° Congresso dos Petroleiros e Petroleiras da Bahia, ao CONFUP e ao Coletivo de Mulheres da FUP. O evento será encerrado ao som da banda de percussão feminina Didá.

Estarão à frente das mesas de debate a Secretária Estadual das Mulheres, Julieta Palmeira; a advogada e presidenta da ONG TamoJuntas, Laína Crisóstomo; a supervisora técnica do DIEESE, Ana Georgina Dias, o advogado e assessor jurídico do Sindipetro Bahia, Clériston Bulhões, a epidemiologista e médica do trabalho, Dr Rita Fernandes, a Diretora de Formação do MPA e professora da UFBA; Marli Fagundes; a professora associada do Departamento de Fonoaudiologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA e diretora da CUT Bahia; Luciene da Cruz Fernandes, a socióloga e Secretaria de Juventude da CUT Bahia, Iana Aguiar; a pesquisadora, Mestre em Estado Governo e Políticas Públicas, Fátima Fróes; a assistente Social, psicóloga e psicanalista, Isabel Maria Freitas Reis, a professora e a pesquisadora da UCSAL, Vanessa Ribeiro Simon Cavalcanti a diretora da FUP e do Sindipetro NF, Fátima Viana ( Fafá), a Historiadora/UNEB e ativista pelos direitos das mulheres, Juci Cardoso e Conceição de Maria P A Rosa, diretora licenciada do Sindipetro NF e Pós graduada nos Estudos Históricos e Culturais da Diáspora Africana

A escritora, ativista política e feminista, Simone de Beauvoir, costumava alertar que “basta uma crise política, econômica e religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados”. A afirmação de Beauvoir vem sendo provada ao longo da história e, agora, diante da crise econômica e sanitária que vivemos, agravada no Brasil pelo presidente Bolsonaro, negacionista e inimigo da ciência e da educação, a situação das mulheres tende a se agravar”, afirma a Christiane Barroso, diretora do setor de Gênero, Etnia e Juventude do Sindipetro Bahia.

Para Christiane realizar um encontro das mulheres petroleiras nesse momento é “tão urgente quanto imprescindível”. O objetivo é reunir o maior número de mulheres petroleiras possível. Petroleiras de todo o Brasil que podem dar a sua contribuição, se reciclar e falar sobre as necessidades do dia a dia de trabalho. “É importante nos fortificar e estarmos juntas para garantir que nenhum direito será retirado seja no mundo do trabalho ou na vida social”.

Veja a programação com os nomes dos palestrantes que já confirmaram presença

Dia 16 de junho (terça-feira)

Manhã

9h30 – Abertura – Saudação do coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar e do coordenador geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista 

9h40 – “A história e a importância da luta do coletivo de mulheres petroleiras”

Fátima Viana ( Fafá) –  Diretora  da FUP e do Sindipetro-RN , técnica em Química industrial, graduada em Ciências Sociais, Advogada e militante do PCdoB

Mediadoras – Christiane Barroso, Jailza Barbosa e Marise Sansão – Diretoras do Sindipetro Bahia 

10h30 – “Mulheres antifascistas e antirracistas” –

Fátima Fróes – Feminista, Pesquisadora, Mestre em Estado Governo e Políticas Públicas

Conceição de Maria P A Rosa–  Diretora licenciada do Sindipetro NF, Pós graduada nos Estudos Históricos e Culturais da Diáspora Africana e ativista do movimento  feminista e negro do município de Macae/RJ

Mediadora – Christiane Barroso – Diretora do Sindipetro Bahia 

Tarde

14h – “Políticas Públicas e o Enfrentamento da Violência”

Julieta Palmeira  – Secretária Estadual das Mulheres

Laína Crisóstomo – advogada e presidenta da ONG TamoJuntas

Mediação –  Christiane  Barroso e Marise Sansão – diretoras do Sindipetro Bahia 

16h – “Espaços de poder: a mulher na política e no movimento sindical”

Vanessa Ribeiro Simon Cavalcanti –  Professora e pesquisadora da UCSAL no Doutorado e Mestrado em Família na Sociedade Contemporânea (Interdisciplinar, CAPES 5).

Juci Cardoso – Historiadora/UNEB e ativista pelos direitos das mulheres 

*Dia 17 de junho (quarta-feira)

 Manhã

09h30 –  Análise de conjuntura, direitos trabalhistas  e Previdenciários  (ACT, AMS, Petros) –

Ana Georgina Dias – Supervisora Técnica do DIEESE na Bahia

Clériston Bulhões – Advogado e assessor jurídico do Sindipetro Bahia

Mediação- Jailza Barbosa – Diretora do Sindipetro Bahia 

10h30 –  “Educação popular, formação Acadêmica e a juventude  – Soberania ,Ciência  Cultural”

Marli Fagundes –  Coordenadora Estadual e Nacional no Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)

Luciene da Cruz Fernandes– Professora associada do Departamento de Fonoaudiologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA e diretora da CUT Bahia

Iana Aguiar – Psicóloga e  Secretaria de Juventude da CUT Bahia

Mediação – Christiane  Barroso-  Diretora do Sindipetro Bahia 

Tarde

14h – “Saúde do Trabalhador, da trabalhadora e  COVID-19: a prevenção nos locais de trabalho”

Dra. Rita  Fernandes –  Epidemiologista, médica do trabalho e professora da UFBA 

15h- “Vulnerabilidade e Sofrimento Psíquico frente a Pandemia”

Isabel Maria Freitas Reis – Assistente Social, Psicóloga, Psicanalista 

16h – Encerramento

Propostas para o 9° Congresso dos Petroleiros e Petroleiras da Bahia e para o Coletivo de Mulheres da FUP e CONFUP/ Aprovação da carta aberta das mulheres petroleiras da Bahia

17h – Apresentação da Banda Didá

[Via Sindipetro-BA]

Na noite da quarta-feira, 30/10, a sede do Sindipetro Bahia, localizada no Jardim Baiano, em Nazaré, foi invadida e houve subtração de alguns objetos e documentos.

Em consequência desse fato, a sede da entidade sindical ficará fechada durante toda esta quinta-feira, 31/10, para a realização de perícia pela Polícia Civil e a devida apuração do fato ocorrido.

O Sindicato esclarece que o sistema de vigilância patrimonial foi acionado e as câmeras captaram, com nitidez, a imagem do invasor, já tendo todos os registros sido entregues à autoridade policial.

"Solicitamos a colaboração de todos para a identificação do invasor, até mesmo para que seja possível saber a real motivação do ato", destacou o sindicato.

A FUP se solidariza com os diretores e funcionários do Sindipetro Bahia e exige rigorosa apuração dos fatos.

Em nota, a CUT Bahia também repudiou o ataque sofrido pelo sindicato, cobrando a imediata apuração dos fatos e prisão dos culpados por subtração de objetos e documentos da entidade

“O SINDIPETRO BAHIA CONTINUARÁ SEU TRABALHO SEMPRE NA DEFESA DOS INTERESSES DA CATEGORIA E DE TODA SOCIEDADE, nada vai nos deter ou intimidar, nossa principal tarefa no momento é continuar defendendo a PETROBRÁS contra a privatização. Lutar e vencer a batalha pela sua permanência da estatal na Bahia junto com os empregos diretos e terceirizados. Não vamos parar de resistir e protestar, mesmo que isto esteja incomodando os traidores da pátria, destruidores de empregos, da economia, da democracia e da soberania nacional. Eles são os mesmos que têm interesses na entrega do maior símbolo e orgulho do país ao capital estrangeiro. O SINDIPETRO É DE LUTA E RESISTÊNCIA E A PETROBRÁS FICA NA BAHIA”, afirmou Cedro Silva, presidente da CUT Bahia.

Veja a abaixo  imagens do invasor captadas pela câmeras de segurança do Sindipetro:

 

 

Publicado em Movimentos Sociais

A Petrobras coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos, ainda de origem misteriosa, que vêm atingindo praias do Nordeste desde o início de setembro, informou a companhia nesta quarta-feira.

A petroleira estatal mobilizou cerca de 1.700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas na região e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta às manchas, disse a empresa.

Segundo reportagem da Reuters, a Petrobras acionou cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) —instalações da empresa distribuídos pelo país para responder a emergências ambientais— e nove Centros de Resposta a Emergência.

“A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama”, comunicou a empresa à agência de notícias.

No domingo, 22, o Sindipetro-BA realizará um mutirão de limpeza das prais de Salvador atingidas pelo óleo. Segundo o sindicato, a ação "será também mais um ato em defesa da permanência da Petrobras na Bahia, chamando a atenção da sociedade para a responsabilidade social e ambiental, que sempre esteve entre as prioridades da Petrobrás enquanto empresa pública, mas que, agora, está sendo deixada de lado com a mudança de foco da atual gestão, que prioriza o lucro".

Identificadas desde 2 de setembro, as manchas de petróleo chegaram a todos Estados do Nordeste e já atingem 72 municípios e 167 localidades, segundo dados atualizados pelo órgão ambiental Ibama na noite de terça-feira.

O Ibama registrou avistamentos de ao menos 13 tartarugas marinhas mortas nas praias impactadas pelas manchas de óleo, de acordo com levantamento até segunda-feira.

O órgão ambiental confirmou que requisitou apoio da Petrobras para limpeza das praias. Já a investigação da origem das manchas de óleo é conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Federal.

O Ibama disse ainda que requisitou à Petrobras a disponibilização de barreiras de contenção para impedir que o óleo continue se espalhando, mas afirmou que a medida foi tomada “por precaução”, uma vez que avalia que o uso do equipamento “pode não alcançar a eficácia pretendida”.

“Nos casos em que o óleo derramado é de origem conhecida e sua dispersão é prevista, a instalação de barreiras em águas calmas é tecnicamente recomendável para proteger pontos sensíveis, como manguezais. Contudo, se os manguezais já estiverem oleados, a medida poderá provocar o efeito inverso e impedir a depuração natural do ambiente”, explicou.

Segundo o órgão ambiental, mais de 200 barreiras estão em Aracaju, no Sergipe, “à disposição de instituições com capacidade operacional para realizar sua instalação e manutenção”.

[Com informações da Reuters e do Sindipetro-BA]

Publicado em Petróleo

Uma semana de vitórias. Assim definem os petroleiros da Bahia ao se referirem à primeira semana de assembleias para avaliar a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e os indicativos da FUP e do Sindipetro, entre eles a aprovação de greve a partir da zero hora do dia 26/10.

As assembleias prosseguem até o dia 17/10 e até o momento a maioria da categoria vem aprovando os indicativos e mostrando disposição para dar inicio à greve em defesa dos direitos e empregos, que estão sendo ameaçados pela atual gestão da Petrobrás.

Na tarde da sexta-feira (11) foi a vez dos trabalhadores da Torre Pituba participarem da assembleia, aprovando os indicativos da FUP e rejeitando o do Sindipetro.

Já aconteceram assembleias nas unidades de Taquipe, Bálsamo, Imbé, Buracica, turma D do Temadre, Araças, Santiago, Transpetro Jequié e Itabuna, RLAM (turmas 1 e 4), turma C do Temadre, PBIO e Torre Pituba.

Na segunda (14) estão marcadas assembleias na FAFEN (UTE RA e BA1) – ADM e Turma E e na RLAM UTE-CF –Turma 3 e Temadre Turma A.

Assim como na maioria das assembleias, a presença do alto corpo gerencial da Petrobras não surtiu o efeito esperado pela direção da estatal. Os trabalhadores resistiram à pressão e votaram de acordo com suas consciências.

Na Bahia, acontecem duas assembleias: uma para deliberar sobre os indicativos da FUP e outra sobre as propostas do Sindipetro. Veja abaixo:


Indicativos Sindipetro

• Deflagração de greve, a partir da zero hora do dia 26/10, pela garantia do emprego, manutenção dos postos de trabalho e da dignidade dos trabalhadores
• Autorizar a entidade sindical a notificar o empregador na forma da Lei.

Indicativos da FUP

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir da zero hora do dia 26/10.

Clique aqui para ver o calendário de assembleias.


[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

“PDV específico para o Torre Pituba (a ser criado até o final do mês de outubro/19) –  aposentadoria não será pré-requisito – ou Desligamento por solicitação do próprio empregado ou interesse da Empresa”. Essas são duas das resoluções do Recursos Humanos da Petrobrás divulgadas na manhã dessa terça-feira (24) para os funcionários da sede administrativa da empresa na Bahia.

Se o clima já era ruim no Torre Pituba, agora é péssimo, segundo relatos dos próprios trabalhadores, que se sentem pressionados e a cada dia mais angustiados com a situação.

Ao que tudo indica, a atual gestão da Petrobrás resolveu acelerar o processo de desmonte da empresa na Bahia, começando pelo Torre Pituba. Prova disto é o calendário com o plano para a desocupação do edifício com prazo até dezembro de 2019 para a transferência ou demissão da maior parte dos trabalhadores.

Além do PDV (para aposentados) e o PDV específico, a direção da Companhia oferece oficialmente o PDA –  Plano de Demissão Acordada – que, sob as regras da nova reforma trabalhista, dá ao trabalhador o “direito” de acordar sua demissão com a empresa, recebendo apenas  80% do saldo do FGTS. Nesse caso, a multa do empregador cai pela metade, tendo de pagar 20%. O trabalhador também não terá direito ao benefício do seguro desemprego, entre outras coisas.

Mais uma vez, a direção do Sindipetro Bahia orienta aos trabalhadores e trabalhadoras a não assinarem o PDV específico ou PDA. O Sindipetro está buscando soluções para esses problemas, pela via judicial, política e sindical. A categoria não está sozinha.

Os representantes do Sindipetro Bahia no Conselho Deliberativo da FUP, Jairo Batista, Deyvid Bacelar, Paulo César Martin e  Radiovaldo Costa, colocaram essa ameaça que ocorreu agora pela manhã para a direção da FUP e demais sindicatos, que estão reunidos no Rio de Janeiro.

A saída é coletiva

O ato em defesa da Petrobrás na Bahia, que aconteceu na segunda-feira (24), foi uma mostra da capacidade de mobilização da categoria e de como a união pode fazer toda a diferença em um momento como esse.

A frase “juntos somos mais fortes” nunca fez tanto sentido. O Sindipetro está fazendo a sua parte, mas de nada adiantará se a categoria não estiver disposta a ir para  a linha de frente, a sair às ruas para defender, não só os seus empregos e direitos, mas também a Petrobrás como empresa estatal, que deve permanecer na Bahia e nesse estado continuar gerando impostos e empregos para milhares de pessoas. Entendam: só há uma saída e ela é  coletiva.

[via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Enquanto a Petrobras nega a pretensão de encerrar as atividades na Bahia, o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-BA) afirma que a empresa já até anunciou um Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Segundo a entidade, o PDV foi apresentado na última sexta-feira (13) e visa atingir os trabalhadores de unidades como o prédio Torre Pituba, localizado no bairro do Itaigara, em Salvador. 

"Nós já tínhamos anunciado isso. A Petrobras tem uma lógica de mentir para a imprensa, tanto é que a cada movimento interno, ela desconstrói aquilo que tenta passar para a imprensa. Ou seja, ocorrerá sim demissões de trabalhadores terceirizados, de trabalhadores próprios e, naturalmente, essas demissões vão impactar a economia do estado", destaca Radiosvaldo Costa, diretor de Comunicação do sindicato, em entrevista ao Bahia Notícias. Ele foi um dos sindicalistas à frente do protesto realizado na manhã desta segunda-feira (16), em frente à Torre Pituba. 

Na ocasião, Costa disse que apenas os servidores concursados da empresa injetam cerca de R$ 80 milhões na economia baiana mensalmente. Dessa forma, o impacto do fechamento das unidades da Petrobras na Bahia acarretaria em perda de receita para o estado, além de aumentar o alto índice de desemprego - hoje em 17,3%, segundo dados do IBGE (saiba mais aqui) -, já que o caminho para os trabalhadores terceirizados seria a demissão. 

"Há uma tensão e um assédio sem precedentes na Petrobras sobre seus trabalhadores. Eles estão temerosos, tensos, abalados psicologicamente por conta de toda essa pressão, que hoje a própria direção da empresa promove. Os trabalhadores não querem ir para outros estados. A pessoas têm famílias aqui, questões pessoais que lhe impedem de ser transferidas, além de que o custo de vida é menor do que nos estados onde eles estão apresentando como alternativa, então tudo isso está abalando a força de trabalho", reforça o diretor. 

De acordo com Costa, na Bahia, há cerca de quatro mil trabalhadores concursados da Petrobras e cerca de 13 mil terceirizados, contratados por diversas empresas. Diante desse quadro, o Sindipetro deu início a uma trabalho de mobilização com a categoria, com a classe política e com demais membros da sociedade, a fim de demonstrar resistência à medida. Também diretor de Comunicação do sindicato, Luciomar Machado confirma um ato com movimentos sociais e entidades diversas por volta das 15h, no Hotel Fiesta, e uma reunião com trabalhadores do Conjunto Pituba, para discutir formas de enfrentar essa situação, às 16h, no mesmo local. 

PLANO DE DEMISSÕES

Documentos compartilhados pelo sindicalista com o BN exibem o plano divulgado pela empresa. De acordo com o documento, o "processo de desinvestimento" prevê três etapas: recrutamento interno, procedimento de desligamento por acordo (PDA) e o já citado Programa de Desligamento Voluntário (PDV) Específico. 

"Essas iniciativas estão alinhadas à estratégia da Petrobras de uma gestão ativa de portfólio. Nesse processo, comum a outras empresas de petróleo, a companhia está desinvestindo em alguns ativos e focando em outros mais alinhados com sua expertise, buscando assim o aumento da geração de valor e maior competitividade frente aos seus concorrentes", diz a empresa em nota publicada em seu site oficial. 

A Petrobras, no entanto, nega que com isso esteja encerrando de forma integral as atividades no estado. Ela informa que se trata de uma redução das operações no Nordeste, o que também ocorre em unidades de outras regiões (saiba mais aqui).

[Via Bahia Notícias]

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 02 Junho 2015 13:17

Petroleiros fazem Congresso Estatuinte

No último domingo (31, foi aberto o Congresso Estatuinte dos petroleiros da Bahia. A mesa foi composta por André Araújo, José Lopes, Rosângela Maria, Henrique Crispim e Peu da CUT deu início à leitura do Regimento do Congresso Estatuinte, que fará a revisão do Estatuto da entidade, que foi elaborado em julho de 2011. O Congresso Estatuinte decorre da obediência ao artigo 102 do Estatuto Social de fundação da entidade, que determinou que no prazo máximo de seis meses da concessão do registro sindical, o mesmo deveria ser reformado em congresso específico.
 
Segundo o diretor e membro da comissão organizadora, André Araújo, a revisão aprimora os dispositivos estatutários para torná-lo menos burocrático, mais fácil de reger os destinos do sindicato e da categoria, racionalizando o processo eleitoral do Sindipetro Bahia, além de adequar o número de membros para as futuras chapas que disputarão as eleições sindicais.
 
Após aprovação do Regimento Interno será dado inicio à leitura, análise e aprovação do novo Estatuto que irá reger a entidade sindical. 
 
Fonte: Sindipetro-BA
Publicado em SINDIPETRO-BA

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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