A live da FUP desta quinta-feira, 27, analisa o que muda para a AMS na nova contraproposta de Acordo Coletivo de Trabalho que foi apresentada esta semana pela gestão da Petrobrás e subsidiárias.

O programa conta com a participação do assessor econômico do Dieese, Cloviomar Cararine, com a petroleira aposentada, Marise Sansão, diretora da Secretaria de Seguridade da FUP e da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (COBAP) e o diretor da FUP, Paulo César Martin. 

 

A live pode ser acessada no link abaixo: 


> YouTube:

https://youtu.be/NBWWKAS8pxg

> Facebook:

https://mla.bs/fb727ebb


 

 

Publicado em APOSENTADOS

Em reunião virtual do Conselho Deliberativo, na tarde desta quarta-feira, 26, a FUP e seus sindicatos avaliaram as minutas de Acordo Coletivo apresentadas pela Petrobras e subsidiárias, junto com as assessorias jurídica e econômica. Foram identificados pontos nos textos que não estão de acordo com o que foi apresentado pelos gestores na reunião de negociação realizada na segunda-feira, 24.

Diante disso, as direções sindicais decidiram suspender a reunião do Conselho Deliberativo, enquanto aguardam um posicionamento dos representantes do Sistema Petrobrás. O Conselho volta a se reunir na tarde de quinta-feira, 27.

Ainda nesta quarta, 26, a direção da FUP avaliou a última rodada de negociação com a empresa no programa Encontro com a Categoria, que foi transmitido ao vivo pelo canal do Youtube e no Facebook. 

Assista a íntegra:

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta segunda-feira, 24, a gestão do Sistema Petrobrás apresentou à FUP uma nova contraproposta de Acordo Coletivo que a empresa ressaltou ser a última, insistindo na data limite de 31 de agosto para o fechamento do novo acordo.

Após um longo e cansativo processo de debate na reunião, houve avanços em reivindicações importantes, como a manutenção da íntegra da grande maioria das cláusulas do atual ACT, a volta da validade por dois anos para o acordo e a garantia de emprego, com o compromisso da empresa não efetuar demissões sem justa causa até 31 de agosto de 2022.

Por outro lado, a gestão da Petrobrás mantém o reajuste zero para este ano e propõe reajuste automático de 100% do INPC em setembro de 2021. Após muita insistência da FUP, a empresa aceitou reajustar o tíquete/vale refeição pelo índice integral do INPC em setembro deste ano e também em setembro de 2021.

A gestão Castello Branco também insiste em alterar a forma de custeio da AMS, mas concordou em reduzir o impacto do reajuste do Grande Risco, com apresentação de uma nova tabela. A empresa também concordou com algumas reivindicações feitas pela FUP, como a isenção do desconto do Benefício Farmácia para os beneficiários que recebem menos, através do reembolso integral para as três primeiras faixas de renda, e que a implementação do reajuste da AMS seja feita somente em janeiro de 2021.

Outras reivindicações atendidas pela Petrobrás foram a garantia dos descontos da AMS no contracheque (inclusive para os beneficiários do PP2) e a manutenção da assistência médica pactuada no Acordo Coletivo, preservando benefício para os aposentados e pensionistas que estiverem fora da Petros.

Em relação ao teletrabalho, a Petrobrás se compromete a manter a negociação com a FUP, através da comissão que já vem discutindo o regramento nas empresas do Sistema.

A FUP aguardará as empresas do Sistema Petrobrás apresentarem formalmente a contraposta para que sejam analisadas pelas assessorias jurídica e do Dieese e discutidas em conjunto com os sindicatos no Conselho Deliberativo, que será realizado na quarta-feira, 26.

Veja o vídeo do coordenador da FUP, Deyvid Bacelar:

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A comissão da FUP que está discutindo o regramento do teletrabalho com os gestores do Sistema Petrobrás participou nesta sexta-feira, 21, da quarta reunião de negociação com a empresa. O tema principal foi saúde e segurança.

A Petrobrás fez uma apresentação com as orientações que estão sendo dadas aos trabalhadores em teletrabalho sobre ergonomia física, organizacional e cognitiva, através de cartilhas, guias e grupos no Workplace.

As direções sindicais cobraram que as CIPAs e comissões de SMS participem da elaboração dos mapas de risco e monitoramento das condições de trabalho, destacando a importância do envolvimento destes fóruns nas ações que garantam a saúde e segurança dos empregados que estão em teletrabalho. Uma das atribuições da CIPA é justamente o mapeamento e a análise de riscos e, portanto, deve contemplar, também, o ambiente de trabalho remoto.

A FUP lembrou ainda que a NR-17 prevê uma série de orientações relacionadas à ergonomia, destacando que as medidas da empresa precisam ser discutidas coletivamente, respeitando-se as normas regulamentares e os comitês de ergonomia.

Outro ponto reforçado pela federação foi a importância do regramento da jornada, já que a sobrecarga de trabalho impacta diretamente na saúde física e mental dos trabalhadores. O controle de jornada no teletrabalho é fundamental para que as pessoas possam se planejar e garantir uma rotina com exercícios físicos e atividades de lazer. 

A diretora da FUP, Cibele Vieira, relata como foi a reunião desta sexta: 

Próximos passos

Os petroleiros aguardam uma resposta da gestão da Petrobrás sobre as propostas que foram discutidas em relação ao regramento do teletrabalho, assim como um posicionamento relativo ao Acordo Coletivo.  


Leia também:

> Teletrabalho: FUP cobra controle de jornada, periodicidade e custeio da estrutura

> Teletrabalho: regras de adesão devem ser tratadas coletivamente para garantir segurança e previsibilidade

> FUP propõe calendário de negociação para regramento do teletrabalho no ACT


Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

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[Imprensa da FUP | Foto: Thinkstock/Getty Images]

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[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Por necessidade de proteção contra a pandemia de covid-19, mais de 20 mil funcionários do sistema Petrobrás foram afastados de seus postos originais de trabalho, passando a integrar o sistema de teletrabalho instituído pela a empresa.

Nas bases do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), ingressaram nesse modelo trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan) e Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, que atuam em horário administrativo e/ou fazem parte dos grupos de risco mais suscetíveis à doença. 

Somada às medidas de isolamento recomendadas, essa nova rotina trouxe dificuldades como sobrecarga de jornada, ansiedade, depressão e, ataque de pânico a quem está trabalhando de casa. 

Inicialmente, o petroleiro Guilherme Galdiano, que está passando pelo período de isolamento sozinho, diz que achou a adoção do teletrabalho uma medida vantajosa, até por não precisar gastar com transporte até o local de serviço. Contudo, com o passar do tempo, se tornou cansativo. “Ficar todos os dias em casa se torna desgastante e não temos mais aquela separação de ambiente de trabalho e ambiente de descanso, vira tudo uma coisa só”, admitiu.

Doutora em sociologia e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Carla Diéguez explica que o isolamento social faz com que o trabalhador perca a referência do local de trabalho. “As atividades presenciais são importantes por conta do olho no olho, da linguagem corporal, e esses elementos foram perdidos, e num momento de crise econômica isso tende a se agravar e gerar mais ansiedade aos trabalhadores”, explicou. 

Necessidade de equipamentos próprios

Ao afastar parte de seus trabalhadores, a Petrobrás não prestou suporte inicial para que houvesse uma adaptação das casas para o trabalho. A empresa não disponibilizou cadeiras, computadores e nem internet para os petroleiros que precisavam trabalhar de suas residências.

“Como tínhamos móveis próprios [na empresa], não percebíamos como isso fazia diferença. [em casa] Tenho sentido um pouco mais de dor na região do pescoço e coluna e tento fazer alguns exercícios para dar uma soltada”, afirmou Galdiano.

Acostumado com a rotina na refinaria há quase 40 anos, um petroleiro que preferiu não se identificar  explicou que entrar em home office foi difícil logo de início por conta da falta de apoio da Petrobrás. “Foi angustiante ter que providenciar tudo, a estrutura residencial não está preparada. Antes de enviar alguém para teletrabalho, a empresa precisa pensar nas condições ergonômicas do funcionário”, declarou o trabalhador que precisou comprar computador e cadeira.

Após reclamações, a companhia reembolsou parte do investimento que os trabalhadores fizeram para a adequação do espaço residencial.

Jornadas em excesso

Assessor do Unificado, o médico do trabalho Adilson Campos explica que a ergonomia é de extrema importância e que em casa os móveis geralmente não são adequados para o exercício profissional contínuo. “As casas são feitas pra viver, não pra trabalhar e diversos fatores deste ambiente contribuem para a desatenção da pessoa que está em teletrabalho”, esclareceu. Para ele, há ainda as distrações e responsabilidades particulares que podem resultar em maiores jornadas a partir do no novo ambiente. 

Para o petroleiro Uiram Kopcak, criar uma rotina deve ser fundamental e o trabalhador deve se atentar ao horário em que loga e desloga do sistema. “Não é porque estou com o computador ou celular do meu lado, mesmo que fora do horário de expediente, que estou disponível para a empresa”, alertou. 

“Se o trabalhador estiver frequentemente trabalhando fora do horário de serviço, por conta de uma maior demanda ou afins, deve contatar o Sindicato para um apoio jurídico em busca de seus direitos”, indicou Kopcak, reiterando que, apesar do distanciamento, os trabalhadores devem se unir. 

Conciliação entre família e trabalho

Uma das principais dificuldades relatadas por trabalhadores de diversas áreas que migraram para o sistema de home office foi ter de lidar, de uma hora para a outra, com trabalho e família no mesmo ambiente. 

A situação foi totalmente nova e inesperada e, de acordo com o petroleiro que não quis se identificar e que já não está mais em teletrabalho, essa foi uma tarefa árdua. “É muito complicado. Em casa, a minha esposa já tinha a rotina dela e eu e minha filha, que também está em home office, passamos a fazer parte integralmente deste ambiente, o que resultou em estresse emocional e dificuldade na convivência”, explicou.

Para outra petroleira que também preferiu não se identificar, a dificuldade é a mesma somada à maternidade de duas crianças.

Também com filho em idade escolar, Uiram Kopcak admite ter dificuldades para relacionar as tarefas do trabalho com a vida em casa, mas conta com sua esposa para revezar no auxílio aos estudos da criança. “Minha esposa trabalha no quarto e eu na cozinha, meu filho sempre acompanha um de nós dois, mas é desafiador porque ele sente falta do convívio com outras crianças”, completou. 

Para amenizar os conflitos em casa, a socióloga Carla Diéguez explica que negociações sobre o uso dos espaços e horários são importantes para conseguir promover uma convivência de forma mais saudável. “A vida familiar é importante para a nossa sanidade mental, mas essa intensificação não”, concluiu.

Saúde mental

Um dos aspectos mais delicados e que sofre mudanças bruscas com as medidas de isolamento e home office é a saúde mental dos trabalhadores. Pesquisas apontam que após o início da pandemia houve um agravamento de doenças psiquiátricas, causadas principalmente por conta do estresse e tensão. 

Conciliando os afazeres domésticos com maternidade e trabalho, a petroleira que não se identificou afirmou que teve crises de ansiedade por sentir falta em trabalhar na refinaria. “Fico em casa o tempo todo com meus filhos e tive crise de ansiedade por sentir falta da minha vida adulta, conversando com outras pessoas, é uma situação angustiante”, explicou.

Já para Guilherme, existem altos e baixos e o home office não é algo que funciona todos os dias. “Acho que se pudéssemos sair, fazendo nossas atividades normais, o impacto seria menor. Além disso, o trabalho presencial é muito importante para resolver algumas pendências”, concluiu, afirmando que o teletrabalho tem que ser negociado dentro do Acordo Coletivo de Trabalho, e não individual. 

Mas há situações que demonstram como identificar e responsabilizar a empresa por doenças de trabalho será desafiador, como explica outro trabalhador que não se identificou. Ele teve de procurar ajuda psiquiátrica por conta dos problemas que desenvolveu devido ao isolamento e às condições de home office. “Tive crise de ansiedade, comuniquei a empresa e o médico do trabalho não estava preparado pra ouvir, simplesmente fui jogado para escanteio, que é o que a Petrobrás faz com seus funcionários que estão com problemas psicológicos”concluiu o petroleiro, que sugere que seja realizada, ao menos uma vez por mês, uma videoconferência pela empresa para saber como estão os funcionários.

Por se tratar de uma situação muito nova, de acordo com o médico do trabalho, dr. Adilson, a ansiedade é uma consequência comum.

A falta de transparência por parte da Petrobrás em relação ao futuro dos trabalhadores funciona como um gatilho para ansiedade que, de acordo com Diéguez, acaba sendo agravado por conta da crise econômica. Por isso, é necessário que a empresa seja sempre transparente. “É importante que a empresa deixe claro que o emprego de seus funcionários está garantido, mesmo que por um determinado tempo”, admite, explicando que o trabalhador pode até mesmo perder produtividade se a empresa não for suficientemente clara. 

Escapes do isolamento

Conciliar o teletrabalho com outras tarefas e praticar exercícios, integrar grupos virtuais e novos conhecimentos podem ser alternativas para evitar a sensação de isolamento e para melhorar a qualidade de vida. 

Kopcak, que é diabético, sentiu a necessidade de dar uma maior atenção à saúde. “Vejo vídeo-aulas com a minha esposa, e funciona como distração e serviu para eu emagrecer e controlar a minha glicemia, o que é muito importante, já que faço parte do grupo de risco”, concluiu. 

Criar programações, momentos de lazer com as outras pessoas da casa e pensar em planos para o pós-pandemia, para a socióloga Carla Diéguez também pode funcionar como um escape. “Precisamos fazer planos para o futuro e não precisa ser uma super aventura, pode ser um almoço num restaurante legal”, explicou.

Além disso, falar menos sobre trabalho com os outros residentes da casa também pode ser uma boa estratégia.

Para o médico trabalhista, dr. Adilson, estipular horários para trabalho através de uma regulamentação da jornada, a ser aplicada pela empresa tende a facilitar a vida do trabalhador que está nesse modelo. “Uma alternativa, além da implementação de uma regulação do tempo de jornada em casa, é uma participação ativa do Sindicato em busca dessa luta, em contato com a empresa”, finalizou. 

[Foto: Reprodução iStock]

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Nesta quarta-feira, 19, a FUP realizou mais uma reunião com a Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. O foco desta vez foi nas relações trabalhistas. A federação voltou a frisar que o regramento deve ser garantido no Acordo Coletivo de Trabalho e que deve valer para todas as empresas do Sistema Petrobrás. Ao final da reunião, o RH sinalizou que irá apresentará uma proposta em breve.

Jornada - a FUP ressaltou a importância do controle de jornada, mesmo com flexibilidade de horário, como já existe no horário flexível. "É importante não ficarmos escravos dos sistemas corporativos 24 horas por dia, sem que a empresa sequer contabilize como trabalho", afirmou a diretora da federação, Cibele Vieira (veja o vídeo abaixo).

Periodicidade - a FUP reforçou o pleito de trabalho remoto integral ou em escala mensal, ao invés de semanal, como vem sendo divulgado pela Petrobrás. “Isso garante uma maior flexibilidade para quem trabalha em um estado e mora em outro, uma realidade cada vez mais presente na empresa, devido às transferências forçadas que os gestores estão implementando”, explica Cibele. Ela destacou também que a proposta da FUP permite uma adequação dos trabalhadores que eram de regime de turno e estão migrando para o teletrabalho, em função das desmobilizações que estão ocorrendo na companhia.

Estrutura - outra reivindicação da FUP é que o regramento do teletrabalho especifique que a empresa se responsabilizará pelo fornecimento de equipamentos, bem como os custos que os trabalhadores vêm tendo para manter a estrutura do trabalho remoto.

Subsidiárias

Diferentemente das reuniões anteriores, as subsidiárias não participaram dessa rodada de negociação, o que foi questionado pela FUP, já que o teletrabalho precisa ser regrado em todas as empresas do Sistema Petrobrás. A negociação, portanto, deve ser coletiva, ainda que haja adequações posteriores, de acordo com as especificidades de cada subsidiária. A FUP cobrou que as empresas voltem a participar das próximas reuniões, reforçando que as premissas que estão sendo negociadas devem ser aplicadas no regramento do teletrabalho em todo o Sistema Petrobras.

 

Negociação continua na sexta

As rodadas de negociação sobre teletrabalho no Sistema Petrobras tiveram início na segunda-feira, 17, quando foram discutidos critérios relativos à adesão (clique aqui para saber como foi a reunião). Na sexta, 21, a FUP terá mais uma negociação com a empresa, com foco nas condições de saúde e segurança.

O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

https://bit.ly/3kSriXI

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A FUP realizou nesta segunda-feira, 17, mais uma reunião com gestores da Petrobrás e subsidiárias para tratar do regramento do teletrabalho, com foco nos critérios relativos à adesão. Ao longo da semana, mais duas reuniões serão realizadas para discutir regras referentes a relações trabalhistas e à saúde e segurança.

Os dirigentes sindicais reforçaram que a adesão ao trabalho remoto deve ser opcional, com previsibilidade de duração e negociação coletiva de regras sobre como se dará o fluxo de entrada e saída do teletrabalho, como ocorreu na redução opcional da jornada de trabalho do pessoal administrativo. O envolvimento dos sindicatos na negociação desse regramento é fundamental para que não haja pressão sobre os trabalhadores e evite que as decisões sejam tomadas exclusivamente pelos gestores.

Veja os principais pontos apresentados pela FUP para regrar a adesão e suspensão da opção ao teletrabalho, com base nos mesmos parâmetros garantidos no regramento da redução da jornada de trabalho:

>Definir que atividades são elegíveis ao teletrabalho, como será feita a seleção e quais pessoas podem ou não aderir a essa modalidade

A negativa a um trabalhador que queria optar pelo teletrabalho e que atividades estarão enquadradas nesse novo regime não podem ser prerrogativas do gerente imediato. Tem que ter uma esfera que resolva possíveis conflitos, como foi estabelecido na redução de jornada.

>Definir a previsibilidade, com duração mínima

No caso da adesão à redução de jornada, o prazo de duração é de um ano, podendo ser prorrogável automaticamente, caso nenhuma parte se manifeste contrário. Se o empregado quiser retornar à jornada de 8 horas, pode solicitar a qualquer momento, desde que haja aprovação da empresa. Após um ano, o retorno é plenamente garantido ao trabalhador.

No teletrabalho, a lógica deve ser a mesma, com um tempo mínimo de garantia de permanência. O trabalhador não pode ficar à disposição da vontade do gestor de alterar o seu regime de trabalho, quando bem quiser, de forma unilateral.

>Garantir que seja opcional

É preciso garantir que a vontade do trabalhador seja respeitada e que a entrada e saída do teletrabalho não sejam uma imposição da empresa. Para que isso ocorra, o sindicato deve assinar cada adesão ao teletrabalho, como já é praticado em relação à redução da jornada, cujo regramento está em vigor há cinco anos. Nesse caso, o empregado solicita a redução, o pedido é encaminhado para análise de uma comissão e, após a confirmação, o termo de adesão é assinado pelo trabalhador, pela empresa e pelo sindicato. Essa mesma regra pode ser estabelecida para a adesão ao teletrabalho.

 A diretora da FUP, Cibele Vieira, que está coordenando as reuniões sobre teletrabalho, comenta como foi a negociação desta segunda com a Petrobrás: 

Negociação continua na quarta e sexta

Na quarta e na sexta-feira, a FUP terá novas reuniões com o Sistema Petrobrás para discutir questões relativas às relações trabalhistas e à saúde e segurança durante o trabalho remoto. O calendário de negociação específica sobre o teletrabalho foi definido, após reunião no dia 05 agosto, quando a FUP detalhou o ponto da pauta de reivindicações que trata sobre esse tema e reforçou a importância da negociação coletiva de regras que garantam segurança e previsibilidade para os trabalhadores.

Pesquisa da FUP

Nesta segunda, 17, a FUP lançou uma pesquisa nacional para identificar as principais facilidades e dificuldades do teletrabalho, buscando subsídios para a construção de regras claras, no processo de negociação coletiva com as empresas do Sistema Petrobrás. É importante que todos os petroleiros que estejam em trabalho remoto preencham o formulário, fortalecendo a luta da FUP para que haja um regramento construído coletivamente com a categoria. 

> CLIQUE AQUI e preencha o formulário
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A FUP elaborou uma pesquisa para conhecer melhor as principais demandas dos trabalhadores do Sistema Petrobrás que estão em teletrabalho. O objetivo é identificar as principais facilidades e dificuldades desse novo regime, buscando subsídios para a construção de regras claras, que garantam segurança, previsibilidade de duração, controle de jornada, estrutura e todos os benefícios conquistados no ACT.

“É importante a gente conhecer como está sendo o teletrabalho e a experiência de cada um para podermos construir uma regra permanente. A participação na pesquisa além de nós dar subsídio para a discussão, fortalece a negociação coletiva”, explica a diretora da FUP, Cibele Vieira.

A pesquisa será sistematizada de forma confidencial e é importante que o maior número possível de trabalhadores responda ao formulário que foi elaborado em conjunto com assessorias da FUP.

Acesse o link, responda e divulgue para os companheiros de trabalho, ajudando na construção coletiva de regras para o teletrabalho que atendam às reais necessidades da categoria.  

> CLIQUE AQUI e preencha o formulário

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A FUP volta a se reunir esta semana com gestores do Sistema Petrobrás para dar sequência à negociação do regramento do teletrabalho. Serão realizadas mais três reuniões, cada uma com enfoques diferentes. Veja abaixo:

> 17.08 - Adesão ao teletrabalho

> 19.08 - Relações trabalhistas

> 21.08 - SMS no teletrabalho

O calendário atende à proposta apresentada pela FUP no dia 05 de agosto, quando foi realizada a primeira negociação específica sobre o novo regime de trabalho. Os petroleiros reforçaram a proposta de regramento, com cláusulas protetivas no Acordo Coletivo, que deem segurança aos trabalhadores e a previsibilidade que a gestão tanto preza. 

No último “Encontro com a categoria”, realizado dia 11, a FUP recebeu a socióloga, professora e pesquisadora Carla Diéguez, para uma conversa sobre teletrabalho e cultura organizacional. Ela enfatizou os impactos significativos desse novo regime na construção da identidade dos trabalhadores enquanto categoria e também na solidariedade de classe. “Para a empresa, há um interesse muito grande nesse sentido. Ao colocar os trabalhadores em teletrabalho, ela acaba com os espaços coletivos de convivências e partilhamento de ideias”, alertou a socióloga. Veja a íntegra do programa:  

A diretora da FUP, Cibele Vieira, que vem coordenando a negociação com o Sistema Petrobrás sobre o regramento do teletrabalho, voltou a ressaltar a importância da construção de um regramento com base nos parâmetros aprovados pelos trabalhadores no 18º Confup. “O teletrabalho está inserido dentro das mudanças que a gestão vem fazendo na cultura organizacional da empresa, com foco no individualismo, obrigando a categoria a trabalhar por entregas, sem controle de jornada. Por isso, precisamos ter regras protetivas, que garantam previsibilidade de duração, controle de jornada, adesão opcional, estabilidade e manutenção de todos os direitos e benefícios previstos no ACT”, afirma.

Premissas aprovadas pelos petroleiros para o regramento do teletrabalho: 

> Ser negociado de forma coletiva, garantindo segurança e estabilidade jurídica para os trabalhadores e a empresa.

> Ter adesão opcional, com previsibilidade de duração e controle de jornada.

> Divisão de custo do trabalho e responsabilidade com a infraestrutura.

> Manter todas as garantias e benefícios previstos no ACT.

[Imprensa da FUP | Foto: Flicker/Gemma Bussel]

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A partir da decisão do Conselho Deliberativo da FUP de convocação de assembleias regionais, a diretoria do Sindipetro-NF promoverá de 13 a 17 de agosto assembleias para avaliar o indicativo de rejeição da contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás na última mesa e também o pleito de prorrogação do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública causado peIa pandemia de CoViD-19 e ceIebração de novo ACT.

Como divulgado pela FUP, a gestão Castello Branco propôs 0% de reajuste para os trabalhadores e impõe perdas enormes para a categoria, como fim da dobradinha; aumento de até 1.422% no grande risco da AMS, penalizando os mais velhos e os menores salários; redução da HE na troca de turno, entre outras medidas que apontam para o desmonte do ACT e reforçam o descumprimento de legislações e acordos mediados pelo TST.

As assembleias no NF terão três modalidades de voto, veja abaixo:

FILIADOS –  a participação será a partir de inscrição via link disponibilizado pelo Sindipetro-NF. Os trabalhadores e trabalhadoras assistirão um vídeo e depois poderão votar on line.

APOSENTADOS E PENSIONISTAS – Caso tenham dificuldade em participar da votação on line, o Sindipetro_NF possibilitará o voto delivery. Serão disponibilizados dois telefones um em Campos e outro em Macaé para que o aposentado/a e a pensionista agende a coleta de seu voto entre os dias 13 e 17 de agosto.

NÃO FILIADOS – a votação acontecerá em etapas conforme edital abaixo

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

PeIo presente, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense – Sindipetro/NF – convoca os empregados das estatais Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás – e Petrobrás Transportes S.A. – Transpetro – lotados em sua base territorial, assim como aposentados e pensionistas, para Assembleia Geral Extraordinária, na qual, observando o quórum estatutário em 1ª chamada e com o quórum dos presentes em 2ª chamada, haverá deliberação sobre os seguintes indicativos da Federação Única dos Petroleiros a respeito da contraproposta de acordo coletivo de trabalho das mencionadas empresas:

l) Rejeição da contraproposta patronal;

2) Prorrogação do atual ACT até o fim do estado de calamidade pública causado peIa pandemia de CoViD-19 e ceIebração de novo ACT.

ASSEMBLEIA DIGITAL

Dadas as condições excepcionais de restrição ao contato social, será realizada assembleia digital, nos termos abaixo. Para a mesma, já possuindo a entidade convocadora dados de seus associados, se faz necessário tratamento diferenciado de modo a possibilitar também a participação dos demais trabalhadores legalmente interessados, o que se fará nas seguintes condições:

A – Trabalhadores Filiados ao Sindipetro/NF – Poderão exercer direito de voto após preencher dados individuais da página a isto destinada na Internet, e assistir obrigatoriamente a um video didático sobre a campanha reivindicatória e a negociação coletiva de trabalho em curso;

B – Trabalhadores NÃO Filiados ao Sindipetro/NF – Terão data e horário para obrigatoriamente assistir a um webinar, mediante agendamento; após o webinar receberão por e-mail um “kit voto”, que deverá ser impresso, devidamente preenchido e entregue em uma das sedes do sindicato, em Macaé, ou em Campos dos Goytacazes, em envelope lacrado;

Dos documentos em cópias impressas, no “kit voto” dos NÃO filiados, a serem entregues ao sindicato, deverão constar:

– documento de identificação e CPF;
– crachá Petrobrás/Transpetro (frente e verso), contracheque, ou FRE, para comprovação de que é empregado;
– ficha de qualificação totalmente preenchida (nome completo, matrícula, CPF, e-mail, telefone, cargo, função e lotação).

C – Aposentados e Pensionistas Filiados ao Sindipetro/NF – Poderão votar online, exatamente como o restante dos filiados (item “A” acima). Os aposentados e pensionistas moradores dos municípios de Macaé e de Campos dos Goytacazes poderão optar por exercer o direito de voto mediante coleta em suas residências, via prévio agendamento nos telefones:
(22) 27659550 – Macaé;
(22) 27374700 – Campos dos Goytacazes.

Calendário:

12/08 – início do agendamento de coleta de votos de aposentados e pensionistas;

de 13/08, às 16h, até 14/08, às 18h – votação online para filiados;

13/08, das 8h às 18h – inscrição para webinar (pré-assembleia), obrigatória para os não filiados *;

13/08, às 19h – realização da webinar para os não filiados;

14/08, às 8h – envio por e-mail do “kit voto”;

14/08 – das 9h às 12h, e de 14h às 16h – recepção do “kit voto” dos não filiados, nas sedes do sindicato

13/08 a 17/08 – coleta de votos de aposentados e pensionistas.

*Link será disponibilizado no site do SindipetroNF no horário informado no edital

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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