A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos estão realizando diversas ações nesta segunda-feira pela redução dos preços dos derivados de petróleo, em apoio à paralisação dos caminhoneiros. Ao longo do dia, haverá protestos em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás, entre outras ações de solidariedade voltadas para as comunidades que mais sofrem com o preço absurdo dos combustíveis e as altas taxas de desemprego. 

A política de reajuste dos derivados de petróleo que as gestões neoliberais da Petrobrás adotaram para satisfazer o mercado e os acionistas privados virou um pesadelo para a população brasileira e é um dos principais motivos da greve dos caminhoneiros, que conta com o apoio da FUP. Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias. O diesel sofreu reajustes de 42,64% e o GLP (gás de cozinha) subiu 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

Esse disparate é resultado da mudança na política de preços da Petrobrás, que a FUP e seus sindicatos denunciam desde 2016, quando a gestão que assumiu a empresa após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff impôs o Preço de Paridade de Importação, que varia conforme o vai e vem do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

 

Mais de 370 ajustes de preços em menos de 4 anos

Segundo o levantamento feito pela subseção FUP do Dieese, só a gasolina sofreu 371 ajustes de preço desde julho de 2017, sendo que em 197 vezes, o preço subiu e em outras 174, teve pequenos decréscimos. No caso do diesel, foram 290 ajustes de preços, 164 deles para cima. Já o GLP foi reajustado 30 vezes desde julho de 2017, sendo que 20 das alterações feitas pela gestão da Petrobrás foram para aumentar o preço do derivado. Ainda segundo o estudo, no governo Bolsonaro, o diesel já subiu 17,20%, a gasolina, 37,87% e o gás de cozinha, item essencial na cesta básica das famílias brasileiras, aumentou 43,61%.

“A venda de ativos no Brasil e o foco na geração de lucro para acionistas, está ampliando a dependência da Petrobrás do mercado internacional. O resultado disso é a aceleração dos reajustes de preços dos combustíveis no país, afetando diretamente as classes mais baixas, pelo efeito cascata gerado sobre a inflação de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade”, alerta o economista do Dieese, Cloviomar Cararine, que assessora a FUP.

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) também divulgou recentemente um estudo que aponta o Brasil como um dos países que tem o diesel mais caro entre os grandes consumidores do combustível, como Alemanha, Áustria, Dinamarca, EUA, França e Reino Unido. O levantamento, feito a partir de outubro do ano passado, revela que a alta do diesel no Brasil só não foi maior do que a da Alemanha. [Veja aqui a matéria sobre o estudo do Ineep].

“Quando comparamos os reajustes da gasolina e do diesel, nos últimos anos, observamos que o diesel teve um aspecto mais conservador. Mas a oscilação é muito semelhante, evidenciando que a política da Petrobrás de alinhar os preços internos à cotação internacional do barril traz profunda oscilação e volatilidade ao mercado interno”, afirma Cararine.

Confira as principais ações dos sindicatos da FUP em apoio à greve:

SINDIPETRO AMAZONAS: doação de 30 cestas básicas, com medidas preventivas, levando em conta o lockdown estabelecido na cidade. 

SINDIPETRO CEARÁ/PIAUÍ: protesto e campanhas com outdoors, sem aglomerações devido ao agravamento da pandemia da COVID. 

SINDIPETRO PERNAMBUCO/PARAÍBA:  doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social. Distribuição de 200 marmitas, projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo em Recife. Parte dessas marmitas serão destinadas aos caminhoneiros grevistas. 

SINDIPETRO BAHIA:  pela manhã, venda subsidiada de 200 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social, no bairro de Pituaçu, em Salvador, e venda subsidiada de gasolina no posto BR do Dique do Tororó. 

SINDIPETRO ESPÍRITO SANTO: juntamente com motoristas de aplicativos e motoboys farão carreata do aeroporto até a sede antiga da empresa, com distribuição de voucher de desconto em combustíveis líquidos no final da atividade para até 100 veículos. Limitado a 20 litros para carros e 10 litros para motos. Após a carreata, se juntarão às atividades das Centrais Sindicais previamente programadas. 

SINDIPETRO DUQUE DE CAXIAS: distribuição de uma tonelada e meia de alimentos, através da doação de 100 cestas básicas em comunidades da Baixada Fluminense e outras áreas do estado do Rio de Janeiro, além de 1000 máscaras de proteção contra a Covid. 

SINDIPETRO NORTE FLUMINENSE: doação de 200 botijões em Padre Miguel, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

SINDIPETRO MINAS GERAIS: doação de 100 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social e atos deliberados juntamente com as Centrais Sindicais. 

SINDIPETRO UNIFICADO DE SÃO PAULO: subsídio de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista. 

SINDIPETRO PARANÁ/SANTA CATARINA: carreatas e subsídio de 300 botijões de gás para comunidades em situação de vulnerabilidade social.

SINDIPETRO RIO GRANDE DO SUL: subsídio de 100 botijões de gás, no município de Esteio. 

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[Da imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na segunda-feira (1/02), diretores do Sindipetro Bahia vão realizar duas ações em apoio à greve dos caminhoneiros anunciada para essa data. As ações fazem parte de uma série de atividades que estão sendo desenvolvidas, em nível nacional, pela categoria petroleira com o propósito de denunciar a politica de preços adotada pela atual gestão da Petrobras e que tem levado aos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis e gás de cozinha.

Em Salvador, as atividades acontecem no período da manhã: às 8h30 será realizada a ação da “Venda de Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 200 botijões de gás de cozinha de 13 kilos a famílias carentes, em um bairro popular de Salvador, pelo valor de R$ 40,00.

Às 11h30, a ação acontece em um posto de combustível. Assim como o gás de cozinha, parte do preço do litro da gasolina também vai ser subsidiado pelo Sindipetro. O consumidor poderá pagar aproximadamente R$ 3,00 pelo litro desse combustível. O Sindipetro vai subsidiar o restante do valor até o limite de 20 litros por veículo e de 10 litros por moto. Serão distribuídos 100 tickets de 36 reais para os 100 primeiros veículos que abastecerem e 100 tickets de 18 reais para as 100 primeiras motos. A ação da entidade sindical proporcionará o desconto de R$ 1,80 por cada litro de gasolina, com a disponibilização de 1000 litros desse combustível.

“Consideramos que o valor de cerca de R$ 3,00 é um preço justo que a Petrobras poderia estar praticando para a sociedade se não tivesse feito a opção de internacionalizar os preços dos derivados de petróleo, favorecendo apenas os investidores e o mercado, em detrimento do povo brasileiro”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

As ações vão mostrar que é possível vender o gás de cozinha e a gasolina a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Há pelo menos quatro anos (desde o governo Temer), os petroleiros através das suas entidades representativas como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindipetro Bahia, alertam para os prejuízos que a política de preços da gestão da estatal vem causando à população brasileira e da necessidade de mudança dessa política.

Caso seja concretizada a venda de oito das 13 refinarias da Petrobrás – entre elas a Refinaria Landulpho Alves, localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia – a situação tende a piorar.

Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

De acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada.

Pautas em comum

O Sindipetro Bahia apoia a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda (1/02), por entender que uma vitória do movimento paredista dessa categoria, que reivindica, entre outras coisas, a redução dos preços dos derivados de petróleo, pode beneficiar toda a população brasileira.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista “ao produzir o combustível em real e vender em dólar, o governo Bolsonaro vem impondo severos sacrifícios à população em geral e a alguns segmentos que fazem parte de categorias específicas como os caminhoneiros que ao anunciar a greve reivindicam também o aumento da tabela do frete mínimo e direito a aposentadoria especial”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

O Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba realiza na manhã da próxima segunda-feira, 1 de fevereiro, dois atos de solidariedade na Região Metropolitana do Recife.

O primeiro acontece no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, em um posto de combustível, nas margens da BR101, a partir das 6 horas da manhã.Os p etroleiros, juntos à campanha “Mãos Solidárias/Periferia Viva", promovem um café-da-manhã junto aos caminhoneiros, em solidariedade à greve desta categoria que está prevista para iniciar neste dia.

Depois, às 11h, os sindicalistas e movimentos seguem para a Comunidade do Papelão, localizada no bairro de São José, atrás da Estação Recife, onde serão entregues 50 botijões de gás de cozinha para famílias que moram na comunidade.

CONTATOS:

Rogério Almeida (Coordenador Geral Sindipetro PE/PB): 98759-3801
Sinésio Pontes (Diretor de Comunicação Sindipetro PE/PB): 99687-7314
Diego Liberalino (Diretor adjunto de Comunicação Sindipetro PE/PB): 98997-7016
Luiz Lourenzon (membro diretor da FUP e Diretor Adm Sindipetro PE/PB): 98759-3800
Paulo Mansan (Coordenador estadual do MST): 99855-3121

[Via Sindipetro-PE/PB]

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

O Sindipetro-RS, em apoio a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda-feira (01/02), vai promover mais uma edição da campanha "Gás a preço a Justo". Serão subsidiados, pela metade do preço, 100 botijões de gás de cozinha de 13kg, vendidos à população no valor de R$ 35. A ação será às 17h, no centro de Esteio, na Avenida Padre Claret, esquina com a rua Passo Fundo. No mesmo dia, na parte da manhã (7h30), será realizado um Ato em frente à Refinaria. Em caso de chuva, o evento será transferido.

O objetivo da campanha é mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. A ação acontece em vários estados brasileiros, nas bases da FUP.

Saída da Petrobrás no RS vai piorar a situação

Com o anúncio da venda da REFAP, em Canoas, e seus terminais e oleodutos, toda a sociedade gaúcha perde. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

A venda da REFAP nada mais é do que a privatização do mercado de boa parte da região sul, pois a refinaria atende o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catariana e é esse mercado que estará sendo entregue ao monopólio privado. A atual política de preços (paridade internacional), implementada em 2016, só elevou os preços dos combustíveis. Desta forma, a privatização da REFAP não vai gerar concorrência e deixará o povo gaúcho refém das especulações em torno do petróleo e do dólar.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos deliberaram pelo apoio à paralisação dos caminhoneiros, prevista para ter início na segunda-feira, dia 1º de fevereiro. A mobilização está sendo convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), pelo Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), entre outras entidades. 

Em apoio ao movimento, a categoria petroleira está organizando protestos em diversos estados do país, com doações de botijões de gás, distribuição de cestas básicas e vouchers de subsídios para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás, entre outras ações de solidariedade voltadas para as comunidades que mais sofrem com o preço absurdo dos combustíveis e as altas taxas de desemprego. 

A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Só a gasolina já acumula em janeiro deste ano alta de 13,4%, após mais um reajuste nesta quarta-feira, 27. O diesel também subiu de preço, impactando diversos setores da economia, e o botijão de gás, item essencial na cesta básica da população, já custa mais de R$ 100,00 em várias regiões do Brasil. 

Uma das reivindicações dos caminhoneiros é a mudança na política de preços da Petrobrás, que a FUP e seus sindicatos denunciam desde 2016, quando a gestão que assumiu a empresa após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, impôs o Preço de Paridade de Importação, que varia conforme o vai e vem do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados de derivados, como a gasolina, o gás de cozinha, o gás natural e o diesel, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

O diesel representa até 60% no valor da viagem e tem impacto inclusive no preço do produto final, como insumos e alimentos. Somente em 2020, o preço do diesel foi reajustado 20 vezes. Estudo realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP) aponta que o preço do óleo diesel no Brasil é o segundo mais caro do mundo, só perdendo para a Alemanha. “Antes da nova política de preços da Petrobrás, o PPI não era a variável central do reajuste. Agora, seguindo o PPI, os preços derivados passaram a variar muito mais, o que evidencia a nossa dependência do mercado internacional e alta do dólar. Com a privatização, esse movimento deve se generalizar, ou seja, os preços ficarão mais voláteis seguindo o barril do petróleo”, afirma Rodrigo Leão, coordenador técnico do Ineep. 

Em maio de 2018, quando os caminhoneiros realizaram uma greve nacional em protesto contra os aumentos abusivos do diesel, a FUP denunciou a gestão da Petrobrás por praticar na empresa uma política privatista para satisfazer o mercado e os acionistas, sem qualquer compromisso com o papel público da estatal. Os petroleiros fizeram 72 horas de paralisação, pautando na sociedade o debate sobre a política de preços abusivo da gestão da Petrobrás, o que levou à queda do então presidente da empresa, Pedro Parente. 


> Relembre aqui a greve dos petroleiros em maio de 2018


Desde então, os petroleiros vêm realizando diversas ações, mobilizações e greves pela retomada do papel público da Petrobrás, contra as privatizações e pelo fim da política de reajustes dos derivados de petróleo, que impôs o Preço de Paridade de Importação. 

Nas mobilizações de segunda-feira, 01/02, além dos preços justos para os combustíveis, a FUP e seus sindicatos também estarão cobrando do governo o enfrentamento à crise sanitária (ampliação dos recursos para o SUS e defesa das medidas de distanciamento social) e à crise econômica (retomada do Auxílio Emergencial), a defesa do Programa de Proteção ao Emprego, entre outras bandeiras que integram a pauta de reivindicações das centrais sindicais e dos movimentos sociais, como a luta contra o teto dos gatos, contra a reforma administrativa e pelo “Fora Bolsonaro, Impeachment Já!”. 

Confira abaixo as ações já confirmadas pelos sindicatos ligados à FUP em todo o País. A lista será atualizada nos próximos dias com a decisão de outros sindicatos, por ações de apoio à greve: 

SINDIPETRO/AM: doação de 40 cestas básicas, com medidas preventivas, levando em conta o lockdown estabelecido na cidade. 

SINDIPETRO/CE-PI: protesto e campanhas com outdoors, sem aglomerações devido ao agravamento da pandemia da COVID. 

SINDIPETRO/ES: juntamente com motoristas de aplicativos e motoboys farão carreata do aeroporto até a sede antiga da empresa, com distribuição de voucher de desconto em combustíveis líquidos no final da atividade para até 100 veículos. Limitado a 20 litros para carros e 10 litros para motos. Após a carreata, se juntarão às atividades das Centrais Sindicais previamente programadas. 

SINDIPETRO/CAXIAS: distribuição de 100 cestas básicas e 1000 máscaras para comunidades carentes da baixada fluminense. 

SINDIPETRO/MG: doação de 100 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social e atos deliberados juntamente com as Centrais Sindicais. 

SINDIPETRO/UNIFICADO SP: distribuição de 200 botijões de gás. 

SINDIPETRO NF – doação de 100 botijões em Padre Miguel. 

SINDIPETRO/RS: Subsídio de 100 botijões de gás, no Município de Esteio. 

SINDIPETRO/BA: Ato na RLAM pela manhã, com doação de 200 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social,  carreata com motoristas de aplicativos e ato juntamente com as Centrais Sindicais, à tarde.

[Da imprensa da FUP | Arte: CUT/MG]

 

Publicado em Petrobrás Fica

Há três semanas, fogo deixou dois feridos e destruiu 24 casas na comunidade Vila Paula, no bairro San Martin, em Campinas (SP)

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Texto: Guilherme Weimer | Foto: Luciano Claudino/Código 19]

No último sábado (17), trabalhadores da Refinaria de Paulínia (Replan) e integrantes do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) doaram 25 botijões de gás de cozinha, com casco, para famílias desalojadas por incêndio ocorrido há três semanas, no dia 28 de setembro, em Campinas (SP).

Foram 24 casas destruídas na comunidade Vila Paula, pertencente ao bairro campineiro San Martin. Duas pessoas ficaram feridas, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Além disso, 130 pessoas ficaram desalojadas e foram acolhidas na Escola Estadual Maria de Lourdes Bordini e em duas igrejas na região.

Desde então, as vítimas têm recebido todos os tipos de doações, como alimentos, água, roupas e móveis. Um projeto de financiamento coletivo também foi criado com o objetivo de arrecadar R$ 200 mil para a reconstrução das casas e a compra dos móveis e objetivos queimados – foram doados R$ R$ 22.827,90 até o fechamento desta reportagem.

A solidariedade está sendo responsável pela reconstrução de todas as casas. De acordo com o morador Paulo César Santos, as famílias esperam iniciar o retorno à comunidade ainda nesta semana. “Já foi reconstruída uma parte dos barracos queimados. Nós tivemos uma perda muito grande, mas também tivemos muitas doações de toda a região. Já estão dizendo que viramos a ‘Vila Fênix’, por conseguirmos ressurgir das cinzas, literalmente”, afirma.

Também como uma forma de solidariedade, os petroleiros, junto com o Sindipetro-SP, decidiram levar aos moradores da Vila Paula a “Campanha Gás a Preço Justo”. Desde o final do ano passado, a iniciativa tem doado ou subsidiado botijões em todo o país, como uma forma de discutir com a população sobre os motivos que tem elevado constantemente os preços do gás de cozinha e de outros derivados de petróleo nos últimos anos.

A comunidade é uma ocupação que existe desde 2015 e conta, atualmente, com aproximadamente 150 famílias, que totalizam cerca de 800 pessoas. O terreno onde estão localizados os barracos de madeira pertence à Prefeitura de Campinas.

Despejo na favela é fogo

No último mês, dois incêndios também atingiram uma outra comunidade na região. No total, 25 pessoas ficaram desalojadas em uma área de ocupação no Jardim Boa Esperança, em Hortolândia (SP).

Infelizmente, essa é uma situação recorrente nas favelas brasileiras. E, justamente por isso, já levantou diversas suspeitas em relação as suas causas que, em diversas circunstâncias, não podem ser enquadradas como “acidentes”.

Devido às constantes ocorrências de incêndios em favelas paulistas, vereadores de São Paulo criaram, em 2011, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que foi encerrada sem dados conclusivos em 2012. Uma reportagem do UOL denunciou na época que os seis integrantes da CPI receberam doações de empresas do ramo da construção, no total de R$ 700 mil.

Apesar da evidente falta de neutralidade, a comissão verificou o número de 1.643 incêndios ocorridos em favelas da capital paulistana entre 2009 e 2012.

Além do elevado índice, um levantamento realizado pela Pública em parceria com o Guardian Cities revelou que as comunidades afetadas estão localizadas em áreas 75% mais valorizadas do que a média.

A pesquisa analisou relatório da Defesa Civil, com informações de 80 incêndios, ocorridos entre 2008 e 2012 na cidade de São Paulo. O valor venal médio dessas áreas atingidas era de R$ 291 na época, enquanto o cálculo feito em outras 460 favelas foi de R$ 167, uma diferença de 75%.

Essas informações, apesar de inconclusivas, sugerem que incêndios cometidos em favelas ou comunidades pobres podem ser provocados por atos criminosos, devido à especulação imobiliária. Despejo nas favelas, muitas vezes, é feito com fogo.

Publicado em Cidadania

Em virtude do grande número de ligações e mensagens a respeito da ação do gás de cozinha a preço justo, o Sindipetro Bahia esclarece que a ação faz parte da campanha “A Petrobrás fica na Bahia”, que vem sendo colocada em prática pela entidade sindical em defesa do Sistema Petrobrás, ressaltando a importância da estatal para o desenvolvimento econômico e industrial do nosso estado e a necessidade da Petrobrás não ser vendida e não sair da Bahia, como quer o governo Bolsonaro.

É importante ressaltar que a ação do gás a preço justo tem sido realizada nacionalmente por diversos sindicatos de trabalhadores petroleiros denunciando os preços abusivos praticados pela política de preços do governo Bolsonaro para os combustíveis, beneficiandoa famílias carentes de diversas cidades do interior. Na Bahia, desde o retorno da Campanha em 2020, a diretoria do Sindipetro já esteve nas cidades de Alagoinhas, Simões Filho, Dias D´Ávila, Candeias, Mata de São João e Entre Rios. Na quinta-feira (8), a ação do gás a preço justo chega à cidade de São Francisco do Conde.

O objetivo do sindicato é mostrar que a Petrobrás pode e deve vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

O botijão de gás está sendo vendido ao valor de R$ 40,00 a unidade. O restante está sendo subsidiado pelo Sindipetro.

Conheça as cidades cujas populações carentes serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo

08/10 (quinta-feira) São Francisco do Conde
09/10 (sexta-feira)- São Sebastião do Passé
13/10 (terça-feira) – Feira de Santana
14/10 (quarta-feira)- Ipirá
15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus
22/10 (quinta-feira)- Santo Amaro

Clique aqui e saiba como a campanha está sendo recebida pela população

[Via Sindipetro-BA]

A ação vai beneficiar, inicialmente, famílias carentes de 15 cidades do interior da Bahia, onde o botijão de gás será vendido ao valor de R$ 40,00 a unidade, com subsidio do Sindipetro. Atualmente, o botijão de gás chega a custar até R$ 80,00

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Cada vez mais caro, o botijão de 13 kilos de gás de cozinha virou artigo de luxo para muitas famílias, que equilibram como podem o orçamento doméstico para garantir um pouco de comida cozida e quente à mesa. Mas será que o botijão de gás está sendo vendido a um preço justo? Para o Sindipetro Bahia a resposta é não.

O sindicato retoma a partir da terça-feira (29), a ação de venda de gás de cozinha a preço justo para mostrar que é possível vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

A ação, que faz parte da campanha “A Petrobrás Fica na Bahia”, vai beneficiar, inicialmente, famílias carentes de 15 cidades do interior da Bahia (veja roteiro no final da matéria), onde o botijão de gás será vendido ao valor de R$ 40,00 a unidade. O restante será subsidiado pelo Sindipetro. Atualmente, o botijão de gás chega a custar até R$ 80,00. A campanha deve ter continuidade seguindo para outras regiões da Bahia.

Em cada cidade que passar, os diretores do Sindipetro vão conversar com as pessoas – utilizando máscaras e respeitando o distanciamento devido à pandemia da Covid-19 – para explicar a importância de defender a Petrobrás como uma empresa pública e integrada. E como a privatização da Petrobrás pode prejudicar a vida das pessoas, mesmo que, a princípio, elas não se deem conta disso.

Para essa ação será utilizado o mesmo ônibus adesivado que foi usado durante a “Vigília Petroleira em Defesa da Petrobrás e da Bahia”, que percorreu as unidades do Sistema Petrobrás e cidades que fazem parte do chamado cinturão do petróleo.

Política de Bolsonaro é responsável por aumento do preço do gás

Desde 2016, a Petrobrás vem sendo gerida como se fosse uma empresa privada e caminha a passos largos para a privatização de fato. Uma das principais mudanças que afetaram a população brasileira foi a alteração da política de preços da empresa que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, desencadeando aumentos sucessivos, que já chegaram a ser diários, da gasolina, diesel e gás de cozinha, sem haver nenhuma proteção ao consumidor.

Os petroleiros defendem a intervenção do governo federal para barrar os aumentos sucessivos dos derivados de petróleo. “Acreditamos que a prioridade deve ser o povo brasileiro e não os acionistas privados da empresa. É possível vender o gás de cozinha a um preço menor e manter o lucro de acionistas, revendedoras e distribuidoras, mas o povo não é a prioridade do governo Bolsonaro. Isso está a cada dia mais claro”. afirma o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Venda das refinarias pode aumentar preços dos derivados

O governo Bolsonaro vem intensificando o desmonte da Petrobrás. As distribuidoras de combustíveis (BR e Liguigás) já foram privatizadas. A FAFEN foi arrendada. O edifício Torre Pituba foi desmobilizado e a grande maioria dos seus trabalhadores transferida para outros estados. A PBIO está à venda, assim como muitas unidades dos Campos Terrestres.

Com a venda da Rlam, da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km, que já foi anunciada, a tendência é que se crie um monopólio de empresas privadas e os preços dos derivados de petróleo aumentem ainda mais.

O fato é que o consumidor brasileiro ganha em real, mas paga os derivados de petróleo em dólar. Com a privatização das refinarias a situação tende a piorar.

É contra essa política que a FUP e os Sindipetros estão lutando.

Conheça as cidades cujas populações serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo

29/09 (terça-feira) – Alagoinhas
30/09 (quarta-feira) – Entre Rios
01/10 (quinta-feira) – Dias D’Ávila
02/10 (sexta-feira) Mata de São João

06/10 (terça-feira)- Simões Filho
07/10 (quarta-feira)- Candeias
08/10 (quinta-feira) São Francisco do Conde
09/10 (sexta-feira)- São Sebastião do Passé

13/10 (terça-feira) – Feira de Santana
14/10 (quarta-feira)- Ipirá
15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP]

Na próxima terça-feira (28), no Dia do Agricultor, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) lança um mini documentário denominado “O elo da semente”. O curta-metragem de nove minutos apresenta a parceria construída com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com o objetivo de contribuir com a venda e distribuição de alimentos orgânicos cultivados em assentamentos da região de Campinas (SP).

A partir do diagnóstico de que a distribuição era o gargalo da cadeia de produção da reforma agrária, petroleiros e voluntários decidiram criar um grupo de WhatsApp, desde agosto de 2017, para potencializar a venda de orgânicos da Cooperativa da Agricultura Familiar de Americana, Cosmópolis, Limeira e Piracicaba (Cooperflora).

Semanalmente, os participantes se inscrevem para comprar uma cesta com cinco quilos e uma variedade de sete verduras e legumes orgânicos, selecionados a partir da colheita, pelo valor de R$ 28. Os alimentos podem ser retiradas na sede do Sindipetro Unificado-SP ou recebidos em casa, por meio de um serviço de entrega.

Em todas as etapas (produção, distribuição e consumo) desse processo, destaca-se o papel das mulheres. Uma delas é a agricultora do Assentamento Milton Santos, Ariele Caroline Contrigiani, que explica o significado da frase “se o campo não planta, a cidade não janta”, comum de ser escutada nas marchas do MST.

“Eu defendo muito que o alimento tem um papel fundamental nessa batalha das ideias. Hoje a logística é difícil, não é uma coisa simples. As pessoas da cidade não entendem o quanto são importantes para todo esse processo. Isso é uma tarefa de todo mundo”, opina Ariele.

Publicado em Trabalho

Em greve há quatro dias, os petroleiros realizam nessa quarta-feira (05) uma ação para alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobras.

Em vários estados do Brasil, os sindicatos de petroleiros vão subsidiar o preço do botijão de gás de cozinha de 13 kilos.

Na Bahia, a ação será realizada na cidade de Alagoinhas, onde 200 botijões de gás serão vendidos pelo valor de R$ 50,00 às 200 primeiras pessoas que comparecerem a partir das 8h na distribuidora da Brasilgás, localizada  na Avenida Aristoteles de Souza Dantas, S/N, no bairro do Mangalo.

Com a ação, os petroleiros pretendem mostrar que  é possível vender o gás de cozinha levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Desde 2016, a Petrobras vem sendo gerida como se fosse uma empresa privada e caminha a passos largos para a privatização de fato. Uma das principais mudanças que afetaram a população brasileira foi a alteração da política de preços da empresa que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, desencadeando aumentos sucessivos, que já chegaram a ser diários, da gasolina, diesel e gás de cozinha, sem haver nenhuma proteção ao consumidor.

Os petroleiros defendem a intervenção do governo federal para barrar os aumentos sucessivos dos derivados de petróleo. “Acreditamos que a prioridade deve ser o povo brasileiro e não os acionistas privados da empresa. É possível vender o gás de cozinha a um preço menor e manter o lucro de acionistas, revendedoras e distribuidoras, mas o povo não é a prioridade do governo Bolsonaro. Isso está a cada dia mais claro”. afirma o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Venda das refinarias pode aumentar preços dos derivados

O governo Bolosonaro vem intensificando o desmonte da Petrobrás.  As distribuidoras de combustíveis (BR e Liguigás) já foram privatizadas. A FAFEN foi arrendada. O edifício Torre Pituba, está sendo desmobilizado, a PBIO está à venda, assim como muitas unidades dos Campos Terrestres.

Na  primeira etapa de venda das refinarias foram oferecidas  ao mercado as unidades Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco; Landulpho Alves (Rlam), na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná; e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul.

Com a venda da Rlam e da Transpetro, com seus quatro terminais de armazenamento e um conjunto de oleodutos totalizando 669 km, a tendência é que os preços dos derivados de petróleo aumentem ainda mais.

O fato é que o consumidor brasileiro ganha em real, mas paga os derivados de petróleo em dólar. Com a privatização das refinarias a situação tende a piorar. Muita gente não vai poder comprar o botijão de gás e quem tem carro vai ter de vender ou deixar na garagem.

É contra essa política que a FUP e os Sindipetros estão lutando.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Greve 2020
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.