No final da tarde desta sexta, 15, mesmo dia em que completam 18 anos do acidente com a P-36, o Sindipetro-NF foi informado que o mergulhador Walter Luiz dos Santos, 39, da empresa Belov Engenharia, passou mal durante um mergulho e morreu.

O trabalhador estava na embarcação Aroldo Ramos na Bacia de Campos, a serviço da Petrobras e não se sentiu bem durante um trabalho. Por volta das 16h foi transferido para a P-33 para atendimento pela enfermagem da plataforma e vídeo conferência com o médico, mas não resistiu.

Segundo informações, a equipe de bordo aguarda embarque da polícia e médico para a retirada do corpo. O Sindipetro-NF está cobrando da empresa mais informações sobre caso e a garantia na participação na Comissão de Investigação do Acidente..

O último acidente com mergulhador, que se tem notícia na indústria do petróleo, ocorreu em agosto de 2018, com Athayde dos Santos Filho, 57 anos, da empresa Fugro, que prestava serviços para a petrolífera no projeto de expansão da produção da Plataforma de Mexilhão, na Bacia de Santos. Veja mais clicando aqui.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na tarde de sexta-feira, 31, às 15h20, durante o processo de partida operacional depois de passar por uma manutenção programada na unidade de Hidrotratamento (HDT) de QAV e Diesel (U-2700), ocorreu um vazamento de gás H2S na linha do flare da unidade.

Durante o acidente, uma equipe de profissionais estava abrindo a linha do flare para a instalação de uma raquete e quatro trabalhadores terceirizados da empresa Herbert Engenharia que estavam próximos desmaiaram na área, devido a contaminação pelo gás e foram removidos para o setor médico da refinaria.

No final do dia, o vazamento já tinha sido contido pela brigada de incêndio e pelos operadores da unidade. Os trabalhadores acidentados já estavam estáveis e fora de risco de morte.

Vale lembrar que os efeitos de intoxicação do H2S, ou gás da morte, são como aos do monóxido de carbono, porém mais intensos podendo causar danos permanentes.

Este gás tóxico paralisa o sistema nervoso que controla a respiração, incapacitando os pulmões de funcionar, provocando a asfixia.
Esses trabalhadores tiveram sorte desta vez.

A direção do Sindipetro Caxias alerta a todos os trabalhadores a prezarem por suas vidas, usem os equipamentos de segurança e usem seus direito de recusa ao perceber situações de risco. A direção continuará acompanhando a investigação para saber os motivos do vazamento.

[Via Sindipetro Duque de Caxias]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em decorrência dos acidentes que têm tomado conta do ambiente de trabalho na Petrobrás, os Sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros realizaram na manhã desta sexta-feira, 24, atos em defesa da vida e em solidariedade aos trabalhadores da Refinaria de Paulínia, em São Paulo. Onde na madrugada de segunda-feira, 20, ocorreu uma explosão que, por muito pouco, não causou mortes.

O coordenador geral da FUP licenciado para concorrer ao pleito de deputado federal, José Maria Rangel, participou do ato na Refinaria de Duque de Caxias - REDUC, no Rio de Janeiro,  junto com o coordenador em exercício, Simão Zanardi.

Rangel lembrou aos trabalhadores presentes da importância deste ato e das inúmeras denúncias que a Federação e seus sindicatos filiados têm realizado junto aos órgãos fiscalizadores, além de denunciar o sucateamento das plantas em detrimento da privatização. “Esse ato de hoje se reveste de uma importância muito grande, porque nós temos denunciado todo abandono na área de segurança das unidades operacionais da Petrobrás. A atual administração da empresa reduziu os investimentos em sua área de refino, e isso tem na, nossa concepção, um motivo simples: eles querem vender o refino”.

O candidato alertou ainda que a falta de manutenção nos equipamentos que coloca em risco a vida dos trabalhadores se deve em função do golpe que está em curso no Brasil desde 2016, quando MiShell Temer assumiu de forma ilegítima a presidência da república. “Tem que estar claro para todos e todas que nós vivemos hoje tempos sombrios no país, nós vivemos tempos de resistência (...) o que aconteceu na REPLAN, pela sua gravidade, foi a mão de Deus que permitiu que nós hoje não estivéssemos chorando aqui dezenas de trabalhadores e trabalhadoras assassinados”.  

“PCR é pavimentação da privatização”

Mesmo com o ato contra o Plano de Cargos e Remuneração transferido para a próxima sexta-feira, 31, o coordenador licenciado, José Maria Rangel, lembrou aos presentes que tudo o que vêm acontecendo na Petrobrás é consequência do golpe. Tanto o clima de insegurança, quanto a retirada de direitos dos trabalhadores.

De acordo com ele, “a Petrobrás quer se transformar em uma empresa única e exclusivamente exportadora de óleo cru. Não quer mais saber de refinar ou de área de fertilizante. Para uma empresa que se dizia quebrada, ela destinou ao mercado financeiro no ano passado 137 bilhões de reais. Além de reduzir drasticamente os investimentos na área de exploração e produção e área de refino”. E alertou que “se nós não tivermos a exata dimensão de que estes ataques estão diretamente ligados ao atual momento que o pais vive e atual pensamento escravocrata que essa administração da Petrobrás tem, a gente pode ser levado a cometer alguns equívocos. Pois tudo isso é a pavimentação para a privatização da empresa, se esse modelo de administração não for derrotado nas urnas no próximo dia 07 de outubro.

Zé Maria, como é conhecido entre os petroleiros, comparou também a atual postura da empresa, de tentar subornar os empregados, com o ano de 1998, quando foi oferecido aos petroleiros da Bacia de Campos a quantia de 15 remunerações para desfazer a 5ª turma. “Quando a administração da Petrobrás oferece um dinheiro para retirar o nosso Plano de Cargos e Salários, que foi construído por nós, e ainda fala que é individual e muitos aceitam, a leitura que ela faz é de que pode avançar um pouco mais como, por exemplo, oferecer dinheiro para pegar a escala de vocês. Ela fez isso em 98 na Bacia de Campos, em um momento muito parecido da que vivemos atualmente”.

FUP questiona PCR na justiça

De acordo com o sindicalista e candidato a deputado federal, a construção do atual Plano de Cargos (PCAC) foi coletiva e é papel das entidades em conjunto com os trabalhadores batalhar por conquistas que gerem um legado. “Não dá pra a gente fazer uma discussão olhando só para o umbigo, algo que foi conquistado coletivamente. Por isso a Federação e os sindicatos estão questionando o PCR na justiça”.  

Não aperte o botão

Em apelo à vida dos trabalhadores, Jose Maria Rangel pede aos petroleiros presentes no ato que não aceitem o novo Plano de Cargos estipulado unilateralmente pela empresa. “Nós estamos indicando para vocês hoje: não apertem o PCR. Façam a defesa do trabalho seguro. Utilizem o direito de recusa. Porque o valor da vida para Petrobrás é 50 mil reais e a vida vai seguir. Não podemos nos permitir a aceitar isso. A atual legislação trabalhista, oriunda do golpe, permite a terceirização de todas as atividades. Esse momento em que estamos passando, é um momento de resistência. É o momento em que nos temos que escolher qual é o nosso lado. E é o lado do sindicato”, esclarece.

“A nossa resistência é fundamental, pois ela que vai determinar qual vai ser o futuro da companhia nos próximos anos. Em qualquer cenário, vamos ter dificuldades. Só que se a esquerda vence a eleição, nós teremos interlocução, vamos poder pleitear que essa empresa volte a ser uma empresa que tenha compromisso com o povo brasileiro, que seja indutora do desenvolvimento nacional, e não unicamente uma empresa para dar dinheiro a acionistas. Uma empresa que presa pela vida, que não deixa de ser uma empresa integrada de petróleo. Nós vamos ser decisivos nesse processo. E temos a obrigação de dizer para todos os que nos cercam, que a nossa empresa não é corrupta, não é ineficiente e a nossa empresa tem homens e mulheres de bem. E isso vai ser determinante para a gente virar esse jogo”, concluiu Rangel.

Prisão em Manaus

Um fato lamentável marcou o início da mobilização, na manhã dessa sexta-feira, dia 24, na Refinaria Isaac Sabbá - REMAN. Os petroleiros foram surpreendidos por policiais civis e militares que, de arma em punho, afrontaram a direção do Sindipetro Amazonas. Com muita truculência, revistaram os dirigentes sob a alegação de estarem procurando armas.

Na sequência, levaram presos representantes dos trabalhadores terceirizados que estão em greve. De acordo com a direção do Sindicato, quando questionados, os policiais afirmaram que é só o começo.  “Pra quem ainda tinha dúvidas, esse fato deixa bem claro que não vivemos mais em um estado democrático de direito”, alertou Paulo Neves, diretor da FUP.  

Nas fotos abaixo, as mobilizações por todo o país:

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[FUP]

 

Publicado em Trabalho

O expediente na Refinaria de Paulínia (Replan) vai começar mais tarde nesta sexta-feira (24/08). Para celebrar a vida e protestar contra a precarização das condições de trabalho e redução do efetivo mínimo, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) convoca os trabalhadores para participarem de um ato de atraso na frente da portaria de acesso da empresa, na Rodovia Professor Zeferino Vaz, a partir das 7 horas.

Nessa mesma data serão realizadas mobilizações em todas as unidades de refino dos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). A categoria decidiu fazer nesta sexta-feira um dia nacional de protestos, para reivindicar segurança, investimentos em manutenção e recomposição dos efetivos.

O estopim para a convocação do movimento nacional foi a explosão, seguida de incêndio, que ocorreu na madrugada de segunda-feira (20), na Replan. O acidente não teve vítimas, mas deixou os trabalhadores em pânico. Havia cerca de 50 empregados trabalhando nas unidades afetadas (craqueamento e destilação). No momento da explosão, eles estavam jantando no restaurante da empresa.

Por apenas sete minutos, uma petroleira não morreu na explosão. O acidente aconteceu a 00h51 e a trabalhadora fez a ronda na área a 00h44. O estrondo foi tão forte que chegou a causar tremores em residências de Paulínia e Campinas e pode ser ouvido por moradores de Americana, a cerca de 40 quilômetros de distância da refinaria.

Ameaça constante

Considerado por muitos trabalhadores como o mais grave da história da Petrobrás, o acidente ocorreu nove meses após a reversão na unidade de craqueamento, que lançou na atmosfera uma novem gigantesca com alto grau de explosividade. Foi outro acidente perigoso e que assustou os petroleiros e a comunidade no entorno da refinaria.  

“Os trabalhadores da Replan estão sob ameaça constante, com a falta de segurança e o descaso da atual gestão da Petrobrás. Tudo isso é resultado da política de desmonte da empresa, que vem sendo sucateada e transformou a refinaria em uma bomba relógio, na iminência de uma grande tragédia”, declara o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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