A Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) interditou as plataformas P-65, P-08, Pampo 1 e Enchova 1, operadas pela Trident Energy, em águas rasas da Bacia de Campos. As unidades de produção, de acordo com ANP, têm em seu histórico não conformidades oriundas de ações de fiscalização anteriores referentes aos assuntos abordados na temática SDV, Dilúvio e Drenagem, demonstrando que as situações verificadas já vinham sendo identificadas. A Trident assumiu a operação das unidades em junho.

A empresa foi notificada pela ANP para:

  • Realizar novo diagnóstico do sistema de Dilúvio, Drenagem e Emergency shut-down valves (ESDV), levando em consideração os resultados apresentados na documentação pertinente, confrontando com a condição operacional real da instalação e aplicando correções quando necessário;
  • Apresentar os testes de estanqueidade e funcionalidade válidos para todas as ESDVs de fronteira;
  •  Realizar a manutenção nas ESDVs degradadas. Para o caso de implementação de contingenciamento o mesmo deverá levar em consideração minimamente os estudos de risco da instalação, inclusive o estudo de propagação de incêndio; a integridade dos trechos de tubulação relacionados a mudança; a integridade dos equipamentos a prova de explosão; e o treinamento da equipe;
  • Apresentar os testes de dilúvio molhado válidos, conforme último procedimento Trident, contendo a medição de vazão e comparando todas as variáveis medidas com os valores de referência;
  • Realizar o teste de performance das bombas de combate a incêndio (BCI);
  • Realizar em dois meses uma avaliação sobre a alta quantidade de solicitações de desligamento por parte de funcionários ligados à atividade fim da Trident. Esta análise deverá identificar os motivos e avaliar os impactos na segurança das operações da Trident, apresentando plano de ação para implementação de ações, caso seja pertinente.

[Do Sindipetro-NF | Texto: Veredas Inteligência Estratégica]

Publicado em Petróleo

Sindipetro-NF denuncia novos casos de Covid-19 na P-47 e na P-35, no campo de Marlim. Em novembro, outras duas plataformas da região registraram surtos. Contaminação entre petroleiros é o dobro da média nacional, aponta parecer da Fiocruz

[Do boletim Nascente, do Sindipetro-NF, com informações da assessoria de comunicação]

Nessa semana o Sindipetro-NF recebeu denúncia da ocorrência de mais casos de covid-19 a bordo das plataformas na Bacia de Campos, agora na P-47 e na P-35. Na primeira, 22 trabalhadores desembarcaram e desses foram cinco os casos confirmados até segunda, 30. Já na P-35, oito trabalhadores desembarcaram: quatro no dia 27 de novembro, duas no dia 29 e duas ontem — até a terça, 01, uma pessoa havia testado positivo e três deram negativo. Na semana passada, a plataforma de P-18 teve oito casos confirmados e mais sete pessoas que estiveram em contato com esses trabalhadores.

A diretoria do sindicato mantém contato com a empresa e pressiona para que medidas de proteção sejam tomadas de forma a resguardar todos os trabalhadores a bordo. Desde o início da pandemia, o NF vem atuando de forma incisiva na proteção da saúde dos trabalhadores.

Outras plataformas

Em novembro foram registrados surtos de Covid-19 em outras duas plataformas da Bacia de Campos, a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Até agora foram cerca de 80 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 36 casos até o momento. Vale lembrar que cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo.

Sindicatos têm modelo aprovado

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou parecer técnico ao Ministério Público do Trabalho reconhecendo como adequada a Proposta de Protocolo de Embarque e Testagem para covid-19 nos petroleiros, preparada pelas duas Federações (FUP e FNP) e Sintasa. No parecer, a Fiocruz apenas inclui o teste sorológico sanguíneo e indica que este teste deve ocorrer uma única vez, na primeira coleta sanguínea, antes do primeiro embarque, pelo novo protocolo sugerido. Desta forma, ele irá detectar anticorpos que podem levar de 1 a 3 semanas após a infecção para serem produzidos pelo sistema imunológico. O MP já informou à Petrobrás e orientou a adoção do protocolo sugerido pelos sindicatos e aprovado pela Fiocruz. Em paralelo, o Sindipetro-NF irá cobrar a implantação e acompanhar esse processo.

Petrobrás gasta mais com logística do que com testes

“Além de não rever processos, a Petrobrás se recusa a fornecer máscaras certificadas como EPI (Equipamento de Proteção Individual) aos trabalhadores que ficam nos hotéis de pré-embarque. Nossos procedimentos, inclusive, preservam o lado econômico da empresa, porque são mais baratos e evitariam grandes gastos com a logística adotada pela Petrobrás para manter os trabalhadores em hotéis, com custo de hospedagem, alimentação e homem-hora, pois sairia mais barato fazer mais testes. Tudo isso também é custo para o acionista. Sempre cobramos na reunião com os representantes da empresa que aceitem nossas reivindicações, mas continuamos não sendo atendidos. Enquanto isso, os casos de infectados aumentam”, explica Alexandre Vieira, coordenador de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) do SindipetroNF.

Somente em novembro, foram registrados surtos de Covid-19 em outras duas plataformas da Bacia de Campos: a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Até agora, foram cerca de 80 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 36 casos até o momento. Vale lembrar que cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo em cada uma.

E de acordo com cálculos do SindipetroNF, o número de casos confirmados de Covid-19 até a última segunda-feira (23/11) em todo o Sistema Petrobrás era de 463, ante 163 confirmados em outubro e 178 em setembro. Os cálculos foram feitos com base no Boletim de Monitoramento Covid-19, publicado semanalmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME). 

Covid entre petroleiros é o dobro da média nacional 

Parecer técnico da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em outubro, comprova que a frequência dos casos de Covid-19 (expressa na incidência contaminados por 100 mil) entre os petroleiros é mais que o dobro da frequência registrada na população brasileira. Tomando como base os dados do Boletim de Monitoramento da Covid-19 do MME de 14 de setembro – números que estão subnotificados, apontam a FUP e seus sindicatos –, o parecer da ENSP/Fiocruz destaca que o “total de casos de Covid-19 na Petrobrás equivale a uma incidência de 4.448,9 casos /100 mil, o que corresponde a uma incidência maior do que o dobro (2,15) da incidência registrada em todo o Brasil (2.067,9), até a mesma data (14/09)”.

Além disso, o parecer da Fiocruz aponta que a resistência da Petrobrás em emitir Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados por Covid-19 é uma estratégia para manipular a Taxa de Acidentes Registráveis (TAR), indicador observado para determinar o desempenho internacional de companhias de petróleo e que pode desvalorizar as empresas se mantida em patamares altos.

 

 

Os trabalhadores da Bureau Veritas (BV) ganharam de presente de Natal a sua demissão.  Isso porque a Petrobrás adiantou o fim do contrato da BV exatamente para o dia 25/12. O Sindipetro-NF fi informado que todos já estão de aviso prévio.

A contradição é que a atual gestão Bolsonarista da Petrobrás usa o discurso de que está fazendo de tudo para que as pessoas fiquem bem durante a pandemia.

A diretoria do Sindipetro-NF repudia mais essa atitude da empresa que coloca pessoas na rua, ao invés de manter seus empregos em tempos tão difíceis para as pessoas e para o país.

Demissões em julho

No início de julho o Sindipetro-NF noticiou uma outra demissão por conta da desmobilização de um contrato que envolvia 430 trabalhadores de nível técnico, em regimes onshore e offshore.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado

Mais casos de COVID-19 apareceram na Bacia de Campos e se somam aos 463 casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás, segundo cálculos do sindicato com base nos boletins do Ministério das Minas e Energia (MME). Dessa vez a plataforma de P-18 teve oito casos confirmados e mais sete pessoas que estiveram em contato com esses trabalhadores. Todos desembarcaram.

De acordo com a categoria a bordo, para não prejudicar a parada de produção que estava acontecendo, a empresa só comunicou os terceirizados no fim do dia, o que o Sindipetro-NF considera absurdo, porque todos precisam saber dos riscos à saúde que estão ocorrendo.

A diretoria do sindicato entrou em contato com a empresa e foi informada que por conta dos casos em P-18, a Petrobrás cancelou os embarques seguintes na unidade e está desembarcando as equipes conforme fim de escala. Os transbordos também estão interrompidos por enquanto, segundo a empresa.

Agora com a unidade com POB reduzido, a Companhia embarcou equipe para dedetizar a plataforma. Todos que vão embarcar em P-18 ficaram no hotel três dias, mesmo sendo de Macaé.

Como divulgado anteriormente neste mês, também foram registrados surtos de Covid-19 em duas plataformas da Bacia de Campos, a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Houve cerca de 50 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 22 casos até o momento. Cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo em cada uma.

Leia também:

> Petroleiros do ES que desembarcam com Covid-19 estão sem acompanhamento médico, isolados em hotel

Número de petroleiros infectados por Covid-19 em novembro é mais que o dobro de outubro

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A pesquisa sobre Teletrabalho do Sindipetro-NF e realizada por técnicos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estrou na fase de apuração via ligação telefônica que vai até o dia 10 de dezembro.

Técnicos do Dieese selecionaram de um banco de dados fornecido pelo Sindipetro-NF e sob total sigilo, trabalhadores e trabalhadoras do administrativo de forma aleatória para participar da pesquisa e começaram a entrar em contato. Até o momento o Dieese já tem 113 entrevistas completas, da fase de auto preenchimento. A previsão é que até o final do ano os dados apurados sejam divulgados.

O Dieese é uma entidade conceituada em pesquisa e para saber se a pesquisa é aplicada por seus técnicos é importante verificar que o remetente do e-mail com o link de convite é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

As respostas serão fundamentais para embasar a ação do sindicato a esse respeito, especialmente na negociação com a Petrobrás na busca de condições adequadas para trabalhadoras e trabalhadores, que adotarem o regime de teletrabalho.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores da Elfe Operação e Manutenção S.A. denunciaram que a empresa continua atrasando o pagamento das parcelas do acordo firmado da rescisão dos demitidos em dias 27 de março e 01 de abril deste ano. O parcelamento foi acordado em ACT para ser feito em 12 vezes, sem consultar a categoria.

Novamente o Departamento Pessoal da Elfe informou que estão liberando os pagamentos de acordo com o fluxo de caixa, nos dias 15 e 24, mas os trabalhadores estão revoltados, porque o acordo era pagar todos no dia 15 e muitos contam com o dinheiro para viver.

No dia 26 de agosto, o Sindipetro-NF já havia denunciado a mesma situação. Apesar de não representar os empregados da Elfe a entidade apoia a luta dos trabalhadores e acompanha esse caso. “Mais uma vez a Petrobras se omite diante do sofrimento dos trabalhadores terceirizados que são os que mais sofrem quando há o fim de um contrato. O que o NF pode fazer é apoiá-los” – comenta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra. 

CLÁUSULA QUINTA – PARCELAMENTO DO VALOR DE EVENTUAL RESCISÃO

Diante da crise a ser enfrentada em razão da pandemia, permite-se, que as verbas rescisórias oriundas das rescisões de contrato de trabalho durante a vigência deste ACT e aquelas realizadas a partir de 20 de março de 2020, bem como as ocorridas nos 2 (dois) meses subsequentes à extinção deste instrumento, poderão ser parceladas em até 12 (doze) parcelas mensais e sucessivas, sem o pagamento da multa prevista do art. 479 da CLT, para os casos término antecipado do contrato de trabalho por prazo determinado, bem como não haverá incidência das multas dos arts. 467 e 477 da Consolidação das Leis do Trabalho e das demais multas contidas nas normas coletivas de trabalho, por se tratar de atos excepcionais.
Parágrafo Primeiro: Nenhuma parcela a ser paga aos trabalhadores será inferior a R$ 500,00, sendo observado o parcelamento de acordo com o referido valor.
Parágrafo Segundo: O vencimento das parcelas ocorrerá todo dia 15, com início em 15/04/2020 para os trabalhadores já dispensados nos dias 27/03 e 01/04/2020.
Parágrafo Terceiro: O pagamento das primeiras parcelas das rescisões eventualmente realizadas após a assinatura do presente acordo observará o seguinte cronograma:
Parágrafo Quarto: As parcelas a partir da segunda seguirão o cronograma de pagamento no dia 15 ou 1º dia útil subsequente.
Parágrafo Quinto: No cálculo do pagamento serão incluídos os valores devidos a título de saldo de salário, verbas rescisórias (13º e férias proporcionais, aviso prévio, saldo de banco de horas, eventuais férias vencidas).
Parágrafo Sexto: A multa fundiária será depositada, à vista, na conta vinculada do trabalhador, até o vencimento da primeira parcela, na forma do §2º do artigo 18, da Lei 8036/90.
Parágrafo Sétimo: A acordante se compromete a apresentar planilha com indicação dos valores das rescisões, número de parcelas e data do pagamento da 1ª parcela, conforme ajustado nos parágrafos acima”.

[Imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado

Nas três primeiras semanas de novembro, já houve 463 casos confirmados de Covid-19 entre trabalhadores da Petrobrás, segundo cálculos do Sindipetro-NF com base nos boletins do MME. Em outubro, os casos confirmados foram 163, o que mostra que as medidas da companhia não estão evitando contaminações

[Da assessoria de comunicação do Sindipetro-NF]

Nas três primeiras semanas de novembro, os casos confirmados de Covid-19 entre trabalhadores da Petrobrás já são mais que o dobro do registrado nos dois meses anteriores. De acordo com cálculos do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), o número de casos confirmados até a última segunda-feira (23/11) é de 463, ante 163 confirmados em outubro e 178 em setembro. Os cálculos foram feitos com base no Boletim de Monitoramento Covid-19, publicado semanalmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com Alexandre Vieira, coordenador de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) do SindipetroNF, o cálculo toma como referência a soma do número de casos recuperados e o de confirmados em quarentena em cada mês, o que permite obter o registro mensal. O MME não divulga a contaminação por mês, apenas o número geral de confirmados naquela semana, embora divulgue o total de recuperados desde o primeiro boletim.  

Neste mês, foram registrados surtos de Covid-19 em pelo menos duas plataformas da Bacia de Campos, a P-56, no campo de Marlim Sul, e a P-25, em Albacora. Houve cerca de 50 pessoas afetadas, entre contaminados e suspeitos, com confirmação de 22 casos até a última semana. Cada unidade tem, em média, 120 pessoas a bordo cada uma. Segundo informações do Sindipetro Litoral Paulista (Sindipetro LP), também houve um surto na P-69, que opera no campo de Lula, na Bacia de Santos, com 17 trabalhadores já confirmados até meados da semana passada.

Para Vieira, os recentes surtos e os números de novembro reforçam que é urgente a revisão de protocolos de segurança pela Petrobrás, o que vem sendo reivindicado pela FUP e seus sindicatos há tempos.

“Enquanto a Petrobrás não fornecer EPI (equipamento de proteção individual) a trabalhadores e trabalhadoras desde sua chegada aos hotéis, nos transportes e nas próprias unidades, e não alterar o protocolo de testagem, realizando também a devida investigação epidemiológica, pode estar contribuindo para aumentar a contaminação entre as pessoas. Afinal, a empresa não está oferecendo equipamentos de proteção, conforme manda a Norma Regulamentadora NR 06, vem utilizando um protocolo falho e permitindo que o vírus se espalhe devido à falta de investigação dos casos”, explica o coordenador de SMS do SindipetroNF.

COVID ENTRE PETROLEIROS É O DOBRO DA MÉDIA NACIONAL

Parecer técnico da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em outubro, comprova que a frequência dos casos de Covid-19 (expressa na incidência contaminados por 100 mil) entre os petroleiros é mais que o dobro da frequência registrada na população brasileira. Tomando como base os dados do Boletim de Monitoramento da Covid-19 do MME de 14 de setembro – números que estão subnotificados, apontam a FUP e seus sindicatos –, o parecer da ENSP/Fiocruz destaca que o “total de casos de Covid-19 na Petrobrás equivale a uma incidência de 4.448,9 casos /100 mil, o que corresponde a uma incidência maior do que o dobro (2,15) da incidência registrada em todo o Brasil (2.067,9), até a mesma data (14/09)”.

Além disso, o parecer da Fiocruz aponta que a resistência da Petrobrás em emitir Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) para trabalhadores contaminados por Covid-19 é uma estratégia para manipular a Taxa de Acidentes Registráveis (TAR), indicador observado para determinar o desempenho internacional de companhias de petróleo e que pode desvalorizar as empresas se mantida em patamares altos.

 > Acesse aqui a íntegra do parecer científico da Fiocruz sobre contaminação de petroleiros por Covid-19

 

No último dia 20, os dirigentes do Sindipetro NF foram informados por diversos petroleiros sobre um naufrágio ocorrido na Bacia de Campos, próximo à P-31, no Campo de Albacora.

O navio Carmen, de propriedade da empresa OceanPact Serviços Maritimos, saiu de Niterói no dia 15/11 e realizava serviços de oceanografia, vindo a afundar hoje às 04:50h, aproximadamente. Os 18 tripulantes foram resgatados com vida, sendo um trabalhador resgatado pelo navio OP Coral, a caminho do Porto do Açu e os demais trabalhadores resgatados pelo navio SeaCor, a caminho do Rio de Janeiro.

O SindipetroNF cobrou à Petrobrás o devido suporte aos trabalhadores resgatados além de exigir o cumprimento do ACT com a participação do sindicato na comissão de investigação de acidentes. Estamos a disposição dos trabalhadores envolvidos no acidente para todo o apoio necessário através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

“A falta de fiscalização em algumas embarcações contratadas pela Petrobrás assim como a precarização das equipes de fiscais a bordo acende um alerta para a necessidade de fortalecimento das equipes de fiscalização “in loco””, ressaltou o diretor de saúde e segurança do SindipetroNF, Alexandre Vieira.

Agradecemos a cada petroleiro e petroleira que atuou no resgate dos trabalhadores, demonstrando a importância da união da categoria petroleira e do alto preparo que cada um de nós tem para atuar em situações adversas.

[Com informações do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, criticou duramente a decisão da gestão Castello Branco de vender 50% do Polo de Marlim, na Bacia de Campos. Veja a íntegra de seu comunicado:

Complexo Marlim, definitivamente, não abriram a porteira, ela foi arrancada com a cerca junto

Dados resumidos dos campos em oferta

Novamente somos surpreendidos pela oferta de campos gigantes da Bacia de Campos, compreendidos, como a própria oferta destaca, como a maior acumulação pós-sal no Brasil, um dos ativos prioritários para a companhia, com VOIP (volume in place) acima de 20 Gbbl (bilhões de barris), prazo de concessão até 2052, localizados em águas profundas e ultra-profundas, com oportunidades no pós-sal e pré-sal. Definitivamente, não abriram a porteira, ela foi arrancada, com cerca e tudo.

Inexplicável a venda de 4 campos cuja produção atual soma 240 mil boe/dia com potencial de aumento significativo e reservatórios comprovados, e a testar em curto prazo, no pré-sal. E se pretende desfazer-se da metade de tudo isso. Em que essa decisão vai ajudar a companhia e o país?

Em que, estrategicamente, é bom para a Petrobrás concentrar suas atividades em alguns campos do pré-sal da Bacia de Santos, os mais rentáveis? Pode ser muito bom momentaneamente aos acionistas investidores, que lucrarão como em nenhum outro negócio, mas no curto prazo, pois matarão a galinha dos ovos de ouro.

Como uma gigante do petróleo pretende sobreviver gigante, concentrando suas atividades em plays geológica, logística e tecnologicamente similares, concentrando a produção em poucos campos e unidades? E se ocorrer um problema? O que torna uma empresa de petróleo gigante e resiliente, não é o lucro máximo no menor prazo, é a sua diversificação e verticalização. Os exemplos são múltiplos no planeta, não é preciso desenhar.

Como seria a Petrobrás se, ao longo de sua história, se concentrasse naquilo que domina? A resposta é simples: seria uma anã ou não existiria. Não existiria produção offshore. Seríamos um país dependente das importações de praticamente todo o petróleo e derivadosl que consumimos e as consequências disso, todos nós sabemos.

Anunciam a venda da metade de campos gigantes, com boa, lucrativa e crescente produção, acervos gigantescos de dados geológicos e geofísicos (poços, testemunhos, levantamentos 3D e 4D, etc.,) com todo seu conhecimento  agregado e mais, um atrativo que tem sido ressaltado em várias ofertas: não há obrigação de conteúdo local.

O conteúdo local foi criado para a geração de emprego e desenvolvimento tecnológico no Brasil. Isto posto, realmente a oferta é um excelente negócio: campos lucrativos, conhecimento gerado em décadas de pesquisa e investimentos e mais, sem obrigação de manter ou gerar emprego e tecnologia no Brasil.

Repito novamente a pergunta que fiz há não muito tempo para nova reflexão: a quem interessa mesmo esse negócio?


Acompanhe e participe do mandato de Rosângela, acessando suas publicaçoes na redes sociais

Além dos perfiis no Facebook e no Instagram, a conselheira da Petrobrás mantém um site oficial e lista de transmissão de whatsapp.

Confira os links:

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Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

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Publicado em Petrobrás Fica

O anúncio da venda de 50% do Polo Marlim feito pela gestão da Petrobrás é o mais novo passo para esvaziar a companhia, desvalorizá-la e transformá-la numa mera exportadora de óleo cru, aponta a federação

[Com informações do Sindipetro-NF e da campanha Petrobrás Fica na Bacia de Campos]

O anúncio do teaser de venda de 50% do Polo Marlim, na Bacia de Campos, feito pela gestão da Petrobrás nesta segunda-feira (16/11), é a mais recente confirmação de que a companhia está sendo privatizada em partes, o que vai transformar a Petrobrás numa empresa esvaziada e sem valor. Essa é a avaliação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que questiona o fato de a companhia estar vendendo um complexo de campos produtores que é o terceiro maior do país e o quarto maior das Américas, e “com um fluxo promissor de atividades futuras, incluindo a revitalização dos campos no curto prazo e potencial significativo do pré-sal”, conforme o próprio teaser de venda.

“Alegando um suposto prejuízo, que é contábil, a gestão da Petrobrás vai entregando ativos lucrativos e importantes para o resultado da empresa. Foi assim com a BR Distribuidora e com transportadoras de gás natural, está sendo assim com as refinarias e também com campos produtores de petróleo e gás. Com a venda de tantos ativos que dão lucro, o que será da Petrobrás? É por isso que afirmamos que a empresa está, sim, sendo privatizada, mas privatizada aos pedaços. Nesse ritmo, não vai sobrar nada da Petrobrás, que vai ser tornar uma empresa pequena e mera exportadora de petróleo cru, sujeita a perdas imensas com o sobe-e-desce das cotações internacionais de petróleo”, reforça Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Apenas entre fevereiro e agosto deste ano, a gestão da Petrobrás colocou à venda 382 ativos, segundo levantamento do Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo (Sindipetro Unificado). A lista inclui 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios. Na infraestrutura de gás natural, inclui a Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e a Gaspetro, que participa de 19 distribuidoras de gás, que, juntas, somam 12 mil quilômetros de dutos, bem como cinco dutos de escoamento de plataformas e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN). Sem falar em termelétricas, usinas eólicas e a Petrobras Biocombustíveis – PBIO.

“Se isso não é um desmonte da Petrobrás, como devemos chamar? Já está muito claro que o objetivo é gerar lucro imediato para acionistas e tirar toda a sustentabilidade da empresa para o futuro”, completa Bacelar. 

PREOCUPAÇÃO NO NORTE FLUMINENSE

A venda do Polo Marlim não preocupa apenas a FUP e seus sindicatos, mas também gerou reações de lideranças empresariais e sindicais e economistas do Norte Fluminense, que abriga a Bacia de Campos e que vem sofrendo um esvaziamento econômico desde 2018, quando a Petrobrás intensificou a venda de campos e plataformas na região. Somente Campos dos Goytacazes e Macaé perderam 41.500 postos de trabalho nos últimos quatro anos.

“Na minha visão, o que se apresenta no momento seria uma situação de cessão de 50% num prazo de 32 anos, para manter as garantias de produção com a manutenção de operação. Agora, tudo tem um preço, plataformas serão substituídas por FPSOs, que certamente não irão absorver toda esta mão-de-obra, acarretando mais um impacto na economia, principalmente da nossa região”, afirmou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (ACIC), o empresário Leonardo Castro de Abreu.

Mestre em políticas públicas, estratégia e desenvolvimento pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o economista Ranulfo Vidigal disse que o anúncio faz parte da estratégia de priorizar o investidor detentor de títulos da Petrobrás, em detrimento da visão estratégica nacional de longo prazo que permeia as grandes empresas públicas de óleo e gás. “A busca por lucros de curto prazo pode custar graus de soberania e empregos, notadamente no Norte Fluminense carente de oportunidades produtivas”, observou.

Na visão do engenheiro e professor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Roberto Moraes, segue em velocidade acelerada a desintegração da Petrobrás com o fatiamento e o desmonte de suas unidades de maior valor, que estão sendo vendidas a preço de “final de feira”, no momento de baixa do preço do petróleo e ativos do setor. “Entrega das unidades que estão prontas, em funcionamento e gerando lucros, para serem controladas pelos fundos financeiros estrangeiros que já comandam outras petrolíferas. Assim, a Petrobrás que explorou, descobriu e colocou em produção os gigantes campos e potentes bacias de Campos, Santos e o pré-sal, agora entrega a preço de xepa suas descobertas e seus ativos. E o pior, esses dirigentes criminosos a serviço dos interesses a quem representam, vão assim deixando para a Petrobrás a parte mais onerosa, que é a de seguir explorando áreas offshore, águas muito profundas, inovando em tecnologias, equipamentos, protocolos e expertise de técnicos, para depois entregarem tudo de bandeja, a preço de xepa, aos fundos financeiros. Isso é crime de lesa-pátria, não há outro nome”, criticou Moraes.

“É um absurdo a Petrobras vender ativos lucrativos, que geram emprego e renda para o Norte Fluminense. A atual política de desinvestimentos da companhia tem impacto direto na economia de Campos e Macaé, que, em apenas quatro anos, tiveram quase 41.500 pessoas perdendo seus empregos”, confirmou Tezeu Bezerra, coordenador geral do SindipetroNF. Entre 2015 e 2019, foram perdidos 11.598 empregos formais em Campos e 29.868 empregos formais em Macaé, como apontam dados oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho. 

SOBRE O POLO MARLIM

Segundo o teaser divulgado pela Petrobrás, o Polo Marlim compreende quatro concessões de produção localizadas na Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora dos campos, com 100% de participação.

Os campos de Marlim e Voador ocupam área de 339,3 km2 e estão localizados em águas profundas, com lâmina d’água entre 400 m e 1.050 m, a cerca de 150 km de Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Marlim e Voador compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média 68,9 mil barris de óleo e 934 mil m3/dia de gás por dia.

O campo de Marlim Leste está situado a leste do campo de Marlim, a uma distância de cerca de 107 km do Cabo de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, em águas profundas e ultraprofundas, com lâmina d’água que varia de 780 m a 2.000 m. De janeiro a outubro de 2020, Marlim Leste produziu, em média, 38,5 mil barris de óleo por dia e 615 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Sul, está situado ao sul dos campos de Marlim e Marlim Leste, a uma distância de cerca de 90 km do litoral norte do Rio de Janeiro, localizado em águas profundas e ultraprofundas, em lâmina d’água que varia de 800 a 2.500 m. Produziu em média, de janeiro a outubro de 2020, cerca de 109,6 mil barris de óleo por dia e 2,062 milhões de m3/dia de gás.

Publicado em Petrobrás Fica
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.