Na última semana, o Sindipetro-NF denunciou a existência de mais um surto de Covid-19, agora na plataforma de P-25. Após uma primeira testagem geral do embarcados, foram confirmados 12 positivos e três inconclusivos. Mais de 40 trabalhadores desembarcaram. O sindicato cobrou da Petrobrás, em reunião com a EOR e através de ofício, a retestagem de todos os trabalhadores que estiveram a bordo  da P-25.

Caso a empresa negue, os trabalhadores que desembarcaram e testaram negativo, devem aguardar uma semana e refazer o teste. Isso porque o teste PCR tem chances de dar falso negativo. Enquanto isso, o NF orienta que esses trabakhadores tomem cuidados preventivos. O Sindipetro-NF pagará esses testes desses trabalhadores que tiveram contato com as pessoas contaminadas ou tiverem suspeita da contaminação.

Para isso é necessário enviar uma solicitação através do whatsapp (22) 98115-1126 do diretor Alexandre Vieira com seu nome e data do desembarque. Caso o trabalhador ou trabalhadora da unidade, independente da empresa, já tenha desembarcado e suspeite da contaminação, também pode entrar em contato com o diretor.

É importante que a categoria continue denunciando para o e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Segunda, 16 Novembro 2020 14:21

Petrobrás coloca Polo de Marlim à venda

A atual gestão da Petrobrás segue no seu propósito de desmantelamento total da sua atuação na Bacia de Campos.  A estatal começou com a venda de campos com a produção considerada como relativamente pequena e com baixa perspectiva de crescimento, como foi o caso de Pargo, Carapeba e Vermelho. No final de setembro anunciou a venda de Albacora e Albacora Leste que estão entre os maiores produtores da Bacia de Campos. E agora quer vender 50% do restante da Bacia de Campos.

Anunciou hoje (16/11) a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, denominadas em conjunto como Polo Marlim, localizadas em águas profundas na Bacia de Campos.

Apesar da Petrobras afirmar que se manterá como operadora dos campos, o Sindipetro-NF é contrário a venda de mais um Polo lucrativo e com possibilidades de resultados positivos futuros para a empresa e o terceiro maior do país. Como o próprio teaser apresenta “o Complexo de Marlim é o 3º maior do Brasil e o 4º maior das Américas (offshore) em termos de produção, com um fluxo promissor de atividades futuras, incluindo a revitalização dos campos no curto prazo e potencial significativo do pré-sal”.

A diretoria do Sindipetro-NF se reúne hoje para decidir as futuras ações em relação a mais essa venda na Bacia de Campos. “Não vamos aceitar que esse governo continue aproveitando a pandemia para “passar a boiada” e entregar nosso patrimônio público num momento de fragilidade da população brasileira e a impossibilidade de ir às ruas” – disse o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Sobre o Polo Marlim

Como divulgado pela Petrobras no teaser, o Polo Marlim compreende 4 concessões de produção localizadas na Bacia de Campos. A Petrobras é a operadora dos campos com 100% de participação.

Os campos de Marlim e Voador ocupam uma área de 339,3 km2 e estão localizados em águas profundas, com lâmina d’água que varia entre 400 m e 1.050 m, a uma distância de cerca de 150 km de Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. Marlim e Voador compartilham a infraestrutura de produção e, entre janeiro e outubro de 2020, produziram em média cerca de 68,9 mil barris de óleo por dia e 934 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Leste está situado a leste do campo de Marlim, a uma distância de cerca de 107 km do Cabo de São Tomé, localizado em águas profundas e ultra profundas, com lâmina d’água que varia de 780 m a 2.000 m. De janeiro a outubro de 2020, Marlim Leste produziu, em média, 38,5 mil barris de óleo por dia e 615 mil m3/dia de gás.

O campo de Marlim Sul, está situado ao sul dos campos de Marlim e Marlim Leste, a uma distância de cerca de 90 km do litoral norte do Rio de Janeiro, localizado em águas profundas e ultra profundas, em lâmina d’água que varia de 800 a 2.500 m e produziu em média, de janeiro a outubro de 2020, cerca de 109,6 mil barris de óleo por dia e 2.062 mil m3/dia de gás.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Petrobrás Fica

Mais um caso de trabalhadores sendo tratados com total descaso pela Petrobrás. Dessa vez, os trabalhadores de P-25 com voo previsto para às 12h pelo Farol também ficaram sem alimentação pela empresa. A aeronave chegou a partir com eles para a plataforma, mas voltou no meio do caminho por falta de visibilidade.

O problema é que eles tiveram a última refeição feita no ônibus às 8h da manhã e ficaram o dia todo sem almoço, sem ao menos um “cafézinho” no aeroporto e sem nenhum tipo de informação da empresa . Um exemplo do tratamento desumano que estão recebendo!

Os trabalhadores estão indignados. “Parece que somos animais que eles colocam a “ração” a hora que querem” – afirmou um deles, que preferiu não se identificar.

Filas pra testagem

O Sindicato denunciou no dia 27 de outubro, mas até agora as filas para testagem PCR de COVID antes dos embarques continuam.  O NF tem propostas para resolução desse problema, mas a empresa se nega a ouvir o sindicato ou a colocar em prática.

A diretoria do Sindipetro-NF está cobrando mudanças insistentemente à empresa e já encaminhou denúncias à vigilância sanitária e ao Ministério Púbico do Trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Não bastasse as aglomerações no hall dos hotéis na hora do check in, agora os trabalhadores estão se aglomerando para fazer testes de PCR para COVID-19 antes de embarcar. As denúncias são muitas a esse respeito e em todas as cidades que tem aeroportos. Hoje foram os trabalhadores P-63 que ficaram na fila ao sol e sem almoço em Cabo Frio, numa total falta de respeito.

Ontem a denuncia é de que tinham mais de 100 pessoas na fila para o PCR. Ao invés de marcar horários diferentes para cada pessoa, colocam todos num horário só. O NF tem propostas para resolução desse problema, mas a empresa se nega a ouvir o sindicato ou a colocar em prática.

Os problemas que a categoria tem passado durante a pandemia só se acumulam. A grande maioria ligada à logística, como transporte, hospedagem e falta ou baixa qualidade da alimentação. Fora isso a gestão da Petrobrás descumpre as recomendações do Ministério Publico do Trabalho, mostrando total desrespeito aos órgãos públicos.

A diretoria do Sindipetro-NF continuará vigilante em defesa da qualidade de vida e saúde de todos os trabalhadores. Denunciando sempre o desrespeito da empresa com aqueles que fazem a empresa funcionar.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Segundo informações recebidas pelos trabalhadores a P-56 é mais uma unidade com surto de COVID. Há pelo menos 05 casos confirmados e diversos casos suspeitos.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho e Operação Ouro Negro, acima de 04 casos confirmados deve ser classificado como surto a bordo da unidade. A ocorrência cada vez mais constante de casos a bordo das plataformas confirma o que o SindipetroNF vem denunciando: As medidas tomadas pela Petrobrás para garantir a saúde dos trabalhadores não passa de um discurso vazio.

Na última semana o sindicato realizou uma fiscalização surpresa nos hotéis e locais de embarque da categoria e constatou diversas irregularidades como aglomerações nos hotéis, falta de testagem, ônibus com lotação acima da permitida e sem higienização entre um embarque e outro, entre diversos outros absurdos que estão expondo os petroleiros e petroleiras ao vírus.

Fazemos um alerta a todos os trabalhadores e trabalhadoras que estiveram a bordo da P-56 nas últimas semanas a realizarem o teste de COVID-19 para terem a certeza se foram contaminados ou não. 

Barco de apoio vindo da P-54 apresenta surto

Outra denúncia recebida pelo sindicato dá conta que o Navio Mandrião, da empresa Wilson Sons, também está com diversos trabalhadores contaminados, estando isolado no porto do Rio. Ainda de acordo com os trabalhadores as autoridades sanitárias estão cientes e acompanhando o caso. 

ILEGALIDADE COMETIDA PELAS EMPRESAS

Todos aqueles contaminados pelo vírus tem o direito a emissão da CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho). Até o momento a Petrobrás se recusa a emitir a CAT dos trabalhadores e trabalhadoras contaminadas, descumprindo a legislação vigente e servindo de mau exemplo para as empresas contratadas por ela.

É importante que cada um e cada uma denuncie ao sindicato os casos onde a empresa se recusa a emitir a CAT. O nosso email para o recebimento de denúncias garante o tratamento e o sigilo adequado: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

No domingo passado, 25, o Sindipetro-NF denunciou a existência de um surto de Covid-19 na plataforma de P-56. Haviam cinco casos confirmados e diversos casos suspeitos. Diretores sindicais já receberam telefonemas de trabalhadores que desembarcaram, não foram testados e apresentaram sintomas de contaminação. O sindicato solicitou diretamente à Petrobrás que realizasse a testagem de todos os trabalhadores a bordo, mas a empresa negou.

Diante da recusa da empresa em testar as pessoas, o Sindipetro-NF pagará os testes dos trabalhadores de P-56 que tiveram contato com as pessoas contaminadas ou tiverem suspeita da contaminação.

Para isso é necessário enviar uma solicitação através do whatsapp (22) 98115-1126 do diretor Alexandre Vieira com seu nome e data do desembarque. Caso o trabalhador ou trabalhadora da unidade, independente da empresa, que já tenha desembarcado e suspeite da contaminação, também pode entrar em contato com o diretor.

“Devido ao enorme descaso da Petrobrás com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, o sindicato decidiu pela realização desses testes. Segundo a Fiocruz, se a Petrobrás fosse considerada uma cidade seria recorde em contaminação no Brasil. Não podemos aceitar total descaso com as pessoas e suas famílias” – afirmou o diretor do Departamento de Saúde do NF, Alexandre Vieira.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho e Operação Ouro Negro, acima de 04 casos confirmados deve ser classificado como surto a bordo da unidade. A ocorrência cada vez mais constante de casos a bordo das plataformas confirma o que o Sindipetro-NF vem denunciando: As medidas tomadas pela Petrobrás para garantir a saúde dos trabalhadores não passa de um discurso vazio.

É importante que a categoria continue denunciando para o e-mail : Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A gestão da Petrobrás está acelerando o processo de esvaziamento da Bacia de Campos. Estudo do Dieese revela que a estatal abriu mão de 38 plataformas na região, entre 2010 e 2020. Hoje, apenas 21 unidades da Petrobrás estão ativas. Houve uma queda de 45% na produção de petróleo e fechamento de 56 mil postos de trabalho em Campos e em Macaé

[Da imprensa do Sindipetro-NF | Edição: FUP | Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras]

Levantamento feito pela subseção Dieese FUP/NF, a pedido da Imprensa do Sindipetro NF, mostra que a Petrobrás está acelerando o processo de esvaziamento da Bacia de Campos. A redução de investimentos da companhia, uma política nacional, tem mostrado efeitos particularmente graves para a região. Além da queda do número de plataformas em operação para a empresa, nas que restaram, a produção tem sido progressivamente reduzida.

De acordo com dados de julho de 2020, a Bacia de Campos (na parte pertencente ao litoral do Rio de Janeiro) tem 21 plataformas operando para a Petrobrás. Juntas, elas produzem uma média diária de 659,4 mil boe. Em 2010, estas mesmas plataformas produziam 1,2 milhões de boe/dia, o que representa uma queda de 45%.

“A Bacia de Campos (Rio de Janeiro e Espirito Santo) vem perdendo participação na produção nacional de petróleo e gás natural. Em 2010 produzia 1,9 milhões de boe/dia, representando 79% da produção nacional e em 2020 (janeiro a julho) produz 1 milhão de boe/dia, representando 33% da nacional”, afirma o Dieese.

Virada rumo ao encolhimento

A Petrobrás, que já teve o predomínio absoluto das plataformas da região, hoje é minoria em operação. De 2010 a maio de 2020, a companhia deixou de utilizar 38 plataformas que operavam na Bacia de Campos. Estas foram paralisadas, vendidas ou hibernadas pela empresa — e atualmente nada produzem, embora tenham produzido cerca de 440 mil boe/dia em 2010.

“A redução dos investimentos da Petrobrás e a venda de campos de petróleo para outras petroleiras está impactando na parada de produção de várias plataformas e, ainda traz uma série de efeitos negativos para a região onde operam. A Bacia de Campos perde importantes unidades produtoras e locais de trabalho de vários trabalhadores”, conclui o Dieese.

O departamento de pesquisa também adverte que “as causas da crise que assola a região do Norte Fluminense, com queda da produção e de empregos de toda a cadeia de óleo e gás, não devem ser vistas de forma simplista, como resultado 'natural' dos campos maduros e da queda dos preços do petróleo. Como pôde ser constatado através dos dados aqui reunidos, esse processo sofreu grande influência de uma mudança política no setor, mudança essa cristalizada na decisão de se abdicar da exploração da Bacia de Campos e de um projeto do setor petróleo em conjunto com o desenvolvimento nacional e regional.”

56 mil empregos a menos

A política de redução de investimentos da Petrobras na Bacia de Campos já ceifou 56 mil postos de trabalho em todos os setores da economia das cidades de Campos e de Macaé, segundo o IBGE. De 2014 a 2018, foram perdidos, entre empregos formais e informais, 55.942 postos de trabalho em Macaé e em Campos. Isso corresponde a 20,7% do total de empregos nos dois municípios em apenas quatro anos. De 2014 para 2018, o contingente de trabalhadores passou de 270.377 para 214.435.

Na Bacia de Campos, somente a Petrobrás cortou 25% dos empregos entre 2014 e junho de 2020. A empresa fechou 4.282 postos de trabalho, a maioria através de Plano de Demissão Voluntária. Para cada quatro postos de trabalho da companhia na Bacia de Campos, um foi fechado. Saiba mais aqui.


> Leia também: Candidatos a prefeito no NF assinam compromisso em defesa da Petrobrás


 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF realizou, na manhã de quinta, 22, uma fiscalização surpresa em ônibus que transportam petroleiros e petroleiras entre hotéis em Campos dos Goytacazes e o Heliporto do Farol de São Thomé. Logo nas primeiras horas do dia, diretores estiveram em um dos hotéis do município para verificar o ônibus que seria utilizado pelos trabalhadores.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, a situação do primeiro ônibus verificado comprovou denúncias que vinham sendo feitas pela categoria: foi constatado que não houve higienização do veículo. A entidade também questiona a lotação, que não tem permitido o distanciamento entre os ocupantes — embora a Petrobrás afirme que esta lotação é permitida em nota técnica interna.

Depois da constatação de ausência de higienização, o sindicato acionou a empresa de ônibus, Autoviação 1001, e a própria Petrobrás. A 1001 enviou outro ônibus para os trabalhadores, desta vez com modelo mais novo e higienizado. A gerência da companhia afirmou que o contrato prevê a higienização e prometeu fiscalizar as condições do transporte.

O sindicato também relatou ao Ministério Público do Trabalho e à Anvisa a exposição dos petroleiros e petroleiras ao risco de contaminação pelo novo coronavírus no transporte oferecido pela Petrobrás.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Operadores de Rádio GMDSS que prestam serviço nas plataformas da Petrobras na Bacia de Campos denunciaram ao Sinttel-Rio que a MSL Serviços do Brasil quer reduzir o piso salarial de R$ 2.731,28 para R$ 1.900,00. De acordo com as denúncias, os trabalhadores foram contactados pela gerência de contratos da MSL que teria ganhado a licitação para assumir a Operação de Rádio de várias plataformas – entre elas a P31, P52, P50, P55, P25, P62 e PRA 1 – em substituição a empresa Green World.

Assim que soube das denúncias, o Sinttel-Rio procurou a MSL e alertou que existe uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) (https://sinttelrio.org.br/acordo-e-convecoes/) em vigor até 30 de abril de 2021, que prevê o piso para a categoria de R$ 2.731,28 e deve ser cumprida rigorosamente pela empresa em todo o estado do Rio de Janeiro. A direção da MSL afirmou que não cumpriria a CCT porque existe um acordo da categoria preponderante. Porém, para o Sindicato, a empresa pode até cumprir o acordo da categoria principal, mas também precisa aplicar o piso salarial previsto na CCT.

É importante destacar que a Convenção foi discutida pelo Sinttel-Rio, Sinttel NNF, empresas e a Petrobras em uma mesa redonda no Ministério Público do Trabalho há cerca de cinco anos, o que torna ainda mais evidente a necessidade do cumprimento de todos os pontos da Norma Coletiva.

A orientação do Sinttel é de que os companheiros aceitem o trabalho. No caso de descumprimento do que está previsto na CCT, haverá necessidade de intervir junto à Justiça. Sobre as denúncias, todas foram encaminhadas ao nosso Departamento Jurídico e também ao sindicato patronal, Sinder.

[Da imprensa do Sinttel Rio]

Publicado em Setor Privado

A ação argumenta que os dois campos têm alto potencial de produção no pré-sal, admitido pela própria Petrobrás, e que sua venda num momento de alta volatilidade do mercado mundial de petróleo causará prejuízos não somente à empresa mas à cadeia de fornecedores de bens e serviços e à população

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), representado por seu coordenador geral, Tezeu Bezerra, ajuizou ação popular com pedido de tutela de urgência na 1ª Vara da Justiça Federal de Campos dos Goytacazes (RJ) contra a Petrobrás e a União para impedir a venda dos campos de Albacora e Albacora Leste, na Bacia de Campos, e suas instalações. O pedido afirma que o ato da estatal “põe em risco o patrimônio público em razão de falta de análise de gestão de crise e de alienação da participação em setores altamente lucrativos”. Além da suspensão liminar da venda dos campos, a ação solicita a anulação definitiva do processo, uma vez que, além da lesão ao patrimônio do país, “dá-se de forma ilegal ao ignorar a necessidade de licitação”.

Entre os argumentos que baseiam a ação estão o atual cenário econômico global provocado pela pandemia de Covid-19, que vem impactando negativamente os preços do petróleo e tendem a jogar para baixo o preço de venda das áreas, causando prejuízos não apenas à empresa, mas à União; o potencial de produção no pré-sal dos referidos campos, admitido pela própria Petrobrás; e a desobrigação do comprador de cumprir regras de conteúdo local, impactando as cadeias de fornecedores de bens e serviços local, regional e nacional.

A ação aponta que, “até o momento, a estatal vendeu campos com a produção relativamente pequena e com baixa perspectiva de crescimento; é o caso de, por exemplo, Pargo, Carapeba e Vermelho. Entretanto, Albacora e Albacora Leste estão entre os maiores produtores da Bacia de Campos”.

Nos primeiros sete meses deste ano, Albacora Leste produziu, em média, 30,7 mil barris diários de petróleo, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Já Albacora registrou produção média de 15,8 mil barris por dia.

No teaser de venda dos campos, cada um deles com cerca de 500 km2 de área, a Petrobrás chama a atenção para a quantidade de óleo original estimada em cada campo (OOIP) no pós-sal – 4,4 bilhões de barris em Albacora e 3,8 bilhões de barris em Albacora Leste. Mas destaca que as áreas tem um potencial significativo no pré-sal. Somente com projetos de revitalização – ou seja, sem considerar novas possibilidades tanto no pré como no pós-sal das áreas –, a empresa aponta que, em Albacora, é possível triplicar a produção atual, e em Albacora Leste, de “desenvolvimento de acumulações não produtivas já descobertas e alvos de exploração já identificados”.

“É um absurdo a Petrobrás vender ativos lucrativos e já amortizados, com capacidade de dar retorno financeiro para a empresa e para os cofres públicos. São campos que geram milhares de empregos, diretos e indiretos. São mais de 1.500 trabalhadores diretamente impactados. Albacora e Albacora Leste são campos gigantes, que têm reservatórios de pré-sal, um patrimônio brasileiro, e estão sendo colocados à venda num momento de baixa do preço do petróleo. Quem comprar vai comprar a preço mais baixo do que o que as áreas valem”, explica Bezerra.

A Petrobrás detém 100% de Albacora e 90% de Albacora Leste e anunciou o teaser de venda das áreas no início desta semana. Albacora Leste abriga a plataforma P-50, que, em 2006, garantiu a autossuficiência de petróleo ao Brasil.

[Da comunicação do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.