"O Brasil está vivendo um processo de 'nigerização'", segundo o engenheiro e professor Roberto Moraes. "Não se trata de um menosprezo ao país africano, mas à sua realidade de país exportador da commodity petróleo cru, importador de derivados e que entrega sua maior riqueza mineral para petroleiras estrangeiras e controle de fundos financeiros globais", afirma no artigo publicado esta semana em seu blog. Leia a íntegra:

Por Roberto Moraes, sngenheiro e professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ)

Retorno ao tema que há quatro anos venho tratando aqui neste espaço. Ao olhar para a cadeia global do petróleo e sua geopolítica vemos a participação atual do Brasil nesse circuito econômico vivendo um processo de "nigerização". Não se trata de um menosprezo ao país africano, mas à sua realidade de país exportador da commodity petróleo cru, importador de derivados e que entrega sua maior riqueza mineral para petroleiras estrangeiras e controle de fundos financeiros globais.

É um processo instalado em 2016 (após o golpe institucional) e que nos dias atuais se amplia de forma importante. A venda anunciada (apelidada de desinvestimentos) nos últimos dias da venda total e/ou parcial de novos campos de petróleo nos polos de Marlim e Albacora se soma ao que já foi feito antes com entrega de áreas como o campo de Carcará, no colosso do pré-sal. Além de tudo que foi sendo entregue dia-a-dia, como as malhas de gasodutos, refinarias, petroquímicas, distribuidora de petróleo, etc. vão transformando o Brasil em uma nova Nigéria.

Mais uma vez repito, com todo respeito ao país africano, mas não se pode deixar de identificar como aquele importante país produtor de petróleo entregou a sua produção, beneficiamento e toda a cadeia produtiva do petróleo, às petroleiras estrangeiras e ao controle dos fundos financeiros globais.

Sobre o tema, acesse duas postagens do blog:

1) A primeira em 19 janeiro de 2019: Desverticalização nacional e re-verticalização global no setor de gás no Brasil: a contradição liberal;

2) A segunda em 28 de fevereiro de 2019 O mercado desintegra a Petrobras para deixá-la sob controle do mercado global no exterior. Elas comentam a interpretação desse processo expondo um esquema gráfico que reproduzimos ao lado.

Assim, se observa que segue em velocidade acelerada (por motivos claros) a desintegração da Petrobras com o fatiamento e o desmonte criminoso de suas unidades de maior valor, que estão sendo vendidas a preço de final de feira, no momento de baixa do preço do petróleo e ativos do setor.

Bom que se diga entrega de unidades que estão prontas, em funcionamento e gerando lucros, para serem controladas pelos fundos financeiros estrangeiros que já comandam outras petrolíferas. As refinarias no Brasil estão sendo vendidas já ociosas. O setor de refino mesmo aberto ao exterior desde o fim do monopólio promovido por FHC, na década de 90, nunca recebeu um projeto de nova refinaria destas players do setor.

Junto disso, antes a ANP reduziu as exigências de conteúdo local, o que leva milhares de empregos do Brasil, na medida em que os novos donos destes ativos compram equipamentos, tecnologia, geram empregos e tributos em seus países e não no Brasil. Fato que contribui para um definhamento do circuito econômico do petróleo que chegou a ser responsável por cerca de 13% do PIB do Brasil e mais de 1/3 no ERJ.

Assim, na prática coube à Petrobras explorar, descobrir e colocar em produção os gigantes campos e potentes bacias de Campos, Santos e o Pré-sal, agora entrega a preço de xepa suas descobertas e seus ativos. Bom lembrar que seis dos maiores campos de petróleo descobertos no mundo estavam no Brasil.

E o pior de tudo isso é o fato que esses dirigentes criminosos a serviço dos interesses a quem representam, vão assim deixando para a Petrobras a parte mais onerosa que é a de seguir explorando áreas offshore, águas muito profundas, inovando em tecnologias, equipamentos, protocolos e expertise de técnicos, para depois entregarem tudo de bandeja, a preço de xepa, aos fundos financeiros. Isso é crime de lesa-pátria, não há outro nome.

Portanto, considerando o porte de nossa produção e do nosso mercado consumidor, bem maior que a da Nigéria, o "case" brasileiro, infelizmente, já permite que o mundo troque o termo "nigerização", pela expressão "brasileirização". O mundo hoje enxerga o Brasil como um caso, em que uma nação opta por retornar à condição de colônia, uma espécie de "condado" ou "protetorado". Seguiremos questionando esse crime de lesa pátria: Petrobras, fica!

 

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[Artigo de José Sérgio Gabrielli e Rodrigo Leão (pesquisadores do INEEP) publicado originalmente pelo UOL]

A Petrobras anunciou a venda de campos terrestres na Bahia. Esse foi mais um passo dado pela estatal para sair completamente do nordeste. Processo que ganhou grande intensidade quando a refinaria do estado (RLAM) foi colocada no seu programa de desinvestimento. 

Os defensores da venda da RLAM costumam dizer que esse processo trará benefícios tanto para a Petrobras como para os consumidores gerando um mercado mais dinâmico e competitivo.

Em primeiro lugar, a venda generalizada de ativos, embora traga recursos imediatos para a Petrobras, deve trazer dificuldades no médio prazo para a geração de caixa e, consequentemente, para financiar investimentos futuros. Em segundo lugar, o fundo Mudabala, provável comprador da refinaria, tem como prática adquirir ativos com dificuldades para depois revendê-los em outras circunstâncias e, por isso, não costuma realizar grandes investimentos nesse tipo de ativo. Em terceiro lugar, vários estudos têm apontado que, dadas as condições estruturais de abastecimento no Brasil, não haverá aumento da concorrência com a transferência de ativos da Petrobras para empresas privadas. 

Recente estudo promovido pelo Departamento de Engenharia Industrial (DEI) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) considera que há uma perspectiva elevada de formação de um monopólio privado na região onde a RLAM atua. De acordo com o DEI/PUC-RJ:

“Há uma alta probabilidade de estabelecimento de monopólio regional privado no estado da Bahia. Restrições logísticas para ingresso na área de influência da Rlam de produtos de outras refinarias e/ou importados, com exceção do norte do estado da Bahia, que poderá sofrer pressões competitivas da Rnest”.

Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) aponta que um outro limitador para um aumento da concorrência no mercado de refino é o perfil bastante diferenciado entre as refinarias da Petrobras. Isto é, cada refinaria da Petrobras tem um mix de produção de derivados diferente, o que impede a concorrências entre elas. 

No Nordeste, as três refinarias colocadas à venda têm estruturas produtivas bem diferentes. Em 2019, a produção da Lubnor se concentrou em asfalto (45%). A produção da Rlam se dividiu em óleo diesel (35%) e óleo combustível. A produção da Rnest, por sua vez, se concentrou em óleo diesel (66%) e em nafta (15%). Além disso, existem derivados somente produzidos pela Rlam, como gasolina. Nesse quadro, para a grande maioria dos derivados não existiria competição pelo simples fato de algumas refinarias não produzirem determinados derivados ou pela estrutura das refinarias estarem concentradas na produção de diferentes tipos de derivados. 

No caso da venda dos ativos terrestres, a justificativa seria de que empresas medias e pequenas alavancariam os investimentos dessas áreas. Para corroborar o argumento, a Petrobras alega que, no mercado americano, 25% da produção está mão dessas empresas, enquanto no Brasil apenas 5%. O que não é explicado é a diferença gigantesca das condições de mercado dos dois países. 

Historicamente, as grandes empresas americanas voltaram-se, desde cedo, a buscar petróleo cru fora dos EUA, investindo no Oriente Médio, Ásia e América Latina, deixando a produção doméstica com pequenas e médias empresas. Com isso, as corporações menores dominaram os investimentos da produção terrestre dos EUA. Além disso, a infraestrutura logística, de dutos e ferrovias, foi regulada para uma maior abertura e redução do controle dos grandes compradores, criando-se um sistema que viabilizasse a entrega da produção de múltiplos produtores destinada a múltiplas refinarias, também de propriedade pulverizada. O sistema, portanto, tinha muitas pequenas empresas na produção, na logística e no refino. A indústria de operação de sondas e de fornecimento de insumos para a perfuração e produção também se pulverizou, dando uma grande flexibilidade para o fornecimento de equipamentos e serviços para a produção. 

A história no Brasil é completamente distinta. A produção, desde o seu início dependeu da Petrobras que foi praticamente a única produtora por muitos e muitos anos. A estrutura logística foi inteiramente bancada pela Petrobras, que também controlava as refinarias e a comercialização dos derivados, em disputa com as grandes importadoras. Os dutos foram construídos de forma a integrar sistemas de produção médios e grandes, otimizando os poucos equipamentos existentes. A malha terrestre de escoamento foi planejada para otimizar o conjunto de poços e não cada um de por si. Sondas de perfuração sempre foram um equipamento escasso, com poucas firmas dedicadas ao investimento nesse setor. Insumos eram, na maior parte das vezes, importados, pois não havia produção nacional. Os sistemas de separação óleo-água, que se tornam cada vez mais importantes à medida em que os campos amadurecessem, eram também integrados e bancados pela grande Petrobras. 

Para agravar esse cenário, com os preços atuais de petróleo, várias técnicas de recuperação avançada de campos maduros se tornam economicamente inviáveis. O custo dos investimentos necessários para a adoção dessas técnicas exigiria das pequenas e medias empresas do Brasil uma capacidade investimentos que elas não têm. Nesse sentido, a saída da Petrobras pode significar, ao invés de aumento, uma retração de recursos gastos com exploração e produção terrestre. 

Dessa forma, os argumentos utilizados para a venda dos ativos da Bahia, do nosso ponto de vista, não dialogam com a realidade do mercado de E&P e de refino no Brasil. As comparações com casos internacionais não podem excluir diferenças tão gritantes que terão efeitos completamente distintos, caso estratégias semelhantes de outros países sejam aplicadas no Brasil.

» Leia também outros artigos do INEEP sobre Estratégias nacionais e empresariaisClique aqui

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O feirão de ativos da Petrobrás foi intensificado pelo governo Bolsonaro durante a pandemia e agora ganha um toque de Black Friday, com o anúncio do "teaser" de venda do maior campo de petróleo terrestre do país. O Campo de Carmópolis, em Sergipe, com reserva estimada em 1,7 bilhão de barris de petróleo, está sendo ofertado em um pacote que inclui mais 11 concessões no estado e toda a estrutura de produção e de logística da Petrobrás na região. São cerca de 3.000 poços em operação, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás, mais de 350 quilômetros de gasodutos e oleodutos, o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), uma UPGN e uma estação de processamento de óleo, além das bases administrativas de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo.

A Petrobrás tem 100% de participação em todos os ativos, cuja produção atual gira em torno de 10 mil barris de óleo por dia e de 73 mil metros cúbicos diários de gás. O campo de Carmópolis, além de ser a maior reserva terrestre do país, é também o mais antigo campo de petróleo da empresa - foi descoberto em agosto de 1963 e chegou a ser considerado na época um dos maiores da América Latina.

No último dia 15, a Petrobrás já havia comunicado ao mercado o início da fase vinculante para venda dos ativos do Polo de Alagoas, que incluem seis concessões terrestres e uma de águas rasas, duas estações de tratamento (Furado e Pilar), 230 Km de gasodutos e oleodutos, a base operacional de Pilar e a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, com capacidade de produzir 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

Ao colocar à venda os ativos da Bacia Sergipe-Alagoas, a gestão Castello Branco acelera a saída da empresa do Nordeste, impactando profundamente a economia e os empregos da região, como a FUP e seus sindicatos vêm denunciando. O Sistema Petrobrás está sendo desmontado em todo o país, sob a lógica da atual gestão de reduzir a empresa à produção e exportação do pré-sal, concentrando as atividades no eixo Rio-São Paulo.

Mais do que nunca, é fundamental intensificar a campanha Petrobras Fica em todo o Brasil, mobilizando a população e os diversos setores da sociedade para que se somem à luta contra as privatizações e em defesa da soberania nacional.

[Imprensa da FUP]

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A gestão da Petrobrás está acelerando o processo de esvaziamento da Bacia de Campos. Estudo do Dieese revela que a estatal abriu mão de 38 plataformas na região, entre 2010 e 2020. Hoje, apenas 21 unidades da Petrobrás estão ativas. Houve uma queda de 45% na produção de petróleo e fechamento de 56 mil postos de trabalho em Campos e em Macaé

[Da imprensa do Sindipetro-NF | Edição: FUP | Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras]

Levantamento feito pela subseção Dieese FUP/NF, a pedido da Imprensa do Sindipetro NF, mostra que a Petrobrás está acelerando o processo de esvaziamento da Bacia de Campos. A redução de investimentos da companhia, uma política nacional, tem mostrado efeitos particularmente graves para a região. Além da queda do número de plataformas em operação para a empresa, nas que restaram, a produção tem sido progressivamente reduzida.

De acordo com dados de julho de 2020, a Bacia de Campos (na parte pertencente ao litoral do Rio de Janeiro) tem 21 plataformas operando para a Petrobrás. Juntas, elas produzem uma média diária de 659,4 mil boe. Em 2010, estas mesmas plataformas produziam 1,2 milhões de boe/dia, o que representa uma queda de 45%.

“A Bacia de Campos (Rio de Janeiro e Espirito Santo) vem perdendo participação na produção nacional de petróleo e gás natural. Em 2010 produzia 1,9 milhões de boe/dia, representando 79% da produção nacional e em 2020 (janeiro a julho) produz 1 milhão de boe/dia, representando 33% da nacional”, afirma o Dieese.

Virada rumo ao encolhimento

A Petrobrás, que já teve o predomínio absoluto das plataformas da região, hoje é minoria em operação. De 2010 a maio de 2020, a companhia deixou de utilizar 38 plataformas que operavam na Bacia de Campos. Estas foram paralisadas, vendidas ou hibernadas pela empresa — e atualmente nada produzem, embora tenham produzido cerca de 440 mil boe/dia em 2010.

“A redução dos investimentos da Petrobrás e a venda de campos de petróleo para outras petroleiras está impactando na parada de produção de várias plataformas e, ainda traz uma série de efeitos negativos para a região onde operam. A Bacia de Campos perde importantes unidades produtoras e locais de trabalho de vários trabalhadores”, conclui o Dieese.

O departamento de pesquisa também adverte que “as causas da crise que assola a região do Norte Fluminense, com queda da produção e de empregos de toda a cadeia de óleo e gás, não devem ser vistas de forma simplista, como resultado 'natural' dos campos maduros e da queda dos preços do petróleo. Como pôde ser constatado através dos dados aqui reunidos, esse processo sofreu grande influência de uma mudança política no setor, mudança essa cristalizada na decisão de se abdicar da exploração da Bacia de Campos e de um projeto do setor petróleo em conjunto com o desenvolvimento nacional e regional.”

56 mil empregos a menos

A política de redução de investimentos da Petrobras na Bacia de Campos já ceifou 56 mil postos de trabalho em todos os setores da economia das cidades de Campos e de Macaé, segundo o IBGE. De 2014 a 2018, foram perdidos, entre empregos formais e informais, 55.942 postos de trabalho em Macaé e em Campos. Isso corresponde a 20,7% do total de empregos nos dois municípios em apenas quatro anos. De 2014 para 2018, o contingente de trabalhadores passou de 270.377 para 214.435.

Na Bacia de Campos, somente a Petrobrás cortou 25% dos empregos entre 2014 e junho de 2020. A empresa fechou 4.282 postos de trabalho, a maioria através de Plano de Demissão Voluntária. Para cada quatro postos de trabalho da companhia na Bacia de Campos, um foi fechado. Saiba mais aqui.


> Leia também: Candidatos a prefeito no NF assinam compromisso em defesa da Petrobrás


 

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[Da imprensa do Sindipetro-RN]

Neste sábado, 5 de setembro, a diretoria do SINDIPETRO-RN realiza em Mossoró uma carreata em defesa da Petrobrás no Rio Grande do Norte. A concentração do ato está agendada para às 8 horas no "Posto do Ceguinho"(Av. Presidente Dutra, Alto de São Manoel). O protesto busca chamar atenção dos mossoroenses sobre as consequências da saída da Petrobrás do nosso Estado.

Na última semana o Governo Bolsonaro anunciou a venda de diversas áreas da Petrobrás na bacia potiguar. Essa decisão extrema vai causa forte impacto social e econômico na vida de todos os mossoroenses.

A saída da Petrobras de Mossoró vai aumentar o desemprego e fechar pequenas e grandes empresas. Deixando um rastro de miséria e pobreza por toda a cidade. Todos perdem com essa decisão.
Por isso, é preciso unir forças para barrar o desmonte da nossa Petrobrás no RN.

Participe dessa luta! Juntos somos mais fortes.

A Petrobras Fica no RN!

OBS: Todas as medidas de segurança serão tomadas para evitar aglomeração durante a atividade. Separe sua máscara e o álcool em gel, e venha defender a Petrobrás no RN.

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A lista inclui a totalidade ou parte das ações de 53 campos, 39 plataformas, 13 mil quilômetros de gasodutos, 124 postos de gasolina, 12 unidades de geração de eletricidade e oito unidades de processamento de gás natural

[Reportagem de Guilherme Weimann, da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

A pandemia do novo coronavírus e a queda histórica do barril de petróleo não foram suficientes para frear a estratégia de desinvestimento da atual gestão da Petrobrás. Nos seis primeiros meses da covid-19 no país, desde a confirmação do primeiro caso no dia 25 de fevereiro, a estatal colocou à venda ao menos 382 ativos – segundo levantamento exclusivo realizado pela reportagem. 

No setor de exploração e produção, estão na lista 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios, concentrados principalmente na região Nordeste do país.

Já na área de geração de energia elétrica, encontram-se oito termelétricas, dois parques eólicos e duas hidrelétricas, que totalizam 1.311 MW de potência – a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a segunda maior do mundo, tem 14 mil MW de capacidade instalada. Além disso, serão comercializadas outras quatro subestações elétricas, sem maiores especificações.

Também foram colocadas à venda  propriedades fora do território nacional. A estatal anunciou a venda de 100% das ações da Petrobras Colombia Combustibles (Pecoco), que possui 124 estações de serviços (postos de combustíveis), 14 lojas de conveniência e sete terminais de logística (armazenamento).

Da mesma forma, a estatal ofereceu toda sua infraestrutura de transporte de gás natural. O repertório compreende a Gaspetro, que tem participações em 19 distribuidoras locais, e a Nova Transportadora Sudeste (NTS), que, juntas, somam aproximadamente 12 mil quilômetros de gasodutos. Além disso, estão sendo vendidos cinco dutos interligados aos campos de petróleo e gás natural, totalizando 917,1 quilômetros, e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN).

O restante do menu é composto pela Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), três usinas de biodiesel, dois portos, um terminal aquaviário, um aeroporto, um heliporto, um centro médico, duas bases de apoio logístico, quatro estações satélites, 32 estações coletoras, uma estação de coleta e compressora, três estações de injeção de água, duas bases administrativas, um poço de captação de água, 15 geradores de vapor fixos, seis geradores de vapor móveis, um vaporduto de 30 quilômetros, um estoque de materiais das plataformas, um laboratório de derivados, sete estações de tratamento de óleo e a Estação Geofísico Vandemir Ferreira.

Levantamento

O levantamento foi realizado pela reportagem com base em 19 teasers divulgados pela petroleira nesse período. Os teasers se constituem como catálogos endereçados aos potenciais compradores contendo as principais informações de um conjunto de operações.

A soma de 382 ativos engloba apenas o patrimônio à venda especificado nos documentos apresentados pela companhia. Além disso, a pesquisa inseriu indiscriminadamente tanto os ativos de posse integral da Petrobrás (100%), como também os que a estatal possui participações acionárias.

O mecânico da Refinaria de Paulínia (Replan), a maior do país, e diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), Gustavo Marsaioli, aponta que a quantidade total do patrimônio colocado à venda surpreende até mesmo as pessoas que têm acompanhado e denunciado essa política.

“Até para a gente que acompanha o dia a dia da Petrobrás, olhar esse número é chocante. Eu acredito que a frase do [ministro do Meio Ambiente, Ricardo] Salles, mesmo que seja de outra pasta, serve muito bem para este cenário: ‘aproveitaram para passar a boiada’. Contraditoriamente, um governo que foi eleito pautado no moralismo, aproveita-se de uma pandemia para impor todas essas privatizações e retiradas de direitos”, avalia.

Foco na exploração do pré-sal

Quando ainda integrava o gabinete de transição do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), em novembro de 2018, Roberto Castello Branco sintetizou o que viria a ser a tônica da sua gestão à frente da estatal petroleira: “O foco da Petrobrás deve ser na aceleração da exploração do pré-sal”.

Um mês e meio após a declaração, no dia 3 de janeiro de 2019, o economista tomava posse como presidente da empresa mais valiosa do Brasil na ocasião. No primeiro ano da sua administração, seguiu à risca sua profecia – as privatizações somaram R$ 67,1 bilhões ao mesmo tempo em que a produção atingiu pela primeira vez a média de 3 milhões de barris diários de óleo.

No cardápio de vendas, os principais ativos foram a totalidade da Transportadora Associada de Gás (TAG), por R$ 34,6 bilhões, e 30% da BR Distribuidora, por R$ 9,6 bilhões – operação que resultou na perda do controle acionário da maior distribuidora de combustíveis do país.

A divulgação do Plano Estratégico para o quinquênio 2020-2024, em novembro de 2019, mostrou que os desinvestimentos se tornariam o carro-chefe da empresa. Neste período, a Petrobrás pretende se desfazer de US$ 20 a US$ 30 bilhões (R$ 107,8 bilhões e R$ 161,7 bilhões, respectivamente) do seu patrimônio, concentrados principalmente no biênio 2020-2021.

Os principais argumentos da atual gestão para manter essa agenda de privatização é a necessidade de diminuir a dívida da Petrobrás, que no segundo trimestre de 2020 ficou em US$ 91,2 bilhões (equivalente a R$ 491,5 bilhões) e a “otimização de portfólio”.

“Eu entendo que essa é uma forma retórica para privatizar, sem afirmar que está privatizando. Ele utiliza essa expressão de ‘otimização de portfólio’ porque a maioria da população brasileira é contra a venda da Petrobrás. Com isso, a companhia vai na contramão mundial, que é exercer o controle verticalizado de toda a cadeia”, opina Marsaioli.

Apenas em 2020, as vendas concluídas da Petrobrás somam US$ 1 bilhão (equivalente a R$ 5,39 bilhões).

[Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil]

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[Da imprensa do Sindipetro-RN]

Debater formas de obter uma reação firme e eficaz para barrar a venda do conjunto de vinte e seis concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas, localizadas na Bacia Potiguar, anunciada esta semana pela Petrobrás. Esse foi o objetivo da reunião realizada entre a diretoria colegiada do SINDIPETRO-RN e o Governo do Estado, nesta quarta-feira, 26.

A necessidade de cobrar compromissos sobre a permanência da Estatal em áreas que ainda não foram vendidas e também de compensações com relação às ações já consolidadas pela Companhia, foi apontada pela diretoria do sindicato dos petroleiros como um norte a ser seguido pelo Governo.

Na oportunidade, representantes do Sindicato puderam, ainda, detalhar os principais impactos e riscos que o Rio Grande do Norte enfrentaria no caso da saída de uma empresa do porte da Petrobrás do RN em suas principais dimensões. Como, por exemplo, o esvaziamento econômico, o desemprego e o prejuízo fiscal inerentes a esta trágica decisão anunciada pela empresa.

Após a explanação do Sindicato e da preocupação demonstrada pela governadora Fátima Bezerra, ficou mais clara a convergência de pontos fundamentais entre a entidade e poder executivo:

  1. Nenhuma outra empresa produtora de petróleo é capaz de suprir ou substituir o papel desempenhado pela Petrobrás no Rio Grande do Norte;
  2. O Governo do Estado tem todo interesse de fazer coro à resistência em barrar a saída da empresa, em consonância ao Sindicato;
  3. Se faz necessário todo o apoio político para que a governadora tenha força suficiente para fazer a defesa da permanência da Petrobrás no RN.

Sobre a  substituição da Estatal por empresas privadas de outros países na exploração de petróleo aqui do RN, o coordenador interino do SINDIPETRO-RN, Rafael Matos, comentou que, “quando as petrolíferas estrangeiras assumem esses ativos, além de não possuírem a mesma tecnologia para revitalização dos campos deixados pela Petrobrás, nunca respondem com o mesmo percentual de investimento, nem a mesma capacidade de exploração e produção que ela”.

Ao final da reunião com o SINDIPETRO-RN, a governadora se reuniu com a bancada federal para levar o debate à esfera parlamentar.

Desmonte

Não é de hoje que o SINDIPETRO-RN vem alertando a sociedade potiguar sobre os desdobramentos drásticos da redução de investimentos da Petrobrás no Rio

Grande do Norte. Pelo menos, desde 2010 a entidade alerta sobre o desinvestimento e intenção de venda de ativos no Estado. Sendo que, atualmente, é realidade a ameaça de que a Petrobrás pode encerrar por completo suas atividades em no RN, com graves consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais.

A Bacia Potiguar, como é chamada a região de produção de petróleo no Rio Grande do Norte, vem sofrendo com um grande processo de desinvestimentos financeiros e venda de concessões, por parte do Governo Federal. Fato repudiado e denunciado em Nota pelo Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras esta semana.

No RN a Petrobrás é responsável, em média, por 52% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Mas a partir da nova política, os números de exploração de petróleo no Rio Grande do Norte sofreram uma redução exponencial. Como demonstra os últimos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Quando estávamos na casa dos 120 mil barris de petróleo/dia, a Petrobrás chegou a investir, anualmente, no RN, aproximadamente, R$ 1,9 bi. Mas nos últimos anos, entre investimento, manutenção e integridade das instalações, o valor foi algo em torno de R$ 500 mi (dado de 2018). O que representa um quarto do que se investia quando produzíamos duas vezes mais do que é produzido hoje.

Ações do Sindicato

No momento, o mais importante é estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e assumir compromissos para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no RN.

Pensando nisso, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN, desde o ano passado, lançou uma campanha que visa sensibilizar e conseguir apoio da sociedade.

Com slogan “Pelo Povo Potiguar, a Petrobrás fica no RN!”, vem aglutinando forças de maneira a se opor a saída desta importante Companhia em detrimento da economia local e da cadeia produtiva industrial do Rio Grande do Norte.

Mais de sessenta entidades já aderiram à campanha, e o Sindicato está buscando o diálogo com diversas outras para fazer voz nacionalmente a luta dos trabalhadores norte-rio-grandenses.

Outra ação importante, paralela à campanha, é a proposta para criação do Programa e do Conselho Estadual do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis lançada pelo SINDIPETRO-RN, que tem como objetivo inicial fomentar a discussão sobre essa matéria no seio da categoria petroleira visando a construção de um relatório final a ser apresentado para a sociedade.

Essa proposta deve definir as atribuições, ações e acompanhar, de maneira consultiva e propositiva, a implementação da política do setor energético do petróleo implementada pelo governo do estado a partir do funcionamento do Conselho.

São, também, elementos a serem considerados como de sua competência, o acompanhamento do cumprimento de metas e o cronograma, além de fomentar e articular ações nos diferentes níveis do governo, sociedade civil e, claro, na cadeia produtiva do setor petróleo e suas interseções.

[Foto: Bruno Vital/G1]

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A gestão Castello Branco colocou à venda 26 campos de produção de petróleo no Rio Grande do Norte (23 marítimos e 3 terrestres), a Refinaria Clara Camarão, no Polo de Guamaré, e todos os ativos do Polo Potiguar, que compreende três subpolos: Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana. Isso significa a saída da Petrobrás de mais um estado do Nordeste, impactando a economia local e gerando mais desemprego.

Pelo twitter, a governadora do estado, Fátima Bezerra, informou que não foi sequer comunicada do fato e que convocará "uma reunião de urgência com a nossa bancada federal e solicitarei uma audiência junto à diretoria da Petrobras". 

 O senador Jean Paul Prates (PT/RN), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, também denunciou que a venda dos principais ativos da empresa em todo o país está sendo feita "sem NENHUMA tratativa com os governos estaduais ou a sociedade". "Não podemos permitir que a PETROBRÁS venda tudo e saia do Rio Grande do Norte. Isso não é matéria ideológica ou de opinião, muito menos de “pagar pra ver” se o investimento privado dará conta dos seus atuais compromissos com a sociedade do RN", afirmou em sua conta no twiiter. 

Em nota, o Sindipetro-RN alerta que "milhares de postos de trabalho proprios e terceirizados diretos e indiretos já foram ceifados e agora com mais esse golpe outros milhares de empregos serão perdidos e cerca de 1000 trabalhadores próprios serão impactados diretamente com transferências e demissões involuntárias".

O diretor do sindicato, Rodolpho Vasconcelos, convoca a sociedade organizada a somar força na luta pela manutenção da Petrobrás no estado: 

Leia a íntegra da nota do Sindipetro-RN:

A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN, como representante da categoria petroleira no Rio Grande do Norte, vem a público manifestar indignação e denunciar mais uma vez a decisão criminosa e irresponsável da gestão bolsonarista da Petrobrás, executada pelo senhor Castello Branco, em colocar à venda as participações do conjunto de vinte e seis concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas, localizadas na Bacia Potiguar, denominadas de Polo Potiguar.

Caso isso venha se concretizar, isso significa dizer que serão vendidos quase todos os ativos produtivos remanescentes e, logo logo, não existiria mais Petrobrás em nosso Estado.

Na avaliação do Sindicato, ao ceder direitos de exploração de campos de petróleo e de alienar ativos do Rio Grande do Norte a economia potiguar, que já foi enfraquecida pelas vendas anteriores, sofrerá um impacto ainda maior, com graves consequências no âmbito econômico, político, social, cultural e ambiental com destaque para a perda de receitas, royalties e projetos voltados a ações de cidadania e, principalmente, a perda de empregos num momento em que a economia do país está arrasada devido a pandemia do Covid-19.

Diante de tudo isso, a decisão da gestão bolsonarista da Petrobrás foi recebida pela categoria e pelo povo potiguar com imensa insatisfação e indignação.

Desde que começou a sanha entreguista e abandono das suas atividades no RN, milhares de postos de trabalho proprios e terceirizados diretos e indireros já foram ceifados e agora com mais esse golpe outros milhares de empregos serão perdidos e cerca de 1000 trabalhadores próprios serão impactados diretamente com transferências e demissões involuntárias.

Com essa venda, a Petrobrás deixará de exercer um papel fundamental no desenvolvimento econômico do Estado. Isso trará grande repercussão no índice de empregabilidade e nas compras de produtos e serviços, no fomento a inovação tecnológica, e na função estruturante do processo de desenvolvimento do estado.

Tais ações, na visão do Sindicato de Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte, miram a privatização por completo da Companhia e atendem a interesses estranhos à soberania nacional.

O movimento sindical petroleiro está marchando cada vez mais unido e quer fazer uma aliança com o povo brasileiro contra os entreguistas neoliberais encastelados na gestão da Empresa.

O SINDIPETRO-RN, não aceita que depois de 47 anos extraindo bilhões em riquezas do subsolo potiguar, a gestão bolsonarista da Petrobrás simplesmente abandone o nosso estado a propria sorte no momento em que mais estamos precisando e, neste sentido, também cobra mais uma vez atitudes firmes e urgentes de toda a classe politica e da sociedade potiguar em todos os níveis para barrar esse processo.

A categoria petroleira está atenta aos movimentos que vêm sendo realizados por essa gestão liquidacionista da Petrobrás e continuará lutando contra mais esse crime de lesa-patria cometido por gente descompromissada com os trabalhadores e trabalhadoras e, sobretudo, com o presente e o futuro da nação.

A Petrobrás precisa ficar no RN e o petróleo tem que continuar a ser do povo brasileiro. Avante povo potiguar!

Rafael Matos de Souza

Coordenador Geral Interino do SINDIPETRO-RN

Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN

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Em suas redes sociais, a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, voltou a criticar as privatizações em curso na empresa. 

"A Petrobrás iniciou a venda de sua participação nos campos em águas rasas de Atum, Curimã, Espada e Xaréu, localizados no Ceará. O Polo Ceará é um grande patrimônio brasileiro, que está em operação desde a década de 80. E a Petrobrás é a operadora nesses campos com 100% de participação", afirma a conselheira. 

"A Petrobrás é uma empresa estatal de economia mista e, como tal, precisa atender a todos os seus acionistas. Concentrar suas atividades apenas nos ativos super lucrativos é uma estratégia de empresa privada, pois prioriza lucro máximo em detrimento de sua função social e estratégica", destaca Rosângela.

A conselheira eleita conclui: "Para atender seu acionista majoritário, a sociedade e o Estado brasileiro, a presença da companhia em todo território nacional é fundamental para que, com investimentos lucrativos, possa garantir o abastecimento, ainda assim, garantindo o retorno a todos os acionistas". 

Siga Rosângela na redes

Além do perfil no Facebook e no Instagram, a conselheira da Petrobrás mantém um site oficial e lista de transmissão de whatsapp.

Confira os links:

Facebook:

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Instagram:

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Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A gestão bolsonarista da Petrobrás vendeu em um leilão online, na última sexta, 24, três plataformas da Bacia de Campos: P-07, P-12 e P-15, que haviam sido “descomissionadas” pela empresa. O plano de desmonte foi acentuado durante a pandemia do coronavírus e o governo nem mais disfarça a intenção de vender a companhia por completo, como demonstram falas cada vez mais à vontade do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Um site de leilões — que tem entre as suas ofertas carros e imóveis — entregou as plataformas a um comprador identificado como “Marboteni”, de acordo com a imprensa, por US$ 1,45 milhão: US$ 750 mil pela  P-15; US$ 370 mil pela P-07; e US$ 330 mil pela P-12. O montante equivale a apenas R$ 7,5 milhões, na cotação de hoje, um valor irrisório para os bens adquiridos — para que se tenha uma ideia, com este valor seria possível comprar não mais do que três apartamentos de alto padrão na zona sul do Rio de Janeiro, com menos de 100 metros quadrados.

Para o Sindipetro-NF, a FUP e demais sindicatos, a venda é um crime contra o povo brasileiro, assim como todo o conjunto de entregas do patrimônio do País que estão sendo realizadas. Como tem advertido partidos progressistas e movimentos sociais, todo este desmonte precisa ser interrompido e, no futuro, quem comprou estes ativos nestas condições ilegítimas correrá o risco de ter que devolver ao Brasil.

Como apontam inúmeros estudos, do Ineep e de centros de pesquisa universitários, a Petrobrás está caminhando no sentido oposto ao das grandes petroleiras do mundo, inclusive privadas, que buscam se fortalecer em todas as partes da cadeia produtiva, não desprezando nenhuma possibilidade de lucro.

As plataformas que estão sendo entregues a preço de banana pela Petrobrás na Bacia de Campos, mesmo com produções menores e em águas “rasas”, poderiam continuar em operação, sem prejuízo algum, e gerariam empregos, renda para a região e lucro para o País.

Antes de terem suas operações paradas para que fossem vendidas, as plataformas entregues na semana passada produziam cerca de 25 mil barris diários de óleo (15 mil na P-07; 7 mil na P-12; e 3 mil na P-15.

Mas o plano deste governo e desta gestão da companhia é entregar cada vez mais ativos, até sobrar apenas uma sala no Edise com uma placa escrito “Petrobras” na porta. Ou talvez nem isso.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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