Com a intensificação dos ataques contra a aposentadoria do povo brasileiro, as centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central, CSB, Intersindical, Conlutas) se reuniram na manhã desta quinta-feira (01/11) para retomar a agenda de luta em defesa da aposentadoria. 

Em nota, as entidades reafirmam a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e assumem o compromisso de criar uma campanha nacional contra o fim da aposentadoria dos brasileiros.

As sete centrais irão "organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria; realizar um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a Previdência que queremos; retomar a luta por uma Previdência Social pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos", como anunciam na nota abaixo.

Durante a reunião, as entidades alertaram que o cenário político é de instabilidade e de maior dificuldade para o povo brasileiro.

“Estamos diante de uma proposta de reforma da previdência ainda pior que a de Temer. Não só acaba com a aposentadoria tornando-a um serviço que será gerido pelos bancos, o que eles estão chamado de modelo de capitalização. Ou seja, mais um vez querem que a classe trabalhadora pague a conta. Não iremos aceitar”, alertou Wagner Gomes, secretário geral da CTB.

Ele destacou cinco pontos como alerta para a sociedade: a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres; o modelo falido de capitalização, já experimentado no Chile e que aumentou a miséria no país; o impacto para as mulheres, além de não levar em conta as diversas jornadas, elas receberão menor provento do que os homens; a desvinculação do salário mínimo, reduzindo brutalmente o poder de compra do benefício; o impacto para os servidores públicos; e a manutenção dos privilégios.

"Acrescenta-se a esses ataques o fato de que o trabalhador e trabalhadora que se aposentar por essa proposta receberá apenas 70% do salário mínimo corrigido apenas pela inflação. Ou seja, estamos diante de uma proposta que sentencia nosso povo à miséria", emendou Gomes.

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

Reunidas hoje, 1º de novembro, na sede do DIEESE, em São Paulo, as Centrais Sindicais CSB, CSP/Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central decidiram:  

- Intensificar a luta contra a proposta da reforma da Previdência Social, divulgada recentemente pelos meios de comunicação; 

- Organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria; 

- Realizar um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a Previdência que queremos; 

- Retomar a luta por uma Previdência Social pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos.

CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS (CSB)

CENTRAL SINDICAL E POPULAR (CSP-Conlutas)

CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)

FORÇA SINDICAL

INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA

 NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES (NCST)

[Com informações da CTB e da CUT]

 

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Os presidentes das sete principais centrais sindicais brasileiras entregaram um manifesto em apoio ao candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, no encontro dos sindicalistas realizado nesta quarta-feira (10), na capital paulista.

A candidatura de Haddad é a que melhor representa as demandas da classe trabalhadora brasileira, além de ser a garantia de defesa e fortalecimento da democracia, segundo os presidentes da CUT Vagner Freitas, da Força Sindical Miguel Torres, da CTB Adilson Araújo, da UGT Ricardo Patah, CSB Antônio Neto, NCST Antônio Calixto e Internsindical Edson Índio, que assinaram o manifesto.

Haddad agradeceu o movimento sindical pelo apoio, lembrou de sua trajetória democrática e de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e se comprometeu com a agenda apresentada pelos sindicalistas que reivindicam a imediata revogação da reforma Trabalhista e da PEC do Congelamento.

“Essa mesa aqui não é nova na minha vida, eu tive a oportunidade de sentar com as centrais sindicais como ministro da educação e como prefeito de SP e em todas as ocasiões, tive um debate muito respeitoso com os representantes das centrais”

“Tivemos oportunidade de estabelecer acordos sempre no sentido da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras. Nós tivemos a oportunidade de fazer o país avançar”, disse Haddad.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que em reunião realizada na sede da entidade, nesta segunda-feira (8), os dirigentes decidiram ficar ao lado do progresso, da democracia, do desenvolvimento e do futuro do País.

“Estamos de corpo e alma na campanha de Fernando Haddad e Manuela d’Ávila”, afirmou.

“Não queremos ficar em cima do muro: de um lado está o desenvolvimento e do outro lado, o atraso. Já se fala em ter de escolher entre trabalho e direitos, férias e 13º. Temos obrigação de abrir os olhos dos trabalhadores e colocar o País no rumo do crescimento”, ressaltou Miguel Torres.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, criticou os ataques à Manuela e à sua filha, a crise do sistema capitalista internacional e disse que chegar ao segundo turno da eleição presidencial é motivo de celebração, pois é possível ganhar.

"Vivemos um quadro de restauração do sistema neoliberal, de golpes no país que levaram ao desastre econômico e social”, disse ele, que concluiu: "foram 12 anos bombardeando os governos do PT, chegar até aqui [segundo urno] é para celebrar. Somos vencedores. Temos condições de ganhar para defender a democracia, a soberania nacional e o estado democrático de direito".

O presidente da CUT, Vagner Freitas, fez um apelo aos trabalhadores e trabalhadoras para que “votem em Fernando Haddad, no número 13, porque nesta eleição há dois lados, o lado do trabalhador e o lado dos patrões e do golpista e ilegítimo Michel Temer”.

Nesta eleição, disse Vagner, será definido o futuro do país e o tipo de sociedade em que os brasileiros querem viver. “Está em jogo não apenas a liberdade sindical, mas a democracia e os direitos individuais”, disse o presidente da CUT, que criticou as declarações e posicionamentos do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que defende a ditadura, o armamento da população e a violência.

O presidente da Intersindical complementou dizendo que, nesta eleição, o que está em jogo é o futuro do povo brasileiro, a soberania nacional, a civilização.

“Somos contra a barbárie, a miséria e violência. Neste momento, todos os setores democráticos devem estar com a candidatura de Haddad. É a candidatura de quem tem compromisso com o Brasil”, disse Índio.

Luiz Gonçalves, o Luizinho, presidente estadual da Nova Central Sindical em São Paulo, alertou que “Bolsonaro já anunciou um ministério de guerra e há perigo até de fechamento do congresso”.
No seu discurso, Haddad falou sobre os estragos do golpe de 2016 para o Brasil e para os brasileiros e disse que não é cortando direitos dos trabalhadores nem dando reajuste do salário mínimo abaixo da inflação que o país vai reativar a economia.

“Ao contrário, nós vamos agravá-los. A economia se reativa com aumento e não diminuição do poder de compra do salário”, disse o candidato petista que continuou “não é cortando direitos históricos, como 13° e férias, que será possível tirar o Brasil da crise”.

“O problema do nosso adversário é que ele já nomeou um banqueiro para Ministro da Fazenda. E um banqueiro tem uma visão do mundo completamente diferente. Nossa visão de mundo é tornar o povo parte da solução não do problema”.

Haddad criticou também o “congelamento de gastos por 20 anos que impõe severos prejuízos à população. Nós não teríamos condições de contratar médicos, professores, policiais na vigência da Emenda Constitucional 95 e o povo está pedindo mais saúde, educação e segurança. Sem investimento não se pode dar assistência ao povo”.

Barrar a violência

O candidato à Presidência pelo PT, que tem assumido o compromisso de ser o representante de uma frente ampla nacional em defesa da democracia, fez ainda um alerta: “não são só os direitos trabalhistas e sociais que estão em risco no Brasil. Os direitos civis e políticos estão cada vez mais ameaçados”.

“Temos de interromper a escalada de violência. Nós estamos falando dos fundamentos de uma sociedade civilizada, de direitos civis e políticos que têm 200 anos de história na civilização ocidental”, disse Haddad, se referindo a uma série de agressões por parte de simpatizantes do capitão reformado a pessoas que têm posições políticas diferentes, como o assassinato do mestre de capoeira na Bahia e a agressão a uma menina de 19 anos, que teve a suástica “tatuada” a canivete em suas costas porque vestia a camisa com os dizeres ‘ele não’.

Manisfesto das centrais

No ato de entrega do documento, intitulado ‘Movimento Sindical em Defesa dos Direitos Trabalhistas e da Democracia”, estiveram presentes a candidata à vice presidente na chapa ‘Brasil Feliz de Novo’, Manuela D'Ávila (PC do B), o ex ministro do Trabalho e da Previdência, Luiz Marinho, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, além de outros representantes do Partido dos Trabalhadores e do movimento sindical.

[Via CUT]

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As organizações de trabalhadores da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul nos unimos para lutar pela democracia em nossa região. Trinta anos depois as estratégias das forças conservadoras nacionais e estrangeiras para desestabilizar os governos populares são mais sofisticadas e penetram sutilmente em nossos povos para gerar um clima de mal-estar na cidadania.

Os governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Venezuela e Uruguai avançaram – ainda com acertos e erros – para a redução das desigualdades, o melhoramento do nível de vida dos setores populares, a soberania econômica e política frente aos grandes grupos hegemônicos e à governança global neoliberal. E esta é a fonte da verdadeira oposição que tem exacerbado aos poderes fáticos econômicos e políticos.

As tentativas de restauração neoliberal em nossos países já não registram intentonas militaristas senão que se disfarçam de golpes suaves através de estratégias conspirativas graduais capazes de promover a derrubada de governos legitimamente eleitos.

O primeiro antecedente  desta nova estratégia global neoliberal foi o golpe de Estado contra o governo de Hugo Chávez em 2002, ao qual devemos acrescentar o golpe perpetrado em 2009 contra o presidente de Honduras Manuel Zelaya – con a anuência de todos os estados autodenominados democráticos e desenvolvidos-, a tentativa falida de golpe no Equador em 2010 disfarçada de rebelião policial e tentado novamente em 2011 na Argentina, a destituição do governo de Fernando Lugo no Paraguai com a cumplicidade do legislativo, e as tentativas de desestabilização do governo de Maduro, de Cristina Fernandez e Dilma Rousseff  nos últimos dois anos.

As acusações comuns de corrupção, supostos ataques à liberdade de imprensa e de empresa, populismo totalitaristas, clima de ingovernabilidade e intrigas, mostram também cenários comuns de defesa do status quo liberal: sistemas judiciais paralisados grupos corporativos econômicos, poderes legislativos sem iniciativas políticas alternativas, que se expressam uma e outra vez nos meios massivos de comunicação produtores de verdades marcadas por interesses antipopulares e neoliberais. Manipulação psicológica, operações de imprensa, agressões econômicas, um poder desmedido de organizações privadas e financeiras, que fazem manobras em favor de produzir a derrubada da independência e do poder efetivo de Estados soberanos.

Os representantes da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul reivindicamos a luta para alcançar uma democracia autêntica que defina a igualdade política, porém que também permita a eliminação de toda forma de discriminação, exclusão, desigualdade e aspire a fortalecer um enfoque de direitos, a distribuição das riquezas e o acesso universal aos direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais.

Os sindicatos do MERCOSUL temos sido participantes de acionar os meios de Comunicação dedicados a macular a toda a cidadania com uma retórica contrária à integração regional, inclinada ao livre comércio e a uma enunciada liberdade de mercado e abertura ao mundo. Os ataques contínuos ao MERCOSUL calaram fundo em uma grande parte dos cidadãos de nossos países que se expressam desdenhando o processo de integração e na falsa consciência segundo a qual o MERCOSUL tem sido um produto falido e prejudicial para nossas nações.

A concentração dos meios de comunicação tem aprofundado o cerco informativo e impede às mulheres e homens de exercer o verdadeiro domínio democrático no que se refere à liberdade de expressão mais plena. Em nome desta liberdade, os grupos privados têm potencializado sua capacidade de pôr em xeque as instituições políticas e sociais e subvertem a democracia e a vontade de nossos povos de mudar seus destinos e conquistar a justiça social.

Este diagnóstico sentido e compartilhado pelos trabalhadores e trabalhadoras do Cone Sul nos exorta a lutar por uma verdadeira democracia na Comunicação e exigimos a sanção e cumprimento das leis de desconcentração dos capitais dos meios de comunicação, a limitação e penalidade vinculantes ante as tentativas de monopólio e oligopólio midiático e a abertura de fontes alternativas de comunicação para as organizações sociais, educativas, sindicais, comunitárias, etc.

Reivindicamos a capacidade soberana de nossos Estados frente a todos as tentativas da governança econômica global para “disciplinar” a nossas nações, rechaçamos as políticas neoliberais, - de ajuste e austeridade, entre outras -, que somente ampliam as desigualdades e condenam os povos à pobreza e a perda de toda autonomia que é a causa do debilitamento e deslegitimação da democracia.

Sustentamos a necessidade de aprofundar as transformações econômicas e políticas, que vão desde a reforma educativa e laboral no Chile como nas políticas de memória e justiça em todos os nossos países. Demandamos uma política mais eficaz do MERCOSUL e da UNASUL para conquistar a justiça social, a igualdade e o desenvolvimento sustentável na América do Sul. 

Somos conscientes que a luta pela democracia segue tão vigente como a trinta anos e que, como classe trabalhadora, resistiremos a todo tipo de embate destes poderes fáticos contra nossos governos, porém, acima de tudo, defenderemos categoricamente a ampliação de direitos civis, políticos, sociais e econômicos que temos alcançado nestas três décadas de democracia progressista. 

CGTRA – Argentina

CTA Autônoma – Argentina

CTA dos Trabalhadores – Argentina

CUT – Brasil

UGT – Brasil

Força Sindical – Brasil

CTB – Brasil

CUT – Chile

CAT – Chile

CUT – Paraguai

CNT- Paraguai

CUT Autêntica – Paraguai

PIT – CNT - Uruguai

CTV – Venezuela

CBST – Venezuela

UNETE – Venezuela

Fonte: CUT

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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