Os moradores de Macaé costumam pagam um dos preços da gasolina mais cara do país. A média paga nos postos da cidade é de R$ 5,19 o litro do combustível. A categoria petroleira em greve quer dialogar com a população e mostrar que esse preço é absurdo.

Com base em estudos do DIEESE, o Sindipetro-NF garante que seria possível pagar um combustível mais em conta se a Petrobrás tivesse seus interesses voltados para a população brasileira e não para o mercado internacional.

Para comprovar essa realidade, nesta quarta, 19, às 11 horas, o Sindipetro-NF vai subsidiar o valor do combustível.  A ação acontecerá no Posto BR na R. Dr Télio Barreto, 1074, na Aroeira. Cada carro receberá um voucher de R$ 20,00 para abastecer. Terão direito a abastecer 500 veículos/motos que chegarem no posto a partir deste horário.

Com isso o sindicato quer mostrar que uma pessoa que coloca R$ 50,00 de combustível deveria pagar apenas R$30,00 se a Petrobrás mudasse sua política de preços.

A política de preços

A Petrobrás modificou sua política de preços em relação aos produtos derivados do petróleo, como gasolina, diesel e gás de cozinha. Atualmente, os preços desses produtos variam de acordo com o mercado internacional e o câmbio do dólar, que varia em torno de R$ 4,30.

Para piorar ainda mais, a gestão atual da Petrobrás está subutilizando as refinarias. No ano passado operaram com 67% da sua capacidade. De acordo com a Petrobrás, isso está ocorrendo porque considera mais rentável vender óleo cru no mercado internacional e importar seus derivados. Entretanto o movimento sindical critica essa postura que não leva em conta a situação econômica de grande parte da população brasileira, obrigada a pagar por altos preços do botijão de gás e dos combustíveis.

A greve

A greve nacional dos petroleiros entra na terceira semana, com novas adesões. Enquanto a direção da Petrobras se nega a dialogar com a FUP, mais trabalhadores se somam ao movimento, pressionando a gestão da empresa para que suspenda as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que já tiveram início na sexta-feira, 14.

Neste final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos. Até o momento, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás. A mobilização é para que as três últimas plataformas da Bacia que ainda não entraram na greve (PRA-1, P-54 e P-65) se somem ao movimento nacional.

A terceira semana de greve, portanto, chega com força e unidade dos trabalhadores do Sistema Petrobrás em todo o país. São 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 17 dias, ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.

[Sindipetro-NF]

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A ação do SINDIPETRO-RN, intitulada de "Gás de Cozinha a Preço Justo", foi realizada na manhã desta sexta-feira, 14, em frente à base administrativa da Petrobrás, em Natal. A atividade cumpriu um papel social importante e obteve grande atenção da população e da imprensa para a pauta da categoria petroleira, que se encontra em greve nacional desde o dia 1º de fevereiro.

Na ação o Sindicato dos Petroleiros do RN subsidiou 300 unidades de botijões de gás, sendo repassados para venda no valor de R$40,00 cada. O equivalente à metade do preço cobrado atualmente na região.

Essa iniciativa também foi realizada em outros estados, pelos demais sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com sucesso, e busca chamar atenção da sociedade sobre a política de preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Além disso, foi uma boa oportunidade para explicar a sociedade e obter apoio na luta dos petroleiros pela retomada dos investimentos da Petrobras no Rio Grande do Norte, contra o desmonte e venda da estatal, as transferências de trabalhadores e o descumprimento de ACT pela Petrobrás.

[Sindipetro-RN/Fotos: Arthur Varela]

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Emanuel Menezes, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que as distribuidoras receberam ordem para boicotar a venda

A ação que venderia gás de cozinha a R$ 40 nesta sexta, 14, em Fortaleza, sofreu boicote e não chegou a acontecer no local combinado. Às 8h30min, horário marcado para o início da ação, 200 pessoas já haviam feito cadastro prévio. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) pagariam a diferença de valor para as famílias.

"O cadastro é feito na União de Jovens do Vicente Pinzón. Leva documento e ganha senha no local. São 200 botijões, divididos entre comunidades do Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón, onde essa associação atende", explica Wederson Nascimento, integrante da Associação de Moradores do Serviluz. Segundo ele, o número de botijões subiu de 150 para 200 devido parceria entre a associação e o Sindipetro.

No entanto, durante o evento, o vice-presidente da Associação, Márcio Lima, recebeu a notícia de que as distribuidoras não estavam permitindo que os caminhões saíssem para entregar os botijões.

“Recebemos um chamado por conta de um caminhão quebrado e, chegando lá, foi informado o real motivo: as distribuidoras receberam ordens, não se sabe de quem, de boicotar a venda para esse ato”, completa Emanuel Menezes, diretor da FUP no Ceará.

Insatisfeito com a situação, João Paulo, um dos moradores cadastrados, lamentou o boicote. Ele já fazia planos com o dinheiro que economizaria. “Ficamos felizes, porque ia ser uma ajuda para nós. Já é um gasto a menos na feira da gente”, conta. Ele estava no momento que a má notícia chegou: “É uma vergonha o que estamos passando. É o efeito Bolsonaro, que quer privatizar tudo. Só sobra para nós pobres”, desabafa.

A fim de tentar amenizar a situação, os moradores das três comunidades cadastradas - Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón - foram direcionados para a associação, onde vão receber, a partir das 13h, metade do valor de um gás de cozinha (R$ 40) para completar com o dinheiro que já tinham e conseguirem comprar o produto.

Segundo diretor da FUP, essa é uma forma do “povo não sair prejudicado”. “O sindicato vai manter um subsídio em dinheiro para que as famílias que se cadastraram não ficarem no prejuízo”, complementa. Ao O POVO, Emanuel contou que a ação nacional ainda não havia recebido notícias de boicote. O caso do Ceará foi a primeira.

[Jornal O povo]

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A Petrobrás tem o papel social de abastecer a população brasileira, mas a atual gestão da empresa quer mudar isso.

Já estamos há 13 dias em greve, tentando reverter as demissões em massa que atingem milhares de famílias de trabalhadores.

O fechamento de fábricas e a venda de refinarias aumentam o desemprego no país e pesam no bolso da população, que já sofre com os preços abusivos dos combustíveis.

O que queremos é garantir os empregos e preços justos para o gás de cozinha, a gasolina, o diesel.

A Petrobrás, no entanto, não aceita negociar com os sindicatos e tenta criminalizar a greve dos petroleiros, mentindo para o judiciário.

Buscamos cumprir as condições determinadas pela justiça, mas a atual gestão não quer permitir que assumamos os efetivos das unidades para aumentar a produção e reduzir os preços dos derivados de petróleo.

O objetivo do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, é colocar a população contra nós, trabalhadores, culpando os grevistas por um possível desabastecimento que venha a ocorrer. Se isso acontece, a culpa é da intransigência dos gestores.

Por isso, alertamos a população para que fique atenta. A direção da Petrobrás poderá provocar de forma premeditada desabastecimentos em algumas regiões do país.

Não estamos em greve para desabastecer a população. Nossa greve é a favor do Brasil.

Lutamos por empregos e para que a Petrobrás cumpra o papel social para o qual foi criada: garantir o abastecimento de norte a sul do país, com preços justos para toda a população.

Junte-se a nós em defesa de uma Petrobrás a serviço do Povo Brasileiro. 


Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2020

Federação Única dos Petroleiros - FUP

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[Atualizado às 18h]

Nesta quinta-feira, 13, quando os petroleiros completam 13 dias em greve, a FUP e seus sindicatos realizaram novas ações solidárias para que a população possa ter acesso a combustíveis com preços justos. O objetivo foi alertar os consumidores sobre os prejuízos causados pela política de preços que a Petrobras adota desde 2016 e que faz parte do pacote de desmonte e privatização da empresa.

Ao longo da manhã do dia, os sindicatos subsidiaram descontos de botijões de gás e gasolina em sete estados do país – Amazonas, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Na sexta, também haverá subsídios de combustíveis no Rio Grande do Norte e Ceará. 

Desde o início da greve, os petroleiros já realizaram ações semelhantes no Paraná, em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. 

Apesar de extrair petróleo com um dos custos mais baixos do planeta, a Petrobrás reajusta os preços dos derivados nas refinarias de acordo com as variações do mercado internacional e, consequentemente, do dólar, que já chegou a R$ 4,30.

Além disso, a empresa vem reduzindo o uso de suas refinarias, que operam hoje abaixo de 70% da capacidade. Há seis anos, as refinarias operavam com 95% de capacidade.

Ou seja, o Brasil está importando combustíveis que poderiam ser produzidos no país, o que nos deixa ainda mais expostos aos efeitos das crises internacionais. A situação ficará ainda mais grave com a venda de oito das 15 refinarias da Petrobrás.

> Confira os locais das ações solidárias dos petroleiros nesta quinta:

Belford Roxo (RJ)

Horário: 9h Local: Rua Padre Egídio, 78 - bairro Lote 15 (Paróquia São Simão) Combustível: Gás de cozinha – 50 botijões

Salvador (BA)

Horário: 11h Local: Posto BR – Avenida Vasco da Gama, em frente à antiga Coca-Cola Combustível: Gasolina – 100 vouchers

Manaus (AM)

Horário: 10h Local: Avenida José Lindoso (antiga Avenida das Flores), s/n, Loteamento das Orquídeas Combustível: Gás de cozinha – 200 botijões

Esteio (RS)

Horário: 10h Local: Rua Rio Grande, 2092, Centro Combustível: Gás de cozinha – 100 botijões

Jaboatão dos Guararapes (PE)

Horário: 10h Local: Rua Boa Esperança, s/n - em frente à Escola Estadual Nestor Gomes de Moura - bairro Vila Rica Combustível: Gás de cozinha – 200 botijões

São Mateus (ES)

Horário: 8h Local: BR-101, km 67,5 (portaria da Base 61, sede da Petrobrás em São Mateus) Combustível: Gás de cozinha - 100 botijões

Cosmópolis (SP)

Horário: 17h Local: cruzamento entre a Avenida do Trabalhador e a Avenida da Saudade Combustível: Gás de cozinha - 100 botijões

> Ações solidárias dos petroleiros na sexta:

Natal (RN)

Horário: 8h30 Local: Sede Administrativa da Petrobrás em Natal (Av. Euzébio Rocha, 1000 ) Combustível: Gás de cozinha - 200 botijões

Fortaleza (CE)

Horário: 8h30 Local: Portão B da Lubnor (Av. Leite Barbosa, S/N - Mucuripe ) Combustível: Gás de cozinha - 200 botijões.

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[FUP] 

 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Na tentativa de criminalizar a greve dos petroleiros, a direção da Petrobrás adotou a velha estratégia de fazer terrorismo nos autos dos processos judiciais que move contra a FUP e seus sindicatos no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para os ministros do tribunal, a empresa afirma que a greve irá “afetar o abastecimento de combustíveis em âmbito nacional e comprometer a segurança da operação industrial”. Os gestores falam até que a greve vai causar “graves e incalculáveis prejuízos ao abastecimento nacional e à recuperação econômica da Petrobras”.

Já nos comunicados à imprensa e nas entrevistas à mídia, o discurso vai na direção contrária. A direção da Petrobrás informa que as unidades estão operando dentro da normalidade e que a greve dos petroleiros não afeta a produção de petróleo e derivados.

Na segunda-feira, 10, décimo dia de greve da categoria, a agência Bloomberg, especializada em notícias do mercado financeiro, noticiou a seguinte chamada: “Petrobras: Produção segue inalterada apesar da greve”. A matéria começa com a seguinte frase: “Não houve impacto na produção de petróleo, mesmo com trabalhadores de plataforma tendo aderido à greve iniciada em janeiro, Petrobras diz em e-mail”.

No mesmo dia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estariam monitorando o impacto da greve. "Por enquanto, as informações que temos é de que está tudo dentro da normalidade", declarou à Agência Estado.

A direção da Petrobrás se contradiz até ao anunciar “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”. No mesmo comunicado, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Ou seja, a estratégia da direção da Petrobrás é tentar criminalizar a greve dos petroleiros. Para isso, mente para os ministros do TST e coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das unidades operacionais, quando anuncia contratações temporárias de profissionais sem a necessária qualificação e treinamento para atuar em plantas industriais tão complexas, como são as refinarias, plataformas e terminais.

A FUP e seus sindicatos continuam buscando todos os canais possíveis para que haja negociação com a Petrobrás, visando o atendimento da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores nas assembleias.

A Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há 12 dias em plantão de 24 horas dentro do edifício sede da empresa, cobrando interlocução com os gestores, que se negam a negociar.

As representações sindicais também estão fazendo gestões junto ao Congresso Nacional e ao Ministério Público e à Justiça do Trabalho para buscar solução para o impasse.

A greve é legítima e legal. Os petroleiros são os mais interessados em garantir abastecimento de petróleo e derivados a preços justos para toda a população. Por isso, a categoria luta para preservar empregos e para que a Petrobrás cumpra o papel para o qual foi criada: promover a soberania energética.

[FUP]

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Quarta, 05 Fevereiro 2020 19:51

Um gás na greve e 50 unidades mobilizadas

A greve nacional dos petroleiros já atinge cerca de 50 unidades do Sistema Petrobrás, em 12 estados do país, mobilizando milhares de trabalhadores nas áreas operacionais e administrativas. Veja o quadro abaixo.

Ao longo desta quarta-feira, 05, os petroleiros promoveram ações sociais em quatro cidades, vendendo gás de cozinha e gasolina a preços justos. As ações foram realizadas em Araucária (Paraná), Alagoinhas (Bahia), Vitória (Espírito Santo) e Canoas (Rio Grande do Sul).

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O objetivo foi conscientizar a população sobre os impactos econômicos e sociais do desmonte e privatização da Petrobrás.

Na vigília que vem sendo mantida desde segunda-feira pelos petroleiros e movimentos sociais em frente ao edifício sede da Petrobrás (Edise), no Rio, o quinto dia de greve foi marcado por atos e eventos culturais. Além de uma aula pública do professor Dorival Gonçalves Junior, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), sobre a importância dos preços dos combustíveis no dia a dia dos brasileiros, houve oficina de bordados e apresentação do bloco de carnaval “O petróleo é nosso!”. 

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Dentro do Edise, a Comissão de Negociação Permanente da FUP completa nesta quinta (06/02) sete dias de ocupção de uma sala do quarto andar do prédio, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.  

Na Fafen-PR, os petroquímicos e petroleiros já estão há 16 dias acampados em frente à unidade, resistindo contra as mil demissões previstas para terem início no próximo dia 14.

Quadro nacional da greve dos petroleiros

Amazonas

Terminal de Coari - trabalhadores aderiram à greve nesta quarta, 05/02

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré –  uma comissão de base está verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças, Candeias, Santiago e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) –  Adesão de 100% dos trabalhadores desde segunda (03/02) 

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera com o número mínimo para as instalações, um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02), com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02.

Na noite de segunda (03/02), os trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos começaram a seguir a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás. São 17 plataformas no movimento, que teve início no sábado (01/02), com levantamentos de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo. 

São Paulo

Terminal de Baguar – trabalhadores atrasaram em 1h o carregamento de combustíveis nesta quarta (05)

Terminal de Guarulhos - trabalhadores seguem realizando atrasos

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Santa Catarina

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

[FUP]

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Foram entregues os cupons de desconto de gasolina, nesta quarta (05), em frente à sede do Petrobrás, em Vitória. O Sindipetro-ES distribuiu cupons com descontos de R$ 40 para abastecimento de combustível, sendo R$ 2,00 por litro de gasolina. A ação atendeu aos 100 primeiros motoristas, com a distribuição começando às 8h. A manifestação seguiu até às 10h.

Essa mesma ação foi realizada no final de 2019, nos municípios de Linhares e São Mateus, no Norte do Espírito Santo. “Nosso objetivo é mostrar qual seria o preço justo a ser cobrado para a população se não fosse essa atual política de preços dos combustíveis, imposta pelo Governo”, alerta o coordenador geral interino do Sindipetro-ES, Valnísio Hoffmann.

O ato contribuiu com as ações que estão acontecendo em todo país, durante a Greve dos Petroleiros. O movimento protesta contra as demissões recentes, em especial as quase 1 mil demissões que ocorreram na Fábrica de Fertilizantes no Paraná (Fafen-PR), e contra as  ações unilaterais da Petrobrás, que continua desrespeitando o Acordo Coletivo de Trabalho (assinado junto ao Tribunal Superior do Trabalho, instância máxima).

Greve

O Movimento Nacional de Greve dos Petroleiros acontece em 14 Estados brasileiros e já atingiu a mais de 30 bases operacionais em todo país. As ações seguem sem previsão de acabar.

O sindicato convoca a toda categoria para, juntos, resistir contra o desmonte do Sistema Petrobrás e lutar contra as demissões em massa. São mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, e esse número tende a crescer se não fizermos nada!

[Via Sindipetro-ES]

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Na tarde de hoje (05), em Araucária, o Sindipetro PR e SC e o Sindiquímica-PR uniram forças para mais uma mobilização em benefício da sociedade. Enquanto os petroleiros distribuíram cupons de desconto para o gás de cozinha no valor de R$ 30, os petroquímicos doaram feijão

A Praça da Bíblia, em Araucária, recebeu uma peregrinação de cidadãos com botijão de gás em mãos e em busca de desconto. Os 300 botijões que o Sindipetro PR e SC comprou para a ação acabaram em pouco tempo. A ação da entidade teve o objetivo de alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobrás. Em vários estados do Brasil, os sindicatos subsidiaram o preço do gás de cozinha de 13 kg. 

No ato em Araucária, a população começou a chegar por volta do meio dia e rapidamente lotou a praça, formando grande fila em frente à barraca dos petroleiros, onde eram trocados os cupons de R$ 30. Com o voucher em mãos, o cidadão pegava rapidamente seu botijão e recebia um quilo de feijão. Levando em consideração o preço médio de R$ 70 no gás na região, com a ação, os trabalhadores compraram o item por R$ 40. 

Para o Sindipetro PR e SC, é possível vender o gás de cozinha a custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. “Uma outra política de preços é possível, tanto para a gasolina e o diesel como para o gás de cozinha. Basta o Governo Federal barrar os aumentos sucessivos dos derivados do petróleo”, explicou Mário Dal Zot, presidente do sindicato. 

Atualmente, a população brasileira é punida com a política de preços da atual gestão da Petrobrás, que segue a agenda de Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro. Ou seja, hoje a companhia acompanha o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar. O resultado são aumentos sucessivos, muitas vezes diários, para gasolina, diesel e gás de cozinha. 

Na Praça da Bíblia, a voz do povo é a voz de Deus 

A greve dos petroleiros fecha o quinto dia nesta quarta-feira, com pautas claras: contra a demissão dos trabalhadores da Fafen-PR, pelo respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho e pela Petrobrás forte, promovendo desenvolvimento, gerando emprego e renda. 

Sobre esse último ponto, uma coisa é certa: a desindustrialização irá promover um problema sem precedentes na região industrial de Araucária. 

Sabendo disso, o Sindipetro PR e SC, através do Fórum de Defesa da Petrobrás, ouviu a população sobre o fechamento da Fafen-PR, o que eles acham do atual Governo Federal e o preço do gás de cozinha. 

Todas as entrevistas foram ao vivo e de forma aleatória. Elas estão disponíveis na página do Facebook do Fórum de Defesa da Petrobrás.

Confira alguns relatos:   

::Sobre a possibilidade de fechamento da Fafen-PR: 

“Sou terceirizado da Petrobrás. Ano passado, nós conseguimos trabalhar só 40 dias. Esse ano, que era para ter serviço, teve o fechamento da Fafen-PR. Isso é um absurdo, porque eu moro em Araucária desde o início da Petrobrás, meu filho cresceu e estuda para seguir o mesmo caminho que o meu e trabalhar nessa área, agora, nós não vamos saber o que vai acontecer. Todo ano nós tínhamos um dinheiro dali, era seguro, agora já perdemos a expectativa de trabalho” – *Luiz Carlos Lopes. 

:: Sobre o preço do gás de cozinha e o Governo Federal: 

“Deus o livre, está muito caro. Acho que nós temos que entrar no mato e juntar lenha e fazer fogo, porque não tem como mais. Difícil. Acho que o presidente (Bolsonaro), em vez de melhorar, piorou” – Sofia dos Santos. 

“O preço do gás não está caro, está um absurdo. (Sobre a promoção) Ajuda muito, poderia ser constante, mas, para isso, tem que tirar o presidente” – Fernanda Guimarães.   

:: Sobre a importância da ação dos sindicatos: 

“Essa promoção está muito boa. Porque muita gente está sem dinheiro para comprar gás e comida. Agora, já dá para comprar o botijão e ainda comprar uma carninha. Porque trinta reais de diferença já é uma ajuda” – Clara

“Para mim ajuda muito. Sou aposentado e ganho uma mixaria. Até o feijão ajuda. O gás está muito caro, atrapalha na minha vida e de muita gente. Hoje, tudo está mais caro. Estão administrando muito mal o Brasil. Entraram dizendo que iam melhorar, mas está piorando. Tudo tá caro. Não tem nem como ter lazer com a família” – Antônio (Aposentado).

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nas primeiras horas da manhã dessa quarta-feira (05), começou a ser formada uma grande fila em frente à distribuidora da Brasilgás em Alagoinhas, no bairro do Mangalo.

As pessoas aguardavam o inicio da ação solidária do Sindipetro Bahia que ao subsidiar o preço do gás de cozinha anunciou a venda do botijão de 13 kilos pelo valor de R$ 50,00.

Os 200 botijões oferecidos foram vendidos em 40 minutos. Segundo o proprietário da distribuidora, normalmente essa mesma quantidade é vendida em oito dias.

“Isso mostra que quando o preço é justo as pessoas compram” analisa o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia.

A maioria das pessoas que estavam na fila conversando entre si, relatavam muitas dificuldades para adquirir o produto no dia a dia. O perfil era de uma população carente, muitos recebendo o  bolsa família e que contaram moedas para comprar o botijão de gás. Um deles contou que estava utilizando lenha para cozinhar e, apesar da dificuldade financeira que estava passando, viu na ação do Sindipetro uma boa oportunidade para voltar até o gás de cozinha em casa.

A ação do Sindipetro teve uma boa repercussão nas rádios de Alagoinhas, pautando no munícipio um assunto importantíssimo e que ainda é ignorado pela maioria da população: como a política de preços da Petrobras, que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar, tem impactado, de forma negativ,a a vida do consumidor.

A ação é uma das atividades que estão sendo realizadas pelos petroleiros durante a greve da categoria que já dura cinco dias e conta com a adesão de mais de 30 unidades da Petrobrás  em 12 estados do país.

O movimento de venda de gás de cozinha e gasolina a preço justo foi realizado também pelos Sindipetros Espirito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul.

“O mais importante é que estamos conseguindo alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobrás, que já está acontecendo de fato, com a venda de refinarias, campos terrestres, fechamento de unidades, de sondas de petróleo, além de demissões em massa e descumprimento do ACT.” analisa Radiovaldo.

[Via Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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