CUT, CTB, MAB e outras entidades se somam à FUP e seus sindicatos nas ações solidárias para levar combustíveis a preço justo para a população. Mobilização integra o dia nacional de luta em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já

[Com informações da CUT e dos sindicatos de petroleiros | Imagem: Sindipetro Unificado SP]

Para provar que é possível a população comprar gás de cozinha, gasolina e óleo diesel com preços justos, a FUP e seus sindicatos terão o reforço de outras categorias de trabalhadores organizados em uma grande ação nacional de solidariedade nesta quinta-feira, 04, quando serão distribuídos cupons em diversas regiões do país, com descontos para abastecimento de combustíveis e compra de botijões de gás.

Os produtos serão subsidiados por sindicatos, movimentos sociais, CUTs estaduais e associações de moradores. Com a ação (veja abaixo a relação de locais onde será realizada), a gasolina e o diesel poderão ser adquiridos a R$ 3,50 o litro e o botijão de gás, por R$ 50,00, metade do preço praticado no mercado. Esses valores foram definidos a partir de estudos elaborados por técnicos e economistas, levando em consideração os preços e custos da Petrobrás e a garantia de lucratividade de empresas produtoras, distribuidoras e revendedores. O que prova que o consumidor não precisa e não deve pagar essa conta. O número de cupons será limitado.

Além de protestar contra os preços abusivos dos combustíveis, os trabalhadores irão denunciar o impacto das privatizações para a população. No caso do Sistema Petrobrás, o desmonte da empresa está diretamente relacionado à política de preços dos derivados de petróleo, implantada pelo governo Temer, em 2016, quando a gestão da petrolífera passou a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

Desde então, a FUP e seus sindicatos vêm mobilizando os trabalhadores e dialogando com a sociedade, mostrando que é possível a Petrobrás voltar a cumprir o seu papel social, não só em relação a garantir o abastecimento nacional com preços justos para a população, como também através de investimentos no país e da integração da empresa. O governo Bolsonaro, no entanto, intensificou o desmonte e as privatizações iniciadas no governo Temer, colocando à venda oito refinarias, terminais, redes de gasodutos e subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, que já foram privatizadas. 

O resultado desta política é o aumento do desemprego, avanço da desindustrialização e desnacionalização, além de preços abusivos para o consumidor. Somente neste ano de 2021, os reajustes dos derivados nas refinarias da Petrobrás chegam a 41,5% para a gasolina; 34,1% para o diesel; e a 17,1% no gás de cozinha. Só a gasolina já aumentou cinco vezes em dois meses.

A disparada no preço dos combustíveis reforça o que a FUP e seus sindicatos defendem há anos: a necessidade de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional, com preços justos para a população. Para que isso ocorra, o reajuste dos combustíveis deve se basear nos custos nacionais de produção de derivados de petróleo e não no preço de importação, que a gestão da Petrobrás implementou há quase cinco anos.

"Sem uma política de Estado clara, o governo federal reforça sua incompetência em lidar com a questão. Jogando a culpa da escalada dos preços dos combustíveis sobre impostos estaduais e margens das distribuidoras e dos revendedores, o presidente Jair Bolsonaro assume seu despreparo ao não atacar a grande causa do problema, que é o PPI", destacou a FUP, em comunicado recente à imprensa.  

O Dia Nacional dos Combustíveis a Preços Justos também pretende chamar a atenção da população para o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e os prejuízos que o povo brasileiro vem tendo com as privatizações e o desmonte do Estado e dos serviços públicos.

A mobilização desta quinta também acontecerá nas mídias sociais (Twitter, Instagram, Facebook e outras), com as hashtags:

#NãoDeixemVenderOBrasil

#PetrobrasFica

#CombustivelaPrecoJusto

#Bolsocaro

Acompanhe as ações de venda subsidiada de combustíveis:

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Confira os locais onde estão sendo realizadas as ações solidárias:

Amazonas:

Gasolina a preço justo: serão distribuídos 2 mil litros com descontos, com prioridade para os taxistas, limitado a 20 litros por veículo. Endereço: Posto São Lucas, na Avenica Cosme Ferreira (altura do número 20) em Manaus. Contato para entrevistas: Marcus Ribeiro, Coordenador Geral do Sindipetro/AM, fone (92) 98222-3265.

Bahia

Diesel a preço justo em Salvador: serão 10 mil litros ao preço de R$ 3,09 (limite de 100 litros por caminhão). A partir das 7h, no Posto Aratu, em Salvador (sentido - Salvador/Feira de Santana), na BR 324, km 16,5. Contato para imprensa: Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindipetro Bahia (75) 99983-6142

Gasolina a preço justo em Feira de Santana: Serão 2,8 mil litros ao preço de R$3,50 (limites: 20 litros por carro e 5 litros por moto) no Posto Modelo (Av. Getúlio Vargas) em Feira de Santana, às 13h. Contato para entrevistas: Coordenador da FUP, Deyvid Bacelar (71) 99977-8405.

Brasília

CUT-DF promove debate sobre a luta contra as privatizações, contra a Reforma Administrativa e ato simbólico de entrega solidária de cestas básicas a famílias organizadas pela AMORA, às  11h, na Quadra Coberta QN 12C do Riacho Fundo II

Ceará

Gasolina a preço justo em Fortaleza. Serão 1.700 litros de gasolina ao preço de R$ 3,50 (Limites: 20 litros por carro, 5 litros por moto). Realização: Sindipetro-CE/PI. 

Minas Gerais

“Gasolina a preço justo”: Ação do Sindipetro MG e CUT/MG no Posto Rodike (Rua Niquelina 546), a partir das 10h.
Serão 6 mil litros a R$ 3,50, com limites de 20 litros por carro e 10 litros por moto. Público alvo: motoristas de aplicativo e entregadores.
Será necessário apresentar o aplicativo para participar.

Pará

Em Belém serão distribuídos 100 botijões a preço justo para as mulheres da periferia da cidade, em uma parceria FUP, MAB e CUT/PA.

Pernambuco

Atividade será na Paróquia do Coque/Pastoral das Crianças (Rua catalão, 94), Recife, às 11h30. A ação é realizada pela CUT, FUP, Sindipetro PE/PB em parceira com MST, Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, Projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo Serão doados 50 Botijões de gás e alimentos agroecológicos (1,5 ton), produzidos pela Agricultura Familiar. Contato para entrevistas: : Thiago Gomes, diretor do Sindipetro PE - (81) 8563-5870

Rio de Janeiro 

Serão 300 botijões subsidiados ao preço de R$ 40,00 em uma ação conjunta com o Sindipetro-NF em Caxias, na manhã do dia 4, no Conjunto Habitacional Dom Jaime Câmara em Padre Miguel. Realizadores: Sindipetros Norte Fluminense e Duque de Caxias.

São Paulo

Gasolina a preço justo em São Paulo, às 13h, no Auto Posto Cidade - Rua Frederico Alvarenga, 65 (Sé). Serão 5 mil litros destinados a motoristas de aplicativo e motoboys. Realização: Sindipetro Unificado de SP. Contato para imprensa: Guilherme Weimann (11) 98241-3171/ Luiz Carvalho (11) 97397-9315

“Caminhada pela Vida”, em defesa da educação e contra as aulas presenciais, por Vacina Já!, em defesa do SUS, do auxílio emergencial, do emprego e contra as privatizações. Concentração às 10h, na Praça do Patriarca com caminhada até a Praça da República, onde a Apeoesp também realizará um ato.

Contato para entrevistas: Rafael (11) 98927-5970 ou Vanessa (11) 93299-2305. 

Espírito Santo

Ação com motoristas de Uber ocorreu nesta quarta-feira (3), em São Matheus, no Posto Mar Negro, com venda de gasolina para os 100 veículos com desconto de R$ 2,00 por litro (limitados a 20 litros por carro e 10 litros por moto). 

Rio Grande do Norte

A “Ação gasolina a preço justo” será realizada entre os dias 8 e 12 de março, com início em Mossoró e previsão para alcançar os principais municípios do estado. Serão 2.000 litros de combustível somente em Mossoró. Público principal: motoristas de transporte autônomos.

Ato virtual a partir das 19h, no portal da CUT-RN, na página do Sinte-RN, Facebook e pelo Instagram

Rio Grande do Sul

Ação de distribuição de descontos para 50 botijões de gás será realizada no dia 15/03, junto com o Movimento Atingidos por Barragens (MAB) em comunidades de atingidos.

Paraná e Santa Catarina

Os estados estão em lockdown por conta da pandemia. O Sindipetro PR/SC e os movimentos locais realizarão ações na próxima semana.

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em meio ao debate sobre a política de preços da Petrobrás, pautado pelos petroleiros, e os aumentos constantes dos valores dos derivados de petróleo no Brasil – já aconteceram cinco aumentos do diesel e da gasolina esse ano-, o Sindipetro Bahia e a categoria petroleira se organizam para mais ações com o objetivo de mostrar que é possível vender a gasolina, o diesel e o botijão de gás de cozinha a preços accessíveis para a população.

As ações acontecem na próxima quinta-feira (04/03) nas cidades de Simões Filho e Feira de Santana.

No município de Simões Filho, será colocada em prática a campanha da venda de diesel a preço justo, a partir das 7h, no Posto BR Aratu, localizado na BR 324 (sentido Feira de Santana), kilômetro 16.5.

Os 100 primeiros caminhoneiros autônomos que chegarem ao posto poderão abastecer os tanques dos seus caminhões com 100 litros de diesel ao preço justo de R$ 3,09, o litro. O posto só aceitará pagamento em dinheiro ou cartão de débito.

É importante ressaltar que a campanha só irá atender aos caminhoneiros autônomos. Não serão abastecidos caminhões pertencentes a empresas e nem carros utilitários como picapes, SUVs ou vans. Ônibus também não serão contemplados.

Nesse mesmo dia (04), às 13h, os diretores do Sindipetro Bahia chegam à cidade de Feira de Santana, onde estarão à frente da ação de venda de gasolina a preço justo, que acontece no Posto Modelo, localizado na Av. Getúlio Vargas, 18 – Centro. Os 120 primeiros motoristas que chegarem ao posto vão poder abastecer seus veículos com 20 litros de gasolina e as 80 primeiras motos terão direito a abastecer 5 litros de gasolina. O litro da gasolina será vendido por R$ 3,50. Serão vendidos ao preço justo um total de 2.800 litros de gasolina.

Com a atividade, os petroleiros chamam a atenção para a politica de preços praticada pela Petrobrás, que ao adotar o Preço de Paridade Internacional (PPI), atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, o que está levando aos aumentos constantes dos preços dos derivados de petróleo, como o diesel, gasolina e gás de cozinha.

O diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, explica que o valor R$ 3,09 para o diesel e o de R$3,50 para a gasolina foram definidos a partir de um estudo elaborado por técnicos e economistas contratados pela entidade sindical. “Eles estudaram os preços e custos da Petrobrás para poder encontrar um preço que garanta lucratividade à empresa que produz o diesel, gasolina e gás de cozinha, ao distribuidor e ao revendedor e não penalize a sociedade. Então, hoje, o preço justo da gasolina seria em torno de R$3,50, o do diesel a R$ 3,09 e o do botijão de gás de cozinha, R$ 45,00”.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
Convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, o Dia Nacional de Luta desta quinta-feira, 04, em defesa das estatais, do serviço público e contra a reforma administrativa, terá ações solidárias por todo o país, com venda subsidiada de combustíveis. As mobilizações são puxadas pela FUP e por seus sindicatos, que desde novembro de 2019 realizam esta forma de protesto, mostrando para a população que é possível o país ter gasolina, diesel e gás de cozinha comercializados a preços justos. Os petroleiros vêm fazedo esse diálogo com a sociedade desde que a gestão da Petrobrás alterou em 2016, no governo Temer, a política de preços dos derivados de petróleo, passando a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

[Com informações da CUT]

Na quinta-feira (4), a CUT, confederações e sindicatos filiados farão uma ação solidária em várias cidades do país para demonstrar, na prática, como os preços dos combustíveis poderiam ser mais baratos não fosse a política da Petrobras de acompanhar os preços de importação. Além de cobrar o preço internacional é acrescido o custo do transporte e seguro até vir para o Brasil. Em parceria com movimentos sociais e associações de moradores, serão distribuídos cupons de desconto para a aquisição de botijões de gás com preço inferior ao praticado no mercado – que em muitos locais do país chega a R$ 120,00.

A campanha tem como foco conscientizar a população sobre os impactos sociais da política de preços das Petrobras que tem penalizado os trabalhadores brasileiros. Nesta terça-feira (2), a estatal anunciou mais um aumento de cerca de 5% nos preços. É o terceiro do ano para o gás de cozinha, quarto do ano para o diesel e quinto aumento da gasolina em 2021.

Mais do que denunciar o alto custo dos combustíveis, como o gás de cozinha, a gasolina e o diesel, sindicalistas vão explicar que é possível vender mais barato e, do próprio bolso, vão subsidiar esses produtos para a população, vendendo pelo o que deveria ser o preço justo. A ação já foi realizada com sucesso em outras ocasiões quando a Federação Única dos Petroleiros (FUP) subsidiou descontos aos consumidores, para a compra de gasolina e diesel.

“O Brasil tem petróleo suficiente para o consumo interno e até sobra pra exportar e temos refinarias da Petrobras pra refinar esse petróleo. O custo da empresa é em real. Por que cobrar em dólar da população?”, questiona o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, que também é trabalhador petroleiro.

De acordo com o dirigente, o brasileiro não tem que pagar no combustível o mesmo preço de países que não têm uma gota de petróleo e nem refinarias. “Essa política de preços tem que mudar. O combustível tem que baixar ou o Brasil vai parar! Preço justo nos combustíveis é urgente e necessário!”, diz Roni Barbosa.

Quem mais sofre com os aumentos é a população mais pobre. “Trabalhadores assalariados, nas periferias, desempregados, aqueles que contavam com auxílio emergencial para sobreviver durante a pandemia, são as principais vítimas dessa política. Não têm como comprar um botijão de gás para poder cozinhar o pouco que conseguem comprar de alimentos, que também estão cada vez mais caros”, diz o secretário de Relações do Trabalho da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento.

Ele explica que a ação solidária da CUT e da FUP vai provar à toda sociedade que é possível praticar preços mais acessíveis à população.  “Será um dia de diálogo com os trabalhadores para retratar o que está acontecendo em nosso país, sobre o que pode mudar e sobre a importância de todos estarem mobilizados contra esse governo que não tem nenhuma preocupação com os trabalhadores mais pobres”, diz Ari.

Em defesa das estatais e do serviço público

A ação faz parte do Dia Nacional de Mobilização, organizado pela CUT e demais centrais sindicais contra a política do governo Bolsonaro de redução do papel do Estado. As pautas incluem a defesa das empresas estatais que são estratégicas para o desenvolvimento do país, com geração de emprego e renda; defesa do serviço público que vem sendo sucateado desde o governo de Michel Temer (MDB-SP) e que agora sofre mais ataques com a proposta de reforma Administrativa; e luta pelo auxílio emergencial para garantir condições de sobrevivência àqueles que perderam sua renda durante a pandemia.

Num esforço de levar o diálogo à população, em especial nesses tempos de pandemia em que todos os cuidados com a contaminação devem ser rigorosamente seguidos, as entidades representativas do setor público e privado, ligadas à CUT, também se somarão, apoiando as ações, respeitando protocolos de segurança como distanciamento social e uso de máscaras. Bancários já têm ações programadas em vários locais, nas proximidades de postos BR, para além de conscientizar sobre os preços dos combustíveis, mostrar a importância e o papel social de bancos públicos como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) para o desenvolvimento do país.

No último dia 25 de fevereiro, a CUT lançou uma campanha de mídia contra as privatizações, com peças que estão sendo veiculadas em rádios, TVs, sites, redes sociais e em grupos de WhatsApp.

A ação desta quinta-feira, 04/03, volta a unificar ramos do setor público e privado em um conjunto de ações para conscientizar a população contra os prejuízos que as privatizações representam, ampliando a mobilização e o diálogo com a classe trabalhadora.


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Publicado em Movimentos Sociais

A Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia (POCAE) - que reúne sindicatos e movimentos sociais, como petroleiros, eletricitários, atingidos por barragens, engenheiros, urbanitários, entre outros - repudia proposta ventilada pelo vice-presidente da República de usar royalties para compensar as oscilações de preços dos combustíveis

Leia a íntegra:

No último dia 22 de fevereiro, o vice-presidente da República Hamilton Mourão,  ao ser questionado sobre as variações e altos preços dos combustíveis, propôs como solução a criação de um fundo abastecido com os royalties do petróleo brasileiro. O fundo, segundo Mourão, disponibilizaria recursos para reduzir aumentos nos preços da gasolina e do diesel, que oscilam no Brasil a partir das variações do preço internacional do petróleo e da cotação do dólar. A Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia afirma ser absurda a proposta do vice-presidente, que desvia o foco do real problema dos altos preços dos combustíveis no país.

Desde 2013, como resultado de um intenso processo de lutas e debates das organizações populares, os royalties do petróleo no Brasil são revertidos em benefícios para o povo brasileiro, destinando recursos para a saúde, educação e abastecendo o Fundo Social do Pré-sal, que é uma poupança pública de longo prazo que destina recursos para o desenvolvimento social e regional na forma de programas nas áreas da saúde pública, combate à pobreza, ciência e tecnologia, cultura, previdência, meio ambiente e mitigação às mudanças climáticas.

O desvio de destino para os royalties do petróleo brasileiro vai na contramão do que é esperado em um momento de pandemia, na qual o governo deveria manter e aumentar investimentos em áreas estratégicas e em direitos sociais, principalmente em saúde, educação, ciência e tecnologia. Além do mais, a declaração do vice-presidente representa uma falsa solução, desviando o foco do real problema da questão que é a política de preço decidida pelo governo federal e executada pela Petrobras, desde o governo Temer e mantida com Bolsonaro e Guedes. A atual política de preços está embasada no preço internacional do petróleo e na cotação do dólar, mesmo o petróleo e os combustíveis sendo produzidos no Brasil e com baixo custo de produção. Ao desviar o foco do real problema, Mourão demonstra a posição do governo brasileiro de manter a atual política de preços, que desde o golpe de 2016 garante altas taxas de lucros para os acionistas da Petrobras e empresas privadas importadoras de combustíveis, aumentando a exploração dos trabalhadores e penalizando todo o povo brasileiro com altos preços nos combustíveis e gás de cozinha.

Com isso, a Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia se posiciona contrária a esta proposta, que também vem sendo defendida pelo General Luna e Silva, indicada pelo governo à presidência da Petrobras. Convocamos a todos/as para permanecerem atentos e denunciando mais este absurdo do governo federal. Devemos permanecer mobilizados por uma nova política de preços com base no custo de produção, que no Brasil é muito baixo, e também mobilizados pela destinação dos recursos dos royalties do petróleo para a saúde, educação, ciência, tecnologia, incentivo a alternativas energéticas, emprego e direitos pro povo brasileiro.

Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia

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Na semana passada, houve protestos no Espírito Santo, em Minas Gerais e no Paraná. Para a FUP, somente a implantação de uma política de Estado para os combustíveis e a extinção imediata do PPI adotado pela Petrobrás desde 2016 podem dar previsibilidade aos preços, cujos reajustes constantes penalizam a população e pressionam a inflação

[Comunicado da FUP]

O novo reajuste dos preços de gasolina e óleo diesel nas refinarias anunciados pela Petrobrás nessa segunda-feira (1/3) pode ser o estopim definitivo para protestos contra a política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela companhia, alertam a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos.

Além do impacto direto nas bombas do aumento de 5% na gasolina (R$ 0,1240) e no diesel (R$ 0,1294), o novo reajuste irá pressionar ainda mais a inflação, provocando reajustes em cadeia em vários itens, inclusive nos alimentos. Tudo isso em um momento de grave crise econômica, com desemprego em alta e boa parte da população à espera do auxílio emergencial do governo que não sai do papel. Somente nos três primeiros meses de 2021, a gasolina soma aumento de 41,5% nas refinarias, e o diesel, de 34,1%.

“A manutenção da injusta política de preços da Petrobrás, que olha somente para as cotações do petróleo e do dólar sem considerar os custos nacionais de produção dos combustíveis, é mais um elemento da total incompetência do governo Bolsonaro. Não podia ser diferente vindo de um presidente que nega a Covid, a maior crise sanitária mundial, que ignora mais de 250 mil mortes pela doença, que não tem um plano de vacinação da população, que sequer acelera a aprovação do auxílio emergencial, vital para uma parcela significativa da população. Bolsonaro é o maior responsável pelo caos econômico e social do país, e que tende a piorar com os reajustes dos combustíveis. A convulsão social no Chile, em 2019, começou por causa do reajuste das tarifas do metrô. Aqui já estamos registrando protestos contra o aumento dos combustíveis, e isso tende a aumentar”, analisa Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Bacelar menciona protestos registrados na semana passada em duas cidades do Espírito Santo. Em Linhares, no norte do estado, motoristas, caminhoneiros e motociclistas interditaram a rodovia BR-101 – uma das principais rodovias do país, que corta toda a cidade – por cerca de quatro horas contra os preços altos dos combustíveis. Em Serra, na região metropolitana de Vitória, capital do estado, motociclistas atravancaram o trânsito de uma das principais vias da cidade pelo mesmo motivo: os altos preços da gasolina. No sábado, motoristas de aplicativos e motoboys também realizaram carreata em Curitiba, no Paraná, em protesto contra o aumento do preço de combustíveis. Em Minas Gerais, o protesto foi feito por caminhoneiros que transportam combustíveis, na sexta-feira passada.

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O coordenador geral da FUP reforça a posição da federação e de seus sindicatos, de que é necessário haver uma política de Estado, imune a governos e governantes, para os preços dos combustíveis. Entretanto, antes disso, é crucial a extinção imediata da política focada no PPI adotada pela Petrobrás desde 2016. Para a FUP e seus sindicatos, é possível adotar uma precificação que considere os custos nacionais de produção dos combustíveis, adotando alguns parâmetros internacionais, já que o petróleo é uma commodity global, cotada em dólar.

Quanto à redução de PIS/Cofins para o diesel e o gás de cozinha estabelecida pelo governo federal e a proposta enviada por Bolsonaro ao Congresso Nacional de revisão do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelos estados, a FUP e seus sindicatos reforçam que, em que pese a imensa desigualdade tributária no país, tal renúncia fiscal não irá solucionar o problema. Pelo contrário: irá penalizar ainda mais os cofres públicos, federal e estaduais, já combalidos pela grave crise econômica do país. A isenção de impostos e a redução de alíquotas irá tirar recursos cruciais, sobretudo para a saúde.

“O governo Bolsonaro tenta jogar para os estados a responsabilidade pelos preços de gasolina, diesel e gás de cozinha cada vez mais altos, quando todos os números mostram que a causa é a política de reajustes da Petrobrás. Mesmo usando petróleo do Brasil e produzindo a maior parte desses combustíveis em suas refinarias, a Petrobrás insiste em olhar para o exterior para determinar os preços aqui dentro. Nenhuma petroleira estatal de países autossuficientes em petróleo faz isso. Quem paga essa conta, claro, é a população”, reforça Bacelar.

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O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro-MG), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), informa que os trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, estão trabalhando normalmente e garantindo a produção de combustíveis necessária ao abastecimento da população do estado. Portanto, qualquer problema relacionado a uma possível falta de combustíveis nos postos neste momento não tem nenhuma relação com as atividades da categoria

[Comunicado à imprensa]

Nessa quinta-feira (25/2), os transportadores de combustíveis de Minas Gerais entraram em greve, e é esse fato que vem afetando a chegada dos produtos aos postos de abastecimento. A possível escassez de combustíveis não tem qualquer relação com a produção na Regap, que opera normalmente.

O Sindipetro-MG e a FUP se solidarizam com os trabalhadores do transporte de combustíveis, que reivindicam preços justos para o óleo diesel. Entretanto, sua pauta para os preços dos combustíveis, que exige redução do ICMS, não converge com a mudança na política de preços defendida pela FUP e seus sindicatos.

Para nós, os altos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha são fruto da política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobrás desde 2016. Essa política ignora os custos nacionais de produção e se guia apenas pelas cotações do petróleo no mercado internacional e do dólar, penalizando toda a população brasileira, sobretudo a parcela mais pobre.

E tal situação irá piorar se a Petrobrás for adiante com seus planos de vender oito refinarias no país – incluindo a Regap. Estudo da PUC-Rio e análise do BNDES já mostraram que tais vendas vão criar monopólios regionais, aumentando ainda mais os preços e também o risco de desabastecimento.

Em que pese a desigual realidade tributária em nosso país, a redução e a isenção de alíquotas de impostos, sejam eles federais ou estaduais, não irão resolver a questão se os preços continuarem seguindo o sobe-e-desce do mercado internacional. Além disso, reduzir impostos neste momento compromete ainda mais os cofres públicos, já afetados pela grave crise econômica brasileira, e, por consequência, toda a população.

Assim, a FUP e seus sindicatos defendem uma política de Estado para os combustíveis, que independa de governos. Essa política deve equilibrar a necessidade da população de obter derivados de petróleo a preços justos e da Petrobrás de ter bons resultados financeiros para continuar investindo no país.

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O governo federal demonstra sua incompetência ao ficar refém das vontades de acionistas privados da Petrobrás e não definir uma política de preços justos para a população e para o país. Agora, o governo quer jogar no colo de governadores, o custo social de suas decisões equivocadas, atribuindo aos impostos estaduais que sempre existiram, o peso da sua incompetência

[Nota da FUP à imprensa]

O mais novo aumento da gasolina (10%) e do óleo diesel (15%) que entrou em vigor nesta sexta-feira (19/2) mostra a necessidade urgente de uma política de Estado para o mercado de combustíveis, que inclua a garantia de abastecimento à população. Tal política deve se basear nos custos nacionais de produção de derivados.

Sem uma política de Estado clara, o governo federal reforça sua incompetência em lidar com a questão. Jogando a culpa da escalada dos preços dos combustíveis sobre impostos estaduais e margens das distribuidoras e dos revendedores, o presidente Jair Bolsonaro assume seu despreparo ao não atacar a grande causa do problema: a política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobrás há quase cinco anos.

Para piorar tal cenário, a gestão da Petrobrás tenta defender o PPI usando como argumento a “necessidade de garantir o abastecimento” do país. Mas é importante lembrar que antes de 2016 a empresa não adotava tal política, e, no entanto, nunca houve risco de desabastecimento no país. Nem mesmo no governo de Fernando Henrique Cardoso, que adotou políticas diferentes daquelas aplicadas nos governos Lula e Dilma Rousseff.

A Petrobrás tenta minimizar sua responsabilidade nos aumentos nas bombas ao dizer que sua parte nos combustíveis é de “apenas” um terço do valor, mas esconde que é o preço que ela realiza, assim como os importadores de combustíveis, o principal componente para o aumento dos preços dos derivados no Brasil. Ao reajustar esses valores, a empresa e os importadores alteram todos os valores da cadeia dos combustíveis. É um efeito cascata cuja origem está na política de PPI adotada pela atual gestão da empresa.

E novamente mostrando seu despreparo para resolver esse grave problema, que dói no bolso do consumidor, o presidente Jair Bolsonaro anunciou, na noite dessa quinta (18/2), que o governo federal irá zerar a alíquota de PIS/Cofins sobre o gás de cozinha e o diesel. Tal medida, como se vê pela formação dos preços dos combustíveis, não terá efeito prático caso a política do PPI não seja abolida pela Petrobrás.

Desde 2016, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos afiliados reforçam que a previsibilidade dos preços dos combustíveis só será possível com o fim do PPI. É ele que faz com que os valores da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha variem de acordo com as cotações do petróleo e dos combustíveis no mercado internacional, mesmo sendo produzidos no Brasil, com petróleo brasileiro. Quem paga esta conta é sempre a população.

Por isso, a FUP e seus sindicatos apoiam governadores e secretários estaduais de Fazenda, que criticaram o projeto de lei enviado pelo governo federal à Câmara dos Deputados na sexta passada (12/2) para alterar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre os combustíveis. Além de desrespeitar o pacto federativo, a proposta não irá resolver o sobe-e-desce dos preços dos combustíveis.

“Desde o início defendemos que o governo e a atual gestão da Petrobrás devem adotar uma política de preços baseada nos custos nacionais de produção, mesmo com alguns ajustes para atender critérios internacionais. Dessa forma, os combustíveis seriam bem mais baratos, sem precisar alterar tributos, que têm a finalidade de atender as demandas sociais do povo com serviços públicos de qualidade”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. 

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Em entrevista à TV 247, o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, avalia que Jair Bolsonaro é refém das forças que patrocinaram o golpe de 2016 e mudaram a política de preços da Petrobrás

[Da redação do Brasil 247 |Foto: Pedro Henrique Caldas]

O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) participou do programa Bom Dia 247 e afirmou que não acredita na demissão do presidente da Petrobrás por Jair Bolsonaro. Em live nesta quinta-feira (18), Bolsonaro sinalizou  uma possível demissão de Roberto Castello Branco após a recorrentes altas do preço da gasolina e Diesel. Segundo o sindicalista, tal demissão não será concretizada.

“Se Bolsonaro alterar a política da Petrobras, ele irá mexer com aqueles que apoiaram o golpe de 2016 e ajudaram a financiar sua campanha em 2018. Bom seria, mas acho muito difícil que ele altere a atual política da Petrobras e demita o presidente da estatal”, avaliou Bacelar. 

Ele completa sua análise dizendo que Bolsonaro "iria bater de frente com os acionistas internacionais que estão arrematando a preço de banana uma série de ativos, não somente na Petrobras mas, de uma série de outras empresas estatais”. 

O petroleiro explicou também que “o governo é o acionista majoritário da Petrobras e não deveria permitir que a empresa atenda apenas a acionistas minoritários  internacionais”. 

Assista a integra da entrevista: 

Saiba mais 

Em 2016, Michel Temer chegou ao poder após o golpe de estado e uma de suas primeiras ações foi mudar a política de preços da Petrobras para um conceito conhecido como “paridade de importação”, que calcula quanto custaria a venda, no mercado brasileiro, de combustível comprado nos Estados Unidos.  

A ação de Temer foi fundamental para agradar o mercado financeiro e promover a alta do preço dos combustíveis, além do gás de cozinha, sacrificando ainda mais a renda do brasileiro. 

Desde janeiro de 2021, o preço da gasolina vendida pela Petrobras acumula alta de 34,7%. O diesel subiu 27,7% no mesmo período. Nas bombas, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), os repasses elevaram o preço da gasolina em 6,8% e o do diesel, em 4,6%. 


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Em audiência pública realizada no último dia 12, a FUP e o Ineep frisaram a importância de uma nova metodologia de reajuste de preços dos derivados

[Imprensa da FUP, com informações do Ineep e da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras]

Pela sexta vez neste ano, a diretoria da Petrobras decidiu aumentar o preço do diesel e pela quinta vez, o da gasolina. A partir desta sexta-feira (19), os derivados sofrerão novo reajuste nas refinarias: o disel subirá cerca de 15% e a gasolina aumentará 10%. De janeiro de 2021 até agora, o acumulado de reajustes foi de 34,4% para a gasolina e 27,7% para o diesel. O último aumento ocorreu há dez dias, em 8 de fevereiro.

"Enquanto o Preço de Paridade de Importação (PPI) estiver no centro da política de reajustes da Petrobras para os derivados do petróleo, os preços dos combustíveis vão subir com frequência para o consumidor final. Esta é uma política com diversos efeitos colaterais para os interesses nacionais e já expressa tensões entre os envolvidos no setor. No entanto, é possível reduzir estes impactos se outros fatores, como os custos de produção da Petrobras e a capacidade interna de refino, tiverem um peso maior na política de preços da estatal". Estas foram algumas das conclusões a que chegaram os coordenadores técnicos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Rodrigo Leão e William Nozaki, em palestras durante audiência pública realizada no último dia 12 pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras. 

Durante o evento, que teve participação da FUP e de seus sindicatos, o senador Jean Paul Prates (PT/RN), coordenador da Frente, destacou ser possível uma nova política de preços que não seja nociva aos diferentes segmentos da sociedade. E, fazendo coro com os demais presentes, defendeu a abertura de CPIs para os preços dos combustíveis e para a venda dos ativos da Petrobras, além da discussão de um novo marco regulatório para os preços dos combustíveis. “O Brasil, que é autossuficiente em petróleo, não pode ficar dependente da variação de preço internacional do petróleo. Esse tipo de política beneficia apenas quem compra os ativos da Petrobras na bacia das almas, fundos de investimentos e traders internacionais que lucram na compra de ações da companhia”, acusou.

Ao falar sobre por que os preços dos combustíveis estão aumentando no Brasil, Rodrigo Leão fez um histórico da política de reajustes de preços desde o Governo Temer, quando foi adotada a PPI (forma de cálculo pela qual que os preços do mercado interno variam com as cotações do petróleo no mercado internacional, com as oscilações do dólar e com as importações) aos dias atuais. Para ele, o principal responsável pelas variações dos preços ao consumidor está nos reajustes da parcela referente à realização da Petrobras e dos importadores, sujeitos aos valores do petróleo no mercado externo e à variação cambial. 

Segundo Nozaki, cuja exposição girou em torno dos atores do mercado de combustíveis no Brasil, a política de paridade de importação surgiu simultaneamente à redução da carga de refino (saiu de 95%, em 2015, para 73% em dezembro de 2019, situando-se acima de 80% nos últimos meses), refletindo a decisão da Petrobras de reduzir custos de investimentos na atividade do refino. Com isso, abriu-se um espaço para um dos atores deste mercado, os importadores de derivados, justificando a política de paridade com os preços internacionais. 

Na opinião de Leão, trata-se de uma política de preços que não se justifica no Brasil, tendo em vista que o país é produtor de petróleo e tem refinarias que atendem à quase totalidade da demanda interna. “Os preços internacionais são importantes, mas não parece ser adequado que eles sejam o fator central do reajuste da Petrobras”, acrescentou ele. “Qualquer especialista de petróleo saberia que os preços do petróleo que desabaram no início da pandemia iriam subir mais para frente. É o que está ocorrendo, e não vimos nenhuma ação coordenada, de nenhuma natureza, para lidar com este processo e tentar conter o movimento de alta, prejudicial à população, comentou Leão.

Se privatizar as refinarias, preços serão controlados por monopólios privados

Um estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras, apontou que a venda das unidades, ao contrário do que a empresa e o mercado defendem, não aumentará a competitividade e sim a concentração do setor. Segundo o estudo, das refinarias que estão à venda, as que têm maior potencial para formação de monopólios regionais são a Rlam, a Reman, a Refap e a Regap. 

Durante os atos que FUP e seus sindicatos realizaram nesta quinta contra a venda da Rlam e os preços abusivos dos combustíveis, os dirgentes sindicais tornaram a alertar a sociedade para o fato de que a privatização das refinarias vai aumentar o desemprego, os riscos de acidentes e de impactos para o meio ambiente, a perda de soberania e fazer disparar os preços já elevados dos derivados de petróleo. “Estamos denunciando os impactos negativos para a população das privatizações de refinarias, terminais e sistemas logísticos que a atual gestão da Petrobrás está promovendo. A venda da RLAM e de outras refinarias pode criar monopólios regionais, e isso vai aumentar ainda mais os preços dos combustíveis. A política de preços da atual gestão da Petrobrás, que já reajustou gasolina e diesel em torno de 30% somente este ano, é nefasta, mas os preços subirão ainda mais com a venda dessas refinarias, já que os investidores que adquirirem esses ativos vão poder cobrar o preço que bem entenderem. Sem falar no risco de desabastecimento, se o dono da refinaria optar por exportar combustíveis em vez de vender no mercado brasileiro”, explicou o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

O senador Jean Paul Prates também vem alertando que o aumento atual no valor dos combustíveis no Brasil poderá ser agravado no futuro com a privatização das refinarias da Petrobrás e sua substituição por monopólio privados de petróleo que atuarão regionalmente no país. “Esse monopólio privado seria incontrolável. O Brasil não tem nem mesmo legislação para regular isso. Hoje, as refinarias da Petrobras atuam em um sistema onde uma complementa a produção da outra, e o que se propõe é que elas possam competir entre si, o que não existe em lugar nenhum do mundo", declarou, durante a audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, no último dia 12. 

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A categoria petroleira de Minas Gerais se reuniu nesta quinta-feira, dia 18, na portaria da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Betim, para alertar a população e articular a luta contra a venda das refinarias e o aumento abusivo dos preços dos combustíveis.  

O ato faz parte de uma mobilização nacional nas principais unidades operacionais do Sistema Petrobrás, em dia nacional de luta convocado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O movimento nacional foi impulsionado pelo avanço nas negociações em torno da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia. Em protesto contra as consequências da privatização para os trabalhadores e para a sociedade, petroleiros da Bahia iniciam nesta  quinta-feira, 18, greve por tempo indeterminado.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG), Alexandre Finamori, a venda da RLAM  vai  aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento. 

“É a primeira refinaria da Petrobrás, uma das maiores e que deu mais lucro durante a pandemia por causa do óleo para navio. Se vender com facilidade uma refinaria que tem histórico de luta como a da Bahia, o que vai acontecer quando [a privatização] chegar às outras?”, questiona o petroleiro.

O ato contou com a participação de outros sindicatos e movimentos sociais, como Sind-UTE/MG, Sintect-MG, Sindieletro-MG, CUT, MST, MAB, MTD, MLC e CSP-Conlutas, além da vereadora de Contagem, Moara Saboia (PT).

Preços abusivos

O atual governo adota como política de preços o Preço de Paridade de Importação (PPI). Essa política determina que o valor dos derivados do petróleo varie conforme o mercado internacional e a cotação do dólar. Assim, os combustíveis sofrem reajustes mais frequentes e abusivos.

Além do PPI, a atual gestão da Petrobrás reduziu a produção nas refinarias próprias da empresa e anunciou a venda de oito unidades. Tudo isso faz parte da política de sucateamento da Petrobrás com o objetivo de vender seus ativos.

Venda a preço de banana

A RLAM está sendo vendida ao Fundo Mubadala por US$ 1,65 bilhão. De acordo com o Ineep, a  refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a RLAM está sendo vendida pela metade de seu real valor.

Junto com a RLAM estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos e os terminais Madre de Deus, Candeias, Jequié e Itabuna.

Na contramão de grandes petrolíferas, o Governo Bolsonaro e a gestão da Petrobrás abrem espaço e incentivam a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.