Fechamos a semana do preço justo na Bahia, sucesso absoluto na capital do estado. Comercializamos em Feira de Santana, Alagoinhas, Catu e Salvador – totalizando 10.300 litros da gasolina a R$ 3,50. O objetivo de provocar um debate junto a sociedade civil sobre a política de preços da Petrobrás, que vem prejudicando em demasia o povo brasileiro.

A atividade do Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia, chamar atenção para a política de preços praticada pela Petrobrás, que ao adotar o Preço de Paridade Internacional (PPI), atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, o que está levando aos aumentos constantes dos preços dos derivados de petróleo, como o diesel, gasolina e gás de cozinha.

A população soteropolitana se beneficiou com mais esta ação do Sindipetro Bahia, motoristas de aplicativos, moto taxis, inclusive a população que utiliza os veiculos para trabalhar, muitas gente apoiando ação do sindicato, encerramos a semana com sucesso e continuaremos na luta pela mudança na política de preços, em desefa da Petrobrás pública, pela manutenção das refinarias. Produzimos e refinamos no Brasil, os trabalhadores recebem em real, não se justifica pagar a gasolina atrelada ao dolar.

Combustível caro, culpa do Bolsonaro.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Em Manaus, ação solidária do Sindipetro-AM distribuiu 2.500 litros de gasolina a R$ 3,50 para taxistas e mototaxistas

[Da imprensa do Sindipetro AM]

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) realizou mais uma ação de 'Combustível a preço justo', nesta quinta-feira (18), para taxistas e desta vez, também para mototaxistas. A ação vendeu o litro da gasolina por R$ 3,50 e ocorreu em parceria com o Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax/AM) e Sindicato dos Profissionais de Mototáxi de Manaus (Sindmoto), responsáveis pela organização e mobilização das categorias durante a ação.

A ação beneficiou 100 taxistas e 50 mototaxistas que puderam abastecer os veículos por preço justo. No total, a ação vendeu 2.500 litros de gasolina. Para taxistas, o limite foi de 20 litros por veículo e para mototaxistas o limite foi de 10 litros por moto.

O preço considerado justo do litro por R$ 3,50 mantém o custo de produção nacional, o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos estados e municípios. O objetivo da ação é dialogar com a sociedade que é possível vender combustível a preço justo, sem a atual Política de Paridade de Importação (PPI), aplicada desde 2016, e sem vender as refinarias do Sistema Petrobrás, que atualmente operam com capacidade reduzida devido a política de desinvestimentos.

Para o coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro, a ação tem repercutido de forma positiva para lutar contra o PPI e chamar a atenção da sociedade contra a venda das Refinaria Isaac Sabbá (Reman). "É importante que a gente continue lutando contra a atual política de preços e com as ações, mostrar que preço justo é possível, sim. Só basta o governo querer por fim no PPI e suspender a venda das refinarias para que possam voltar a operar com 100% da capacidade e produzindo o que é nosso", afirma.

Impactos dos reajustes no bolso

Mototaxista há 15 anos, Hugo Baraúna chega a realizar 12 corridas por dia e conta que os constantes reajustes do preço da gasolina tem impactado diretamente no seu trabalho e qualidade de vida. "Com esses reajustes e em meio a pandemia, nós precisamos prestar o mesmo serviço. E isso tem gerado dificuldade para mantermos nossos compromissos diários e também na manutenção dos serviços".

O mototaxista também questiona a atual política aplicada na Petrobrás. “Por que pagamos um preço mais caro no combustível sendo que é algo que nós produzimos? É contraditório. Acredito que essa campanha seja um incentivo para empresas e que a classe política olhe para essa questão. Precisamos ser beneficiados com algo que seja nosso para pagar mais barato, com preço justo", afirma.

Com realidade parecida, o taxista Roberto Delfino, que trabalha há 30 anos fazendo corridas, também afirma que os reajustes afetam a rotina. “Um reajuste próximo do outro afeta muito o nosso trabalho e o bolso dos nossos clientes. Percebemos que os clientes somem porque não tem como ficar andando de táxi. A gasolina fica um preço essa semana e na outra semana tem novo reajuste. Não tem condições. Precisamos de preço justo", explica.

"Nós vamos batalhar e não vamos desistir do que é nosso"

O presidente do Sintax/AM, Carlos Sousa, destacou a parceria positiva com o Sindipetro-AM e afirmou que as ações são fundamentais para dialogar com a população. "A primeira ação serviu como alerta. Já nesta segunda ação, a categoria está mais consciente, não apenas os motoristas, mas também as famílias começaram a perceber a diferença que isso (combustível a preço justo) vai fazer se conseguirmos êxito nos nossos protestos e manifestações, em que estamos visando o bem da população. Produzimos aqui, consumimos aqui e por que pagar um preço internacional? Nós vamos batalhar e não desistir do que é nosso".

Para Ricardo Castro, presidente do Sindimoto, a luta também é necessária e ocorre em um contexto político e social importante. "Não podemos deixar que os preços aumentem e prejudiquem o trabalhador, que quase não tem lucro com os reajustes. Hoje o mototaxista paga de R$30 a R$ 40, por dia para realizar as corridas. Os quilômetros rodados continuam os mesmos e o valor gasolina aumentando. Temos que ter gasolina a preço justo e consumir o que é nosso".

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Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores de unidades do Sistema Petrobrás de quatro bases sindicais da FUP estão em greve desde o último dia 05, quando os petroleiros da Refinaria Landhulfo Alves (Rlam) retomaram a greve na Bahia. A partir de então, a categoria vem atendendo ao chamado de paralisações feito pelos sindicatos no Amazonas, no Espirito Santo e em São Paulo. O movimento, que completa 14 dias nesta quinta-feira, 18, denuncia os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. 

Na Bahia, a greve avança com a participação dos petroleiros dos campos terrestres e do Terminal Madre de Deus, que também sofrem os impactos das privatizações. Na quarta-feira, 17, o Sindipetro iniciou “ações de lockdown da classe trabalhadora" na Rlam, convencendo os cerca de 1.500 trabalhadores próprios e terceirizados a retornarem para casa.

A refinaria, assim como outras unidades operacionais da Petrobrás, está tendo surtos seguidos de Covid-19. Só entre os trabalhadores próprios da Rlam, o sindicato já contabilizou cerca de 90 contaminados e duas mortes nas últimas semanas em decorrência da doença. "Apesar deste cenário tenebroso, o gerente geral da Rlam continua agindo de forma irresponsável, sem tomar as devidas medidas de segurança que nós estamos cobrando desde o ano passado. Além disso, omite dados de Covid relacionados ao trabalhadores terceirizado, que são os que mais se contaminam nas unidades operacionais. Esse é, inclusive, um dos pontos de pauta da categoria que a gestão se nega a atender", explica o coordenador da FUP e também funcionário da Rlam, Deyvid Bacelar. 

Nesta quinta, cerca de 400 trabalhadores próprios e terceirizados do ativo Fazenda Bálsamo, área de produção terrestre da Petrobrás no interior da Bahia, atenderam ao chamado do sindicato e também retornaram para casa, aderindo à greve.

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, onde a greve também foi aprovada, o Sindipetro MG continua exigindo a suspensão imediata das paradas de manutenção, em função do aumento de trabalhadores infectados pela Covid. Segundo o sindicato, foram confirmados nesta última semana mais de 78 casos de contaminação por coronavírus a Regap, entre trabalhadores efetivos e terceirizados. Somente em março, mais de 200 trabalhadores testaram positivo para Covid-19 na refinaria e mais de 10 trabalhadores, entre próprios e terceirizados, estão internados.

No Espírito Santo, onde os trabalhadores da UTG-C, dos campos terrestres e das plataformas vêm participando das mobilizações, a greve foi ampliada para a UTG-SUL. Para protestar contra as péssimas condições de trabalho, os petroleiros iniciaram na terça-feira, 16, uma "greve de alimentação", com boicote produtos fornecidos pela Petrobrás. "Essa situação extrapolou o limite do aceitável após o novo contrato de llimentação da Unidade, onde as cozinheiras precisam fazer mágica com os produtos de péssima qualidade oferecidos pela empresa. Diante dessa situação, estamos pagando a alimentação desses trabalhadores, incluindo o lanche da tarde", afirma o coordenador do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann, informando que o sindicato já enviou diversos ofícios para a empresa, com relatos dos trabalhadores reclamando da alimentação, mas a gerência continua omissa.

Na Refinaria de Manaus (Reman), no Amazonas, a greve contou com o reforço dos trabalhadores da Liga, empresa terceirizada que presta serviços de manutenção para a Petrobrás. Cerca de 70 trabalhadores cruzaram os braços em protesto pelo não pagamento dos salários. A Reman está em processo acelerado de privatização e sucateamento. Por conta disso, a gestão mantem a unidade em carga mínima, com apenas uma das três unidades de processamento em atividade.

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade se negar a negociar com o Sindipetro e não respondeu a pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores. A categoria iniciou nesta quinta-feira, 18, assembleias para decidir sobre o início da greve.

A greve também movimenta também as bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo, onde estão sendo feitas mobilizações a cada dia em unidades diferentes.  

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima também aprovaram a greve e têm participado de mobilizações preparatórias para o movimento. 

Combustíveis a preços justos

Os sindicatos da FUP continuam intensificando as ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis, mobilização iniciada em 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e a urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

Nesta quinta, a ação do Sindipetro Amazonas beneficiou 100 taxistas e 50 mototaxistas que pagaram R$ 3,50 pelo litro da gasolina em um posto de Manaus, onde a atividade foi realizada. Foram distribuídos 2.500 litros de gasolina. A ação ocorreu em parceria com o Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax-AM) e com o Sindicato dos profissionais Mototaxistas de Manaus (Sindmoto).

No Espírito Santo, os petroleiros distribuíram ontem (17/03) mais 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina em um posto de Vitória. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.

Na Bahia, as ações estão ocorrendo ao longo de toda a semana, com venda subsidiada de 12.300 litros de gasolina em quatro municípios do interior e na capital do estado. O litro da gasolina está saindo por R$ 3,50, quase metade do preço praticado no mercado, em função da política preço da Petrobrás que tem por base a paridade de importação (PPI). 

Essa política foi implementado em outubro de 2016, durante o governo de Michel Temer e mantida pelo governo de Jair Bolsonaro, impondo sérios prejuízos aos consumidores brasileiros, pois vincula os preços dos derivados nas refinarias às variações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Por conta disso, a cada 15 dias, em média, a Petrobras anuncia um novo aumento nos preços. Só este ano, a gasolina subiu seis vezes, acumulando um aumento de 54,3%.

Veja as fotos do 14º dia de greve:

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[Da imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Os petroleiros realizaram mais uma ação solidária no Espírito Santo, com distribuição de 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina em um posto de Vitória. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.
 
[Da imprensa do Sindipetro-ES]
 
Quanto você pagou da última vez que abasteceu seu carro ou moto? Todos nós sabemos que esse valor está longe de ser o preço justo e, por isso, ele poderia ser bem menor.
 
Nosso ato hoje, em Vitória, mostrou qual seria o preço justo do combustível se não fosse a atual política de preços imposta pelo Governo Federal, que obriga a Petrobrás a vender combustível brasileiro pelo preço em dólar.
 
Essa medida é ótima para os acionistas, que lucram cada vez mais. Mas isso é péssimo para os brasileiros, que veem a renda cada vez mais comprometida diante dos aumentos constantes do combustível e do gás de cozinha.
 
Nossa manifestação, em parceria com a Associação de Motoristas de Aplicativos, começou na Praça do Papa e terminou em frente à sede da Petrobrás.
 
Fizemos a distribuição de cupons com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. Dessa forma, o condutor terá a oportunidade de abastecer seu veículo com desconto de até R$ 40, para carros, e de R$ 20, para motos, no posto de combustível parceiro da ação.
 
O governo precisa ter compromisso com a população. Seguimos na luta contra os preços abusivos dos combustíveis!
 
 
Publicado em Sistema Petrobrás

Equanto a gestão da Petrobrás negligencia as condições de segurança nas unidades operacionais, fazendo os casos de Covid-19 na empresa explodirem, a direção do Sindipetro Bahia promoveu nesta quarta-feira, 17, um "lockdown da classe trabalhadora" na Refinaria Landulpho Alves (Rlam). Essa foi mais uma ação da greve da categoria, que completa hoje 13 dias no estado e também no Amazonas, Espírito Santo e São Paulo. O movimento denuncia os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. 

Durante toda a manhã, o Sindipetro Bahia realizou ações de convencimento na entrada da refinaria, que tiveram o amplo apoio dos cerca de 1.500 trabalhadores próprios e terceirizados. "Ninguém entrou para trabalhar e todos retornaram para suas casas em segurança. Pelo menos hoje, não teremos novas contaminações na Rlam, pois fizemos o que a gestão da empresa já deveria estar fazendo há tempos. Mas o gerente geral da refinaria segue agindo de forma irresponsável, sem tomar as devidas medidas de segurança que nós estamos cobrando desde o ano passado", afirma o coordenador da FUP e também funcionário da Rlam, Deyvid Bacelar. 

Ele ressalta que só entre os trabalhadores próprios da Rlam, já são cerca de 90 contaminados e duas mortes por conta da Covid-19. "A gestão continua omitindo dados relacionados aos trabalhadores terceirizados. Esse é, inclusive, um dos pontos de pauta da categoria que a Rlam e a Petrobrás se negam a atender", explica.

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, onde a greve também foi aprovada, o Sindipetro continua exigindo a suspensão imediata das paradas de manutenção, em função do aumento de trabalhadores infectados pela Covid. Segundo o sindicato, foram confirmados nesta última semana mais de 78 casos de contaminação por coronavírus a Regap, entre trabalhadores efetivos e terceirizados. Somente em março, mais de 200 trabalhadores testaram positivo para Covid-19 na refinaria e mais de 10 trabalhadores, entre próprios e terceirizados, estão internados.

Além da Bahia, a greve segue mobilizando os traballhadores do Sistema Petrobrás na Refinaria de Manaus (Reman), onde, na manhã de hoje, os trabalhadores da empresa Liga cruzaram os braços em protesto pelo não pagamento dos salários.

Nas bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo e pelo Sindipetro Espírito Santo, as mobilizações estão sendo feitas cada dia em unidades diferentes.  

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima também aprovaram a greve e têm participado de mobilizações preparatórias para o movimento. 

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade não respondeu as demandas da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores e encaminhada pelo sindicato à empresa. 

Surtos de Covid

Surtos de Covid vêm sendo relatados pela FUP por seus sindicatos em diversas unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, dois operadores morreram em um espaço de uma semana, após complicações geradas pela doença. Segundo o Sindipetro-BA, cerca de 90 trabalhadores já foram contaminados na refinaria nas últimas semanas. Por conta do avanço da pandemia no estado, o sindicato conseguiu que a Petrobrás suspendesse temporariamente as paradas de manutenção.

O mesmo aconteceu no Paraná, na Repar, onde o Sindipetro-PR/SC também convenceu a gestão a postergar para 12 de abril o início das paradas de manutenção. "Continuaremos atentos às condições sanitárias e às taxas de ocupação dos hospitais de Araucária e Região para verificar se a parada de manutenção poderá ser realizada na nova data apontada, visando a segurança de todos os trabalhadores", informou o sindicato. 

Ações solidárias por combustíveis a preços justos

Nesta quarta-feira, os Sindipetros Bahia e Espírito Santo realizaram novas ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis, mobilização que a FUP e seus sindicatos realizam desde 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e da urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

No Espírito Santo, ação foi em Vitória, com distribuição de 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.

Na Bahia, as ações solidárias estão ocorrendo desde segunda-feira, 15, no interior do estado e na sexta, será realizada na capital Salvador. Hoje, foi a vez da população de Catu ser contemplada com a distribuição de 2 mil litros de gasolina, vendidos a R$ 3,50 o litro para os primeiros consumidores que chegaram ao local da ação realizada pelo Sindipetro. Ao todo, o sindicato está subsidiando 12.300 litros do combustível.

Veja as fotos da greve e das ações dos sindicatos nesta quarta:

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[Imprensa da FUP]

 

O Sindipetro Bahia está realizando esta semana diversas mobilizações conscientizando a população sobre a importância de manter a Petrobrás como empresa estatal e a necessidade de uma política de Estado para os combustíveis. O sindicato tem feito distribuição de descontos para a população do interior do estado e da capital baiana, possibilitando a compra da gasolina a preços justos que podem ser adotados em todo o país, se a o governo alterar a política de preços da Petrobrás. Ao todos, serão distribuídos 12.300 litros de gasolina a preços subsidiados pelo Sindipetro.

Na segunda-feira, 15, a mobilização foi feita em Feira de Santana, com a distribuição de 2,5 mil litros de gasolina a R$ 3,50, o litro, o que atraiu a participação de muita gente apoiando a luta da categoria petroleira pela mudança da política de preços da Petrobrás. Cada veículo pode abastecer com 20 litros e cada motocicleta, com 5 litros. O sindicato está respeitando a ordem de chegada dos motoristas e motociclistas. "Um número bem maior de pessoas apareceu aqui no Posto Modelo, mas infelizmente só pudemos atender o quantitativo previamente estabelecido. As pessoas entenderam e apoiaram mais esta ação, acreditando que o Sindipetro está correto e fazer a mobilização para pressionar tanto o governo federal quanto a direção da Petrobrás pela mudança na política de preços", informou o Sindipetro.

Nesta terça, 16, a ação do preço justo dos derivados do petróleo foi feita em Alagoinhas, no Posto Laguna, onde mais 2,5 mil litros de gasolina foram distribuídos ao preço de R$ 3,50 o litro. "O Sindipetro continuará nesta mobilização para pressionar tanto o governo federal ,quanto a direção da Petrobrás pela mudança na política de preços", informou o sindicato.

As próximas cidades a serem contempladas pela ação do Sindipetro-BA são Catu e Candeias, onde serão distribuídos 2 mil litros de gasolina, e em Salvador, onde 3.300 litros serão vendidos ao preço de R$ 3,50.

Veja as fotos:

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[Com informações do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

Valor mais alto pago por litro encontrado no Acre é superior à média nacional, de R$ 5,45 por litro. Especialista explica os motivos e reafirma que o governo poderia intervir para praticar preços justos a todos

[Da redação da CUT]

Como na época da hiperinflação no Brasil, na década de 1980, quando a inflação chegou a 80%, atualmente, os brasileiros vão dormir esperando um novo reajuste nos preços dos combustíveis no dia seguinte. Em alguns estados, como o Acre, o susto no dia seguinte é enorme. Tem cidades acreanas, como Marechal Taumaturgo, cidade próxima a fronteiro do Brasil com o Peru, onde o litro da gasolina está custando R$ 8,20.

O valor mais alto encontrado pelos dirigentes da CUT, que ajudaram a fazer uma pesquisa nacional informal, não consta nem da pesquisa semanal de preços de combustíveis da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

De acordo com a pesquisa da ANP, o maior preço encontrado no país, na última semana, foi em Cruzeiro do Sul, também no Acre, onde o litro do combustível foi vendido a R$ 6,70.

Esses preços são resultados dos aumentos periódicos determinados pela Petrobras. Só este ano, a petroleira já aumentou a gasolina seis vezes e o diesel, cinco. O último anúncio de reajuste dos combustíveis na segunda-feira (8). A cada 15 dias, em média, a Petrobras anuncia um novo aumento nos preços. Só este ano,  gasolina já acumulou um aumento de 54,3%. No mesmo período, o diesel subiu 41,5%.

 Mas, como não estamos em períodos de hiperinflação, apesar da carestia que vem aumentando, os brasileiros já sabem que os preços dos combustíveis estão abusivos e impactam nos preços de todos os outros produtos. O resultado é que o salário consegue comprar cada vez menos e até o básico os trabalhadores e as trabalhadoras estão sendo obrigados a cortar da lista de compras mensais.

A média de preços da gasolina em outras regiões do país é de R$ 5,45. Mas em algumas cidades como Juiz de Fora (MG), Formosa (GO), Alenquer (PA) e Bagé (RS), o preço já bate a marca dos R$ 6,00. É o caso também do Rio de Janeiro. Na capital do estado, o litro da gasolina chegou a custar R$ 6,19. Porém, em Barra Mansa, de acordo coma ANP, o litro foi vendido a R$ 6,49.

DUDA QUIROGA/CUTDuda Quiroga/CUT
Rio de Janeiro

 

EDMAR BATISTELLA/CUTEdmar Batistella/CUT
Rio Branco-AC

 

PLINIO PUGLIESEPlinio Pugliese
Aracaju-SE

Por que ainda mais caro em algumas regiões?

A explicação para o preço ainda mais alto nesses locais, de acordo com Valnisio Hoffman, Coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santos (Sindipetro-ES), está em dois fatores, um deles a tributação que varia de estado para estado. “Tem locais em que o ICMS é maior, pode chegar até 34% enquanto em outros, é de 25% e isso interfere no preço”, ele explica.

Outro motivo é a logística empregada para que o combustível chegue a essas localidades. “A distância encarece os custos e ainda vai depender o tipo de transporte utilizado, se é a balsa,  caminhão ou trem. Tudo entra no cálculo”.

Mas, de acordo com ele, os preços podem ainda ser impactados pela formação de carteis de postos de combustíveis. Há locais em que todos os postos pertencem a um mesmo dono e há locais onde eles se reúnem para combinar um preço mínimo para impor à sociedade.

Sem ter para onde correr, consumidor então é obrigado a pagar pelo preço pedido.

Os impactos para a população, em especial nessas regiões, são maiores porque além de o preço dos combustíveis estar acima da média nacional, a média salarial dos trabalhadores também é menor.

“Onde os preços dos combustíveis, geralmente, são mais caros, o PIB também é menor. São locais onde o há poucas atividades produtivas, por isso os salários são menores e no fim das contas, pagando mais caro pelos combustíveis e pelos outros produtos que ficam também mais caros, o custo de vida fica maior”, diz Valnísio.

A técnica do Dieese, Adriana Marcolino, explica que toda vez que aumenta o preço dos combustíveis, há impacto nos preços de outros produtos, principalmente os alimentos.

Alta nos combustíveis come parte da renda pessoas, reduz o poder aquisitivo e pressiona outros preços porque o transporte é item presente em toda a cadeira de produção. Tem impacto nos alimentos, nos remédios, vestuário, enfim, em tudo o que compõe o orçamento familiar
- Adriana Marcolino

Preço justo é possível

Para Valnisio Hoffmann, o mínimo que um governo voltado para o social faria nestes casos seria subsidiar o preço dos combustíveis para que fossem justos ou no mesmo patamar de outras regiões.

“A Petrobras tem uma função social por ser uma estatal. Mas infelizmente os acionistas só pensam em lucros e atitudes assim não são pensadas. Eles, atualmente, rasgam o estatuto e a função social da empresa”.

Hoffman diz ainda que um caminho para viabilizar o subsídio para regiões mais distantes dos centros produtores é a mudança na política de preços da Petrobras, que acompanha a variação do dólar e do mercado internacional.

“Não se justifica essa política”, ele diz. O dirigente explica que o custo de extração no Brasil é relativamente baixo se comparado a outros países. E que o Brasil pode aumentar a capacidade de refino se ampliar seu parque. “Se usarmos as refinarias de forma correta, não torná-las ociosas, não vendê-las, poderemos ser autossuficientes em refino e não depender de importação”, diz Valnisio Hoffmann.

Temos que parar o desmonte e a venda da Petrobras. Precisamos de investimentos e não de privatizações. Veja o que aconteceu com a Liquigás que foi privatizada com governo prometendo gás mais barato e o que aconteceu foi o contrário
- Valnisio Hoffmann

De acordo com dados da ANP, levantados pelo Dieese, a produção nacional de petróleo cresceu 18% nos últimos cinco anos (2016 a 2020) e chegou a 3,7 milhões de barris equivalentes por dia. Além disso, os custos de produção de petróleo e refinados no país tem caído em razão dos ganhos de eficiência da empresa.

Desgoverno

Para Edmar Batistella, presidente da CUT Acre, estado onde são praticados os maiores preços do país, além da urgente mudança na política de preços da Petrobras, para derrubar os preços dos combustíveis, tem que cair também o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL)

Para o dirigente, a população, que já está perdendo o direito ao transporte de carro, está perdendo também o direito de cozinhar e comer já que o gás de cozinha também aumentou e milhçoes de brasileiros estão com dificuldades para comprar comida.

Enquanto continuarmos com esse desgoverno, quem vai pagar, quem vai sofrer é a população, principalmente a mais carente que já não tem o que comer
- Edmar Batistella

Diminuir imposto não resolve

Para corroborar a urgência na revisão da política de preços da Petrobras, em nota técnica, o  Dieese, afirma que uma redução dos preços dos combustíveis por meio de diminuição de impostos implica, necessariamente, em renúncia fiscal e nas circunstâncias atuais, em que o país precisa aumentar a arrecadação para fortalecer o sistema público de saúde, essa solução compromete mais ainda a capacidade do Estado brasileiro.

“Cortes na Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico), no PIS/Cofins ou no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) são medidas paliativas, se não houver mudança na política do setor de petróleo no Brasil que transforme, de forma mais estrutural, a formação dos preços. É um custo que novamente será pago pelo conjunto da população”, diz trecho da nota.

Política de preços da Petrobras

Logo após o golpe de 2016, o governo de Michel Temer (MDB), adotou a PPI (Preço de Paridade de Importação), política mantida por Bolsonaro, que faz com que os combustíveis sejam reajustados pela variação do mercado global, o que favorece apenas os acionistas da Petrobras, encarecendo os combustíveis e todos os produtos que dependem do transporte rodoviário.

Diferente dos tempos dos governos Lula e Dilma, quando a variação dos preços dos combustíveis seguia um cálculo baseado em vários fatores e que possibilitava um controle maior dos preços, a atual gestão da Petrobras insiste em manter a PPI, que é a política responsável pelos constantes reajustes nos preços.

A Petrobras, quando Sérgio Gabrielli presidiu a estatal, durante o governo Lula, considerava a organização do mercado, a distribuição, a demanda por importação e as particularidades do mercado interno, como oferta e procura, e concorrência entre distribuidoras. A variação cambial e o preço internacional também eram considerados, mas não eram determinantes.

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quarta-feira (17), o Sindipetro-ES, em conjunto com a Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), fará um ato em denúncia à política de preços adotadas pela Petrobrás. A carreta terá concentração a partir das 8h, na Praça do Papa, seguindo para a sede da Petrobrás, na Reta da Penha e, sem seguida, para o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Além do ato, o sindicato vai às ruas de Vitória para oferecer cupons de desconto para que motoristas da região tenham a chance de abastecer seus veículos com combustível a preço justo.

Esses cupons serão distribuídos para carros e motos, com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. Dessa forma, o condutor terá a oportunidade de abastecer seu veículo com desconto de até R$ 40, para carros, e de R$ 20, para motos, no posto de combustível parceiro da ação.

Os descontos de R$ 2,00 por litro de combustível abastecido serão custeados pelos/as petroleiros/as capixabas, em parceria com os/as motoristas de aplicativos, para mostrar qual seria o preço justo se não fosse a atual política de preços imposta pelo Governo Federal, que obriga a Petrobrás a vender combustível brasileiro pelo preço em dólar, para beneficiar os importadores.

Carreata

O ato terá início às 8h, do dia 17 de março, na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória. A concentração da carreata servirá para conscientizar os motoristas e motociclistas da Grande Vitória sobre os preços abusivos dos combustíveis.

Em seguida, com previsão de saída às 9 horas, a carreata seguirá para a sede da Petrobrás, no edifício do EDIVIT, pela portaria de acesso via Avenida Reta da Penha.

A partir das 10 horas, os cupons serão distribuídos entre os 100 primeiros veículos participantes da carreata. Após a entrega dos descontos, a carreata seguirá até o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.

O governo precisa ter compromisso com a população. Seguimos na luta contra os preços abusivos dos combustíveis! 

Publicado em Sistema Petrobrás

Na semana que marca o dia internacional de luta pela igualdade de gênero, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) organizou uma atividade voltada exclusivamente ao público feminino. Nesta sexta-feira (12), na região central de São Paulo (SP), foi realizada mais uma venda de gasolina a preço justo, desta vez destinada a motos e carros guiados por mulheres.

Cada litro de gasolina foi vendido pelo valor de R$ 3,50, com um limite de 10 litros por cada veículo. Para taxistas ou motoristas de aplicativos, o limite foi de 20 litros. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina está sendo vendida, em média, por R$ 5,29 nos postos.

“É comum escutarmos muita piadinha falando de que mulher não sabe dirigir. Por isso, estamos realizando essa ação para mostrar que a mulher pode estar onde ela quiser, inclusive atrás do volante. Além disso, estamos denunciando os preços abusivos que a Petrobrás está praticando. Nós temos petróleo, temos refinarias, temos distribuição. Por que temos que pagar em dólar pelos combustíveis?”, questiona a diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira.

Os sindicatos filiados à FUP, incluindo o Sindipetro-SP, têm realizado vendas de combustíveis a preços justos com o objetivo de denunciar a atual política de preços da Petrobrás, que se baseia no preço de paridade de importação (PPI) –  implementado em outubro de 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB) e que vincula os preços praticados nas refinarias da estatal às variações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional.

Assista também: Se o Petróleo é do Brasil, por que o preço é importado?

Devido a essa política, entre outubro de 2016 e março de 2021, houve aumentos nas refinarias de 73,3% no preço da gasolina, 54,8% no diesel e 192% no gás de cozinha. “O vírus não seleciona gênero ou raça, mas os impactos são piores para aqueles que não têm acesso aos direitos básicos. Na questão dos combustíveis é a mesma coisa, ou seja, está caro para todo mundo, mas as mulheres acabam sendo as mais prejudicadas, principalmente na questão do gás de cozinha”, aponta Vieira.

Impactos no bolso

Taxista desde 1977, Florinda Damásio afirma que está cada vez mais difícil conseguir tirar algum lucro do trabalho. “Para nós que dependemos do combustível está muito difícil. Os ‘ubers’ [motoristas de aplicativo] tiraram metade dos nossos clientes e a epidemia acabou de quebrar nossas pernas. Há mais de seis anos não há reajuste nas nossas tarifas, mas o preço da gasolina está sempre aumentando”, explica.

Situação parecida é vivenciada pela motorista de aplicativo Tatiane Valério, que atua no ramo há três anos. “Minha rotina é ficar praticamente 15 horas dentro do carro. Eu saio cedo e estabeleço uma meta diária e vou embora quando consigo bater essa meta. Para eu encher o tanque são R$ 160, e para valer a pena meu trabalho eu preciso fazer R$ 500 em corridas. Isso eu só consigo em dois dias de trabalho agora na pandemia”, detalha.

Leia também: Praia dos Ossos: a história de uma mulher culpada pelo próprio assassinato

E não são apenas as pessoas que trabalham diretamente com transporte que estão sendo impactadas por essa política de preços da Petrobrás. A técnica de enfermagem Margareth Mara Ângelo aponta que o poder de consumo da população tem caído progressivamente ao longo dos últimos anos. “Esta ação é um grito de socorro que sai do âmago de todo brasileiro, porque nós estamos sofrendo muito. A situação que estamos vivendo é intragável, esmagadora, genocida em todos os âmbitos. Alimentos, luz, gás, combustíveis… tudo está muito caro, é inadmissível”, lamenta. 

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

O oitavo dia de greves que mobilizam petroleiros e petroleiras em quatro estados do país - Bahia, Amazonas, Espírito Santo e São Paulo (saiba mais abaixo) - foi marcado por novas ações solidárias realizadas pela FUP e seus sindicatos em protesto contra os preços abusivos dos combustíveis. Através de descontos que chegaram a mais de 50%, os Sindipetros de São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Norte Fluminense e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, voltaram a distribuir 450 botijões de 13 Kg de gás de cozinha a R$ 40,00 cada um e mais de 2 mil litros de gasolina ao preço médio de R$ 3,50. 

Valores bem abaixo do que vem sendo praticado no mercado por conta dos reajustes abusivos dos derivados de petróleo, que seguem o Preço de Paridade de Importação (PPI). Em função dessa política, implementada pela gestão da Petrobrás em outubro de 2016, no governo Temer, e intensificada pelo governo Bolsonaro, os combustíveis são vendidos a preços internacionais e com custo de importação, apesar de produzidos nas refinarias brasileiras com petróleo nacional. Ou seja, cada vez que o preço do barril de petróleo, que é cotado em dólar, sobe lá fora, a Petrobrás reajusta os preços dos combustíveis aqui no Brasil. Com isso, só em 2021, a gasolina já aumentou 54%, e o diesel 41,5% nas refinarias. 

Além de conscientizar a população sobre a perversidade dessa política de preços, que a FUP e seus sindicatos denunciam há quase cinco anos, os petroleiros ouviram as histórias de vida de pessoas que foram adquirir gás de cozinha e gasolina a preços justos. Em comum, elas narram as dificuldades crescentes que vêm passando para adquirir esses produtos, por causa dos constantes reajustes promovidos pela gestão da companhia. 

Em Linhares, no Espírito Santo, onde foram distribuídos 100 botijões de gás, famílias ineiras se mobilizaram desde ontem para poder adquirir o combustível com preçlos acessíveis. Apesar da grande procura, a ação realizada pelo Sindipetro seguiu todas as normas de segurança para evitar aglomeração. 

Em São Paulo, o Sindipetro vendeu 2 mil litros de gasolina por R$ 3,50 o litro, priorizando as mulheres motoristas e entregadoras de aplicativos, um dos segmentos que mais sofre com a precarização do trabalho e os aumentos abusivos dos combustíveis.

No Rio Grande do Norte, foram sorteados mais de 100 vouchers com descontos de R$ 50,00 em uma ação de mídia do Sindipetro-RN para conscientizar a população sobre os riscos da privatização da Petrobrás, que está encerrando suas atividades na maioria das unidades que tem no estado. 

No Rio de Janeiro, os Sindipetros Caxias e NF ofertaram nesta manhã 350 botijões de gás de cozinha a R$ 40 na Vila Vintém, comunidade da Zona Oeste da cidade. Um público amplamente formado por mulheres foi à ação para adquirir o produto. Além dos botijões, foram distribuídas máscaras, essenciais para a redução do contágio por Covid-19. 

Uma das mulheres presentes foi Jeovana Madalena, de 42 anos, que trabalhava como empregada doméstica e ficou desempregada com a pandemia. Em sua casa moram ela, o marido, a filha e um neto. O esposo de Jeovana também está desempregado e vive de “bicos”. Por isso, adquirir o botijão de gás por um preço cerca de 50% menor que o cobrado em depósitos próximos à sua casa é de grande importância. “Por causa da pandemia, fiquei desempregada. Meu marido e minha filha também. A gente só consegue comer por causa do Bolsa Família, de 400 reais. Esse gás hoje vai deixar a gente comprar mais coisa no mercado, né?”, diz. 

A dura realidade do desemprego é quase uma constante nos depoimentos. Estão na mesma condição Adriana, 49 anos, integrante da escola de samba Unidos de Padre Miguel, da Vila Vintém; Lea Ferreira, 55, que vive de faxinas, mas está adoentada e sem poder trabalhar; e Marcos da Silva Neto, 45, cuja esposa também trabalha como empregada doméstica. São pessoas que precisam de qualquer oportunidade para garantir um mínimo para sua sobrevivência. 

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“Passo roupa, faço faxina, mas meu braço é operado. Às vezes alguém ajuda. Pra comprar o gás uma amiga me deu o dinheiro. E ganho cesta básica da minha igreja. Esse gás nesse valor nunca mais tivemos aqui. Minha prima mora do meu lado e também me ajuda, mas também tem as dificuldades dela. Ela sobrevive com 750 reais, que o neto dá pra ela”, narra Lea Ferreira. 

Diante de uma realidade cada vez mais difícil, com uma crise econômica sem fim, a ausência do auxílio emergencial e a inflação em rota de crescimento, não foi difícil ouvir críticas ao presidente Jair Bolsonaro. E os últimos acontecimentos políticos do país fizeram surgir na lembrança de alguns dos participantes da ação um passado recente no qual a vida era melhor. 

“Moramos eu, minha esposa, minha enteada e um bebê que vai chegar, graças a Deus! Esse trabalho aqui (do preço justo) tem que ser reconhecido. O melhor presidente que a gente teve foi Lula! O que a gente tem hoje, eu agradeço a ele. Ele trouxe de volta para o país a área metalúrgica, que foi muito crucificada nos anos 80. Sei que é um homem íntegro, honesto, verdadeiro. Ele foi solto e vai ser absolvido, porque não tem nada contra ele. Esses que tão acusando ele é que não prestam. O que Bolsonaro tá fazendo com o povo brasileiro é uma vergonha! O Brasil vai dar mais uma chance para o Lula, porque ele merece e só ele que ajuda a gente”, disse Fábio de Souza, morador da Vila Vintém. 

Segundo Alessandro Trindade, diretor do Sindipetro-NF que esteve na equipe da ação do preço justo na Vila Vintém, a mobilização foi de suma importância para a população local, que já sofre bastante com a pobreza e a ausência do Estado na promoção do bem-estar econômico e social. Foi também mais uma oportunidade para conversar com as pessoas sobre a necessidade de combater a atual política de preços da Petrobrás e a privatização da companhia. 

“A categoria petroleira combate a política de preço de paridade importação para os combustíveis desde que ela foi implementada, em 2016, uma política que pesa no bolso de toda a população, e ainda mais no bolso dos mais pobres. Por isso procuramos promover essas ações onde as pessoas mais precisam. E também onde podemos conversar com elas sobre a importância de uma Petrobrás pública e cada vez mais forte”, explicou ele.

Greve dos petroleiros por segurança e empregos avança

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão em greve desde o dia 05 de março, em movimentos regionais que denunciam a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da pandemia nas instalações da empresa. Na Bahia, a greve teve início com os petroleiros da Refinaria Landhulfo Alves (Rlam) - a primeira das oito refinarias colocadas à venda que teve a negociação concluída pela Petrobrás com um fundo árabe de investimenos, o Mubalada - e vem avançando com a participação dos trabalhadores dos campos terrestres e do Terminal Madre de Deus, que também sofrem os impactos das privatizações. Nesta sexta (12), houve adesão dos petroleiros do polo de Miranga.

No Espírito Santo, a greve tem mobilizado os petroleiros dos campos terrestres e das plataformas, com atrasos nos embarques feitos no aeroporto de Vitória. Nesta sexta, foi a vez dos petroleiros da Unidade de Tratamento de Gás de Caçimba (UTGC), em Linhares, se somarem ao movimento. No Sindipetro Unificado de São Paulo, a greve vem mobilizando trabalhadores das refinarias de Paulínia (Replan) e de Capuava (Recap) e também os terminais da Transpetro. No Amazonas, os trabalhadores da Refinaria de Manaus (Reman) seguem participando dos atrasos feitos pelo Sindipetro nas trocas de turno.

Novas adesões começam a ser desenhadas também em outras bases da FUP que aprovaram a greve. Estão sendo feitos atrasos no turno na Regap, em Minas Gerais, na Refinaria Abreu e Lima e no Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco. No Norte Fluminense, os trabalhadores aprovaram estado de greve. No Paraná, a greve foi aprovada na Usina de Xisto (SIX), onde os trabalhadores estão se organizando para intensificar as mobilizações.

Com pautas de reivindicações diversas, os sindicatos da FUP denunciam os impactos das privatizações nas relações de trabalho, em função das transferências compulsórias feitas pela gestão da Petrobrás, da redução drástica de efetivos e do sucateamento das unidades, principalmente as que estão sendo vendidas. O resultado desse desmonte é o risco diário de acidentes, sobrecarga de trabalho, assédio moral e descumprimento rotineiro do Acordo Coletivo de Trabalho.

Acompanhe o oitavo dia de greve dos petroleiros:

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[Imprensa da FUP | Foto: Daniela da Corso]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.