Há mais de 60 anos,  após a vitória dos revolucionários da Sierra Maestra, Cuba se ergue como um país soberano, e luta contra um criminoso bloqueio imposto pelos Estados Unidos em 1962. Esse embargo representa a maior ameaça ao desenvolvimento econômico de Cuba, boicota e penaliza toda transação comercial da ilha, atacando a economia, a alimentação e a saúde do povo cubano. As estimativas do governo calculam as perdas econômicas causadas pelo embargo em mais de 144 mil milhões de dólares nas últimas seis décadas. Sem contar os gigantescos impactos na precarização das condições de vida no país,  consequência do afogamento e isolamento gerado pelo bloqueio. 

As teses do governo estadunidense que sustentam tamanha agressão aparecem em um memorando secreto de 1960, no qual o subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos do governo,  Lester D. Mallory, escreveu: “A maioria dos cubanos apoiam Castro, (…) o único modo (…) de tirar o apoio interno é mediante o desencanto e a insatisfação que surjam do mal-estar econômico e das dificuldades materiais (...). Há que se empregar, rapidamente, todos os meios possíveis para debilitar a vida econômica (…) e conseguir os maiores avanços na privação a Cuba, de dinheiro e fornecimento, para reduzir recursos financeiros e os salários reais, provocar fome, desespero e o derrocamento do governo”.

A Assembleia Geral das Nações Unidas já votou 29 vezes contra o embargo, a última neste ano, no dia 23 de junho. No total, 184 nações votaram pelo fim do embargo, apenas duas a favor: Estados Unidos e Israel. Porém, a situação permanece inalterada. Durante a pandemia de Covid-19 que assola o mundo inteiro, o cruel bloqueio mostrou mais uma vez sua face de morte. Enquanto Cuba enviava mais de 4 mil médicos a 40 países afetados pela doença, o bloqueio limitava e continua limitando o ingresso à ilha de insumos médicos e testes para combater a pandemia. Apesar disso, Cuba é o primeiro país latino-americano a aprovar sua própria vacina: a Abdala. Segundo as autoridades, o imunizante tem uma eficácia de 92%. O país tem uma vasta experiência em produção de vacinas.

Após passar mais de um ano como exemplo no combate à pandemia e controle da doença, a situação sanitária cubana piorou nas últimas semanas. Estão surgindo algumas demonstrações de descontentamento na ilha, e está aumentando a pressão dos Estados Unidos, na tentativa de derrubar o governo. Neste contexto, de dificuldade sanitária e de pressões externas é preciso redobrar os esforços na luta contra o bloqueio criminoso imposto pelo governo norte-americano contra a ilha, e aprofundar a solidariedade internacionalista. 

A FUP repudia de forma veemente o bloqueio e reafirma sua profunda solidariedade com o povo cubano. 

Publicado em Movimentos Sociais

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