Em reunião com o Sindipetro Bahia, gerência da refinaria insiste em manter parada de manutenção, que irá concentrar mais 2.500 trabalhadores na unidade

[Com informações do Sindipetro BA]

Já são 75 trabalhadores próprios infectados pelo vírus da Covid-19 na Refinaria Landulpho Alves e afastados do trabalho. Oito estão hospitalizados e três em uma Unidade de Terapia Intensiva, intubados.

O clima na refinaria é de medo e insegurança. Os trabalhadores relatam que os casos de contaminação pelo vírus começaram a se multiplicar cerca de seis dias após a véspera da greve da categoria (17/02), quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. Havia também muita gente no Carlam e no portão 3, principalmente terceirizados.

A refinaria tem aproximadamente 900 trabalhadores próprios, em cada unidade costumam trabalhar 90 trabalhadores em regime de revezamento de turno. De acordo com os operadores, o grande número de afastamentos (75) criou outro grande problema. Em 2017, a refinaria com a finalidade de diminuir custos para possível venda, reduziu o efetivo de trabalhadores. Agora, com o afastamento dos operadores contaminados pelo vírus, muitas unidades estão gerando dobras de 24 horas e de até 36 horas, o que pode provocar acidentes a qualquer momento.

Entre os trabalhadores terceirizados, a estimativa, de acordo com denúncias que chegaram ao Sindipetro, é a de que 15 pessoas de uma das contratadas da refinaria foram diagnosticadas com o vírus da Covid-19.

Os trabalhadores denunciam também que a refinaria se recusa a fazer nova testagem naqueles que já contraíram a doença no ano passado. A preocupação deles é com a nova cepa do coronavírus que já chegou à Bahia. “Pode haver casos assintomáticos de reinfecção e propagação dessa nova cepa”, relatam os trabalhadores, preocupados com o que pode acontecer. A estatal também não fiscaliza as empresas terceirizadas, que transportam seus trabalhadores em ônibus lotados.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, publicou em seu perfil no Twitter um vídeo denunciando as condições dos trabalhadores na Rlam: 

Reunião sobre a parada de manutenção não teve avanço

Mesmo com o alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM informou, em reunião que aconteceu na tarde dessa sexta-feira (26), com o Sindipetro Bahia, que vai manter a data da parada de manutenção na refinaria. Apesar de admitir que pela Norma Reguladora, a parada poderia ser adiada, os gerentes informaram que tomaram a decisão de mantê-la na data programada anteriormente, o dia 15/03, pois teriam informações de equipamentos que já estariam precisando de ações mais rápida, sem dizer quais são esses equipamentos. Eles também disseram que vão efetuar mudanças dos horários de entrada para os terceirizados, com aumento dos equipamentos de proteção e uso de álcool em gel e máscaras” e que estão aumentando a testagem.

O Sindipetro alertou que na atual situação nenhuma desas ações de proteção estancaria o problema, pois o nível de contaminação está muito alto. A entidade sindical informou também que enviou notificação formal à Petrobras para definir responsabilidades, pedindo a imediata suspensão.

Mas que diante da manifestação da empresa e da falta do avanço nas negociações, o sindicato já avisou em mesa que vai encaminhar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego, para que os órgãos públicos competentes tomem conhecimento dessa grave situação, e no uso de suas atribuições possam garantir o adiamento da parada de manutenção. Por fim, o Sindipetro lamentou a falta de avanço neste importante ponto da pauta de negociação, principalmente por tratar de saúde e segurança no meio ambiente de trabalho.

A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN comunica a todos os trabalhadores sindicalizados, aposentados e pensionistas que estão suspensas por tempo indeterminado toda e qualquer atividade presencial do sindicato a partir desta sexta-feira(26/02).

A medida se faz necessária após o sistema de saúde em Natal e região metropolitana entrarem em colapso com aumento de casos graves da COVID 19. Os hospitais da rede pública e privada nas demais regiões do Estado também estão comprometidos, com mais de 80% dos leitos ocupados, o que afeta a assistência para os potiguares.

Com essa situação crítica, a diretoria do sindicato vai tomar uma ação imediata junto a todas as empresas do setor de petróleo, solicitando reuniões para a revisão do funcionamento de todas as atividades e seus protocolos de segurança.

“Se for necessário, estamos estudando uma medida judicial para forçar as empresas a nos ouvirem sobre as medidas e o rigor que precisam ser tomadas nesse momento de recrudescimento da COVID 19”, explica o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

As atividades presenciais nas sedes do Sindicato permanecerão paralisadas, porém o atendimento continuará de forma remota e online. O SINDIPETRO-RN mantém canais virtuais, de telefone e email, para atender a categoria petroleira do Rio Grande do Norte:

Sede Natal – Atendimento: 99660-2136/ Tesouraria: 99907-6363

Subsede Mossoró – Atendimento: 99660-1661/ Tesouraria: 996601656

Assessoria de Comunicação: 9.9959-0184

E-mail da secretaria: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

Desde o ano passado o Sindipetro-NF denuncia a ocorrência de cursos e treinamentos desnecessários, alguns deles que tiveram validade prorrogada pela Marinha, que a Petrobrás insiste em cobrar, submetendo os petroleiros e petroleiras à exposição desnecessária ao risco de contaminação pelo novo coronavírus.

O sindicato denuncia que a empresa descumpre documento com recomendações da própria companhia — como, por exemplo, a de não realização de cursos que impliquem em aglomerações e em dispensa do uso de máscaras.

A entidade orienta a categoria a exercer o Direito de Recusa e a não participar de treinamentos que exijam estas condições de risco. Os casos devem ser relatados para o e-mail de denúncias da entidade: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Diferente de vários países que começaram cedo a imunização contra a Covid-19, Brasil está há 35 dias seguido com média móvel de mortes acima de mil pessoas a cada dia

[Da redação da CUT]

Na contramão de vários países do mundo, o Brasil, que completa um ano da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus, chegou, nesta quarta-feira (24), a 250 mil vidas perdidas para a Covid-19 e, nesta quinta, vai ultrapassar essa terrível marca.  É a pior fase da pandemia no país, que enfrenta picos de internações, falta de leitos e de vacinas e uma variante mais transmissível que surgiu em Manaus e já circula em vários estados.

No dia 7 de janeiro deste ano, o Brasil chegou a 200 mil mortes e, em apenas 48 dias, atingiu a marca de 250 mil. O ritmo das mortes deve continuar acelerando, segundo especialistas, já que o país não fez o dever de casa: restrição rígida de circulação de pessoas. Eles apontam ainda que, neste ritmo, o Brasil pode atingir 300 mil mortes ainda no mês de março.

O país está há 35 dias seguido com média móvel de mortes acima de mil. Foi a maior média móvel de óbitos em toda a pandemia, 1.127 vítimas por dia, sendo 1433 nas últimas 24 horas, mais um recorde.

O número total de vítimas da pandemia no Brasil pode ser ainda maior, considerando a subnotificação e outros óbitos que ainda aguardam confirmação dos testes para a Covid-19. As mortes nas duas últimas semanas tiveram um crescimento acima de 2%, o que representa uma situação de estabilidade, porém, em patamar elevado.

Ao contrário de vários países, que começaram cedo a imunização contra a Covid-19, decretaram lockdown e várias medidas para restringir a circulação de pessoas, o Brasil, que vem desde novembro do ano passado com tendências de crescimento da doença e ainda não tem sinal de controle, mantém a desorganização e a falta de um comando nacional de combate a pandemia, além da péssima gestão do Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello.

O atraso nas compras de vacina, insumos e até recursos para novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e enfermarias, são algumas das trapalhadas do governo federal. Enquanto outros países têm ação efetiva para o controle da pandemia com campanhas de vacinação e outras medidas, o Brasil vive o drama e angústia da falta dos imunizantes e de governo.

Prefeitos e governadores adotam medidas rígidas

Sem ação do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), prefeitos e governadores adotaram medidas duras para frear o avanço da doença.

Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Piauí, Santa Catarina, Bahia, Fortaleza endureceram as regras de isolamento social. Grandes cidades do estado de São Paulo, como Araraquara, adotaram lockdown e toque de recolher à noite.


Saiba mais: SP decreta toque de recolher das 23h às 5h a partir de sexta (26) para frear Covid


Para frear a propagação da Covid-19, nesta quarta-feira (24), o estado de São Paulo decretou toque de recolher das 23h às 5h a partir de sexta (26). A pressão dos empresários do comércio levou o governador João Doria (PSDB) a tomar uma medida mais leve do que as que estão sendo decretadas por vários prefeitos. Para especialistas, a restrição deveria ser maior, já que São Paulo registra aumento no número de casos de Covid-19 e recorde de pessoas internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Rio Grande do Sul também vive o pior momento da pandemia. Nesta semana, houve uma disparada nas internações na rede pública de saúde do estado, aumento de 72% em leitos clínicos e de 27% nos de UTI.

A capital, Porto Alegre, tem 96% de sua rede tomada por pacientes com Covid-19, enquanto o estado está com 87% dos leitos ocupados. A expectativa é que o número de mortes e casos continue aumentando após as festas e aglomerações do feriado de carnaval.

Nordeste decreta toque de recolher

Os estados de Pernambuco e de Piauí também decretaram toque de recolher e a capital da BahiaSalvador, determinou o fechamento de praias na tentativa de conter o avanço da Covid-19. O mesmo foi decido pelas autoridades de João Pessoa.

O governo do estado de Pernambuco decretou toque de recolher em 63 municípios das gerências regionais de Saúde de Limoeiro, de Caruaru e de Ouricuri, localizadas no agreste e sertão pernambucano, até o dia 10 de março. Todas as atividades econômicas e sociais estão proibidas das 20h até as 5h durante a semana, e das 17h às 5h nos finais de semana. 

No Piauí, um novo decreto instituiu toque de recolher foi anunciado nesta quarta-feira (24) em todo o estado das 23 h às 5 h até o dia 4 de março, ficando proibida a circulação de pessoas em espaços e vias públicas. Nos finais de semana devem funcionar somente atividades essenciais.

Já em Salvador, praias e os clubes da capital baiana estarão fechados a partir desta quarta-feira (25). A proibição vai até o dia 2 de março e tapumes devem impedir a circulação de pessoas nas praias do Rio Vermelho, Amaralina e também na Barra.

O estado da Bahia vive o momento mais crítico da pandemia causada pelo coronavírus. O Hospital Santa Isabel, Hospital de Campanha da Itaigara, Hospital do Subúrbio e o Hospital Municipal de Salvador, já apresentam 100% de ocupação dos leitos de UTI.  O estado conta com 2.220 leitos ativos e 1.572 para internação. Outro dado que chama a atenção é que o estado chegou a marca de 82% na taxa de ocupação dos leitos da UTI para adultos e 71% para ocupação geral. Ao todo, 11.321 pessoas já faleceram acometidas pela doença. 

Sindipetro Bahia cobra adiamento do início da parada de manutenção

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Denúncias que chegaram ao Sindipetro Bahia apontam para uma situação alarmante na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano, e que pode estar fora de controle. Segundo os denunciantes, haveria mais de 60 trabalhadores próprios da refinaria afastados do trabalho nesse momento, devido à contaminação pela Covid-19, sendo que um deles estaria hospitalizado, na UTI, e já intubado.

Em apenas uma das unidades da RLAM, há 14 trabalhadores contaminados pelo vírus e afastados do local de trabalho. Esse número corresponde à metade dos operadores que atuam na referida unidade, a U-39. Já na Unidade de Destilação, nove trabalhadores estão afastados.

Em relação aos terceirizados há ainda maior dificuldade de conseguir informações. O que foi relatado é que na segunda-feira (22), 15 pessoas de uma das contratadas da refinaria foram diagnosticadas com o vírus da Covid-19.

A tendência é que a situação fique ainda mais dramática pela falta de cuidado e prevenção. Os ônibus que levam os trabalhadores terceirizados para a RLAM costumam circular com capacidade máxima, ou seja, lotados.

Outro problema é a testagem. No início da pandemia, o Sindipetro Bahia e a FUP cobraram a testagem em massa dos trabalhadores. No mês de maio de 2020, a Petrobrás implementou essa testagem para os trabalhadores próprios, depois passou a testar os terceirizados por amostragem. E hoje, segundo denúncias da categoria, a testagem deixou de ser feita.

Desde o início da pandemia, o Sindipetro vem enviando ofícios à gerência da refinaria pedindo informações sobre o número de trabalhadores infectados pela Covid, mas o SMS da Petrobrás não está divulgando essa informação nem para a CIPA da empresa, numa total falta de transparência.

Os trabalhadores relataram ao sindicato que o crescimento dos casos de coronavírus na refinaria vem acontecendo desde o dia 17/02, quando o Gerente Geral da RLAM autorizou a entrada, sem nenhum tipo de controle sanitário, de trabalhadores próprios e terceirizados na unidade “na intenção de minar a greve da categoria”, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, que dormiram em colchões no chão e em um ambiente fechado. Havia também muita gente no Carlam e no portão 3, principalmente terceirizados.

Mesmo em meio ao alto índice de contaminação pela Covid-19, a gerência da RLAM continua com data marcada para a realização da parada de manutenção da refinaria para o dia 15/03 – apesar do Sindipetro Bahia ter solicitado o adiamento dessa parada e a abertura de negociação para a marcação de uma nova data-, assim como a FUP, que fez o mesmo pleito para as paradas de manutenção das outras refinarias da estatal.

Para as entidades sindicais, as paradas de manutenção podem piorar o quadro de contaminação pelo vírus, pois aumenta o número de trabalhadores nas áreas da unidade e os refeitórios e vestiários costumam ficar cheios.

Na Bahia, por exemplo, já é alto o número de infectados nas cidades que ficam no entorno da RLAM como Candeias, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé e Madre de Deus, assim como em outros municípios do estado, o que obrigou o governador Rui Costa a decretar o toque de recolher, das 20h às 5h, sem descartar um lockdow no estado, que pode acontecer em breve.

De acordo com o Sindipetro, a atual situação justifica a prorrogação do início dessa parada de manutenção, que já está em processo de preparação e deve abarcar as unidades 32, 37/38 e módulos A/B da U-80, a torre de refrigeração da 59 (norte da U-32) e a torre de refrigeração da U-87 (sul da U-38).

Para garantir a prorrogação dessa parada, assim como evitar mais doenças e até mortes de trabalhadores, o Sindipetro está apresentando denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego.

A Diretoria Colegiada da FUP e do SINDIPETRO-RN lamentam profundamente o falecimento do petroleiro Jailson Melo Morais, 55 anos, na manhã desta quarta, 17 de fevereiro, em Natal. Ele estava internado desde o início de fevereiro no Hospital São Lucas, lutando para superar infecções decorrentes da COVID-19.

Operador aposentado da Petrobrás no Alto do Rodrigues, Jailson foi reeleito diretor do SINDIPETRO-RN, assumindo a cadeira de suplente na Diretoria de Comunicação para o triênio 2021-2024. Na FUP, ele integrou o Conselho Fiscal da entidade e foi Coordenador do Projeto MOVA Brasil no Rio Grande do Norte, entre 2004 e 2016.

Para o Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, a partida de Jailson é uma perda irreparável e que fará muita falta. “Jailson não é apenas ‘mais uma vítima da covid’. São mais de 30 anos de uma vida carimbada por tantas lutas juntos. Alegrias e sofrimentos. Conquistas e derrotas. Hoje vai com ele um pouco de cada um de nós. Que seus familiares, amigos, amigas, todos os companheiros e companheiras e enfim, todos nós, encontremos forças para continuar a jornada da vida. Que descanse em paz”, disse o Coordenador em nome da categoria petroleira potiguar.

Jailson deixa a esposa, Adelania Pereira Dantas, e três filhos: Anna Clara Soares Dantas, Pedro Henrique Soares Dantas e Vitor Luís Soares Morais.

O velório será realizado hoje (17/02), para um número pequeno de pessoas (entre 10 e 12), por volta das 16 horas, na capela do Centro de Velório Sempre(João Celso Filho, 1314, bairro São João). O sepultamento será amanhã (18) às 9 horas no Cemitério São Vicente de Paula, bairro Feliz Assú, sem número.

Aos amigos e parentes, externamos nossa solidariedade e votos de força para enfrentarmos esse momento de tristeza.

Jailson Melo Morais, presente! Hoje e sempre!

[Com informações do Sindipetro-RN]

Publicado em Movimentos Sociais

Trabalhadores que estão no Royal Macaé Palace Hotel, durante o período de isolamento pré-embarque, estão tendo problemas para conseguir se alimentar. O motivo é que o valor custeado pela Petrobrás para alimentação é menor que os valores cobrados no cardápio oferecido pelo hotel. 

Segundo os trabalhadores, para conseguir se alimentar direito e conseguir beber algo é necessário completar o valor por conta própria. 

“Nós, trabalhadores, viemos para o Hotel seguir o isolamento e temos que pagar diferença para almoçar e jantar? Isso é um absurdo. Se o hotel aumentou os preços dos alimentos, a Petrobrás tem que subir os valores para a alimentação na mesma proporção”, declarou um dos trabalhadores. 

O diretor do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, lamenta a insistência da Petrobrás em agir maltratando seus funcionários. Ele lembra que o trabalhador já está em uma situação difícil, em confinamento, em um quarto, e não pode sequer ter uma refeição digna. 

O sindicato reforça a necessidade de que a categoria envie relatos sobre a ocorrência destes casos, entre outros que coloquem afetem o trabalhador para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Em meio ao avanço da pandemia da Covid-19, principalmente após a identificação de novas cepas do coronavírus com potenciais ainda maiores de contaminação, a gestão da Petrobrás continua negligenciando a realização de testagem em massa dos trabalhadores dentro dos padrões exigidos pelas organizações de saúde. Na última reunião com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), realizada no dia 03 de fevereiro, a FUP tornou a questionar a substituição do teste RT-PCR pelos testes sorológico e de antígeno.

“A Petrobrás dividiu o território nacional em sete áreas para contratação de testagens e, por razões que não conhecemos, uma única empresa assumiu os sete contratos, mas não teve condições de atender às demandas e os contratos foram suspensos. Por conta disso, a Petrobrás rebaixou o padrão de testagem dos trabalhadores, passando a aplicar testes sorológicos e de antígeno, no lugar do RT-PCR, que é o teste padrão ouro”, explica o diretor da FUP, Raimundo Teles, que coordena a representação dos trabalhadores nas reuniões do EOR. Essa falha da Petrobrás, segundo ele, revela a negligência e a incompetência da gestão no controle da pandemia. “Se fosse um contrato de prestação de serviços operacionais, a empresa agiria com o mesmo descaso que vem agindo com a questão da saúde dos trabalhadores?”, questiona. 

Desde o ano passado, os sindicatos cobram que os trabalhadores que estão embarcando e atuando em áreas operacionais terrestres sejam testados e retestados com a maior frequência possível, independentemente de terem ou não sido contaminados anteriormente. A Petrobrás, no entanto, insiste em manter um intervalo de 90 dias para restestar os trabalhadores que já apresentaram resultados positivados para o coronavírus. A FUP insiste na testagem e retestagem frequente de todos os trabalhadores, ressaltando que essa é a única forma possível de garantir o controle da pandemia no Sistema Petrobras, enquanto o Brasil não tiver um plano nacional de vacinação em massa para toda a população.

RJ é o estado com mais petroleiros contaminados

Os últimos números apresentados pelo EOR revelam que, desde o ano passado, 4.379 trabalhadores próprios foram contaminados pelo coronavírus e se recuperaram. Na última semana de janeiro, mais 408 casos foram registrados pela empresa, dos quais 209 foram confirmados e 199 estavam sob suspeita. Segundo o EOR, 23 trabalhadores estavam hospitalizados, sendo nove em unidades de tratamento intensivo. A gestão da Petrobrás, no entanto, continua omitindo informações sobre o avanço da pandemia entre os trabalhadores terceirizados. Pela primeira vez, a empresa concordou em informar os casos registrados por estados, mas não especificou as unidades, nem os regimes de trabalho dos petroleiros que apresentaram suspeita ou confirmação de contaminação pelo coronavírus.

O estado do país onde há mais trabalhadores afetados pela Covid-19 é o Rio de Janeiro, com 128 casos confirmados e 109 suspeitos (dados referentes ao dia 02/02), o que reflete os surtos semanais nas plataformas, conforme vem sendo denunciado pela FUP e pelo Sindipetro-NF. O Espírito Santo aparece em segundo lugar, com 25 petroleiros contaminados e 19, suspeitos, seguido do estado de São Paulo, com 17 casos confirmados e 29 suspeitos. O Amazonas, que é a região do país em situação mais grave nesta nova onda da pandemia, é o quarto na lista da Petrobrás, com 12 trabalhadores contaminados e cinco sob suspeita.

Paradas de manutenção mobilizarão 16 mil trabalhadores a mais nas refinarias

Outro ponto sensível da última reunião com o EOR foi a apresentação do cronograma de paradas de manutenção feita pela Petrobrás em atendimento à cobrança da FUP. Entre fevereiro e agosto, sete refinarias mobilizarão 16.347 trabalhadores em plena pandemia, sendo que quatro delas entrarão em manutenção simultaneamente, no final de fevereiro e início de março, recebendo mais de 10 mil pessoas, além dos atuais efetivos. A FUP manifestou preocupação com a segurança dos trabalhadores e as medidas de proteção que as refinarias irão adotar e propôs um calendário de vistorias sanitárias nas unidades de sua base sindical, começando pela Regap (MG), onde a parada de manutenção está prevista para começar no dia primeiro de março, seguida da Rlam (BA), da Reduc (RJ) e da Repar (PR).  

“Essa vistoria sanitária é importantíssima para que possamos acompanhar e discutir com a gestão local as barreiras de proteção para evitar a contaminação pelo coronavírus durante as paradas, principalmente, as medidas de distanciamento, já que teremos uma média de 2.500 trabalhadores a mais nas unidades”, reforça Raimundo. Em outubro do ano passado, a FUP e os Sindipetros Duque de Caxias e Sindipetro-NF fizeram uma vistoria sanitária na Reduc, junto com representantes do EOR e da unidade.

[Imprensa da FUP | Foto: Agência Brasil]

Durante o lançamento do Relatório das atividades desempenhadas em 2019 e 2020 pela Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda, 14, o coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, representou o Sindipetro-NF e Luciano Santos, representou o Sindipetro Caxias.

Em sua participação Alexandre ressaltou a importância da categoria petroleira para a sociedade e lembrou a quantidade de pessoas contaminadas, mais de três mil, na Petrobrás, já que não há dados sobre a pandemia em petroleiros de outras empresas. Falou da atuação do movimento sindical no combate à COVID-19 e denunciou que as empresas do setor petróleo descumprem a legislação vigente, inclusive a que trata da necessidade de desembarcar  todos os contaminados, mas isso não acontece, num total descaso com as vidas humanas.

O relatório trata da categoria petroleira na sua página 37 citando a realização por parte da  Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social de um audiência pública com o tema “As condições de trabalho e de saúde das petroleiras e petroleiros do Rio de Janeiro em tempos de pandemia de Covid-19”, que aconteceu em 11 de agosto. A atividade foi em parceria com a Comissão de Saúde, a partir de denúncias sobre falta de isolamento dos trabalhadores positivados, falta de testagem, manutenção de escalas de trabalho exaustivas, manutenção de equipes embarcadas por mais de 21 dias, entre outras. Um dos encaminhamentos da audiência foi a articulação junto à Câmara Federal para a realização de vistoria nas bases da Petrobras.

 [Da imprensa do Sindipetro-NF]

Ineficiência nas medidas de segurança da Petrobrás colocam petroleiros em risco no RN. Nesta terça-feira, 8 de dezembro, chegou ao conhecimento da diretoria do SINDIPETRO-RN que a fragilidade nas barreiras de segurança da Estatal está fazendo com que trabalhadores no período de embarque e já nas instalações das plataformas apresentem sintomas da COVID 19.

De acordo com o relato, a PUB 03, situada no campo de Ubarana em águas rasas em Guamaré, estaria com cinco casos de coronavírus confirmados. A situação tomou consistência após um técnico de segurança da Petrobrás, que estava no seu último dia de jornada de trabalho (embarque), apresentar sintomas da COVID, vindo depois a ser confirmado mediante a testagem.

Após essa constatação, quatro novos casos foram diagnosticados com trabalhadores da Elfe que também atuam na plataforma, sendo eles três mecânicos e um instrumentista.

Até o fechamento desta matéria, o Sindicato não foi notificado sobre quaisquer providências da Petrobrás e da Elfe para investigar os casos. A situação é de grande tensão entre os trabalhadores, “é uma verdadeira roleta russa, ninguém sabe quem será o próximo infectado”, disse o autor da denúncia.

Essa preocupação da categoria mostra a fragilidade da Petrobrás nos procedimentos de segurança para resguardar a saúde e integridade de seus funcionários, além da falta de fiscalização das empresas terceirizadas. “Se as medidas de segurança não são iguais para todos, todos correm perigo de se contaminar”, explica o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino.

A diretoria do SINDIPETRO-RN já está tomando providências administrativas e jurídicas para resguardar a saúde dos trabalhadores. Novas denúncias podem ser feitas de forma aberta ou anônima pelos telefones da Sede Natal: (84) 3344-6800, Subsede Mossoró: (84) 3317-2034 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A categoria também pode formalizar a denúncia por áudio, fotos e vídeos e enviar para o WhatsApp – (84) 99959-0184.

[Da imprensa do Sindipetro-RN | Fotos: Christian Vasconcelos]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.