Discurso vergonhoso e mentiroso de Bolsonaro na ONU é mais um entre centenas de motivos para a população ir às ruas contra o presidente no dia 2 de outubro, afirma secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo

[Da redação da CUT]

A fala do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), na Organização das Nações Unidas (ONU), na manhã desta terça-feira (21) reforça a urgência em ocupar as ruas em todo o Brasil, no dia 2 de outubro para exigir o fim do governo. Entre os inúmeros motivos para o impeachment, o discurso mentiroso de Bolsonaro coloca o país em uma situação de vergonha mundial por ter o pior presidente de todos os tempos.

Aos líderes mundiais, o presidente mentiu descaradamente sobre os combates à pandemia, aos incêndios florestais e à crise econômica do país, com grande repercussão na imprensa internacional e nacional, que apontaram as suas falsas informações.


Leia mais:

Discurso de Bolsonaro na ONU tem 13 minutos de mentiras e informações distorcidas


“Por suas mentiras, que estão levando o Brasil a atravessar um momento de deterioração nas suas questões políticas e econômicas, temos motivos suficientes para retirar Bolsonaro da presidência da República”, afirma o secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional, Ariovaldo de Camargo.

As manifestações que  já estão sendo organizadas pela CUT, demais centrais e Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, devem ocorrer em todos os estados brasileiros, a exemplo de protestos anteriores realizados desde maio deste ano e que já levaram milhões de brasileiros às ruas para deixar claro o “basta” deste governo e exigir que o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) coloque em pauta um dos mais de 130 pedidos de impeachment já protocolados na casa.

O dia 2 de outubro é uma ação para pressionar o parlamento brasileiro a abrir o processo de impeachment. Não podemos esperar até outubro de 2022, nas próximas eleições para retirar Bolsonaro do poder. As pesquisas já demostram que a maioria da população não aguenta mais este governo
- Ariovaldo de Camargo

 


Leia mais: 

Reprovação recorde: 53% dos brasileiros avaliam Bolsonaro como ruim ou péssimo


Para Ariovaldo, o governo não tem mais força e condições de melhorar a vida dos desempregados, das mulheres, dos estudantes e das futuras gerações. Ao contrário vive no passado dizendo, de forma mentirosa que o país em seus governos progressistas, vivia sob a “ameaça do socialismo”.

“Jair Bolsonaro não tem compromisso com a verdade. Ele não perde a oportunidade para falar aos seus apoiadores, sem se preocupar com o restante da população e mente sobre tudo”, diz Ariovaldo de Camargo.

O dirigente reforça ainda que se alguém tinha alguma esperança de um país melhor, ela foi sepultada com o discurso de Bolsonaro na ONU e com os comportamentos dos seus filhos.

Camargo se refere às vaias que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) recebeu num shopping, em Nova Iorque (EUA) e às ameaças que o filho mais novo do presidente, Renan, fez aos integrantes da CPI da Covid-19.

Em um vídeo publicado nessa segunda-feira (20), o filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan, mostrou armas de fogo e escreveu “Alô, CPI”. A reação foi imediata dos senadores da Comissão, que ao abrirem a sessão desta terça, pediram que o ele seja investigado, por convocação ou encaminhamento do caso à Justiça, pelo crime de ameaça.

É um governo vexatório, que que está no fim e precisamos urgentemente colocá-lo para fora, para podermos construir um novo momento para o país. Vamos ocupar às ruas no 2 de outubro para pressionar o Parlamento contra este governo genocida
- Ariovaldo de Camargo      
Publicado em Política

Secretária de Relações Internacionais da CNQ será a primeira mulher a representar a América Latina e Caribe na organização que reúne 51 milhões de trabalhadoras e trabalhadores

[Da redação da CNQ/CUT]

É brasileira e do ramo químico da CUT a primeira mulher a ocupar uma das vice-presidências da IndustriALL Global Union. Presidenta da CNQ por dez anos e, atualmente, Secretária de Relações Internacionais da confederação, a companheira Lucineide Varjão foi eleita, nesta terça-feira (14/09), para o cargo na entidade que reúne sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores da indústria do mundo inteiro.

Em decorrência da pandemia da covid-19, o 3º Congresso da IndsutriALL ocorre virtualmente, entre os dias 14 e 15 de setembro, com a participação de milhares de representantes do movimento sindical.

Além da Presidência Global (que segue com Jörg Hofmann) e da Secretaria-Executiva (brilhantemente conduzida pelo companheiro Valter Sanches nos últimos anos e para a qual foi eleito Atle Høie), a estrutura da organização é composta por seis vice-presidências, com representantes das diferentes regiões globais.

Lu Varjão, da CNQ/CUT, ocupará, pelos próximos quatro anos, uma dessas vice-presidências, representando a América Latina e o Caribe. A eleição da chapa contou com 97,23% dos votos.

“Será um trabalho árduo, com imensos desafios para o movimento sindical e para a classe trabalhadora. Os donos do capital querem jogar a conta da crise para cima de nós. Temos que enfrentar a onda ultraliberal, que quer a todo custo, exterminar nossos direitos. Além disso, temos uma economia cada vez mais globalizada, com avanços tecnológicos e colapso ambiental. Só conseguimos encarar tantas lutas, se estivermos unidas e unidos. Por isso, não podemos jamais deixar de empreender esforços para incluir nesses processos mulheres, negras e negros, companheiras e companheiros LGBTQIA+, pessoas com deficiência. Ninguém pode ficar de fora”, avalia a dirigente.

Comitê Executivo

Para o trabalho na IndustriALL na América Latina e Caribe, Lu Varjão atuará coletivamente com o Comitê Executivo Regional, composto por outros cinco companheiras e companheiros: Monica Veloso (CNTM-Brasil); Napoleón Gómez Urrutia (SNTMMSRM-México); Madalena Mondolo (FETIA-Argentina) e Horacio Fuentes (CONSTRANMET-Chile); além de Edson Bicalho (FEQUIMFAR-Brasil) e Maicon Vasconcelos da Silva (CNM -Brasil), que assumirão um dos postos intercaladamente durante os dois biênios da gestão.

“É muita responsabilidade, mas também muita alegria. É importante dizer que não cheguei aqui sozinha. São muitos anos de dedicação e construção dentro do movimento sindical. Só me cabe agora agradecer e retribuir a confiança. Conto com apoio de todas e todos na nova etapa”, afirma Lu Varjão.

Presidente da CNQ/CUT, Geralcino Teixeira, que também participou do congresso, classifica a eleição da companheira para a vice-presidência da IndustriALL na América Latina como histórica para a CNQ, para o ramo químico e para o movimento sindical brasileiro.

Organização Global

A IndustriALL representa 51 milhões de trabalhadoras e trabalhadores de 140 países.

A organização foi fundada em 2012, a partir da fusão de três sindicatos globais que representavam os ramos químico (ICEM), metalúrgico FITIM e têxtil/vestuário/couro (ITGLWF).

No Brasil, são afiliadas à IndustriALL organizações sindicais dos ramos químico, metalúrgico e do vestuário, da CUT e da Força Sindical.

Publicado em Movimentos Sociais

Projeto Brigadas Digitais será instrumento para “influenciar decisões do governo e patrões na luta para recuperar nossos direitos e nosso país. A gente tem capacidade, somos CUT”, afirma o presidente da CUT, Sérgio Nobre

[Da redação da CUT]

Para fortalecer a Rede Nacional de Comunicação da CUT e combater as fake news, é fundamental estar preparado para a batalha nas redes sociais em defesa da classe trabalhadora e de um país mais justo e para todos. Foi com esse objetivo que a CUT lançou no sábado (28), dia do seu aniversário de 38 anos, o Projeto “Mutirão da Comunicação – Brigadas Digitais da CUT”.

A atual conjuntura política no Brasil, marcada sobretudo pela ofensiva da extrema direita, que  utiliza intensamente as redes sociais para defender a retirada de direitos da classe trabalhadora, interferir no processo eleitoral e disseminar notícias falsas, é um grande desafio para as forças populares e, neste contexto, a CUT sentiu necessidade de repensar a comunicação, os meios de produção e disseminação de informações voltadas para a classe trabalhadora.

O projeto Brigadas Digitais da CUT nasce como um instrumento estratégico para a classe trabalhadora ocupar as redes sociais e fortalecer a pressão em defesa das pautas e lutas do movimento sindical [abaixo vídeo explicativo sobre o projeto].

Para isso, vai preparar de maneira teórica e prática mais de 60 mil comunicadoras e comunicadores sindicais para que pensem, produzam e disseminem conteúdos, referenciados no projeto político defendido pela Central, em seus territórios de atuação, como o local de trabalho, a escola, a igreja, a comunidade, o sindicato, os territórios quilombolas e indígenas, entre outros.

Integrantes do Coletivo de Comunicação das CUTs nos estados e ramos, dirigentes sindicais, lideranças, trabalhadoras e trabalhadores em comunicação das entidades sindicais, educadoras e educadores militantes de sindicatos, trabalhadoras e trabalhadores nos seus locais de trabalho e  todo  movimento sindical CUTista estão sendo convidados para serem uma ou um comunicador popular, atuar em rede e de forma organizada em uma Brigada Digital para contribuir com a construção de uma nova política de comunicação que dialogue com a classe trabalhadora, com as pautas e saberes e sonhos da classe trabalhadora. 

Para o presidente da CUT, Sérgio Nobre, que inclusive está sendo o embaixador e divulgando o projeto por todo país, o Projeto Brigadas Digitais da CUT é prioridade e fundamental para que a Cental dialogue com milhões de pessoas no país, amplie a voz da classe trabalhadora nas redes sociais e impacte decisões no Congresso Nacional e dos patrões.

“Tem muita gente duvidando da nossa capacidade de conseguir articular e organizar nossa militância CUTista em uma rede de comunicação forte para influenciar decisões de governos e patrões na luta para recuperar nossos direitos e nosso país”, argumenta Sérgio.

“Este projeto será prioritário e fundamental para a vitória.  Nós vamos fazer, temos capacidade para isso porque somos CUT”, disse o presidente nacional da CUT em vídeo gravado para apresentar o projeto para toda a rede CUT.

Durante o mês de agosto, a CUT apresentou e aprovou o projeto com todos os representantes da Central nos estados e nos ramos, no dia 1º de setembro começam as inscrições e no dia 21 de setembro, a CUT está programando um Encontro de abertura do Mutirão da Comunicação – Brigadas Digitais da CUT. O percurso formativo será feito em 4 fases e tem como proposta formar quase 6 mil Brigadas Digitais até dezembro de 2022.

Como nasceu o Mutirão da Comunicação

Na live de 38 anos da CUT, que foi transmitida pela TVT, redes sociais da CUT e retransmitida por outros canais do movimento sindical, o secretário de Comunicação, Roni Barbosa, e a secretária de Formação da CUT Brasil, Rosane Bertotti, apresentaram o projeto e contaram como nasceu este Mutirão da Comunicação como processo de formação e organização das Brigadas Digitais.

De acordo com Roni, o projeto é resultado de um longo processo de construção coletiva, com muita gente pensando em como a CUT poderia reagir diante de tantos desafios que a classe trabalhadora está enfrentando no Brasil e conseguir mudar o rumo do país.

Segundo o secretário, só com uma rede de comunicação forte e grande será possível enfrentar e ser protagonista da mudança neste período difícil que o país vive, com o desemprego em massa, perda de direitos, a disparada dos preços, o retorno da fome, a destruição do meio ambiente, a falta de cuidado com a vida e o pior: a desesperança do povo.

“Tudo começou com as análises e reflexões que fizemos sobre os ataques da extrema direita, como eles usaram intensamente as redes sociais para espalhar as mentiras, chamadas de fake news, e conseguiram eleger um presidente da República que tenta implantar um projeto neofascista e ultraliberal de destruição do nosso país”, afirma o secretário, que finaliza fazendo o convite para a rede CUT participar do mutirão: “Você dirigente, militante ou uma liderança na sua categoria, que tenha respeito na sua comunidade, é hora também de influenciar o mundo digital”.

Bertotti disse que o projeto das Brigadas Digitais será uma grande jornada de formação em comunicação, falou da importância da unidade do campo popular democrático na luta e ressaltou a importância da mobilização e organização.

“É formação e é ação para derrotarmos os inimigos da classe trabalhadora, mas sabemos que para uma iniciativa desta dar certo, precisaremos do compromisso de todo movimento sindical CUTista. Precisaremos do empenho de cada um, da criatividade e da disciplina de cada um de vocês”, finalizou a dirigente.

Acompanhe o lançamento do projeto Brigadas Digitais 

Publicado em Movimentos Sociais

Central participará dos atos #ForaBolsonaro levando às ruas a pauta dos trabalhadores como a defesa do emprego e renda, auxílio emergencial, vacina já e reforçará a luta contra a ofensiva fascista de Bolsonaro

[Com informações da CUT]

No dia 7 de setembro, data em que há muitos anos é realizado o Grito dos Excluídos, a CUT, demais centrais sindicais e entidades que integram a Campanha Fora Bolsonaro se somarão aos atos que ocuparão as ruas de várias cidades do país e que terão como palavra de ordem o ‘Fora, Bolsonaro’.

Como reforça o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, em convocatória nesta segunda, 30, milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm a consciência de que para o país retomar o caminho do desenvolvimento, da geração de emprego e renda, do combate à fome e de melhores condições de vida, é necessário o fim do governo genocida de Jair Bolsonaro.

“Não existe tarefa mais importante para os trabalhadores e as trabalhadoras brasileiros, neste momento, do que derrotar o governo Bolsonaro, e é por isso que todos nós temos um compromisso, uma luta muito importante no próximo dia 7 de setembro, que é ocupar as ruas e dizer para o Brasil e o mundo inteiro que nós não queremos Bolsonaro na Presidência, porque o país precisa de desenvolvimento e democracia e com esse genocida isso nunca irá acontecer.”

Por isso, a CUT reforça a convocação para os atos do dia 7 de setembro em todo o Brasil, ressaltando também  as bandeiras prioritárias de luta que serão levadas às ruas neste dia, como salário digno, emprego e trabalho decente; combate à carestia, ao aumento da inflação e à fome; e contra a reforma Trabalhista de Bolsonaro (MP 1045) que destruirá ainda mais os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo de anos de luta.

As pautas ainda englobam a luta contra as privatizações que trazem prejuízos nos serviços prestados à população nos mais diversos setores – luta que se soma à urgência em derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, que destruirá os serviços públicos; por uma reforma Tributária justa, solidária e sustentável, além de medidas para o enfrentamento à pandemia como o auxílio emergencial de R$ 600, e vacina já para todas as pessoas.

Mobilização antifascista

Para a CUT, a ofensiva autoritária do bolsonarismo, que traz em se discurso a ostentação da força militar como forma de se impor e se perpetuar no governo, além de outras pautas como o voto impresso e o ataque às instituições democráticas, como o Supremo Tribunal Federal (STF), são temas que não interessam ao país.

As prioridades do governo deveriam ser justamente a defesa democracia e a preservação dos direitos dos trabalhadores, o serviço público, estritamente necessário à população e a soberania nacional. Mas o objetivo de Bolsonaro é destruir tudo isso.

Esse discurso bem como qualquer ofensiva autoritária de Bolsonaro e seus apoiadores, para a CUT, centrais e movimentos sociais, deve ser repudiado nas ruas no dia 7 de setembro.

A mobilização

A orientação da CUT aos trabalhadores e à militância para o dia 7 é de realizar atos no maior número possível de cidades, de maneira pacífica, alegre, organizada e respeitando ao máximo os protocolos de segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus.

“Lutamos com indignação e irreverência. Nos organizamos coletivamente para acolher a militância e garantir a segurança de todos que desejam se manifestar contra esse governo genocida e corrupto”, dizem os diretores da CUT sobre o espírito da luta a ser levada às ruas no dia 7 de setembro.

Para as manifestações estão sendo confeccionadas faixas e cartazes com as pautas para que a mobilização ganhe mais visibilidade.

Para as redes sociais também estão sendo produzidos cards, vídeos e ações que complementarão as manifestações de rua e mostrarão ao Brasil e ao mundo a força da classe trabalhadora.

São Paulo

Com duras críticas ao governador João Doria (PSDB), que quer impedir o ato da esquerda na capital, a Campanha Fora Bolsonaro, articulação que reúne mais de 80 entidades e movimentos sociais e sindicais, e o Grito dos Excluídos confirmaram o Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, como palco da tradicional manifestação organizada, sempre em 7 de setembro. O ato conjunto está previsto para ocorrer às 14 horas.

"Esperamos que a Justiça não ouse impedir o nosso direito constitucional de realizar o ato no dia 7 de setembro, que é histórico e acontece há 26 anos em defesa da vida, da paz, da soberania e agora também pela saída do Bolsonaro", explicou o coordenador nacional da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim, que é um dos idealizadores da mobilização.

Mutirão Fora Bolsonaro

Como preparação para o 7 de setembro, a CUT e entidades realizam neste sábado atos em vários locais do país, para a dialógo com a população sobre a urgência e a necessidade do Fora Bolsonaro. Um panfleto, com linguagem popular e objetiva será distribuído à população

Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos filiados lamentam profundamente a morte do companheiro Wagner Gomes, secretário geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Ele nos deixou nesta terça-feira, 10 de agosto, vítima de um ataque cardíaco fulminante. Uma perda imensa para o movimento sindical brasileiro.

Wagner foi um grande lutador das causas e dos direitos da classe trabalhadora, como destaca a nota de pesar da CUT, cuja íntegra segue abaixo. Ele esteve junto com os petroleiros e petroleiras nas principais mobilizações contra a entrega do Sistema Petrobrás e do pré-sal, sempre se posicionando na defesa incondicional da soberania e das lutas da categoria.

Os dirigentes da FUP e de seus sindicatos estão em luto pela partida precoce desse grande sindicalista brasileiro. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares e amigos de Wagner e a todos os companheiros e companheiras da CTB, que realizam esta semana o 5º Congresso Nacional da Central em clima de imensa tristeza.

Temos certeza de que o legado de luta deixado por ele continuará inspirando as atuais e futuras gerações de sindicalistas brasileiros.

Wagner Gomes, presente!

Nota da CUT em pesar pelo falecimento de Wagner Gomes

A Central Única dos Trabalhadores manifesta profundo pesar pelo falecimento, nesta terça-feira (10), do companheiro Wagner Gomes, secretário-Geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

O movimento sindical brasileiro perdeu um grande lutador das causas e direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Ao longo de sua trajetória, Wagner Gomes pautou-se pela defesa intransigente da organização sindical, das condições de vida, de trabalho e da democracia, valores que considerava fundamentais para avançar nas lutas e conquistas.

Natural de Araçatuba, o companheiro Wagner Gomes, destacou-se como presidente do sindicato dos Metroviários de São Paulo nas gestões de 1989/1995 e 2009/2011. Tivemos a honra de tê-lo como integrante da executiva nacional da CUT no período de 1991 à 2003, onde ocupou os cargos de diretor executivo, 1º Tesoureiro e vice-presidente da gestão de 2003 a 2006, quando saiu para criar e presidir a CTB.

Além de um bravo e destacado militante, Wagner Gomes também será lembrado pelo peculiar senso de humor frente as dificuldades e às adversidades, não se abatia e ainda animava os companheiros com suas frases e tiradas singulares.

A CUT, neste momento de tristeza, junta-se aos militantes e dirigentes da CTB para celebrar a vida de luta do companheiro Wagner Gomes, na certeza de que seu legado será referência para as futuras gerações.

Nossas condolências aos familiares e amigos.

Executiva Nacional da CUT

Publicado em Movimentos Sociais

Em 05 de julho de 1983, os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan/SP) iniciaram uma das mais importantes greves da categoria, que logo em seguida teve a adesão dos trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA). Foram sete dias de enfretamento, em um movimento essencialmente político contra a ditadura, cujo estopim foi um decreto do general João Batista Figueiredo, para cortar direitos dos trabalhadores de estatais e reduzir efetivos.

Os militares ocuparam as refinarias, fizeram intervenções nos sindicatos, cassaram seus dirigentes e demitiram 358 petroleiros. Dez dias depois, em 21 de julho de 1983, cerca de três milhões de trabalhadores das mais diversas categorias cruzaram os braços na primeira greve geral da ditadura militar.

Em agosto do mesmo ano, a CUT foi fundada, tendo como principais eixos de luta o fim da ditadura, a revogação da Lei de Segurança Nacional e a garantia de liberdade e autonomia sindical. 

Greve fortaleceu a luta pela redemocratização do Brasil

Uma das primeiras greves no período da Ditadura Militar a ser assumida pelos trabalhadores como essencialmente política, a moblização dos petroleiros em julho de 1983 representou um novo marco na história recente do movimento sindical brasileiro. A categoria desafiou a Lei de Segurança Nacional, parando a produção na Refinaria Landulfo Alves (RLAM), em Mataripe (BA) e na Refinaria Planalto (REPLAN), em Campinas (SP). Era o estopim para a primeira greve geral no Brasil, decretada após o golpe militar de 1964, e que parou o país no dia 21 de julho de 1983, abrindo caminho para a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O cenário econômico em 1983 era favorável à série de mudanças políticas que estavam por acontecer. A crise econômica do governo Figueiredo fervilhava. Atendendo às determinações do FMI, o governo aumentava os juros para conter a inflação e cortava despesas, chegando ao ponto de baixar em maio o Decreto-Lei 2.025, que extingüia todos os benefícios dos empregados das empresas estatais. A reação dos trabalhadores foi imediata. No dia 16 de junho, 35 entidades sindicais e associações de funcionários públicos, incluindo os petroleiros da RLAM, aprovam o estado de greve, em protesto contra o decreto. Diversos setores da sociedade estudantes, partidos de esquerda, OAB, ABI, entre outros se solidarizaram com os trabalhadores, manifestando-se publicamente contra o decreto. Várias bases de petroleiros aderem ao estado de greve Campinas, Rio Grande do Sul, Pará, Minas Gerais, Cubatão e Duque de Caxias.

O governo recuou, mas no dia 29 de junho, o general João Batista Fiqueiredo, assinou um novo decreto, o 2.036, atacando diretamente os direitos dos funcionários das estatais acabou com o abono de férias, as promoções, os auxílios alimentação e transporte, o salário adicional anual e a participação nos lucros, só para citar alguns. Menos de uma semana depois, em 05 de julho, os trabalhadores do turno da noite da REPLAN entram em greve, desafiando a truculência do regime militar. A pauta de reivindicações era essencialmente política contra o arrocho salarial, à manipulação do INPC, o Decreto-Lei 2.036, o entreguismo governamental e o acordo com o FMI. No dia 07 de julho, interventores, acompanhados de agentes da Políca Federal, invadem o sindicato de Campinas, cassando os seus dirigentes.

A reação dos trabalhadores não tardou, com a greve se alastrando e atingindo a RLAM. Os metalúrgicos, químicos e trabalhadores em transporte do ABC paulista também param. Na Refinaria do Vale do Paraíba (REVAP), o movimento já estava prestes a ser deflagrado, mas a polícia agiu rápido, frustando a ação dos grevistas. O governo intervem nos sindicatos dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo e Diadema e no sindicato dos petroleiros em Mataripe (BA).

O Exército entra de prontidão no ABC e, no dia 9 de junho, 153 trabalhadores foram demitidos em Paulínia e 205 em Mataripe. Diante de tamanha repressão, a unidade dos trabalhadores começa a ser enfraquecida. No dia 11 de julho, os metalúrgicos e os petroleiros suspendem a greve. Se por um lado os trabalhadores não tiveram naquele momento as suas reivindicações atendidas, por outro deram o passo decisivo para impulsionar a primeira greve geral da ditadura militar, no dia 21 de julho. Em 28 de agosto, os trabalhadores criavam a Central Única dos Trabalhadores. Nascia alí um sindicalismo autêntico e combativo, que mudaria para sempre as relações trabalhistas travadas no Brasil até então.

Relembrar a história é um ato político

Esquecer a história é esquecer quem somos, assim como celebrar a história é lembrar como chegamos até aqui. A greve de 83 é um dos momentos mais importantes do sindicalismo brasileiro, é um registro de coragem que nos inspira até hoje. Os companheiros e companheiras que se colocaram a frente de todos aqueles riscos, são heróis e heroínas dos nossos tempos.

Cada petroleiro e petroleira deve carregar no peito com orgulho e coragem pertencer a categoria que, em plena ditadura militar, cruzou os braços para lutar contra o arrocho salarial, a manipulação do INPC, o Decreto-lei nº 2.036 e contra o acordo com o FMI.

Nossos companheiros e companheiras da RLAM (BA) e da REPLAN (SP) desafiaram a lei de segurança nacional, iniciando um movimento que acabou por ser a centelha da primeira greve geral do país, desde o golpe de 64, greve que acabou por abrir caminho para a criação da Central Única dos Trabalhadores.

Que nossa história nunca se perca! Que tenhamos sempre a união dos companheiros e companheiras de 83, porque defender a Petrobrás é defender o Brasil!

[Da imprensa da FUP e do Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
Em discurso virtual na 109ª Conferência da Organização Mundial do Trabalho, Antonio Lisboa, secretário de Relações Internacionais da CUT, denunciou o governo brasileiro por violações de direitos. As perseguições a dirigentes sindicais, como a que ocorreu com o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, punido pelo simples exercício da função para a qual foi eleito, também foram denunciados na OIT.

[Da redação da CUT]

Ao discursar virtualmente na quinta-feira (3), no início da 109ª Conferência da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que discute as aplicações das normas da entidade no contexto do enfrentamento à pandemia da Covid-19, o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, enumerou uma série de violações que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) vem fazendo contra os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil.

De perseguições a sindicalistas ao descaso com a pandemia, às violações aos direitos dos trabalhadores e ao povo indígena brasileiro, Lisboa deu um retrato do que o governo de extrema direita vem fazendo no país.

Lisboa disse aos representantes da OIT, que no Brasil, a pandemia causada pelo Covid 19 resultou na intensificação, nos últimos dois anos, em mais violações das normas da organização, especialmente às convenções 98 e 154, que tratam do fomento às negociações coletivas e ao direito de sindicalização, respectivamente. Ele alertou que as conclusões aprovadas na Comissão de Aplicação de Normas, nos anos de 2018 e 2019, foram absolutamente desrespeitadas.

O dirigente da CUT citou como exemplo o caso da Empresa Brasileira dos Correios, que em setembro de 2020, contestou judicialmente a greve dos trabalhadores, e, como resultado, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) retirou 50 das 79 Cláusulas da Convenção Coletiva, a maioria delas consagradas por anos de livre negociação, o que é uma  grave violação a convenção 98.

As perseguições a dirigentes sindicais, como o que ocorreu com o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, punido pelo simples exercício da função para a qual foi eleito, também foram denunciados na OIT.


Leia também:

> Gestão da Petrobrás viola liberdade sindical e tenta intimidar trabalhadores, punindo arbitrariamente o coordenador da FUP

> Entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos protestam contra punição da Petrobrás a coordenador da FUP


Lisboa relatou ainda o teor das Medidas Provisórias nºs 927936 e 1045,  que permitiram, sem nenhuma consulta aos sindicatos, que os acordos e convenções coletivas fossem feitos por liberalidade dos empregadores, e que reduções salariais, de jornada e suspensão do contrato de trabalho fossem realizados por acordos individuais. Segundo o dirigente CUTista “não há diálogo social no Brasil”.

Sobre a situação das comunidades indígenas e quilombolas, Lisboa declarou que aumentou a vulnerabilidade com a pandemia. O Governo deixou de cumprir determinação judicial para testagem, vacinação e outras medidas de proteção. O direito à consulta foi ignorado.

A atuação de Bolsonaro na pandemia também foi alvo de crítica do dirigente da CUT. Para Lisboa, o planeta inteiro sabe que no Brasil, a tragédia causada pela pandemia foi agravada pela incompetência e irresponsabilidade de um governo que trocou quatro ministros da Saúde em um ano, e cujo presidente, ao invés de combater o vírus e proteger a população, parece querer combater o povo e proteger o vírus.

Lisboa lembrou que em março do ano passado com mil mortes, o presidente classificou a covid-19 como uma “gripezinha”. Em abril declarou: “E daí, quer que eu faça o que?”. Em junho, com 35.000 mortes, Bolsonaro disse que iria “parar de divulgar números” relativos à pandemia.

“ Ao mesmo tempo em que nega os riscos da pandemia e combate as orientações da OMS, incentiva o povo a ir para as ruas sem proteção e agride países que oferecem ajuda. Em janeiro de 2021, com 198 mil mortes, faltou oxigênio no Estado do Amazonas. O presidente afirmou: “não tem oxigênio, eu não posso fazer nada”. Foi preciso que as centrais sindicais mediassem com o governo da Venezuela o fornecimento de oxigênio para diminuir a tragédia”, contou Lisboa.

Por fim, o secretário de Relações Internacionais da CUT, citou que mais da metade da população brasileira vive em condições de insegurança alimentar. Em primeiro de junho o país ultrapassou os 465 mil mortos pela pandemia.

Presidente da Central orienta sobre medidas de prevenção e cuidados sanitários que devem ser atendidos pelos sindicatos e militância para evitar expor trabalhadores ao novo coronavírus

Leia a íntegra:

A Central Única dos Trabalhadores (CUT)vem a público para manifestar o seu agradecimento às CUTs Estadais, Ramos, sindicatos e todas as entidades filiadas, Contag e MST pela mobilização e empenho para que o nosso ato desta quarta-feira (26), em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, vacina para todos já, contra a carestia e a fome, fosse realizado com muito sucesso, propiciando também a entrega da pauta legislativa das Centrais às lideranças políticas da Câmara e do Senado.

No próximo sábado (29), acontecerá uma nova manifestação, convocada pela Campanha ‘Fora, Bolsonaro’, da qual a CUT também é integrante.

Cumprindo a decisão da nossa Direção Executiva de 17/05/2021, orientamos as CUTs Estaduais, Ramos e entidades filiadas que nossa mobilização deve ser organizada com todas as medidas da prevenção e cuidados sanitários possíveis, de forma que não provoquem aglomerações e exponham nossos militantes e trabalhadores e trabalhadoras das nossas entidades ao risco de contrair Covid-19.

Entendemos que a indignação e o repúdio a todos os atos desse governo genocida devem ser cada vez mais potencializados para sensibilizar a população da impossibilidade de continuidade desse governo, mas também temos a responsabilidade de não negar o momento difícil e trágico que a pandemia está causando nos lares de milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

Defendemos desde o primeiro momento as medidas recomendadas  pelos cientistas e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate ao novo coronavírus e também as políticas econômicas e sociais necessárias para a proteção da população.

Nessa luta, que se intensificou a partir de março de 2020, muito já foi feito e muito ainda deverá ser feito para que consigamos colocar um ponto final nos desmandos desse governo e em especial interromper o genocídio do povo brasileiro. Precisaremos de todos vivos para vencermos todas as batalhas que ainda serão travadas.

Sérgio Nobre
Presidente Nacional da CUT

 

Publicado em Movimentos Sociais

Respeitando protocolos de segurança e sem aglomerações, centrais sindicais e movimentos sociais se mobilizaram pelo auxílio emergencial de R$ 600, contra a fome, carestia e pela vacinação imediata da população

[Da redação da CUT]

Expostas no gramado em frente ao Congresso Nacional, 600 cestas com alimentos cultivados e colhidos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), formaram o cenário de denúncia sobre a trágica situação pela qual passa o país, de milhões de brasileiros passando fome, de desemprego e de miséria. Tudo isso em consequências da política genocida do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), cujo negacionismo no enfrentamento à pandemia resultou na morte mais de 450 mil brasileiros por Covid-19, além da falta de políticas efetivas de geração de emprego, renda e distribuição da riqueza.

Estes foram os motivos principais do ato unificado da  CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, Pública, CSP-Conlutas, CGTB, CONTAG, MST e das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, realizado em Brasília na manhã desta quarta-feira (26). O ato antecedeu a entrega da Agenda Legislativa das Centrais Sindicais para a Classe Trabalhadora à presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, reforçou que o ato – que foi simbólico, sem provocar qualquer espécie de aglomeração e seguiu todos os protocolos de distanciamento social e uso de equipamentos de segurança – teve o objetivo de chamar a atenção do povo brasileiro para a realidade do país.

“Queremos chamar a atenção para a questão da fome, da carestia. Famílias inteiras estão dormindo nas calçadas. Isso tinha acabado e não esperávamos que essa situação voltasse – pessoas, crianças, pedindo auxilio nos faróis e supermercados”, disse o dirigente.

A crítica situação econômica da maioria dos brasileiros muito se deve à redução do auxílio emergencial, que neste ano chega a apenas cerca de metade daqueles que receberam no ano passado, e com valores ínfimos de R$ 150 a R$ 375, contra os R$ 600 determinados pelo Congresso no ano passado, após pressão da CUT e demais centrais sindicais.

A maioria dos trabalhadores que ainda tem emprego, ganha até dois salários mínimos, ressaltou o presidente da CUT. A carestia – encarecimento de custo de vida – que tem como causa o aumento excessivo nos preços dos alimentos, do gás de cozinha, e de produtos essenciais para a sobrevivência penaliza milhões de brasileiros, acrescentou o presidente da CUT.

Sérgio Nobre / Foto: Valci Araújo

Ato solidário

O presidente da CUT ainda destacou que o objetivo da manifestação não foi provocar aglomerações. “Sabemos a realidade da pandemia. O número de mortos, mais de 450 mil, é uma tragédia e o responsável é Bolsonaro”, afirmou o dirigente no caminhão de som, estacionado na Esplanada dos Ministérios.

E esse foi o espírito do ato, que teve, no gramado, representantes de entidades dos movimentos sociais, de sindicatos e de centrais – todos distantes uns dos os outros e, em meio a eles, faixas, bandeiras e cartazes com as pautas “fora, Bolsonaro”, “vacina no braço, comida no prato”, “em defesa do SUS” e “auxílio emergencial de R$ 600”.

Kleber Freire

Doação de cestas de alimentos

As cestas com alimentos para doação aos mais vulneráveis foram colocadas formando o número “600”, para simbolizar a luta pelo auxílio com valor mais digno.

Carrinhos de supermercado com o (muito) pouco que dá pra comprar com o valor do atual auxílio (a maioria recebe parcelas de R$ 150) também fizeram parte da cena como forma de sensibilizar os parlamentares para que votem uma Medida Provisória que estabeleça, no mínimo, R$ 600 como auxílio emergencial até o fim da pandemia do novo coronavírus.

Ao todo, mais de três toneladas de alimentos, oriundos de assentamentos e da agricultura familiar foam doados à Cooperativa de Catadores de Reciclados do Distrito Federal (Centcoop).

Kleber Freire

Movimentos e centrais

O presidente da Contag, Aristides Veras dos Santos, após reforçar que é preciso a vacinação avançar no Brasil e a necessidade de que parlamentares aprovem projetos voltados à agricultura Familiar e à reforma agrária, disse que o ato tem o objetivo da aprovação do auxílio emergencial de R$ 600.

“Esse é ato é por R$ 600, contra a fome, contra a miséria, contra a pobreza e para que o Congresso Nacional encaminhe pautas que interessam ao povo”, disse o presidente da Contag.

Matheus Alves/MST

Além do MST e da Contag, participaram do ato também representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), União Nacional dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e entidades representativas de trabalhadores do setor público e privado, como a Confederação Nacional dos Eletricitários (CNE), Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect-CUT) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comércio e Serviços (Contracs-CUT).

Parlamentares também participaram. A presidente do PT, deputada Federal Gleisi Hoffmann, considerou fundamental a luta das centrais e movimentos sociais para que o povo brasileiro ‘saia da miséria’.

“Vamos mostrar que não concordamos com a destruição do Brasil e com a crise que o povo brasileiro passa. É fundamental lutarmos para que o povo saia da miséria, a fome não cresça e para defendermos a vida com a vacina”, disse Gleisi.

Assim como Sérgio Nobre, presidente da CUT, presidentes das centrais sindicais também defenderam a importância de denunciar à sociedade e mostrar ao parlamento o projeto de destruição do Brasil, capitaneado por Bolsonaro e que tem relegado o povo brasileiro à própria sorte.

Publicado em Movimentos Sociais

Luta é contra o descaso do governo federal com a pandemia, em protesto contra as taxas de desemprego, a falta de vacina no braço e de comida no prato

[Da redação da CUT]

CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, Pública, CSP-Conlutas, CGTB, CONTAG, MST e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizam o ato nacional nesta quarta-feira (26), em Brasília, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, contra a fome e a carestia, por vacina no braço e comida no prato. O ato será transmitido, ao vivo via redes sociais e You Tube dos organizadores, além de TVs comunitárias. A tag que está sendo usada é #600ContraFome. 

Em nota à imprensa, os representantes das centrais e dos movimentos sociais que, de forma unitária farão o ato presencial em Brasília, em frente ao Congresso Nacional, listam entre os argumentam para a mobilização a pandemia, o desemprego, a falta de vacina no braço e de comida no prato.

“O povo brasileiro está passando fome e a redução do valor e do alcance do auxílio emergencial, um crime cometido pelo governo federal, levou essa situação ao extremo. Por isso, na quarta-feira (26), a partir das 10h, as Centrais Sindicais e os Movimentos Sociais, de forma unitária, farão ato nacional e presencial em Brasília, em frente ao Congresso Nacional”, diz trecho da nota.

O texto segue explicando que o ato é “presencial, porém, sem aglomeração e sob todos os protocolos sanitários para evitar contágio e propagação do Coronavírus, em respeito à vida, à ciência e às famílias de quase meio milhão de pessoas que morreram nem de Covid-19 e em consequência do negacionismo e incompetência do governo federal”.

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, gravou um vídeo convocando todas as estaduais, sindicatos, confederações, ramos e entes cutistas a se engajarem no ato em seus estados, inclusive pressionando os deputados em suas bases.

“É importante que todos os entes da CUT divulguem, assistam, compartilhem a nossa luta no dia 26 de maio pelo auxílio de R$ 600, contra a fome e a carestia. A prioridade, neste momento de pandemia, é garantir vacina no braço e comida no prato da população e, para isso, temos de pressionar cada vez mais os parlamentares no Congresso Nacional e nos estados”, disse Sérgio Nobre.

Veja a convocatória da CUT: 

Página 1 de 11

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.