Convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, o Dia Nacional de Luta desta quinta-feira, 04, em defesa das estatais, do serviço público e contra a reforma administrativa, terá ações solidárias por todo o país, com venda subsidiada de combustíveis. As mobilizações são puxadas pela FUP e por seus sindicatos, que desde novembro de 2019 realizam esta forma de protesto, mostrando para a população que é possível o país ter gasolina, diesel e gás de cozinha comercializados a preços justos. Os petroleiros vêm fazedo esse diálogo com a sociedade desde que a gestão da Petrobrás alterou em 2016, no governo Temer, a política de preços dos derivados de petróleo, passando a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

[Com informações da CUT]

Na quinta-feira (4), a CUT, confederações e sindicatos filiados farão uma ação solidária em várias cidades do país para demonstrar, na prática, como os preços dos combustíveis poderiam ser mais baratos não fosse a política da Petrobras de acompanhar os preços de importação. Além de cobrar o preço internacional é acrescido o custo do transporte e seguro até vir para o Brasil. Em parceria com movimentos sociais e associações de moradores, serão distribuídos cupons de desconto para a aquisição de botijões de gás com preço inferior ao praticado no mercado – que em muitos locais do país chega a R$ 120,00.

A campanha tem como foco conscientizar a população sobre os impactos sociais da política de preços das Petrobras que tem penalizado os trabalhadores brasileiros. Nesta terça-feira (2), a estatal anunciou mais um aumento de cerca de 5% nos preços. É o terceiro do ano para o gás de cozinha, quarto do ano para o diesel e quinto aumento da gasolina em 2021.

Mais do que denunciar o alto custo dos combustíveis, como o gás de cozinha, a gasolina e o diesel, sindicalistas vão explicar que é possível vender mais barato e, do próprio bolso, vão subsidiar esses produtos para a população, vendendo pelo o que deveria ser o preço justo. A ação já foi realizada com sucesso em outras ocasiões quando a Federação Única dos Petroleiros (FUP) subsidiou descontos aos consumidores, para a compra de gasolina e diesel.

“O Brasil tem petróleo suficiente para o consumo interno e até sobra pra exportar e temos refinarias da Petrobras pra refinar esse petróleo. O custo da empresa é em real. Por que cobrar em dólar da população?”, questiona o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, que também é trabalhador petroleiro.

De acordo com o dirigente, o brasileiro não tem que pagar no combustível o mesmo preço de países que não têm uma gota de petróleo e nem refinarias. “Essa política de preços tem que mudar. O combustível tem que baixar ou o Brasil vai parar! Preço justo nos combustíveis é urgente e necessário!”, diz Roni Barbosa.

Quem mais sofre com os aumentos é a população mais pobre. “Trabalhadores assalariados, nas periferias, desempregados, aqueles que contavam com auxílio emergencial para sobreviver durante a pandemia, são as principais vítimas dessa política. Não têm como comprar um botijão de gás para poder cozinhar o pouco que conseguem comprar de alimentos, que também estão cada vez mais caros”, diz o secretário de Relações do Trabalho da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento.

Ele explica que a ação solidária da CUT e da FUP vai provar à toda sociedade que é possível praticar preços mais acessíveis à população.  “Será um dia de diálogo com os trabalhadores para retratar o que está acontecendo em nosso país, sobre o que pode mudar e sobre a importância de todos estarem mobilizados contra esse governo que não tem nenhuma preocupação com os trabalhadores mais pobres”, diz Ari.

Em defesa das estatais e do serviço público

A ação faz parte do Dia Nacional de Mobilização, organizado pela CUT e demais centrais sindicais contra a política do governo Bolsonaro de redução do papel do Estado. As pautas incluem a defesa das empresas estatais que são estratégicas para o desenvolvimento do país, com geração de emprego e renda; defesa do serviço público que vem sendo sucateado desde o governo de Michel Temer (MDB-SP) e que agora sofre mais ataques com a proposta de reforma Administrativa; e luta pelo auxílio emergencial para garantir condições de sobrevivência àqueles que perderam sua renda durante a pandemia.

Num esforço de levar o diálogo à população, em especial nesses tempos de pandemia em que todos os cuidados com a contaminação devem ser rigorosamente seguidos, as entidades representativas do setor público e privado, ligadas à CUT, também se somarão, apoiando as ações, respeitando protocolos de segurança como distanciamento social e uso de máscaras. Bancários já têm ações programadas em vários locais, nas proximidades de postos BR, para além de conscientizar sobre os preços dos combustíveis, mostrar a importância e o papel social de bancos públicos como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) para o desenvolvimento do país.

No último dia 25 de fevereiro, a CUT lançou uma campanha de mídia contra as privatizações, com peças que estão sendo veiculadas em rádios, TVs, sites, redes sociais e em grupos de WhatsApp.

A ação desta quinta-feira, 04/03, volta a unificar ramos do setor público e privado em um conjunto de ações para conscientizar a população contra os prejuízos que as privatizações representam, ampliando a mobilização e o diálogo com a classe trabalhadora.


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“Essa paralisação é importante para todo o país”, diz presidente nacional da CUT, que participa nesta quinta (18) do ato que marca início da greve na refinaria de Landulpho Alves

[Da redação da CUT]

O presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, desembarca na noite desta quarta-feira (17) na Bahia para apoiar, de perto, a greve dos petroleiros no Estado, decretada em protesto contra a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), do sistema Petrobras, à empresa Mubadala Capital, de Abu Dhabi, nos Emirados Arabes.

“Essa greve é importante para todo o país, defende empregos, a Petrobras e mais, a soberania”, disse Sérgio Nobre, que participará, nesta quinta-feira (18), às 7h, do ato que marca o início da paralisação por tempo indeterminado. 

O ato acontecerá no acesso à refinaria, no município de São Francisco do Conde, a 72 quilômetros de Salvador. Somente em 2019, o governo de Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, vendeu R$ 70,9 bilhões em ativos da Petrobrasa maior empresa estatal do país, que já teve mais de 16% de suas ações repassadas à iniciativa privada desde 2018, depois do golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff. 

“Essa greve é muito emblemática e importante na nossa luta para denunciar como esse governo faz tudo para precarizar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, ao atacar a soberania de uma nação por meio da privatização, da venda de empresas estratégicas”, afirma Sérgio Nobre.

 “Não vamos aceitar que os bens mais valiosos da nossa soberania sejam passados à iniciativa privada, que só pensa em lucro e não tem nenhum compromisso com a classe trabalhadora e o desenvolvimento do país”, complementou o presidente nacional da CUT

PRIORIDADE, EMPREGOS

Ao destacar que “a pauta da geração de empregos de qualidade é prioritária para a CUT e o movimento sindical”, Sérgio Nobre afirmou: “Ao longo da história do nosso país, nunca houve um momento em que o Brasil tivesse vivido um crescimento que não tenha sido impulsionado pelas estatais, como a Petrobras, os bancos públicos. A iniciativa privada, por sua vez, jamais fez os investimentos necessários ao crescimento do Brasil, ao contrário do que tenta pregar esse governo genocida e entreguista”

O presidente nacional da CUT lembrou que a Petrobras representa, sozinha, 70% do investimentos que entram no país, que é uma estatal lucrativa, e que nenhuma o nação no mundo privatizaria uma empesa como essa.

O que o governo Bolsonaro vem fazendo, segundo Sérgio Nobre, é fatiar (em subsidiárias) a Petrobras para vender, sem ter que que passar pela aprovação do Congresso Nacional. É uma ameaça permanente a esse outros setores estratégicos, como energia elétrica, que impõe ao povo brasileiro o risco de altas constantes de preços e de escassez de produtos.  

Nenhuma nação do mundo conseguiu dar um padrão de vida digno de para o seu povo sem ter uma base industrial importante e a Petrobras é um dos instrumentos de desenvolvimento do Brasil e “isso precisa ficar claro para o povo brasileiro. Todo apoio à greve dos petroleiros da Bahia”

Com base em dados do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), divulgados pela FUP (Federação Única dos Petroleiros), a Landulpho Alves vale US$ 4 bilhões, mas está sendo entregue à empresa Mubadala Capital por US$ 1,65 bilhão

A Landulpho Alves tem 70 anos, foi a primeira refinaria do Sistema Petrobras e a segunda do país em capacidade. Tem 900 trabalhadores diretos e 1,7 mil terceirizados. São homens e mulheres, agora, sem certeza do futuro, do emprego e dos seus direitos.

A Sindipetro-BA e a FUP destacam que a Rlam é importante à economia da Bahia e à de diversos municípios que dependem dos royalties, ISS e ICMS pagos pela refinaria. Dirigentes petroleiros destacam que a Rlam foi decisiva para alavancar o desenvolvimento econômico do Estado baiano e também do primeiro complexo petroquímico planejado do país e maior complexo industrial do Hemisfério Sul: o Polo Petroquímico de Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

LUTA CONTRA NOVAS VENDAS

A direção da Petrobras anunciou em 8 de fevereiro a conclusão das negociações para a venda da refinaria à Mubadala Capital, que  “apresentou a melhor oferta”. Com a Rlam serão entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).

A Rlam tem 26 unidades de processamento, e 201 tanques de armazenamento. Ela refina mais de 30 tipos de produtos, entre eles gasolina, diesel, lubrificantes, querosene de aviação, entre outros.

A Refinaria Landulpho Alves é a única produtora nacional de uma parafina alimentícia usada na fabricação de chocolates e chicletes, a chamada food grade. O processo de venda da Rlam é o mais adiantado entre as oito refinarias que a Petrobras pretende privatizar até o final de 2021

Estão em processos para venda, segundo Petrobras: Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná (dados da empresa).

Publicado em Sistema Petrobrás

Direçãoda Executiva Nacional da Central convoca entidades filiadas a se manifestar contra mais esta negociata absurda feita pelo governo e a apoiar as lutas dos petroleiros

[Nota da CUT]

A Central Única dos Trabalhadores protesta veementemente contra duas atrocidades cometidas contra o Brasil e o povo brasileiro: a primeira barbaridade foi a venda a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) por preço de banana, metade de seu valor real, anunciada nesta segunda-feira (8) pela direção da Petrobras. A segunda foi mais um aumento nos preços da gasolina, do óleo diesel e do gás de cozinha este ano, em vigor a partir desta terça-feira (9).

Localizada na Bahia, a RLAM e toda a infraestrutura de armazenamento e escoamento foram vendidas para o Fundo Mumbadala por apenas US$ 1,65 bilhão, quando estudo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) revelam que a unidade baiana vale entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

A privatização irresponsável do governo está praticamente entregando para o fundo dos Emirados Árabes Unidos a primeira refinaria de petróleo, construída em 1950, que apenas nos últimos dez anos recebeu investimentos de R$ 6 bilhões somente em hidrotratamento.

A irresponsabilidade deste governo genocida não tem limites. Vende a preço de banana uma refinaria histórica e aplica mais um aumento absurdo nos preços da gasolina, do óleo dieesel e do gás de cozinha, em um momento de crescimento do desemprego, de redução dos salários e da renda das famílias. Medidas como estas, ao invés de propiciar a retomada do crescimento empurram o país para a recessão.

A CUT protesta e convoca todas as entidades filiadas a se manifestar contra mais esta negociata absurda feita pelo governo e a apoiar as lutas dos petroleiros, a quem o governo e a empresa não deixam outra alternativa senão a paralisação da produção e dos serviços como forma de protesto.

Direção Executiva Nacional da CUT

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Sérgio Novais deixou um legado de lutas e vitórias para a categoria química e toda a classe trabalhadora

[Da imprensa do Sindicato dos Químicos do ABC]

O ex-presidente da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT) e do Sindicato dos Químicos do ABC, Sérgio Novais faleceu nesta quinta-feira (28), aos 62 anos, por falência múltipla de órgãos.

Novais foi o operador de Eletroerosão, e trabalhava na Cofade quando iniciou a militância no Sindicato, e posteriormente na BASF, onde se aposentou.

Foi eleito presidente do Sindicato em 1997, quando encabeçou a chapa 1 da CUT, derrotando a oposição da Força Sindical, ficando no cargo até 2003. Antes disso, em 1991, foi diretor de base, depois coordenador da Regional Pauliceia e também secretário de Administração e Finanças do Sindicato.

Nos anos 2000, foi eleito dirigente da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), onde exerceu por duas vezes o cargo de Presidente, foi também Secretário de Relações Internacionais e, posteriormente, Secretário de Administração e Finanças.

Contribuiu de forma extraordinária para o fortalecimento da luta da classe trabalhadora através da solidariedades sindical nacional e  internacional, deixando o legado de construção e atuação na Rede de Trabalhadores na BASF América do Sul e  na Federação Internacional dos Sindicatos da Química, Energia, Mineração e Indústrias Diversas (ICEM) - atualmente INDUSTRIALL (após fusão com outros ramos), entidade da qual Sergio chegou a ser membro da direção executiva.

Deixa a esposa Vera Novais e dois filhos: Thiago Novais e Rodrigo Novais.

"Estamos desolados. A partida de Sergio Novais nos deixa um grande vazio. É uma perda imensa e dolorida para a família, amigos e para toda a categoria química. Amigo e parceiro fiel das nossas lutas, Sergio foi uma liderança fundamental para muitas das conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria química. Ajudou a levar o nome do Sindicato mundo afora através da ICEM, hoje IndustriALL. Fará muita falta! Sergio Novais, sempre presente!, disse  Raimundo Suzart, presidente do Sindicato dos Químicos do ABC.

Manifestamos nossa solidariedade a toda família, amigos/as e companheiros/as de luta de Sergio Novais, neste difícil momento de tristeza.

O também ex-presidente do sindicato dos químicos, Remígio Todeschini ,manifestou seu pesar pela morte do colega. Para ele, Sérgio Novais nos deixou cedo com legado sindical nacional e internacional na área química!

Diz o texto: É com pesar que venho escrever um pouco da memória do companheiro de lutas Sérgio Novais, que depois de uma semana de internação veio a falecer em Santo André-SP em 28/01/21. É uma perda imensa e irreparável para a categoria química,  para sua esposa Vera, seus filhos Thiago e Rodrigo. Nossa solidariedade neste momento de luto.

Sérgio Novais, foi trabalhador da Cofade de Mauá-SP nos anos 80, que depois foi incorporada pela BASF,  e era um militante muito ativo e organizador da luta dos trabalhadores naquela fábrica. Um militante da CIPA e  foi escolhido pelos companheiros daquela fábrica para ser diretor de Base do Sindicato a partir de 1991, juntamente com o Carlos Sanches (Carlão) quando na época assumi a presidência do Sindicato. Logo na primeira gestão do Sindicato passou a ser o coordenador da área da Paulicéia em São Bernardo do Campo e na sequência foi diretor de organização dos Quimicos do ABC.

Em 23 de agosto de 1996, assumiu a Presidência do Sindicato dos Quimicos do ABC, e foi reeleito até 2003 quando passou a Presidência para o companheiro Paulo Lage.  Difundiu a partir da campanha salarial de 1998 a necessidade de ampliar a representação do local de trabalho, através do SUR, Sistema Único de Representação, acoplando a Comissão de Fábrica com a CIPA em diversas empresas. Também muito ativo no processo de qualificação profissional dos trabalhadores químicos do ABC, no projeto Alquimia.  Ativo na luta para garantir em 2001 que a antiga Kolinos, e atual Colgate,  com a mobilização dos trabalhadores que a produção de higiene bucal continuasse em SBC, como centro de produção de toda a América Latina.

Se não bastasse toda sua atuação no próprio sindicato dos Quimicos, segundo Airton Cano, também da BASF, e atual coordenador da Fetquim, ele contribuiu muito para a consolidação da organização de Ramo Químico, a Confederação dos Trabalhadores Químicos da CUT, tendo dado continuidade ao trabalho internacional da CNQ e da sua  direção de finanças. e foi Diretor  também a ICEM ( Internacional dos Trabalhadores Quimicos), e após a fusão com todo o setor industrial, foi da Direção Executiva do Industriall. Nestes últimos anos dedicou-se na organização da Rede BASF  de toda a América Latina, e principalmente do Brasil, tendo sido coordenador desta rede por diversas vezes. Portanto, segundo Airton Cano, era intenso o seu trabalho em organizar sindicalmente o grupo BASF, enfim era um organizador nato e um negociador habilidoso  e também contribuiu na organização da própria Federação dos Tabalhadores Quimicos da CUT no estado de São Paulo.

Sérgio nos deixou cedo, com apenas 62 anos, uma dor imensa e irreparável  para sua família e filhos, e para toda a Categoria. Sérgio Novais continua presente.

Sergio Novais, presente !

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Em plenária nesta terça, 26, centrais sindicais e Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo deliberaram pela união de todos os setores e segmentos civis e políticos que defendem o impeachment, a vacina e o retorno do auxílio emergencial

[Da redação da CUT]

As entidades que participaram da Plenária Nacional de Organização das Lutas promovida pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio da CUT, demais centrais, deliberaram nesta terça-feira (26), a união de forças de todos os segmentos civis e políticos que estão lutando pelo impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Numa reunião virtual com quase 500 pessoas presentes, a plenária deliberou três eixos de luta: 1) Fora Bolsonaro; 2) Vacina Já e para todos e 3) o retorno do auxílio emergencial. Também foi deliberado um calendário de lutas (veja abaixo) culminando com uma nova carreata para o dia 21 de fevereiro, nos moldes da última realizada no sábado (23); e orientações para organização de defesa dos três principais eixos.

Presente à reunião, o vice-presidente da CUT, Vagner Freitas, explicou que a diferença da conjuntura dos últimos meses é que setores conservadores também começam a reivindicar o “Fora Bolsonaro”, a vacinação e o pagamento do auxílio emergencial, cada um motivado por suas particularidades, mas devido à urgente necessidade de tirar Bolsonaro do poder, para que o país retome o seu crescimento, é preciso que segmentos como OAB, CNBB e demais entidades de diversas orientações políticas se unam em torno do mesmo objetivo.

“Defender o Fora Bolsonaro é defender a vida, o emprego. Ele é o grande empecilho para que o país saia da crise econômica. Seu negacionismo da doença e seu desempenho frente à pandemia da Covid-19 impedem que a vacina chegue a todos, e sem vacina haverá uma paralisia na economia e o aumento do desemprego”, afirma Vagner Freitas.

O dirigente reforça que o engajamento da classe trabalhadora é fundamental,  pois sem vacina quem vai morrer é o trabalhador, o menos favorecido pelas condições econômicas para procurar um tratamento e fazer o distanciamento social.

Defender o Fora Bolsonaro é defender a vacina, o pagamento do auxílio emergencial, é lutar pelo emprego, pela sua vida, pela segurança de nossas famílias. Bolsonaro no poder é o entrave para a solução da pandemia e do fim da crise econômica e social do país
- Vagner Freitas

A decisão de unir todas as frentes sociais e políticas pelo “Fora Bolsonaro” se tornou ainda mais necessária com o agravamento da crise em 2021, e que vem sendo arrastada ao longo do ano passado. Por isso, que a Plenária Nacional de Organização das Lutas, acredita que só com mobilização popular é possível  pressionar o Congresso Nacional para a abertura do impeachment.

Organização e Luta

Para esse processo é indispensável o esforço de unidade de todos os setores populares, com uma articulação nacional de convocação dos segmentos que possam se somar nesta iniciativa, realizando plenárias estaduais com amplo espectro político, construir um calendário de mobilização nos municípios, criar Comitês Populares de Saúde nos bairros para enfrentar a pandemia; fortalecer a comunicação contra o discurso bolsonarista nas redes sociais; denunciar internacionalmente Bolsonaro junto às entidades de direitos humanos, a partidos e na Comissão de Direitos Humanos na ONU; apoiar a instalação imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ‘Pazzuelo/Bolsonaro’; fortalecer a adesão e divulgação do “Manifesto das Igrejas ao Povo Brasileiro”; realizar atos ecumênicos comunitários em memória e denunciar as mortes causadas pelo Covid-19 e, por fim, realizar o Dia da Solidariedade e pela Renda Emergencial.

Confira o calendário de lutas

Edson Rimonatto

Dirigentes brasileiros se reuniram na quinta-feira (21) com a principal federação sindical chinesa, que se comprometeu a interceder junto ao governo de Xi Jinping para liberação de insumos para a produção da vacina e ajuda humanitária ao Brasil

[Da redação da CUT]

Dois dias após fechar acordo histórico com o governo venezuelano para o fornecimento de oxigênio hospitalar a Manaus, capital do Amazonas,  CUT, Força, UGT, CTB, CSB e NCST, que compõem o Fórum das Centrais Sindicais se reuniram com a direção da Federação Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU - All-China Federation of Trade Unions), a maior entidade sindical do mundo com 302 milhões de trabalhadores e 1,7 milhão de sindicatos filiados.

Em mais uma ação humanitária e de diplomacia de classe ante a criminosa incompetência do governo federal, as centrais apelaram à entidade sindical chinesa para interceder junto ao governo central da China e abrir caminhos para que o movimento sindical brasileiro consiga insumos à produção de vacina anti-Covid-19 e ajuda humanitária à população da Região Norte do Brasil, que, além da pandemia, enfrenta a falta de oxigênio hospitalar. A China tem o insumo essencial à produção da vacina, mas as relações diplomáticas com o Brasil ruíram em consequência dos ataques e chacotas de Jair Bolsonaro e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Os sindicalistas chineses comprometeram-se a intermediar o diálogo entre as centrais brasileiras e o governo chinês. “Vamos usar todos os nossos canais e esforços para levar a mensagem de vocês [centrais] ao governo central e ao Partido [Comunista Chinês] sobre as necessidades imediatas do povo brasileiro ante a pandemia”, afirmou An Jianhua, membro da Direção Executiva e secretário Internacional da Federação dos Sindicatos da China. A entidade ocupa a vice-presidência na Assembleia Popular chinesa (espécie de Congresso Nacional), com trânsito e forte influência junto ao governo do presidente Xi Jinping.

O líder sindical chinês afirmou que a Federação está solidária à população de Manaus (à qual se referiu como povo da floresta amazônica) e garantiu que a entidade oferecerá todo apoio e ajuda para que a população da capital amazonense saia dessa crise sanitária imposta, não só pelo vírus, mas também pela falta de oxigênio hospitalar.

“Nós também já conversamos muitas vezes com o governo para falar que a maioria do povo brasileiro e as centrais sindicais do Brasil, que representam a classe trabalhadora, sempre mantiveram uma atitude amistosa em relação à China”, lembrou.

Sem citar nome, o dirigente chinês, fez uma alusão clara ao presidente Bolsonaro: "Algumas palavras de ignorantes não vão comprometer as tendências amistosas das relações entre a China e o Brasil".

O vice-presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, e o secretário de Relações Internacionais, Antonio Lisboa, participaram da reunião e agradeceram a disponibilidade e o compromisso firmado pelos sindicalistas chineses em ajudar as centrais na interlocução com o governo chinês.

“Temos um enorme respeito pela China, seu povo, sua cultura e seu movimento sindical. Que nesse momento nós tenhamos cada vez mais solidariedade de classe para combater esse vírus tão grave que já tirou a vida de milhões de trabalhadores no mundo. Quero também, em nome do povo brasileiro, pedir desculpas pelas agressões do governo Bolsonaro ao povo chinês. Entre nós prevalecerá sempre a solidariedade e o respeito”, disse Vagner Freitas.

An Jianhua retribuiu agradecendo às centrais brasileiras por terem enviado carta ao Congresso Nacional, em 2020, repudiando ataques de Bolsonaro, “que prejudicaram as relações amistosas entre China e Brasil. “Quando fomos convidados para essa reunião aceitamos imediatamente, porque valorizamos e consideramos de suma importância esse encontro e intercâmbio”, disse o sindicalista chinês.

 “Mais uma vez a CUT, as centrais, o movimento sindical brasileiro mostram que têm organização, estatura e disposição para enfrentar todas as adversidades e problemas criados por esse governo brasileiro criminoso. Iremos aonde for necessário, falaremos com todos os interlocutores que puderem nos ajudar a enfrentar essa crise sanitária, agravada pela incompetência e sordidez do presidente Bolsonaro”, afirmou o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, sobre a reunião com os chineses.

Além de presidentes e secretários das seis centrais sindicais brasileira, o presidente da IndustriAll-Brasil, Aroaldo Oliveira, também participou da reunião com os chineses.

Mais sobre a Federação

A Federação Nacional dos Sindicatos da China é a maior entidade sindical do mundo, com 302 milhões de filiados em 1.713.000 organizações. Está dividida em 31 federações regionais e 10 sindicatos industriais nacionais.

É o único sindicato com mandato legal do país e também dirige uma faculdade pública, a China University of Labor Relations.

Foi oficialmente fundada em 1º de maio de 1925, quando o "Segundo Congresso Nacional do Trabalho" se reuniu em Cantão com 277 delegados representando 540 mil trabalhadores e criou a constituição da Federação.

Em 1927, a entidade foi restringida pelo então governo recém-estabelecido do regime nacionalista de Chiang Kai-shek, que ordenou a execução de milhares de quadros do PCC e seus simpatizantes como parte de uma repressão ao comunismo. Todos os sindicatos liderados pelo Partido Comunista, caso da Federação, foram banidos e substituídos por “sindicatos amarelos” leais a Kai-shek.

Com a ascensão de Mao Tsé-Tung, em 1949, a  Federação foi estabelecida como o único centro sindical nacional da China, mas foi novamente dissolvida em 1966 na esteira da Revolução Cultural.

Em 1978, dois anos após a morte de Mao, a Federação realizou seu primeiro congresso desde 1957. No início dos anos 1990, foi regulamentada pela Lei Sindical da República Popular da China.

Movimentos organizam carreatas e manifestações a favor da vacinação contra a covid-19 e para pedir Fora Bolsonaro”. Para as entidades e a CUT , presidente é responsável pelas mortes e explosão da doença

[Da redação da CUT]

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo com apoio da Central Única dos Trabalhadores estão organizando carreatas, atos simbólicos e ações nas redes sociais neste sábado (23) em defesa da vacinação de toda a população brasileira contra a covid-19 e do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (ex-PSL). Confira os locais e horários dos atos abaixo.

Para as frentes, levantar essas bandeiras é fundamental diante do atual cenário e diz que ‘desde o ano passado, têm denunciado Jair Bolsonaro como  um empecilho para o país sair da crise sanitária, política e econômica’.

“Mesmo com mais de 210 mil mortos, Bolsonaro segue negando a gravidade da pandemia e se colocado até contra a vacina, agindo para tirar recursos do SUS, atuando para não aprovar a Coronavac. Em meio a crise da falta de oxigênio de Manaus, não fez absolutamente nada”, afirmam.

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo ainda ressaltam que o  fechamento da Ford simboliza o descaso com as trabalhadoras e trabalhadores.

“Como se não bastasse a alta do nível de desemprego, o presidente extinguiu os Programas de Proteção ao Emprego e o auxílio emergencial, única fonte de renda para milhares de trabalhadoras e trabalhadores”.

Outra crítica dos movimentos em relação a Bolsonaro e seu governo, foi a promoção das provas do Enem mais esvaziadas da história. Metade dos estudantes não compareceu ao exame. Seja por medida de precaução, por não ter tido a oportunidade de estudar durante a pandemia ou mesmo por estarem doentes.

“Ele quer tirar até a capacidade de um jovem sonhar com o ingresso na universidade e melhorar de vida”, acreditam as Frentes.

O Brasil é maior que o Bolsonaro. Os brasileiros são melhores que o Bolsonaro. E nossa esperança vem das ações de solidariedade de Manaus, das iniciativas que ocorrem desde o início da pandemia. Vem também da nossa luta por igualdade racial e justiça social.

#VacinaJá - Mais recursos para o SUS

#VoltaAuxílioEmergencial

#ForaBolsonaro

Cidades em que haverá carreatas pelo #ForaBolsonaro

As carreatas e manifestações estão marcadas tanto para sábado (23) Até agora estão confirmadas atividades nas capitais: Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO); João Pessoa (PB), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP); Campo Grande (MS) e Rio Branco (AC).

Confira os locais e horários de manifestações e passeatas. 

Sábado (23/01/2021)

Teresina (PI) - 8h

Concentração: Centro Administrativo. Os organizadores do ato reforçam a obrigatoriedade do uso de máscaras 

Reprodução

Brasília - 9h 

Estacionamento da Torre de TV/ Funarte

Reprodução

Belém (PA) - 9h

Av. Doca de Souza Franco 

Ananindeua (PA) - 9h

Ginásio Abacatão 

Recife (PE) -9h

Avenida Agamenon Magalhães, em frente à fábrica Tacaruna/Classic Hall

Reprodução

Salvador (BA) - 9h

Vale da Canela 

Rio de Janeiro - 10h

Endereço: Avenida Presidente Vargas, Centro, Rio de Janeiro - Monumento Zumbi dos Palmares

Reprodução

Campo Grande (MS) – 10h

Concentração na Cidade do Natal

João Pessoa - 14h

Concentração na Praça da Independência, término no Largo da Gameleira

Fortaleza – 15h

Dragão do Mar, na Praia de Iracema

Rio Branco (AC) -15 H

Concentração na Uninorte

Florianópolis ( SC) -16h 

Beira Mar Norte (Koxixos Bar )

Reprodução

Curitiba  (PR) – 15h30

Praça Nossa Senhora Salete, no Centro Cívico 

Reprodução

São Paulo  - 16h

Concentração na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp)

Av. Sargento Mário Kozel Filho

Reprodução

Carapicuíba (SP) - 8h30

Parque dos Paturis

São José dos Campos (SP) - 10h

Estádio Martins Pereira 

Osasco e Oeste Metropolitano  (SP) - 8h30 

Parque dos Paturis 

Campinas (SP) -11h

A cidade do interior do estado programou a concentração da carreata, no Largo do Pará

Reprodução

Belo Horizonte (MG) - 16h

Concentração no Mineirão 

Reprodução

Goiânia (GO) - 16h

Concentração na Praça Universitária

Saída às 17h até a Praça Cívica

Porto Alegre (RS) – 16h

Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa

Rio Grande (RS)- 11h

Rua São Leopoldo esquina com a Av. Rio Grande 

Nova Hamburgo (RS) -9h30 

Pista de Eventos de NH

Palmas (TO) – 17h

Concentração no Eixão Norte

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Aos 20 anos, o Fórum Social Mundial terá debates importantes, com participação da CUT e outros movimentos sociais. Na pauta, como sair da crise, a luta pela paz na América Latina, a transição climática e um novo contrato social pós pandemia

[Da redação da CUT] 

Ao completar 20 anos, o Fórum Social Mundial muda seu formato e está sendo realizado virtualmente, de 23 a 31 de janeiro, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Nos nove dias de debates, a programação, que conta com a presença do ex-presidente Lula e da ativista antirracista norte-americana Angela Davis, terá uma forte participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A grave crise econômica e social por que passa o Brasil e o mundo, as transformações tecnológicas , as mudanças no mundo do trabalho e a luta pela paz a partir da democracia são alguns dos temas que serão debatidos por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores.

Na “Tenda Mundial Sindical “, que teve início no domingo (24), a CUT debateu  a Luta Sindical pela Paz na América Latina, em que serão discutidas o acordo de paz na Colômbia; os processos de democratização na região e o   processo constituinte no Chile.

Na terça-feira (26), das 11 da manhã à uma da tarde, o debate é sobre o “ Novo contrato Social” (pós pandemia), que o movimento sindical global defende para garantir a recuperação, em acordo com a Declaração do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na quinta-feira (28), num debate aberto, das 9h às 11h , sindicatos de vários continentes discutem “Como sair da crise”. Eles vão compartilhar as prioridades e as propostas para proteger e estender direitos trabalhistas a toda classe trabalhadora, sem distinção de gênero, raça e cidadania .

O Fora Bolsonaro não poderia ficar de fora de um Fórum que tem como objetivo debater e construir uma sociedade mais justa no Brasil e no mundo.

Organizado pelas Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo, o secretário-adjunto de Relações Internacionais, da CUT, Quintino Marques Severo, representará a FBP . No evento, os movimentos sociais discutem, ainda na quinta-feira (28) das 15 h às 18 h, o alcance nacional e internacional dos impactos destrutivos das ações do governo de Jair Bolsonaro  (ex-PSL); as formas de mobilizar a sociedade civil para acelerar sua saída e o fim de suas políticas e acordos.

O meio ambiente e as mudanças climáticas são temas da sexta-feira (29), das 10h às 11:30h. Os sindicatos de todo o mundo defendem um processo de “Transição Justa”, ou seja, a inclusão de justiça social no debate climático.  Embora conste do Acordo de Paris e muitos países tenham prometido implementar medidas e políticas, mas os resultados têm sido insuficientes. 

As emissões de gases poluentes ainda estão aumentando, grandes grupos da sociedade nas regiões Sul e Norte globais estão vivendo o impacto da emergência climática. Enquanto empresas e governos falam sobre mudanças climáticas, a verdade é que não fazendo o suficiente. 

Nesta mesa, o movimento sindical debate como lidar com a desigualdade e a injustiça social; e quais as diferentes ferramentas e estratégias que o movimento sindical pode utilizar em defesa do clima e do meio ambiente.

Confira a programação da participação da CUT no FSM.

Os links para participar de cada evento individualmente das discussões da CUT serão divulgados posteriormente. Mas, as inscrições podem ser feitas nos links mais abaixo.

24 de janeiro ( domingo) - 13h às 15h

Luta Sindical pela paz na América Latina       

* Acordo de paz na Colômbia

* Processos de democratização na América Latina

* Processo constituinte no Chile

26 de janeiro (terça-feira) – 11h às 13h

Um Novo Contrato Social

28 de janeiro (quinta-feira) – das 9h às 11h

Como Sair da Crise

28 de janeiro (quinta-feira) - 15h às 18h

“Fora genocida: ação internacional em defesa da vida”

29 de janeiro (sexta-feira) – 10h às 11h30

Transição justa por justiça social e climática

Veja como participar do Fórum Social Mundial Virtual 2021:

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A CUT e demais centrais conclamam o movimento sindical para a unidade na agenda para fortalecer a luta dos trabalhadores e para formulação de um novo projeto nacional de desenvolvimento

[Da imprensa da CUT]

Vacina já para todos e todas, manutenção do auxílio emergencial, proteção social, mais empregos, campanhas de solidariedade e fortalecimento da organização sindical e de negociação coletiva são os cinco eixos centrais da CUT e demais centrais sindicais para ação e mobilização unitária no ano de 2021.

A decisão do Fórum das Centrais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST e CSB) foi tomada pelas entidades nessa terça-feira (5), por videoconferência, e publicada no documento “Vacina, proteção e mais empregos: diretrizes para a ação sindical unitária”, divulgado nesta quarta-feira (6).

 “Essa agenda deve ser mobilizadora da ação sindical em todos os níveis, na interlocução com prefeitos recém-empossados, com governadores e  empresários, assim como na articulação com os movimentos sociais e populares, e com as entidades da sociedade civil”, afirma o Fórum no documento.

As entidades também definiram dar especial atenção ao processo de eleição da presidência da Câmara dos Deputados e do Senado que ocorrerá no dia 1º de fevereiro. Os candidatos das duas Casas receberão imediatamente as diretrizes unificadas do Fórum.

Crise e os impactos no trabalho

O debate se deu em torno de soluções para a crise que coloca em risco a vida, a saúde, os empregos, a renda do trabalho e a proteção social, de todos os trabalhadores e trabalhadoras e, com maior gravidade os mais vulneráveis.

Também foram debatidas as dificuldades deflagradas a partir da escandalosa supressão de direitos ocorrida na reforma Trabalhista, de 2017, e que impõe severas dificuldades e restrições às entidades sindicais em sua função elementar de exercer a defesa da classe trabalhadora.

Vacina e o desrespeito

Segundo os representantes das entidades sindicais, as crises econômica e sanitária são agravadas pelas estarrecedoras práticas do governo Bolsonaro que destrói políticas, programas e organizações públicas em todas as áreas, inclusive na área da saúde.

“O país está cada vez mais atrasado na implantação da vacinação por deliberada irresponsabilidade do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL). Seus péssimos exemplos só fazem aumentar as cenas de desrespeito de muitos aos cuidados e protocolos de segurança sanitária”, diz trecho do documento publicado após a reunião do Fórum das Centrais.

Auxílio emergencial e reação

As entidades também ressaltaram que o fim dos auxílios emergencial e de proteção dos salários e emprego, a partir de janeiro, serão dramáticos para milhões de trabalhadores e trabalhadoras e suas famílias, com o aumento da pobreza e da miséria.

Para o Fórum, o fim do governo Bolsonaro significa sepultar esses desmandos e a destruição de tantas políticas, programas e organizações públicas que o país levou décadas para construir, assim como impedir o obscurantismo que vem prevalecendo como forma de governo.

“Conclamamos todo o movimento sindical brasileiro para a unidade de ação em torno dessa agenda, para o fortalecimento da luta dos trabalhadores desde os sindicatos e para um movimento de inovação que recoloque a centralidade do mundo do trabalho na formulação de um novo projeto nacional de desenvolvimento”, diz trecho final do documento.

Leia aqui o documento na íntegra:

Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.