O Sindipetro-NF foi informado pelos trabalhadores sobre um incêndio de grandes proporções na P-48, na Bacia de Campos, no sábado, 20/02. "Às 16h tocou o alarme de incêndio na unidade. Segundo relatos das pessoas a bordo, foram mais de 3 minutos tocando até que o Geplat informasse no sistema de avisos da plataforma o ocorrido", informa o sindicato, parabenizando a Brigada de Incêndio e os trabalhadores "que estiveram envolvidos para que o incêndio fosse debelado e a emergência controlada".

Leia a nota:

O grave acidente ocorreu próximo ao slop da embarcação, onde estava acontecendo corte e solda de um suporte de linha.

Pelos relatos um trabalhador queimou no pescoço, ombros, braços e costas. O atendimento aeromédico chegou cerca de 2h depois do acidente sendo atendido por aproximadamente 25 minutos e desembarcado para atendimento em terra.

A brigada da plataforma necessitou de cerca de 1h30 para debelar o incêndio conseguindo com sucesso evitar que o incêndio saísse de controle.

O Sindipetro-NF vai solicitar participação na comissão de acidente e embarque na unidade e orientou aos trabalhadores para que uma reunião extraordinária da CIPA seja convocada, conforme previsto na Norma Regulamentadora.

Lembramos que Bacia de Campos tem sido atacada constantemente pela gestão do Castelo Branco e que as reduções de investimentos, principalmente em conservação, efetivo a bordo e segurança das unidades tem sido constantes.

Como já divulgado anteriormente a P-48 é uma das unidades em que a empresa pretende iniciar a retirada dos trabalhadores próprios, em clara ação que diminuirá a segurança a bordo e onde em situações semelhantes a esta, a experiência a bordo é preponderante.

O Sindipetro-NF parabeniza a brigada de incêndio e todos os trabalhadores e trabalhadoras que estiveram envolvidos para que o incêndio fosse debelado e a emergência controlada.

“Estaremos acompanhando de perto a comissão de acidente e denunciamos a incapacidade da atual gestão do Castelo Branco de só pensar em retorno aos acionistas e desprezar a vida dos trabalhadores, a segurança e integridade das unidades e do meio ambiente.” Denuncia Tezeu Bezerra, Coordenador do Sindipetro-NF.

Publicado em Sistema Petrobrás

As empresas terceirizadas estão muito à vontade na atual gestão do Sistema Petrobrás. Elas fazem o que querem, sem nenhum tipo de fiscalização. O resultado não poderia ser outro a não ser o calote nos trabalhadores. É o que está acontecendo com a empresa Ônix, que tem duas sondas de produção de petróleo em atividade e é contratada pela CTP da Petrobrás.

A empresa, que está com o pagamento dos salários atrasados,deixou de pagar o ticket alimentação dos funcionários. A ônix também não paga mais seus fornecedores, o que levou à suspensão do transporte de fornecimento da alimentação.

As atividades das sondas estão paralisadas e os trabalhadores, apreensivos, não sabem a quem recorrer para que seus direitos trabalhistas sejam pagos. O prejuízo é enorme, pois a Ônix deixou de recolher o FGTS e o INSS.

O caos se estende a outras unidades e gerências da Petrobrás, visto que fatos semelhantes acontecem na UN-BA e na Rlam. Mais uma vez as gerências estão mostrando incapacidade de contratar empresas idôneas, o que prejudica não só os trabalhadores, mas a própria Petrobrás.

O Sindipetro pede providências urgentes à Petrobrás para que a estatal retenha as faturas e valores a serem pagos à Ônix, utilizando-os para o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores. E que seja mais rigorosa na fiscalização a fim de proteger os direitos legais, trabalhistas e sociais dos trabalhadores. No mais, um alerta: a sanha do desmonte da Petrobrás, protagonizada pelo governo Bolsonaro, vai acabar com a estatal. Antes de ser privatizada, como querem Guedes e Bolsonaro, a Petrobrás será destruída.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Após novas denúncias de descontos abusivos lançados pela Petrobrás nos contracheques do adiantamento do dia 10 dos salários benefícios dos aposentados e pensionistas, a FUP tornou a acionar a empresa, que admitiu erros no sistema e informou que irá corrigi-los. 

Em reunião com a Federação no dia 27 de janeiro, os representantes da Petrobrás na Comissão da AMS haviam se comprometido a suspender a cobrança em fevereiro de valores extraordinários referentes ao Benefício Farmácia. Isso, no entanto, não aconteceu, o que deixou aposentados e pensionistas desesperados com os descontos absurdos lançados pela empresa. Além disso, nos extratos de pagamento dos aposentados e pensionistas, não constam a devolução de 60% do valor que foi descontado em janeiro a título de saldo devedor do Benefício Farmácia. A empresa havia garantido que faria a devolução no pagamento do dia 10. 

Questionada pela FUP, a Petrobrás informou que corrigirá os problemas e que a Petros irá gerar uma segunda folha de pagamento no dia 10 para estornar o que foi descontado a mais e efetuar a devolução de 60% dos valores descontados em janeiro a título de saldo devedor do Benefício Farmácia. 

Os conselheiros deliberativos da Petros eleitos pela categoria, Norton Almeida e André Araújo, também vêm fazendo gestões junto à Fundação para minimizar o impacto dos descontos da AMS nos benefícios dos aposentados e pensionistas (veja o vídeo abaixo). No próximo dia 09, haverá uma reunião da FUP com o presidente da Petros, Bruno Dias.   

A FUP orienta os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus contracheques a comunicar ao sindicato para que possa ser apurado de forma ampla junto à Comissão de AMS, que voltará a se reunir no dia 08, a pedido da Federação.

“A gestão bolsonarista da Petrobrás não dá trégua à categoria, com ameaças constantes de retirada de direitos e até mesmo da perda de conquistas históricas, como a AMS e a Petros. O objetivo é enfraquecer e dividir os trabalhadores, jogando uns contra os outros e também a sociedade contra nós. É o projeto ultraliberal de um governo de extrema direita que hoje dita as ordens na Petrobrás. Não nos intimidaremos, vamos seguir na luta, defendendo os direitos da categoria”, afirma o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

Leia também: 

Petrobrás reconhece erro no Benefício Farmácia

> FUP cobra Petrobrás sobre os descontos abusivos da AMS

> FUP cobra reunião emergencial com a Petrobrás para que explique descontos indevidos na AMS

[Imprensa da FUP | Imagem: Sindipetro-PR/SC]

Publicado em APOSENTADOS

Nesta quinta-feira, 29, as diretorias do Sindipetro-NF e Sindipetro-ES se reuniram com representantes da Petrobrás para cobrar informações sobre as denúncias feitas por trabalhadores, que a operação de lastro passaria a ser terceirizada.

Durante a reunião, a empresa confirmou a informação, porém negou que tal ação teria sido motivada por questões econômicas ou de falta de eficiência do pessoal. A empresa alega apenas necessidade de realocação dos funcionários.

Para o sindicato, a empresa não foi capaz de mostrar uma visão técnica, que justificasse tal medida, tendo em vista que seria muito mais fácil, econômico e seguro fazer uma movimentação interna dos funcionários, antes de optar pela terceirização.

Outro ponto questionado pelo sindicato foi o não cumprimento da cláusula 42 do ACT, que é informar com antecedência qualquer mobilização dos funcionários.

Com base nas informações obtidas na reunião, os Sindipetro-NF e ES irão enviar um ofício cobrando que a empresa indique onde estão localizados os postos que motivaram a iniciativa de retirada dos E2 da unidades da UO-ES.

Além disso, os sindicatos cobram que seja verificada a possibilidade de suprir estes postos mencionados através de oportunidades oferecidas por mobilizações internas, como por exemplo o programa Mobiliza da empresa,  antes de terceirizar funções que são essenciais à continuidade operacional e tem alto impacto na segurança das Unidades.

No ofício solicitam esclarecimentos sobre o atual estado da contratação desse serviço. Se a Petrobrás realizará uma nova licitação ou se aproveitará um contrato existente, indicando nesse caso o instrumento contratual a ser utilizado. Os sindicatos também cobraram no ofício o cumprimento da Cláusula 42 e questionaram sobre outras movimentações.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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Medida está prevista em novo estatuto, que deve ser votado na próxima quinta-feira. Centro de pesquisas, Luz para Todos e programa de eficiência energética estão ameaçados

[Com informações da Rede Brasil Atual e da CUT]

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), organização que congrega representações dos trabalhadores da área de produção e distribuição de energia no país, divulgou uma carta aberta aos parlamentares, em que protesta contra a reforma do estatuto da Eletrobras, prevista para ser votada em assembleia geral extraordinária na quinta-feira (28). As mudanças pretendidas pela direção desobrigam a empresa de manter o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), e os programas sociais bem-sucedidos da Eletrobras, como os de universalização do acesso à energia, Luz Para Todos, criado pelo governo Lula, e de eficiência energética, caso do Procel.

O texto do novo estatuto exclui menções ao Cepel nesses programas e estabelece ainda que, se o Governo decidir determinar investimentos nessas áreas de interesse público, a empresa deverá ser ressarcida pela União, conforme caput do artigo 5º da nova redação.

Os urbanitários consideram que essas alterações no estatuto e nos programas sociais descaracterizam a função pública da Eletrobras, antes mesmo que o projeto de privatização tenha sido discutido pelo Congresso.

“Aparentemente, trata-se de um atalho para uma ‘privatização’, sem o necessário aval do Congresso Nacional, como já assinalou o Supremo Tribunal Federal (STF). O novo estatuto da holding trata a empresa como se já estivesse sob administração privada. E mais: ignora até a proposta feita pelo próprio governo federal, no Projeto de Lei da privatização da Eletrobras, que prevê a manutenção do Cepel por quatro anos após a desestatização”, afirma o CNE na carta.

Renúncia do presidente é vitória contra a privatização

Depois de quase seis anos no cargo de presidente da Eletrobras, Wilson Pinto Ferreira Júnior renunciou, de acordo com um comunicado divulgado pela empresa, nesta segunda-feira (25), mas deverá continuar exercendo suas funções até o dia cinco de março. Nenhum nome foi ainda anunciado para a presidência da estatal que está na mira de privatizações do governo de Jair Bolsonaro. 

Pinto sempre foi um adepto da privatização e vinha defendendo a venda da Eletrobras desde que assumiu o cargo, em 2016, já que foi colocado no mais alto posto da empresa por Michel Temer (MDB-SP) exatamente para acelerar esse processo. Como não vinha conseguindo avançar, graças a luta do movimento sindical e de partidos de oposição no Congresso Nacional, renunciou, alegando motivos pessoais. Mas, segundo informações divulgadas pela imprensa, ele irá comandar a BR Distribuidora, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, privatizada há 2 anos.

Para o coordenador do CNE e trabalhador da Eletronorte, do sistema Eletrobras, Nailor Gato, a renúncia de Wilson Pinto é uma vitória, mas tem de ser vista como o primeiro round de uma luta que ainda será intensa.

“Nós só descansaremos quando todo o processo de privatização da Eletrobras for cancelado. Ainda não sabemos quem vai substitui-lo e as manobras do governo federal para a sua privatização continuam “, diz o sindicalista, se referindo à uma reforma integral do estatuto da Eletrobras que está sendo colocada em prática.

Publicado em Cidadania

Gestão Castello Branco ignora Conteúdo Local para P78 e P79, que serão instaladas no campo de Búzios, no Rio de Janeiro

[Imprensa do Sindipetro Unificado SP com informações do Brasil 247 | Foto: Divulgação/Petrobras]

A construção das plataformas P78 e P79 da Petrobrás para o campo de Búzios litoral do Rio de Janeiro deve ocorrer em Singapura. As unidades terão a capacidade de processar diariamente 180 mil barris de óleo e 7,2 milhões de metros cúbicos de gás cada uma.

A expectativa é que entrem em operação em 2025 e que o processo de produção gere no país asiático em torno de oito mil empregos diretos e outros 80 mil indiretos.

Os números impactam um Brasil que atinge a marcar de 14 milhões de desempregados em meio a uma crise econômica que derrubou a produção industrial em todo o país. Ao longo de 2020, a produção industrial caiu 8%.

Ao abrir mão de priorizar o conteúdo local, proporção de investimentos nacionais aplicados na produção, a gestão Castello Branco à frente da Petrobrás também deixa de absorver mão-de-obra, fomentar o desenvolvimento e alimentar a economia regional.

Caso optasse por priorizar a produção no Brasil, o estaleiro Keepfells, em Angra dos Reis, que já contou com sete mil trabalhadores e atualmente possui apenas mil e quinhentos, estaria apto a fabricar as plataformas, assim como o Isibras, ambos no Rio de Janeiro.

A opção exclusivamente pelo preço, sem uma estratégia de desenvolvimento nacional, é mais um duro golpe à indústria naval que viu, em novembro de 2019, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) zerar o imposto de importação para a aquisição de embarcações destinadas à operação de cabotagem no país, projeto que será submetido à votação no Senado.

Condenação

A Petrobrás terá de indenizar o estaleiro Iesa Óleo e Gás em US$ 70 milhões. A medida foi estabelecida no último dia 4 em arbitragem no tribunal de Nova York. Os valores serão pagos pelas subsidiárias Tupi BV e Petrobras Netherlands.

Os valores referem-se ao cancelamento de uma encomenda de módulos para plataformas de petróleo realizada em 2014.

Leia também: Conteúdo local: a disputa para além do petróleo

Publicado em Petrobrás Fica

Depois da Ford e Forever 21, agora é a vez da General Mills, que produz a linha de alimentos Yoki. A empresa dos EUA anunciou o fechamento de sua fábrica no Rio Grande do Sul. A General Mills, com sede em Minnesota, é uma das 10 maiores empresas de alimentos do mundo

[Do Brasil 247 | Imagem: Fábrica da Yoki/Divulgação]

Após as empresas estadunidenses Ford e Forever 21 anunciarem o fechamento de suas fábricas e lojas no Brasil, a General Mills, responsável pela marca Yoki, anunciou na segunda (11) que vai encerrar as atividades na fábrica da cidade de Nova Prata, na serra gaúcha, demitindo 300 funcionários.

A empresa, em nota, disse que o processo faz parte de um “plano de reestruturação em parte das suas operações no país” e que “ajustes fazem parte de uma estratégia que prevê acelerar o crescimento dos negócios da empresa no Brasil”, informou o portal CNN Brasil. 

Segundo a reportagem, a produção de pipoca ficará concentrada somente na fábrica da cidade de Pouso Alegre, no interior de Minas Gerais.

A rede Forever 21, ícone da fast fashion (moda rápida) no mundo, está fechando 11 de suas lojas no Brasil. Conhecida pela venda de roupas a preço baixo, a rede sofreu diversas acusações de uso de trabalho escravo ao longo dos anos. Já a montadora Ford também anunciou na segunda-feira (11) que encerrará a produção de veículos no Brasil em 2021, o que levará mais de cinco mil brasileiros à fila de desemprego. 

 

Publicado em Economia

Por Ana Carolina Chaves, pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel)

Em novembro passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou a sistemática de acionamento das Bandeiras Tarifárias. Aplicando a metodologia, ficou estabelecida a Bandeira vermelha – Patamar 2 no mês de dezembro de 2020. Isso significa que a capacidade de atendimento do consumo de energia elétrica está crítica em função da queda dos reservatórios das usinas hidrelétricas. 

Nesse cenário, as termoelétricas da Petrobras serão fundamentais para suprir eventuais gargalos de fornecimento hidrelétrico. Isso ocorre num período quando a estatal de petróleo busca vender suas termoelétricas, o que pode trazer riscos importantes a médio prazo em cenários como o atual, principalmente em relação aos custos de fornecimento. 

Apesar do crescimento do uso das fontes solar e eólica, o setor elétrico brasileiro atualmente é visto como um sistema hidrotérmico, cuja geração hidrelétrica é a principal fonte de geração de base do sistema, acompanhada pela geração complementar de usinas termelétricas (UTE), que são despachadas a depender das necessidades elétricas e do nível dos reservatórios do sistema. Tendo em vista que a maioria da oferta de energia brasileira é proveniente de fontes de energia renováveis, que dependem diretamente das condições climáticas, o risco de não suprimento de energia é administrado através da operação de uma fonte controlável de energia – as usinas termoelétricas. 

A operação do sistema elétrico brasileiro é coordenada de maneira integrada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Os parques geradores encontram-se conectados por meio de uma extensa rede de transmissão – o Sistema Interligado Nacional (SIN) –, sendo operados e despachados a fim de garantir a otimização e eficiência do sistema, bem como a oferta e disponibilidade de energia. Desta forma, as decisões operativas são tomadas de forma sistêmica, considerando a interdependência e complexidade dos elementos do sistema. 

Neste contexto, as unidades geradoras podem ser requeridas a despachar tanto no regime de acompanhamento de carga, compensando alguns pontos de carga do sistema elétrico, quanto na geração de base, regularizando o regime de afluência e controlando o nível dos reservatórios. 

A contratação e comercialização de energia elétrica, desde o novo modelo regulatório de 2004, é realizada em dois ambientes de mercado: o regulado (ACR) e o livre (ACL). O ACR atende às demandas dos distribuidores que são obrigados a comprar energia nos leilões organizados pela Aneel, via contratos de longo prazo. Já no ACL, os agentes realizam negociações e contratos bilaterais de compra e venda de energia elétrica, cujos preços, volumes e prazos de suprimento são acordados entre as partes. Por fim, o mercado de curto prazo (MCP) realiza a contabilização da diferença entre o volume de energia contratado e o efetivamente produzido ou consumido, com base no Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). 

No caso das UTEs, a venda de energia pode ser realizada nos dois ambientes de mercado, no entanto, os contratos de longo prazo do ACR oferecem uma melhor previsão de geração de receita. Já a contratação destas usinas ocorre por disponibilidade, ou seja, o empreendedor é remunerado pelo custo de operação da usina, quando necessária a entrada em operação, sendo o valor do custo variável unitário definido no momento do leilão. Desde o período de estiagem de 2012, as usinas termelétricas vêm sendo cada vez mais chamadas a operar, a fim de regularizar a oferta de energia. Cenário que se mantêm previsto para os próximos anos, com a crescente redução da participação das hídricas e a entrada significativa de fontes renováveis intermitentes, notadamente, energia eólica e solar. 

Desta forma, as usinas termoelétricas que deveriam atuar em momentos pontuais, passam a ter uma forte participação na base da geração do sistema. No entanto, os custos adicionais de operação das UTE não são considerados na remuneração estabelecida no contrato, o que pode se tornar problemático quando estas usinas são acionadas com uma frequência acima da prevista. 

Em períodos secos, além das UTE entrarem em operação com mais frequência, um número maior de agentes não consegue atingir o quantitativo de energia contratado, precisando recorrer ao mercado livre e à compra de energia pelo PLD. Os dados da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) mostram uma grande elevação do PLD a partir do terceiro trimestre de 2020, devido, possivelmente, à aproximação do período seco, especialmente no Norte e Nordeste, mas também no Sudeste. 

Diante do cenário atual de queda do nível dos reservatórios, o ONS vem acionando o despacho de usinas termelétricas, inclusive das usinas mais caras, aumentando o custo médio de operação do sistema. Tendo em vista o preço teto do PLD, no início de dezembro de 2020, a Aneel retomou o instrumento de cobrança das bandeiras tarifárias, na tentativa de sinalizar ao consumidor as condições críticas dos reservatórios e equalizar a parcela dos custos variáveis do acionamento das usinas termelétricas. Com a entrada da categoria mais alta das bandeiras tarifárias – bandeira vermelha, patamar 2 – a agência reguladora espera reduzir o consumo de energia elétrica.

Esta decisão ocorre no mesmo momento em que a Petrobras realiza um amplo processo de desinvestimentos, que inclui a venda de usinas termelétricas de Camaçari (BA) e Canoas (RS). A princípio, a venda das UTE não deve afetar os contratos do mercado regulado, pois os preços já se encontram firmados e definidos pelos contratos de energia. No entanto, destaca-se que o combustível utilizado pelas térmicas sofre oscilações de preço, podendo atingir valores diferentes do planejado, risco que é assumido pelo comprador. Já no mercado livre, com o baixo nível dos reservatórios e aumento do PLD, poderá haver um aumento da venda neste mercado.

[Artigo publicado originalmente pela EPBR]

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Um vazamento de óleo proveniente de um duto da Petrobrás que aconteceu no domingo (20) atingindo a região de Massui (incluindo uma fazenda particular), na cidade de Candeias, deixou apreensivo os moradores locais que divulgaram um vídeo do óleo correndo na estrada.

Para o Sindipetro Bahia o acidente pode ser apenas a ponta de um iceberg que vem despontando após uma série de desinvestimentos que vêm sendo feitos na estatal pelo governo Bolsonaro. Em processo acelerado de privatização, com a venda da maior parte de suas unidades, a Petrobrás reduziu o seu efetivo de trabalhadores, incentivando a demissão voluntária e transferindo parte da força de trabalho para outros estados. Ao mesmo tempo diminuiu o investimento para manutenção das instalações e terceirizou serviços fins que não poderiam ser terceirizados.

Com a falta de manutenção e investimento, acidentes como esse podem acontecer em outros campos e unidades e terem consequências imprevisíveis atingindo o meio ambiental e os trabalhadores.

Diretores do Sindipetro Bahia foram ao local do derramamento de óleo e percorreram a região conversando com os moradores. A entidade sindical também vai exigir a participação na comissão que irá investigar o acidente, como está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, pois apesar dessa garantia, a atual gestão da Petrobrás tem dificultado a participação do sindicato nessas comissões de investigação.

A Petrobrás já havia avançado muito no quesito da segurança, deixando para trás a época do governo de FHC, quando os acidentes ambientais e com vitimas eram constantes, exatamente por conta da tentativa de privatização da estatal que aconteceu nessa época. Um triste exemplo foi o acidente com a P-36, em 2001, que tirou a vida de 11 petroleiros. A plataforma acabou naufragando.

Fonte – Sindipetro Bahia

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Com uma mobilização em frente à unidade de Taquipe na manhã dessa terça-feira (22), a direção do Sindipetro Bahia e a categoria petroleira protestaram contra a privatização do campo de Candeias, que foi vendido pelo governo bolsonaro com mais 13 outros campos terrestres de petróleo e gás, localizados na Bahia.

Durante a mobilização, que durou cerca de duas horas, os diretores do Sindipetro conversaram com os trabalhadores explicando os impactos que virão com a venda desses campos, como a demissão. Muitos se mostraram surpresos e apreensivos com a velocidade com que as unidades do Sistema Petrobrás estão sendo vendidas e de como a estatal está sendo privatizada aos pedaços, apesar de toda a luta do Sindipetro Bahia e da FUP para barrar essa privatização.

Os diretores do Sindipetro garantiram que vão continuar lutando para impedir o desmonte total da Petrobrás. Como legitimo representante dos trabalhadores do setor privado, o Sindipetro Bahia, vai procurar a 3R Petroleum (empresa que adquiriu os 14 campos de petróleo e gás da Petrobrás) para garantir as melhores condições, benefícios, salários, assim como a contratação desses trabalhadores que serão demitidos.

Já os trabalhadores diretos (concursados), que são cerca de 40, serão transferidos para outras unidades, já que não podem ser demitidos graças ao Acordo Coletivo de Trabalho assinado pela FUP e os sindicatos, que garante a estabilidade no emprego.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.