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Quinta, 28 Março 2019 15:21

Primeiro de abril de 1964, o retorno

Passados 55 anos do golpe militar, que em primeiro de abril de 1964 mergulhou o Brasil em duas longas décadas de ditadura, o país enfrenta novamente os desmandos de um governo  que enaltece torturadores, viola direitos e mente para o povo. Enquanto famílias de desaparecidos ainda lutam por justiça, o capitão-presidente Jair Bolsonaro evoca os quartéis a se levantar em defesa das atrocidades do regime militar.

Assim como hoje, a classe trabalhadora, os sindicatos e as organizações populares foram os principais alvos da ditadura. Na Petrobrás e em outras estatais, trabalhadores foram ameaçados, perseguidos e denunciados por serviços internos de inteligência, que agiam articuladamente com os órgãos de repressão. Os sindicatos sofreram intervenções e os dirigentes foram perseguidos e reprimidos. 

Qualquer semelhança com o atual momento e com o que ainda pode estar por vir não é mera coincidência. Vide o Decreto 9.735/19 e a Medida Provisória 873/19, ambos inconstitucionais e editados por Bolsonaro para tentar asfixiar os sindicatos e, assim, impedir a resistência dos trabalhadores.

Os núcleos que apoiaram e deram sustentação à ditadura militar nos anos 60 e 70 são os mesmos que insuflaram o ódio contra o PT e a esquerda, a ponto de eleger um presidente forjado por fake news. Hoje se sabe que o golpe de 1964 foi gestado em conjunto com os Estados Unidos, sob o pretexto de salvar o Brasil do comunismo. O mesmo roteiro que elegeu Bolsonaro.  

Na época, o então presidente João Goulart foi acusado de querer implantar no país uma “república sindical”, ao defender reformas sociais e o fortalecimento da Petrobrás. Foi derrubado com o apoio dos empresários, do sistema financeiro e da mídia, que, cinco décadas depois, golpearam a presidenta Dilma Rousseff.

Até agora o Brasil não se recuperou. O desemprego e a miséria só aumentam e os trabalhadores são chamados a pagar a conta de um golpe que mergulhou o país no caos político, social e econômico.  Enquanto isso, Bolsonaro finge que governa, propondo sandices, como as homenagens a 31 de março, uma data tão falsa quanto o seu governo. O golpe se deu em Primeiro de Abril, o dia da mentira, o que levou os militares a inverter a data.

Os capítulos seguintes dessa história nós conhecemos de cor. Os assassinatos, as torturas, os desaparecimentos, a censura, o Estado de Exceção não serão esquecidos, muito menos comemorados. O passado nos mostrou o caminho da resistência. Ditadura nunca mais.   

434 mortos e desaparecidos

Em 2012, o governo Dilma Rousseff instalou a Comissão Nacional da Verdade (CNV), que durante dois anos e meio recolheu depoimentos e levantou uma série de dados sobre os crimes da ditadura. As investigações resultaram em um relatório com mais de quatro mil páginas, onde foram listados 434 mortos e desaparecidos, bem como as circunstâncias e autoria dos crimes. A Comissão responsabilizou 377 pessoas pelas mortes, torturas e demais violações aos direitos humanos, entre eles agentes das Forças Armadas, empresários e ex-ditadores.

“Um golpe de classe”

Além de assassinatos e torturas, a ditadura militar violou direitos dos trabalhadores, arrochou os salários, acabou com a estabilidade no emprego e impôs uma lei antigreve. “Os trabalhadores foram o objeto principal do golpe, que foi um golpe de classe. Um golpe contra uma ‘República Sindical´. Não era a questão comunista a principal, mas dar um golpe contra a causa dos trabalhadores. Isso tinha muito a ver com o Estado que eles queriam construir naquele momento. A repressão se abateu, principalmente, sobre a classe trabalhadora”, afirmou a jurista Rosa Cardoso, que coordenou a Comissão da Verdade.

Acesse aqui a edição especial da FUP sobre a ditadura

[FUP]

Publicado em Política

Havia menos de 10 dias para que Luiz Inácio Lula da Silva entregasse a faixa presidencial à sucessora Dilma Rousseff. Era 20 de dezembro de 2010 e, para usar um jargão do próprio ex-presidente, nunca antes na história deste país o povo se sentia tão orgulhoso de ser brasileiro. E mais do que isso: para 87% da população, o homem à frente do Palácio do Planalto era o grande responsável pelo milagre econômico e social iniciado oito anos antes.

A enorme popularidade de Lula às vésperas de deixar o cargo, confirmados pelos números da pesquisa publicada pela CNT,  era a consagração de um governo que havia realizado uma série de revoluções como acabar com a pobreza extrema do país e inserir as populações mais pobres na economia, na educação e na cultura.

Para se ter ideia, mesmo meses após a divulgação da pesquisa, os analistas ainda tentavam entender como aquele retirante nordestino e líder sindical conseguiu entregar legado muito superior ao dos presidentes “diplomados” que o antecederam.

Na visão do cientista político Cláudio Gonçalves Couto, em artigo publicado em janeiro daquele ano, “a administração de Lula representou um ponto de inflexão crucial nas relações entre as classes sociais no Brasil, tanto no que diz respeito às consequências da luta política mais ampla para a ocupação de posições de poder, como no que concerne a uma mudança no regime de políticas públicas atinentes aos setores mais pobres da população”.

Em março, foi a vez  da revista London Review of Books publicar artigo do historiador britânico Perry Anderson que chamou o ex-presidente Lula de o “político mais bem-sucedido de seu tempo”. Segundo o ensaísta, Lula é o “único líder mundial” cuja popularidade se reflete “não na moderação, mas na radicalização no governo”.

“Esse sucesso se deve muito a um excepcional conjunto de talentos pessoais, um misto de sensibilidade social e frieza política, ou – como sua sucessora, Dilma Rousseff, identifica – racionalismo e inteligência emotiva, sem falar em seu bom-humor e charme pessoal”, afirmou Anderson.

Já o Estadão comparou a popularidade de Lula a de outros líderes mundiais.  A reportagem cita o exemplo de Michelle Bachelet que deixou a presidência do Chile em 2010 com 84% de aprovação e do líder sul-africano Nelson Mandela que saiu do governo, em 1999, com 82%, ambos com índices inferiores aos alcançados pelo brasileiro.

Na época, além da popularidade recorde do ex-presidente, o Brasil ultrapassava o Reino Unido para se tornar a sexta maior economia do mundo. Mais uma prova indiscutível de que o país era muito melhor e maior quando Lula esteve na Presidência da República. Sua popularidade é consequência de seu enorme legado.

O adorado vizinho

Além do furor entre analistas nacionais e internacionais, a despedida de Lula em 2011 também foi o impulso para declarações entusiasmadas dos presidentes do Mercosul, com quem o brasileiro se encontrou em 17 de dezembro daquele ano.

Após discursar para uma plateia emocionada e sob aplausos, todos os presidentes dos países membros do bloco – Argentina, Paraguai, Uruguai-, dos Estados associados – Chile e Bolívia -, e representantes da Venezuela (em processo de adesão) homenagearam o anfitrião brasileiro.

O boliviano Evo Morales, um dos mais efusivos, disse que Lula “merece ser secretário-geral das Nações Unidas”.

A argentina Cristina Kirchner disse que o encontro era um apenas “até breve, Lula”. O paraguaio Fernando Lugo fez questão de expressar sua “gratidão e respeito em relação a um grande estadista”.

O uruguaio José Mujica, parceiro de Lula até hoje, chamou o ex-presidente de “O Senhor Mercosul” enquanto o chileno Sebastián Piñera recordou a despedida do rei do futebol Pelé no Maracanã e se empolgou: “Fica Lula! Fica!”.

> Conheça o legado dos governos Lula e Dilma

[Por Henrique Nunes da Agência PT de Notícias]

Publicado em Política
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Publicado em JUVENTUDE PETROLEIRA

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