O canal Normose lançou nesta quinta-feira, 10, o trailer do documentário “Lava Jato entre quatro paredes”, cuja estreia está prevista para 22 de setembro.  O documentário será dividido em quatro episódios, que contarão a história da operação “de um jeito que você ainda não viu”, como destaca o canal. Além dos episódios em vídeo, o Normose também produziu entrevistas e podcasts sobre o tema.

Segundo o canal informou, o projeto consumiu 10 meses de pesquisas, que levantaram “a história da corrupção na Petrobrás no século 20, a Lava Jato, o Lavajatismo e suas ligações confusas que merecem luz”.

“Está sendo um trabalho intenso, de descobertas estranhas e reflexões profundas pra mim sobre o poder de um judiciário paralelo no país”, afirma o youtuber.

Assista aqui o trailer e já se inscreva no canal para não perder a estreia dos episódios de “Lava Jata entre quatro paredes”. 

[FUP]

Publicado em Petróleo

[Da Rede Brasil Atual] 

Após o procurador-geral da República, Augusto Aras, revelar que a Operação Lava Jato, em Curitiba, possui “documentos encobertos” de cerca de 38 mil pessoas, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) defende a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar esse e outros abusos cometidos pelos procuradores. “A Operação Lava Jato virou um Estado paralelo, que tem um projeto político”, afirmou em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta sexta-feira (31).

Segundo Aras, a Lava Jato tem mais de 350 terabytes em dados sigilos, enquanto todo o restante do Ministério Público Federal conserva em torno de 40 terabytes. Para Teixeira, é sinal de que os procuradores atuam para “bisbilhotar” a vida das pessoas. “E não só bisbilhotar, mas chantagear.”

Teixeira citou, por exemplo, o caso do advogado e doleiro Rodrigo Tacla Duran. Ele acusa o advogado Carlos Zucolotto de ter recebido US$ 5 milhões para ajudá-lo a obter vantagens no acordo de delação. Zucolotto é amigo íntimo do ex-juiz Sergio Moro.

Além da espionagem indevida, Teixeira afirma que a Lava Jato entregou dados de empresas brasileiras aos Estados Unidos. E, ainda, praticou a troca de informações, fora dos parâmetros legais, com o Ministério Público da Suíça. “Destruiu a indústria da construção pesada e foi responsável por uma queda expressiva no PIB. Tudo isso indica a necessidade de ter uma CPI da Lava Jato”, afirmou o deputado

Entulho autoritário

O parlamentar também é autor do projeto de lei (PL) que pretende revogar a Lei de Segurança Nacional (LSN). No lugar dessa legislação – anacrônica e autoritária –, o parlamentar propõe a criação da Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito. O governo Bolsonaro tem frequentemente tentado intimidar opositores com a LSN, como já fez contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cartunista Aroeira, o jornalista Hélio Schwartsman e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por outro lado, a nova legislação prevê punições para aqueles que fizerem apologia da ditadura ou tentarem ameaçar as instituições democráticas. Ademais, as penas são agravadas no caso de funcionários públicos, como forma de inibir o golpismo de parte dos integrantes das Forças Armadas. 

Ouça a entrevista do deputado ao Jornal Brasil Atual:

Publicado em Política

Em meio às comemorações do aniversário do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) lança nesta quinta-feira (1º) a campanha #MoroMente, ação que visa explicar os crimes cometidos pelo ex-juiz no âmbito da Lava Jato.

Desde o dia 9 de junho, o site jornalístico Intercept Brasil vem, em parceria com outros veículos de comunicação, divulgando diálogos do procurador do Ministério Público Federal (MPF) Deltan Dallagnol com Moro, e outros membros da força-tarefa da operação, obtidos por fonte anônima.

Nas conversas, Moro atua como chefe dos membros do Ministério Público Federal, rompendo o sistema acusatório, como quando aparece orientando o procurador para a inclusão de uma prova contra um réu, sugerindo testemunhas a serem ouvidas pela força-tarefa, cobrando periodicidade na realização de ações, verificando petições antes de serem incluídas no processo, opinando sobre delações premiadas, além de combinar investigações junto aos procuradores, o que não é nada normal para um operador do direito, segundo a entidade.

Isso porque, a despeito das acusações que pesam sobre seu trabalho, Moro, para se defender, alega não reconhecer as mensagens, quando não diz que pode ter comentado ou ainda que as mensagens foram adulteradas. A ABJD, no entanto, considera as justificativas de Moro mentirosas, principalmente, de acordo com a entidade, quando ele afirma que mesmo que o conteúdo seja verdadeiro, não há nada de ilegal nos termos das conversas.

No primeiro vídeo da campanha #MoroMente, o juiz de Direito da Vara de Execuções Penais do Amazonas, Luís Carlos Valois, destaca que não é correto o contato regular e com tanta influência de um juiz sobre procuradores. “Ele mente e atinge toda a magistratura”, afirma Valois. “É um comportamento a ser investigado, que indica parcialidade e interesse no processo, no mínimo”. 

Diante das ações de Moro e dos integrantes do MPF, diversos juristas irão com a campanha mostrar à população quais foram as violações, o tamanho da gravidade da conduta de Moro e os crimes cometidos pela Lava Jato. Além das explicações à sociedade, a ABJD cobra ainda uma resposta dos órgãos competentes, como a Corregedoria do Ministério Público Federal, para apurar a atuação dos envolvidos no escândalo.

No dia 19 de agosto, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, juristas denunciarão em ato público a conduta do agora ministro da Justiça.

[Via Rede Brasil Atual]

Publicado em Política

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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