A Petrobrás completa 68 anos no dia 03 de outubro, em meio ao maior desmonte de sua história, cuja conta o governo Bolsonaro está impondo à população, com preços absurdos dos derivados, o que fez disparar a inflação e o custo de vida. Para protestar, a FUP e seus sindicatos estarão nas ruas nos atos do dia 02 pelo Fora Bolsonaro e nas ações solidárias de venda de gás de cozinha a preço justo, na semana de 04 a 09 de outubro

[Imprensa da FUP]

Com o país mergulhado em crises políticas, econômicas e sociais, cada vez mais agravadas pelos crimes de responsabilidade do governo Bolsonaro, investigado também por corrupção, as mobilizações do dia 02 de outubro serão decisivas para a mudança de rumo que o povo brasileiro tanto clama. Os atos por Fora Bolsonaro, organizados pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, acontecem na véspera do aniversário de 68 anos da Petrobrás (03/10), cujo desmonte foi intensificado neste governo, com a privatização aos pedaços da empresa e os reajustes abusivos dos derivados de petróleo, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI), que obriga o consumidor a pagar em dólar pela gasolina, diesel e gás de cozinha.

Em função da disparada dos combustíveis, a inflação acumulada em 12 meses já beira 10% e as famílias brasileiras sofrem os impactos de pagar R$ 7 pelo litro da gasolina e mais de R$ 100 pelo botijão de gás. Por conta dos reajustes feitos com base no preço de importação, a gasolina já acumula aumentos de 51% nas refinarias somente este ano e o GLP e o diesel, de 40%. “O desmonte da Petrobrás, com a subutilização e privatização das refinarias, tem o propósito de aumentar o lucro dos acionistas privados, que se beneficiam com o dólar alto e a exportação de óleo cru, enquanto o povo é obrigado a pagar preços de importação para combustíveis que são produzidos no Brasil”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Para protestar contra essa política, cuja responsabilidade é integral do governo Bolsonaro, que representa o acionista majoritário da Petrobrás, a FUP e seus sindicatos, junto com as demais entidades da Plataforma Operária e Camponesa para a Energia (POCAE), intensificarão a luta em defesa da soberania e por preços justos para a energia nos atos do dia 02 de outubro. Nas ruas e nas redes sociais, petroleiros, eletricitários, pequenos agricultores, atingidos por barragens e demais movimentos sociais que integram a POCAE irão protestar contra os preços abusivos dos combustíveis e da energia elétrica, consequência do desmonte dos sistemas Petrobrás e Eletrobrás.

A orientação da FUP é que os sindicatos priorizem as manifestações do dia 02, dialogando com a população nas ruas e nas redes sobre a importância de uma empresa estatal forte, para garantir o abastecimento nacional, com preços justos e desenvolvimento econômico e social nos estados em que atua. A hastag que será massificada nas redes é #TáCaroACulpaÉdoBolsonaro

Aniversário da Petrobrás terá gás de cozinha a preços justos, de 04 a 09 de outubro

A FUP e seus sindicatos estão organizando para a semana do dia 04 a 09 de outubro novas ações solidárias de venda de gás de cozinha a preços justos em diversos municípios do país, em continuidade às comemorações dos 68 anos da Petrobrás, que serão iniciadas com os atos Fora Bolsonaro. No dia 04 de outubro, será também realizado uma mobilização nacional na Refinaria Landuplho Alves (RLAM), na Bahia, que completou 71 anos no dia 17 de setembro, com a categoria resistindo à sua privatização.

 “Em meio à devastação do Sistema Petrobrás, que penaliza a população brasileira, os trabalhadores ainda enfrentam uma série de ataques por parte de uma gestão autoritária, que nega-se a dialogar com os sindicatos, reproduzindo na empresa o modus operandi de Jair Bolsonaro, ao violar direitos, descumprir acordos e expor a categoria e as comunidades a riscos constantes de acidentes, como estamos vendo em diversas unidades. Por isso, é fundamental que a categoria se engaje nas lutas que a FUP e os sindicatos estão realizando, participando das manifestações nas ruas, nas redes e nos locais de trabalho”, reforça Deyvid Bacelar.

Os atos contra as privatizações no Sistema Petrobrás e os ataques da gestão bolsonarista estão acontecendo desde agosto nas bases da FUP. Já foram realizadas mobilizações na Refap (RS), na Reman (AM), na Abreu e Lima (PE), na Replan (SP), na Recap (SP) e na sexta-feira, 24, será a vez da Regap, em Minas Gerais. As mobilizações prosseguem ao longo de outubro, com atos já agendados para o dia 01/10 em Mossoró (RN), 04/10 na RLAM, 05/10 na Reduc, 14/10 na Repar e 15/10 na SIX.

 

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Discurso vergonhoso e mentiroso de Bolsonaro na ONU é mais um entre centenas de motivos para a população ir às ruas contra o presidente no dia 2 de outubro, afirma secretário de Administração e Finanças da CUT, Ariovaldo de Camargo

[Da redação da CUT]

A fala do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), na Organização das Nações Unidas (ONU), na manhã desta terça-feira (21) reforça a urgência em ocupar as ruas em todo o Brasil, no dia 2 de outubro para exigir o fim do governo. Entre os inúmeros motivos para o impeachment, o discurso mentiroso de Bolsonaro coloca o país em uma situação de vergonha mundial por ter o pior presidente de todos os tempos.

Aos líderes mundiais, o presidente mentiu descaradamente sobre os combates à pandemia, aos incêndios florestais e à crise econômica do país, com grande repercussão na imprensa internacional e nacional, que apontaram as suas falsas informações.


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“Por suas mentiras, que estão levando o Brasil a atravessar um momento de deterioração nas suas questões políticas e econômicas, temos motivos suficientes para retirar Bolsonaro da presidência da República”, afirma o secretário de Administração e Finanças da CUT Nacional, Ariovaldo de Camargo.

As manifestações que  já estão sendo organizadas pela CUT, demais centrais e Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, devem ocorrer em todos os estados brasileiros, a exemplo de protestos anteriores realizados desde maio deste ano e que já levaram milhões de brasileiros às ruas para deixar claro o “basta” deste governo e exigir que o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) coloque em pauta um dos mais de 130 pedidos de impeachment já protocolados na casa.

O dia 2 de outubro é uma ação para pressionar o parlamento brasileiro a abrir o processo de impeachment. Não podemos esperar até outubro de 2022, nas próximas eleições para retirar Bolsonaro do poder. As pesquisas já demostram que a maioria da população não aguenta mais este governo
- Ariovaldo de Camargo

 


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Para Ariovaldo, o governo não tem mais força e condições de melhorar a vida dos desempregados, das mulheres, dos estudantes e das futuras gerações. Ao contrário vive no passado dizendo, de forma mentirosa que o país em seus governos progressistas, vivia sob a “ameaça do socialismo”.

“Jair Bolsonaro não tem compromisso com a verdade. Ele não perde a oportunidade para falar aos seus apoiadores, sem se preocupar com o restante da população e mente sobre tudo”, diz Ariovaldo de Camargo.

O dirigente reforça ainda que se alguém tinha alguma esperança de um país melhor, ela foi sepultada com o discurso de Bolsonaro na ONU e com os comportamentos dos seus filhos.

Camargo se refere às vaias que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) recebeu num shopping, em Nova Iorque (EUA) e às ameaças que o filho mais novo do presidente, Renan, fez aos integrantes da CPI da Covid-19.

Em um vídeo publicado nessa segunda-feira (20), o filho 04 de Bolsonaro, Jair Renan, mostrou armas de fogo e escreveu “Alô, CPI”. A reação foi imediata dos senadores da Comissão, que ao abrirem a sessão desta terça, pediram que o ele seja investigado, por convocação ou encaminhamento do caso à Justiça, pelo crime de ameaça.

É um governo vexatório, que que está no fim e precisamos urgentemente colocá-lo para fora, para podermos construir um novo momento para o país. Vamos ocupar às ruas no 2 de outubro para pressionar o Parlamento contra este governo genocida
- Ariovaldo de Camargo      
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Na Região Nordeste, a desaprovação é recorde: 75% dos nordestinos rejeitam a administração federal, segundo pesquisa PoderData realizada nesta semana

[Da redação da CUT]

O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) é considerado ruim ou péssimo por 62% dos brasileiros, segundo pesquisa PoderData realizada esta semana, entre os dias 13 e 15, divulgada nesta quinta-feira (16).

Na Região Nordeste, a desaprovação é recorde: 75% dos nordestinos rejeitam a administração federal.

Outros  29% dos entrevistados aprovam a gestão federal, que consideram ótima ou  boa, de acordo com a pesquisa.

Os atos antidemocráticos pró-Bolsonaro realizados no dia 7 de Setembro não mudaram o cenário em relação a pesquisa anterior, realizada 15 dias antes que registrou 63% de reprovação e 27% de aprovação.

O trabalho pessoal de Bolsonaro como presidente da República também é reprovado pela maioria dos brasileiros. Para por 56% dos entrevistados a gestão de Bolsonaro no cargo é ruim ou péssima. Outros  27% consideram boa ou ótima, 14% dizem que a gestão do presidente é regular, e 3% não souberam ou não quiseram responder.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa PoderData foi realizada no período de 13 a 15 de setembro de 2021.

Foram realizadas 2.500 entrevistas em 411 municípios nas 27 unidades da Federação.

 A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

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Desvio de dinheiro público, disseminação de fake news e ataques à democracia são alguns dos inquéritos que avançam sobre Bolsonaro, os filhos 01, 02, 03 e até o 04, além de uma ex-mulher

[Da CUT/Rio | Reportagem de Camila Araújo e Anna Carla Ferreira | Edição: Marize Muniz/CUT Nacional |Foto: Roberto Parizotti]

O clã  Bolsonaro, que se elegeu com o discurso anticorrupção, é alvo de investigação por inúmeros crimes contra a administração pública e tem dado sinais de enriquecimento ilícito. Todos os filhos compraram imóveis caríssimos, exceto o 04, que apesar da idade e inexperiência já é empresário. No primeiro emprego, o jovem já virou dono de empresa.

Só o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), o pai, que nesta terça-feira (7) cometeu mais um delito ao confrontar a Constituição desafiando o Supremo Tribunal Federal (STF), é alvo de cinco inquéritos e tem medo de ser preso, assim como teme a prisão dos filhos. Nesta terça, ele declarou que não respeitará "qualquer decisão" do ministro Alexandre de Moraes, incitando seus apoiadores contra a Corte, onde tramitam quatro inquéritos contra ele - o quinto tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja no final do texto detalhes sobre esses inquéritos.

Na terça-feira da semana que vem, dia 14, o STF, que Bolsonaro ameaça não respeitar, julga o foro privilegiado do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho zero 01, acusado de receber parte dos salários de seus funcionários de gabinete, no esquema conhecido como “rachadinhas”.

Em 2019, um documento do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro apontou Flávio como o "líder de uma organização criminosa responsável pelo desvio de dinheiro público", que funcionava em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando ele era deputado estadual. Ele alega que a Justiça estadual não tem mais competência para investigá-lo porque ele é  senador e tem foro privilegiado. 

O zero dois, o vereador Carlos Bolsonaro, também é investigado por rachadinhas, que parece estar no DNA da família, pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

O 03, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, está na mira do inquérito que apura a organização criminosa digital. Ele foi apontado pelos responsáveis da investigação como um dos líderes do “núcleo político” da organização, segundo informações do site O Bastidor.

O filho 04Jair Renan Bolsonaro, abriu recentemente a empresa de eventos “Bolsonaro Jr Eventos e Mídia” com a ajuda do lobista Marconny Albernaz de Faria, investigado pela CPI da Covid.

Para o sociólogo e professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) José Claudio Souza Alves, que estuda milícias há quase 30 anos, o país está refém da estratégia da família Bolsonaro, que espalha fake news e ataques aos poderes e aos adversários, pautando a mídia e até os comentários dos brasileiros, enquanto continuam as práticas de favorecimento a si mesmos sem que nada aconteça.

“Nós somos reféns de uma pauta ditada muito apropriadamente, muito competentemente pela família Bolsonaro, a qual estamos presos desde antes de 2018”, diz o professor.

“Então, no fundo, quando a gente comenta sobre tudo isso, a sensação é que somos reféns de um sequestro de uma nação inteira que está na mão dessa família e dos apoiadores dessa família. E eles continuam conduzindo para onde querem, favorecendo a si mesmos sem que nada aconteça”, acrescenta.

Os apoiadores, a juristocracia, os militares, as empresas de comunicação e as redes sociais, que dão suporte os eventos criados diariamente, continuam se propagando e esse projeto se mantém.
- José Claudio Souza Alves

O professor lista as práticas da família Bolsonaro que segundo ele, são comuns no processo histórico brasileiro: “Peculato, desvio de recursos, fraudes, uso de verbas públicas para movimentação privada de propriedade e de riqueza, uso de verbas de gabinetes, de salários de pessoas para serem aplicados em mercado imobiliário ilegal miliciano”.

“É uma moeda comum na estrutura do Estado brasileiro, mas, nesse caso, há mais visibilidade, já que a família Bolsonaro está no poder e se elegeu graças a um discurso anticorrupção, e agora se vê toda essa dimensão que emerge das práticas deles”, acrescenta.

“Eles se protegem em uma zona cinzenta que mistura o legal e o ilegal, o formal, o informal, a justiça e o crime. As investigações não ocorrem da forma como deveriam, a própria estrutura judiciária está comprometida, a estrutura policial no Rio de Janeiro é comprometida. Então você tem um grande comprometimento e não tem desdobramentos”, diz o professor

“O que a gente vai percebendo ao longo do tempo com esses grupos é que se estabelecem formas de relação privadas, íntimas, ciclos de amizade, relacionamentos particulares, muitas vezes, todos eles permeados pela troca de favores, clientelismo, do favorecimento e dos esquemas legais e ilegais, formais e informais”, conclui o professor José Claudio Souza Alves.

Confira as investigações que cada membro da família acumula:

Os inquéritos contra o pai

No TSE, Jair Bolsonaro é algo de investigação  sobre os constantes ataques à urna eletrônica e à legitimidade das eleições.

Por diversas vezes e sem provas, Bolsonaro levantou suspeitas de fraude no processo eleitoral eletrônico e, em tom agressivo, defendeu o voto impresso, condicionando a realização de eleições em 2022 ao uso do voto em papel, inclusive, ameaçando o pleito do ano que vem.

Tal conduta levou o TSE a pedir a inclusão de Bolsonaro no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal, que apura a divulgação de informações falsas.

Também no Supremo, Bolsonaro é investigado por eventual interferência na Polícia Federal, após denúncias do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, em abril deste ano. Segundo ele, Bolsonaro teria trocado o diretor-geral da PF para obter informações sigilosas sobre os inquéritos envolvendo seus familiares. 

Outra investigação do STF é a de prevaricação sobre as irregularidades apontadas nas negociações da Covaxin contra a Covid-19 – uma vacina mais cara, sem eficácia e segurança comprovadas. A prevaricação acontece quando um membro da administração pública deixa de praticar um dever para levar vantagem. Nesse caso, mesmo tendo sido informado pelos irmãos Miranda das suspeitas sobre a compra do imunizante indiano, Bolsonaro não agiu para interromper o processo.

Na CPI da Covid no Senado, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o presidente não só sabia do esquema irregular, mas também tinha participado dele, ao fazer o pedido de 20 milhões de doses da Covaxin diretamente ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Além desses três processos no STF, Bolsonaro está sendo investigado por divulgar nas redes sociais o inquérito sigiloso da Polícia Federal. O inquérito em questão tratava de um suposto ataque ao sistema interno do TSE, em 2018, mas, segundo o próprio tribunal, não representou qualquer risco ao processo eleitoral, ao contrário do que Bolsonaro pregava.

E, para completar, tem uma série de suspeitas de corrupção que Bolsonaro nunca explicou. Veja a lista:

. Não explicou porque sua ex-cunhada Andrea Siqueira Valle disse que ele demitiu um irmão dela chamado André porque ele "nunca devolvia o dinheiro certo que tinha que devolver", segundo a colunista do UOL Juliana Dal Piva.

. Sua relação com o colega de Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), coronel Guilherme Hudson, que foi apontado por ela como a pessoa que coletava esse dinheiro da família de sua segunda mulher.

. A afirmação de Andrea, funcionária fantasma por 20 anos, que admitiu que devolvia 90% de seu salário.

. Porque Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil em cheques na conta de  Michelle Bolsonaro.

. Qual a origem do dinheiro vivo para a compra de cinco imóveis com Ana Cristina, sua segunda mulher, e um apartamento de sua primeira mulher, Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo?

. O ex-empregado Marcelo Nogueira disse recentemente que entregava 80% do salário para sua ex-mulher no período em que Bolsonaro vivia com Ana Cristina.

Flávio Bolsonaro, senador (Patriota-RJ)

Zero 01 é acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de operar as “rachadinhas”, esquema de corrupção realizado em seu gabinete quando era deputado estadual. Flávio Bolsonaro nomeava assessores fantasmas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) e recebia parte dos salários deles. Ele foi denunciado pelo MP-RJ por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Tentando se esquivar de todas as formas de uma possível condenação e para retardar o processo, a defesa de Flávio Bolsonaro fez um pedido ao STF para que, como senador, ele tenha acesso ao foro privilegiado. O MP, por sua vez, recorreu do pedido, alegando que os crimes foram cometidos quando ele ainda era deputado estadual. O STF julga o caso no próximo dia 14/9.

Flávio Bolsonaro também foi citado no inquérito do STF que investiga a existência de organizações criminosas digitais que disparam fake news e atentam contra a democracia.

Carlos Bolsonaro, vereador (Republicanos-RJ)

Num esquema semelhante ao do irmão mais velho, Carlos Bolsonaro também é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, por suspeita de prática de “rachadinha” desde 2001, em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio.

Um dos funcionários fantasmas do vereador era uma idosa de 71 anos que morava em Magé, a pouco mais de 50 km da capital, onde fica o gabinete.

Zero 02 também empregou a madrasta, ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle e parentes dela, que estavam envolvidos no esquema de devolução de salários ao vereador, que ela comandava, segundo denúncias.

Leia mais: Ostentação: filho 04 de Bolsonaro e ex-mulher mudam para mansão avaliada em R$ 3,2 milhões

Em abril de 2020, a Polícia Federal identificou Carlos Bolsonaro como um dos responsáveis por chefiar as milícias digitais que disparam fake news nas redes sociais, em inquérito sobre atos antidemocráticos do STF. Esse foi, inclusive, o estopim para as intervenções de Jair Bolsonaro na PF, que provocou a saída de Moro do Ministério da Justiça. O ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, arquivou o inquérito, mas abriu outro, mais abrangente, que é o de organização criminosa digital, que também cita Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP)

Além do inquerito que apura organização criminosa digital, Eduardo Bolsonaro, o filho 03 de Bolsonaro, manteria ainda articulações com Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e atua disseminando ataques virtuais contra as instituições democráticas, o Supremo e as urnas eletrônicas, para favorecer seu grupo político.

Também sobre Eduardo Bolsonaro, está em andamento uma apuração realizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) relacionada à compra de dois imóveis no Rio de Janeiro com dinheiro em espécie.  

Jair Renan Bolsonaro

A Polícia Federal também investiga o filho mais novo do presidente, Jair Renan Bolsonaro, de 23 anos. Ele abriu recentemente a empresa de eventos “Bolsonaro Jr Eventos e Mídia” com a ajuda do lobista Marconny Albernaz de Faria, que foi apontado pela CPI da Covid como um dos intermediários da Precisa Medicamentos, empresa que está no foco das irregularidades nas negociações da vacina Covaxin. As mensagens de WhatsApp indicam troca de favores entre Renan e Marconny.

Popularidade ruindo

Com tantos crimes, fica mais fácil entender por que Bolsonaro “causa” nas suas declarações. Ele parece criar uma cortina de fumaça para tentar distrair a atenção do povo e se esquivar dos problemas do país, como desemprego, fome, miséria, disparada da inflação, economia estagnada, Produto Interno Bruto (PIB) pífio,  mas o povo parece estar atendo.

Pesquisa PoderData, divulgada na sexta-feira (3) revelou que 63% dos brasileiros consideram o governo do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) ‘ruim’ ou ‘péssimo’. Em relação ao trabalho pessoal de Bolsonaro como  presidente, 55% acham  “ruim” ou “péssimo”.

Pesquisas eleitorais mostram o ex-presidente Lula disparado nas intenções de voto para 2022. A DataPoder, mostra Lula (55%) x Bolsonaro (30%).

Os muitos imóveis da família Bolsonaro

Quem sonha com a casa própria e vê o Minha Casa Minha Vida (MCMV) sendo desmantelado pelo governo Bolsonaro deve ficar indignado com a quantidade de imóveis com dinheiro em espécie, comprada pela família. Pela quantidade, parece ser uma prática habitual dos Bolsonaros.

Em 2016, no primeiro mandato como deputado federal, Eduardo Bolsonaro comprou um apartamento de R$1 milhão em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, dos quais pagou R$100 mil em dinheiro vivo. Em 2011, quando ainda não era deputado, havia comprado outro imóvel em Copacabana, também na Zona Sul, do qual consta que ele pagou R$50 mil em espécie.

Carlos Bolsonaro também garantiu seu quinhão. Em 2003, no primeiro mandato como vereador, comprou um imóvel na Tijuca, Zona Norte do município do Rio de Janeiro, avaliado na época em R$150 mil, valor que pagou à vista, também em dinheiro vivo. Como ele conseguiu com o salário de vereador de R$4,5 mil, ele não explicou.

No início deste ano, Flávio Bolsonaro comprou uma mansão de R$6 milhões, no Lago Sul, em Brasília. Com a aquisição, ele acumula 21 imóveis em 16 anos. Ele começou a comprar os primeiros bens a partir de 2005, assim que assumiu pela primeira vez o cargo de deputado estadual. Nas investigações, há a suspeita de lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias.

Jair Bolsonaro também acumula imóveis. Até 2018, o presidente declarava cinco em seu nome. Mas durante o casamento com sua segunda ex-mulher, Ana Cristina Siqueira Valle, o casal comprou 14 apartamentos, casas e terrenos. Em 2008, ano da separação, os bens eram avaliados em R$5,3 milhões, em valores corrigidos pela inflação. Cinco desses apartamentos foram pagos em dinheiro vivo.

 

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Central participará dos atos #ForaBolsonaro levando às ruas a pauta dos trabalhadores como a defesa do emprego e renda, auxílio emergencial, vacina já e reforçará a luta contra a ofensiva fascista de Bolsonaro

[Com informações da CUT]

No dia 7 de setembro, data em que há muitos anos é realizado o Grito dos Excluídos, a CUT, demais centrais sindicais e entidades que integram a Campanha Fora Bolsonaro se somarão aos atos que ocuparão as ruas de várias cidades do país e que terão como palavra de ordem o ‘Fora, Bolsonaro’.

Como reforça o presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, em convocatória nesta segunda, 30, milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm a consciência de que para o país retomar o caminho do desenvolvimento, da geração de emprego e renda, do combate à fome e de melhores condições de vida, é necessário o fim do governo genocida de Jair Bolsonaro.

“Não existe tarefa mais importante para os trabalhadores e as trabalhadoras brasileiros, neste momento, do que derrotar o governo Bolsonaro, e é por isso que todos nós temos um compromisso, uma luta muito importante no próximo dia 7 de setembro, que é ocupar as ruas e dizer para o Brasil e o mundo inteiro que nós não queremos Bolsonaro na Presidência, porque o país precisa de desenvolvimento e democracia e com esse genocida isso nunca irá acontecer.”

Por isso, a CUT reforça a convocação para os atos do dia 7 de setembro em todo o Brasil, ressaltando também  as bandeiras prioritárias de luta que serão levadas às ruas neste dia, como salário digno, emprego e trabalho decente; combate à carestia, ao aumento da inflação e à fome; e contra a reforma Trabalhista de Bolsonaro (MP 1045) que destruirá ainda mais os direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo de anos de luta.

As pautas ainda englobam a luta contra as privatizações que trazem prejuízos nos serviços prestados à população nos mais diversos setores – luta que se soma à urgência em derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa, que destruirá os serviços públicos; por uma reforma Tributária justa, solidária e sustentável, além de medidas para o enfrentamento à pandemia como o auxílio emergencial de R$ 600, e vacina já para todas as pessoas.

Mobilização antifascista

Para a CUT, a ofensiva autoritária do bolsonarismo, que traz em se discurso a ostentação da força militar como forma de se impor e se perpetuar no governo, além de outras pautas como o voto impresso e o ataque às instituições democráticas, como o Supremo Tribunal Federal (STF), são temas que não interessam ao país.

As prioridades do governo deveriam ser justamente a defesa democracia e a preservação dos direitos dos trabalhadores, o serviço público, estritamente necessário à população e a soberania nacional. Mas o objetivo de Bolsonaro é destruir tudo isso.

Esse discurso bem como qualquer ofensiva autoritária de Bolsonaro e seus apoiadores, para a CUT, centrais e movimentos sociais, deve ser repudiado nas ruas no dia 7 de setembro.

A mobilização

A orientação da CUT aos trabalhadores e à militância para o dia 7 é de realizar atos no maior número possível de cidades, de maneira pacífica, alegre, organizada e respeitando ao máximo os protocolos de segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus.

“Lutamos com indignação e irreverência. Nos organizamos coletivamente para acolher a militância e garantir a segurança de todos que desejam se manifestar contra esse governo genocida e corrupto”, dizem os diretores da CUT sobre o espírito da luta a ser levada às ruas no dia 7 de setembro.

Para as manifestações estão sendo confeccionadas faixas e cartazes com as pautas para que a mobilização ganhe mais visibilidade.

Para as redes sociais também estão sendo produzidos cards, vídeos e ações que complementarão as manifestações de rua e mostrarão ao Brasil e ao mundo a força da classe trabalhadora.

São Paulo

Com duras críticas ao governador João Doria (PSDB), que quer impedir o ato da esquerda na capital, a Campanha Fora Bolsonaro, articulação que reúne mais de 80 entidades e movimentos sociais e sindicais, e o Grito dos Excluídos confirmaram o Vale do Anhangabaú, na região central de São Paulo, como palco da tradicional manifestação organizada, sempre em 7 de setembro. O ato conjunto está previsto para ocorrer às 14 horas.

"Esperamos que a Justiça não ouse impedir o nosso direito constitucional de realizar o ato no dia 7 de setembro, que é histórico e acontece há 26 anos em defesa da vida, da paz, da soberania e agora também pela saída do Bolsonaro", explicou o coordenador nacional da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim, que é um dos idealizadores da mobilização.

Mutirão Fora Bolsonaro

Como preparação para o 7 de setembro, a CUT e entidades realizam neste sábado atos em vários locais do país, para a dialógo com a população sobre a urgência e a necessidade do Fora Bolsonaro. Um panfleto, com linguagem popular e objetiva será distribuído à população

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“Se não tiver impeachment ou o Bolsonaro não for interditado, ele será derrotado pelo povo nas eleições”, disse o ex-presidente, em entrevista nesta sexta, 13, à Radio CBN

[Da Rede Brasil Atual | Foto: Reprodução/CBN]

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as pessoas não devem ter medo da polarização nas eleições de 2022, já que a disputa entre forças antagônicas é algo comum em todos os países democráticos. Ele afirmou que, se for candidato, será o representante da democracia, enquanto o atual presidente, Jair Bolsonaro, será o representante da “antidemocracia”, do “negacionismo” e do “fascismo”.

“O povo vai ter que escolher entre a democracia e fascismo”, disse Lula, em entrevista à rádio CBN de Santa Catarina, nesta sexta-feira (13). Ele afirmou que o eleitores deverão escolher entre um candidato que “quer distribuir livros nas escolas”, e outro que “quer vender arma barata para a população”.

Lula destacou que o Brasil precisa de um presidente “humanista”, “que fale em amor, e não em guerra. Que utilize a palavra paz. Que fale em democracia, e não em ditadura. Para “reconstruir o Brasil”, o ex-presidente defendeu que é preciso voltar a incluir o pobre no orçamento, e o rico, no Imposto de Renda. Segundo ele, essas são ferramentas para fazer a distribuição de riquezas e transformar o país “num Estado de bem-estar social”.

Impeachment de Bolsonaro

Lula também classificou como “grande bobagem” a versão de que ele e o PT não estariam suficientemente engajados nos esforços pelo impeachment de Bolsonaro. O argumento é que o petista preferiria enfrentar Bolsonaro nas urnas, já que as pesquisas indicam que derrotaria o atual presidente. “Não escolho adversário. As pesquisas mostram que eu ganharia as eleições contra qualquer que seja o candidato”, destacou.

Ele destacou que o PT tem pressionado pela abertura de processo de impeachment contra Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Mas quem tem atribuições para tanto é o presidente Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), que é aliado do chefe do Executivo. Além do afastamento, Lula afirmou que Bolsonaro pode ser “interditado” pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em função dos crimes cometidos contra os demais poderes.

“O Bolsonaro colocou o Lira lá porque ele tem sido um parceiro nas votações. E eu não acredito que ele vá pautar o impeachment. Mas o dado concreto é: se não tiver impeachment ou o Bolsonaro não for interditado, ele será derrotado pelo povo nas eleições”, declarou o líder petista.

Sem governo

Lula também afirmou que Bolsonaro “não governa o país, mas já está em campanha”. Ele citou que o atual presidente não cuidou da pandemia. Em vez de montar um “comitê de especialistas” para conter o número de mortos, disse que era “uma gripezinha”, apostou contra o uso de máscaras, e recomendando medicamentos ineficazes. Além disso, Bolsonaro também não cuida do avanço da fome e do desemprego.

“Tínhamos acabado com a fome no país, fato reconhecido pela ONU. A fome voltou, e voltou pesado. Temos, no Brasil, 19 milhões de pessoas passando fome. E 34 milhões em situação de insegurança alimentar, pessoas que não conseguem comer as calorias necessárias todos os dias.”

Lula lembrou que o Brasil tem cerca de 15 milhões de desempregados. O país tem ainda 6 milhões de desalentados, que desistiram de procurar uma vaga no mercado de trabalho, e mais de 30 milhões na informalidade. Ele citou, ainda, a precarização. “Temos a predominância do trabalho intermitente, do bico ou biscate. É assim que está vivendo o povo brasileiro hoje.”

O ex-presidente pontuou que Bolsonaro está “aliado até o pescoço” com a chamada velha política. Ele classificou como “farra do boi” o chamado “orçamento secreto“, que distribuiu R$ 20 bilhões em emendas para deputados do Centrão. Em função desses fatores, e pela sua “incompetência política”, Lula acredita que seu adversário deve chegar ainda mais desgastado até as eleições do ano que vem.

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“Não temos tempo para ter medo”, afirma coordenador da FUP, citando Mariguella

[Da imprensa da FUP]

Com falas enfáticas em defesa da democracia e de um projeto político popular que seja capaz de enfrentar e de superar o legado de destruição deixado pelos governos Temer e Bolsonaro, começou nesta quinta-feira, 12, a IX Plenária Nacional da FUP. O evento, que tem como tema “Energia para reconstruir o Brasil”, prossegue até domingo, 15, de forma virtual, devido à pandemia da Covid-19. A plenária conta com a participação de cerca de 150 petroleiros e petroleiras eleitos nos congressos regionais e discutirá questões estratégicas para a categoria e para o Brasil, como a resistência ao fascismo e ao projetos ultraliberais que ameaçam a soberania nacional, a defesa da Petrobrás e das demais empresas estatais que estão sob ataque e a organização e representação dos trabalhadores precarizados.

A solenidade de abertura foi marcada por falas que ressaltaram a urgência da defesa da democracia e da resistência dos trabalhadores ao desmonte do Estado brasileiro, reforçando a importância das eleições de 2022 para a reconstrução do país. “Não temos tempo para ter medo”, afirmou o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, citando Carlos Mariguella. “Nossa luta é contra o fascismo”, destacou, ressaltando que os petroleiros têm “um papel central nessa plenária que é construir resistências nas ruas e nas urnas”.

A diretora da FUP e do Sindipetro Rio Grande do Sul, Miriam Cabreira, lembrou que 2022 é um ano emblemático, do bicentenário da independência do Brasil, e afirmou que até hoje a nação não conseguiu romper com o colonialismo que marca a história do país. Ela ressaltou que a Petrobrás reforça a manutenção desse legado trágico, ao se transformar em uma empresa exportadora de óleo cru, geradora de empregos e renda no exterior, enquanto o povo brasileiro paga os preços abusivos dos combustíveis. “Precisamos levantar a bandeira do Brasil soberano e independente e a Petrobrás tem que ter o papel indutor nesse processo”, afirmou.

Também presente à mesa de abertura da IX Plenafup, o diretor do Sindipetro Bahia, Jailton Andrade, mandou o recado em forma de música, mostrando que cultura também é resistência. Ele recebeu aplausos virtuais e muito comentários no chat com a composição de sua autoria, “Esse governo basta”, cujo primeiro refrão diz assim: “Pra bom investidor é o que o governo faz; Vender refinaria, entregar tudo e mais; Vender pela metade enquanto o povo jaz; enquanto o povo jaz... “. A íntegra da letra e a apresentação de Jailton podem ser conferidas aqui.

A petroleira da Bacia de Campos, Rosângela Buzanelli, que representa os trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, chamou atenção para os riscos da Petrobrás ser integralmente privatizada, destacando que o controle acionário de 50,5% que o Estado tem sobre a empresa “está por um triz” e que cerca de 42% das ações da estatal estão nas mãos de investidores estrangeiros. “A Petrobrás está sendo disputada, milímetro a milímetro pelos acionistas estrangeiros e minoritários. Quando dizemos que defender a Petrobras é defender o Brasil, não trata-se de um jargão, é fundamental. Precisamos continuar na luta que nos trouxe até aqui. Construímos uma gigante nacional e isso foi por conta de muita luta”, afirmou Rosângela.

A diretora da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNRQ), Ana Mattos, que também representa a oposição petroleira do Sindipetro RJ, ressaltou que “autonomia energética e soberania andam de mãos dadas” e por isso são inimigas do capitalismo, “que precisa minar os recursos e os direitos do povo, aprovar todas as reformas para se apropriar das empresas e com elas da soberania do país”. Ela frisou que o principal objetivo dos trabalhadores deve ser “a queda da agenda neoliberal e fascista”. “Para isso precisamos unidade e povo na rua, uma gigante greve geral, que consiga dar conta da principal tarefa da classe trabalhadora hoje: derrubar o Bolsonaro”, afirmou. 

Movimentos sociais e sindicais, presentes

Os petroleiros e petroleiras que acompanharam a solenidade de abertura da IX Plenafup receberam saudações e palavras de luta e resistência de várias lideranças de movimentos sindicais e sociais que enviaram vídeos, exibidos durante a cerimônia.

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, falou sobre a importância das ações solidárias que a FUP e seus sindicatos vêm realizando por preços justos para os combustíveis e chamou atenção para a necessidade de uma luta conjunta contra as privatizações e o desmonte dos direitos dos servidores públicos, convocando a categoria a participar da mobilização nacional do dia 18 em defesa do serviço público.

O petroleiro Divanilton Pereira, vice-presidente da CTB, lamentou perda de Wagner Gomes, secretário-geral da Central, que faleceu na terça-feira, 10, vítima de um ataque cardíaco fulminante.  Ele ressaltou que o momento de luto não é só da CTB e dos familiares do sindicalista, mas de toda uma nação, que sofre com as mortes pela Covid-19, vítimas do genocídio que o atual governo impõe ao Brasil. Ele destacou a importância e centralidade da categoria petroleira na defesa da soberania e da reconstrução do Brasil.

Geralcino Teixeira, presidente da CNRQ, e  Marino Vani, secretário geral da IndustriALL Global Union América Latina y el Caribe, também destacaram a importância da Plenafup na atual conjuntura, ressaltando que os petroleiros sempre foram ponta de lança da resistência. Rud Rafael, da Frente Povo Sem Medo, e Camila Moreno, da Frente Brasil Popular, enfatizaram a urgência do enraizamento da luta Fora Bolsonaro para a superação do projeto genocida, fascista e ultraliberal que sangra o povo brasileiro.

Veja a íntegra da solenidade de abertura:

 

 



Esse supremo basta
Esse congresso basta

Publicado em IX PlenaFUP

Pela quarta vez em menos de dois meses, a população foi às ruas em centenas de cidades, em protesto contra o governo Jair Bolsonaro, pela aceleração do programa de vacinação e em defesa da democracia. Foram realizados mais de 500 atos em todas as capitais do Brasil e no Distrito Federal e também no exterior. Para organizadores, campanha #ForaBolsonaro ganhou mais capilaridade

[Da redação da CUT | Foto: Stefano Figalo/Brasil de Fato RJ]

Cerca de 600 mil pessoas foram às ruas nas 26 capitais, no Distrito Federal e em centenas de cidades do Brasil e do exterior no quarto dia nacional de mobilização “fora, Bolsonaro”, realizado no sábado (24). No Minuto a Minuto da CUT é possível ver informações e imagens de centenas de atos realizados em todo o mundo e no Mapa dos Atos a lista de cidades onde o povo foi às ruas. O presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, disse na Avenida Paulista, em São Paulo, que os protestos continuarão até que Bolsonaro caia. 


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Além do impeachment do presidente por crimes contra a democracia e contra a vida, a pauta dos 509 atos realizados também abordou em faixas, cartazes e discursos temas como as denúncias de pedido de propina nas negociações para compra de vacinas, que atrasaram a entrada do imunizante no Brasil, contribuindo com a morte de milhões de brasileiros. A pauta teve ainda pedido de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia, foi contra a reforma Administrativa e as privatizações.

Em várias capitais, os manifestantes homenagearam os quase 550 mil mortos em decorrência da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e várias pessoas levaram cartazes lamentando a morte de parentes e côngujes que não tiveram tempo de esperar a vacina ou afirmando que o tratamento precoce com remédios ineficazes recomentado por Bolsonaro matou um parente, como no cartaz desta esposa quu vive um luto doloroso, sem despedida, sem velório, como os parentes dos 550 mil mortos em decorrência da Covid-19 no país. 

Reprodução

As lideranças da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, formada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, centrais sindicais como a CUT, movimentos sociais como o MST e partidos políticos avaliam que os atos de sábado  ganharam capilaridade em relação aos atos anteriores.

Em 29 de maio, foram realizados atos em ao menos 227 cidades do Brasil e 14 do exterior, com cerca de 420 mil pessoas. No segundo protesto, em 19 de junho, foram  427 atos em 366 cidades do Brasil e em 42 cidades do exterior em 17 países, com um público total de 750 mil pessoas.

Já no ato do 3 de julho, antecipado por causa das denúncias de corrupção feitas na CPI da Covid do Senado,  800 mil pessoas foram às ruas em 352 atos em 312 cidades do Brasil, em todos os estados e no Distrito Federal, e 35 no exterior em 16 países.

Publicado em Política

A fala de Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP, marca a mobilização dos petroleiros de norte a sul do país nas manifestações deste 24 de Julho pelo impeachment de Bolsonaro e o fim do genocídio da população brasileira

[Da Assessoria de Comunicação da FUP | Foto: Daniela Dacorso]

De norte a sul do país, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindicatos dos Petroleiros (Sindipetros) afiliados estão participando das manifestações deste sábado (24/7) convocadas por movimentos sociais pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A FUP e seus sindicatos participaram ativamente da organização das manifestações em todos os estados onde atuam.

A mobilização ganhou ainda mais força diante das recentes ameaças feitas pelo ministro da Defesa, general Braga Neto, e comandantes das Forças Armadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), condicionando as eleições presidenciais de 2022 ao retorno do voto impresso.

“Para Bolsonaro, não basta o genocídio da população brasileira que ele e seus comandados estão promovendo no país, com atrasos calculados e corrupção explícita na compra de vacinas, com a CPI da Covid está provando. O presidente grita contra a democracia, tenta articular um golpe por saber que sua derrota nas urnas em 2022 é certa. Os brasileiros e as brasileiras não aguentam mais morrer de Covid, passar fome, perder emprego e renda, ver a inflação subindo todos os meses, pagar caríssimo por gás de cozinha, gasolina, óleo diesel e energia elétrica e ainda estar perto de viver um novo apagão, como aconteceu em 2001. A democracia está sendo ameaçada todos os dias, e estamos nas ruas em defesa da democracia, apesar da pandemia”, afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, presente na manifestação realizada nesta manhã no Centro do Rio de Janeiro. Veja as fotos abaixo:

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Os petroleiros estão nas ruas desde às 8h, quando começaram a se concentrar em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Até o fim da tarde deste sábado, a FUP e seus sindicatos vão participar de manifestações em diversas cidades do Amazonas, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (saiba mais aqui).

“O povo brasileiro já não aguenta mais tanta omissão, que, na verdade, parece ser um projeto muito bem articulado e calculado de extermínio das pessoas mais pobres, de aumento da miséria, de desesperança. Bolsonaro já deu centenas de provas de que não governa para a população brasileira, mas sim para seus interesses, para sua família e seus amigos. Estamos nas ruas com medo do coronavírus, mas temos mais medo ainda do que pode acontecer neste país até 31 de dezembro de 2022, se este genocida continuar no poder. Por isso é fundamental pressionar Arthur Lira para colocar o impeachment de Bolsonaro na pauta da Câmara”, reforça Bacelar. 

Acompanhe a cobertura completa dos atos deste sábado no Twitter da FUP: @FUP_Brasil

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Entidades do movimento sindical de Campos dos Goytacazes estão jogando peso na realização do Ato “Fora, Bolsonaro”, na Praça São Salvador, a partir das 9h30 deste sábado (24). A expectativa dos sindicalistas é a de que o protesto seja maior do que os anteriores, realizados em 29 de maio, 19 de junho e 3 de julho. Uma reunião de organização, ontem (quinta, 22), na sede do Sindicato dos Bancários de Campos e Região, traçou as últimas estratégias de mobilização da sociedade para a manifestação.

Além do presidente do próprio Sindicato dos Bancários, Rafanele Alves Pereira, participaram da reunião o coordenador geral do Sindipetro-NF (Petroleiros), Tezeu Bezerra; a presidente do Siprosep (Servidores Municipais), Elaine Leão; o secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Carlos Caldas; o presidente do Sindicato dos Químicos, Carlos Antônio; o presidente do Staecnon (Saneamento), Hélio Anomal; e a presidente do Sepe (Profissionais da Educação), Odisséia Carvalho. A Aduenf (Associação dos Docentes da Uenf) também participa da organização.

O Ato em Campos dos Goytacazes segue a pauta de temas que tem motivado os protestos por todo o país, contra o desemprego e a fome, pelo auxílio emergencial de R$ 600, por vacinação contra a Covid-19, contra a reforma administrativa e as privatizações. A previsão é a de que o protesto comece com concentração na Praça São Salvador e se estenda com passeata pela Avenida Alberto Torres, até a Câmara de Vereadores.

“Vai ser um ato grande, um ato de massa, mas com todo o cuidado de manter o distanciamento. Haverá distribuição de máscaras PFF-2 e de frascos de álcool em gel. Estamos com uma expectativa muito boa. Temos uma militância que é mais consciente em relação aos cuidados coma pandemia e evita aglomerações, mas que também percebe que é necessário estar nas ruas para protestar contra este governo”, avalia Tezeu Bezerra.

Para Rafanele Alves Pereira, a população “vai ocupar as ruas para dizer não à política que tem aumentado as desigualdades e causado tanto sofrimento ao povo brasileiro”. Ele lembra que “são mais de 19 milhões de pessoas com fome, quase 15 milhões de desempregados e mais de 34 milhões de brasileiros no trabalho informal”.

A presidente do Sepe, Odisséia Carvalho, também destaca as pautas de reivindicações dos sindicatos e movimentos sociais e avalia que a adesão ao protesto será grande, em razão do momento crítico vivido pelo país. “Nossa expectativa é a de que teremos muito mais gente na rua. A situação dos desempregados e dos desalentados no nosso país é muito séria. Por isso queremos Fora, Bolsonaro e toda a sua equipe que nos mantém nesse caos absoluto em que estamos”, afirma.

Atividades culturais

Uma das responsáveis por articular atividades culturais para o protesto, a vice-presidente da Aduenf, Luciane Soares da Silva, destaca o papel da cultura na mobilização. Ela lembra que o setor tem sido muito atacado pelo governo Bolsonaro, e utilizar ações culturais é uma forma de manifestação pelas pautas gerais mas, também, um alerta sobre o que acontece com o próprio segmento cultural.

“Nesse momento de mobilização contra o governo Bolsonaro, a presença da cultura no ato é também uma forma de protesto. Porque a gente percebe a importância da cultura no Brasil e como ela foi uma das áreas mais atacadas desde o início por este governo. Não só ataque ao próprio ministério, mas posteriormente com todas as demonstrações muito explícitas de racismo, de desprezo pelos nordestinos, ironia, desqualificação da arte popular”, afirma Luciane, explicando que mobiliza artistas para fazerem apresentações envolvendo música, dança, entre outras expressões de valorização da cultura popular.

[Assessoria de Comunicação do Sindipetro Norte Fluminense]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.