[Da Imprensa do Sindipetro-NF] 

Os homens precisam conversar mais entre si sobre o que significa ser homem. E não no sentido proposto por movimentos conservadores de reafirmação de uma postura patriarcal, como tem sido estimulado entre alguns grupos reacionários e ou religiosos. O desafio é justamente o oposto: entender as possibilidades de novas masculinidades.

A necessidade foi debatida em mesa que durou duas horas neste final de tarde no 18º Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros), o evento nacional de uma categoria eminentemente masculina e que também se sente desafiada a enfrentar a pauta sobre o que é ser homem na atualidade. Somente na Petrobrás, dos cerca de 57 mil empregados, 48 mil são homens, de acordo com dados de 2019.

Moderada pelo diretor da FUP e do Sindipetro-NF, Tadeu Porto, a mesa contou com as exposições de Ruth Venceremos, artista drag queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra, do petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do programa “E agora José?", e do advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphim, idealizador do "Fio da Conversa", uma iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

O painel foi pensado e organizado pelo Coletivo Nacional de Mulheres Petroleiras da FUP.

Combate ao patriarcado

"Na atualidade, discutir masculinidade é um exercício necessário para avançarmos na discussão de novas relações sociais e de gênero. Para isso é imprescindível que os homens possam conversar entre si sobre diversas questões que envolvem as relações patriarcais de gênero e de como estas implicam na manutenção de um sistema de opressão masculina", defende Ruth.

Ela avalia que os homens também devem pensar os papéis de gênero, provocando-se a enfrentar questões como "o que é ser homem nessa sociedade", "qual o papel dos homens nas relações patriarcais de gênero" e "o que são as novas masculinidades".

Ruth, que atua como artista em Brasília e teve grande protagonismo nas eleições de 2018 — quando comparecia como drag queen nas manifestações para colocar a pauta identitária em questão — associa a sua luta ao combate ao próprio capitalismo, e elogiou a iniciativa dos petroleiros em colocar o tema em debate. "No fundo estamos discutindo que sociedade queremos. Temos que combater o patriarcado, mas também temos que combater o capitalismo que utiliza o patriarcado como forma de se manter. E essa discussão é coletiva, por isso é importantíssimo quando um coletivo tão importante para o país, como o dos petroleiros, faz essa discussão", disse.

A artista e militante levantou temas como a divisão de tarefas domésticas  - "a gente sabe que não cai o pinto se lavar o prato", provocou -, o modo como a maioria dos homens ainda vêem as mulheres -"é tida como objeto, ora santa, ora puta" - e desafiou os homens a fazerem uma autocrítica, defendendo que é papel masculino refletir sobre os privilégios que ainda mantêm na sociedade.

Para ser humano

Esta necessidade de conversar sobre masculinidades também foi defendida por Gustavo Seraphim, que se apresentou com tendo lugar de fala na condição de "homem cis [cisgênero, que se apresenta e se identifica com o seu gênero biológico], heterossexual, branco e de classe média". Para ele, este diálogo é vital até mesmo para os próprios homens.

"Essa masculinidade tida como hegemônica, esse estereótipo de masculinidade, é prejudicial não apenas para as mulheres, para os homens homossexuais, para toda a comunidade LGBTQ+, mas também para os próprios homens, que acabam tendo que se encaixar dentro desse estereótipo, uma armadilha que aprisiona esses homens dentro de uma caixa de padrões pré-definidos e impossibilitam uma diversidade maior de possibilidades de ser homem. Principalmente dificulta uma possibilidade de ser humano mesmo", defende Seraphim.

O projeto "Fio da Conversa", que funciona desde o início de 2019 em Curitiba, reúne homens em ciclos para aprenderem a fazer tricô, enquanto conversam sobre a condição masculina na sociedade. A proposta é quebrar os estereótipos sobre ser homem. "Não há uma masculinidade, há masculinidades. O que há é um padrão hegemônico que tem sido construído há muito tempo, que chega a nós como única possibilidade de existir como homem", complementa Seraphim.


Saiba mais sobre o Fio da Conversa: baixe a edição eletrônica da revista do projeto


Programa "E agora, José?"

Hermes Rangel, que é diretor do Sindipetro Unificado de São Paulo, expôs a experiência do programa "E agora, José?", em Santo André (SP), que atende a homens encaminhados pela Justiça por terem praticado violência de gênero. O projeto nasceu como resposta ao previsto no artigo 35 da Lei Maria da Penha, que determina a criação de centros de educação para homens que sejam condenados por violência de gênero.

"O programa existe desde 2014, começou com o atendimento a 27 homens. Hoje já são mais de 300 homens atendidos. E nenhum deles retornou para o grupo. Então, em tese, a gente acredita que eles estão repensando as suas masculinidades, as suas violências. Pelo menos saíram do programa com alguma motivação, com algum questionamento para tomarem cuidado com as suas atitudes", explica.

O programa prevê 26 encontros: dois para entrevistas individuais, 20 em grupo, e quatro quadrimestrais após o encerramento para avaliação sobre como os homens estão se sentindo e se comportando. Atualmente, em razão da pandemia, os encontros estão sendo realizados em três salas virtuais, com dois facilitadores em cada uma delas.

Assista a íntegra do debate: 

Aprenda mais sobre masculinidades

Durante a live, os convidados deram dicas de filmes e documentários que debatem masculinidades.

O silêncio dos homens

Esse filme é parte de um projeto que ouviu mais de 40 mil pessoas em questões a respeito das masculinidades e desembocou num documentário e num livro-ferramenta baseado nesse estudo com dados públicos por meio de um convênio com o Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP.

Precisamos falar com os homens? 

 No âmbito do movimento #ElesPorElas (HeForShe), o documentário "Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero" procurará aproximar os homens desse tema tão importante. O objetivo é mostrar que a igualdade de gênero é uma questão que afeta a todos e todas e que, portanto, é benéfica a homens e mulheres. Nele investigamos como se formam, se sustentam e de que modo podemos desconstruir os estereótipos de gênero nocivos, que perpetuam o nosso cenário atual. O documentário é resultado de uma pesquisa qualitativa que rodou o Brasil e será complementado pela pesquisa quantitativa online ainda em curso.

 

Publicado em 18 CONFUP

[Do portal da rede Brasil Atual]

A produção de petróleo no Brasil caminha a passos largos para a privatização completa. Na quarta-feira (15), o governo Bolsonaro concluiu a venda de mais de 10 campos no Rio de Janeiro. São ativos que compõem os polos Pampo e Enchova, para a empresa Trident Energy do Brasil.

Segundo os profissionais do setor, é uma ação prejudicial e que está sendo debatida no 18º Congresso Nacional da Federação Única dos Petroleiros, o Confup. Realizado desde quarta, o evento segue até o próximo domingo, por meio de encontros digitais.

Reportagem de Jô Miyagui no Seu Jornal desta quinta-feira (16), na TVT, mostra que o congresso vai também eleger nova diretoria. Outro tema é a campanha salarial da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. O congresso tem como principais bandeiras a luta contra a perda da soberania nacional e o enfrentamento do desmonte e apequenamento da Petrobras. 

“Eles estão fatiando a Petrobras, diminuindo o tamanho dela. Querem que ela se torne apenas uma empresa de exploração e produção de petróleo e gás, no pré-sal e restrita a Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo”, afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

“Infelizmente, estamos num processo avançado de ameaças a direitos e de privatização da Petrobras. A resistência nos colocou com o mote principal de não deixar destruir essa empresa. Ela é orgulho de brasileiros e brasileiras”, diz a diretora da FUP Cibele Vieira.

Discurso do ‘desinvestimento’

“Eles nunca falam a palavra privatização. Eles falam que em desinvestimentos e o resultado disso é muito desemprego, entre trabalhadores terceirizados. Os trabalhadores da Petrobras estão sendo transferidos”, afirma o diretor do Sindipetro NF Marcelo Nunes Coutinho.

“E ontem plataformas históricas sendo entregues, literalmente a chave da plataforma sendo entregue para uma nova empresa privada, que vai tocar com muito menos empregos. Isso é muito pior para o Brasil”, diz Marcelo.

Depois do golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff, os governos neoliberais desmontaram a política de conteúdo nacional. Essa política fazia com que a Petrobras contratasse produtos e serviços de empresas brasileiras. O índice de conteúdo nacional caiu de 65% para menos de 20%. “Por isso, hoje as plataformas, sondas, navios são feitos na China, Cingapura, Japão, não mais no Brasil. Isso deixa de criar emprego e renda aqui no país”, avalia Deyvid Bacelar.

Confira a reportagem do Seu Jornal  

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa da FUP]

Iniciado na quarta-feira, 15, com a eleição da nova diretoria da FUP, o 18º Confup prossegue até domingo, 19, com debates que serão estratégicos para as lutas que a categoria petroleira enfrentará na campanha reivindicatória e também junto à sociedade, na defesa da democracia e do Sistema Petrobrás.

Na sexta, 17, as delegações retomaram os debates em salas fechadas e participaram no final da tarde do último painel aberto, que tratou do tema masculinidades, com transmissão ao vivo pelo canal da FUP no Youtube e também pelo facebook. A programação do dia inclui também uma live com o músico baiano, Gerônimo, que terá início às 20h.

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o 18º Confup está sendo realizado inteiramente em plataformas digitais, com participação de 272 delegados, 40 suplentes, 32 observadores, além de assessores, jornalista e convidados, num total de 481 participantes. Os debates prosseguem até domingo, 19, com uma intensa programação, que inclui cinco painéis com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

Acompanhe as próximas atividades do 18º Confup:

17/07 - sexta-feira

15h – Painel “Gestão Petrobras, relações sindicais e pendências das últimas negociações sob a mediação do TST” – com o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, e o assessor econômico e técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

17h – Painel “Masculinidades” – com Ruth Venceremos, Drag Queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; e o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

20h – Live show com Gerônimo

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

18/07 – sábado

14h – trabalhos em grupo sobre ACT e pendências relativas a banco de horas/efetivo/HETT; novas tecnologias e teletrabalho; AMS e Petros; combate às privatizações.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

19/07 – domingo

09h – plenária final para deliberar sobre pautas, calendários de lutas e moções.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h – encerramento do Congresso Nacional da FUP.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]


> Veja aqui a programação completa: https://18confup.com.br/

 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP, com rádio NF]

O último painel com debate aberto do 18º Congresso Nacional da FUP discutirá novas masculinidades e também os efeitos nocivos da masculinidade tóxica. O mediador será o diretor da FUP, Tadeu Porto, que receberá a drag queen Ruth Venceremos, do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra, o advogado Gustavo Seraphin, do “Fio da Conversa”, e o petroleiro aposentado, Hermes Rangel, que participa do projeto “E agora José?”.

“Na atualidade, discutir masculinidades é um exercício importante e necessário. Devemos pensar o que são os papéis de gênero, o que sé ser homem nesta sociedade, qual o papel dos homens na superação das relações patriarcais de gênero, o que são as novas masculinidades”, destaca a drag queen.

O projeto “E agora José?” é um grupo socioeducativo de responsabilização e reabilitação de homens agressores, que atua em consonância com a Lei Maria da Penha. “O grupo existe desde 2014 e já atendeu mais de 300 homens que chegam, encaminhados pela justiça. Ao longo desse tempo, nenhum dos agressores que atendemos retornou ao grupo, o que nos faz acreditar que eles estejam repensando suas masculinidades”, explica Hermes Rangel, que é um dos facilitadores do grupo.

O Fio de Conversa reúne homens em encontros de aprendizagem de tricô e conversas sobre masculinidades. “Esse olhar restrito e estereotipado para as masculinidades são totalmente prejudiciais, tanto para as mulheres, como para os homens homossexuais, toda a comunidade LGBTQI+, mas também são prejudiciais para os homens que acabam tendo que se encaixar dentro desses estereótipos. É um modelo de dominação para os homens cis heterossexuais, mas também uma armadilha, porque aprisiona uma grande parte dos homens dentro de uma caixa de padrões pré-definidos e impossibilita uma diversidade maior das possibilidades de exercer suas masculinidades e, principalmente, de ser humano”, afirma Gustavo, um dos idealizadores do projeto. 

Serviço:

Painel “Masculinidades”

Quando: sexta, 17, às 17h

Ao vivo pelo Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

Publicado em 18 CONFUP
Quantas petroleiras ou petroleiros negros há na categoria? Você sabe dizer? Transferindo para sociedade, a regra desigual da injustiça por acesso ao mercado de trabalho, por exemplo, não é clara, é negra. 

[Da imprensa da FUP e do Sindipetro-PR/SC]

A crise sanitária e social gerada pela pandemia da covid-19 é o maior exemplo de como a população negra continua sendo segregada no Brasil. Durante o painel “Racismo estrutural e a classe trabalhadora”, que encerrou a programação desta quinta-feira, 16, do 18º Congresso Nacional da FUP, o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmou que estudos recentes indicam que mais de 60% dos óbitos causados pelo coronavírus no país são de pessoas negras. A quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina, e a socióloga política, Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, também enfatizaram em suas falas como a pandemia tem um impacto muito mais cruel sobre a população negra.

O Brasil é o país do mundo onde mais morrem profissionais do setor de saúde em consequência da covid-19. E as maiores vítimas são mulheres negras. Nas filas para receber o auxílio emergencial na Caixa Econômica Federal, a maioria são negros. E isso é reflexo de um sistema historicamente racista, hoje chamado de racismo estrutural. Uma forma de dizer que o sistema brasileiro tem preferência e privilegia uma parcela branca da sociedade. Um problema secular.

Um assunto urgente e pertinente, como as falas dos convidados que participaram da live, que se estendeu por mais de duas horas e, até o início da noite desta quinta, já havia tido mais de 800 visualizações. “Temos uma estrutura que está pronta para matar as pessoas negras, seja ela quem for. As pessoas que estão dentro do sistema, reproduzem o discurso colonial, porque é uma questão que continua fluindo”, disse Katucha Bento. 

Ela ainda provocou: “Como os petroleiros vão se comprometer em modificar o racismo estrutural? Como vamos ser antirracistas?”. A questão foi prontamente atendida pelo petroleiro mediador, Jailton Andrade, que já articulou um grupo para fazer o debate dentro da própria Federação Única dos Petroleiros. 

Trabalho e escravidão

O historiador Flávio Gomes enfatizou que os direitos trabalhistas conquistados no século XX, como a jornada de oito horas, e a consolidação das formas de organização da classe trabalhadora são resultado das lutas diárias dos trabalhadores, desde a escravidão. Ele criticou a falsa ideia de que há uma desvinculação da escravidão com o mundo do trabalho, pensamento que durante muito tempo foi reproduzido pelos manuais de história no Brasil. “É como se o trabalho só tivesse passado a existir após a abolição, como se a história do trabalho só pudesse estar vinculada à experiência do trabalhador livre”.

Flavio chamou também a atenção para as experiências de organizações de trabalhadores escravizados que ocorreram tanto nas áreas rurais, quanto nas áreas urbanas, citando o exemplo do movimento grevista que houve na Bahia, em 1857, denominado pelos historiadores de greve negra. “A imagem de que os trabalhadores negros não estavam preparados para o trabalho fabril, para o trabalho nas indústrias, após a abolição foi muito mais uma imagem da produção de um pensamento social e de uma historiografia, do que uma experiência do mundo do trabalho”, afirmou. 

Quilombo 

Selma Dealdina enfatizou que o sistema brasileiro conta uma história única e racista. Disse que a reforma agrária começou no quilombo, mas que essas terras nunca foram protegidas. “E assim, foram traçadas nossas linhas para que nós estivéssemos aqui. E dentro dessa estrutura há um crime perfeito: o racismo. Porque as pessoas o cometem, mas quem sofre o crime é que precisa provar!”. 

Historicamente o Brasil racista impede a igualdade desde o fim do século XIX, quando, por lei, impediu que os quilombolas tivessem suas terras. O resultado dessa linha desigual na história é a desigualdade, escancarada na pandemia. “A covid-19 só veio para acentuar ainda mais esse problema. Lembre-se que a primeira vítima do vírus foi uma mulher negra e doméstica. Esse é o racismo estrutural e as chibatadas não vão cicatrizar”, completou Dealdina. 

O que é racismo estratural, afinal?

Trata-se de uma questão que está mais nas instituições e dentro de uma retórica. É o estado autorizando no discurso ações excludentes. “Isso vem da ideia do colonizador. Do patrão. Do imperialista. Eles querem que quando a gente fala de raça, pensemos em divisão de classes. Ideia de hierarquizar as raças, mesmo que essas que já existiam antes”, disse Katucha.   

Essa raiz, essa cultura, dentro da sociedade, naturaliza a violência que veio depois. “Não são as pessoas, mas as instituições que têm essa raiz. E é lógico que isso reflete na classe trabalhadora. Não é uma coisa romântica, o racismo mata. Sempre matou”, completou a pesquisadora.   

Flávio Gomes tem a mesma opinião: “No Brasil, o racismo é algo muito mais institucional, estrutural, do que um preconceito de dimensão individual”. Ele chamou a atenção também para o fato do racismo ser visto como um problema que deve ser debatido pelos negros e não pela sociedade brasileira. 

Selma Dealdina finalizou enfatizando que é sempre necessário discutir o racismo. “Precisamos falar cada vez mais. Nesse exato momento uma pessoa está sendo vítima de racismo em qualquer parte do planeta. Dentro disso, a luta quilombola é o reflexo da luta negra no país”. 

 

 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa do NF e do RS]

O segundo painel de debates desta quinta-feira, 16, do Congresso Nacional da FUP tratou das transformações em curso no mundo do trabalho, que foram ainda mais aceleradas pela pandemia.

Através de uma live no youtube da FUP, que teve início às 15h, a socióloga do trabalho, Selma Venco, e a pesquisadora Marilane Teixeira, professora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp falaram sobre o impacto das novas tecnologias na vida do trabalhador e as mudanças nas relações trabalhistas.

Selma Venco fez uma breve recuperação histórica do mundo do trabalho citando dois momentos:  o Taylorismo e o Fordismo. “O Taylorismo se caracterizou pelo controle do tempo dos trabalhadores, os ganhos por produtividade que acabavam causando diferenças salariais e a chamada seleção científica” – explicou.

Em sua visão, o Fordismo pegou os princípios do Taylorismo e intensificou, com a máquina determinando a velocidade do trabalho. “ Nesse período as grandes concentrações de trabalhadores no mesmo ambiente facilitaram a organização da classe trabalhadora e a realização de greves por férias e melhoria das jornadas de trabalho. Um período de muito avanço para o movimento sindical, que não agradava aos capitalistas” – disse.

A globalização aparece depois com amplificando a lógica da competitividade, a flexibilização da forma da produzir e das relações de trabalho. Nesse contexto aparece a terceirização que se caracteriza pela forte dispersão dos trabalhadores e a perda de muitos direitos e dos vínculos com sua categoria original. Inicia aí um período de muito desemprego e de intensificação do trabalho, com um recuo nas organizações dos trabalhadores que passam a se afastar dos sindicatos por medo de perder seu emprego. 

Uberização

“Quando a gente pensa que as relações já estão aprofundadas surgem inovações e inicia o fenômeno da uberização, que é baseado na economia compartilhada” – explica. “Surge como um modelo econômico baseado nas plataformas colaborativas, onde a pessoa “divulga” o seu trabalho”

Existem pontos na uberização que do ponto de vista socióloga já existiam em outros modelos como o trabalho desprotegido de direitos, as jornadas de trabalho estendidas, o cadastro de autônomo, a necessidade de estar disponível e de ser avaliado.

A novidade é que elas funcionam através de plataforma digitais e as pessoas “pagam” para trabalhar. No caso do Uber, 25% do serviço vai para a empresa e o trabalhador ainda tem que arcar com todos os custos desse trabalho.

Para a socióloga a lógica da uberização veio para ficar e vai se alastrar para muitas outras ocupações e profissões, como acontece em outros países.

Ela alerta que o serviço dos entregadores segue a mesma linha do uber. “Na lógica de trabalho dos entregadores, há obrigações de trabalho fixo, mas sem nenhum tipo de direito” – disse Selma Venco. 

Capitalismo e organização do trabalho

Venco explicou que a relação entre a organização do trabalho e a organização dos trabalhadores caminharam ao longo da história de mãos dadas. “Já estava em curso uma forte dispersão dos trabalhadores pelo local de trabalho e isso ajudou no esfacelamento dos coletivos que é um dos grandes objetivos do capitalismo” – comentou.

A crença na resistência por parte da classe trabalhadora é muito forte para a socióloga exemplificando através de ações organizadas de trabalhadores do Uber e a greve dos entregadores no Brasil.

Ela alerta para o que está por vir na o pandemia, por isso a necessidade de atenção. “O capitalismo não entra no distanciamento social, ele não tira férias. A crueldade desse sistema vai se aproveitar da fragilidade da vida para usurpar ainda mais” – chamou atenção lembrando como será a situação em nosso país.

“O capitalismo no Brasil tenta impor perdas de direitos e medo. Com isso quem mais sairão perdendo são as mulheres, os negros e infelizmente, as mulheres negras serão as que mais sofrerão” – encerrou reforçando que “É importante saber que sempre vão tentar nos explorar, mas nós temos formas de resistir”. 

O pós-pandemia

A economista e professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Marilane Teixeira, apontou para a necessidade de enfrentamento de uma das maiores crises vivenciadas no país e com impactos gigantes nas relações trabalhistas, desemprego e flexibilização de direitos.

Em sua apresentação, a economista trabalhou com duas dimensões: o cenário da pós pandemia do mercado de trabalho e o avanço tecnológico pós crise.

“A pandemia evidência a realidade social e acelera o movimento já em curso na sociedade e no trabalho, estamos vindo de uma crise ligada as reformas, o trabalho informal e o aumento da pobreza e desigualdade social, representando um período de profundas incertezas. Não sabemos quando vamos retornar aos nossos trabalhos com segurança, quando as atividades econômicas serão normalizadas e os desempregados inseridos no mercado de trabalho. Atrelados a isso, no Brasil existe uma combinação de várias crises, a sanitária, a econômica, ambiental, social e política” – comentou.

Novas Tecnologias

Dentro deste contexto, Marilane falou que as revoluções históricas muitas vezes se deram a partir das crises e que não será preciso optar entre o avanço tecnológico e a exclusão da mão de obra: “As mudanças tecnológicas transformam a realidade, mas são determinadas fundamentalmente pela relação de poder. Apesar das novas tecnologias, o trabalho nunca teve tanta centralidade. Precisamos discutir o lugar do trabalho frente às novas tecnologias ou as novas tecnologias dentro do mundo do trabalho. Não existe uma substituição, esse fundamento de que está se perdendo a importância do trabalho não se confirma”.

Marilane finalizou sua apresentação comentando sobre uma possível antecipação de décadas com a crise pós pandemia e do processo de inserção de novas tecnologias – como é o caso do teletrabalho, experiência já vivenciada por alguns petroleiros. “Isso tudo é um processo de disputa política, a tecnologia pode ser disputada e equilibrada do ponto de vista do interesse do nosso trabalho. Vai depender da forma como a gente realiza essa disputa na sociedade”, concluiu.

O debate foi mediado pelo diretor da FUP, Alexandro Guilherme.

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

O cantor, compositor e instrumentista baiano Gerônimo é a atração cultural do 18º Confup. A live, com a apresentação do cantor, acontece nesta sexta (17), às 20h e pode ser vista nas páginas do facebook e youtube da Federação Única dos Petroleiros e do Sindipetro Bahia.

A escolha do cantor para a live da Federação que representa petroleiros de todo o pais, busca valorizar a Bahia, estado onde o petróleo foi descoberto e a Petrobrás nasceu. Gerônimo é também filho de petroleiro – o pai trabalhou na Refinaria Landulpho Alves – e o artista já compôs uma música (Abafabanca) onde, em sua letra, revela  que por volta do ano de 1961 na Bahia “só quem tinha geladeira era petroleiro”, relatando a ascensão econômica de  negros operários do setor de petróleo, “quando o peão virou burguês e até pensou que fosse o rei”.

Uma das figuras mais proeminentes da musicalidade baiana, Gerônimo já tem mais de 20 discos gravados e é um daqueles compositores que conseguem imprimir um toque bastante pessoal em tudo o que faz.

Com um trabalho peculiar e muito criativo, popularizou ritmos como o Ijexá, o Aguerê, o Afoxé e o Adarrum, misturando influências africanas e caribenhas. Suas músicas caem facilmente no gosto popular. “É D’Oxum” e “Eu Sou Negão” são dessas composições sagradas e consagradas na cultura baiana. Outras composições de Gerônimo que marcaram época são “Agradecer e Abraçar”, “Jubiabá” e “Menino do Pelô”.

Mesmo em casa, ninguém vai conseguir ficar parado ao som do merengue, lambada e fricote, ritmos sempre presentes nas músicas do artista, que também é conhecido pela sua excelente presença de palco.

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Dentro da programação do 18º  Confup, na  manhã dessa  quinta (16), em  live  nos canais da FUP e do Sindipetro Bahia  no Youtube e Facebook, os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) fizeram o lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”.

Esta é a terceira publicação do Instituto e reúne diversos artigos dos pesquisadores publicados ao longo de 2019, com análises e estudos sobre as mudanças ocorridas no setor petróleo e os impactos das privatizações e desinvestimentos da Petrobrás.

O pesquisador William Nozaki falou sobre a atuação do INEEP no ano passado,  ressaltando a criação do Instituto em 2017, por iniciativa da FUP com a intenção de fazer o acompanhamento mais sistemático e permanente das mudanças que  estavam acontecendo nas estratégias da Petrobrás. “Desde então, a gente vem acompanhando o que se passa no setor com uma perspectiva específica. Nozaki destacou “a atuação muito intensa do INEEP no debate público de formação de opinião sobre o setor de óleo e gás, com artigos de conjuntura publicados nos mais diversos meios de comunicação, de mídias alternativas e tradicionais, cumprindo a missão para a qual o INEEP foi criado que é disputar a hegemonia numa interpretação progressista do setor de óleo e gás”. 

Já o pesquisador, Rodrigo Leão falou sobre a construção do livro, citando os  artigos publicados, entre eles o que discute “o plano de negócios da Petrobrás, mostrando as incongruências, tensões e os problemas da perspectiva de desinvestimento adotado pela estatal que está se transformando em um eixo de ação macroeconômico e estratégico, o que para  a gente é um processo gravíssimo”, esclarece Leão, afirmando que “não se trata de vender um ativo ou outro, o desinvestimento passou a ser o motor de estratégia da Petrobras. Há uma intenção deliberada de encolhimento da companhia”

Ao apresentar o artigo de sua autoria “Petróleo, pré-sal e Petrobras: o que sobrou dos interesses brasileiros” o pesquisador, Eduardo Pinto,  falou, entre outros assuntos, da estratégia de desverticalização da  Petrobrás, que para ele é um erro estratégico enquanto negócio porque todas as petroleiras do mundo trabalham com a ideia da integração vertical – do poço ao poste -, pois “isso minimiza riscos como a gente está vendo agora. Nesse momento que o preço do petróleo despencou a margem de lucro aumenta no refino. Nesse contexto, um dos elementos centrais da atual gestão da Petrobrás é  a política de desinvestimento, ou seja  a política de privatização, você fatia a empresa e vende aos pedaços. Você privatiza”, afirmou.

O economista foi incisivo ao afirmar que “o que temos hoje não é uma desregulamentação como ocorreu nos anos 90. O que temos hoje é um butim”.

Butim

1. conjunto de bens materiais e de escravos, ou prisioneiros, que se toma ao inimigo no curso de um ataque, de uma batalha, de uma guerra.
2. produto de roubo ou de pilhagem. 

A mediação da live, que pode ser vista nos canais do Youtube  e facebook da FUP, foi feita por George Medeiros (petroleiro da Transpetro/SC).

Veja aqui como baixar este e os outros livros do Ineep 

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

Publicado em 18 CONFUP

Na mesa de abertura do Congresso da Federação Única dos Petroleiros, ex-presidente denunciou interesses norte-americanos na Petrobrás, criticou desmonte do Estado pelo atual governo, mas afirmou: “a única luta que a gente perde é aquela que a gente não tem coragem de fazer”

Por Guilherme Weimann*, do Sindipetro Unificado-SP

*Com a colaboração de Andreza de Oliveira

“Nós estamos nos tornando uma republiqueta. Exportando óleo cru e importando derivados, de péssima qualidade como foi o caso da gasolina estragada de avião”. Esta foi uma das afirmações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio nesta quarta-feira (15), durante a mesa de abertura do 18º Congresso da Federação Única dos Petroleiros (Confup).

Além do ex-presidente, o painel denominado  “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” também contou com a participação da ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, e de outros integrantes da diretoria recém eleita.

Devido à pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez na história o Confup está sendo realizado de forma totalmente digital. Pela manhã, os delegados habilitados votaram na chapa única que ficará à frente da entidade nos próximos três anos (2020-2023). A responsabilidade da coordenação foi assumida pelo diretor do Sindipetro Bahia e petroleiro da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Deyvid Bacelar.

Lula, logo no início da sua fala, resumiu seu sentimento pela estatal: “eu tenho orgulho da minha relação com a Petrobrás”. O ex-presidente também chamou atenção para o entendimento que promoveu sobre a companhia durante seus governos, nos quais a presença se estendeu dos poços de exploração aos postos de combustíveis. “Eu nunca tratei a Petrobrás como empresa de petróleo. Eu sempre tratei como uma indústria geradora de desenvolvimento, como carro chefe em pesquisa, inovação e produção de novas tecnologias”, pontuou.

Nesse sentido, o ex-presidente apontou a sua prisão e o golpe sofrido pela ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, como partes de uma estratégia para retirar o pré-sal do controle do Estado brasileiro. “Eles prepararam uma mentira com a Lava Jato. Era preciso desmoralizar a Petrobrás para atender aos interesses dos norte-americanos de desmontar o regime de partilha. Por isso, era preciso desmoralizar o PT e tirar a Dilma, para que o Lula não pudesse ser candidato de novo. Tudo para privatizar a Petrobrás aos pedaços e fazer o país  importar gasolina dos Estados Unidos”, explicou.

O recém eleito coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, reforçou essa relação entre o judiciário brasileiro e norte-americano. “Acompanhando o Twitter do Lula, verificamos que hoje foi feita uma postagem com uma provocação interessante sobre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Na minha opinião, faz todo o sentido, há um relacionamento íntimo da Lava Jato e o governo norte-americano. Isso fica comprovado quando analisamos a linha do tempo dos últimos anos, de 2003 até hoje”, assegurou Bacelar.

No ano seguinte ao golpe, em 2017, a Petrobrás diminuiu a produção de derivados e as importações dispararam. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve um crescimento nas importações de gasolina e diesel de 53% e 63%, respectivamente. Por outro lado, o fator de utilização das refinarias da Petrobrás foi de apenas 72,5% - com capacidade de 2,4 milhões de barris por dia de petróleo, produziram somente 1,74 milhões. Essa tendência se mantém no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Diante deste cenário, Lula acredita que a categoria petroleira precisa fazer um esforço para estender a luta contra a privatização da Petrobrás a toda população brasileira. “Os petroleiros têm o dever de contar essa história para a sociedade brasileira. Os petroleiros não podem falar apenas com os petroleiros, têm que falar com o país. Não produzam boletins para petroleiros, produzam boletins para a sociedade. Para que todos saibam o que está acontecendo na maior empresa estratégica desse país”, opinou.

O que precisa ser comunicado, de acordo com o ex-presidente, é a privatização da maior empresa nacional. “Defender a Petrobrás é uma coisa de 210 milhões de brasileiros. Temos de gritar todos os dias: o Brasil não está à venda, o Brasil não é mais colônia”, avaliou.

Apesar da conjuntura difícil, Lula saudou o papel de resistência que a categoria petroleira tem desempenhado e foi enfático na mensagem que deve prevalecer na luta popular no próximo período: “a única luta que a gente perde é aquela que a gente não tem coragem de fazer”.

A saudação da ex-ministra Tereza Campello também caminhou no mesmo sentido. “Vocês, petroleiros e petroleiras, são orgulho muito grande para nós no Brasil, pois sempre tiveram à frente da luta nesse processo de resistência”, afirmou Campello.

Desafios

Durante o debate o ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirmou que a entidade tem três desafios principais para a próxima gestão. “A direção da FUP que assume tem desafios fundamentais. Primeiro, a luta da democracia no Brasil, já que hoje o país namora com o fascismo. E lutar pela democracia é lutar também pela retomada dos direitos políticos do ex-presidente Lula. Ainda temos o dever de lutar pelos direitos, que foram retirados nos últimos anos pela reforma trabalhista e da previdência, por exemplo. E, por fim, lutar pela defesa da Petrobrás”, elencou Rangel.

Já a diretora do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) e recém eleita secretária de Administração e Finanças da FUP, Cibele Vieira, chamou atenção para as demissões em massa dos últimos anos. “Se pegarmos o que isso representou em número de trabalhadores, A gente chegou a ter 446 mil trabalhadores, 360 mil terceirizados e 86 mil próprios, em 2013. Somente em 2014, com a paralisação das obras devido à Lava Jato, houve a redução de 69 mil trabalhadores terceirizados e 6 mil próprios. De 2013 para hoje, são 285 mil trabalhadores a menos”, detalhou Vieira.

Outro efeito colateral do golpe na Petrobrás foi sentido nos postos de combustíveis. Segundo a diretora do Sindipetro do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) e da FUP, Miriam Cabreira, a política de paridade dos preços internacionais elevou exponencialmente a partir de 2017. “Na população, o impacto do golpe foi a mudança na política de preços dos combustíveis. Quer dizer que o povo brasileiro está pagando um preço semelhante ao vendido internacionalmente, somados ao custo de importação”, assinalou.

Além disso, a diretora do Sindipetro do Rio Grande do Norte e da FUP, Fafá Viana, também destacou outras áreas que estão sendo foco das políticas de privatização do governo. “O governo Bolsonaro tem sido o principal obstáculo para as ações de preservação da vida. Ele se aproveitou da pandemia para retirar a Petrobrás do Nordeste, para privatizar a água, para acelerar todas as medidas que comprometem a soberania nacional. Essa situação pode nos levar a dois extremos: uma barbárie ou uma saída positiva”, indicou Viana. 

Confup

O 18º Confup reúne 272 delegados, 40 suplentes, 32 observadores, além de assessores, jornalista e convidados, num total de 481 participantes. Os debates prosseguem até domingo (19), com uma intensa programação, que inclui cinco painéis com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

Veja aqui a programação completa: https://18confup.com.br/

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Em live nesta quinta, 16, nos canais da FUP no Youtube e Facebook, os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) farão o lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”. Esta é a terceira publicação do Instituto e reúne diversos artigos dos pesquisadores publicados ao longo de 2019, com análises e estudos sobre as mudanças ocorridas no setor petróleo e os impactos das privatizações e desinvestimentos da Petrobrás.


Veja aqui como baixar este e os outros livros do Ineep 


“A coletânea de artigos desse livro foi originalmente publicada em grandes veículos de imprensa do país, na mídia progressista e na imprensa especializada do setor. Essa é a principal prova que o trabalho realizado pelo Ineep tem sido reconhecido em diversas frentes, reafirmando o papel do Ineep de qualificar a atuação do movimento sindical petroleiro”, destacam os organizadores do livro, Rodrigo Leão e William Nozaki, coordenadores técnicos do Instituto.

Eles estarão na live desta quinta, a partir das 9 horas, junto com Eduardo Pinto, também pesquisador do Ineep. A atividade integra a programação do 18º Confup, que prossegue até domingo, com palestras sobre diversos temas relacionados ao mundo do trabalho, à defesa do Sistema Petrobras e à campanha reivindicatória da categoria petroleira.

Serviço:

Lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”

Quando: quinta, às 9 horas

Com os pesquisadores do INEEP William Nozaki, Rodrigo Leão e Eduardo Pinto.

Mediação de George Medeiros (petroleiro da Transpetro/SC).

Ao vivo pelo Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

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> Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

Publicado em 18 CONFUP
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.