Nesta quarta-feira, 01/07, entregadores dos aplicativos Ifood, Rappi, UberEats, Loggi e James irão parar por 24 horas, em uma greve nacional por condições dignas de trabalho. A Federação Única dos Petroleiros se solidariza com esses trabalhadores e manifesta total apoio à greve da categoria. Convocamos também todos os petroleiros e petroleiras a se somarem a essa luta, suspendendo os pedidos por aplicativo ao longo desta quarta-feira.  

As reivindicações dos entregadores são por direitos elementares, como alimentação, segurança e uma remuneração que garanta as condições básicas de sobrevivência. Convivendo diariamente com o alto risco de contaminação pelo coronavírus, esses trabalhadores sofrem as consequências da informalidade e da inexistência de uma regulamentação mínima que reduza a precarização e a invisibilidade. Estão expostos a acidentes e a jornadas de trabalho que podem ultrapassar as 12h, sem qualquer tipo de proteção, nem a garantia de uma renda mínima.

Os que entregam comida por aplicativos muitas vezes trabalham com fome, pois sequer ganham o suficiente para fazer uma refeição ao longo da jornada. Enfrentam tudo isso sem seguros contra acidentes, nem direitos trabalhistas. São explorados pelos aplicativos que os consideram “parceiros”.  

A greve de 24h desta quarta é um alerta e a primeira grande mobilização da categoria, que está se organizando para lutar por direitos, como seguro de vida, cobertura contra roubos e acidentes, vale-alimentação, voucher para compra de equipamentos de proteção individual, aumento no pagamento das corridas e da taxa mínima das entregas, entre outras reivindicações.

Apoie e divulgue a greve dos entregadores

Há várias maneiras de apoiar a paralisação desta quarta-feira. Além de não fazer pedidos pelos aplicativos, é importante dar visibilidade à greve, com apoio nas redes sociais e divulgação das hastags #BrequeDosAPPs e #ApoioBrequeDosAPPs. Os entregadores também pedem para que os usuários avaliem os aplicativos de entrega com notas e comentários negativos, se solidarizando à luta da categoria por condições básicas de trabalho.

 


Leia também:

> Em apoio à greve dos entregadores, Fenamoto quer parar 7,5 milhões de motoboys


[FUP]

Publicado em Trabalho

[Da imprensa da CUT]

A greve dos entregadores de alimentação por aplicativos, marcada para a próxima quarta-feira (1º de julho), reacendeu o debate sobre precarização das relações do trabalho da categoria e vem conquistando apoio de trabalhadores de todo o Brasil e do mundo.

A Federação Nacional dos Trabalhadores Motociclistas Profissionais e Autônomos (Fenamoto), filiada à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL/CUT), que também apoia a luta, anunciou a mobilização de mais de 7,5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil. A orientação da Fenamoto é para que a categoria desligue os aplicativos no dia da paralisação.

Não se sabe o número exato de entregadores por aplicativos porque as empresas não fornecem números, nem cruzam os dados para saber quantos entregadores trabalham para mais de uma empresa, mas pesquisadores calculam que 68% da categoria perderam rendimento na pandemia

Por isso, os entregadores querem discutir o aumento na remuneração e o fim da autonomia, já que as empresas, como Uber, Ifood, Loggi, Rappi, OL e James, entre outras, têm decidido seus horários e locais de trabalho como é feito com um trabalhador celetista, só que sem direitos, além de realizarem constantes bloqueios caso algum entregador desista de uma corrida, seja pela baixa remuneração, seja por algum motivo particular.

“A Fenamoto apoia a greve, mas não somos os organizadores. Entendemos que os entregadores têm uma pauta própria, mas estamos procurando dialogar com a categoria, pois somente com a unificação da pauta de reivindicação poderemos sentar à mesa de negociações com as empresas de aplicativos, que são plataformas globais. Na Europa, por exemplo, os entregadores procuraram sindicatos e federações e saíram fortalecidos da luta, com direitos que aqui os brasileiros não têm”, conta Benedito Carlos dos Santos, o Natu, secretário-geral da Fenamoto Nacional.

O dirigente ressalta que os entregadores por aplicativo não precisam se associar à Federação, mas é importante apresentar a pauta de reivindicações para que a Fenamoto, enquanto entidade, possa se sentar à mesa de negociações junto à Secretaria do Trabalho e ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

“Sem uma associação ou entidade de classe dificilmente as empresas se sentarão para negociar a pauta de reivindicação”, reforça Natu.

A situação desses trabalhadores, especialmente diante da pandemia, se tornou também tema de debate da CNTTL, que tem realizado encontros virtuais para debater modelos de remuneração e segurança para os entregadores.

Segundo o presidente interino da CNTTL, Eduardo Lírio Guterra, há um processo amplo de discussão do papel do transporte global, que inclui os entregadores, na economia do país, já que essas atividades se tornaram essenciais. E independentemente de corrente sindical ou compromisso com qualquer entidade, é preciso estabelecer regras mais salutares para que as empresas de aplicativo não vejam o trabalhador apenas como fonte de dinheiro. 

“Queremos discutir outro modelo de relação baseado nas orientações da Organização Mundial do Trabalho [OIT] de respeito, com descanso entre jornadas e melhor remuneração, em que o participante seja motorista de carro, motoboys ou entregador de bicicleta não sejam explorados por falta de segurança e de condições de saúde”, diz Guterra.

Empresas obrigam cumprimento de horário e trabalhos aos finais de semana   

Apesar de ressaltar que ele e muitos entregadores por aplicativos se definem como autônomos e querem permanecer, a princípio, sem vínculos celetistas, bastaram apenas nove meses de trabalho como entregador por aplicativo para que um dos organizadores da greve do dia 1º de julho, Diógenes Silva de Souza, 43 anos, percebesse que a categoria precisa se organizar para reivindicar melhorias nas condições de trabalho e na remuneração que recebem.

Ex-diretor de prova em kartódromo, Diógenes começou a trabalhar pelo  aplicativo Rappi, para ter uma renda extra, mas a pandemia fechou o estabelecimento e ele perdeu o emprego, restando apenas as entregas e o rendimento da esposa, que teve redução de jornada e salário, como fontes de subsistência para o casal e os três filhos.

Hoje para ganhar entre R$ 2.000,00 e R$ 2.200,00 por mês livres das despesas de manutenção e combustível, Diógenes trabalha de 8 a 12 horas por dia, seis dias da semana, correndo riscos de acidentes pelo pouco tempo que as empresas oferecem para chegar até o local da encomenda e para ganhar muitas vezes R$ 5,00 para percorrer de três a quatro quilômetros, faça sol ou faça chuva.

“As empresas não têm respeitado nossa autonomia. Nos tratam como funcionários que têm hora e local para trabalhar, mas não temos direito algum. Se não aceitamos uma corrida, ou se não chegamos dentro do tempo determinado pelo aplicativo podemos ser bloqueados ou enviados para trabalhar em locais distantes”, diz o entregador.

Diógenes conta que os aplicativos estão tirando a autonomia dos entregadores ao os obrigarem a trabalhar às sextas, sábados e domingos, no mínimo oito horas por dia, com direito a apenas uma folga por semana, como é o caso do Ifood. Caso contrário, eles perdem pontuação, são bloqueados por horas, dias e até meses, e ainda enviados para outras cidades da grande São Paulo e locais de pouco movimento.

“Na Rappi se você não trabalha nos finais de semana te mandam pra Diadema, Barueri. A OL te obriga a trabalhar oito horas por dia e na região que eles querem”.

O entregador explica que cada empresa tem seu sistema de trabalho e remuneração. A OL tem um líder em cada região, o que facilita o controle da carga horária dos demais entregadores. Por isso, que é importante que a população não faça pedidos na próxima quarta-feira (01/7).

“Tenho recebido apoio de clientes e até de donos dos restaurantes. As pessoas entendem que estamos na linha de frente da pandemia, sendo muito mal remunerados e controlados em nossa carga horária. Para essas empresas somos funcionários sem direito algum”, critica.

Publicado em Trabalho
Domingo, 08 Março 2020 13:47

Uma mulher no comando nacional de greve

Cibele Vieira não só participou da greve nacional petroleira que terminou recentemente como foi uma das pessoas que integrou o comando de greve ao ocupar, junto a outros quatro petroleiros, o edifício sede da Petrobras no Rio de Janeiro por 21 dias. Ao fazer parte da Comissão Permanente de Negociação, Cibele representou as mulheres petroleiras, as operárias e as sindicalistas.

Ela liderou uma greve vitoriosa que reverteu o esvaziamento do espaço negocial coletivo imposto aos trabalhadores pela nova gestão da Petrobrás, com o fato de que os representantes dos trabalhadores sentaram à mesa e esperaram a negociação, e desta maneira, a empresa se viu obrigada a conversar com os empregados. Mesmo que a negociação tenha acontecido por intermédio do Tribunal Superior do Trabalho. Ao final desta greve intensa, que muitos da geração de Cibele nunca tinham passado, o saldo foi positivo, principalmente com relação às questões corporativas “ficou claro que através da luta vão se conseguindo as pequenas conquistas e dessas conquistas é possível acreditar na vitória”, com isso o enfrentamento acontece e o trabalhador passa a ser respeitado.
Sua história no movimento sindical tem base numa preocupação que carrega consigo desde a adolescência, que é pensar no outro e enfatizar sempre o interesse coletivo. Desde que entrou na Petrobras, Cibele sempre participou ativamente das reuniões do sindicato, mas só passou a fazer parte da diretoria depois de sete anos de empresa. Sua participação foi construída ao longo do tempo. Segundo ela, a maioria da categoria petroleira é de homens, hoje somos 16 %, e infelizmente nas direções sindicais, essa estatística é ainda menor.
Na Federação Única dos Petroleiros, houve avanço significativo na representação das mulheres, pela primeira vez nesta gestão são oito (entre titulares e suplentes) mulheres. Para Cibele, “infelizmente a gente ainda cresce dentro de uma cultura machista, de que a tomada de decisão não é das mulheres, mas felizmente isso tem sido cada vez mais questionado e a mudança comportamental é percebida como uma sociedade mais igualitária apesar dos ataques da onda conservadorismo que vivemos”.
O desafio de lutar contra o machismo que existe no meio sindical é importante. Há sem dúvida uma diferença de tratamento entre homens e mulheres, mas é preciso mostrar que isso não é mimimi, não é frescura e que manifestações de machismo acontecem até num ambiente onde as pessoas se respeitam.

 

 

 

Publicado em Movimentos Sociais

A Greve dos Petroleiros mais uma vez colocou em evidência o traço autoritário do Estado, dedicado a proibir o conflito social em lugar de garantir seu desenvolvimento democrático em prol da sociedade.

Às multas milionárias impostas aos sindicatos se somaram "permissões" para a punição e demissão de grevistas, como se no Brasil o trabalho não fosse livre (Constituição, art. 5°, inc. XIII), e como se a Liberdade Sindical não fosse um direito humano fundamental.

Essa conjuntura adversa somente é possível pelo quadro de um executivo hegemonizado pelo fascismo, e que conta com a colaboração, por ação ou omissão, dos demais poderes.

Nesse sentido, a FUP lembra às trabalhadoras e trabalhadores que:

1° - A origem da Greve está no descumprimento de acordos coletivos de trabalho por parte da Petrobrás, Transpetro, ANSA e demais Subdidiárias, acordos estes firmados em 4 de novembro de 2019 no próprio Tribunal Superior do Trabalho;

2° - Que a luta da FUP e de seus sindicatos, e particularmente do Sindiquímica PR, é por EMPREGOS, e não por planos de "benefícios" para demissões em massa;

3° - As empresas já estão em franco descumprimento das condições propostas pelo TST, nas reuniões de 21 e de 27 de fevereiro, por exemplo punindo e transferindo grevistas de local e de regime de trabalho;

Tudo considerado, e tendo em vista a autonomia dos sindicatos, a FUP apoiará a decisão que vier a ser tomada pela assembleia de trabalhadoras e trabalhadores do Sindiquímica-PR.

CADA PETROLEIRA E PETROLEIRO DEVE TER A CLAREZA DE QUE NOSSA GREVE JÁ É VITORIOSA, POR DEMONSTRAR QUE OS TRABALHADORES PODEM E DEVEM LUTAR CONTRA O FASCISMO, NA DEFESA DE SEUS DIREITOS.

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

 

A greve da categoria petroleira, que entra em seu 18º dia, com 21 mil trabalhadores mobilizados em mais de 120 unidades do Sistema Petrobrás, continua.

A FUP e seus sindicatos, entre eles o Sindipetro Bahia, irão recorrer da decisão do juiz do Tribunal Superior  do Trabalho, Ives Gandra, que decretou a ilegalidade da greve dos petroleiros utilizando como fundamento o resultado de uma medida cautelar que a Petrobras ajuizou em seu favor. 

Durante todo o dia de hoje (18), diretores da Federação Única dos Petroleiros e assessores jurídicos das entidades sindicais estarão em Brasília percorrendo os gabinetes dos deputados e senadores, e também no próprio TST buscando uma interlocução política e jurídica para que o movimento paredista da categoria seja resolvido da forma correta, dentro da legalidade, pois desde o seu inicio a greve vem sendo realizada dentro da Lei. Portanto é um movimento legítimo e constitucional.

Na quarta-feira, 19/02, durante todo o dia, acontece o Conselho Deliberativo (CD) da FUP, no Rio de Janeiro, quando representantes dos 13 sindicatos filiados à Federação estarão reunidos, representando a categoria petroleira de cada estado. No CD será feita uma avaliação da greve, da decisão do ministro Ives Gandra, analisando cada cenário. As assessorias jurídicas dos sindicatos e da FUP também darão o seu parecer. Ainda na quarta-feira, a FUP divulgará para a categoria o indicativo do Conselheiro Deliberativo.

Enquanto isso, vamos permanecer unidos e confiantes, pois desde seu inicio a greve dos petroleiros tem se pautado conforme a Lei, sendo, portanto, legal e legitima.

A FUP e os Sindipetros não concordam com a medida tomada pelo juiz Ives Gandra e não entendem o motivo pelo qual o ministro retirou de pauta o julgamento da greve que estava marcado para ser feito na segunda (17) pela turma de ministros do Tribunal, para, em seguida, emitir uma decisão monocrática em favor da Petrobrás.

A greve continua e convocamos toda a categoria – trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas, terceirizados – a comparecer ao ato que será realizado nessa quarta-feira (19), às 7h, em frente ao edifício Torre Pituba. Levem suas famílias e vamos mostrar a força dos petroleiros e petroleiras.

Nesse momento, a categoria deve se manter unida e calma, acompanhando as informações divulgadas pela FUP e o Sindipetro Bahia. Acesse os sites e redes sociais dessas entidades sindicais. Fique ligado e siga as orientações da FUP e Sindipetro. Não dê ouvidos à direção da Petrobrás, pois só a categoria e seus órgãos representativos podem ditar os próximos passos do movimento.

Fonte – Sindipetro Bahia (com informações da FUP)

 

Publicado em SINDIPETRO-BA

No Norte Fluminense, participa ainda da greve o Terminal de Cabiúnas, em Macaé, que mantém corte de rendição. Nas bases administrativas da empresa estão ocorrendo atrasos na entrada dos expedientes e concentrações nos portões. Ontem, petroleiros e petroleiras da base de Imbetiba participaram de uma passeata até o Centro do município.

Quadro nacional divulgado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) na tarde de hoje mostrava a adesão de 56 plataformas — que agora passa para 57 — em todo o País, além de 11 refinarias, 23 terminais, 7 campos terrestres, 7 termelétricas, 3 UTGs (Unidades de Tratamento de Gás), 1 usina de biocombustível, 1 fábrica de fertilizantes, 1 fábrica de lubrificantes, 1 usina de processamento de xisto, 2 unidades industriais e 3 bases administrativas.

A greve nacional dos petroleiros começou em 1º de fevereiro e tem como pauta a suspensão de cerca de mil demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), o fim da venda de ativos da Petrobrás e a mudança na política de preços dos combustíveis — atualmente vinculada ao mercado internacional, o que provoca a prática de preços altos ao consumidor brasileiro.

 

Publicado em SINDIPETRO-NF

Em 1995, os trabalhadores pararam por 32 dias, hoje somos mais de 20 mil petroleiros mobilizados em 116 unidades da Petrobras, de norte a sul do país.

Há 15 dias em greve nacional, petroleiros representados pelos sindicatos da FUP exigem a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). São 144 trabalhadores da fábrica que receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária onde seriam feitas as rescisões dos contratos de emprego, uma violação do Acordo Coletivo de Trabalho.  Por isso, petroleiros da FAFEN protestaram contra essa arbitrariedade da gestão da Petrobrás e queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

A greve está cada dia maior com a categoria fortalecendo o movimento nas bases, enquanto a direção da Petrobras aposta no conflito criminalizando a greve dos petroleiros, mentindo para o judiciário e recusando-se a negociar com Comissão Permanente de Negociação da FUP que se mantém desde o dia 31 de janeiro à mesa de reunião numa das salas do Edise no Rio de Janeiro.

Em documento protocolado na última quinta-feira, os petroleiros reforçam, com a mesma pauta entregue anteriormente, a disposição de buscar uma solução para o impasse, desde que a Petrobras suspenda imediatamente as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas contra os trabalhadores e que levaram a categoria à greve. Confira no link abaixo os documentos:

https://bit.ly/36GKyz3

https://fup.org.br/downloads/dne_2020.pdf 

Pontos apresentados pela FUP na petição:

> Suspensão imediata das demissões na FAFEN-PR

> Cancelamento da nova tabela de turno que foi imposta pela gestão aos trabalhadores das unidades operacionais

> Restabelecimento das negociações para solução dos pontos do Acordo Coletivo que estão sendo descumpridos.

TST nega pedido da Petrobras para responsabilizar cinco petroleiros

O ministro Ives Gandra Martins não acrescentou novas sanções aos funcionários e negou nesta sexta-feira o pedido da Petrobras para a “responsabilização pessoal e solidária” dos cinco integrantes da Comissão Permanente de Negociação da Federação Única dos Petroleiros.

Quadro nacional da greve – 15/02

57 plataformas

11 refinarias

23 terminais

7 campos terrestres

7 termelétricas

3 UTGs  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

2 unidades industriais

3 bases administrativas

A greve em cada estado

Amazonas

Termelétrica de Jaraqui

Termelétrica de Tambaqui

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Rio Grande do Norte

Plataformas – PUB-2 e PUB-3

Ativo Industrial de Guamaré (AIG)

Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

Terminal de Candeias

Terminal de Catu

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Plataforma FPSO-57 e FPSO-58

Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas – P08, PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de São Caetano do Sul

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas (04) - Mexilhão, P66, P67 e P69

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Terminal de Pilões

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

 

Publicado em GREVE

O presidente da CUT, Sérgio Nobre, reagiu nesta terça-feira (26) à entrevista que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu nos Estados Unidos sugerindo a volta do AI-5 para impedir a radicalização de protestos no Brasil, como os que vêm ocorrendo na Bolívia, no Chile e Equador.

Primeiro, o ministro atacou a greve dos petroleiros, afirmando que, se fosse presidente da Petrobras, demitiria os trabalhadores. A FUP contestou a declaração autoritária do ministro, lembrando a ele que a greve é um direito constitucional (leia aqui a nota).

Na mesma entrevista coletiva, Guedes afirmou "que não é possível se assustar com a ideia de alguém pedir o AI-5 diante de uma possível radicalização dos protestos de rua no Brasil". 

“Em qualquer país do mundo que preza minimamente pela democracia, o ministro Paulo Guedes seria afastado do governo pelo presidente da República”, declarou o presidente da CUT em seus perfis nas redes sociais.

“Por fala semelhante, as centrais sindicais protocolaram, na semana passada, na Câmara dos Deputados, documento pedindo a cassação de Eduardo Bolsonaro, parlamentar que também invocou ‘um novo AI-5”, afirmou Sérgio Nobre.

Ele se refere entrevista que o filho de Bolsonaro deu à jornalista Leda Nagle – gravada no dia 28 e divulgada no dia 31 de outubro - defendendo "um novo AI-5" para conter manifestações de rua como as que estavam ocorrendo no Chile na ocasião. Eduardo também havia afirmado em discurso no plenário da Câmara no dia 29, que a polícia deveria ser acionada em caso de protestos semelhantes e o País poderia ver a "história se repetir".

O Ato Institucional número 5 foi editado em 1968 pela ditadura militar (1964-1985). Determinada entre outras coisas, o fechamento do Congresso Nacional, além de dar ao presidente indicado pelas Forças Armadas poder para cassar mandatos e suspender direitos políticos.

A fala de Guedes é mais uma reação do governo de Jair Bolsonaro as falas do ex-presidente Lula, que desde que foi libertado no dia 8, vem alertando a classe trabalhadora e a sociedade sobre a necessidade de se organizar e ocupar as ruas em protesto contra a política neoliberal do governo. Em onze meses, Bolsonaro e sua equipe não apresentaram uma proposta sequer de desenvolvimento econômico, com distribuição de renda e geração de emprego decente. Por outro lado, já apresentaram várias que tiram direitos sociais e trabalhistas, como a reforma da Previdência, o Plano Mais Brasil e o Programa Verde e Amarelo, que quer taxas os desempregados em 7,5% enquanto tiverem direito ao seguro-desemprego.

Em entrevista ao site Antagonista no último dia 10, Bolsonaro disse que pode se apoiar na Lei de Segurança Nacional contra as declarações de Lula. Os  discursos do ex-presidente podem ser motivo para acionar a Justiça assim que "tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos", disse Bolsonaro de forma confusa, descontextualizada e desconexa, como sempre.

“Temos uma Lei de Segurança Nacional que está aí para ser usada. Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei. Agora, nós acionaremos a Justiça quando tivermos mais do que certeza de que ele está nesse discurso para atingir os seus objetivos”, afirmou Bolsonaro ao Antagonista.

[Com informações da CUT]

Publicado em Economia

Os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios de todo o Brasil decidiram pela suspensão da greve na assembleia nacional, realizada nesta terça-feira (17). A categoria decidiu manter a mobilização e aprovou estado de greve até o dia 02 de outubro, dia do julgamento do dissídio de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A decisão foi orientada pelos 36 sindicatos da categoria ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) e à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras dos Correios (Findect) e do Comando Nacional de Negociação.

“Vamos aguardar o julgamento do dia 2, mas continuaremos mobilizados para reforçar a luta em defesa dos direitos, mas também contra as privatizações. O diálogo com a categoria é permanente porque a qualquer momento podemos sair em defesa da empresa”, afirmou o Secretário-Geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.

“Já estamos conversando também com outras categorias de estatais, ameaçadas de privatização, para construir ações em conjunto para impedir mais desemprego e mais precarização no trabalho e nos serviços prestados à população”.

Movimento paredista

Os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios iniciaram uma greve no dia 10 de setembro e 70% da categoria cruzou os braços para defender as pautas da Campanha Salarial, o reajuste salarial e contra a retirada de mais de 40 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entrou com uma ação para julgar a legalidade da paralisação, pedindo um dissídio de greve, mas antes a categoria foi convocada junto com os representantes da empresa para uma audiência de conciliação no último dia 12, no TST.

Sem proposta da empresa, o Ministro Mauricio Godinho Delgado agendou a data do julgamento do dissídio para o dia 2 de outubro e manteve o Acordo Coletivo de Trabalho 2019 até lá.

“Neste momento, com a negociação já ajuizada e sem garantias de novos acordos até a data do julgamento, a FENTECT orienta que os sindicatos se mantenham alerta e continuem a mobilizar contra a venda dos Correios e contra a tentativa de retirada de direitos da classe trabalhadora”, disse Rivaldo.

É possível resistir

Segundo as entidades que representam os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios, a unidade da categoria tem sido fundamental para a construção desta que foi a maior greve da história recente dos trabalhadores dos Correios. A categoria participou massivamente das assembleias em todas suas bases, decidiu coletivamente e de forma unânime todas as ações do movimento.

 “A importância desta greve foi que, além de construir a unidade em todo pais, a gente tá dizendo que é possível lutar contra o governo e essa pauta de retirada de direitos e contra as privatizações e que temos grandes forças para vencer. É possível resistir e os trabalhadores e as trabalhadoras dos correios deram essa prova e se precisar vamos parar de novo, porque não aceitaremos a retirada de direitos e nenhum retrocesso”, concluiu Rivaldo.  

[Via CUT]

Publicado em Trabalho
Quinta, 08 Agosto 2019 12:48

FHC mandou exército ocupar refinarias

Sem diálogo com os petroleiros em greve, sem perspectiva de solução para um movimento que completava mais de 20 dias de paralisação e com estoques de combustíveis em níveis críticos, o presidente Fernando Henrique Cardoso determinou a ocupação pelo Exército de quatro refinarias da Petrobrás para tentar garantir a retomada da produção.
A ação foi deflagrada na madrugada de quarta-feira e atingiu as refinarias de Paulínia, São José dos Campos, Mauá -todas três em São Paulo- e Araucária (PR).
Apesar de o Exército estar em prontidão havia dez dias, a ação surpreendeu os grevistas.
O presidente do PT, Luiz Inacio Lula da Silva, criticou a medida e tentou dar corpo à frente parlamentar que tentava reabrir negociações entre governo e petroleiros.
Mas Lula não apresentou solução concreta para encontrar uma saída que não sacrificasse a população e ao mesmo tempo preservasse o poder de pressão dos grevistas.
O presidente da CUT, Vicente Paulo da Silva, classificou a atitude do governo como ``burra". Mas ao optar por chamar o Exército para ocupar quatro refinarias, FHC evitou enfrentar os grevistas onde poderia haver mais problemas -incluindo confronto direto com os militares, sujeito a mortes.
A refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, ocupada desde o último dia 6 por 500 petroleiros, foi poupada da ação do Exército. Para vender a imagem que optou corretamente mesmo ao usar instrumento que carrega historicamente uma imagem autoritária, o governo, depois de dias anunciando um racionamento iminente, passou a afirmar, 24 horas após a ação, que a produção da Petrobrás atingiu 50% do seu total.
Na sexta-feira, os petroleiros amargaram nova derrota no Tribunal Superior do Trabalho. Os ministros reafirmaram a interpretação da greve como abusiva.”

Via Folha de São Paulo. 28 de maio de 1995

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 2

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram