Há dez dias em greve, os trabalhadores da Refap receberam, no início dessa segunda-feira (10), o apoio do ex-ministro do Brasil, nos governos Lula e Dilma, Miguel Rossetto, que esteve em frente à refinaria conversando com os grevistas: "Os petroleiros lutam pelo Brasil e pela defesa da Petrobrás. A destruição da empresa é a destruição de um sonho, de fazer desse Brasil uma nação mais justa e igualitária. Nós, gaúchos, não podemos aceitar que a Refap saia do RS. Precisamos defender a refinaria e tudo o que ela representa ao estado".   

Logo depois, os trabalhadores ocuparam os vagões do Trensurb rumo a Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. Lá, a categoria petroleira se dividiu entre o uso do megafone e nas conversas individuais com cada cidadão que pedia explicação sobre a política de preço dos combustíveis e gás de cozinha.

A Torre do Petróleo

Os trabalhadores seguiram rumo a Torre do Petróleo, localizado, atualmente, na Praça da Alfândega.

O Monumento é símbolo da resistência petroleira, referência de atos e mobilizações populares contra o Regime Militar. Em seguida, seguiram com as manifestações no Mercado Público da capital, finalizando as atividades com a participação no Programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba.

[Via Sindipetro-RS]

Publicado em Greve 2020

A categoria petroleira está em seu décimo dia de greve e o movimento segue forte em todo o país. No Norte Fluminense, nesta manhã, trabalhadores de duas plataformas (P-12 e PNA-2) decidiram não embarcar, cortando a rendição da equipe que está a bordo. Outras 22 plataformas estão na greve, com operações entregues pelos petroleiros aos gestores da Petrobrás.

Em Cabiúnas, o corte de rendição continua, mas agora operado de forma surpresa, mantendo o controle dos trabalhadores sobre o movimento. Nas bases administrativas continua o trabalho de convencimento da direção do sindicato e da militância grevista sobre a importância de não ir ao trabalho.

Na base de Imbetiba, os petroleiros e petroleiras que entraram pelo portão da Praia Campista, além de dialogar com a diretoria do sindicato sobre a importância do movimento, puderam visitar exposição de camisas das campanhas sindicais de vários anos, ler poesias fixadas nas pilastras e escrever suas impressões em um flip chart disponibilizado no local.

Neste fim de semana, o Sindipetro-NF indicou aos operadores das salas de controle das plataformas, que atuam em terra, que também entreguem a operação à gestão da companhia.

[Via Sindipetero-NF]

Publicado em Greve 2020

[Atualizado às 18h30]

Ao longo desta segunda-feira, 10, mais três plataformas se somaram à greve na Bacia de Campos, aumentando para 95 o número de unidades do Sistema Petrobrás que aderiram ao movimento.

Iniciada à zero hora do dia primeiro de fevereiro, a greve convocada pela FUP já mobiliza cerca de 20 mil trabalhadores em 13 estados, de norte a sul do país. É a mais importante greve da categoria nos últimos anos.

Os petroleiros cobram a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na próxima sexta-feira, 14, e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

No final de semana, trabalhadores de mais três plataformas entraram em greve, junto com os operadores do Terminal Aquaviário de Vitória. Nesta segunda, pela manhã, os trabalhadores da manutenção e do escritório do terminal também aderiram ao movimento.

Já são, portanto, 43 plataformas, 18 terminais, 11 refinarias e mais outras 20 unidades operacionais e 3 bases administrativas com trabalhadores em greve por todo o país.

Brigada petroleira em Brasília

Ao longo desta semana, a FUP, os sindicatos de petroleiros e a CUT estarão com representações em Brasília, visitando os gabinetes de deputados e senadores no Congresso Nacional para que façam interlocução com a direção da Petrobrás e o governo visando à suspensão das demissões em massa na Fafen-PR, bem como das medidas arbitrárias que violam os fóruns de negociação previstos no Acordo Coletivo.

Petrobrás não negocia nem deixa sindicatos cumprirem liminar

A adesão dos petroleiros à greve ocorre sem piquetes, só na base do convencimento, em cumprimento à decisão do ministro do TST, Ives Gandra. A direção da Petrobrás, por sua vez, continua negando o acesso das representações sindicais às unidades para averiguar o quantitativo de trabalhadores necessário para manter com segurança o atendimento das necessidades básicas da população.

Em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a Petrobrás informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

A contradição da gestão da empresa evidencia o tratamento político que está dando à greve dos petroleiros, ao querer criminalizar o movimento. Para isso, coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão "os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve.

Por que os gestores se negam a dialogar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há 11 dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa?

Em vez disso, a gestão da Petrobrás continua tentando, sem sucesso, expulsar os cinco dirigentes sindicais que estão desde 31 de janeiro em uma sala de reuniões no andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos, cobrando um canal de negociação com a empresa. 

Quadro nacional da greve – 10/02

43 plataformas

11 refinarias

18 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTG (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 30 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

[FUP | Foto: Sindipetro-MG]

Publicado em Greve 2020

Ao entrar no nono dia, a greve dos petroleiros já atinge mais de 90 unidades do Sistema Petrobrás em 13 estados do país. 

É possível afirmar que desde o movimento paredista de 1995, essa é a greve mais forte realizada pela categoria petroleira. Prova disso é a decisão da gestão da Petrobras de abrir processo de recrutamento e seleção para contratar, por dois meses, pessoas para substituir os grevistas.

Os diretores da FUP e de seus sindicatos já receberam várias ligações de petroleiros recém aposentados que foram procurados pelos gerentes para que substituíssem os trabalhadores em greve. E eles disseram não.

É a primeira vez na história das greves dos funcionários da Petrobras que acontece tal fato. Nos movimentos passados, a estatal se limitava a enviar aqueles petroleiros fura-greves de um estado para outro para substituir os operadores.

A informação que tem chegado às nossas direções sindicais é de que os aposentados estão revoltados com a atitude da Petrobras e não estão aceitando furar a greve.

Por que a Petrobrás não está usando essa mesma estratégia? Porque a adesão à greve é grande. A estatal mente para a sociedade e para a imprensa ao minimizar o movimento, ao dizer que ele é fraco. Uma contradição que mostra grande distância entre o que se fala e o que se faz.

Não seja traidor e nem pelego

Ao convocar os aposentados a retornar ao trabalho de forma temporária, a atual gestão da Petrobrás quer dividir e enfraquecer a categoria.

A FUP e seus sindicatos fazem um apelo aos aposentados e aposentadas, para que não atendam ao chamado da empresa. Não traia a sua categoria. O lugar dos traidores é o lixo da história. Ajude a construir, a defender a Petrobrás. 

Essa luta não é só dos trabalhadores da ativa, não é só contra as demissões e descumprimento do ACT. Ela diz respeito também aos aposentados.

A atual gestão da Petrobras está se utilizando de vários artifícios para acabar com a AMS para os aposentados e vem atacando a Petros. Saiba que se você contribuir para enfraquecer essa luta terá de arcar também com sérias conseqüências.

Os terceirizados devem agir da mesma forma. A resistência e a união são as nossas  mais fortes armas nesse momento.

A greve é um direito do trabalhador. Mas a vitória depende mais da categoria do que da FUP e dos Sindipetros.

Ajude a divulgar a greve

A imprensa tradicional está praticamente ignorando a greve dos petroleiros. O movimento paredista está sendo divulgado nas redes socais por blogs, jornalistas, políticos e profissionais com visão à esquerda.

Precisamos dar mais visibilidade à greve da categoria e você pode ajudar. Para isso, basta compartilhar nas redes sociais todas as publicações da FUP e do Sindipetro Bahia.Envie também as matérias, vídeos e fotos para a sua família e amigos através do WhatsApp.
Acompanhe a cobertura pelas redes sociais da FUP e dos seus sindicatos.

Twitter @FUP_Brasil

Facebook @fupetroleiros

Instagram @fupbrasil

Divulguem as hastags:

#PetroleirosPelaSoberania

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

#GreveDosPetroleiros

[Edição FUP | Texto e foto: Imprensa do Sindipetro-BA]

 

Publicado em Greve 2020

O Sindipetro-NF chama para aderir à luta os trabalhadores e trabalhadoras das Salas de Controle Remoto. A orientação é que se juntem a luta que é de toda categoria e seja feita parada técnica da SCR. Veja as orientações abaixo e documentos em caso de entrega.

O movimento cresce a cada dia e é importante a adesão de [email protected] ao movimento. Estamos no nono dia de greve com adesões em 91 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados do país, o que significa cerca de 20 mil trabalhadores na greve.

Orientações aos trabalhadores e trabalhadoras do SGS: 

PARADA TÉCNICA

As atividades das SCR, assim como todas as demais da área operacional, podem e devem ser paralisadas, observados os seguintes limites:

– realizar a parada de modo técnico, ou seja, que não comprometa a normal retomada das atividades após a greve, nem danifique equipamentos ou instalações;

– manter aquilo que for indispensável à segurança e habitalidade da unidade.

No caso de a empresa pretender assumir a atividade, com fura greves, o mesmo modelo de “termo de entrega” deve ser utilizado, comprovando a integridade de equipamentos e instalações, até aquele momento.

A partir dali, no caso de entrega da unidade, a responsabilidade será integral da empresa. 

TERMO DE ENTREGA DA SALA DE CONTROLE REMOTO

Termo de Entrega da SCR da Plataforma ___ e pedido de desembarque para os prepostos da Petrobras

Nós, empregados da Petrobras da SCR  da plataforma ____ declaramos, para os devidos fins, que esta unidade encontra-se operando (ou em parada segura) dentro da normalidade, com o que concordam os prepostos da empresa.

Pelo presente instrumento, entregamos a operação da SCR da unidade aos prepostos da Petrobras que por esse termo assumem total responsabilidade e atestam que tem condições seguras de dar continuidade às operações.

Data, hora, assinatura de todos os presentes e do representante da empresa

No caso de os prepostos não assinarem escrever: Atestamos que os prepostos da Petrobras não quiseram assinar o termo de entrega da SCR e consideramos entregue.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Greve 2020

[Atualização às 18h10]

Por todo o país, petroleiros e petroleiras estão mobilizados nessa que já é considerada a greve mais forte da categoria nos últimos anos. O movimento entra no nono dia, neste domingo, com adesões em 92 unidades do Sistema Petrobrás, em 13 estados do país, o que significa cerca de 20 mil trabalhadores na greve.

Os petroleiros cobram a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), previstas para terem início na próxima sexta-feira, 14, e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

Neste domingo, mais três plataformas aderiram à greve, junto com o Terminal Aquaviário de Vitória. Já são 40 plataformas, 18 terminais, 11 refinarias e mais outras 20 unidades operacionais e 3 bases administrativas com trabalhadores em greve por todo o país.

A adesão à greve ocorre sem piquetes, só na base do convencimento, em cumprimento à decisão do ministro do TST, Ives Gandra. Os sindicatos continuam aguardando informações da direção da Petrobrás para compor os quantitativos de trabalhadores necessários para manter o atendimento das necessidades básicas da população.

Contratação de fura-greves

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão "os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve. Quem quer fechar fábricas é a direção da Petrobrás.

Mas, em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Gestão da Petrobrás quer politizar a greve

A contradição da gestão evidencia o tratamento político que a direção da Petrobrás está dando à greve dos petroleiros ao apostar na tentativa de criminalização do movimento. Para isso, coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

Por que os gestores se negam a dialogar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há nove dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa?

Em vez disso, a gestão da Petrobrás continua tentando, sem sucesso, expulsar os cinco dirigentes sindicais que estão desde 31 de janeiro aguardando reunião no andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos.

“A permanência de 5 dirigentes em uma das salas do prédio da empresa, embora incômoda, não impede ou dificulta a continuidade do pleno funcionamento da Petrobrás, tampouco impede a livre movimentação de bens e pessoas”, assegurou a juíza Najla Rodrigues Abbud, do Tribunal da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o interdito proibitório da Petrobrás. 

Quadro nacional da greve – 09/02

40 plataformas

11 refinarias

18 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGC (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 27 

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP]

 

Publicado em Greve 2020

A greve petroleira iniciada em 1º de fevereiro segue forte, com quase 40 plataformas no movimento em todo o país, 21 delas no Norte Fluminense. Passa de 80 o número de bases em greve em 13 estados. A avaliação do movimento sindical é a de que a paralisação continuará a crescer, com o convencimento das demais bases de que esse é o momento de estabelecer um marco definitivo contra os ataques do governo Bolsonaro aos trabalhadores e à companhia. 

A diretoria do Sindipetro-NF chama petroleiros e petroleiras a realizarem um grande mutirão de diálogo com os trabalhadores das unidades e bases que não realizaram assembleias de adesão à greve. Na Bacia de Campos, 18 plataformas ainda não entraram no movimento (P-08, P-09, P-12, P-25, P-26, P-33, P-38, P-40, P-52, P-53, P-54, P-65, PCE1, PGP, PRA1, PPM, PNA1 e PNA2). 

O sindicato chama os trabalhadores destas unidades à reflexão sobre a gravidade do momento em que vive o país, e sobre a oportunidade de fazer história em uma paralisação que começa a contagiar até mesmo outras categorias, como forma de dar um basta ao corte de direito, às demissões, ao desrespeito, ao entreguismo, a uma política econômica que só favorece aos ricos. 

Na Petrobras, o foco é claro: contra as demissões, contra o desmonte da empresa e pela redução nos preços dos combustíveis (que os petroleiros sabem ser possível). Não há base da companhia do país que não esteja vivenciando alguns ou vários aspectos deste ataque, seja tendo sido colocada à venda, seja com a deterioração da ambiência, seja com o autoritarismo insano da gestão bolsonarista na empresa.  

Não cabe vacilação. Enquanto a cada dia novas bases entram na greve, enquanto cinco sindicalistas ocupam uma sala no Edise para pressionar a empresa a reverter as demissões na Fafen (que significa dizer que também outras novas demissões não serão aceitas), é preciso que cada um e cada uma que ainda não está na greve reflita sobre o seu papel e se conscientize de que somente juntos podemos ser fortes. 

No Norte Fluminense, além das 21 plataformas que estão no movimento (P-07, P-15, P18, P-19, P-20, P-31, P-32, P-35, P-37, P-43, P-47, P-48, P-50, P-51, P-55, P-56 , P-61 , P-62, P-63, PCH1 e PCH2), tem sido forte a greve na base de Cabiúnas, que segue com o corte de rendição. Para as bases administrativas, o sindicato mantém o indicativo de que os petroleiros e petroleiras não compareçam ao trabalho e se juntem ao movimento. 

 [Via Sindipetro-NF | Foto: Luciana Fonseca]

Publicado em Greve 2020

[Atualizados às 17h]

As medidas autoritárias e inconstitucionais da gestão da Petrobrás, na tentativa de enfraquecer a greve dos petroleiros, estão surtindo efeito contrário. A categoria segue forte e unida, resistindo à pressão e ao assédio das gerências.

Neste sábado, 08, a FUP contabilizou 88 unidades em todo o Sistema Petrobrás cujos trabalhadores aderiram à greve nacional. São 13 estados do país mobilizados, cobrando a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho. Veja quadro no final do texto.

A adesão à greve ocorre sem piquetes nas unidades. Pelo contrário. A gestão da empresa é que tem impedido a entrada dos trabalhadores, como fez ontem (07), na Repar e na SIX, no Paraná.

Além disso, os sindicatos continuam aguardando informações da direção da Petrobrás para compor os quantitativos de trabalhadores necessários para atender a decisão do ministro do TST, Ives Gandra.

Contratação de fura-greves

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão "os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve. Quem quer fechar fábricas é a direção da Petrobrás.

Mas, em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Gestão da Petrobrás quer politizar a greve

A contradição da gestão evidencia o tratamento político que a direção da Petrobrás está dando à greve dos petroleiros ao apostar na tentativa de criminalização do movimento. Para isso, coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

Por que os gestores se negam a dialogar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há nove dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa?

Em vez disso, a gestão da Petrobrás continua tentando, sem sucesso, expulsar os cinco dirigentes sindicais que estão desde 31 de janeiro aguardando reunião no andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos.

“A permanência de 5 dirigentes em uma das salas do prédio da empresa, embora incômoda, não impede ou dificulta a continuidade do pleno funcionamento da Petrobrás, tampouco impede a livre movimentação de bens e pessoas”, assegurou a juíza Najla Rodrigues Abbud, do Tribunal da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o interdito proibitório da Petrobrás.

Quadro nacional da greve – 08/02

37 plataformas

11 refinarias

17 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGs (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 24

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Fábrica de Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP] 

Publicado em Greve 2020

Há uma semana em greve, os petroleiros realizaram uma marcha pelo centro de Canoas, na manhã dessa sexta-feira (07). Durante toda a caminhada, os trabalhadores denunciaram à população as perdas que o município acumulará com a saída da Petrobrás no RS. Os trabalhadores também entregaram panfletos e esclareceram as dúvidas daqueles que questionavam sobre os motivos da greve, ressaltando a importância dessa luta pela defesa da soberania nacional.

A ação integrou fez parte do calendário de mobilizações da Greve Nacional dos Petroleiros. Até o momento, são 70 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados. Os trabalhadores lutam pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), contra as demissões em massa no Sistema Petrobrás pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento.
Desde o início, a FUP e seus sindicatos têm cumprido todos os procedimentos legais em relação à greve, tanto no que diz respeito à busca de interlocução com a Petrobrás, quanto no atendimento das necessidades essenciais da população.

Direito garantido em lei

A greve é um direito garantido em lei e o movimento paredista dos petroleiros está seguindo todos os trâmites legais que são exigidos nesse caso. Portanto, a greve da categoria é legal e constitucional. Não é abusiva.
É muito importante que todos se mantenham unidos e não aceitem pressão da gerência. Em caso de qualquer problema, como pressão ou assédio moral, procure um diretor do sindicato.
Após levantamento do quadro nacional de greve, a FUP afirmou que “em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento”.

Com informações da FUP

Acompanhe as atualizações e as imagens da greve através das Redes Sociais do Sindipetro-RS: 

* Facebook: @sindipetro.rs

* Twitter: @sindipetroR

* Instagram: @sindipetrors

[Via Sindipetro-RS]

Publicado em Greve 2020

Os trabalhadores de P-32 e PCH2 em greve denunciam que estão há dias aguardando o desembarque pela empresa, que até o momento não viabilizou a descida deles. Em contrapartida estão se sentindo assediados pelos superiores a bordo. A empresa quer manter a bordo em P-32 dois trabalhadores e em PCH-2 outros seis.

Ontem, 6, o sindicato notificou a Petrobras e provocou o Ministério Público do Trabalho para apurar possíveis abusos por parte da Petrobras contra o direito dos grevistas de desembarcar. Já informou no mesmo documento que quem negocia efetivo a bordo é a Comissão de Negociação Permanente que está ocupando uma sala no Edise.

Em paralelo, o jurídico do Sindipetro-NF também entrou na justiça com pedido de habeas corpus para esses trabalhadores e de todas as outras plataformas que tem gente da categoria em situação semelhante.

O Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, entrou em contato hoje com a gerência da UN-BC para esclarecer essas situações e encaminhará denuncia aos órgãos cabíveis.

A diretoria do Sindipetro-NF reafirma que durante a greve o contrato de trabalho está suspenso e quem representa os trabalhadores e negocia por eles é o sindicato.

Acompanha as notícias através das redes sociais do NF e da FUP:

Sindipetro-NF

  • Twitter (@sindipetronf)
  • Facebook (@sindipetronf)
  • Instagram (@sindipetronf).

FUP

  • Twitter (@FUP_Brasil)
  • Facebook (@fupetroleiros)
  • Instagram (@fupbrasil).

Divulguem as hastags:

#PetroleirospelaSoberania

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Greve 2020
Página 8 de 15

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.