[Atualizados às 17h]

As medidas autoritárias e inconstitucionais da gestão da Petrobrás, na tentativa de enfraquecer a greve dos petroleiros, estão surtindo efeito contrário. A categoria segue forte e unida, resistindo à pressão e ao assédio das gerências.

Neste sábado, 08, a FUP contabilizou 88 unidades em todo o Sistema Petrobrás cujos trabalhadores aderiram à greve nacional. São 13 estados do país mobilizados, cobrando a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) e o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho. Veja quadro no final do texto.

A adesão à greve ocorre sem piquetes nas unidades. Pelo contrário. A gestão da empresa é que tem impedido a entrada dos trabalhadores, como fez ontem (07), na Repar e na SIX, no Paraná.

Além disso, os sindicatos continuam aguardando informações da direção da Petrobrás para compor os quantitativos de trabalhadores necessários para atender a decisão do ministro do TST, Ives Gandra.

Contratação de fura-greves

O artigo 9° da Lei de Greve (7.783/89) afirma que patrão e empregados manterão "os serviços cuja paralisação resultem em prejuízo irreparável, pela deterioração irreversível de bens, máquinas e equipamentos, bem como a manutenção daqueles essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessação do movimento".

Os petroleiros são os mais interessados na manutenção da segurança do ambiente de trabalho e na continuidade das operações após a greve. Quem quer fechar fábricas é a direção da Petrobrás.

Mas, em vez de negociar com a FUP e os sindicatos, a gestão da empresa descumpre medidas judiciais e a própria legislação, anunciando que está providenciando “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”.

Ao mesmo tempo, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Gestão da Petrobrás quer politizar a greve

A contradição da gestão evidencia o tratamento político que a direção da Petrobrás está dando à greve dos petroleiros ao apostar na tentativa de criminalização do movimento. Para isso, coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das próprias unidades ao anunciar a contratação de “fura-greves”.

Por que os gestores se negam a dialogar com a Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há nove dias em plantão de 24 horas dentro da sede da Petrobrás, buscando interlocução com a empresa?

Em vez disso, a gestão da Petrobrás continua tentando, sem sucesso, expulsar os cinco dirigentes sindicais que estão desde 31 de janeiro aguardando reunião no andar onde funciona a gerência de Recursos Humanos.

“A permanência de 5 dirigentes em uma das salas do prédio da empresa, embora incômoda, não impede ou dificulta a continuidade do pleno funcionamento da Petrobrás, tampouco impede a livre movimentação de bens e pessoas”, assegurou a juíza Najla Rodrigues Abbud, do Tribunal da Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o interdito proibitório da Petrobrás.

Quadro nacional da greve – 08/02

37 plataformas

11 refinarias

17 terminais

7 campos terrestres

5 termelétricas

3 UTGs (processamento de gás)  

1 usina de biocombustível

1 fábrica de fertilizantes

1 fábrica de lubrificantes

1 usina de processamento de xisto

1 complexo petroquímico

3 bases administrativas

Amazonas

Terminal de Coari (TACoari)

Refinaria de Manaus (Reman)

Ceará

Plataformas - 09 

Terminal de Mucuripe

Temelétrica TermoCeará

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape

Bahia

UO-BA – 07 áreas de produção terrestre

Refinaria Landulpho Alves (Rlam)

Terminal Madre de Deus

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)

Sede administrativa da Base 61

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)

Refinaria Gabriel Passos (Regap)

Rio de Janeiro

Plataformas - 24

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)

Terminal de Campos Elíseos (Tecam)

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)

Refinaria Duque de Caxias (Reduc)

Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)

Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)

Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)

São Paulo

Terminal de Guararema

Terminal de Barueri

Refinaria de Paulínia (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)

Plataformas - 04

Terminal de Alemoa

Terminal de São Sebastiao 

Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)

Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)

Torre Valongo - base administrativa da Petrobras em Santos

Mato Grosso do Sul

Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)

Fábrica de Xisto (SIX)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)

Terminal de Paranaguá (Tepar)

Santa Catarina

Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)

Terminal de Guaramirim (Temirim)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)

Base administrativa de Joinville (Ediville)

Rio Grande do Sul

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré, Base 34 e Alto do Rodrigues - mobilizações parciais

 [FUP] 

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Na tarde de hoje (05), em Araucária, o Sindipetro PR e SC e o Sindiquímica-PR uniram forças para mais uma mobilização em benefício da sociedade. Enquanto os petroleiros distribuíram cupons de desconto para o gás de cozinha no valor de R$ 30, os petroquímicos doaram feijão

A Praça da Bíblia, em Araucária, recebeu uma peregrinação de cidadãos com botijão de gás em mãos e em busca de desconto. Os 300 botijões que o Sindipetro PR e SC comprou para a ação acabaram em pouco tempo. A ação da entidade teve o objetivo de alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobrás. Em vários estados do Brasil, os sindicatos subsidiaram o preço do gás de cozinha de 13 kg. 

No ato em Araucária, a população começou a chegar por volta do meio dia e rapidamente lotou a praça, formando grande fila em frente à barraca dos petroleiros, onde eram trocados os cupons de R$ 30. Com o voucher em mãos, o cidadão pegava rapidamente seu botijão e recebia um quilo de feijão. Levando em consideração o preço médio de R$ 70 no gás na região, com a ação, os trabalhadores compraram o item por R$ 40. 

Para o Sindipetro PR e SC, é possível vender o gás de cozinha a custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. “Uma outra política de preços é possível, tanto para a gasolina e o diesel como para o gás de cozinha. Basta o Governo Federal barrar os aumentos sucessivos dos derivados do petróleo”, explicou Mário Dal Zot, presidente do sindicato. 

Atualmente, a população brasileira é punida com a política de preços da atual gestão da Petrobrás, que segue a agenda de Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro. Ou seja, hoje a companhia acompanha o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar. O resultado são aumentos sucessivos, muitas vezes diários, para gasolina, diesel e gás de cozinha. 

Na Praça da Bíblia, a voz do povo é a voz de Deus 

A greve dos petroleiros fecha o quinto dia nesta quarta-feira, com pautas claras: contra a demissão dos trabalhadores da Fafen-PR, pelo respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho e pela Petrobrás forte, promovendo desenvolvimento, gerando emprego e renda. 

Sobre esse último ponto, uma coisa é certa: a desindustrialização irá promover um problema sem precedentes na região industrial de Araucária. 

Sabendo disso, o Sindipetro PR e SC, através do Fórum de Defesa da Petrobrás, ouviu a população sobre o fechamento da Fafen-PR, o que eles acham do atual Governo Federal e o preço do gás de cozinha. 

Todas as entrevistas foram ao vivo e de forma aleatória. Elas estão disponíveis na página do Facebook do Fórum de Defesa da Petrobrás.

Confira alguns relatos:   

::Sobre a possibilidade de fechamento da Fafen-PR: 

“Sou terceirizado da Petrobrás. Ano passado, nós conseguimos trabalhar só 40 dias. Esse ano, que era para ter serviço, teve o fechamento da Fafen-PR. Isso é um absurdo, porque eu moro em Araucária desde o início da Petrobrás, meu filho cresceu e estuda para seguir o mesmo caminho que o meu e trabalhar nessa área, agora, nós não vamos saber o que vai acontecer. Todo ano nós tínhamos um dinheiro dali, era seguro, agora já perdemos a expectativa de trabalho” – *Luiz Carlos Lopes. 

:: Sobre o preço do gás de cozinha e o Governo Federal: 

“Deus o livre, está muito caro. Acho que nós temos que entrar no mato e juntar lenha e fazer fogo, porque não tem como mais. Difícil. Acho que o presidente (Bolsonaro), em vez de melhorar, piorou” – Sofia dos Santos. 

“O preço do gás não está caro, está um absurdo. (Sobre a promoção) Ajuda muito, poderia ser constante, mas, para isso, tem que tirar o presidente” – Fernanda Guimarães.   

:: Sobre a importância da ação dos sindicatos: 

“Essa promoção está muito boa. Porque muita gente está sem dinheiro para comprar gás e comida. Agora, já dá para comprar o botijão e ainda comprar uma carninha. Porque trinta reais de diferença já é uma ajuda” – Clara

“Para mim ajuda muito. Sou aposentado e ganho uma mixaria. Até o feijão ajuda. O gás está muito caro, atrapalha na minha vida e de muita gente. Hoje, tudo está mais caro. Estão administrando muito mal o Brasil. Entraram dizendo que iam melhorar, mas está piorando. Tudo tá caro. Não tem nem como ter lazer com a família” – Antônio (Aposentado).

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que são unidades industrias da Petrobrás na cidade de Araucária, foram à Câmara Municipal de Curitiba nesta quarta-feira (05) para protestar contra as ofensas do prefeito da capital, Rafael Greca de Macedo. 

Na última segunda-feira (03), durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2020, Greca disse que “só não estava fazendo asfalto porque a Petrobrás está em greve devido à esclerose sindical”. A fala revoltou os trabalhadores do Sistema Petrobrás, que estão em greve há cinco dias contra a demissão de mil trabalhadores petroquímicos da Fafen-PR devido ao anúncio do fechamento da fábrica. 

A convite da vereadora professora Josete (PT), Thiago Olivetti, trabalhador da Repar e diretor do Sindipetro PR e SC, ocupou o plenário para fazer esclarecimentos sobre a greve e repudiar as declarações do prefeito. “Ele (Greca) é de família tradicional na política. Está aí há muito tempo nessa linha, nunca trabalhou na vida e xinga quem trabalha e está defendendo seus empregos, chamando de esclerosados. Então é uma tremenda falta de respeito. Os trabalhadores vieram aqui para protestar. O prefeito que se diz gestor da cidade tem que respeitar os trabalhadores, não pode fazer isso”, disse em entrevista após seu pronunciamento na Câmara. 

Olivetti ainda lembrou de uma frase polêmica de Greca. “O prefeito, que já disse ter nojo de pobre, também despreza os trabalhadores. O que ele quer é só ficar mamando porque família tradicional é isso, sempre na riqueza, não sabe o que é segurar um martelo, pegar numa chave de fenda, nada disso. Ele tem nojo de todo mundo que é trabalhador”. 

Durante uma sabatina na campanha eleitoral de 2016, Greca soltou a seguinte frase: “a primeira vez que tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro”.    

A vereadora Josete disse que “é inconcebível que qualquer representante eleito faça uma fala contra os trabalhadores, mas infelizmente o prefeito sempre fala demais e muitas vezes ele é infeliz, mas na prática ele mostra o que ele pensa”. 

Ela também comparou as declarações polêmicas do prefeito. “Essa recente polêmica lembra muito aquela outra frase famosa dele de que tem nojo de pobre, que depois negou, mas na verdade é o que ele pensa e o que reafirma várias vezes nas suas falas”.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Tribunal Superior do Trabalho (TST) acata recursos da FUP e seus sindicatos, anula multas milionárias e reverte bloqueio de contas das entidades por conta da mobilização, bem como restabelece o repasse das mensalidades sindicais


Por quatro votos a três, a Seção de Dissídio Coletivo (DSC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acatou os recursos movidos pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados e anulou as multas milionárias, que somavam R$ 32 milhões, impostas pelo ministro Ives Gandra Martins anteriormente à realização da mobilização dos petroleiros, entre os dias 25 e 29 de novembro, atendendo a pedido de liminar da Petrobrás. Além da suspensão das multas, a decisão determina o desbloqueio das contas bancárias da FUP e seus sindicatos e restabelece o repasse das mensalidades sindicais.

A decisão do TST desta segunda-feira (9/12) respeitou o direito de greve dos trabalhadores brasileiros, garantido pelo artigo 9º da Constituição Federal e pela Lei de Greve (Lei no 7.783/1989), direito que não pode ser afetado por multas preventivas, como decidiu o ministro Ives Gandra Martins em relação aos petroleiros. A mobilização contou com a participação de 26 mil trabalhadores, cerca de um terço do corpo funcional da Petrobrás. Cumprindo todas as determinações legais, os petroleiros mantiveram as operações e garantiram o abastecimento de combustíveis para a população, sem qualquer prejuízo para a Petrobrás e para a sociedade brasileira.

“A liminar (à Petrobrás) foi concedida sob a ótica de um possível exercício abusivo do direito de greve. No entanto, não há comprovação de que não foram atendidas as necessidades inadiáveis da comunidade, não há notícia de que houve paralisação ou comprometimento de atividades produtivas da empresa, e tampouco qual foi o grau de adesão à essa greve. Por isso, não vejo como o relator possa monocraticamente reconhecer a abusividade de uma greve ou de um direito. Está até fora da competência dos relatores, como diz o estatuto do TST”, declarou em seu voto a ministra do TST Kátia Magalhães Arruda. “Em 30 anos de magistratura do Trabalho, eu não me lembro de esta Corte, em sessão plenária, ter proibido um direito de greve constitucionalmente assegurado”, completou a ministra.

Além da ministra Kátia Magalhães Arruda, votaram a favor da FUP e sindicatos os ministros João Batista Brito Pereira (presidente do TST), Lelio Bentes Corrêa (corregedor-Geral da Justiça do Trabalho) e Maurício Godinho Delgado.

A mobilização dos petroleiros se deu pelo não cumprimento por parte da Petrobrás de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mediado pelo próprio TST. Além de demissões e transferências em massa de trabalhadores, a diretoria da empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, o que fere as cláusulas do ACT.

Os petroleiros foram surpreendidos com a decisão monocrática e arbitrária do ministro Ives Gandra Martins, acatando pedido de liminar da Petrobrás. Além de multa diária de R$ 2 milhões para a FUP e cada sindicato filiado por dia de mobilização, decisão tomada na sexta-feira (22/11), antes do início do movimento, o ministro determinou o bloqueio das contas bancárias da federação e dos sindicatos e a interrupção dos repasses das mensalidades sindicais pela Petrobrás. Essa decisão de Martins foi fundamental para a interrupção antecipada do movimento, pela ausência de recursos financeiros.

A mobilização dos petroleiros foi marcada ainda pelo engajamento dos trabalhadores em ações solidárias em todo o país, como doações de sangue e de cestas básicas e a venda de gás de cozinha e de gasolina a preços justos.

[Alter-Assessoria de Comunicação]

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Em decisão apertada, por 4 votos a 3, na Seção de Dissídio Coletivo do Tribunal Superior do Trabalho (TST), os recursos da FUP e de seus sindicatos foram acatados, e a decisão monocrática que impôs multas milionárias, proibindo preventivamente a greve de petroleiros, foi anulada.

Por consequência, os bloqueios de contas devem ser imediatamente suspensos, assim como deve ser restabelecido o normal repasse da mensalidade sindical.

Vale lembrar que a Petrobrás ainda pode recorrer da decisão, para o Pleno do TST.

[Via Assessoria Jurídica da FUP] 


Leia nota à imprensa


 

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Diretores e funcionários do Sindipetro-NF realizaram na manhã desta quarta, 27,  no distrito de Goytacazes uma ação de venda de gás custeado pelo sindicato para a população a preço justo de R$30,00.  Quem fez a venda foi uma distribuidora da região que aceitou o desafio. Foram vendidos 200 botijões sendo limitados a um por pessoa.

Ação que aconteceu na Praça São Benedito tinha o intuito de demonstrar que o preço do botijão poderia ser mais barato caso o governo não atrelasse seu preço final aos valores ao mercado internacional.  Algumas pessoas chegaram às 4h30 para garantir seu botijão e a praça ficou cheia.

Segundo o coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, não há porque o gás ter o preço tão alto. “Hoje a Petrobrás, explora, refina e distribui o gás e o petróleo. A Petrobrás tem condição de manter um preço justo desses produtos, mas prefere atrelar os preços ao mercado internacional” – explicou.

A ação solidária que acontece nesta quarta faz parte de um movimento de conscientização da população sobre a importância de manter a Petrobrás pública e em defesa da soberania.

“Hoje mostramos uma realidade que afeta diretamente a população, que é o alto custo do preço do gás. Com  Petrobrás pública e forte é possível comprar um botijão a preço socialmente possível e mais acessível a todos” – explicou o diretor do NF, Sergio Borges para quem estava na Praça.

[Via Sindipetro-NF]

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A Petrobrás e os impactos da privatização nos empregos e na segurança é o tema da audiência pública nesta quinta, 28 de novembro, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Macaé.

Acompanhe AO VIVO: 

Essa audiência foi construída pelo Sindipetro-NF e o presidente da Comissão, Vereador Marcel Silvano para debater os rumos do município com a privatização da Petrobrás. Trata-se de mais uma ação de mobilização da categoria petroleira e da sociedade macaense que tando depende dessa empresa para sua economia, crescimento e desenvolvimento.

A realização de audiências públicas pelo país fazem parte de um movimento em defesa da empresa para denunciar os impactos das privatizações na Petrobrás.

Um desses impactos está relacionado aos empregos gerados O número de trabalhadores próprios da empresa caiu de 86 mil, em 2013, para 63 mil, em 2018. Com os atuais planos de desligamentos que foram lançados unilateralmente pela atual gestão, sem qualquer discussão com a FUP e os sindicatos, mais 10 mil postos de trabalho devem ser extintos (levando em conta as vagas das unidades que estão sendo vendidas e fechadas e dos trabalhadores que estão se aposentando).  Em 2013, a Petrobrás empregava cerca de 360 mil trabalhadores terceirizados. No primeiro trimestre de 2019, esse número já havia caído para 112 mil.

[Via Sindipetro-NF]

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A Petrobrás mentiu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao apresentar, nesta segunda-feira (25), evidências de abuso de direito à greve que teria sido cometido por dirigentes do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), durante a mobilização na porta da Refinaria de Paulínia (Replan). O Sindicato possui vídeo, áudio, imagens e testemunhas que comprovam as manobras mentirosas da companhia.

Em requerimento enviado ao ministro do TST Ives Gandra, informando sobre o descumprimento da liminar e requerendo a penhora das contas bancárias da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e de seus sindicatos, a Petrobrás anexou prints de seis imagens de gravações do circuito interno da Replan, que mostram um pequeno tumulto envolvendo um petroleiro e diretores sindicais, na porta da refinaria. A empresa alegou que houve “abuso de direito em impedir o acesso do empregado que não pretendia aderir ao movimento paredista”.

A confusão realmente existiu na manhã de ontem (25) em frente à portaria, mas não da maneira relatada pela Petrobrás. Durante o movimento, os dirigentes do Sindicato se posicionaram na frente do portão de entrada de veículos, pois a estratégia era parar os ônibus fretados para conversar com os trabalhadores. O acesso de pedestres, entretanto, ficou liberado o tempo todo para a entrada dos funcionários, que não quisessem ficar no ato.

O problema ocorreu quando um petroleiro forçou sua entrada pelo acesso de veículos, o que não foi permitido – é importante esclarecer que toda a sistemática da mobilização na frente da refinaria foi combinada entre Sindicato, Petrobrás e Polícia Militar, que encontrava-se no local, para garantir a segurança.

O funcionário chegou a agredir um aposentado, diretor do Sindicato, e por várias vezes foi orientado a se dirigir ao portão de pedestres. Em nenhum momento, os dirigentes proibiram o petroleiro de entrar na empresa, como tentam induzir os advogados da Petrobrás.

“A empresa mentiu, porque a entrada estava garantida. Tanto é verdade, que vários trabalhadores já haviam entrado normalmente antes desse tumulto. O mais agravante é que essa declaração mentirosa foi um dos motivos que levaram o ministro do TST a executar a multa contra os sindicatos e a FUP”, afirma o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

Confira vídeo, áudio e auto do processo, acessando o link:

Áudio: https://soundcloud.com/user-717168719/petrobras-distorce-ocorrencia-com-trabalhador-em-frente-a-replan

Requerimento: https://sindipetrosp.org.br/documentos/2019/mobilizacao-2019/Requerimento-Petrobras.pdf

Vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=jHS46dENHlo

[Via Sindipetro Unificado -SP]

Os petroleiros da base do Unificado aprovaram, na noite desta quarta-feira (27), o indicativo da FUP de suspensão da greve nacional por tempo determinado.

As assembleias foram realizadas nas regionais Campinas, Mauá e São Paulo, sendo a proposta aprovada por unanimidade pelos participantes.

A direção do Sindicato reafirma que as mobilizações, iniciadas na segunda-feira (25), foram positivas e alcançaram grande projeção da mídia nacional. Além disso, o movimento chamou a atenção da população para as pautas de luta da categoria petroleira.

O Sindicato parabeniza todos os petroleiros que se empenharam nessas mobilizações e reforça que nossa batalha está apenas começando.

[Via Sindipetro-SP]

Os petroleiros da Bahia honraram a tradição de luta e resistência que sempre esteve presente na história da categoria. Com uma adesão à greve pelos empregos e segurança acima da média nacional, os trabalhadores do turno, do administrativo e do sobreaviso do Sistema Petrobrás, assim como os terceirizados, mostraram que têm consciência do que está em jogo nesse momento tão adverso e da importância de manter viva a luta por uma Petrobras pública, que garante mais investimentos para o Brasil, os empregos e a soberania nacional.

A greve na Bahia atingiu todas as unidades do Sistema Petrobrás, que estão espalhadas em 21 cidades do estado. Mas a distância entre as unidades, que dificulta o trajeto, não impediu a diretoria do Sindipetro de acompanhar durante 24 horas a movimentação nessas áreas.

A entidade sindical utilizou toda a sua estrutura para garantir que o movimento fosse forte nas unidades operacionais, cumprindo as deliberações das assembleias que aprovaram a greve.

Conseguimos também, através da imprensa, esclarecer a sociedade sobre os motivos do movimento paredista, ao mesmo tempo que mostramos as consequências da privatização de uma empresa como a Petrobrás.

Por outro lado, tivemos que enfrentar a política antissindical da atual gestão da Petrobras, que tentou de todas as formas cercear  a greve  da categoria, um movimento legítimo e garantido por lei.

Até a Polícia Militar foi chamada para intimidar os grevistas.

Em apenas dois dias recebemos denúncias de assédio e pressão por parte da gerência da Petrobras. Também chegou ao conhecimento do Sindipetro vários casos de cárcere privado, principalmente na RLAM e na UO-BA.  Reiteramos que  não há nenhuma justificativa para que a gerência da empresa mantenha o trabalhador dentro da unidade contra  a sua vontade.

A direção do Sindipetro se compromete a continuar lutando em defesa da categoria, de seus empregos e direitos, assim como pela soberania nacional e pela liberdade e autonomia sindical.

Parabenizamos a categoria e agradecemos pela confiança depositada na direção da entidade, ressaltando que a luta apenas começou.

 Diretoria do Sindipetro Bahia  

Publicado em SINDIPETRO-BA
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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