Segunda, 03 Fevereiro 2020 13:48

Petroleiros da Base 34 em Estado de Greve

Em assembleia ocorrida na manhã desta segunda-feira, 03, petroleiros da Base 34 em Mossoró aprovaram estado de greve para a categoria. Chamado pelo SINDIPETRO-RN, a sessão começou por volta das 8h30min, em frente a base administrativa da Petrobrás nas margens da BR 304 e durou cerca de uma hora.

De acordo com o Secretário Geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, eram dois os objetivos principais da assembleia: denunciar descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho por parte Petrobrás, e se posicionar contra a demissão de trabalhadores públicos e terceirizados, transferências indiscriminadas e venda de ativos. 

Por ampla maioria a categoria decidiu pelo Estado de Greve com objetivo se inserir no movimento grevista nacional de forma mais efetiva nos próximos dias.

O diretor do Sindipetro destacou os avanços da greve no país, em destaque para a Comissão Nacional de Negociação Permanente que está instalada desde sexta-feira (31/01) na sala de reunião 01 do quarto andar do edifício sede da Petrobras (Edise), onde funciona a Gerência de Recursos Humanos.

Em duas decisões consecutivas no sábado (01/02), a Justiça do Trabalho do Rio de janeiro negou liminar à Petrobrás, que pretendia expulsar a Comissão do prédio. A juíza Rosane Ribeiro Catrib autorizou a permanência dos petroleiros, enfatizando a legitimidade da Comissão de Negociação. A gestão da Petrobrás, no entanto, continuou apostando no confronto e desligou a energia elétrica e o fornecimento de água no andar onde estão os dirigentes da FUP.

A juíza expediu nova liminar, determinando o restabelecimento da luz e água, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento. A gestão da empresa atendeu, parcialmente, a determinação, religando a luz e a água, mas ainda mantém o ar condicionado da sala desligado. A sala onde estão os petroleiros continua sem qualquer tipo de ventilação, apesar do calor escaldante do Rio de Janeiro.

A Comissão de Negociação Permanente da FUP não recuará e continuará na sede da Petrobrás até que a gestão da empresa apresente uma solução que evite a demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR e estabeleça negociações que de fato atendam ao que foi pactuado no Acordo Coletivo de Trabalho, em novembro do ano passado.

A greve dos petroleiros segue forte em todo o país, nas unidades operacionais, e ganhará reforço nesta segunda, com a adesão dos trabalhadores do horário administrativo.

[Via Sindipetro-RN, com informações da FUP]

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A direção do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP) conseguiu, na manhã desta segunda-feira (3), libertar os 37 petroleiros mantidos em cárcere privado dentro da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, desde as 23h30 da sexta-feira (31).

Foi com “cárcere privado”, denuncia Alexandre Finamori, diretor do Sindipetro/MG e da FUP, que a petroleira tentou impedir a adesão dos trabalhadores à greve da categoria contra as demissões de mil trabalhadores e o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

“Todos saíram exaustos, depois de quase 50 horas de trabalho, proibidos de saírem do local de trabalho, sob ameaça de serem demitidos por abandono de trabalho se saíssem da unidade”, contou Alexandre, um dos sindicalistas que lutou e recorreu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e até à Polícia Federal (PF) para conseguir libertar os trabalhadores.

De acordo com Alexandre, durante a madrugada, representantes do MPT e da PF foram até a Regap, mas nada puderam fazer porque a empresa tem uma liminar que obriga a troca de turno de 8 em 8 horas.

“É um total desrespeito à lei de greve”, afirma o dirigente que lembra as tentativas que o sindicato fez para garantir o direito da categoria de paralisar as atividades, como a sugestão de redução de carga. O  sindicato garantiria a troca de turnos, mas cuidaria do controle da produção. A empresa não aceitou esta nem as outras sugestões. "Eles simplesmente ignoraram todas as nossas sugestões".  

A empresa só recuou porque o MPT falou sobre a possibilidade de interditar a unidade caso constatasse risco para a saúde dos trabalhadores e para a comunidade no entorno. 

Hoje a tarde, as 14h, os sindicalistas têm uma reunião com representantes da Refinaria no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que vai mediar a greve. O Sindiquímica e a FUP de MG vão alegar o cerceamento do direito de greve e reafirmar a disposição de negociar com a direção da empresa.

“Queremos negociar o controle com segurança da produção, garantir o abastecimento da sociedade e todas as condições para garantir nosso direito de greve”, afirma Alexandre.

Segundo o dirigente, o ato realizado na frente da refinaria desta manhã, reforçou a decisão da categoria de lutar por empregos, contra fechamentos de unidades e o direito de protestar, fazer greve contra os desmandos da Petrobras.

[Via CUT]

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Em nota conjunta enviada à FUP, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos de jornalistas do Rio de Jeneiro e do Paraná manifestaram apoio à greve dos trabalhadores da Petrobrás, iniciada no dia primeiro de fevereiro. Leia a íntegra:

Todo apoio aos petroleiros

Desde sexta-feira, dia 31/01, uma comissão de sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros ( FUP) ocupa uma sala da sede da Petrobrás, numa tentativa de negociar a suspensão da demissão de cerca de mil trabalhadores da Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados), unidade de Araucária-PR, e cobrar respeito às cláusulas do Acordo Coletivo.

A decisão de permanecer na sala de negociação foi tomada depois que a empresa se retirou da reunião sem apresentar nenhuma proposta, ignorando a justa reivindicação dos trabalhadores.

A greve nacional por tempo indeterminado dos trabalhadores da Petrobrás teve início no dia 1° em pelo menos dez estados do Brasil e 15 unidades e subsidiárias. No primeiro dia da greve nacional, cerca de 50 trabalhadores foram mantidos pela empresa por mais de 20 horas dentro da fábrica, em Minas, após a troca de turno, e só saíram com a intervenção do Ministério Público do Trabalho. No local, a mobilização organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Sindicato dos Petroleiros local, também inclui a ocupação em frente à unidade de Araucária, que já dura duas semanas.

Os Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, do Paraná e a Federação Nacional dos Jornalistas entendem e apoiam não apenas o ato de resistência, mas a luta dos petroleiros em defesa da Petrobrás, a principal e mais importante empresa brasileira que vem sendo criminosamente fatiada e entregue a multinacionais do petróleo.

A luta dos petroleiros é de todos os trabalhadores contra as demissões em massa, a precarização do trabalho, a entrega do patrimônio nacional, a privatização de uma empresa que é símbolo da luta e da conquista do povo brasileiro.

Todo apoio aos petroleiros!

A Petrobrás é do Brasil!

Contra as demissões e em defesa do emprego!

Diretorias dos Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas do Paraná
Federação Nacional dos Jornalistas

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Grande Ato dos trabalhadores nesta manhã na base de Cabiúnas, em Macaé, marcou na região o início do terceiro dia da greve petroleira, que já envolve 11 estados, com 17 bases operacionais da Petrobrás.

O Sindipetro-NF indicou atrasos nas entradas nas bases administrativas e coleta de assinaturas em manifesto em defesa dos ocupantes da sala de reuniões da gerência de Recursos Humanos, no Edise. Nas plataformas, está sendo realizado levantamento de pendências de segurança, de efetivo e de possíveis embarques de equipes de contingência.

A categoria petroleira começou a greve nacional, por tempo indeterminado, no sábado, 1, para exigir que a Petrobrás interrompa o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que vai causar a demissão de 1.000 trabalhadores diretos, e cumpra as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A greve também tem como objetivo mobilizar a sociedade contra os impactos negativos da atual política de reajustes da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, e da venda de metade das refinarias da Petrobrás.

[Foto: Luciana Fonseca / Imprensa do NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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