Um incêndio de grandes proporções atingiu a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, na tarde desta segunda-feira (17). Os bombeiros levaram duas horas para controlar o fogo. Não houve nenhum ferido.

Segundo informações preliminares da refinaria, o incêndio teria começado em um dos caminhões na área de descarga, no local onde o combustível é retirado dos veículos.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, o fogo começou às 13h30. Imagens da redes de televisão mostraram caminhões combustíveis estacionados na área em chamas.

Três quartéis do Corpo de Bombeiros foram acionados por volta das 13h40. Por volta das 14h40, os bombeiros informaram que não havia feridos.

Os bombeiros atuaram na área das chamas mais altas tentando fazer o resfriamento com espuma e água. Por volta das 15h, as chamas já estavam mais baixas e era possível ver uma cobertura branca de espuma na área do incêndio.

Os Bombeiros orientaram moradores do entorno da refinaria a deixar suas casas preventivamente. Várias comunidades ficam no entorno. As imagens mostram que o fogo era visto a quilômetros de distância. 

[Com informações das agências de notícias]

Publicado em Petróleo

A Petrobrás firmou acordo judicial esta semana com o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, assumindo uma série de compromissos com a segurança dos trabalhadores e as condições operacionais das plataformas. A empresa se comprometeu a fiscalizar as paradas programadas de manutenção, verificar se os planejamentos de manutenção dos equipamentos estão adequados, garantir a integridade dos equipamentos e condições seguras de operação das embarcações próprias e contratadas.

O acordo é fruto da Ação Civil Pública que o MPT ajuizou em abril do ano passado contra a estatal e a empresa BW Offshore, proprietária do navio plataforma FPSO Cidade de São Mateus, que em fevereiro de 2015 foi placo de um dos mais graves acidentes da indústria petrolífera do país. Um vazamento de gás, seguido de explosão, causou a morte de nove trabalhadores, deixou 26 feridos (sete em estado grave) e outros 39 traumatizados. A embarcação tinha 74 trabalhadores a bordo e era contratada da Petrobrás no Espírito Santo.

A apuração feita pela Polícia Federal e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) apontaram graves erros de gestão que levaram ao acidente. As investigações mostraram que a embarcação precisava passar por reparos em praticamente todos os tanques e que houve negligência por parte da Petrobrás na fiscalização dos serviços contratados. 

Apesar dos órgãos fiscalizadores terem responsabilizado dirigentes e gerentes da BW e da estatal brasileira, até hoje nenhuma punição foi aplicada aos culpados. Pelo contrário. Um dos trabalhadores da BW que denunciou as falhas e insegurança recorrente na casa de bombas da embarcação, onde ocorreu a explosão, foi demitido, mesmo estando em seu mandato de Cipista, o que é ilegal (saiba mais aqui).

Petrobrás descumpriu 28 itens do SGSO

O relatório de investigação da ANP revelou que a Petrobrás descumpriu 28 itens do Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO). O documento apontou que "decisões gerenciais tomadas pela Petrobrás e BW Offshore, ao longo do ciclo de vida do FPSO Cidade de São Mateus, introduziram riscos (...) que  criaram as condições necessárias para a ocorrência deste acidente maior", como destaca a página 13 do documento.

A investigação constatou ainda que a principal causa da explosão foi a estocagem inadequada de condensado, que não estava prevista no contrato assinado entre a Petrobrás e a BW.  Entre outras falhas de gestão apontadas pela ANP como causas do acidente estão degradação do sistema de cargas, equipes de trabalhadores despreparadas, operações equivocadas, equipamentos impróprios, exposição dos trabalhadores ao risco, além da adoção de materiais inadequados em uma atmosfera explosiva. Tudo isso sob as barbas da Petrobrás, que permitiu que a FPSO se transformasse em uma bomba relógio, com 74 trabalhadores a bordo.

“Esperamos que a Petrobrás cumpra o acordo com o MPT e garanta a segurança operacional e o direito dos trabalhadores voltarem vivos para casa”, afirma o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho, ressaltando a importância da forte atuação do Sindipetro-ES, em defesa da segurança dos trabalhadores. Ele lembra que as refinarias e os terminais vivem a mesma situação de risco, com problemas graves de manutenção, que têm causado uma série de acidentes, como a explosão na madrugada de 20 de agosto na Replan, que parou por quase uma semana a maior refinaria do país. “Por questões de minutos, não houve vítimas. Poderíamos estar diante de mais uma nova tragédia anunciada. Foi questão de sorte não termos mortos nem feridos”, revela.

Em caso de descumprimento do acordo firmado com o MPT, a Petrobrás terá que pagar multa de R$ 200 mil por cada infração cometida.

[FUP]

Publicado em Petróleo

Em nota divulgada à imprensa, a Petrobrás comunicou mais um acidente fatal de trabalho. A vítima foi o mergulhador Athayde dos Santos Filho, 57 anos, da empresa Fugro, que presta serviços para a petrolífera no projeto de expansão da produção da Plataforma de Mexilhão, na Bacia de Santos. O acidente ocorreu na manhã desta sexta-feira (03), quando o trabalhador realizava um mergulho, a cerca de 170 metros de profundidade, para manobras de instalação de tubulação no leito marinho.

Segundo informações de petroleiros do Litoral Paulista, a mangueira de oxigênio foi degolada do equipamento de respiração do mergulhador devido a um problema que estava ocorrendo no flutuador da tubulação da plataforma. Dois trabalhadores que estavam com Athayde ainda tentaram salvá-lo.

A Petrobrás declarou que o mergulhador foi socorrido no local, recebeu a assistência emergencial, mas não resistiu. “A companhia já avisou aos órgãos reguladores e vai instaurar comissão de investigação para apurar as causas do acidente”, informou a empresa em sua nota.

Este foi o terceiro acidente fatal este ano no Sistema Petrobrás. Todos com trabalhadores terceirizados. Nos últimos 23 anos, 379 petroleiros perderam a vida em acidentes de trabalho, sendo que 308 eram trabalhadores terceirizados. Ou seja, a cada dez acidentes, oito são com prestadores de serviço.

Desmonte aumentou a insegurança

Os cortes de investimentos e a privatização de ativos potencializaram os riscos de acidentes, principalmente em função da redução de efetivos, da falta de manutenção das unidades e da consequente precarização das condições de trabalho.

Em pesquisa feita pela FUP e seus sindicatos com os trabalhadores das refinarias, 94% dos 1.180 petroleiros que participaram da consulta informaram que não se sentem seguros nas unidades. Apenas 170 trabalhadores disseram ter tido algum tipo de treinamento sobre os procedimentos de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, como prevê a NR-20.

O cenário de insegurança é o mesmo nas plataformas, terminais e campos de produção terrestre, onde vários ativos estão sendo privatizados. O resultado desse desmonte é o aumento das ocorrências de emergência, acidentes frequentes e 14 trabalhadores mortos neste dois anos da gestão temerária dos golpistas.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

    Mais uma vez a sorte foi requisito básico de segurança na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobrás), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia 26 de dezembro, uma enorme peça de 4 toneladas da Unidade de Craqueamento Catalítico Fluidizado (U-2200) se rompeu e caiu.

Essa peça é um contrapeso da estrutura do reator da unidade. As causas ainda não foram identificadas, mas a suspeita é de falha no suporte. Ao cair, a peça atingiu a plataforma do reator, deformando-a.

O estrago poderia ter sido maior caso a peça atingisse alguma tubulação de produtos inflamáveis, tendo em vista que no momento do acidente a unidade estava em operação.

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina acompanha o caso e vai participar da Comissão de Investigação do Acidente.

Rotina Macabra | Infelizmente os acidentes se tornaram rotina na Repar e este é mais um caso que aumenta as estatísticas recentes de sinistros na refinaria. No início de dezembro houve um incêndio na Unidade de Reforma Catalítica (U-2222) causada por corrosão na tubulação de hidrogênio. Nestes dois casos as consequências poderiam ser agravadas se algum trabalhador estivesse próximo dos locais. 

Peça de 4 toneladas despenca e causa alerta na Repar
Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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