Os sindicatos filiados à FUP ingressaram com ações na Justiça do Trabalho para impedir que a gestão da Petrobrás efetive o pagamento de mais de R$ 1 bilhão em bônus nesta sexta-feira, 12. O Programa de Remuneração Variável dos Empregados (PRVE), que a empresa implementou à revelia das entidades sindicais, viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

A Petrobrás está utilizando indicadores de segurança para premiar diretores e gerentes executivos com vultosos bônus. É também uma forma da gestão Castello Branco "alavancar" a privatização, como tem denunciado as direções sindicais.

Sem transparência, o PRVE vai na contramão da Participação nos Lucros (PLR) e resultados, cujo provisionamento e distribuição de verbas respeitavam regras e metas claras, acordadas com a FUP e seus sindicatos e aprovadas pela categoria em assembleias. 

Uma dessas regras é que a maior remuneração não pode ultrapassar a 2,5 vezes o valor da menor, medida adotada para não gerar grandes distorções. No PRVE, não há remuneração mínima. Enquanto uns nada ganham, outros recebem bônus que representam 150% de uma remuneração. 

Além da falta de transparência, uma das principais métricas do PRVE é a Taxa de Acidentes Registrados, em um claro descumprimento da Cláusula 77, parágrafo 9, do Acordo Coletivo. “A Companhia compromete-se a não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes, bem como a não incluir meta de acidentes no GD dos empregados”, assegura o ACT, para impedir que metas de gestão utilizadas em programaas de avaliações e remunerações variáveis, sejam utilizadas como incentivo à subnotificação de acidentes.

Em recente vídeo conferência, cujo áudio vazou para os trabalhadores, o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, informou que o PRVE exigirá dos petroleiros um “novo modelo mental”, onde vale tudo, inclusive absurdos, como trabalhar doente e “compensar” os dias não trabalhados em função de licenças e afastamentos médicos.  A Petrobrás também tentou discriminar os trabalhadores em licenças maternidade e paternidade

[FUP] 

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O Sindipetro-NF recebeu há alguns dias vídeo atribuído a uma ocorrência na empresa Fox Treinamentos, em Macaé, onde um trabalhador fica preso ao cinto de segurança dentro de uma piscina, durante uma aula do Curso de Huet (Treinamento de Escape de Aeronave Submersa).

Para checar a veracidade do vídeo, o sindicato enviou as imagens à área de SMS da Petrobrás, que respondeu à entidade afirmando que suspendeu as inscrições para cursos na empresa a partir desta segunda (01/07). O local que aparece nas imagens também corresponde à piscina de treinamentos da empresa, como aparece em vídeo institucional.

“Prezados, em função de denúncias de não observância das condições mínimas de segurança na realização de treinamentos da empresa Fox Treinamentos, em Macaé, informamos que todas as inscrições nessa instituição estão suspensas a partir da próxima segunda-feira, dia 01/07, e que serão feitas diligências junto ao fornecedor e a Marinha do Brasil para a garantia de que a mesma está apta a continuar a prestar serviços para a Petrobras”, informou ao NF a gerência de SMS da Petrobrás.

O NF defende uma apuração rigorosa da atuação da empresa e considera gravíssimas as circunstâncias que aparecem no vídeo, que mostra a falha do equipamento e o despreparo para realizar o resgate rápido do trabalhador envolvido. O sindicato quer atuar junto aos órgãos fiscalizadores no acompanhamento das investigações sobre as condições dos treinamentos da empresa.

Confira o vídeo recebido pelo Sindipetro-NF: 

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Outros relatos sobre estas e outras situações que envolvam segurança no trabalho, ambiência, assédio e casos de corrupção podem ser enviadas pelos trabalhadores para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-NF]

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Em reunião com a Petrobrás e subsidiárias nesta quinta-feira, 27, a FUP e a FNP trataram dos capítulos do Acordo Coletivo de Trabalho referentes à saúde e segurança (SMS) e à AMS. Foi a primeira rodada de negociação, após a rejeição massiva da categoria à proposta apresentada pela empresa.

As federações reafirmaram que saúde e segurança não podem ser tratadas pelos gestores da Petrobrás como custo e menos ainda utilizadas como ferramentas de cooptação, punição e sonegação. 

As entidades sindicais enfatizaram que não aceitarão nenhum direito a menos e cobraram o aperfeiçoamento das cláusulas do atual Acordo Coletivo.

A Petrobrás, por sua vez, insiste na proposta rejeitada, cujo capítulo de SMS foi praticamente desmontado. Das atuais 19 cláusulas, os gestores mantiveram somete 03; retiraram 02 e alteraram 14, com reduções de direitos.

O objetivo é tirar as representações sindicais de todos os espaços de intervenção e debates, deixando o caminho livre para a empresa implementar o “novo modelo mental”, defendido recentemente pelo gerente geral do Compartilhado, em uma vídeo conferência (onde representava a Gerência Executiva), incentivando os empregados a trabalharem doentes e com dor para cumprir as metas do PRVE.

A FUP e a FNP cobraram uma resposta dura da Petrobrás às afirmações do gerente e reafirmaram que não permitirão que o SMS seja utilizado como um valor de meritocracia, enquanto centenas de trabalhadores se acidentam, adoecem e morrem pela ausência de uma politica de segurança focada nas reais necessidades da categoria.

Em relação à AMS, as entidades sindicais cobraram a manutenção do regramento do custeio 70 x 30 no Acordo Coletivo, avanços na qualidade do programa e uma auditoria externa em suas contas.

As rodadas de negociação com a Petrobrás continuam na próxima semana, com reuniões na segunda (resultados da empresa), terça (horas extras, relações sindicais e terceirização) e quarta (remuneração e vantagens).

[FUP]

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O Coordenador do Sindipetro-NF embarcou hoje, 25, no FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes para acompanhar a operação Ouro Negro. Também embarcou nesta terça, em P-54, o diretor Tadeu Porto para acompanhar uma auditoria da Agência Nacional de Petróleo. Os dois diretores desembarcam amanhã e as auditorias acontecem até sexta, 28.

Sobre a P-54, o Sindipetro-NF soube que a empresa estava realizando uma parada antecipada para solucionar as pendências da Unidade, antes do embarque dos fiscais da ANP.

No dia 17 de junho, o Sindipetro-NF denunciou em seu site a ocorrência no início de junho de uma auditoria em P-52, sem a participação do sindicato, que culminou com a interdição pela ANP  e a parada de produção no dia 07 de junho. Os motivos dessa interdição foram Recomendações Técnicas de Inspeção (RTIs) vencidas, a falta de proteção passiva – conforme previsto em projeto “Computacional Fire Simulation” – que aumenta a chance das estruturas resistirem ao fogo por um determinado período de tempo, e a necessidade de teste das válvulas de Shut Down e Blow Down para verificar o cumprimento do tempo de abertura e fechamento previstos nos estudos de risco.

Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

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A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Leia também :

Petrobrás descumpre ACT e não comunica auditoria em P-52
Operação Ouro Negro faz auditoria em P-53

[Via Sindipetro NF]

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As consequências da redução do efetivo mínimo nas áreas operacionais já podem ser sentidas em toda Petrobrás. Além de acidentes e incidentes, que se tornaram corriqueiros, há o acúmulo de trabalho em várias unidades, pois onde antes, por exemplo, trabalhavam três ou quatro operadores, agora só trabalham dois.

Para compensar a falta de mão de obra nos setores, os gerentes estão impondo aos trabalhadores plantões nos finais de semana, sem que os mesmos recebam sobreaviso.

Na Refinaria Landulpho Alves, por exemplo, a gerência do MA/EI vem recrutando os trabalhadores para esses plantões, alegando que a refinaria tem muitos equipamentos indisponíveis. Para o Sindipetro Bahia, a situação na RLAM prova que houve uma má gestão da gerência, que, de forma equivocada, focou na economia de mão de obra e de material, o que levou ao aumento do número de equipamentos indisponíveis. Agora, querem resolver o problema aumentando a carga de trabalho dos operadores, que, aliás, não têm obrigação de atender ao chamado da empresa, se estiverem fora da sua jornada de trabalho.

Temos certeza que se o caso fosse de necessidade, os trabalhadores se colocariam à disposição para resolver o problema, mas não é justo que sejam penalizados devido à má gestão da gerência.

[Via Sindipetro Bahia]

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Há tempos que o Sindicato alerta a sociedade sobre o descaso com que a chefia da refinaria trata as questões que envolvem segurança, meio ambiente e saúde (SMS). Em vários espaços de atuação, os dirigentes sindicais relatam as situações de riscos submetidas aos trabalhadores pelos gerentes setoriais.

Nas auditorias externas do Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE), por exemplo, são apontados vários problemas, como vazamentos em torres, permutadores, vasos e condições inseguras de operação, bem como emergências causadas por corrosão e falta de efetivo próprio em praticamente todos os setores da Repar.

Por várias vezes o Sindicato solicitou respostas oficiais da gestão da refinaria sobre as condições inseguras de operação em equipamentos ou sistemas, sobre contaminações frequentes no sistema de água de resfriamento, subnotificações de acidentes, descumprimentos de normas regulamentadoras (NR-20, NR-24, NR-13 e NR-35, entre outras), precarização da equipe de combate à emergências (EOR), falta de EPIs, baixo efetivo, péssima qualidade das refeições, sucateamento dos veículos utilizados internamente pelos trabalhadores da manutenção e da EOR, clima organizacional pesado causado pelo terrorismo e autoritarismo dos gestores, punições e sanções disciplinares absurdas, cortes nos valores dos contratos com prejuízos aos terceirizados, tratamentos de frequências realizados como práticas antissindicais...

São problemas que surgem quase que diariamente dentro dos muros da refinaria. Apesar das cobranças por parte do Sindicato e da CIPA, os responsáveis se fazem de desentendidos ou simplesmente ignoram a realidade, se escondendo em um mundo de fantasia em que “mão no corrimão” e o “sistema de consequências” resolveriam todos os problemas de SMS.

Frente a essas irresponsabilidades das chefias, o Sindicato busca envolver outras instâncias para tentar solucionar os problemas enfrentados pelos trabalhadores. Algumas denúncias foram realizadas, como, por exemplo, de descumprimento da NR-35 (trabalho em altura), além de abrir ações jurídicas acerca da falta de efetivo, da ausência de riscos ocupacionais nos atestados de saúde (ASO) dos trabalhadores expostos ao benzeno, dentre outros processos.

É devido a esse cenário que a fiscalização dos auditores do extinto Ministério do Trabalho no início desse mês traz esperança de que as coisas comecem a mudar e que aqueles gestores que se acham acima da lei possam ser punidos, pois é devido ao descaso dos mesmos que inúmeros acidentes de trabalho têm ocorrido.

É com um trabalho conjunto entre os trabalhadores expostos a todas as arbitrariedades, com o Sindicato e CIPA cobrando soluções da empresa, que poderemos construir melhores condições de trabalho para todos e todas.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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A Repar implantou, em julho de 2018, um procedimento interno para regrar a convivência e o comportamento dos trabalhadores nas casas de controle. Você não leu errado, é isso mesmo. Regrar a convivência das pessoas.

Qualquer semelhança com os manuais de disciplina militar não é mera coincidência. A exigência é o uso do uniforme completo no padrão da operação, ou seja, bota, calça, camisa RF (Resistente ao Fogo) abotoada até o pescoço e por dentro da calça e ausência de pelos faciais em local que não é área industrial. Tudo isso seria o que, senão um método de controle psicológico sobre os trabalhadores?

Além dessa exigência quanto ao uniforme e padrão de vestimentas, há uma série de proibições que vão desde o uso de celulares ao consumo de alimentos. Na CIC (Centro Integrado de Controle) já houve caso de proibir um trabalhador de rir, pois isso atrapalharia a atenção dos demais operadores de console.

O responsável por controlar e verificar a aplicação de todas as regras de comportamento e convivência previstos nesse procedimento são os Cotur’s (coordenadores de turno), também chamados de capitães do mato.

Ao invés desses capatazes controlarem aspectos restritos de produção e operação das unidades, eles devem controlar as toalhas nos vestiários, as barbas dos trabalhadores, os botões das camisas, as conversas e os comportamentos das pessoas e até as rodas de chimarrão. É para isso que a empresa paga um Cotur? É essa a principal função de um coordenador de turno? Ser um mero capataz? Será que essas pessoas não têm nada mais importante para fazer do que realizar essa “fiscalização”?

Na realidade, enquanto os capatazes se concentram nessas miudezas, as unidades estão cheias de problemas técnicos que podem levar a graves acidentes. Quem sabe o façam por falta de competência técnica para resolução dos problemas.

Está claro que o objetivo é alcançar a submissão das pessoas para controlar não apenas suas atividades laborais, mas também a própria vida dos trabalhadores.

É lamentável o papel que algumas pessoas se propõem a realizar. Pior ainda uma Gestão de Pessoas que tem como diretriz “Vigiar e Punir” (Foucault), aliada à uma Gestão de Produção que tem como objetivo sabotar a própria empresa, maquiando os gargalos nas áreas operacionais e defendendo o corte nos efetivos.

Os trabalhadores sabem que esses entreguistas são o atual câncer da empresa. Nossa categoria unida irá mostrar o verdadeiro papel que um petroleiro deve realizar: exercer sua função e defender a Petrobrás! A capacidade técnica dos verdadeiros petroleiros vencerá o autoritarismo e a ignorância.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Respostas padrão dos gestores para qualquer eventualidade é realizar a Análise de Risco Operacional (ARO).


As relações entre o Sindicato e os gestores locais da Repar nunca estiveram tão ruins. As denúncias que chegam ao Sindipetro sobre situações de emergência e insegurança nas áreas são encaminhadas à gestão para esclarecimentos e soluções nas mesas de negociação de pauta local. Porém, de 2017 para cá, o que se percebe é o pouco caso com que tratam as demandas.

Os gerentes inclusive adotaram uma resposta padrão para todo e qualquer tipo de problema: fizemos a ARO. Como se a realização da Análise de Risco Operacional fosse a solução universal para tudo. Muito pelo contrário, com essa postura eles empurram para debaixo do tapete as situações de emergência ao invés de realizar as intervenções corretivas. Uma falta de respeito com a vida dos trabalhadores.

Ao utilizar AROs como salvaguarda, os gestores banalizam as questões de segurança operacional e expõem o quanto são incapazes em resolver problemas cotidianos. A obrigatoriedade dos empregados em dar ciência às AROs digitais tem o objetivo de tirar a responsabilidade dos gestores e abrir precedentes para aplicação do regime de consequências, caso alguma ocorrência anormal se concretize no cenário coberto pela respectiva ARO.

A política de SMS da empresa virou um sistema burocrático. Enquanto os gestores se preocupam com papéis, cerquites e botões do uniforme, os trabalhadores estão a mercê da sorte.

Veja alguns exemplos de problemas no qual a solução foi a ARO:

- Contaminação do sistema de água de resfriamento da refinaria por hidrocarbonetos e benzeno, o qual expunha os trabalhadores ao adoecimento ocupacional.

- Tubos furados no permutador da unidade de DEA da HRC, gerando a contaminação do sistema de água de resfriamento da refinaria.

- Furos e vazamentos no sistema de topo da T-2103 devido à corrosão, expondo os trabalhadores à contaminação por benzeno.

 - Vazamento pelo selo das bombas de nafta pesada na U-2100, expondo os trabalhadores ao benzeno.

 O que se percebeu até agora é que o ARO dos gerentes não adiantou de nada. O Sindicato busca mapear a quantidade de análises de risco vigentes na Refinaria. Quantas estão abertas no teu setor? Encaminhe a resposta para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Cinco petroleiros já perderam a vida este ano em acidentes de trabalho no Sistema Petrobrás. É o saldo de uma gestão de SMS que descumpre acordos e legislações, negligencia a segurança e pune os trabalhadores com um sistema de consequências que só faz aumentar a subnotificação.

Na reunião da Comissão de SMS, realizada quinta-feira, 16, a FUP reforçou a urgência de uma política efetiva de prevenção de acidentes e criticou veementemente a postura dos gestores, que seguem na direção contrária. Além de não participar das reuniões da comissão, que é o fórum previsto em Acordo Coletivo para tratar das questões de SMS, a Gerência Executiva ainda tentou impor à FUP uma reunião paralela nesta sexta-feira, 17, que não foi discutida previamente na comissão, nem sequer teve a pauta divulgada.

Isso já aconteceu com a AMS e a PLR. “Não daremos cheque em branco para os gestores continuarem atropelando o ACT”, avisou a FUP. O desrespeito à Comissão de SMS é tamanho, que as gerências levaram dois meses para responder parcialmente à pauta apresentada em março. Nesse intervalo, mais dois trabalhadores morreram em acidentes na Petrobrás. É como diz aquela música: “Tudo agora mesmo pode estar por um segundo”.

Respeito às NRs

Em um cenário de precarização das condições de trabalho, onde o governo Bolsonaro quer revisar as Normas Regulamentadoras de proteção à saúde e segurança dos trabalhadores, a FUP enfatizou a importância da Petrobrás garantir o cumprimento das NRs.

O diretor do Sindipetro Unificado de São Paulo, Itamar Sanches, que representa a CUT na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), que trata sobre regulamentações na área de segurança e saúde no trabalho, fez um apelo aos gestores para que defendam as conquistas obtidas. “Tivemos avanços importantes ao longo dos anos. Não queremos que os acidentes que mancharam a imagem da Petrobrás no passado, matando centenas de trabalhadores e afetando o meio ambiente, voltem a acontecer”, ressaltou.

A FUP destacou a importância da construção conjunta da NR 37, que trata especificamente da segurança nas plataformas de petróleo, e cobrou que os gestores da Petrobrás ajudem na consolidação da norma. Uma das ações neste sentido é garantir a participação dos sindicatos na implementação da NR. O RH informou que a empresa apresentará um cronogramas de implementação da norma no encontro anual dos presidentes e vice-presidentes das CIPAs.

Em relação à cobrança que a FUP fez na última reunião da Comissão sobre o cronograma de treinamentos dos trabalhadores, a Petrobrás informou que está sendo preparado um pacote de cursos de reciclagens e treinamentos, nos mesmos moldes do que está sendo implementado em relação à NR-20, via ensino à distância (EaD). A FUP pontuou que os trabalhadores têm relatado uma série de dificuldades nesses treinamentos, pois ainda há gerências que insistem que os cursos sejam feitos simultaneamente à realização das atividades laborais, o que contraria a NR-20.

O RH informou que já foi divulgado um DIP coibindo essas ações e orientando sobre a educação à distância. A FUP, portanto, reforça a importância dos trabalhadores relatarem para os sindicatos como tem sido a implementação das NRs em suas unidades, tanto em relação aos treinamentos, quanto ao seu efetivo cumprimento

Segurança industrial 

A explosão em janeiro de um duto da Pemex (petrolífera mexicana) durante furto de gasolina matou 130 pessoas. No mesmo mês, em Minas Gerais, a Vale causou o maior acidente de trabalho da história do país, com pelo menos 235 mortos (ainda há 35 desaparecidos), após o rompimento de mais uma barragem. Em fevereiro, um incêndio no alojamento do Centro de Treinamento do Flamengo matou 10 adolescentes.

O que essas tragédias têm a ver com o SMS da Petrobrás? Diretamente, nada. Mas há uma grande similaridade com os diversos ambientes de trabalho. A empresa tem sete barragens de água em seis refinarias, duas delas na Rlam (BA). Há trabalhadores que ficam horas em instalações permanentes dentro das unidades industriais, como casarios e dormitórios. Petroleiros próprios e terceirizados são vítimas de criminosos que atacam os dutos da Transpetro para roubar combustíveis.

Não é de hoje que a FUP vem alertando para os riscos de um grande acidente industrial no Sistema Petrobrás, principalmente após as privatizações, cortes de custos com segurança e manutenção das unidades e redução drástica dos efetivos de trabalhadores.  Ao responder aos questionamentos sobre os padrões de segurança e inspeção dessas áreas, as gerências informaram que seguem as orientações legais, mas deixaram muitas perguntas sem respostas. No caso dos furtos de combustíveis por derivações clandestinas nos dutos, a Transpetro informou que as ocorrências saltaram de uma, em 2011, para 261, em 2018, e admitiu que não tem padrões diferenciados para as equipes de contingência  que atuam em situações de emergência.

Faixa de dutos

A FUP ressaltou que os técnicos de dutos (andarilhos), além dos riscos que correm, não têm condições seguras de trabalho, em função da redução de efetivos e da precarização. Até hoje, a empresa sequer resolveu a pendência do ACT referente à implantação do adicional de dutos. Outra questão ressaltada foi a subnotificação de acidentes com trabalhadores terceirizados que atuam nos reparos e limpeza dos vazamentos, a maioria deles sem EPIs e sem treinamento. Os contratos são temporários, não há registros de análises de risco, nem de acidentes, muito menos acompanhamento dos sindicatos. A FUP cobrou da Transpetro que resolva o mais rápido possível os problemas relatados.

Casarios e dormitórios

A Petrobrás informou que cumpre os padrões de segurança e rotinas operacionais de proteção previstos para essas instalações.  A FUP questionou, destacando que, durante as greves nas refinarias, a empresa sofreu diversas autuações de fiscais do MPT por manter equipes de contingências em áreas industriais, lembrando que esses trabalhadores chegaram a dormir em salas de baterias e instalações próximas a subestações e outras unidades operacionais. Os dirigentes sindicais também cobraram informações sobre aplicação de simulados de emergência em prédios administrativos dentro das áreas industriais.

Barragens

A FUP cobrou que a Petrobrás oriente as gerências das refinarias que têm barragens de água a disponibilizarem para consulta dos sindicatos os relatórios de inspeção, que, segundo a empresa, ficam disponíveis para consulta no setor de engenharia.

Outros pontos

A FUP solicitou que a Transpetro apresente os critérios utilizados para estabelecer o número mínimo de trabalhadores que atuam nas brigadas, ressaltando que no Sudeste a empresa não está cumprindo sequer a NR 20 e a NBR 14276, normas referentes ao dimensionamento das brigadas de combate a incêndio.

Outra cobrança feita pelas direções sindicais foi sobre a realização de fóruns nacionais sobre segurança de processo e efetivos.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores da Replan denunciam as más condições do forno reformador do HI, cujo refratário interno caiu e que está operando em altas temperaturas, colocando em risco os operadores.

A situação já havia sido comunicada à gerência anteriormente, foram feitos anteparos, que não resultaram na solução do problema. “Como a parada está prevista para ocorrer apenas em agosto, todos estão preocupados com as condições do forno, tanto pelo risco de um acidente com a máquina quanto pela condição insalubre que é operar com as altas temperaturas”, afirma o coordenador da Regional Campinas, Gustavo Marsaioli.

Segundo operadores, a temperatura passa de 80 graus, o que fez, inclusive, com que o solado da bota de trabalhador derretesse. “Para subir no reformador só com alguém acompanhando, porque a pessoa passa mal lá devido ao calor”, relatou um operador.

O Sindicato solicita que, além da inspeção do equipamento, seja feita uma análise da Higiene Ocupacional para determinar o grau de insalubridade do trabalho. A Cipa já foi acionada, mas a gerência da refinaria tem que tomar uma atitude urgente para evitar mais um acidente na Replan.

[Via Sindipetro Unificado SP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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