A direção do Sindipetro Bahia se reuniu na segunda-feira (14), com representantes da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, para solicitar a inclusão dos petroleiros – próprios e do setor privado – no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19.

Participaram da reunião, o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista e o Diretor de Comunicação da entidade, Radiovaldo Costa, com o apoio do Deputado Federal, Joseildo Ramos (PT-BA), que também estava presente.

Os sindicalistas descreveram o trabalho realizado pela categoria, que exerce atividade essencial, ininterrupta, e, muitas vezes, trabalha em locais com aglomeração, ressaltando ainda a questão da segurança industrial. Eles também informaram que é grande o número de petroleiros infectados pelo vírus e que muitos já morreram após serem contaminados nos locais de trabalho.

Após a exposição dos motivos que justificam a inclusão dos petroleiros (próprios e terceirizados) no grupo prioritário, os sindicalistas protocolaram o pedido da prioridade na vacinação, que será levado ao Comitê Estadual de Secretários Municipais de Saúde, por um dos representantes deste comitê, que também participou da reunião com o sindicato.

A proposta é que sejam vacinados imediatamente todos os petroleiros e petroleiras próprios da Petrobrás e os do setor privado da indústria do petróleo, que residem nas cidades de Salvador, Alagoinhas, Catu, São Francisco do conde, Madre de Deus, Candeias, Itabuna, São sebastião do Passé, Itanagra, Pojuca, Mata de São João, Araças, Cardeal da Silva, Entre Rios, Esplanada, Jequié, Camaçari, que são as cidades onde há concentração de trabalhadores que exercem atividades de petróleo na Bahia.

Direção da Petrobrás não ajuda

O Sindipetro já está enviando notificação para as secretarias de todos estes municípios para que também pautem a necessidade de vacinação da categoria petroleira.

A entidade sindical também está notificando a Petrobrás, Transpetro e Biodiesel, para que a estatal, se movimente enquanto empresa para buscar garantir a priorização das vacinas para os seus trabalhadores próprios e terceirizados. Já que a estatal não fez nenhum movimento neste sentido, diferente de outros setores (empresários e empresas), que se mobilizaram em busca da proteção de seus funcionários.

Em reunião da Comissão de SMS da Petrobrás, que também aconteceu na segunda (14), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), questionou a estatal se havia um planejamento para garantir a vacinação dos petroleiros próprios e terceirizados. De acordo com a Federação “os representantes da empresa que integram o EOR admitiram que não há uma atuação corporativa junto aos municípios, apesar de diversas prefeituras já estarem vacinando os trabalhadores da indústria”.

Ao lavar às mãos e deixar os seus funcionários entregues à própria sorte a direção da Petrobrás deixa visível a sua negligência com os petroleiros e petroleiras, que continuam morrendo e se contaminando no ambiente de trabalho.

A direção da estatal deveria unir forças com o movimento sindical para garantir a vacinação da categoria. Esperamos que repense e aja de maneira correta.

Clique para ler o documento protocolado na Secretaria de Saude do Estado da Bahia.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

A Petrobrás já registrou 7.205 trabalhadores contaminados desde o início da pandemia e 45 mortes por Covid-19. Esses dados são referentes a apenas os empregados próprios da holding. Além destes, outros 40 petroleiros estão hospitalizados em função da doença. 

[Da comunicação da FUP \ Foto: Ag. Brasil]

A contaminação por Covid-19 continua a avançar na Petrobrás. Em apenas dois meses e dez dias, mais que dobrou o número de trabalhadores efetivos mortos pela doença na empresa, segundo o 61º Boletim de Monitoramento Covid-19, divulgado nesta terça-feira (15) pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e atualizado semanalmente. Atualmente, são 45 óbitos registrados nesta semana, iniciada em 14 de junho - uma alta de 125% em relação às 20 mortes por Covid apuradas pelo MME em 5 de abril, no 51º boletim de monitoramento.

Em todas as comparações os resultados são dramáticos. No boletim de número 38, do MME, de 4 de janeiro de 2021 (foi o primeiro boletim de 2021, contendo, porém, dados do ano anterior), a Petrobrás contabilizava 3 mortes. Ou seja, em apenas cinco meses deste ano, a empresa registrou 15 vezes o número de mortos de 2020.

Também aumentou o número de petroleiros infectados pelo coronavírus. Os 7.205 contaminados na Petrobrás desde o início da  pandemia, até o momento, já representam  15,5% do total de empregados efetivos da companhia (46.416). Isso significa que do primeiro boletim do MME deste ano - o de número  38, de 4 de janeiro -, até o mais recente (o  61° boletim , de 14 de junho), o número de casos de contaminação entre contratados da Petrobrás aumentou 78,9%. Do total de vítimas da doença, 6.949 foram recuperados, 216 confirmados em quarentena e 40 estão hospitalizados.

A Petrobrás não detalha os números por unidade de produção. Tampouco contabiliza os trabalhadores terceirizados, que convivem com empregados contratados em unidades operacionais. Porém, estatísticas da Agência  Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) permitem constatar que a grande parte dos infectados são trabalhadores de unidades de exploração e produção (E&P).


Acompanhe a evolução dos casos, nos gráficos e estudos produzidos pelo Dieese e divulgados semanalmente nos boletins "Petroleiros e Covid-19". Acesse aqui a edição desta semana


O Painel Dinâmico de Casos de Covid, da ANP, registra, no acumulado de março de 2020 a 10 de junho de 2021, total de 5921 infectados  confirmados, sendo 70% deles (4.232 casos) trabalhadores que acessaram as plataformas  de petróleo. Os dados da ANP não incluem apenas a Petrobrás, mas também as demais petroleiras que atuam em unidades marítimas no país. “No entanto, 83% das unidades de exploração e produção offshore no Brasil são próprias da Petrobrás ou afretadas por ela”, observa o diretor de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), Alexandre  Oliveira.

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ressalta que   “os números da Petrobrás são subestimados, principalmente porque não registram terceirizados. A FUP já tem notícias de mais de 80 mortes por Covid na empresa”.

Para Bacelar, os números crescentes e assustadores de mortos e contaminados refletem o descaso da  gestão da empresa com a saúde do trabalhador e a ineficiência da política de prevenção à Covid-19 nas instalações da Petrobrás.

Ele lembra que a FUP e sindicatos filiados apresentaram, desde 2020, um conjunto de procedimentos a serem seguidos pela empresa para redução dos riscos de contaminação. Entre eles estão a manutenção de embarque  de, no máximo, 14 dias; garantia de testagem  para Covid-19 na metade do período do embarque (atualmente, o teste é feito apenas no início do embarque), adoção de máscaras de proteção de qualidade para todos os trabalhadores. As recomendações foram avalizadas pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fiocruz.  Ainda assim, a Petrobrás insiste em descumpri-las.

Petrobrás recomenda Ivermectina a petroleiros contaminados

A Petrobrás está receitando Ivermectina para tratamento da Covid-19 a seus empregados,  segundo comprova receita fornecida a trabalhadores da empresa contaminados ou com suspeita de contaminação pela doença. O Sindipetro-NF e a FUP vêm recebendo  denúncias nesse sentido.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) condena o uso de Ivermectina no tratamento para a Covid-19; além da comprovada ineficácia, existem os efeitos colaterais. A insistência neste tratamento contraria não só os protocolos dos órgãos de saúde mundial: a própria farmacêutica Merck, que fabrica o medicamento, declarou em comunicado oficial que, na análise de seus cientistas, não há eficácia no uso do medicamento para a Covid-19.

Enquanto o governo federal resiste em cumprir recomendações internacionais da OMS, a Petrobrás adota protocolos internos contestados para o enfrentamento da Covid-19.

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Casos de COVID aumentam na REDUC

Pressão para liberação de serviços inconclusos e afastamento de funcionários que fiscalizam contratos e apontam processos irregulares. Estas são práticas que estariam acontecendo na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, e chegaram ao conhecimento do Sindipetro Bahia através de denúncias.

Um dos problemas foi a pressa para a liberação de um serviço na Unidade 32 (U-32) da refinaria que ainda estava em parada de manutenção. De acordo com a denúncia, por pressão do Gerente Geral da RLAM, foi dada a ordem para antecipar a introdução do vapor V 12 (vapor de 12kg/cm2) na unidade antes da conclusão da parada de manutenção, o que acabou provocando um acidente na U-32. O operador, que estava voltando de um afastamento, teria sido obrigado a participar dos serviços de partida sem ter havido gestão de mudanças do empregado. O GG, de acordo com os trabalhadores, tinha pressa para dar partida na unidade.

Outra questão, também gravíssima, da qual o Sindipetro tomou conhecimento, diz respeito ao afastamento de funcionários da RlAM do processo de fiscalização para a contratação de bombeiro civil através da empresa Impaktus. Os trabalhadores da Petrobrás teriam identificado irregularidades e orientado ajustes no contrato. Os fiscais da Petrobrás solicitaram dos superiores ações de correções, mas foram surpreendidos com a ordem de afastamento do serviço de fiscalização. Ainda de acordo com a denúncia, outro fiscal foi nomeado de imediato.

De acordo com o portal da transparência da Petrobrás (https://transparencia.petrobras.com.br/licitacoes-contratos/contratos) desde julho de 2018, a Impaktus fechou 58 contratos com a Petrobrás para prestar serviços de contratação de bombeiro civil e também de serviços técnicos laboratoriais e suporte especializado.

A denúncia sobre o afastamento destes funcionários das suas funções de fiscalização nos remete a outra denúncia veiculada no dia 17/05, no Jornal A Tarde, chamando a atenção para uma atuação suspeita e “nada republicana” sobre a interferência da direção da Petrobrás nos estudos que estariam sendo efetuados por técnicos da RLAM para medir o passivo ambiental deixado pela refinaria nos municípios de São Francisco do Conde, Candeias, Madre de Deus e Salvador.

De acordo com a denúncia do jornal, a direção da Petrobrás estaria tentando minimizar os impactos ambientais das suas operações e teria chegado a retirar da sua função um servidor de carreira que havia noticiado “ser gigantesco o passivo ambiental” da RLAM, colocando em seu lugar, ainda segundo a coluna jornalística, uma técnica em meio ambiente na refinaria, que “estaria, supostamente, assinando laudos completamente dissociados da verdade, tudo a fim de que o valor contingenciado seja inteiramente assumido pela Petrobras”.

O jornalista afirmou ainda ser este um “caso clássico em que os Ministérios Públicos Federal e Estadual deviam atuar rapidamente”. Pelo jeito não faltam denúncias que deveriam ser alvos de fiscalização dos órgãos competentes.

[Da Imprensa Sindipetro Bahia]

 
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Enquanto a gestão da Petrobrás resiste em absorver cerca de 150 trabalhadores da PBio, que, mesmo concursados, estão sendo “ofertados” junto com as unidades da subsidiária no processo de privatização, o risco iminente de um grande acidente ampliado nas instalações da empresa aumenta a cada dia. Estudos recentes produzidos pelo corpo gerencial da companhia, aos quais a FUP teve acesso, confirmam os alertas frequentes do movimento sindical: os atuais efetivos são insuficientes e o drástico quadro de redução imposto pela gestão coloca em risco a segurança dos trabalhadores, das unidades e do meio ambiente.

Segundo dados levantados pela equipe que elaborou um plano de ação corporativo para mitigar os “riscos empresariais” da falta de efetivo da Petrobrás, a probabilidade de acidentes e de danos aos trabalhadores e ao meio ambiente é altíssima. Como revelam as próprias gerências da empresa, a saída em massa dos trabalhadores nos planos de desligamento ofertados (PIDVs e PDVs) causou um “provimento inadequado de efetivo”, gerando a necessidade de “revisão do planejamento da demanda de mão de obra própria, podendo resultar em lacunas de efetivo necessário à consecução do Plano Estratégico da Companhia, com destaque para as atividades operacionais”.

Somente no governo Bolsonaro, a gestão da Petrobrás fechou 37.610 postos de trabalho na holding e nas subsidiárias, ao retirar dos quadros da empresa 14.311 trabalhadores próprios e 23.299 terceirizados. Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020, houve uma redução de 22,6% no número de trabalhadores concursados, que caiu de 63.361 para 49.050. Entre os terceirizados, a queda foi de 20,1%, com a redução de 116.065 para 92.766 empregados contratados.

O levantamento dos “riscos empresariais” decorrentes da redução de efetivos da Petrobrás foi apresentado em maio deste ano e aponta uma estimativa de prejuízos na ordem de 750 milhões de dólares em “custos não programados, perdas advindas de parada de produção, impactos na reputação da Companhia e na segurança operacional", incluindo “questionamentos legais referentes ao não cumprimento de efetivos mínimos legais” e “multa diária de órgãos de controle externo (MPT, marinha, ANP, IBAMA...)”.

As gerências da Petrobrás alertam para os riscos de acidentes operacionais e de danos aos trabalhadores e ao meio ambiente em consequência de “problemas operacionais por falta de pessoal ou por falta de capacitação das pessoas”. O levantamento aponta questões graves que a FUP e seus sindicatos vêm denunciando há tempos, como a falta de treinamento adequado, a multifunção, o excesso de dobras nas unidades operacionais e a perda de conhecimento técnico.

“Como que os gestores da empresa podem se negar a incorporar os 150 trabalhadores da PBio, subsidiária que é 100% Petrobrás? É um absurdo a resistência da empresa em absorver esses trabalhadores, quando poderia aloca-los nas unidades operacionais que estão com os efetivo reduzidos e sob a iminência de novos acidentes”, questiona o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

Os constantes acidentes nas refinarias, plataformas e terminais comprovam o processo de desmantelamento em curso no Sistema Petrobrás, com impactos na vida dos trabalhadores, nas comunidades vizinhas e no meio ambiente. Os vazamentos de óleo mais do que triplicaram nos últimos anos, saltando de um volume de 70 metros cúbicos em 2014, para 415 metros cúbicos em 2019 e 216 metros cúbicos em 2020.

Como destaca o estudo feito pelas gerências, o “processo de otimização do número de pessoas e sem perspectiva de reposição, com perda de profissionais experientes” é um dos fatores de risco, assim como a “ausência de realização de treinamento decorrentes do não atendimento das exigências legais e normativas para atuação dos empregados em determinadas atividades, podendo gerar multas para a companhia, danos à saúde dos empregados”. Mas, em vez de priorizar a segurança, a gestão da Petrobrás só se preocupa em otimizar o lucro dos acionistas privados, mesmo que às custas da vida dos trabalhadores e do meio ambiente.

[Imprensa da FUP]

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Na sexta-feira (4), houve um acidente na  Unidade de Craquemento Catalítico (CCF) na Regap, em Minas Gerais, com queimadura por vapor. O trabalhador está em casa e recebendo os cuidados médicos necessários.

O sindicato tomou conhecimento sobre o acidente no final de semana e recebeu a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) nessa segunda-feira (7).

A diretoria informa que vai participar da comissão de investigação. Assim que tivermos mais informações sobre o ocorrido, retornaremos com mais informações.

Site do Sindipetro MG fora do ar

Como informamos, desde o dia 22 de maio o site do sindicato passa por instabilidades. Depois de alguns dias, conseguimos retomar o site, porém ainda sem o histórico de matérias a partir de fevereiro de 2019.

A diretoria e a comunicação do Sindipetro/MG estão trabalhando para voltar a ter um site atualizado e manter toda a categoria petroleira informada.

Agradecemos a compreensão de todas e todos e convidamos para acompanhar as redes do Sindipetro MG:

Twitter: twitter.com/sindipetromg

Instagram: instagram.com/sindipetromg

Facebook: fb.com/sindipetromg

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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A mais recente vítima da negligência da gestão da Repar na pandemia é o trabalhador terceirizado, Célio Alves da Cruz, que atuava nas obras de parada de manutenção da refinaria. Desde o início dos serviços de pré-parada, em março, sete trabalhadores morreram, após se contaminarem pelo coronavírus

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

O instrumentador Célio Alves da Cruz faleceu nesta quinta-feira (03), em Curitiba, vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha parcos 55 anos e trabalhava nas obras de parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, contratado pela empresa Método Potencial. 

Célio é o quarto trabalhador que atuava na Repar a falecer nos últimos vinte dias, período no qual as obras na Repar foram intensificadas. O procedimento de manutenção na refinaria incluiu mais dois mil trabalhadores na rotina da unidade e causa, invariavelmente, aglomerações no parque industrial. 

Desde o início dos serviços de pré-parada, em meados de março, até agora já são sete vítimas fatais do coronavírus na Repar. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01/06; e agora o companheiro Célio. 

Enquanto a categoria lamenta a série de mortes, a gestão da Refinaria mantém postura de descaso ao sequer informar a força de trabalho sobre as vítimas. Para piorar, não cumpre o acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que encerrou a greve sanitária na unidade, realizada entre os dias 12 e 16 de abril. O principal compromisso assumido pela empresa era o de divulgar boletins epidemiológicos periodicamente com informações sobre o quadro vigente de casos confirmados de Covid-19, suspeitos, recuperados e internações hospitalares. No entanto, a gestão apresenta informações incompletas, isso quando o faz. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, os gestores fingem crer que as medidas sanitárias adotadas na Repar são infalíveis. “Agem como se máscaras, que até ontem eram de tecido, e álcool em gel fossem infalíveis. Querem fazer acreditar que a refinaria é zona livre de coronavírus, mesmo com as aglomerações da parada de manutenção”, retruca. 

Levantamento extraoficial, feito a partir de informações que foram enviadas ao Sindicato desde o dia 13 de maio, dá conta de que ocorreram mais de 22 casos de contaminados, com cinco intubados e quatro mortes. Números que já confirmam o surto de Covid-19 na Repar. Também há relatos de familiares de trabalhadores em situação de contaminação, internamento hospitalar e falecimentos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância em relação às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como às secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

 

Gestão da Petrobras continua negando que o contagio pode ter acontecido dentro da refinaria, o sindicato cobra que o número de contaminados seja divulgado para os trabalhadores 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Na terça-feira (1/06) aconteceu a sexta morte por complicações da Covid-19 entre trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A vítima foi o rigger de carga, Ernani Nunes. Ele era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços para a refinaria. 

O Sindicato tem reiterado a importância da Repar apresentar o número de trabalhadores contaminados por covid. A divulgação em boletins epidemiológicos periódicos com o quadro vigente de casos suspeitos, confirmados, recuperados e internações hospitalares foi um dos compromissos assumido e não cumprido pela empresa no acordo mediado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) para o encerramento da greve sanitária. A omissão dessas informações tem causado preocupação entre os trabalhadores, que ficam sabendo por meios informais dos afastamentos ou dos óbitos decorrentes do cornavírus. 

A empresa tem adotado uma postura negacionista sobre a possibilidade de contaminações dentro da Repar, já que acredita estar tomando todas as medidas adequadas de segurança. Quando algum trabalhador testa positivo para o coronavírus, a administração da refinaria alega que a responsabilidade é do mesmo. Ela argumenta que o funcionário contraiu o vírus fora da empresa ou não seguiu as orientações como o uso de máscara, álcool em gel e de manter o distanciamento dentro da unidade. É importante ressaltar que mesmo respeitando esse protocolo, os trabalhadores não tem 100% de garantia que não serão infectados. A gestão se apoia nessas medidas para se livrar do ônus do número absurdo de contaminados, hospitalizados e óbitos. 

Entretanto, Luciano Zanetti que é secretário de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Sindipetro PR e SC questionou a responsabilização apenas dos trabalhadores pelas contaminações. “É um absurdo ao ponto em que chegamos. É inadmissível a empresa fugir das suas responsabilidades de zelar pelo meio ambiente do trabalho saudável e jogar todo ônus pro trabalhador que adoecer de covid”, afirmou. 

O diretor sindical lembrou que entre as obrigações do empregador está o fornecimento dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e que as máscaras distribuídas pela Repar não são as consideradas ideais pelas autoridades sanitárias. “A empresa não forneceu aos seus trabalhadores uma máscara mais eficiente, tipo PFF2 ou N95. Depois de muita luta ela distribuiu apenas para quem está trabalhando na parada de manutenção, os demais continuam com as máscaras de pano”, explicou Zanetti. 

Outro alerta feito pelo sindicalista é que mais medidas poderiam ser tomadas para proteger os trabalhadores. De acordo com ele, a empresa não tem realizado testes em funcionários que conviveram com pessoas contaminadas. “Quando o trabalhador tem contato com um caso confirmado de coronavírus a empresa alega que todos estão seguindo os protocolos e que não vai fazer um exame preventivo ou afastar esse trabalhador como possível contactante ou suspeito”. 

O Sindipetro PR e SC tem recebido denúncias de que trabalhadores com sintomas gripais, estão sendo liberados para voltar as atividades laborais pelos médicos do SMS, sem fazer uma testagem. “Alguns trabalhadores chegam com sintomas característicos da Covid-19 e o setor médico tem alegado que é apenas um resfriado. Como vamos ter certeza que é apenas um resfriado? Temos sempre que trabalhar na promoção à saúde, precisamos ser conservadores nesse caso, entendendo que o trabalhador pode estar contaminado”, argumentou Zanetti. 

O Sindepetro PR e SC tem questionado a realização da parada de manutenção neste momento crítico da pandemia. A avaliação do sindicato é que os serviços poderiam ser suspensos ou pelo menos mitigados até que houvesse segurança sanitária suficiente. É importante ressaltar que a percentagem de pessoas vacinadas no país é baixa e que novas variantes do vírus já foram detectadas no Brasil. O Sindicato continua vigilante às condições dos locais de trabalho e segue fazendo denúncias aos órgãos competentes, tais como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho.

Um trabalhador terceirizado sofreu queimaduras no rosto após a explosão de um cubículo de alimentação elétrica de um motor na Unidade 32 da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. O eletricista, funcionário da empresa MVS, estava fazendo a manutenção do equipamento quando aconteceu o acidente, no final da tarde da segunda-feira, 31/05.

Segundo informações que chegaram ao conhecimento da diretoria do Sindipetro, no momento em que o trabalhador fazia uma manobra inserindo um contador de 2.4 kw na Subestação da U-32, formou-se um arco voltaico, atingindo o eletricista que foi encaminhado à Unidade Médica Integrada (UMI), na cidade de Candeias.

De acordo com colegas do eletricista, ele continua internado no hospital, sentindo muitas dores e sendo medicado com morfina, mas não corre risco de morte. O Sindipetro está em busca de mais informações sobre o estado de saúde do trabalhador, assim como já está entrando em contato com a gerência da refinaria para acompanhar as investigações sobre o acidente.

Funcionários da RLAM relataram que após o acidente houve um rápido apagão e alguns equipamentos saíram de operação e na manhã da terça-feira (1/06), os serviços foram paralisados.

Os diretores do Sindipetro continuam buscando mais informações sobre o ocorrido.

[Da Imprensa Sindipetro Bahia]

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Sem negociação com as entidades sindicais, a gestão da Petrobrás voltou a se pronunciar, nesta segunda-feira, 31, sobre o retorno ao trabalho presencial nas unidades da empresa. De forma unilateral, o RH divulgou um comunicado interno, informando diretamente aos trabalhadores sobre o calendário de retorno, previsto para ser iniciado em 01/07 para as funções gerenciais e a partir de primeiro de outubro para todos os trabalhadores. Novamente, não houve qualquer discussão prévia com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que, desde o dia 15 de abril, cobra reunião com a empresa para tratar desta questão e também do regramento do teletrabalho permanente no pós-pandemia.

A gestão da Petrobrás, no entanto, vem, reiteradamente, adiando uma reunião específica para discutir essas questões com as representações sindicais e também não tem negociado essa pauta nas reuniões do EOR e da Comissão de SMS. A FUP continua cobrando uma resposta da empresa à proposta de regramento do trabalho remoto, que foi amplamente discutida no ano passado no GT do Teletrabalho.

Os petroleiros precisam de uma previsibilidade em relação às escalas que serão adotadas no retorno ao trabalho presencial. Entre as demandas apresentadas pela categoria, estão a opção pelo teletrabalho em período integral ou uma escala mensal, ao invés da semanal, como quer a Petrobrás. Além disso, a FUP entende que é fundamental que haja a garantia de que o retorno ao trabalho presencial só ocorra em condições de fato seguras, cenário que ainda é muito improvável, diante das constantes mutações do coronavírus, da falta de uma política de vacinação em massa da população e do consequente aumento dos casos de contaminação e mortes não só nas diversas regiões do país, como nas unidades do Sistema Petrobras.

Essas e outras reivindicações da FUP serão apresentadas novamente à empresa nas próximas reuniões das comissões permanentes de negociação, como a de SMS e a de acompanhamento do Acordo Coletivo de Trabalho.

[Imprensa da FUP | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil]

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A diretoria do Sindipetro-NF recebeu denúncia que 30 trabalhadores com suspeita de contaminação por Covid-19 estariam desembarcando hoje, 28, do FPSO Cidade de Saquarema de propriedade da SBM,

Pela informação recebida, por conta da contaminação a empresa está desembarcando todos os trabalhadores terceirizados e não essenciais. O sindicato também recebeu relatos que foram realizados testes rápidos em todos e já fizeram PCR para avaliação no laboratório.

O NF lembra que para qualquer caso confirmado a empresa deveria testar todos no meio do embarque, mas as algumas empresas não seguem o procedimento do sindicato, conforme recomendação do MPT (Ministério Público do Trabalho)  e aprovação da Fiocruz.

Passado mais de um ano do início da pandemia as gestões das empresas de petróleo ainda não conseguiram preservar a saúde de seus trabalhadores, apesar das diversas orientações dos órgãos competentes e denúncias da entidade. O risco de contaminação a bordo é enorme, principalmente quando não é feita testagem períódica e não são utilizados os EPIs adequados.

Apesar disso existem bons exemplos, como duas empresas privadas do setor que já fazem a testagem no meio do embarque, a Ventura e a Ocyan. Trabalhadores dessas empresas já informaram ao sindicato que por conta dessa ação de prevenção hão há surtos nas plataformas há muito tempo.

Surto em P-47

O Sindipetro-NF também recebeu denúncia que entre ontem e anteontem desceram 23 trabalhadores com suspeita de Covid-19 em P-47. O sindicato já entrou em contato com a diretoria da empresa para mais informações e para acompanhar o caso.

É muito importante que a categoria petroleira continue denunciando ao sindicato os casos de COVID-19 a bordo das plataformas para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.  e o não cumprimento das escalas de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.