Esta quarta-feira, 24, é dia de lockdown da classe trabalhadora. De que lado você, petroleiro e petroleira, estará? Na luta pela vida ou ao lado da necrogestão?, questiona a FUP, em editorial 

Leia a íntegra:

Enquanto os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão sendo contaminados e mortos pela Covid-19 por conta da negligência e ingerência da empresa, a atual diretoria, que deveria estar preocupada em salvar vidas, corre contra o tempo para aumentar os lucros dos acionistas privados. A FUP tomou conhecimento pela imprensa de que Roberto Castello Branco, às vésperas de se desligar da presidência, está pressionando o Conselho de Administração da empresa a aprovar a qualquer custo a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), negociada pela metade do preço. A notícia foi divulgada no final da tarde desta terça-feira, 23, pela Agência Estado.

E daí que quatro trabalhadores da Regap morreram nas últimos 48 horas por culpa de gestores que insistiram em manter as paradas de manutenção, abarrotando a refinaria com 2.200 trabalhadores a mais? E daí que cerca de 300 petroleiros se contaminaram na Regap e na Rlam nas últimas semanas? E daí que centenas de trabalhadores offshore estão entregues à própria sorte em meio aos surtos de Covid que se alastram pelas plataformas?

O que vale para a diretoria da Petrobrás é vender a empresa a preço de banana e garantir os compromissos assumidos com os acionistas privados e o mercado. A reportagem da Agência Estado mostra a pressão que está sendo feita sobre os integrantes do CA para que aprovem nesta quarta-feira, 24, a privatização da Rlam. Ao apagar das luzes da gestão Castello Branco, a única coisa que interessa à empresa é tentar consolidar o Preço de Paridade de Importação (PPI) como política de reajuste dos derivados. Em documento obtido pela reportagem, está claro que a diretoria usa o PPI para tentar justificar perante os acionistas o preço da Rlam abaixo do mercado: "sem vender refinaria, vai ser difícil manter os preços dos combustíveis alinhados aos do mercado internacional".

É essa mesma diretoria, em qualquer compromisso com os interesses nacionais, que atua na contramão das medidas de contenção da pandemia da Covid-19, fazendo multiplicar a contaminação nas unidades operacionais. É a mesma diretoria que se recusa a tomar as medidas de prevenção cobradas pela FUP e pelos sindicatos, como suspensão da paradas de manutenção que lotam as refinarias com mais de 2 mil trabalhadores, a testagem em massa de todos os petroleiros, próprios e terceirizados, o cumprimento dos protocolos recomendados pelos órgãos de saúde e de fiscalização, a emissão de CATs para os casos de Covid, entre outras.

Segundo o último boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (22/03), a semana começou com 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, por mais assustadores que sejam, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação.

A gestão Castello Branco tem as mãos manchadas de sangue, mas, e daí? O que interessa é garantir a produção a qualquer custo, não importa que o preço seja a vida do trabalhador. O que interessa é vender refinaria pela metade do preço e cumprir as metas de privatização. O que interessa é sacrificar a população com preços abusivos do gás de cozinha e dos combustíveis e agradar o mercado.

Esta quarta-feira, 24, é dia de lockdown da classe trabalhadora. De que lado você, petroleiro e petroleira, estará? Na luta pela vida ou ao lado da necrogestão? 

Federação Única dos Petroleiros

Segundo o Sindipetro-NF, a situação na plataforma da Bacia de Campos é crítica, não apenas pelo risco sanitário, mas por questões de segurança, já que a plataforma está trabalhando com equipe incompleta de operadores por causa do desembarque de infectados

[Da assessoria de comunicação do Sindipetro NF]

Mais um surto de contaminação pela covid-19 foi registrado em plataformas de petróleo da Petrobrás. Desta vez, na P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos (RJ), onde, nesta semana, em apenas dois dias, foram confirmados oito casos de infectados pelo coronavírus. Com isso, sobe para dez o número de trabalhadores que testaram positivo para a doença na unidade e foram desembarcados.

“A situação é crítica, por questões sanitária e de segurança”, afirma Alexandre Oliveira Vieira, diretor de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Vieira se refere ao fato de que, entre os petroleiros contaminados, estão técnicos de equipes consideradas chave para a operação de plataformas, como mestre de cabotagem, coordenador de embarcação e de produção. “A P-48 está trabalhando com equipe incompleta de operadores”, ressalta.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em apenas oito dias, de 15 a 22 de março, foram contabilizados 248 casos de covid-19 em unidades marítimas. Esses números, porém, não incluem a P-48, cujos números deverão entrar nas estatísticas oficiais somente amanhã (24/3), pois o manual de notificação da ANP prevê até 24 horas para atualização de casos.

CASOS DE COVID NA PETROBRÁS EXPLODEM

O Boletim de Monitoramento da covid-19 de número 49, publicado no site do Ministério das Minas e Energia (MME) nessa segunda-feira (22/3), mostra que, até ontem, o número de casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás passou de 258 para 294, com 17 pessoas hospitalizadas  e também 17 mortes. Foi a sexta semana consecutiva de crescimento no número de casos registrado pelo MME.

O total de trabalhadores da Petrobrás recuperados somam 5.356. Assim, a semana começou com total de 5.684 trabalhadores contaminados com a covid-19, representando 12,2% do total de trabalhadores da empresa.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Sindicatos comunicam cinco óbitos nas últimas 72 horas: quatro na Regap (MG) e um em Taquipe (BA)

Em meio às greves regionais que mobilizam há 19 dias os petroleiros e petroleiras em defesa da vida, a FUP faz um chamado à categoria para que participe do lockdown convocado pelas centrais sindicais para esta quarta-feira, 24. Só nas últimas 72 horas, os sindicatos da Bahia e de Minas Gerais informaram que cinco trabalhadores terceirizados perderam a vida em decorrência da irresponsabilidade da gestão da Petrobrás, que vem atuando na contramão das medidas de contenção da pandemia da Covid-19, fazendo multiplicar a contaminação nas unidades operacionais da empresa, como a federação vem denunciando desde o ano passado. 

A orientação da FUP é para que TODOS os trabalhadores do Sistema Petrobrás, próprios e terceirizados, permaneçam em casa ao longo desta quarta-feira. Os que estão em trabalho presencial não devem comparecer às unidades e os que estão em trabalho remoto, a FUP recomenda que participem das atividades e protestos virtuais, em defesa da vida, da vacinação em massa, dos empregos, do auxílio emergencial de R$ 600 reais para desempregados e informais.

O Brasil se aproxima da trágica marca de 300 mil vítimas fatais da Covid-19. São mais de dois mil mortos por dia, com o sistema de saúde em colapso e menos de 6% da população vacinada. Uma tragédia que poderia ser evitada com medidas responsáveis, mas o que vemos há mais de um ano são omissão, crueldade e desdém por parte do governo federal.

No Sistema Petrobrás, não é diferente. A gestão da empresa se recusa a tomar as medidas cobradas pela FUP e pelos sindicatos, como suspensão da paradas de manutenção que lotam as refinarias com mais de 2 mil trabalhadores, a testagem em massa de todos os petroleiros, próprios e terceirizados, o cumprimento dos protocolos recomendados pelos órgãos de saúde e de fiscalização. O resultado dessa política negacionista é a multiplicação de surtos de Covid nas plataformas e nas refinarias.

Segundo o último boletim de monitoramento da Covid-19 divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (22/03), a semana começou com 5.684 petroleiros contaminados, o que representa 12,2% do total de trabalhadores próprios da empresa. O número de infectados vem aumentando há seis semanas consecutivas. Esses dados, no entanto, por mais assustadores que sejam, não refletem a realidade, pois a Petrobrás omite, desde o início da pandemia, a divulgação dos casos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais expostos à contaminação.

Pelo boletim do MME, por exemplo, consta que 17 petroleiros perderam a vida para a Covid, quando a FUP tem informações de que esse número é pelo menos três vezes maior, se considerado os óbitos entre trabalhadores terceirizados. No último domingo, 21, perdemos Gilsi Vasconcelos Fernandez, trabalhadora terceirizada da empresa Telsan, que atuava em Taquipe, área de produção terrestre da Bahia. Foi a terceira morte por Covid em unidades da empresa no estado em apenas três semanas. Na Rlam, o sindicato vem denunciando o avanço da contaminação, com mais de 90 trabalhadores infectados ao longo de março, o que resultou na morte de dois operadores mortos no espaço de uma semana.

Na Regap, já são mais de 200 trabalhadores infectados e 12 internados. Segundo informações obtidas pelo Sindipetro MG, quatro trabalhadores terceirizados que atuavam na refinaria faleceram nestes últimos dias, devido à irresponsabilidade da gestão da Petrobrás, que insistiu em manter a parada de manutenção da unidade, aglomerando mais de 2 mil trabalhadores em situação de risco. O sindicato está buscando mais informações. Segundo a entidade, três dos quatro trabalhadores que perderam a vida em decorrência da Covid integravam as equipes da parada de manutenção. Dois dos trabalhadores mortos eram contratados da Gramo e os outros dois, da Estrutural e da Sulfur.

Ontem, quando os petroleiros da Regap iniciaram a Greve pela Vida, cobrando a suspensão das paradas de manutenção e condições seguras, o coordenador do Sindipetro, Alexandre Finamori, denunciou a situação na refinaria: 

Nas plataformas da Petrobrás, a situação também se agrava com o aumento de surtos da Covid. Em apenas um dia desta última semana, segundo dados da ANP, foram confirmados 83 novos casos de trabalhadores contaminados na última semana em atividades offshore do país.

Para estancar essa sangria, é fundamental a adesão em massa da categoria petroleira às mobilizações que estão sendo convocadas pelos sindicatos, como o lockdown desta quarta-feira, 24. Não saia de casa, não pegue os ônibus fretados para as unidades operacionais, não compareça ao seu local de trabalho. Diga não à irresponsabilidade criminosa dos gestores da Petrobrás e do governo Bolsonaro e diga sim à vida, à vacina, à segurança.

Greve petroleira avança

A segurança é um dos eixos das greves regionais nas bases da FUP, que denunciam há 19 dias os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. As greves mobilizam a categoria nas unidades da Bahia, do Amazonas, do Espírito Santo, do Unificado de São Paulo e de Minas Gerais. Na Regap, a força da mobilização fez a gerência suspender parte dos serviços não essenciais da refinaria e adiar as paradas de manutenção que estavam previstas para acontecer nos próximos dias. Ainda esta semana, a luta ganhará o reforço dos trabalhadores da Usina do Xisto do Paraná (SIX), que aprovaram o início da greve na sexta-feira, 26.

Publicado em Sistema Petrobrás

O programa da FUP em parceria com a TV247 apresenta nesta quarta, 24, o tema Lockdown da Classe Trabalhadora e terá como convidados Paulo Galo, líder dos entregadores antifascistas, Luíza Batista, presidenta da Federação Nacional das Empregadas Domésticas, e Jailton Andrade, petroleiro e diretor do Sindipetro Bahia. Vamos falar de invisibilidade social, sistemas de controle e greve.

Invisível acontece toda quarta, às 14h nos canais da TV247 no Youtube e no Facebook.

Leia também: Conheça e participe dos programas semanais da FUP no YouTube

Divulgue, participe

YouTube: https://www.youtube.com/playlist?list=PL9AEHeaYiogLW7un45Up3VFmb5MSqwLOT

Facebook: https://www.facebook.com/Brasil247

 

 

Publicado em Movimentos Sociais

Serviços preliminares da parada de manutenção continuam e expõem trabalhadores ao risco de contaminação pelo coronavírus.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

No último sábado (13), o Sindipetro Paraná e Santa Catarina recebeu um ofício da Repar no qual era comunicada a postergação da parada de manutenção para 12 de abril, em atendimento à reivindicação da entidade. 

O Sindicato considera a realização de um processo que inclui cerca de dois mil trabalhadores a mais na rotina da refinaria, em pleno ápice da pandemia do coronavírus no Brasil, um absurdo. Tanto que exigiu a suspensão da parada à Repar e denunciou aos órgãos oficiais, como as secretarias de saúde municipal de Araucária e do Paraná, Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT-PR). 

O problema parecia resolvido, apenas parecia. Ao longo da semana não pararam de chegar denúncias de aglomerações na Repar ao Sindipetro. A constatação é de que os serviços de pré-parada foram mantidos, mesmo diante do cenário de colapso das redes pública e privada de saúde por conta do agravamento da crise sanitária.   

O Sindipetro novamente tentou cobrar a suspensão dessas atividades aos gestores, mas recebeu somente respostas evasivas. Dessa forma, a medida imediata a ser tomada legalmente é adicionar essas informações às denúncias junto aos órgãos competentes. Em caso de a refinaria se tornar um foco de contaminação, acaso as aglomerações continuem, os gestores devem ser responsabilizados criminalmente por suas atitudes.  

Regap é exemplo ruim

A gestão da Repar trilha o mesmo caminho da catástrofe que ocorre na Regap, em Minas Gerais. Por lá, também cerca de dois mil trabalhadores de outras regiões foram realizar serviços da parada de manutenção em plena pandemia. O resultado foi a criação de um foco de contaminação pelo novo coronavírus. De acordo com as informações do Sindipetro/MG, mais de 200 trabalhadores testaram positivo para Covid-19 somente neste mês, sendo que mais de dez, entre próprios e terceirizados, estão internados. 

Cabe salientar que a gerência de SMS que responde pela refinaria de Minas Gerais é a mesma da Repar. 

Denúncias

Qualquer situação de risco de contaminação deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

A greve, que mobiliza há 18 dias a categoria petroleira em quatro bases da FUP (Bahia, Amazonas, Espirito Santo e Unificado de São Paulo), ganhou nesta segunda-feira, 22, o reforço dos trabalhadores de Minas Gerais, que iniciaram por tempo indeterminado uma greve sanitária. Seguindo as orientações do Sindipetro MG, trabalhadores próprios e terceirizados, não compareceram à Regap, onde mais de 200 companheiros já foram infectados pela Covid-19. Atualmente, 12 trabalhadores da refinaria estão internados em decorrência da Covid e três deles estão em unidades de tratamento intensivo, intubados.

Apesar da gravidade da situação, a gestão da Petrobrás insiste em manter as paradas de manutenção, com mais de 2 mil trabalhadores na Regap. “Os trabalhadores estão em risco e a gestão da empresa não toma as providências necessárias. Nós precisamos com urgência que sejam interrompidas todas as atividades da refinaria que não sejam essenciais. Nossa greve não é para impactar a produção, nossa greve é para resguardar a saúde dos trabalhadores, é em defesa da vida”, explica o coordenador do Sindipetro MG, Alexandre Finamori. 

Este cenário caótico, no momento mais grave da pandemia, se repete em diversas outras unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, na Bahia, o sindicato vem denunciando o avanço da contaminação, com mais de 90 trabalhadores infectados ao longo de março e dois operadores mortos no espaço de uma semana, após complicações geradas pela Covid-19. No último dia 17, o Sindipetro BA realizou um lockdown na unidade, convencendo os trabalhadores próprios e terceirizados a retornarem para casa.

Nas plataformas, a situação se agrava com o aumento de surtos da Covid. Em apenas um dia, segundo dados da ANP, foram confirmados 83 novos casos de trabalhadores contaminados na última semana em atividades offshore do país. O surto mais recente foi registrado na P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A unidade está operando parcialmente, após diversos trabalhadores terem testado positivo na semana passada. “A plataforma suspendeu os trabalhos no convés desde quarta-feira (17/3) depois do almoço, quando os resultados saíram”, informou o coordenador do Departamento de Saúde e Meio Ambiente do Sindipetro-NF, Alexandre de Oliveira Vieira, com base em informações recebidas de trabalhadores da unidade.

Lockdown na quarta

A FUP e seus sindicatos orientam todos os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás a aderirem na quarta-feira, 24, ao “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos”, convocado pelas centrais sindicais. Além de fortalecer as greves regionais que a categoria petroleira vem realizando desde o dia 05 de março, a mobilização será mais uma forma de denunciar a “irresponsabilidade do governo federal, que levou o país ao pior colapso sanitário e hospitalar de sua história”, conforme destacam as centrais sindicais.

Já são quase 3 mil mortes diárias após um ano de pandemia, resultado da irresponsabilidade e inércia do governo Bolsonaro que transformou o Brasil em exemplo mundial de fracasso e de falta de políticas públicas para conter a disseminação da covid-19. O “Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos” cobrará vacinação em massa e a retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600,00.

Para a CUT, "é urgente um efetivo lockdown que amplie o isolamento social para pôr fim a esta tragédia e acabar com o sofrimento e as mortes promovidas por esse genocídio contra o povo brasileiro". A Central considera que o auxílio emergencial, dentre outras medidas, "é fundamental para assegurar condições básicas de sobrevivência de milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais para que eles possam ficar em casa".

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 [Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Entidades reforçam importância de isolamento e vacinação para conter pandemia e articulam paralisação para quarta-feira, 24. Economistas também divulgam documento por “lockdown”

[Da Rede Brasil Atual]

Centrais sindicais estão convocando trabalhadores de todos os setores para um Lockdown em Defesa Da Vida e dos Direitos na quarta-feira (24). De acordo com as entidades, a manifestação foi articulada por conta da “irresponsabilidade do governo federal, que levou o país ao pior colapso sanitário e hospitalar de sua história”.

Já são quase 3 mil mortes diárias após um ano de pandemia. As centrais apontam que o Brasil se tornou “um exemplo mundial de fracasso e de falta de políticas públicas” para conter a disseminação da covid-19. E protestam também contra a falta de vacinação em massa e pela retomada do auxílio emergencial com parcelas de, no mínimo, R$ 600.


Leia também: Petroleiros e petroleiras de MG iniciam greve pela vida


Diretor executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista e presidente da organização sindical internacional IndustriALL-Brasil, Aroaldo Oliveira destaca que as centrais sindicais, desde o início da crise sanitária, discutem medidas para proteger os trabalhadores e a sociedade. “Antes da descoberta de alguma vacina como solução, as centrais sempre defenderam o isolamento social, o distanciamento, o trabalho essencial com os protocolos necessários. E com a vacina é de extrema importância a imunização em massa. Ela é o que tem de mais importante para acabar com o vírus e essas mortes”, observa ao repórter Cosmo Silva, da Rádio Brasil Atual. 

No entanto, ainda segundo Aroaldo, o governo “negacionista” de Jair Bolsonaro “criou uma divisão entre saúde, vida e economia. E nega as medidas de isolamento social, de segurança e a vacina. Então chegamos em um ponto em que vemos os números de mortes aumentando a cada dia”, critica. 

Articulando o lockdown

Diante do agravamento da crise, as centrais e os sindicatos filiados já articulam também com governadores e prefeitos o ato no próximo dia 24 para que os trabalhadores do país fiquem em casa. Segundo o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, as entidades estão em contato com parlamentares no Congresso Nacional. Nesta semana, por exemplo, elas também se reuniram com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para discutir medidas de contenção da pandemia.

“Nesse momento a questão principal é a doença, evitar que a pandemia continue aumentando o número de mortos a cada dia. Essa é a luta que as centrais sindicais têm feito junto à sociedade”, comenta Juruna. 

O representante da Força Sindical também reforça a importância das entidades se somarem na arrecadação de alimentos para distribuir em todo o país. Juruna alerta ainda que, com a pandemia, milhares de brasileiros estão sem conseguir se alimentar. “As centrais incentivam todos os sindicatos a prestarem solidariedade na sua cidade, região, para que a gente possa ganhar corpo e fortalecer a luta contra essa doença. É uma demonstração de que a pandemia também se combate com a atuação de cada pessoa”, afirma. 

Convocatória da CUT

Na quinta-feira (18), dia em que morreram 2.659 brasileiros e brasileiras por complicações causadas pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) editou a Medida Provisória (MP) nº 1.039/2021, que determina uma nova fase do auxílio emergencial reduzindo o valor pago no ano passado, de  R$ 600, para apenas R$ 250 e o número de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais com direitos ao benefício. 

O governo também reduziu o valor recebido pelas mulheres chefes de família de R$ 1.200 para R$ 375 e as cotas individuais de R$ 600 para R$ 150,00. E, mesmo com valores absolutamente insuficientes para uma pessoa sobreviver, Bolsonaro reduziu o número de cotas por família de 2 para apenas 1 cota, ou seja, apenas R$ 250 por família. Como se não bastasse, incluiu critérios de renda, para reduzir o público que terá acesso ao benefício que será de apenas quatro parcelas.

De forma cruel, o governo Bolsonaro condena as classes populares a viverem na miséria e a passarem fome no momento em que o país enfrenta a segunda onda da pandemia, com média diária acima de 2.000 mortos.

Ao mesmo tempo, Bolsonaro mantém sua postura negacionista, provocando aglomerações e sabotando as medidas de isolamento social decretadas por governadores e prefeitos  que tentam reduzir as altas taxas de contaminações e mortes. Nos hospitais faltam leitos de enfermarias e de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), medicamentos, oxigênio e insumos para tratar os pacientes. O colapso do sistema de saúde se espalhou pelo país e a classe trabalhadora é a mais atingida.

Para a CUT, é urgente um efetivo lockdown que amplie o isolamento social para pôr fim a esta tragédia e acabar com o sofrimento e as mortes promovidas por esse genocídio contra o povo brasileiro.

A direção Executiva Nacional da Central, considera que o auxílio emergencial, dentre outras medidas, é fundamental para assegurar condições básicas de sobrevivência de milhões de trabalhadores e trabalhadoras desempregados e informais para que eles possam ficar em casa.

E razões para isso não faltam. Somada à tragédia provocada pela pandemia, o desemprego bate recordes históricos e hoje atinge 13,9 milhões de pessoas. Grande parte de quem ainda trabalha, enfrenta a informalidade e trabalhos precários.

A inflação também disparou. Em um ano, os alimentos aumentaram 15,17%. Os produtos mais consumidos pelas famílias de trabalhadoras e trabalhadores chegaram a aumentar mais de 23% em 12 meses.

Esse é o resultado da política econômica desastrosa do governo. Bolsonaro que causou a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 30 anos, aumentou a forme, a pobreza e o desemprego.

Recursos para investir na proteção da população existem!

O movimento sindical apresentou diversas propostas de como financiar políticas de proteção à renda dos trabalhadores e trabalhadoras, ao emprego e à vida. Mas o governo Bolsonaro prefere deixar os trabalhadores e trabalhadoras passando fome para agradar o mercado financeiro e para manter formas de drenar os recursos públicos para o setor privado, com as reformas neoliberais e as privatizações.

A CUT reafirma sua posição pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 sem critérios que excluam todos e todas que precisam de proteção nesse momento.

A CUT convoca todos os Sindicatos filiados para mobilizarem os trabalhadores e trabalhadoras, formais e informais, contra a ação destruidora do governo Bolsonaro.

Neste sentido, a CUT orienta todos os Sindicatos filiados a ampliar a organização e mobilização para o lockdown dos trabalhadores do dia 24 de março! Nesse dia, todos os trabalhadores e trabalhadoras devem ficar em casa em protesto contra o abandono promovido pelo governo e demonstrar a preocupação com o avanço da pandemia.

Fora Bolsonaro!

Auxílio emergencial de R$600!

Vacina para todos já!

Executiva Nacional da CUT

Equanto a gestão da Petrobrás negligencia as condições de segurança nas unidades operacionais, fazendo os casos de Covid-19 na empresa explodirem, a direção do Sindipetro Bahia promoveu nesta quarta-feira, 17, um "lockdown da classe trabalhadora" na Refinaria Landulpho Alves (Rlam). Essa foi mais uma ação da greve da categoria, que completa hoje 13 dias no estado e também no Amazonas, Espírito Santo e São Paulo. O movimento denuncia os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. 

Durante toda a manhã, o Sindipetro Bahia realizou ações de convencimento na entrada da refinaria, que tiveram o amplo apoio dos cerca de 1.500 trabalhadores próprios e terceirizados. "Ninguém entrou para trabalhar e todos retornaram para suas casas em segurança. Pelo menos hoje, não teremos novas contaminações na Rlam, pois fizemos o que a gestão da empresa já deveria estar fazendo há tempos. Mas o gerente geral da refinaria segue agindo de forma irresponsável, sem tomar as devidas medidas de segurança que nós estamos cobrando desde o ano passado", afirma o coordenador da FUP e também funcionário da Rlam, Deyvid Bacelar. 

Ele ressalta que só entre os trabalhadores próprios da Rlam, já são cerca de 90 contaminados e duas mortes por conta da Covid-19. "A gestão continua omitindo dados relacionados aos trabalhadores terceirizados. Esse é, inclusive, um dos pontos de pauta da categoria que a Rlam e a Petrobrás se negam a atender", explica.

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, onde a greve também foi aprovada, o Sindipetro continua exigindo a suspensão imediata das paradas de manutenção, em função do aumento de trabalhadores infectados pela Covid. Segundo o sindicato, foram confirmados nesta última semana mais de 78 casos de contaminação por coronavírus a Regap, entre trabalhadores efetivos e terceirizados. Somente em março, mais de 200 trabalhadores testaram positivo para Covid-19 na refinaria e mais de 10 trabalhadores, entre próprios e terceirizados, estão internados.

Além da Bahia, a greve segue mobilizando os traballhadores do Sistema Petrobrás na Refinaria de Manaus (Reman), onde, na manhã de hoje, os trabalhadores da empresa Liga cruzaram os braços em protesto pelo não pagamento dos salários.

Nas bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo e pelo Sindipetro Espírito Santo, as mobilizações estão sendo feitas cada dia em unidades diferentes.  

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima também aprovaram a greve e têm participado de mobilizações preparatórias para o movimento. 

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade não respondeu as demandas da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores e encaminhada pelo sindicato à empresa. 

Surtos de Covid

Surtos de Covid vêm sendo relatados pela FUP por seus sindicatos em diversas unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, dois operadores morreram em um espaço de uma semana, após complicações geradas pela doença. Segundo o Sindipetro-BA, cerca de 90 trabalhadores já foram contaminados na refinaria nas últimas semanas. Por conta do avanço da pandemia no estado, o sindicato conseguiu que a Petrobrás suspendesse temporariamente as paradas de manutenção.

O mesmo aconteceu no Paraná, na Repar, onde o Sindipetro-PR/SC também convenceu a gestão a postergar para 12 de abril o início das paradas de manutenção. "Continuaremos atentos às condições sanitárias e às taxas de ocupação dos hospitais de Araucária e Região para verificar se a parada de manutenção poderá ser realizada na nova data apontada, visando a segurança de todos os trabalhadores", informou o sindicato. 

Ações solidárias por combustíveis a preços justos

Nesta quarta-feira, os Sindipetros Bahia e Espírito Santo realizaram novas ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis, mobilização que a FUP e seus sindicatos realizam desde 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e da urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

No Espírito Santo, ação foi em Vitória, com distribuição de 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.

Na Bahia, as ações solidárias estão ocorrendo desde segunda-feira, 15, no interior do estado e na sexta, será realizada na capital Salvador. Hoje, foi a vez da população de Catu ser contemplada com a distribuição de 2 mil litros de gasolina, vendidos a R$ 3,50 o litro para os primeiros consumidores que chegaram ao local da ação realizada pelo Sindipetro. Ao todo, o sindicato está subsidiando 12.300 litros do combustível.

Veja as fotos da greve e das ações dos sindicatos nesta quarta:

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[Imprensa da FUP]

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.