O Sindipetro-ES entrevistou a psicóloga Kaíza Oliva Donadia Chagas, que explicou os efeitos da pandemia sobre as relações de trabalho e seus impactos na saúde mental dos trabalhadores

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

A pandemia provocada pela Covid-19 mudou completamente a rotina dos/das trabalhadores/as. Seja por teletrabalho ou, ainda, pelo serviço presencial, as relações no ambiente de trabalho assim como nas nossas casas, com familiares, amigos e vizinhos, precisaram ser reconfiguradas.

E cada um precisou se adequar como pode, alguns com mais condições, outros com menos. Não só na estrutura física, mas principalmente nas questões emocionais, e que afetam diretamente a nossa saúde mental. “Foi muito tenso e preocupante trabalhar presencialmente durante todo esse período de pandemia”, relata o petroleiro Reinaldo Alves de Oliveira, diretor da Secretaria de Finanças do Sindipetro-ES.

Ele conta, ainda, do quanto que a confiança, no ambiente de trabalho, foi diretamente prejudicada por conta da chegada do novo coronavírus. “A relação direta, no trabalho, foi muito prejudicada devido às incertezas. Apesar de a empresa disponibilizar os recursos e as informações para prevenir o vírus, sempre há riscos devido às viagens e às entradas e saídas de pessoas externas e dos terceirizados administrativos”, exemplifica.

Porém, nesse campo de dúvidas e inseguranças, Reinaldo aponta que houve união da categoria, buscando se proteger ao máximo. “Estamos todos preocupados com a saúde dos colegas”, frisa.

E é exatamente esse sentimento de coletividade e de preocupação pela saúde de todos e de todas, que o Sindipetro-ES entrevistou a psicóloga Kaíza Oliva Donadia Chagas. Na conversa, ela nos conta um pouco mais sobre o quanto essa alteração na rotina do/da trabalhador/a, por conta da pandemia internacional da Covid-19, pode ter interferido diretamente na qualidade no trabalho, assim como na relação entre trabalhadores/as e na saúde mental de nossa categoria.

O mês de setembro é conhecido, internacionalmente, como Setembro Amarelo, data escolhida para que ações, no mundo inteiro, tragam a público os debates sobre saúde mental e, principalmente, sobre suicídio. Como ela mesma nos conta, “ouve-se muitos relatos de consequências como insônia, agitação ou letargia, aumento de ansiedade e sentimentos de tristeza e angústia, frente às incertezas causadas pela pandemia”.

Confira a entrevista logo abaixo!

De que forma a pandemia pode ter interferido na rotina do trabalhador? E na sua relação direta com o trabalho?

Antes de afirmarmos qualquer aspecto entre trabalho e a situação pandêmica, devemos lembrar que há vários pontos de vista sobre tal questão. Para os trabalhadores que precisaram manter o trabalho presencial, a rotina de trabalho pode ter gerado uma maior sensação de insegurança, medo e desconforto. Para àqueles que estavam em modalidade de teletrabalho, há o grupo que teve a sensação de sobrecarga (trabalho formal + trabalho doméstico + cuidado dos filhos, dentre outros) e também àqueles que se adaptaram à modalidade home office. Portanto, podemos afirmar que a pandemia alterou a rotina de trabalho, uma vez que os cuidados consigo e com os demais se colocou em evidência: novos hábitos de limpeza de seus postos de trabalho, novas maneiras de se relacionar com o colega (mantendo distanciamento, utilização de máscaras e a impossibilidade de ler expressões nos rostos, etc), a constante vigilância de seguir os protocolos de segurança/higiene.

O isolamento social, acompanhado do home office, interferiu nas relações de trabalho? Pode dar alguns exemplos do quanto esse distanciamento pode afetar ou já afetou os/as trabalhadores/as?

Pode-se dizer que a modalidade de home office e o isolamento social trouxeram consequências para a subjetividade do trabalhador: para muitos, vida pública e vida familiar não se entrelaçavam e, por conta da necessidade do teletrabalho, o trabalho passa a ocupar muito mais tempo que usualmente ocupava: a “não presença” física do empregador não deixa de causar sensações de cobrança na execução de tarefas e no cumprimento delas, ou seja, as fronteiras que estavam claras sobre tempo para o trabalho e tempo para a família, descanso e ócio passaram a diminuir e a intensificação do trabalho passou a invadir os espaços destinados à lazer, relaxamento mental e recuperação de fôlego.

Além disso, podemos destacar as relações sociais no trabalho: o estabelecimento de novas formas de interação e comunicação entre as equipes. Nós brasileiros, somos uma cultura de contato físico e de muita aproximação, portanto, para muitos houve uma dificuldade em adaptar-se na modalidade de reuniões online e pela falta do contato mais físico com os pares, gerando estresse, mal estar físico e mental e estafa.

Muitos/as são pais e mães. Dividir o tempo de casa entre o trabalho, a educação dos filhos (devido às escolas fechadas) e os serviços domésticos sobrecarregou os/as trabalhadores/as. Essas multifunções, muitas vezes uma atropelando a outra e ocupando espaços ao mesmo tempo, interferem na qualidade do trabalho e, ainda, na qualidade de vida do/da trabalhador/a?

Sim. Para muitos a vida pública (nas relações no espaço do trabalho) e a vida íntima (a vida vivida no ambiente familiar) raramente se entrelaçavam. Com a adoção do teletrabalho, muitos sentiram-se “invadidos”, constrangidos e desconcertados em perceber que a mistura desses ambientes poderia lhes causar complicações nas execuções de atividades em ambos as atmosferas.

Além disso, ouve-se muitos relatos de consequências como insônia, agitação ou letargia, aumento de ansiedade e sentimentos de tristeza, angústia frente às incertezas causadas pela pandemia e medo do avanço do vírus, da possibilidade de adoecer ou de que alguém da família adoeça, etc. Faz-se necessário que as empresas e gestores estejam atentos à saúde mental dos trabalhadores e que se tomem ações que estabeleçam boas práticas de comunicação e interação entres os trabalhadores, direcionamentos claros e objetivos sobre as ações que a empresa tomará perante as adversidades a serem enfrentadas, dentre outros.

E o retorno às atividades? De que forma isso pode prejudicar o trabalhador ao retomar sua rotina e a sua relação de confiança com o ambiente onde trabalha?

Como mencionado anteriormente, o medo do avanço do vírus, o receio de adoecer ou de que algum familiar adoeça gera sentimentos como insegurança, desconforto, raiva e até mesmo impotência de enfrentamento. A relação de confiança é quebrada justamente pela percepção desses sentimentos mencionados.

Empresas e gestores devem estar atentos à saúde mental do trabalhador, adotar e seguir todos os protocolos de segurança e higiene, adotar comunicação clara e objetiva, fornecer os equipamentos e suporte necessário para o enfrentamento da pandemia. Assim, é possível que a confiança com o ambiente de trabalho possa aos poucos possa ser reconstruída e restabelecida.

Estamos no mês de setembro, conhecido mundialmente como Setembro Amarelo. Debatemos, nele, questões que envolvem a saúde mental, em especial daqueles que, de alguma forma, chegam a pensar e até a realizar suicídio. Como a pandemia, e essas novas condições impostas a todos nós, refletem diretamente na nossa saúde mental?

Ao pensar sobre a pandemia e como ela influencia diretamente na nossa saúde mental, a gente pode tratar logo de cara a questão do isolamento social, o distanciamento. O brasileiro é de uma cultura mais calorosa, que se importa em estar presente com o outro, em estar próximo, em compartilhar suas experiências e vivências com o outro, mas de maneira física. E essa necessidade de adaptação muito rápida, aos novos contextos causados pela pandemia; essa necessidade de realmente se isolar e de ter que lidar consigo mesmo; ou, então, essas mudanças de rotina, com marido e esposa, ou companheiros, que começaram a dividir a vida 24 horas e que, antes, tinham o trabalho como outro espaço de  ambientação, relaxamento e construção de novos vínculos; tudo isso, de certa forma, afeta diretamente nas nossas relações, e também vai afetar diretamente na análise de quem nós somos.

Então ter que lidar diariamente, dentro de um único espaço, sobre quem realmente nós somos, facilita a exposição das nossas fragilidades, dos nossos medos e das nossas angústias. E, por isso, temos ouvido o aumento de casos de depressão, de ansiedade e de pânico, por exemplo, nesses últimos meses. A pandemia trouxe muita incerteza, e o ser humano tem uma necessidade de controle. E não ter mais o controle de certas coisas que antes a gente tinha, no dia a dia, nos deixa diante dessa inviabilidade de situações. Por exemplo: a incerteza de que poderá ir trabalhar sem se contaminar ou adoecer; a incerteza de que certos planos não serão concretizados. Tudo isso vai ampliando uma questão de desestruturação psíquica, e a gente acaba se sentindo, muitas vezes, impotentes.

E de que forma podemos estar mais atentos/as a essas questões e, ainda, a ajudar aqueles/as que precisam de socorro?

A partir daí, desse momento de desestruturação psíquica, que começam a aparecer certos sinais e, aos poucos, certas pessoas apresentam comportamentos que antes não eram apresentados. Alguns deles são bem perceptíveis, como tristeza, letargia constante, muita vontade de dormir e, até, aquelas pessoas que falam, mesmo brincando, que “querem se matar”. Esses comportamentos e ideações suicidas são apresentáveis, também. Outras ficam com muita vontade de dormir o tempo inteiro, para não ter que lidar com as dificuldades do dia a dia. Afinal, às vezes é mais fácil dormir do que enfrentar essas diversidades. Mas o que podemos fazer nesses momentos? Além de aconselhar essa pessoa a procurar o acompanhamento de profissionais da área da saúde, o que é imprescindível; também podemos ajudar a quebrar os paradigmas e os estereótipos referentes às pessoas que fazem o acompanhamento psicológico, porque infelizmente ainda há muita gente que acha que esses tratamentos são para “doidos” ou para aqueles que sofrem com algum transtorno. É muito importante apoiar essas pessoas, caso elas procurem um profissional de saúde mental, para que possam se sentir acolhidas.

Além disso, podemos ser os ouvidos dessas pessoas.  Virar o seu ponto de apoio. Incentivá-las a falar sobre elas, sobre as emoções e os seus sentimentos, e não apenas sobre os positivos e as nossas conquistas. Mas, também, sobre as falhas, as tristezas, os planos que não deram certo, as frustrações do dia a dia… Falar é o caminho. É fundamental que essas pessoas se sintam realmente recebidas, de braços abertos, com confiança e apoio para lidar com suas fragilidades.

Publicado em Trabalho

Em reunião na tarde de hoje com a gestão de Recursos Humanos da Petrobrás, entre integrantes da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), o Sindipetro-NF cobrou posição da empresa sobre o caos vivenciado pelos petroleiros e petroleiras, ontem, no Heliporto do Farol de São Thomé, quando passaram todo o dia sem ter acesso a alimentação, mesmo sendo mantidos em isolamento em razão dos protocolos de segurança de prevenção à Covid-19.

No final da reunião, quando foram abertas as falas para questionamentos dos sindicalistas sobre assuntos que não estavam originalmente em pauta, o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, disse aos RHs da empresa que considerava absurdo o tratamento dado aos trabalhadores e cobrou explicações.

De acordo com o sindicalista, os empregados deixaram o hotel para o embarque às 5h40, passaram todo o dia no Heliporto sem alimentação — em razão do cancelamento dos voos devido às más condições meteorológicas — e retornaram ao hotel às 20h15. Vieira também questionou as condições do hotel sobre a prevenção à covid-19.

O caso foi denunciado pelo sindicato, ontem (aqui). “Com quase 60% dos vôos transferidos por conta das péssimas condições meteorológicas, os trabalhadores e trabalhadoras aguardam nos aeroportos por respostas da Petrobrás sobre onde ficarão alojados e onde se alimentarão”, registrou a entidade.

Os gestores da empresa ficaram de responder na próxima semana aos questionamentos feitos pelos sindicalistas na fase final da reunião — sob alegação de que haviam ultrapassado o tempo destinado ao encontro desta tarde e tinham outros compromissos.

O Sindipetro-NF reforça com a categoria petroleira a necessidade de que informações sobre este caso do Heliporto do Farol de São Thomé, e também sobre outros que envolvam habitabilidade, saúde e segurança sejam enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Cabo Frio

Outra cobrança feita na reunião foi sobre o Aeroporto de Cabo Frio. O diretor Alexandre Vieira chamou a atenção para a necessidade que sejam adotados protocolos mais rígidos no acesso ao saguão e à testagem. “O aeroporto de Cabo Frio precisa ter uma triagem como a do Farol, onde os trabalhadores não se misturam”, afirma o sindicalista.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

O Sindipetro-NF prorrogou o prazo até 21 de setembro para que os trabalhadores enviem para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. evidências de problemas nas escalas para montagem de relatório a ser apresentado na reunião da EOR. Essa reunião aconteceria hoje, 16, mas foi cancelada(Veja no final da matéria o que pode ser considerado evidência).

Alguns trabalhadores já encaminharam informações que estão sendo tabuladas pelo Sindipetro-NF. Segundo o coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, estão aparecendo muitas diferenças em relação aos apontamentos feitos pela Petrobras.

“Vimos trabalhadores que tiveram a Covid-19 e a empresa considerou como trabalhando em horário administrativo, confinados em um hotel. Foi inventado um código de afastamento Covid, mas as pessoas que estão com esse código, não receberam nenhum atestado médico referente ao afastamento. E ao invés da pontuação de 1 dia e meio de folga, devido ao afastamento por doença, foram também pontuados como em horário administrativo” – explica Vieira.

Ele comenta que não foram prejudicados só os trabalhadores contaminados, mas também os trabalhadores que não tiveram COVID. Estes tiveram sua escala alterada pela empresa para 21 dias a bordo e 21 dias de folga, mas a troca da escala acabou levando o trabalhador a ficar afastado do trabalho mais dias. Para o Sindipetro-NF, estes dias deveriam ser neutros porque foram concedidos por iniciativa da empresa. Ao invés disso, foram indevidamente computados como folga. “Essa foi uma das tantas arbitrariedades realizadas pela Petrobrás” – disse Vieira.

Vieira conta que a auditoria da Operação Ouro Negro realizada em P-20 no início deste mês apontou várias irregularidades entre elas a imposição de escala de 21 dias a bordo, contrariando Acordo Coletivo e a Lei 5.811.

Dados obtidos pelo Sindipetro-NF através da LAI – Lei de Acesso à informação, mostram que a região da Bacia de Campos representava em agosto, 30% do total de casos de COVID na Petrobrás (veja quadro no final da matéria).

É de extrema importância que a categoria se engaje e denuncie as injustiças praticadas em suas escalas. Essa situação só será resolvida com a participação ativa de todos e todas. A diretoria do Sindipetro-NF reafirma que será mantido o sigilo da fonte. “Nosso foco é exemplificar as irregularidades para que os procedimentos corretos sejam definidos e assim as correções possam ser feitas pelos RH locais e cobradas pelos trabalhadores” – afirma Vieira. .

Setor Privado

O Sindipetro-NF cobrará dos fiscais de contrato a fiscalização nos apontamentos das empresas contratadas para que as injustiças praticadas sejam corrigidas. “O que é justo para os trabalhadores da Petrobras, deve ser replicado para os trabalhadores das empresas contratadas” – diz o diretor do sindicato. Após a definição dos procedimentos corretos pela Petrobrás, O sindicato indicará um e-mail para recebimento das denúncias dos prestadores de serviço de empresas não representadas, em relação as escalas praticadas.

Os trabalhadores do Setor Privado que são representados pelo SindipetroNF, já podem enviar e-mail apresentando as irregularidades praticadas para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., indicando no título: Irregularidade COVID e o nome da empresa em que trabalha. 

O trabalhador pode mandar como evidência:

  • Um relato do acontecido com o STIF (apontamento dos dias), indicando se há alguma divergência entre o que aconteceu com a pessoa e o apontado na escala;
  • Atestados ou se foi afastado sem ter recebido atestado;
  • Um resumo desde que foi identificado como suspeito até a confirmação, informando se a pessoa ficou em isolamento ou foi para a casa, que tipo de  transporte fez uso e se foi por conta própria ou fornecido pela empresa. 

Total de Contaminados no Norte Fluminense – 20 de agosto de 2020                                                                                                   

BC Plataformas                                 420

BS Plataformas                                 14

EDINC                                                 12

ES Plataformas                                 34

IMBETIBA                                         22

IMBOASSICA                                    19

RJ Plataformas                                 59

CABIÚNAS                                         26

 

Total Norte Fluminense                606

% relativa do NF ao total de contaminados Petrobras = 31%

Total Petrobras                                                               1.976

Estimativa com Terceirizados                                    3.399

FONTE LAI – Lei de Acesso à Informação

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Sindicalistas lançam movimento e abaixo-assinado pela prorrogação do auxílio emergencial sem redução de valor. Entidades explicam que os R$ 600 foram possíveis não pelo governo, mas apesar dele. E apontam as graves consequências econômicas e sociais da redução deste valor

[Da Rede Brasil Atual]

Enquanto o governo fala em reduzir pela metade o valor do auxílio emergencial, as centrais sindicais lançaram campanha pela prorrogação, pelo menos até dezembro, sem cortes. Alertam para consequências econômicas e sociais graves. Além disso, as entidades pretendem demonstrar que a criação do auxílio ocorreu não por causa de Jair Bolsonaro, mas apesar dele.

Ao divulgarem a campanha, nesta quinta-feira (17), as centrais lançaram ainda um abaixo-assinado pela manutenção do auxílio de R$ 600 – e de R$ 1.200 para mães chefes de família. A mobilização deverá se concentrar no Congresso. No último dia 2, o governo editou a Medida Provisória (MP) 1.000, que prevê quatro parcelas “residuais” de apenas R$ 300.

Efeito no consumo

Um dos slogans da campanha é “Bota pra votar já, Maia!”, referência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os dirigentes sindicais também pediram audiência com o parlamentar. Mas isso terá de esperar: ontem (16), Maia testou positivo para covid-19. Segundo sua assessoria, “ele manifestou sintomas brandos da doença e está se tratando na residência oficial, onde seguirá em isolamento, respeitando as recomendações médicas”.

Em notas, as centrais afirmam que a redução do auxílio “compromete gravemente a capacidade das famílias adquirem a alimentação, moradia, transporte e outros bens de consumo básicos, além de todas as outras necessidades”. E lembram que o benefício “garantiu o consumo básico de mais de 50 milhões de pessoas”. Inicialmente, o governo falava em R$ 200, mas a pressão no Congresso elevou o valor para R$ 600.

Redução é “crime”

“No início da pandemia, em março, o auxílio emergencial foi uma conquista do movimento sindical. O governo dizia que não tinha orçamento”, lembrou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, durante entrevista coletiva para veículos alternativos. Para ele, “é um crime” propor a redução. “E agora, com a inflação de alimentos, 300 reais não compra sequer a cesta básica.”

A consequência, acrescentou o dirigente, seria “uma crise social sem precedentes”. Ele criticou a equipe econômica: “Não podemos trabalhar com a lógica Paulo Guedes, cabeça de planilha”. O presidente da CUT observou que as centrais também pretendem discutir um programa de renda básica permanente.

Emendas à MP

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, lembrou também do aumento de preços de gêneros de primeira necessidade, o que prejudica, principalmente, os mais vulneráveis. Ele lembrou que vários parlamentares já apresentaram emendas à MP.

“A ideia do abaixo-assinado é envolver a maioria dos municípios do país. As pequenas prefeituras sabem o efeito desses 600 reais. Isso é bom pra os trabalhadores, para a economia, para o Brasil”, acrescentou Miguel.

Já o presidente da UGT, Ricardo Patah, lembrou que a central tem forte representação no comércio e nos serviços, setores em que o auxílio ajudou a manter certo equilíbrio de atividade e emprego. Mas ele lembrou que são necessárias “medidas econômicas de impacto”, com retomada de obras de infra-estrutura. Os sindicatos também precisam reagir, emendou, apontando para o risco de uma “situação insustentável.”

“Desmascarar o Bolsonaro”

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a campanha pela manutenção do auxílio será importante também para mostrar que o presidente da República – que se beneficiou do auxílio em termos de popularidade – é, na verdade, empecilho em temas sociais. “Precisamos desmascarar o Bolsonaro”, afirmou.

“Ele foi contra o auxílio emergencial, a ajuda aos estados e municípios, à micro e pequena empresa, contra o Fundeb, contra tudo. Índios, LGTB, movimentos sociais, é contra o sindicalismo”, disse Adilson. Além disso, segundo ele, Paulo Guedes quer acabar com o Estado no momento em que “tudo que nós deveríamos estar discutindo era a universalização dos serviços públicos”.

Destruição do Estado

O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, afirmou que não apenas os trabalhadores, mas todo o país será prejudicado com a redução. Ele lembrou que o governo, no início, dificultou o acesso ao crédito e o pagamento efetivo do auxílio. O objetivo, diz, é a “destruição” do Estado. “A reforma administrativa tem o objetivo central de destruir o Estado brasileiro, o serviço público. Com esse governo, a gente não vê perspectiva”, afirmou Bira.

Integrante da executiva da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes chamou a atenção para dados divulgados pelo IBGE que mostram um quadro “catastrófico” de insegurança alimentar, atingindo principalmente mulhers e negros. O “novo normal” da pandemia, com 800 a mil mortos por dia, também tem “corte de raça e classe”, acrescentou.

Também participaram da entrevista o presidente da Nova Central, José Calixto, e o presidente interino da CSB, Álvaro Egea.

Confira nota das centrais

Campanha Nacional

Pela manutenção do auxílio emergencial de 600 reais até dezembro

É bom para o povo, para a economia e para o Brasil

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Intersindical e Pública, seus sindicatos e entidades, iniciam de forma unitária nesta quinta-feira (17) uma mobilização nacional para conclamar ao Congresso Nacional para votar a MP 1000 e restituir o valor de R$ 600 para o Auxílio Emergencial (R# 1.200 para mãe chefe de família). Essa iniciativa fundamental depende inicialmente da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de encaminhar o processo legislativo e pautar a votação na Câmara dos Deputados.

Nosso o objetivo é impedir que o governo federal cometa mais uma injustiça contra a classe trabalhadora e, principalmente, contra a população vulnerável, as mais atingidas pela pandemia de Covid-19 e a recessão.

A Medida Provisória 1000 corta o Auxílio Emergencial pela metade, reduzindo-o a R$ 300,00, restringindo ainda mais a capacidade de milhões de famílias brasileiras enfrentarem as consequências da crise sanitária causada pela pandemia do coronovírus, em especial o desemprego e a perda de renda do trabalho. A redução do Auxílio compromete gravemente a capacidade das famílias adquirem a alimentação, moradia, transporte e outros bens de consumo básicos, além de todas as outras necessidades.

O Auxílio Emergencial de R$ 600,00 garantiu o consumo básico de mais de 50 milhões de pessoas, fomentou a atividade nas empresas e protegeu milhões de empregos, fazendo a roda da economia girar, impedindo, assim, que uma crise econômica ainda maior se instalasse no país. Estudos estimam que os mais de R$ 320 bilhões mobilizados para financiar esse Auxílio teve um impacto positivo na massa de rendimentos das famílias que, transformada em consumo, foi capaz de sustentar mais de 2% do PIB brasileiro em 2020.

Sairemos dessa grave crise sanitária e econômica se formos ousados e tivermos capacidade efetiva de cooperação. Cabe ao governo federal articular e coordenar os esforços de enfrentamento da crise sanitária, contudo o governo atua no sentido contrário, o que significa milhares de vidas perdidas que seriam evitáveis.

Cabe ao governo mobilizar os recursos públicos, com impostos progressivos e taxando os ricos, para garantir renda básica para todos que necessitem, bem como mobilizar investimentos para a retomada das milhares de obras paradas, para a expansão da nossa infraestrutura econômica e social, orientando para um desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, justo e cooperado.

Convidamos as organizações, entidades e movimentos para que façamos um grande esforço de articulação das nossas iniciativas. Conclamamos parlamentares e partidos para um amplo diálogo social compromissado com a nação brasileira, com o desenvolvimento econômico sustentável, com a justiça social, diálogo esse que deve agora materializar-se na manutenção do Auxílio Emergencial de R$ 600 até dezembro.

Sérgio Nobre

Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Publicado em Movimentos Sociais

Em reunião realizada no dia 9 de setembro, a Fup pressionou mais uma vez os representantes do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) da Petrobrás sobre a situação dos trabalhadores e trabalhadores contaminados pela COVID-19, mas sem atestado,  que estão com problemas em suas escalas.

O grupo de EOR não soube responder e chamou um representante do Recursos Humanos, que também não apresentou solução.

Por conta disso, o Departamento de Saúde pretende elaborar um relatório com a situação da categoria e apresentar na próxima reunião que acontece semanalmente. O objetivo do departamento é passar um pente fino nos apontamentos e nas possíveis irregularidades que devem ser corrigidas.

Para montar esse relatório é importante que os trabalhadores encaminhem evidências para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. São exemplos de evidências,  o trabalhador ser afastado com código referente a doença, sem ter o devido atestado médico ou o trabalhador afastado do trabalho receber um código como se estivesse trabalhando.

O trabalhador também pode mandar como evidência:

  • Um relato do acontecido com o STIF (apontamento dos dias), indicando se há alguma divergência entre o que aconteceu com a pessoa e o apontado na escala;
  • Atestados ou se foi afastado sem ter recebido atestado;
  • Um resumo desde que foi identificado como suspeito até a confirmação, informando se a pessoa ficou em isolamento ou foi para a casa, que tipo de  transporte fez uso e se foi por conta própria ou fornecido pela empresa.

“Por essa situação e outras, que se faz essencial que os trabalhadores enviem as evidencias para que possamos pedir a correção” – explica o Coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira.

O prazo para envio desse material é até o dia 14 de setembro, para que a direção tenha tempo de montar esse relatório. Vale lembrar que a identificação dos envolvidos será resguardada.

[Via Sindipetro-NF]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A Embraer anunciou nesta quinta-feira (3) a demissão de 900 trabalhadores que estavam em licença remunerada. O corte em massa acontece um dia após o encerramento do programa de demissão voluntária (PDV) da companhia, que teve 1.600 adesões em todo o país.

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos diz que as demissões foram feitas sem qualquer negociação com a entidade, o que viola o acordo de preservação de emprego assinado em 9 de abril, durante o período de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus.

O sindicato convocou uma assembleia com todos os demitidos, às 14h30, na portaria da matriz, na Avenida Faria Lima, em São José dos Campos-SP), nesta quinta.

Os metalúrgicos afirmam ainda que nem PDV foi negociado, pois a empresa apenas apresentou o programa, sem aceitar alternativas. É o terceiro PDV aberto pela empresa em menos de dois meses.

Má gestão

Em abril, a companhia aeronáutica norte-americana Boeing anunciou que rescindiu acordo de US$ 4,2 bilhões para adquirir a divisão de aviões comerciais da Embraer.

Para especialistas, a situação atual da companhia exige a busca por recursos para que possa integrar novamente os seus segmentos. Entretanto, dependerá de uma nova orientação da direção da empresa, como um plano para ser reestatizada.

De acordo com o sindicato, a Embraer tenta justificar o PDV colocando a culpa na pandemia, mas estudos mostram que as dificuldades financeiras foram provocadas pela má gestão do Conselho Administrativo na negociação com a Boeing. 

“É um crime o que a Embraer está fazendo com esses trabalhadores. Enquanto mantém altos executivos com salários milionários, demite 2.500 pais e mães de família que dependem de seus empregos para sobreviver. Não aceitaremos essa medida. Vamos buscar todas as formas de luta para reverter as demissões”, afirma o diretor do Sindicato, Herbert Claros.

[Da Rede Brasil Atual]

Publicado em Trabalho

Governo diminui de R$ 1.079 para R$ 1.067 o valor do salário mínimo de 2021. Já são dois anos sem aumento real. Ao contrário de Lula que em seus mandatos reajustou em 77%, Bolsonaro aprofunda a desigualdade

[Do portal da CUT]

Desde que a Política de Valorização do Salário Mínimo criada no governo Lula (PT) com apoio da CUT e demais centrais terminou no ano passado, Jair Bolsonaro (ex-PSL) e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, não mexeram uma palha para retomar os ganhos reais dos trabalhadores e trabalhadoras, aposentados e pensionistas que têm seus benefícios reajustados de acordo com o valor do piso nacional.

A dupla Bolsonaro/Guedes está destruindo todos os ganhos da política, que garantiu aumento 77% no valor do salário mínimo e beneficiou negociações salariais, com 84,5% de mais de 300 categorias profissionais conquistando reajuste acima da inflação, ganho real de 42,9% no salário médio de admissão, que passou de R$ 772,58, em 2003, para R$ 1.104,12 em 2013, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Na lei orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), o governo propôs salário mínimo de R$ 1.067 a partir de janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro. A projeção inicial para 2021 era aumentar o mínimo dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.079, mas o governo baixou o valor tirando R$ 12 por mês do bolso do trabalhador. O novo valor apenas repõe a inflação projetada para 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 2,09%, ou seja, sem aumento real.

Em apenas dois anos de governo, Bolsonaro retirou R$ 18 mensais do bolso de cada trabalhador e de cada aposentado que ganha o salário mínimo, sendo R$ 6 no primeiro ano, quando também derrubou o valor, e agora mais R$ 12.

O que pode parecer pouco para alguns significa o aumento do abismo social, com a base da pirâmide ganhando muito pouco, critica a técnica da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CUT Nacional, Adriana Marcolino.

No total, 48,9 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo: 23,6 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 10,9 milhões de trabalhadores formais, outros 10,2 milhões de trabalhadores por conta própria e 3,8 milhões de empregados domésticos e outros 255 mil empregadores.

“A valorização do salário mínimo é importante porque reduz a distância salarial que no Brasil é muito grande e, consequentemente, diminuiu a desigualdade social”, afirma Adriana.

Para ela, há falta de interesse do governo em renegociar a política de valorização, o que teria um importante papel para o país sair da crise e estancar o aumento da pobreza que deve aumentar muito neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A técnica do Dieese defende que mesmo com o Produto Interno Bruto (PIB) com índice negativo de -9,7% neste segundo semestre, o que impediria um reajuste acima da inflação, já que o cálculo da política de valorização do salário mínimo levava em conta a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, mais o resultado do PIB de dois anos antes, bastava Bolsonaro entender que sem dinheiro girando na economia a crise vai demorar a terminar.

Segundo ela, o governo poderia oferecer um reajuste do mínimo acima da inflação para a retomada do crescimento, já que as famílias com menor poder aquisitivo gastam tudo o que ganham e colocam no consumo, permitindo que o dinheiro volte a circular, aquecendo a economia.

 “Pelas contas do Dieese, o ideal seria que o mínimo para o sustento de uma família de quatro pessoas, em julho deste ano, fosse de R$ 4.420,11. Valor 75% acima do que Bolsonaro quer pagar. Por isso que é tão importante o ganho real, mas, infelizmente, o governo federal vê o ganho do trabalhador como despesa para os grandes empresários e não como indutor da economia”, critica a técnica do Dieese/CUT.

Lideranças progressistas criticam fim da política de valorização do SM

No Twitter parlamentares do Partido dos Trabalhadores criticaram a decisão de Bolsonaro em não manter a Política de Valorização do Salário Mínimo. O senador Rogério Carvalho (PT/SE) questionou a decisão presidencial com perguntas que ironizam a falta de política social de Bolsonaro.

“Reduzir o preço do Gás de cozinha? Reduzir o preço da energia elétrica? Reduzir o preço dos combustíveis? Reduzir os juros do cartão? Não! Bolsonaro vai reduzir o salário mínimo, que serve pra pagar essas contas.

REPRODUÇÃOReproduçãoCarlos Veras (PT/PE) classificou como absurda a decisão de Bolsonaro em retirar R$ 12,00 mensais do trabalhador.

“É um absurdo! Governo reduz o valor do salário mínimo previsto para 2021: de R$ 1.075 para R$ 1.067”, escreveu.

REPRODUÇÃOReprodução

A Política de Valorização do SM implantada por Lula com apoio da CUT

Durante 12 anos, a Política de Valorização do Salário Mínimo criada por Lula  em 2007 e continuada no governo Dilma Rousseff previa o aumento real, acima da inflação, sempre que houvesse crescimento econômico.

Mas a luta para dar ganhos aos trabalhadores teve início três anos antes, em 2003, quando a CUT e demais centrais sindicais, em um movimento unitário, lançaram a campanha pela valorização do salário mínimo. Nesta campanha, foram realizadas três marchas conjuntas em Brasília com o objetivo de pressionar e, ao mesmo tempo, fortalecer a opinião dos poderes Executivo e Legislativo sobre a importância social e econômica da proposta de valorização do salário mínimo.

O resultado só trouxe benefícios para a economia

Nos governos petistas, a política de valorização do salário permitiu que 48,7 milhões de pessoas ascendessem às classes A, B e C.

“Se não houvesse a luta das centrais e os governos petistas provavelmente o salário mínimo, que em 2003 representava cerca de 29% do valor de julho de 1940, quando foi instituído ficaria no mesmo patamar. Hoje, o salário mínimo representa 50,85% do que valia há 80 anos”, conta Adriana Marcolino.

[Redação: Rosely RochaEdição: Marize Muniz]

Publicado em Trabalho

A diretoria do Sindipetro-NF está participando hoje, 31, de uma auditoria da Operação Ouro Negro da plataforma de P-20 com foco na pandemia de COVID-19 a bordo. Durante a apresentação da auditoria, o diretor do sindicato Alexandre Vieira no início da reunião contextualizou a situação da COVID nas plataformas, o que o Sindipetro-NF tem feito e as conquistas da classe trabalhadora em relação às Normas Regulamentadoras e à emissão das Comunicações de Trabalho.

Para Vieira, a contaminação por COVID-19 nas plataformas pode ser considerado como o maior acidente de trabalho já ocorrido e que nada tem sido feito para investigar. Ele lembra que o sindicato é chamado para participar de comissão de investigação de um problema elétrico, mas que no caso dessas contaminações que chegam a quase 4 mil pessoas e que causam mortes, a empresa não investiga, nem para acabar com a contaminação.  Também denunciou a falta de transparência por parte  da Petrobras.

Na reunião foi tratado um caso de um trabalhador que embarcou num determinado dia e no dia seguinte sua esposa testou positivo para a COVID-19, tendo que desembarcar imediatamente. Vieira alertou que o fato de alguns trabalhadores não informarem no embarque a suspeita de estar contaminados e com isso colocar em risco todos os trabalhadores e trabalhadoras a bordo, está associado ao medo do empregado em perder o emprego.

Operação Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Ministério Público do Trabalho emitiu, na última sexta, 21, recomendações à Petrobrás e demais empresas do setor petróleo, para que se ajustem à necessidade de prevenção à transmissão do novo coronavírus entre os petroleiros e petroleiras. A Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região lista 32 medidas que as empresas deverão tomar para combater a propagação da covid-19 na categoria.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, entre as medidas estão diversas que têm sido cobradas pelo sindicato, como adoção de testes PCR, abertura de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) nos casos de covid-19, retorno do 14 x 21 em no máximo 60 dias, obrigatoriedade de realização de testes mesmo naqueles que têm igG ativo, entre outras (veja íntegra do documento abaixo).

O NF participou nas últimas semanas de reuniões da Operação Ouro Negro, integrada pelo MPT e por outros órgãos de fiscalização, e voltou a pontuar a falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos dados da covid-19 entre os trabalhadores e trabalhadoras e a insuficiências das medidas de prevenção.

Desde o início da pandemia o Sindipetro-NF tem atuado intensamente para denunciar a negligência da Petrobrás no combate ao novo coronavírus. Cerca de 20 ofícios foram enviados à própria empresa, a órgãos fiscalizadores e a instâncias do poder público no Executivo e no Legislativo, para relatar a exposição dos petroleiros e petroleiras à covid-19. Recentemente, duas plataformas, a P-50 e a P-12, enfrentaram surtos da doença.

O Ministério Público do Trabalho determinou que “as empresas concessionárias/operadoras deverão, através dos meios de comunicação disponíveis, cientificar as demais empresas prestadoras de serviço para que adotem as medidas necessárias ao cumprimento desta Recomendação, ficando desde já cientes que a responsabilidade pelo cumprimento das medidas ora recomendadas é solidária entre todas as empresas envolvidas, não excluindo, sob qualquer aspecto, a responsabilidade da empresa operadora/concessionária pelo cumprimento integral de todas as cláusulas.”

As empresas devem ainda, segundo o MPT, ficar cientes de que a qualquer momento poderá ser exigida “comprovação da implementação das medidas previstas nesta Recomendação”. “Os trabalhadores e respectivos sindicatos, verificando descumprimento da presente recomendação, deverão noticiá-las no canal de recebimento de denúncias do MPT (www.mpt.mp.br)”, também determinou.

> Confira a íntegra do documento com as 32 recomendações do MPT

[Via Sindipetro-NF]
 
Publicado em Petróleo

Pesquisa do Dieese mostra que em todas as cidades do país os sindicatos foram fundamentais nas negociações de manutenção dos empregos durante a pandemia. Apesar da luta, acordos de reajustes salariais caíram 28%

A crise econômica, aprofundada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), é a desculpa perfeita do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e de parte do empresariado para arrochar salários e usurpar direitos duramente conquistados com muita luta pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Só as categorias mais organizadas, com sindicatos fortes e combativos conseguem preservar empregos e direitos nas duras negociações salariais em épocas como a atual, mostra pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O boletim “De olho nas negociações” do Dieese analisou 8.574 acordos negociados no primeiro semestre deste ano contra 8.827 no mesmo período do ano passado. Embora o aumento no número de acordos seja de apenas 3%, o que se nota é que em todas as cidades do país, sem exceção, houve algum tipo de negociação relacionada a Covid-19.

A pesquisa do Dieese mostra também que nas datas bases do primeiro semestre de 2020, o número de cláusulas relativas a reajustes salariais caiu em relação ao mesmo período do ano passado de 2.970 para 2.153 (- 27,50%). As maiores quedas foram registradas nos dois primeiros meses, após o início da pandemia. Em abril foi 41% menor e em maio 39%.

Segundo o técnico responsável pela pesquisa, Luís Ribeiro, embora tenha mudado o perfil de negociações, geralmente de reajustes salariais, para o de manutenção do emprego, o que se viu foi um “fenômeno nacional”, com os sindicatos se desdobrando, indo à luta, desafiando as dificuldades de realização de assembleias por causa da quarentena e das adversidades para conseguirem manter direitos.

“O próprio número no aumento de acordos, num momento em que o governo federal apresentou diversas medidas que não precisariam da atuação dos sindicatos mostra que os representantes dos trabalhadores foram além. Muitos conseguiram negociar tanto um período maior de estabilidade do emprego como uma melhoria no rendimento dos trabalhadores atingidos pela MP 936 de suspensão de contrato e redução de jornada e salários”, diz Ribeiro. 

A luta dos sindicatos tem sido cada vez mais difícil, com as negociações entre empresas e trabalhadores demorando mais para chegarem a um acordo, afirma o diretor-técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior.

“O tempo médio de negociação era de um mês. Hoje têm categorias que estão lutando desde o mês de maio para conseguir impedir tanto a retirada de direitos, de pautas sociais como avançar nas questões salariais ”, diz.

Fausto ressalta que as maiores dificuldades têm sido sentidas por trabalhadores de empresas públicas como os Correios e a Petrobras que estão próximas da data-base.

“A maior dificuldade nas negociações das empresas públicas se deve a postura do atual governo [Jair Bolsonaro] de reduzir direitos a qualquer custo”, afirma o diretor-técnico do Dieese.

[Da imprensa da CUT]

Publicado em Trabalho
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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